Debaixo de chuva, Janja assiste e participa de ensaio técnico da Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí
Por Edu Mota, de Brasília
Mesmo debaixo da forte chuva que caiu no Rio de Janeiro, a primeira-dama Janja participou, na noite desta sexta-feira (6), do ensaio técnico da escola de samba Acadêmicos de Niterói. A agremiação neste ano vai homenagear o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
Acompanhada da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e de seguranças, Janja se posicionou em frente ao primeiro recuo da bateria, na Marquês de Sapucaí. A primeira-dama assistiu o ensaio junto com o presidente da Acadêmicos de Niterói, Wallace Palhares, e prestigiou a entrada na avenida de todos os componentes da escola.
Artistas como Paulo Betti, Antônio Pitanga, entre outros, acompanharam o ensaio junto com a primeira-dama. Ao longo do desfile, uma chuva torrencial começou a cair na Marquês de Sapucaí, mas Janja, e sem capa ou guarda-chuva, dançou, cantou o samba da escola e cumprimentou diversos integrantes da comunidade.
A Acadêmicos de Niterói vai abrir o Grupo Especial do Rio de Janeiro no domingo (15). O “esquenta” começa às 21h45, e o desfile está marcado para as 22h.
A escola estreante na elite das agremiações trará um samba-enredo narrado em primeira pessoa por uma retirante nordestina: Dona Lindu, mãe do presidente Lula. Na letra do samba, Eurídice Ferreira de Mello, mãe de oito filhos, narra a viagem de “13 noites e 13 dias” com a família, em um caminhão “pau-de-arara”, entre Garanhuns, no interior de Pernambuco, e a periferia de Guarujá, no litoral paulista.
O mulungu (mulungu-da-caatinga), citado no título do samba da Acadêmicos de Niterói, é uma árvore de copa larga e flores avermelhadas, de altura de 12 a 18 metros, com tronco de até 80 centímetros de diâmetro, onde as crianças do agreste costumavam brincar, como faziam Lula e os seus irmãos.
Para além da trajetória de Lula até os dias atuais, o samba-enredo da agremiação faz referência à melhoria das condições de vida da população ao longo dos três mandatos do líder petista, como no combate à fome e na ampliação de acesso à educação.
A letra do samba ainda relembra o ex-deputado Rubens Paiva, a estilista Zuzu Angel, o jornalista Wladimir Herzog – mortos pela ditadura militar (1964-1985) ? e o sociólogo Betinho (Hebert de Sousa) e seu irmão, o cartunista Henfil.
