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Coronel nega tentativa de “golpe” no PSD e afirma que não tem conversas para deixar o partido: “Só se for expulso”

Por Fernando Duarte / Leonardo Almeida

Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado

O senador Angelo Coronel (PSD) negou trativas para tentar dar um “golpe” e tomar o comando do PSD na Bahia após a chegada do governador Ronaldo Caiado na legenda. Em conversas com o Bahia Notícias na noite desta sexta-feira (30), o congressista afirmou que a situação se trata de uma “orquestração” contra ele e o senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar.

 

À reportagem, Coronel também negou conversas com outros partidos para deixar a sigla e declarou que só iniciaria as tratativas se “fosse expulso do PSD”, cenário que ele próprio enxerga como muito difícil.

 

“Estou sentindo com toda essa orquestração que estão fazendo contra mim e Otto. Eu não tentei tomar o partido. Não tenho conversa com nenhum partido, isso só vai acontecer se o PSD decidir me expulsar, mas eu tenho uma amizade de 40 anos com Otto, não acredito que serei expulso do PSD. Não acredito que o meu partido vai me expulsar. Um partido que ajudei a fundar. Confio que ele [Otto] vai votar em Coronel e ainda vai pedir voto”, comentou o senador.

 

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Em contrapartida, em contato com o Metrópoles, Otto Alencar disse que o aliado foi procurar Kassab com a tentativa de intervir no partido. Segundo ele, houve uma “quebra de confiança”.

 

“Com a saída de Caiado, ele foi a Kassab pessoalmente para pedir para mudar o rumo do partido. Kassab me ligou e disse que não havia como fazer a mudança sem falar com o partido. Ele tinha me dito que ia para São Paulo para ir ao médico. Foi uma quebra de confiança”, disse Otto.

 

Após a chegada de Caiado no PSD, Coronel vem sendo acusado de ter agido nos bastidores contra Otto ao procurar Kassab para tentar mudar o posicionamento do PSD na Bahia, migrando o partido para a base de ACM Neto (União). A movimentação ocorre em meio a insatisfações em uma possível retirada do senador na chapa majoritária do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que arquiteta uma chapa “puro-sangue”, com Jaques Wagner e Rui Costa ocupando as vagas para o Senado.