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Um ataque contra a família brasileira. Assim o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente nas eleições de outubro, qualificou o desfile da Acadêmicos de Niterói, realizado na noite deste domingo (15). A escola fez uma homenagem à trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em postagens feitas em suas redes sociais, o senador condenou a homenagem da escola de samba, tachou o desfile de propaganda antecipada e disse que o Brasil “vive uma depravação moral generalizada, sem precedentes em sua história”. O candidato afirmou que vai protocolar ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Nossa ação contra os crimes do PT na Sapucaí, com dinheiro público, será protocolada rapidamente no TSE. Além dos ataques pessoais a Bolsonaro, eles atacaram o maior projeto de Deus na Terra: a família”, afirmou o senador do Rio de Janeiro.
Além de criticar o desfile em homenagem a Lula, Flávio Bolsonaro disparou também contra o ex-deputado Geddel Vieira Lima. O candidato a presidente lembrou vídeo recente que mostra Geddel dançando no Camarote Salvador na noite da última sexta (13).
“Se isso não lhe causa indignação, o vídeo de Geddel Vieira Lima, que teve aquelas famosas malas de dinheiro roubado apreendidas no seu apartamento, sapateando livre, leve e solto no carnaval também não devem lhe fazer mal né?”, disse.
Em suas postagens, Flávio Bolsonaro critica ainda a destinação de verbas públicas para o desfile da Acadêmicos de Niterói, e retoma a acusação de que a passagem da escola pela Sapucaí se travestiu de propaganda eleitoral favorável a Lula.
“Lula esfola o povo com aumento de impostos e usa esse mesmo dinheiro arrecadado para fazer campanha antecipada pra ele mesmo Sim, o dinheiro do suor do povo trabalhador brasileiro, que deveria ser devolvido à sociedade em forma de serviços públicos de qualidade, está sendo torrado num desfile de carnaval na cara de todos os brasileiros”, declarou o senador na rede X.
“Jair Bolsonaro foi tornado inelegível, na mão grande, por uma reunião com embaixadores e por discursar num carro de som que não custou um centavo de dinheiro público. Isso não ficará impune!”, finalizou o pré-candidato e principal adversário do presidente Lula.
Mesmo debaixo da forte chuva que caiu no Rio de Janeiro, a primeira-dama Janja participou, na noite desta sexta-feira (6), do ensaio técnico da escola de samba Acadêmicos de Niterói. A agremiação neste ano vai homenagear o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
Acompanhada da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e de seguranças, Janja se posicionou em frente ao primeiro recuo da bateria, na Marquês de Sapucaí. A primeira-dama assistiu o ensaio junto com o presidente da Acadêmicos de Niterói, Wallace Palhares, e prestigiou a entrada na avenida de todos os componentes da escola.
Artistas como Paulo Betti, Antônio Pitanga, entre outros, acompanharam o ensaio junto com a primeira-dama. Ao longo do desfile, uma chuva torrencial começou a cair na Marquês de Sapucaí, mas Janja, e sem capa ou guarda-chuva, dançou, cantou o samba da escola e cumprimentou diversos integrantes da comunidade.
A Acadêmicos de Niterói vai abrir o Grupo Especial do Rio de Janeiro no domingo (15). O “esquenta” começa às 21h45, e o desfile está marcado para as 22h.
A escola estreante na elite das agremiações trará um samba-enredo narrado em primeira pessoa por uma retirante nordestina: Dona Lindu, mãe do presidente Lula. Na letra do samba, Eurídice Ferreira de Mello, mãe de oito filhos, narra a viagem de “13 noites e 13 dias” com a família, em um caminhão “pau-de-arara”, entre Garanhuns, no interior de Pernambuco, e a periferia de Guarujá, no litoral paulista.
O mulungu (mulungu-da-caatinga), citado no título do samba da Acadêmicos de Niterói, é uma árvore de copa larga e flores avermelhadas, de altura de 12 a 18 metros, com tronco de até 80 centímetros de diâmetro, onde as crianças do agreste costumavam brincar, como faziam Lula e os seus irmãos.
Para além da trajetória de Lula até os dias atuais, o samba-enredo da agremiação faz referência à melhoria das condições de vida da população ao longo dos três mandatos do líder petista, como no combate à fome e na ampliação de acesso à educação.
A letra do samba ainda relembra o ex-deputado Rubens Paiva, a estilista Zuzu Angel, o jornalista Wladimir Herzog – mortos pela ditadura militar (1964-1985) ? e o sociólogo Betinho (Hebert de Sousa) e seu irmão, o cartunista Henfil.
Um projeto de indicação curioso foi apresentado na Câmara Municipal de Salvador e propõe a criação de um sambódromo na capital baiana.
O PI 381/2025 do vereador Téo Senna (PSD), tem como justificativa a escolha do samba como tema do Carnaval de Salvador.
Segundo o edil, o gênero, que é patrimônio imaterial do Brasil, tem grande importância para a cultura baiana. Senna ainda pontua a falta de um espaço dedicado ao samba na cidade.
"Considerando a tradição da Cidade do Salvador como berço do samba do Brasil; considerando que o tema do carnaval 2026, será o samba; considerando a importância para a Cidade de Salvador, e seus munícipes de possuir um local para apreciação e cultura do samba; considerando a tradição cultural do samba em nossa cidade, e a persistência de alguns grupos em manter a tradição de grupos e das escolas de samba; considerando a falta de um espaço para apresentação desses Grupos e Escolas em ambiente propícios e adequados para suas apresentações."
Caso a proposta seja aceita, o espaço para apresentação dos grupos e Escolas de Sambas na capital de Salvador deve ter como endereço o bairro do Comércio.
O registro da primeira escola de samba da capital baiana é de 1957, a Escola de Samba Ritmistas do Samba. Entre as décadas de 60 e 70, Salvador teve ainda as escolas Filhos do Tororó, os Diplomatas de Amaralina e a Juventude do Garcia. Ao todo, 15 agremiações chegaram a se apresentar na cidade.
Com a transformação da folia baiana, a tradição acabou sendo deixada para trás. Atualmente, três escolas de samba atuam na cidade, são elas Escola de Samba Unidos de Itapuã, a Filhos da Feira de São Joaquim, e a G.R.E.S.Diamante Negro.
Durante um ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi, neste domingo (20), uma mulher foi agredida por um integrante da Vai-Vai. O ato foi filmado e repercutiu nas redes sociais.
De acordo com o site G1, o diretor de bateria que aparece nas imagens foi identificado como Anderson Roberto, conhecido como Pepê.
O vídeo mostra a mulher caminhando na lateral da avenida. Um homem vem logo atrás e a puxa pelos cabelos. Outros integrantes da escola tentam separa-los, mas o homem segue empurrando a mulher.
Em nota, a diretoria da Vavai afirmou que o autor das agressões "está sumariamente afastado de qualquer atividade" da escala. Sobre a vítima, a agremiação informou que não medirá esforços para que ela "fique bem e tenha todos os meios para garantir e legitimar os seus direitos".
O presidente da escola, Darly Silva, conhecido como Neguitão também se pronunciou sobre o caso e disse que pedirá a expulsão do agressor. "Pois o que ele fez fere totalmente a nossa ética, a nossa disciplina, nossa honra e principalmente a honra e a integridade da componente que foi agredida".
Segundo o G1, a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo disse que "jamais foram registradas cenas como as de ontem durante os ensaios técnicos, que são realizados sempre nos meses que antecedem o carnaval, em clima de harmonia e confraternização entre os sambistas”.
"A Liga já abriu uma sindicância para apurar os fatos, e a Escola de Samba Vai-Vai será responsabilizada por este acontecimento lamentável e responderá pela postura de sua diretoria e componentes".
Confira os pronunciamentos da Vai-Vai na íntegra:
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Lula vai ficar do lado de criminosos?"
Disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao fazer duras críticas à atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área da segurança pública. Flávio, pré-candidato do PL a presidente nas eleições de outubro, citou o projeto de lei antifacção, aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro e que ainda não foi sancionado por Lula.