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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

senado

Alcolumbre abre nova sessão para discutir jornada 6x1 e diz que projeto pode ser votado antes do 2º turno
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), abriu a sessão deliberativa desta quarta-feira (7) e anunciou a segunda rodada de discussão da PEC 221/2019, que modifica a jornada de trabalho no país. Logo após a abertura da sessão, o senador Paulo Paim (PT-RS), subiu à tribuna para discutir a proposta.

 

Ao chegar no Senado, Davi Alcolumbre disse a jornalistas que a PEC do fim da escala 6x1 pode ser votada em primeiro e segundo turnos antes do desfecho do segundo turno das eleições, desde que o plenário aprove requerimentos para encurtar a tramitação. O presidente do Senado disse que, no momento, não há nenhum requerimento desse tipo na mesa.

 

“Eu quero dizer para vocês que hoje eu não tenho nenhum requerimento de calendário especial. Hoje, eu não tenho nenhum requerimento de quebra de interstício, com base no nosso requerimento, dizendo para o presidente do Senado que não quer discutir as outras quatro sessões de discussão da PEC em primeiro turno. Se aparecer um requerimento na mesa para quebrar o interstício após a votação de primeiro turno, ou um calendário especial para a gente deliberar sem a discussão das outras quatro sessões, eu como presidente do Senado, vou submeter ao voto”, afirmou. 

 

Alcolumbre disse que não era verdadeira a versão de que a proposta não poderia ser votada antes do segundo turno. Questionado por jornalistas sobre a possibilidade, o senador disse que, como presidente, ele determina a pauta, mas só pode deliberar sobre os requerimentos que chegarem à mesa.

 

“O que eu tiver em mãos, se for para resumir, eu vou colocar para deliberação e o plenário é soberano, a vontade da maioria vai prevalecer”, explicou Alcolumbre.

 

O Senado vai realizar a terceira sessão de discussão sobre a proposta nesta quinta (8). Para a semana que vem, Davi Alcolumbre já programou as últimas duas sessões de discussão na terça (13) e na quarta (14). A partir daí, a proposta estará pronta para ser votada em primeiro turno.

 

A proposta que muda a jornada 6x1, que tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário, foi aprovada no início do mês de setembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, sob relatoria do senador Omar Aziz (PSD-AM). A PEC reduz a jornada máxima de trabalho semanal de 44 para 40 horas. 

 

Segundo o texto da PEC, será fixado período de até oito horas diárias, com possibilidade de compensação de horários e redução da jornada por acordo ou convenção coletiva de trabalho. O texto também estabelece repouso semanal remunerado de dois dias, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial.

 

A redução da jornada e a ampliação do repouso semanal remunerado se aplicam aos contratos vigentes, sem qualquer redução salarial — nominal, proporcional ou de outra natureza —, regra que também vale para os pisos salariais.

 

A transição ocorre em duas etapas: dois meses após a publicação da emenda, a jornada máxima cai para 42 horas semanais; um ano e dois meses depois, chega a 40 horas. Durante essa transição, acordo ou convenção coletiva pode ampliar a jornada diária para acomodar as 42 horas semanais, desde que mantidos os dois dias de repouso.

 

Haverá, ainda, a possibilidade de regras especiais e novas leis para regulamentar casos específicos (casos de escala e salários mais elevados), além de regras de transição para MEIs, microempresas e pequenas empresas, condicionadas à manutenção do nível de emprego.
 

Senador eleito pelo MT, Mauro Mendes defende flexibilização da jornada para até 16 horas diárias
Foto: Mayke Toscano / Divulgação Secom-MT

Eleito senador por Mato Grosso nas eleições de 2026, Mauro Mendes (União) defendeu a flexibilização das regras trabalhistas para permitir que empregados possam cumprir jornadas de 12, 14 ou até 16 horas por dia, desde que recebam uma remuneração correspondente ao período trabalhado.

 

A declaração ocorre em meio às discussões no Senado sobre a redução da jornada semanal para 40 horas e o fim da escala 6x1. Mendes foi o candidato mais votado para o Senado em Mato Grosso, com 1.187.352 votos, o equivalente a 33,21% dos votos válidos. Ele assumirá o mandato em fevereiro de 2027.

 

“Eu, particularmente, defendo que o trabalhador no Brasil possa trabalhar como se trabalha nos Estados Unidos”, afirmou. Segundo Mendes, brasileiros que migram para os Estados Unidos chegam a trabalhar “12, 14, 16 horas por dia” e recebem mais em razão da carga horária.

 

O senador eleito também criticou as regras brasileiras ao comparar uma jornada de 11 horas à possibilidade de enquadramento por trabalho escravo. “No Brasil, se um trabalhador trabalhar 11 horas por dia, o patrão, a empresa, vai ser processado por trabalho escravo. Olha que absurdo”, declarou.

 

Pelas regras gerais previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a jornada normal não pode ultrapassar oito horas diárias. A legislação admite até duas horas extras por dia, mediante acordo individual, convenção ou acordo coletivo, com pagamento adicional ou compensação conforme as regras aplicáveis.

 

A comparação feita por Mendes, no entanto, não corresponde diretamente ao que estabelece a legislação brasileira. O artigo 149 do Código Penal considera como condições análogas à escravidão situações que envolvam trabalho forçado, jornada exaustiva, condições degradantes ou restrição da liberdade de locomoção.

 

A caracterização de uma “jornada exaustiva” não ocorre automaticamente a partir de um número específico de horas trabalhadas. A análise considera as circunstâncias concretas e a eventual violação da dignidade, da saúde e da segurança do trabalhador.

Coordenador de campanha de Flávio, Rogério Marinho tem alta hospitalar após internação
Foto: Ton Molina / Agência Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, teve alta do hospital nesta quarta-feira (7) de manhã após internação por quadro de desenterite. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da campanha.


O senador passou mal ao voltar de Goiânia para Brasília nesta terça-feira (6), após um ato de anúncio do apoio de Ronaldo Caiado (PSD), candidato derrotado no primeiro turno, à campanha do PL. Segundo a assessoria, Marinho teve um mal-estar quando retornava a Brasília, de avião, e foi levado ao hospital DF Star para avaliação médica.


Pouco depois das 21h de terça, o DF Star divulgou boletim médico informando que o senador foi admitido na unidade com "com quadro de febre associado a mal-estar" e seguia internado para exames e tratamento clínico. A equipe do hospital constatou quadro de gastroenterite, que é uma inflamação no estômago e intestino.

Alcolumbre pode repetir o que fez em 2020 e arquivar todos os 134 pedidos de impeachment de ministros do STF
Foto: Edu Mota / Brasília

Pressionado pela oposição a colocar em votação um dos muitos pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e com sua reeleição ameaçada pela eleição de uma numerosa bancada do PL e seus aliados, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pode vir a repetir no final do ano atitude radical que tomou no seu mandato anterior, entre 2019 e 2021. 

 

No ano de 2020, Alcolumbre também vinha sendo pressionado a tirar da gaveta pedidos de impeachment de ministros do STF. Como não podia se reeleger, já que a Constituição proíbe essa possibilidade a mandatos de presidente dentro da mesma legislatura, Davi Alcolumbre decidiu arquivar todos os pedidos de impeachment que estavam em sua gaveta, no último mês de sua gestão como presidente do Senado.

 

Em 31 de dezembro de 2020, faltando apenas um mês para se encerrar o seu mandato como presidente, Alcolumbre todos os 38 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo que aguardavam sua deliberação. Além de pedidos contra ministros do STF, havia também duas representações contra o então procurador-geral da República, Augusto Aras, assim como um contra a ex-procuradora-geral Raquel Dodge. 

 

Os motivos que justificavam os pedidos iam do inquérito das fake news, aberto para investigar ofensas e ameaças contra magistrados do Supremo, aos votos no julgamento que criminalizou a homofobia.

 

Nas decisões de arquivamento, adotadas em cada um dos processos, o presidente do Senado citou ausência de requisitos formais, decisões do próprio Supremo sobre as condutas questionadas e classificou que uma decisão contra os magistrados seria "drástica".

 

“Para que a conduta ético-jurídica dos ministros do Supremo Tribunal Federal seja submetida ao crivo do Senado Federal, por meio do drástico processo de impeachment, é indispensável a presença do requisito jurídico da justa causa, consubstanciada no lastro probatório mínimo e firme, indicativo da autoria e da materialidade da infração imputada”, afirmou na época o presidente do Senado, citando parecer da Advocacia do Senado.

 

A decisão, naquela época, foi criticada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor de pedidos de impeachment contra os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. 

 

"O senador Davi Alcolumbre encerra sua passagem pela presidência do Senado confirmando a sua estatura política. Um cidadão que reduziu a importância do Senado e que não tem a capacidade de ter a mínima independência para analisar pedidos de impeachment, de CPI, ou mesmo requerimentos de informações a ministros do Executivo. É lamentável que uma figura dessa tenha passado pela presidência do Senado", afirmou Vieira no final do ano de 2020.

 

Caso decida tomar a mesma medida agora no final de seu mandato, Davi Alcolumbre teria que arquivar não apenas 38, mas um total de 134 pedidos de impeachment de ministros que desde 2021 aguardam deliberação pelo presidente do Senado. Depois do arquivamento feito por Alcolumbre em dezembro de 2020, novos pedidos de impeachment começaram a ser protocolados no Senado a partir de março de 2021, quando o presidente já era o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). 

 

Durante os dois mandatos de Rodrigo Pacheco como presidente do Senado, de fevereiro de 2021 a fevereiro de 2025, 55 novos pedidos de impeachment foram protocolados contra ministros do STF. Pacheco deixou a presidência do Senado sem dar prosseguimento a nenhum desses pedidos.

 

Desde que Alcolumbre assumiu o seu segundo mandato, outros 79 novos pedidos de impeachment ingressaram no sistema do Senado, chegando ao atual número de 134 representações contra ministros do STF. 

 

Entre os pedidos, existem diversos que incluem dois ou três ministros, ou mesmo todos eles em ações coletivas. As ações foram protocoladas por senadores, deputados, partidos políticos, associações da sociedade civil e cidadãos de forma isolada.  

 

Alexandre de Moraes é disparado o alvo principal das representações que se encontram paradas na Mesa Diretora do Senado. São 73 ações contra ele, ou em que ele aparece em meio a outros ministros a quem são imputados crimes passíveis de impeachment. 

 

Confira abaixo o ranking dos ministros que mais foram alvos de pedidos de impeachment no Senado, contando as ações individuais e as coletivas:

 

Alexandre de Moraes - 73
Gilmar Mendes - 17
Dias Toffoli - 16
Flávio Dino - 9
Carmen Lúcia - 8
Edson Fachin - 6
Kassio Nunes - 6
André Mendonça - 4
Luiz Fux - 4
Cristiano Zanin - 3

 

Flávio Bolsonaro critica PEC da escala 6x1 e volta a defender regime de trabalho por hora
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), voltou a criticar nesta terça-feira (6) a proposta de emenda à Constituição (PEC) apoiada pelo governo de Lula da Silva (PT) que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho no Brasil. Em contrapartida, o parlamentar defendeu um regime alternativo pautado na contratação por hora trabalhada, sob a justificativa de garantir maior "liberdade ao trabalhador".

 

Questionado sobre o projeto do governo, que tem previsão de ser pautado para análise no plenário do Senado ainda nesta terça-feira, Flávio Bolsonaro afirmou que a oposição possui uma proposta "infinitamente melhor" do que a apresentada pela gestão federal, centrada na possibilidade de o próprio funcionário escolher sua carga horária.

 

"Eu tenho uma proposta infinitamente melhor do que essa proposta que tá na mesa, que é da liberdade do trabalhador, [que o trabalhador] escolha sua própria carga horária. Tem muitas mães, por exemplo, que não conseguem trabalhar 8 horas por dia porque não têm com quem deixar seus filhos", declarou o senador.

 

A proposta alternativa articulada pela oposição prevê a redução da jornada por meio de acordo individual entre empregado e empregador, estipulando remuneração e direitos proporcionais às horas trabalhadas. O texto, no entanto, não extingue a escala 6x1 nem impõe uma redução geral e compulsória da jornada.

 

Para complementar a medida e atender à demanda mencionada, Flávio Bolsonaro declarou que pretende garantir acesso a creches para mães que não têm com quem deixar os filhos. As informações foram confirmadas pelo portal Metrópoles. 

 

Segundo o candidato, o plano inclui a concessão de um voucher para vagas em creches privadas, caso a rede pública não consiga suprir a demanda, permitindo que as trabalhadoras organizem suas jornadas diárias de trabalho.

Urnas renovam Senado, derrubam veteranos e impõem derrotas a líderes do Congresso
Fotos: Agência Senado

A eleição realizada neste domingo (4) provocou mudanças importantes na composição do Senado e deixou de fora nomes de destaque da política nacional. Entre os derrotados estão Renan Calheiros (MDB), Ciro Nogueira (PP) e Gleisi Hoffmann (PT). O resultado também representou reveses políticos para aliados dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil).

 

O PL foi a legenda que mais ampliou sua presença na Casa, elegendo 19 dos 54 senadores escolhidos no pleito. O avanço do partido contrastou com a derrota de lideranças tradicionais de diferentes campos políticos.

 

Além das vagas no Senado, a eleição afetou projetos políticos apoiados pelos chefes do Congresso em seus estados de origem. Na Paraíba, Nabor Wanderley, pai de Hugo Motta, não conseguiu uma das cadeiras em disputa. No Amapá, o governador Clécio Luís, aliado de Alcolumbre, também foi derrotado na tentativa de permanecer no cargo.

 

As duas vagas do estado ficaram com Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB). A derrota também representou um revés para a família Calheiros: Renan Filho (MDB) perdeu a disputa pelo governo de Alagoas para JHC (PSDB).

 

RENAN CALHEIROS DEIXA O SENADO APÓS 32 ANOS

Em Alagoas, Renan Calheiros não conseguiu renovar o mandato após quatro eleições consecutivas para o Senado. Com o resultado, o emedebista deixará a Casa em 2027, depois de 32 anos de atuação como senador.

 

CIRO NOGUEIRA TAMBÉM FICA FORA

No Piauí, Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas e ex-ministro da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro (PL), não conseguiu permanecer no Senado.

 

O parlamentar foi derrotado por Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), que conquistaram as duas cadeiras em disputa. Uma das principais lideranças do Centrão, Ciro teve seu nome citado no caso Master, conforme reportagem da CNN Brasil.

 

BOLSONARISMO AVANÇA EM SANTA CATARINA

Outra liderança tradicional a perder a vaga foi Esperidião Amin (PP), em Santa Catarina. As duas cadeiras do estado ficaram com Carol de Toni e Carlos Bolsonaro, ambos do PL.

 

Amin possui uma longa trajetória política: foi governador de Santa Catarina por duas vezes, prefeito de Florianópolis em dois mandatos, deputado federal e candidato à Presidência da República em 1994.

 

A vitória de Carol de Toni e Carlos Bolsonaro fortaleceu o campo ligado ao bolsonarismo no estado e reduziu o espaço de lideranças conservadoras tradicionais. O resultado também contribuiu para o avanço do PL, partido que mais elegeu senadores nesta eleição.

 

GLEISI HOFFMANN E RANDOFE RODRIGUES SÃO DERROTADOS

No Paraná, Gleisi Hoffmann terminou a disputa em quarto lugar e não conseguiu voltar ao Senado. As vagas ficaram com Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo).

 

Gleisi havia sido eleita senadora em 2010, tornando-se a primeira mulher a representar o Paraná na Casa. Ao longo da carreira, presidiu o PT e ocupou a Casa Civil durante o governo Dilma Rousseff (PT), além de ter comandado o Ministério das Relações Institucionais no terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Outro nome de destaque do governo federal que ficou fora do Senado foi Randolfe Rodrigues (PT). Líder do governo no Congresso, ele buscava o terceiro mandato pelo Amapá, mas foi derrotado por Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD).

 

As derrotas de Gleisi e Randolfe representam perdas para o grupo político ligado à articulação do governo Lula no Congresso Nacional.

 

ALIADOS DE MOTTA E ALCOLUMBRE TAMBÉM PERDEM

No Amapá, o resultado foi negativo para o grupo político de Davi Alcolumbre. O governador Clécio Luís (União Brasil), aliado do presidente do Senado, não conseguiu a reeleição e foi derrotado por Dr. Furlan (PSD).

 

Clécio disputou o pleito com uma ampla aliança, que incluía o PT e a federação formada por União Brasil e PP. Mesmo com o apoio partidário, não conseguiu garantir a permanência no comando do estado.

 

Na Paraíba, Nabor Wanderley (Republicanos), pai de Hugo Motta, também não conseguiu uma das duas vagas para o Senado. Os eleitos foram João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB).

 

Os resultados no Amapá e na Paraíba representam derrotas para projetos políticos apoiados pelos presidentes do Senado e da Câmara em seus respectivos estados. Embora Motta e Alcolumbre não estivessem diretamente em disputa, os resultados atingiram aliados e familiares ligados aos dois principais dirigentes do Congresso.

Com apenas 13 parlamentares reeleitos, Senado Federal tem a segunda maior renovação da história
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O Senado Federal terá, a partir de 1º de fevereiro de 2027, uma renovação de 75% das cadeiras no plenário. Isso porque apenas 13 dos atuais 54 senadores com mandato foram reeleitos, após a confirmação dos resultados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite deste domingo (4). 

 

Entre os 54 senadores com mandato até 31 de janeiro do ano que vem, 22 deles não disputaram sua reeleição, por diversos motivos. Os 13 que se reelegeram faziam parte de um grupo de 32 senadores que buscavam um novo mandato de oito anos.

 

Em meio aos senadores derrotados nas eleições deste domingo estão nomes como Renan Calheiros (MDB), que estava em seu quarto mandato consecutivo e buscava o quinto. Também não se reelegeu o senador Randolfe Rodrigues (AP), líder do governo no Congresso Nacional.

 

Apesar da alta taxa de renovação, os 75% das eleições deste ano não representaram a quebra do recorde anterior. Em 2018, também com 54 cadeiras em disputa, nada menos que 46 foram conquistadas por nomes novos, o que significou uma renovação de 85% do Senado.

 

Veja abaixo quem foram os senadores reeleitos:

 

Eduardo Braga (MDB-AM)
Cid Gomes (PSB-CE)
Veneziano Vital do Rego (MDB-PB)
Styvenson Valentim (Podemos-RN)
Eduardo Gomes (PL-TO)
Marcio Bittar (PL-AC)
Jaques Wagner (PT-BA)
Humberto Costa (PT-PE)
Marcelo Castro (MDB-PI)
Plínio Valério (PSDB-AM)
Lucas Barreto (PSD-AP)
Carlos Portinho (PL-RJ)
Alessandro Vieira (MDB-SE)

 

Com 12 eleitas, 2026 bate recorde histórico de mulheres vitoriosas para o Senado Federal
Foto: Ton Molina/Agência Senado

As eleições de 2026 estão registrando o maior recorde de senadoras eleitas na história das eleições no país. No total, 12 mulheres estão conquistando vitórias em seus estados para o Senado Federal. 

 

O número atual é maior do que o que foi verificado nas eleições de 2022. Na ocasião, foram oito as senadoras eleitas nas urnas, o que já havia sido o maior resultado da história. 

 

Com as 12 eleitas, o Senado deve ter um total de 19 mulheres exercendo mandato a partir de fevereiro de 2027. Esse número ainda pode mudar caso o senador Omar Aziz (PSD) não se eleja como governador do Amazonas. 

 

Veja abaixo o nome das senadoras eleitas em 2026:

 

Mara Rocha (Republicanos-AC)
Marina JHC (PSDB-AL)
Rayssa Furlan (Podemos-AP)

Luizianne (Rede-CE)
Michelle Bolsonaro (PL-DF)
Bia Kicis (PL-DF)
Gracinha Caiado (União-GO)
Marília Campos (PT-MG)
Marília Arraes (PDT-PE)
Samanda de Lula (PT-RN)
Teresa Surita (MDB-RR)
Carol de Toni (PL-SC)

 

Confira quais serão as senadoras que possivelmente seguirão no mandato até 2031:

 

Amazonas - Se Omar Aziz (PSD) vencer a disputa para o governo, sua suplente será Cheila Moreira (PT)

Distrito Federal - Damares Alves (Republicanos) tem mandato até 2031

Maranhão - Lourdinha Pereira (PSB) tem mandato até 2031

Mato Grosso do Sul - Tereza Cristina (PP) tem mandato até 2031

Pernambuco - Teresa Leitão (PT) tem mandato até 2031

Piauí - Jussara Lima (PSD) tem mandato até 2031

Tocantins - Dorinha Seabra (União) disputa o governo do estado, e se ganhar, assume a suplente Lucineide Parizi Freitas (União)
 

Renato Casagrande e Evair de Melo são eleitos ao Senado pelo Espírito Santo
Foto: Reprodução

Os candidatos Renato Casagrande (PSB) e Evair de Melo (Republicanos) foram eleitos, neste domingo (4), ao Senado pelo Espírito Santo.

 

Com 99,62% das urnas apuradas, Renato Casagrande atingiu 24,70% dos votos, e Evair de Melo teve 24,40%.

João Azevêdo e Veneziano Vital do Rêgo são eleitos senadores pela Paraíba
Foto: Reprodução

João Azevêdo Lins Filho (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo Segundo Neto (MDB) foram eleitos, neste domingo (4), senadores pela Paraíba.

 

João Azevêdo era governador do estado em seu segundo mandato. Já Veneziano disputava a reeleição ao Senado, para o qual havia sido eleito em 2018.

“Não terá segundo turno”: Angelo Coronel projeta vitória de Flávio Bolsonaro e definição por Neto na Bahia
Foto: Thiago Tolentino/Bahia Notícias

Candidato à reeleição ao Senado pela Bahia, Angelo Coronel (Republicanos) afirmou neste domingo (4) estar confiante em conquistar um novo mandato. O senador conversou com a imprensa na Faculdade de Administração da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, durante o primeiro turno das Eleições 2026. 

 

Ao avaliar a corrida eleitoral, Coronel classificou a disputa como tranquila e destacou o tom adotado entre as candidaturas durante a campanha.

 

“É uma disputa bem tranquila, democrática. Não houve ofensa de nenhuma das partes, esperamos que o povo hoje escolha os melhores e que eu esteja entre os escolhidos”, afirmou.

 

Questionado sobre a confiança em sua candidatura, o senador disse ter recebido manifestações de apoio de gestores municipais na véspera da votação.

 

“Acredito. Recebi ontem várias mensagens de prefeitos de toda parte da Bahia, dizendo que estão firme e fortes pela nossa candidatura”, afirmou.

 

Coronel também comentou a eleição presidencial e manifestou sua expectativa de que Flávio Bolsonaro encerre a disputa ainda no primeiro turno. O senador fez projeção semelhante para a eleição ao Governo da Bahia.

 

“Acredito que Flávio ganhará a eleição no primeiro turno. A eleição presidencial não terá segundo turno, como aqui na Bahia também não terá segundo turno”, declarou.

Dallagnol tem candidatura ao Senado do Paraná mantida provisoriamente após decisão de Nunes Marques
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu neste domingo (4) a decisão que havia indeferido a candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. Com a medida, os votos destinados à chapa devem ser processados normalmente durante a apuração.

 

A decisão é liminar e não resolve de forma definitiva a situação do registro. A validade dos votos continuará condicionada ao julgamento do plenário do TSE, responsável por analisar o recurso sobre a candidatura.

 

Na prática, Nunes Marques suspendeu os efeitos da decisão tomada no sábado (3) pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, que havia revertido o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), indeferido o registro de Dallagnol e determinado que os votos atribuídos à chapa fossem considerados nulos.

 

O presidente do TSE também determinou que o TRE-PR e a área de tecnologia da Corte deixem de implementar medidas decorrentes da decisão anterior e preservem integralmente os registros da votação.

 

Ao justificar a medida, Nunes Marques afirmou que não estava analisando, naquele momento, o mérito da inelegibilidade de Dallagnol. Segundo ele, essa questão deverá ser decidida pelo colegiado.

 

“Não examino aqui o acerto da decisão quanto à inelegibilidade, à coisa julgada ou à fraude à lei. Essas questões cabem ao Plenário, a quem compete julgar o recurso”, afirmou.

 

Nunes Marques também argumentou que uma decisão individual não poderia produzir efeitos definitivos sobre a candidatura e os votos antes da manifestação do plenário. De acordo com o ministro, a condição de candidato “sub judice” deve permanecer enquanto não houver decisão colegiada.

 

“A colegialidade é a forma ordinária de manifestação do Tribunal e não fica à disposição de quem relata o feito”, escreveu.

 

O ministro considerou ainda que a decisão tomada na véspera da eleição poderia produzir efeitos imediatos sobre a apuração antes de o plenário analisar a controvérsia.

 

“Ao declarar definitiva a cessação da condição sub judice e nulos os votos da chapa, a decisão antecipou, por ato individual, efeitos que a lei e a resolução reservam ao Plenário”, afirmou.

 

DEFESA COMEMORA DECISÃO
Em nota divulgada após a decisão, a defesa de Dallagnol afirmou que o candidato permanece na disputa e que os votos destinados à chapa serão processados.

 

Os advogados criticaram a decisão anterior de Floriano de Azevedo Marques e destacaram o entendimento de Nunes Marques de que efeitos definitivos sobre a candidatura não deveriam ter sido produzidos por decisão individual.

 

A medida atende a um pedido da Coligação Fortaleza do Paraná, formada por Podemos, PL e Novo, responsável pelo registro da chapa de Dallagnol.

 

O caso ainda será analisado pelo plenário do TSE, que dará a palavra final sobre o registro da candidatura e, consequentemente, sobre a validade definitiva dos votos recebidos por Dallagnol.

AtlasIntel: Wagner e Rui seguem na liderança pelo Senado na Bahia; Coronel aparece na terceira colocação
Foto: Divulgação

A pesquisa AtlasIntel, divulgada pelo A Tarde na manhã deste sábado (03), aponta que os candidatos Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) lideram a corrida ao Senado Federal da Bahia. De acordo com o levantamento, o ex-ministro da Casa Civil registra 27,3% de preferência dos eleitores, enquanto Wagner alcança 24,6%.

 

Na sequência, aparece o candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos) com 21,9% das intenções de voto, João Roma (PL) com 21,2% e Professora Delliana (PSOL) com 4,1% dos votos válidos. 

 

Comparado à última pesquisa, divulgada na quarta-feira (30), Rui Costa teve uma oscilação negativa de 0,9%, enquanto Wagner avançou 0,2%. Do outro lado, Coronel apresentou uma oscilação positiva de 1% e Roma de 0,2%.

 

A pesquisa AtlasIntel entrevistou 2.000 eleitores baianos, via recrutamento digital aleatório (Atlas RDR), entre os dias 24 e 28 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

 

O levantamento representa os votos válidos e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob os números BA-02425/2026 e BR-00633/2026.

 

Alcolumbre marca sessões de discussão sobre fim da escala 6x1 no Senado dois dias após 1º turno
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para esta terça-feira (6), dois dias após as eleições de primeiro turno, uma sessão de discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala de trabalho 6x1. Também foram marcadas outras duas sessões de discussão, para quarta-feira (7) e quinta-feira (8).

 

A iniciativa é uma das principais bandeiras eleitorais do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Pelo regimento do Congresso, são necessárias cinco sessões de discussão antes de uma PEC ser votada em primeiro turno no plenário. Esse calendário, no entanto, pode ser encurtado se houver acordo entre os senadores.

 

Se não houver mudanças no texto já aprovado pela Câmara dos Deputados, falta apenas uma etapa para a PEC ser promulgada: a votação pelo plenário do Senado, que ocorre em dois turnos. A expectativa era que a Casa Legislativa tivesse concluído essa votação durante a última semana de atividades antes das eleições, que terminou no início de setembro, mas não houve acordo na época.

Senado pode ter recorde de até 30% de mulheres com mandato na abertura dos trabalhos em fevereiro de 2027
Foto: Ton Molina/Agência Senado

As mais recentes pesquisas dos principais institutos divulgadas até esta sexta-feira (2) ampliaram ainda mais a possibilidade de recorde de mulheres eleitas para um mandato de oito anos no Senado Federal. Com base no resultado dos dois primeiros lugares indicados pelas pesquisas, 16 mulheres têm fortes chances de conquistar a vitória nas urnas no próximo domingo (4). 

 

Somente este resultado já representaria um número 100% superior ao recorde de mulheres eleitas para o Senado em um único pleito. Esse recorde até o momento aconteceu em 2022, quando oito senadoras conquistaram seus mandatos na urna. 

 

As pesquisas indicam ainda a possibilidade de reviravoltas de última hora, a depender da direção do segundo voto dos eleitores, que sempre é um dos últimos a serem decididos. Há a possibilidade da eleição de até 18 senadoras neste domingo, caso também obtenham a vitórias as candidatas Simone Tebet (PSB) e Gleisi Hoffmann (PT), que estão na terceira ou quarta colocações, mas empatadas na margem de erro com outros nomes.

 

Caso as pesquisas se confirmem e as 16 senadoras se elejam, as novas parlamentares se juntarão a possivelmente outras sete que possuem mandato até o ano de 2031. Se este cenário se confirmar, o Senado que iniciará os trabalhos em 1º de fevereiro de 2027 contará com 23 senadoras titulares, praticamente 30% do total de parlamentares da Casa.  

 

Confira abaixo as senadoras que possuem mais chance de sair com a vitória no próximo domingo:

 

Alagoas - Marina JHC (PSDB)

Amapá - Rayssa Furlan (Podemos)

Distrito Federal - Michelle Bolsonaro (PL) e Leila do Vôlei (PDT)
                   
Goiás - Gracinha Caiado (União)

Maranhão - Roseana Sarney (MDB)
          
Mato Grosso - Janaína Riva (MDB)

Minas Gerais - Marília Campos (PT)

Pernambuco - Marília Arraes (PDT)
               
Rio de Janeiro - Benedita da Silva (PT)

Rio Grande do Norte - Zenaide Maia (PSD)

Rio Grande do Sul - Manuela D´Ávila (Psol)

Rondônia - Silvia Cristina (PP)

Roraima - Teresa Surita (MDB)

Santa Catarina - Carol De Toni (PL)

São Paulo - Marina Silva (Rede)

 

Veja abaixo as senadoras que possivelmente seguirão no mandato até 2031:

 

Amazonas - Se Omar Aziz (PSD) vencer a disputa para o governo, sua suplente será Cheila Moreira (PT)

Distrito Federal - Damares Alves (Republicanos) tem mandato até 2031

Maranhão - Lourdinha Pereira (PSB) tem mandato até 2031

Mato Grosso do Sul - Tereza Cristina (PP) tem mandato até 2031

Pernambuco - Teresa Leitão (PT) tem mandato até 2031

Piauí - Jussara Lima (PSD) tem mandato até 2031

Tocantins - Dorinha Seabra (União) disputa o governo do estado, e se ganhar, assume a suplente Lucineide Parizi Freitas (União)

Candidato bolsonarista ultrapassa ex-prefeita petista e Aécio Neves e assume liderança para o Senado em Minas
Foto: Montagem com fotos Agência Senado e Câmara e reprodução de redes sociais

A mais recente pesquisa Quaest no estado de Minas Gerais, divulgada na noite desta terça-feira (29), mostra um cenário indefinido para as duas vagas ao Senado, mas com uma tendência de avanço dos candidatos ligados à direita nos últimos dias. O levantamento mostrou uma reviravolta recente, com o deputado federal Domingos Sávio (PL) assumindo a liderança na disputa, embora em situação de empate técnico com outros três candidatos.

 

Domingos Sávio, que vinha aparecendo em terceiro ou no quarto lugar em pesquisas anteriores, foi quem mais cresceu da semana passada para cá e alcançou 14%. O deputado, apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), ultrapassou a ex-prefeita Marília Campos, do PT, que vinha liderando as pesquisas para o Senado desde o início da campanha eleitoral e que está com 13%.

 

Sávio e Marília Campos são seguidos de perto pelo deputado federal Aécio Neves (PSDB) e pelo senador Carlos Viana (PSD), ambos com 12%. Considerada a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou menos, os quatro estão tecnicamente empatados.

 

Confira abaixo como está a disputa para o Senado em Minas Gerais:

 

Domingos Sávio (PL) - 14%
Marília Campos (PT) - 13%
Aécio Neves (PSDB) - 12%
Carlos Viana (PSD) - 12%
Marcelo Aro (PP) - 6%
Áurea Carolina (Psol) - 4%
Marco Antonio Superman (Novo) - 4%
Indecisos - 18%
Branco/nulo/não sabe - 17%
Os outros candidatos marcaram 0%

 

O levantamento da Quaest foi encomendado pela Globo e ouviu 1.506 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 25 e 28 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-02019/2026.
 

De 32 senadores que tentam se reeleger, apenas cinco têm vitória quase certa; Confira levantamento BN
Foto: Divulgação TSE

Faltando poucos dias para o primeiro turno das eleições 2026, que acontecerá no próximo domingo (4), muitos dos candidatos ao Senado que tentam se reeleger ainda encontram dificuldades para conquistar mais oito anos de mandato. No total, apenas 32 senadores buscam a reeleição, dos 54 que possuem mandato até 31 de janeiro de 2027.  

 

Levantamento do Bahia Notícias realizado com as pesquisas mais recentes divulgadas pelos principais institutos revela que apenas cinco dos 32 senadores que buscam a reeleição estão com a vitória praticamente garantida. Esses cinco aparecem na primeira ou na segunda colocação com número de intenções de voto muito superior aos demais postulantes. 

 

Outros nove senadores despontam nas pesquisas na posição de segundo colocado e em situação de empate técnico com candidatos que aparecem com o mesmo percentual ou logo abaixo. Esses nove ainda não têm a sua eleição garantida, como é o caso do senador Jaques Wagner (PT).  

 

Um grupo de oito senadores surge nas pesquisas na terceira ou na quarta colocação, em situação de empate técnico com o os que despontam nas duas melhores colocações. Esse grupo ainda tem chances de vitória, por estarem com percentuais dentro da margem de erro. 

 

Há também um último contingente de dez senadores detentores de mandato que estão no momento, de acordo com as pesquisas, com chances muito reduzidas de vitória nas urnas. Neste grupo está o baiano Angelo Coronel (Republicanos). 

 

Nas eleições de 2018, apenas oito dos 32 senadores que tentavam a reeleição conseguiram permanecer na Casa. Em 2010, também com 54 vagas em disputa, 17 dos 27 senadores que buscaram novo mandato foram reeleitos.

 

Confira abaixo quais senadores, dos 32 que disputam a reeleição, estão nos grupos de prováveis vencedores, de que ainda disputam e os que possuem poucas chances de vitórias, de acordo com as pesquisas dos principais institutos.

 

Colocado em 1º ou 2º disparado

 

Amazonas

 

Eduardo Braga (MDB) - 27%
(Quaest - 24/9)

 

Ceará 

 

Cid Gomes (PSB) - 26%
(Real Time Big Data - 26/9)

 

Paraíba

 

Veneziano Vital do Rêgo (MDB) - 18%
(Quaest - 22/9)

 

Rio Grande do Norte

 

Styvenson Valentim (Podemos) - 19%
(Quaest - 25/9)

 

Tocantins

 

Eduardo Gomes (PL) - 25%
(Real Time Big Data - 26/9)

 

Colocado em 1º ou 2º, em situação de empate técnico:

 

Acre

 

Márcio Bittar (PL) - com 14%, está na segunda colocação, em empate técnico com Mara Rocha (Republicanos), que tem 13%, e Jorge Viana (PT), que aparece com 12%. 
(Quaest - 25/9)

 

Amapá

 

Randolfe Rodrigues (PT) - tem 36,7%, em empate técnico com o segundo colocado, que tem 36,1%
(Paraná Pesquisas - 28/9)

 

Bahia

 

Jaques Wagner (PT) - Tem 20% e está na segunda colocação, em empate técnico com João Roma (PL), que aparece em terceiro, com 17%.
(Real Time Big Data - 28/9)

 

Distrito Federal

 

Leila Barros (PDT) - tem 18% e está na segunda colocação, empatada com Bia Kicis (PL), que também marca 18%.
(Real Time Big Data - 29/9)

 

Minas Gerais

 

Carlos Viana (PSD) - tem 11% e está na segunda colocação, junto com Aécio Neves (PSB), e em situação de empate técnico com a primeira colocada, Marília Campos (PT), quem possui 13%.
(Datafolha - 24/9)

 

Pernambuco

 

Humberto Costa (PT) - Tem 20% e está empatado na segunda colocação com o deputado Mendonça Filho (PL). 
(Real Time Big Data - 28/9)

 

Piauí

 

Marcelo Castro (MDB) - Tem 17% e está empatado no primeiro lugar com Ciro Nogueira (PP)
(Datafolha - 17/9)

 

Ciro Nogueira (PP) - Tem 17% e está empatado no primeiro lugar com Marcelo Castro (MDB).
(Datafolha - 17/9)

 

Rio Grande do Norte

 

Zenaide Maia (PSD) - Tem 12% e está na segunda colocação, em empate técnico com Coronel Hélio (PL) e Samanda de Lula (PT), ambos com 9%.
(Quaest - 25/9)

 

Colocado em 3º ou 4º, em situação de empate técnico

 

Alagoas

 

Renan Calheiros (MDB) - tem 17% e está na terceira colocação, em empate técnico com os dois primeiro, Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB), que possuem 20%.
(Quaest - 25/9)

 

Amazonas

 

Plínio Valério (PSDB) - com 14%, está na terceira colocação, em empate técnico com o segundo, Capitão Alberto Neto (PL)< que tem 17%.
(Quaest - 24/9)

 

Amapá

 

Lucas Furtado (PSD) - Com 36,1%, está em terceiro, em empate técnico com Randolfe Rodrigues, que tem 36,7%.
(Paraná Pesquisas - 28/9) 

 

Espírito Santo

 

Fabiano Contarato (PT) - tem 9% e está na terceira colocação, em empate técnico com o segundo colocado, Sergio Meneguelli (PSD), que tem 11%.
(Quaest - 25/9)

 

Rio de Janeiro

 

Carlos Portinho (PL) - Tem 16,2% e está na quinta colocação, mas empatado na margem de erro com o segundo colocado, Marcelo Crivella (Republicanos), que tem 19,5%.
(Paraná Pesquisas - 23/9)

 

Santa Catarina

 

Esperidião Amin (PP) - Tem 15%, o que o coloca na terceira posição mas empatado na margem de erro com a primeira colocada, Carol de Toni (PL), que tem 17%, e com Carlos Bolsonaro (PL), que marca 16%.
(Quaest - 24/9)

 

Sergipe

 

Alessandro Vieira (MDB) - Tem 10% e está na terceira colocação, mas em empate técnico com o primeiro colocado, André Moura (União Brasil), que está com 12%, e com o segundo, Delegado André David (Republicanos), que marca 11%.
(Quaest - 24/9)

 

Rogério Carvalho (PT) - Tem 10% e está na terceira colocação, mas em empate técnico com o primeiro colocado, André Moura (União Brasil), que está com 12%, e com o segundo, Delegado André David (Republicanos), que marca 11%.
(Quaest - 24/9)

 

Senadores que estão fora da margem de vitória:

 

Acre

 

Sérgio Petecão (PSD) - Tem 8% e está na quinta colocação.
(Quaest - 25/9)

 

Bahia

 

Angelo Coronel (PSD) - Tem 15% e está na quarta colocação.
(Real Time Big Data - 28/9)

 

Espírito Santo

 

Marcos do Val (Avante) - Tem 4% e está apenas na sétima colocação.
(Quaest - 25/9)

 

Goiás

 

Vanderlan Cardoso (PSD) - Tem 8% e está na quarta colocação.
(Quaest - 24/9)

 

Maranhão

 

Weverton Rocha (PDT) - Com 10%, está na quarta colocação.
(Quaest - 25/9)

 

Eliziane Gama (PSD) - Com 8%, está na quinta colocação.
(Quaest - 25/9)

 

Mato Grosso

 

Carlos Fávaro (PSD) - Com 8%, está apenas na quinta colocação.
(Quaest - 25/9)

 

Mato Grosso do Sul

 

Soraya Thronicke (PSB) - Com 10%, está na terceira colocação.
(Quaest - 28/9)

 

Pará

 

Zequinha Marinho (Podemos) - Com 10%, está na quarta colocação
(Quaest - 26/9)

 

Roraima

 

Chico Rodrigues (PSB) - Com 14%, está na quarta colocação.
(Quaest - 25/9)

 

Dos 22 senadores que não disputam a reeleição em 2026, um grupo de dez deles tentam se eleger para outros cargos ou participam de chapas como suplentes. São eles:

 

Daniella Ribeiro (PP-PB) — candidata a primeira suplente de Nabor Wanderley na disputa pelo Senado; 
Dra. Eudocia (PSDB-AL) — candidata a primeira suplente de Marina JHC na disputa pelo Senado; 
Eduardo Girão (Novo-CE) - candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema;
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — candidato a presidente da República; 
Izalci Lucas (PL-DF) — candidato a deputado federal; 
Jader Barbalho (MDB-PA) — candidato a primeiro suplente de Helder Barbalho na disputa pelo Senado; 
Mara Gabrilli (PSD-SP) — candidata a deputada estadual; 
Marcos Rogério (PL-RO) — candidato a governador de Rondônia; 
Nelsinho Trad (PSD-MS) — candidato a primeiro suplente de Reinaldo Azambuja na disputa pelo Senado; 
Roberta Acioly (Republicanos-RR) — candidata a deputada federal. 

 

Outros 12 senadores com mandato até janeiro de 2027 não concorrem a nenhum cargo nas eleições deste ano e, independentemente do resultado das urnas, não permanecem no Senado a partir de 2027. São eles:

 

Confúcio Moura (MDB-RO)
Fernando Dueire (PSD-PE)
Flávio Arns (PSB-PR)
Giordano (Podemos-SP)
Irajá (PSD-TO)
Ivete da Silveira (MDB-SC)
Jayme Campos (União Brasil-MT)
Jorge Kajuru (PSB-GO)
Luiz Carlos Heinze (PP-RS)
Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
Paulo Paim (PT-RS)
Rodrigo Pacheco (PSB-MG)

 

 

Consulta pública do Senado tem 80% votando a favor da medida provisória que proíbe as bets no Brasil
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Em menos de 24 horas desde que abriu uma consulta pública sobre a medida provisória assinada pelo presidente Lula que proíbe apostas online no Brasil, o site do Senado Federal já registrou mais de 375 mil votos na enquete. Até as 19h20 desta segunda-feira (28), 80% das pessoas que já registraram sua participação se disseram a favor da MP e da proibição das bets. 

 

Ao total, foram 301 mil votos pela aprovação da medida provisória 1394/2026, que começou a tramitar no Congresso Nacional na última sexta (25). Contra a medida se manifestaram, até o momento, pouco mais de 74 mil pessoas. 

 

A participação na consulta pública do Senado é espontânea e o resultado não representa uma pesquisa de opinião com amostra da população brasileira. A consulta também não obriga os senadores a votar de acordo com a posição majoritária. Segundo o Senado, o mecanismo busca contribuir para a formação da opinião dos parlamentares.

 

A medida provisória assinada por Lula proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa em todo o país. O texto prevê a extinção, em 30 dias, das autorizações concedidas às empresas que atualmente operam nesse mercado. 

 

O texto da medida também estabelece regras para a devolução dos recursos dos apostadores, proíbe publicidade e patrocínio das bets e cria mecanismos para bloquear sites, aplicativos e transações financeiras relacionados às apostas. A medida já está em vigor, mas precisa ser analisada no prazo de 120 dias para se tornar lei em definitivo.

 

A MP 1.394/2026 altera a Lei 14.790, de 2023, e alcança apostas sobre eventos esportivos reais e jogos on-line, tanto em meio físico quanto virtual. A proibição também vale para empresas sediadas no exterior que ofereçam apostas a pessoas localizadas no Brasil. 

 

As apostas autorizadas pelos estados e pelo Distrito Federal também serão encerradas. Outras modalidades lotéricas previstas em lei não são atingidas pela medida.

 

Desde a publicação da MP, estão proibidos novos aportes de dinheiro nas plataformas. Os sites e aplicativos poderão permanecer disponíveis para que os apostadores retirem voluntariamente os saldos até as 23h59 de 5 de outubro. 

 

A partir de 6 de outubro, as plataformas deverão ficar indisponíveis. As autorizações existentes serão extintas 30 dias depois da publicação da medida, em 25 de outubro. Novas concessões, permissões ou autorizações também estão proibidas.

Alcolumbre diz que mensagens que mostram intimidade entre ele e Vorcaro são "sensacionalismo barato"
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em nota enviada à imprensa por sua assessoria na noite desta quinta-feira (24), criticou a publicação feita pela revista Veja, que revela, a partir de mensagens obtidas pela Polícia Federal, uma relação de profunda amizade e intimidade entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro. Para Alcolumbre, a matéria de capa da revista é um “injusto ataque”, um exemplo de “sensacionalismo barato” que seria movido por “interesses ilegítimos”.

 

“A Revista Veja promove mais um injusto ataque ao Presidente do Congresso Nacional, dessa vez lançando mão de supostas mensagens de teor pessoal, inclusive de terceiros, que não indicam ilegalidade alguma. Esse sensacionalismo barato, movido por interesses ilegítimos, veio acompanhado da mais absoluta falta de ética da revista, que não cumpriu a regra básica de checar a informação e ouvir a parte atingida”, disse Alcolumbre na nota. 

 

A matéria da revista Veja, que chega às bancadas nesta sexta (25), revela uma série de conversas entre o presidente do Senado e o dono do Banco Master, conteúdo extraído pela Polícia Federal do telefone de Daniel Vorcaro. Uma das conversas que se tornaram públicas aconteceu na data em que Alcolumbre foi eleito para o comando da Casa, em 1º de fevereiro de 2025. 

 

Na ocasião, Daniel Vorcaro parabenizou Alcolumbre, chamando-o de amigo, desejando os “melhores anos” e sucesso na “empreitada”, de acordo com a publicação. O senador, então, respondeu: “Fala meu amor! Muito obrigado por tudo, em especial pelo seu carinho e amizade fraterna! Gratidão!”.

 

“Sou seu irmão!!! Pra vida toda!!”, completou o presidente do Senado em diálogos no fim de março do mesmo ano. Vorcaro retornou com corações e correspondeu às declarações de amizade: “E eu seu [irmão]. A qualquer tempo pra qualquer coisa. Nunca vou esquecer”. O ex-banqueiro enviou também uma sequência com cinco emojis de coração.

 

Na nota enviada à imprensa, o presidente do Senado afirma que o material mostra “supostas mensagens de teor pessoal, inclusive de terceiros, que não indicam ilegalidade alguma”. O texto diz que “o presidente do Senado não se intimidará diante de ataques, pressões ou tentativas de atingir sua honra e sua trajetória pública” e que “irá até as últimas consequências, dentro da lei, para que a verdade seja integralmente esclarecida e para que sejam identificados e responsabilizados aqueles que estiverem por trás desse ataque baixo”.

 

Confira abaixo a íntegra da nota de Alcolumbre:

 

“A Revista Veja promove mais um injusto ataque ao Presidente do Congresso Nacional, dessa vez lançando mão de supostas mensagens de teor pessoal, inclusive de terceiros, que não indicam ilegalidade alguma.

 

Esse sensacionalismo barato, movido por interesses ilegítimos, veio acompanhado da mais absoluta falta de ética da revista, que não cumpriu a regra básica de checar a informação e ouvir a parte atingida. Se fazem isso com um chefe de Poder, é de se imaginar o que estão a fazer com outros indivíduos e instituições.

 

No entanto, não conseguirá intimidar a Presidência do Congresso Nacional com esse expediente.

 

O presidente do Senado sabe de onde partiram essas falsas acusações e e quais interesses estão por trás dessa ofensiva. Não se intimidará diante de ataques, pressões ou tentativas de atingir sua honra e sua trajetória pública. Irá até as últimas consequências, dentro da lei, para que a verdade seja integralmente esclarecida e para que sejam identificados e responsabilizados aqueles que estiverem por trás desse ataque baixo.

 

Medidas judiciais serão tomadas, não só para reparação dos danos causados, mas para a reposição da verdade.

 

Assessoria de Imprensa

 

Presidência do Senado”
 

"Fala meu amor", "Sou seu irmão pra vida toda"; Mensagens mostram profunda intimidade entre Alcolumbre e Vorcaro
Foto: Reprodução Rede X

Reportagem de capa da revista Veja que chega às bancas nesta sexta-feira (25) revela um conjunto de mensagens trocadas entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o banqueiro Daniel Vorcaro. 

 

Em 1º de fevereiro de 2025, após a reeleição de Alcolumbre à presidência do Senado, Daniel Vorcaro o parabenizou. “Fala meu amor”, respondeu o senador. “Sou seu irmão. Pra vida toda”, continuou o presidente do Senado. O banqueiro respondeu: “E eu seu. A qualquer tempo pra qualquer coisa. Nunca vou esquecer”. 

 

As mensagens, segundo a reportagem da revista Veja, foram extraídas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, e revelam uma relação de longa data e de grande intimidade do senador com o banqueiro. Segundo lembra a revista, Alcolumbre ignorou pedidos de abertura de CPI sobre o caso Master, recusou questionamentos sobre visitas de Vorcaro ao Senado e evitou comentar a proximidade com o banqueiro. 

 

O acervo extraído pela Polícia Federal, de acordo com a Veja, também reúne mensagens sobre festas privadas com autoridades e mostra a proximidade entre Alcolumbre e o dono do Banco Master.

 

“Mensagens encontradas pela PF no celular de Vorcaro revelam que Alcolumbre é um amigo fraterno, um irmão, um parceiro fiel com quem o dono do Master podia contar a qualquer tempo, a qualquer hora, para qualquer coisa. Entre os dois, a intimidade ultrapassava de longe o limite da camaradagem. O senador recorria ao banqueiro até para resolver questões prosaicas, como tentar identificar a fonte de um jornalista. O banqueiro recorria ao senador quando precisava abrir certas portas. Festas e encontros privados fortaleceram essa conexão”, diz a matéria da revista.

 

No acervo em mãos da Polícia Federal há dezenas de mensagens em que são combinadas festas com a participação de renomadas autoridades. Uma delas foi organizada para atender o presidente do Congresso. Vorcaro acerta os detalhes com Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações de Jair Bolsonaro. 

 

“Aquela de 3 metros estará la, Fabio”, escreveu o banqueiro, num grupo de WhatsApp batizado de Macallan, a famosa marca de uísque escocês.  

 

“A dupla né. Foda que o Davi aprendeu a falar pelo Google tradutor e pode assustar a menina”, ironizou Faria.  

 

“Kkkkkk. Bonde do tigrão”, completou Vorcaro. 

 

O dono do Master costumava importar mulheres de outros países, especialmente da Europa, para animar as festas. Em um chat com Alcolumbre, o banqueiro repassa o endereço do evento e dá instruções ao senador: “Me avisem a hora que chegam. Vao cedo. Traje todo preto pra festa”.  

 

O comportamento do senador do Amapá era ridicularizado pelos próprios convivas. “Davi Alcolumbre de mochila bile (sic) com canudo com vodka”, comentou um deles. “Davi falou q esta com dança nova”, divertiu-se Vorcaro.
 

Disputa para o Senado no Rio Grande do Sul tem Manuela D´Ávila em primeiro e quatro candidatos empatados
Foto: Montagem com fotos da Agência Câmara e reprodução de redes sociais

A ex-deputada Manuela D´Ávila (Psol) se distanciou na liderança da disputa pelas duas vagas ao Senado pelo estado do Rio Grande do Sul. Foi o que mostrou pesquisa Quaest  encomendada Grupo RBS e divulgada nesta quinta-feira (24).

 

Segundo o levantamento, Manuela D´Ávila tinha 12% na pesquisa do final de agosto, e agora chegou a 14% das intenções de voto. O segundo colocado é o deputado Marcel van Hatten (Novo), que registrou 11% de menções como escolhido ao Senado pelos gaúchos (em agosto tinha 9%). 

 

Na pesquisa espontânea da Quaest — em que os entrevistados não têm acesso a uma lista prévia de nomes —, 74% dos eleitores gaúchos afirmam estarem indecisos, porque não souberam citar um candidato. Em agosto, essa fatia do eleitorado gaúcho era de 83%.

 

Confira abaixo o cenário da disputa para o Senado no Rio Grande do Sul, com a soma das menções de primeiro e segundo votos. 

 

Manuela d'Ávila (PSOL): 14% (eram 12% em agosto)
Marcel van Hattem (Novo): 11% (eram 9% em agosto)
Paulo Pimenta (PT): 10% (eram 9% em agosto)
Ubiratan Sanderson (PL): 10% (eram 8% em agosto)
Germano Rigotto (MDB): 9% (eram 8% em agosto)
Frederico Antunes (PSD): 2% (era 1% em agosto)
Daniela Mulheres Socialistas (PSTU): 1% (era 1% em agosto)
Milton Cardoso (PSDB): 1% (era 1% em agosto)
Tania Peres (UP): 1% (era 0% em agosto)
Renato Jaguarão (Cidadania): 0% (era 0% em agosto)
Luciano do MLB (UP): 0% (era 0% em agosto)
Ric Jones (PCO): 0% (era 0% em agosto)
Regis Ethur (PSTU): 0% (era 0% em agosto)
Indecisos/não sabe/não respondeu: 30% (eram 37% em agosto)
Branco/nulo: 11% (eram 14% em agosto)

 

A Quaest ouviu 900 eleitores de 16 anos ou mais no Rio Grande do Sul entre os dias 20 e 23 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é RS-01390/2026.
 

Assessores de Sérgio Moro no Senado doaram R$ 65 mil para a campanha dele ao governo do Paraná
Foto: Ton Molina/Agência Senado

Em sua campanha para o governo do Paraná, o senador Sérgio Moro (PL) recebeu doações de oito dos seus assessores comissionados lotados em seu gabinete parlamentar. Juntos, os oito assessores fizeram doações no valor total de R$ 65 mil para a campanha, segundo dados declarados à Justiça Eleitoral.

 

Todos os assessores fizeram doações no dia 17 de agosto. O maior valor, de R$ 15 mil, foi doado por Lucas Alves de Lima Barros de Góes, que tem o cargo de assessor parlamentar (SF02), com salário base de 33.500,84. Com cargo da mesma denominação e com o mesmo salário, Adriana Kaminski Araújo doou R$ 10 mil.

 

Moro recebeu até o momento um total de R$ 12,3 milhões em repasses à sua candidatura. Cerca de 8,5% desse total (R$ 1.071.000) diz respeito a doações de pessoas físicas à sua campanha.

 

O maior doador individual de Sérgio Moro é o seu primeiro suplente no Senado, Luís Felipe Cunha, que destinou R$ 500 mil para o candidato. Luís Felipe assumirá o mandato no Senado pelos próximos quatro anos caso Moro seja eleito governador do Paraná. 

 

A assessoria do candidato do PL ao governo paranaense divulgou nota à imprensa para informar que os oito servidores que atuam no escritório político do senador em Curitiba não doaram R$ 65 mil à campanha. Segundo a assessoria, eles abriram mão de parte de seus salários como assessores, de forma voluntária, e os valores são estimados.
 

Estudo aponta que 7 dos 10 candidatos ao Senado com maior engajamento nas redes são de direita
Foto:© Edilson Rodrigues/Agência Senado

Entre 10 candidatos ao Senado que mais se destacaram em redes sociais, 7 são de direita. É o que mostra o levantamento do Instituto Democracia em Xeque (DX), realizado entre 31 de agosto e 15 de setembro. A análise foi feita nas candidaturas de 13 estados: Pará, Ceará, Pernambuco, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

 

Desse levantamento, foram somados 49,9 mi de interações, mais que o dobro das 21,9 mi registradas pelas candidaturas aos governos estaduais no período analisado pelo instituto.

 

No topo do ranking de engajamento nas redes sociais está Carlos Viana (PSD-MG), com 10.325.756 interações contabilizadas, volume considerado atípico pelo DX. Entre as principais publicações do candidato estão conteúdos com críticas a Alexandre de Moraes, ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Davi Alcolumbre, a Lula e ao PT, além de manifestações de apoio ao ministro André Mendonça.

 

Além dele, os perfis dos candidatos Deltan Dallagnol (Novo-PR), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Carlos Jordy (PL-RJ), somados ao de Sérgio Moro (PL-PR), que concorre ao governo do Paraná, concentraram mais de 80% das interações relacionadas a críticas ou ataques a instituições. A oposição associa esse eixo de atuação à defesa de um Senado com maior capacidade de enfrentamento a ministros do STF.

 

No campo da esquerda, 3 nomes aparecem entre os dez perfis com maior número de interações no período: Gleisi Hoffmann (PT-PR), Paulo Pimenta (PT-RS) e Manuela D'Ávila (PSOL-RS).

Mesmo proibido de fazer campanha, Dallagnol segue liderando as pesquisas no Paraná, com Gleisi em segundo
Foto: Montagem com imagens de reprodução das redes sociais

Apesar de ter sofrido algumas derrotas na Justiça Eleitoral que podem futuramente até mesmo inviabilizar sua eleição, o candidato Deltan Dellagnol, do Novo, segue liderando as pesquisas para o Senado no Paraná. Foi o que mostrou um novo levantamento divulgado nesta terça-feira (22), pelo instituto IRG Pesquisas. 

 

Nesta segunda (21), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por 5 votos a 2, manter suspensos os atos de campanha de Deltan Dallagnol. Além do relator, ministro Floriano de Azevedo Marques, votaram pela manutenção da liminar Dias Toffoli, Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis. André Mendonça e o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, divergiram.

 

A decisão do TSE não indefere, neste momento, o registro de candidatura de Dallagnol. O registro foi deferido pelo TRE-PR e é alvo de um recurso que ainda será julgado pela Corte. 

 

Enquanto esse julgamento não ocorre, permanece em vigor a suspensão dos atos de campanha determinada pelo TSE. Na prática, Dallagnol continua formalmente com o registro deferido e seu nome permanece na urna, mas fica impedido de fazer campanha enquanto a decisão estiver em vigor.

 

Apesar de estar proibido de fazer campanha, Deltan lidera tanto no cenário espontâneo quanto nas simulações com apresentação da lista de candidatos. Na segunda posição aparece a deputada federal Gleisi Hoffmann, do PT, em empate técnico com o candidato do Republicanos, Alexandre Curi, apoiado pelo governador do Paraná, Ratinho Junior. 

 

Confira abaixo o resultado do cenário espontâneo:

 

Deltan Dallagnol (Novo): 14%
Gleisi (PT): 12,3%
Alexandre Curi (Republicanos): 9,3%
Filipe Barros (PL): 4,8%
Cristina Graeml (PSD): 2,3%
Dr. Rosinha (PT): 1,4%
Karen Guerreiro (Missão): 0,8%
Alvaro Dias (MDB): 0,3%
Nenhum/Branco/Nulo: 4,3%
Não sabe/Não respondeu: 50,5%

 

O Instituto IRG também apresentou aos eleitores paranaenses cenários de primeiro e de segundo voto para o Senado. Veja abaixo os resultados.

 

Cenário estimulado – primeiro voto

 

Deltan Dallagnol (Novo): 24%
Gleisi (PT): 21,1%
Alexandre Curi (Republicanos): 20,4%
Filipe Barros (PL): 12,8%
Cristina Graeml (PSD): 6%
Dr. Rosinha (PT): 2,2%
Karen Guerreiro (Missão): 1,2%
Marcelo Marcelino (PCO): 0,4%
Joaquim do MLB (UP): 0,3%
Nenhum/Branco/Nulo: 4,2%
Não sabe/Não respondeu: 7,4%

 

Cenário estimulado – segundo voto

 

Filipe Barros (PL): 13,9%
Alexandre Curi (Republicanos): 13,1%
Deltan Dallagnol (Novo): 11,6%
Cristina Graeml (PSD): 11,6%
Dr. Rosinha (PT): 10,6%
Gleisi (PT): 7,1%
Karen Guerreiro (Missão): 1,5%
Marcelo Marcelino (PCO): 0,8%
Joaquim do MLB (UP): 0,4%
Nenhum/Branco/Nulo: 11,3%
Não sabe/Não respondeu: 18,1%

 

A pesquisa para o Senado no Paraná foi feita com 1.200 entrevistados pela IRG Pesquisas de 17 a 20 de setembro de 2026. A pesquisa foi contratada pela TV Independência Ltda. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,83 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº PR-01172/2026.
 

Eleições 2026: Quem são os candidatos ao Senado pela Bahia?
Fotos: Divulgação

Nas eleições de 2026, os eleitores baianos irão escolher dois senadores para representar o estado no Senado Federal. A disputa reúne candidatos de diferentes partidos e trajetórias políticas e profissionais.

 

A seguir, o Bahia Notícias apresenta quem são os candidatos ao Senado pela Bahia em 2026, com informações sobre idade, cidade de nascimento, profissão, trajetória política e participação em eleições anteriores.

 

Angelo Coronel (Republicanos)

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

 

O senador Angelo Coronel (Republicanos) é candidato à reeleição ao Senado Federal pela Bahia nas eleições de 2026. Engenheiro civil e empresário de 68 anos, iniciou sua trajetória na vida pública em 1989 como prefeito de sua cidade natal, Coração de Maria (BA). Coronel construiu uma longa carreira no Legislativo baiano, onde atuou como deputado estadual por mais de duas décadas e chegou a presidir a Assembleia Legislativa (2017-2019). Eleito para o Senado pela primeira vez em 2018 pelo PSD, ele busca agora um novo mandato, desta vez filiado ao partido Republicanos, e diferente de 2018, concorre em oposição ao PT.

 

Carlos Sodré (MOBILIZA) 

Foto: Divulgação

 

Carlos Eduardo Sodré (Mobiliza) é advogado e procurador federal aposentado, o candidato de 80 anos é natural de Itapé, no sul do estado, cidade onde concorreu ao cargo de prefeito nas eleições de 2012 mas não conseguiu se eleger. Com uma trajetória ligada ao meio jurídico e institucional, Sodré também já atuou como cônsul da Costa do Marfim na Bahia.

 

Gregório Gould (Unidade Popular)

Foto: Divulgação / Unidade Popular

 

Gregório Gould (UP) tem 40 anos e é natural do Rio de Janeiro, ele iniciou sua militância política no movimento estudantil, período em que presidiu a Associação Estadual dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro (AERJ) e foi vice-presidente nacional da UBES. Um dos fundadores do partido Unidade Popular, Gould construiu sua trajetória atrelada diretamente a movimentos sociais: na Bahia, coordenou as ocupações urbanas Luisa Mahin e Carlos Marighella pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), na região da Praça Castro Alves, em Salvador, e atualmente concentra sua atuação no movimento sindical, trabalhando junto aos operários do Polo Petroquímico de Camaçari por meio do Movimento Luta de Classes (MLC).

 

Jaques Wagner (PT)

Foto: Ton Molina/Agência Senado

 

Jaques Wagner (PT) é uma figura histórica da política baiana e nacional. Carioca radicado na Bahia iniciou sua trajetória na vida pública nos anos 1980 como técnico de manutenção no Polo Petroquímico de Camaçari, onde destacou-se como líder sindical (pelo Sindiquímica) e participou ativamente da fundação do PT e da CUT na Bahia. Foi deputado federal, ministro de Estado (Trabalho, Defesa e Casa Civil) e governou a Bahia por dois mandatos (2007-2014), período que marcou o início da hegemonia do PT no governo estadual. Eleito senador em 2018, Wagner ocupou a liderança do governo no Senado até junho de 2026, quando se afastou do cargo para se dedicar à sua defesa após ser alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, no escândalo envolvendo o Banco Master.

 

João Roma (PL)

Foto: Reprodução

 

João Inácio Ribeiro Roma Neto (PL) é candidato ao Senado Federal pela Bahia nas eleições de 2026. Nascido no Recife e radicado na Bahia, construiu sua trajetória política inicialmente na Câmara dos Deputados, sendo eleito em 2018, mas ganhou maior projeção nacional ao assumir o Ministério da Cidadania durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022). Como presidente do diretório estadual do Partido Liberal, consolidou-se como a principal liderança da direita conservadora no estado. Após disputar o governo baiano em 2022 e não ser eleito, o também produtor agropecuário foca agora em retornar ao Legislativo, apresentando-se como o nome do bolsonarismo na disputa por uma das duas vagas ao Senado.

 

Marcelo Carvalho (REDE)

Foto: Divulgação

 

Marcelo Carvalho Lavigne (Rede) tem 45 anos, é professor de Filosofia, nascido em João Pinheiro (MG) e radicado no estado, construiu sua base política no movimento sindical. Ele preside, atualmente licenciado, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) na Bahia, além de atuar como dirigente estadual da Rede Sustentabilidade. Com trajetória em eleições proporcionais na capital, disputou a Câmara Municipal de Salvador em 2020, quando não foi eleito, e em 2024, ano em que obteve a suplência —, ele concorre pela primeira vez a um cargo majoritário pela Federação PSOL-Rede, apresentando uma candidatura focada nos movimentos sociais e no fortalecimento de um polo progressista alternativo na política baiana.

 

Marcelo Millet (PCO)

Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

Natural de Salvador, Marcelo Millet tem 40 anos, ele atua como motorista de aplicativo e acumula experiência em disputas majoritárias recentes pelo Partido da Causa Operária: em 2020, foi candidato a vice-prefeito da capital baiana na chapa de Rodrigo Pereira, e em 2022, concorreu ao governo do estado, não sendo eleito em ambas as tentativas. Possui um histórico de militância ligado às bases operárias e participação em mobilizações de rua como as campanhas contra a prisão do presidente Lula e o movimento "Fora Bolsonaro".

 

Marcelo Santana (DC)

Foto: Divulgação

 

Marcelino José Guimarães Santana, que adota o nome de urna Marcelo Santana (DC), é advogado e natural de Salvador, ele possui um extenso histórico de participações em disputas proporcionais ao longo das últimas duas décadas. No âmbito municipal, concentrou suas campanhas na cidade de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, onde concorreu ao cargo de vereador em 2004 (não eleito), alcançando a suplência nos pleitos de 2008, 2012 e 2016, além de retornar à disputa local em 2020 e 2024. Já em nível nacional, tentou uma vaga de deputado federal em 2006 (média), em 2018 (pelo próprio DC) e em 2022 (à época filiado ao PTB). Após essas sucessivas candidaturas legislativas, ele retorna ao Democracia Cristã neste ano para tentar pela primeira vez um cargo majoritário.

 

Professora Delliana (PSOL)

Foto: Bruno Hierro 

 

Delliana Ricelli Ribeiro da Silva, que adota o nome de urna Professora Delliana (PSOL), é Natural de Ubaitaba, no sul do estado, e radicada há cerca de duas décadas em Itabuna, a candidata de 43 anos é professora de ensino médio e construiu sua trajetória na militância ligada à educação e às pautas sociais. Representando a Federação PSOL-Rede na corrida majoritária, ela é a única mulher a disputar uma das duas vagas baianas ao Senado neste pleito. Com uma campanha focada na defesa dos serviços públicos, das minorias e dos direitos da classe trabalhadora.

 

Rui Costa (PT)

Foto: Reprodução

 

Rui Costa (PT) é economista de 63 anos e natural de Salvador, iniciou sua trajetória na vida pública nos anos 1980 como liderança no movimento sindical do Polo Petroquímico de Camaçari — atuando na direção do Sindiquímica — e como um dos fundadores do PT no estado. No Legislativo, foi vereador da capital baiana (2005-2007) e deputado federal eleito em 2010, conciliando a atuação parlamentar com o comando de secretarias estaduais de Governo e das Relações Institucionais nas gestões Jaques Wagner. Sua projeção política consolidou-se ao governar a Bahia por dois mandatos consecutivos (2015-2022). Em 2023, assumiu o Ministério da Casa Civil no governo do presidente Lula e retorna agora às urnas locais como um dos candidatos da coligação governista na disputa por uma das vagas ao Senado.

 

QUANDO SERÁ A ELEIÇÃO AO SENADO
O primeiro turno das eleições de 2026 será realizado no dia 4 de outubro. Na Bahia, os eleitores irão escolher dois representantes para o Senado Federal, além dos candidatos aos demais cargos em disputa.

Viana denuncia Alcolumbre por ter trancado porta do plenário e pede seu afastamento da presidência do Senado
Foto: Reprodução Redes Sociais

Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira (16), o senador Carlos Viana (PSD-MG), fez duras críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por ter determinado que não fosse permitido o ingresso de parlamentares no plenário. No vídeo, Viana, que é candidato à reeleição, mostrou que a porta do plenário estava fechada e que os funcionários foram orientados a não deixar nenhum senador entrar. 

 

“Olha o que está acontecendo no Senado, trancaram todas as portas do plenário, para que os senadores não entrem e possam falar sobre o que está acontecendo e fazer seu trabalho em Brasília. É o presidente dessa Casa quem decide tudo isso. E ele tem explicações a dar, sabe que tem senadores aqui que não concordam com essa omissão, com essa covardia do Senado, então ele mantém as portas fechadas”, acusou o senador mineiro.

 

Carlos Viana disse que foi informado pelos servidores que a presidência do Senado determinou que as portas fossem trancadas, pelo fato de não ter nenhuma sessão marcada até a primeira semana de outubro. Na semana passada, Viana esteve no plenário e gravou vídeo sentado na cadeira de Alcolumbre, fazendo duras críticas ao presidente do Senado por não colocar em votação pedidos de abertura de impeachment de ministros do STF. 

 

“Há 20 dias tento o diálogo com o presidente Alcolumbre. Levei à presidência as questões mais graves que esta Casa enfrenta. Dei prazo. Protocolei. Esperei. A resposta veio hoje, na forma de uma porta trancada. O presidente do Senado não dialoga, ele tranca. Porta fechada é medo de ser exposto”, afirmou o senador.

 

Em outro vídeo, Carlos Viana lançou sua candidatura a presidente do Senado em 2027, e prometeu criar nova CPMI para investigar o INSS e também sobre o Banco Master, além de colocar em votação diversos pedidos de impeachment de ministros do STF.
 

Senadores acompanham sessão do STF e cobram que Alcolumbre abra pedido de impeachment de Moraes
Foto: Reprodução TV Senado

A senadora Damares Alves, presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH), iniciou às 10h20 uma reunião do colegiado para discutir os desdobramentos do julgamento que acontece no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15). Os ministros do STF analisam se abrem ou não uma investigação contra Moraes por suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

 

Além de Damares, participam da sessão os senadores Esperidião Amin (PP-SC), Jorge Seiff (PL-SC), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Alessandro Vieira (MDB-SE) e Jaime Bagatolli (PL-RO). Outros senadores foram chegando após a abertura, como Carlos Viana (PSD-MG), Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho (PL-RN). 

 

Os senadores presentes na CDH criticam principalmente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por não colocar em votação os pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Já são mais de 50 os pedidos de impeachment de Moraes acumulados na Mesa Diretora do Senado. 

 

Para o senador Alessandro Vieira, autor do pedido de realização da sessão na CDH, a atuação de Alcolumbre tem servido como blindagem para uma série de excessos que, segundo ele, “vem penalizando a sociedade”. Vieira diz ainda que Alcolumbre vem impedindo os senadores de exercerem as suas prerrogativas, como a de julgar a atuação de ministros do STF. 

 

“A Constituição Federal atribuiu expressamente a esta Casa responsabilidades próprias em relação às instituições que compõem a República. Cabe ao Senado, entre outras competências, participar da escolha dos Ministros do STF e, nas hipóteses e condições previstas constitucionalmente, processar e julgar Ministro daquela Corte nos crimes de responsabilidade. Essas atribuições não autorizam interferência indevida na função jurisdicional. Ao contrário, impõem ao Senado responsabilidade, prudência e permanente compromisso com a Constituição”, defendeu o senador.

 

Um dos temas em debate pelos parlamentares é uma possível mudança no regimento do Senado, para forçar a abertura dos processos de impeachment. Atualmente, o regimento determina que o presidente da Casa é a autoridade com a prerrogativa regimental exclusiva de decidir se abre ou engaveta um processo de impeachment contra ministros do STF. 

 

Senadores como Alessandro Vieira defendem a aprovação de projetos que mudem o regimento e determinem uma quantidade mínima de assinaturas para que um processo de impeachment vá a voto. Uma das propostas é que requerimentos de impeachment que obtenham um mínimo de 49 assinaturas provoquem automaticamente a votação, em plenário, sobre a possível abertura de um pedido de impeachment contra ministro do STF, “independente da vontade do presidente da Casa”.

 

As discussões na comissão acontecem simultaneamente à transmissão da sessão do Supremo Tribunal Federal para avaliar abertura de investigação contra Alexandre de Moraes. 
 

Cerca de 15 mulheres podem ser eleitas ao Senado; Bancada feminina pode iniciar 2027 com 25% das cadeiras
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Levantamento feito pelo Bahia Notícias sobre as mais recentes pesquisas eleitorais para o Senado nos 27 estados revela que em 2026, pode ser batido o recorde histórico de eleição de mulheres senadoras. Para as 54 vagas que se renovam no Senado neste ano, 15 podem vir a ser ocupadas por mulheres, praticamente 30% do total, percentual que jamais foi alcançado. 

 

O recorde atual de eleição de mulheres para compor o Senado foi alcançado em 2022. Naquele ano, foram eleitas oito senadoras, ou 14,8% do total de eleitos: Marina Silva (PT-AC), Serys Marly Slhessaenko (PT-MS), Ana Júlia (PT-PA), Fátima Cleide (PT-RO), Ideli Salvatti (PT-SC), Patrícia Gomes (PPS-CE), Lúcia Vânia (PSDB-GO) e Roseana Sarney (PFL-MA).

 

Marina Silva e Roseana Sarney, eleitas em 2002, figuram agora em 2026 entre as mulheres mais bem colocadas nas pesquisas mais atuais para o Senado. No Maranhão, Roseana lidera a disputa com 18%, segundo pesquisa Real Time Big Data, e em São Paulo, é Marina Silva quem aparece na liderança, com 34,9%, de acordo com sondagem da Futura/100% Cidades. 

 

Além de ter sido eleita em 2022, Marina Silva já havia sido vitoriosa também nas eleições de 1994. Na ocasião, com apenas 36 anos de idade, Marina foi uma das quatro eleitas e havia se tornado a mais jovem senadora na história. 

 

Nas eleições de 1994, outra das quatro senadoras eleitas, além de Marina Silva, foi a atual deputada federal Benedita da Silva, que saiu vitoriosa pelo estado do Rio de Janeiro. Atualmente, Benedita é uma das 15 mulheres que podem ser eleitas para o Senado, já que lidera as pesquisas no estado. 

 

Confira abaixo quem são as 15 mulheres que podem vir a ser eleitas para o Senado em 2026, por estarem na primeira ou na segunda colocação nas pesquisas mais recentes em seus estados:

 

MARANHÃO

 

Roseana Sarney (MDB) 

 

PERNAMBUCO

 

Marília Arraes (PDT)

 

RIO GRANDE DO NORTE

 

Samanda de Lula (PT)

 

AMAPÁ

 

Rayssa Furlan (Podemos) 

 

RONDÔNIA

 

Silvia Cristina (PP)

 

RORAIMA

 

Teresa Surita (MDB) 

 

DISTRITO FEDERAL

 

Michelle Bolsonaro (PL) 
Leila Barros (PDT) 

 

GOIÁS

 

Gracinha Caiado (União Brasil) 

 

MATO GROSSO

 

Janaina Riva (MDB) 

 

MINAS GERAIS

 

Marília Campos (PT) 

 

RIO DE JANEIRO

 

Benedita da Silva (PT) 

 

SÃO PAULO

 

Marina Silva (Rede) 
Simone Tebet (PSB) 

 

RIO GRANDE DO SUL

 

Manuela D´Ávila (Psol) 

 

Caso essas 15 candidatas confirmem as pesquisas e saiam vitoriosas das urnas de 4 de outubro, elas se juntarão a outras seis senadoras, que ainda possuem mandato até 2031. São eles: Damares Alves (Republicanos) - DF; Lourdinha Pereira (PSB) - MA; Tereza Cristina (PP) - MS; Teresa Leitão (PT) - PE; Jussara Lima (PSD) - PI; Professora Dorinha Seabra (União) - TO. 

 

Se esse cenário se confirmar, o Senado Federal iniciaria a legislatura de 2027, em fevereiro, com 21 mulheres entre os 81 senadores. Esse percentual de mulheres no Senado, de 25%, caso se confirme, vai se configurar como um recorde histórico. 
 

Samanda de Lula, candidata no Rio Grande do Norte, pode ser a primeira senadora que se autodeclara lésbica
Foto: Reprodução Redes Sociais

Nesta que é a primeira eleição geral em que a Justiça Eleitoral permite que os candidatos informem, facultativamente, a sua orientação sexual, o Senado pode ter em 2026 a sua primeira parlamentar que se autodeclara lésbica. Essa foi a orientação sexual declarada pela candidata Samanda de Lula, que disputa uma vaga ao Senado pelo PT do Rio Grande do Norte. 

 

Em todo o estado do Rio Grande do Norte, apenas 15 candidatos se autodeclararam LGBTQIA+, com predominância para os partidos de esquerda. As informações foram apuradas  com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Como o estado possui um total de 324 registros de candidatura, entre postulantes a governador, senador, suplente, deputado federal e estadual, as candidaturas autodeclaradas LGBTQIA+ representam 4,6% do total. Outros 135 candidatos optaram por não divulgar sua orientação sexual.

 

Já no país, 91 das 7.253 mulheres candidatas informaram ser lésbicas e autorizaram a divulgação da orientação sexual. Entre as mulheres, 3.403 (46,9%) optaram por não divulgar a orientação sexual. Ao todo, esta eleição registrou 20.769 pessoas candidatas.

 

Na mais recente pesquisa divulgada no Rio Grande do Norte, da Real Time Big Data, nesta quinta-feira (10), Samanda de Lula aparece na segunda colocação, com 16% das intenções de voto. A candidata do PT perde apenas para o atual senador Styvenson Valentim (Podemos), que aparece com 18%.

 

(A pesquisa Real Time Big Data teve 1.600 entrevistados de 5 a 9 de setembro de 2026. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº RN-08492/2026).

 

Natural de Mossoró, Samanda Alves por mais de 20 foi assessora pessoal de Fátima Bezerra, acumulando cargos como secretária-adjunta do Gabinete Civil do Governo do Rio Grande do Norte, subsecretária do Trabalho, Emprego e Renda, coordenando o SINE/RN, e também ocupou função no Ministério de Direitos Humanos da Presidência da República, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

 

Em 2022, a pedido da governadora, ela disputou um mandato de deputado federal pela federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PCdoB e PV. Samanda obteve 31.240, mas não se elegeu porque não alcançou os 20% do quociente eleitoral. Em 2024, Samanda conquistou o primeiro mandato eletivo. Com 13.456 votos, se elegeu vereadora em Natal.

 

Para 2026, Samanda Alves foi escolhida para ser candidata ao Senado por conta da desistência da governadora Fátima Bezerra em se candidatar. 
 

Levantamento detalha disputa ao Senado e oposição ainda não tem número para impeachment de ministro do STF
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Em meio à maior crise já vivida em seus 135 anos de história, o Supremo Tribunal Federal (STF) está no centro dos debates em meio à campanha eleitoral de 2026. Decisões judiciais, investigações policiais e conflitos entre ministros passaram a produzir consequências políticas praticamente diárias, enquanto candidatos e partidos incorporam cada novo episódio às suas estratégias eleitorais. 

 

A crise, fomentada principalmente pelo escândalo do Banco Master e a revelação de relações entre Daniel Vorcaro e diferentes personagens e autoridades do país, elevou o STF ao posto de principal protagonista desta eleição. E em meio às acusações que envolvem alguns dos ministros da Corte, o debate sobre a abertura de processos de impeachment se tornou o combustível que alimenta muitas das candidaturas para as 54 cadeiras em disputa para o Senado nestas eleições. 

 

Eleger uma numerosa bancada no Senado e, com isso, obter a presidência da Casa e dar prosseguimento a pedidos de impeachment de ministros do STF é, por exemplo, uma das principais estratégias do maior partido de oposição, o PL. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, diz que o PL deve entrar em 2027 com uma bancada de 28 senadores, entre os eleitos neste ano e os que ainda possuem quatro anos de mandato. 

 

A estratégia do PL e de outros oposicionistas espalhados por partidos como Republicanos, PP e União Brasil, foi traçada desde o ano passado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O candidato do partido à presidência, Flávio Bolsonaro, também vem defendendo o esforço para aumentar a representatividade da direita no Senado, com objetivo de facilitar ações como a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF.

 

Entretanto, para ter uma margem segura que permita a aceitação de pedidos de impeachment, a oposição e os partidos de direita precisam controlar um mínimo de 54 cadeiras no Senado. Isso porque encontra-se válida uma decisão tomada em dezembro do ano passado pelo ministro Gilmar Mendes que impacta diretamente as estratégias dos partidos referentes ao Senado.

 

Em uma decisão monocrática tomada na apreciação das ADPFs 1259 e 1260 apresentadas pelo partido Solidariedade e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Gilmar Mendes que suspendeu trechos da Lei do Impeachment de 1950. A suspensão, que se deu em decisão com caráter liminar, estabeleceu que o quórum para iniciar processos de impeachment é o de dois terços dos senadores (54). 

 

A mudança de entendimento elevou a maioria simples exigida anteriormente, de 41 votos pela admissão do processo de impeachment. Com isso, a estratégia do PL e de demais partidos se tornou ainda mais desafiadora.

 

Para alcançar os 54 apoios necessários, portanto, a oposição e os partidos de direita terão que alcançar uma expressiva votação nas urnas de outubro de 2026. Levantamento realizado pelo Bahia Notícias revela como pode ficar o Senado Federal após as eleições de 2026. 

 

O levantamento levou em consideração as pesquisas mais recentes realizadas nos estados, com os nomes que estão no momento mais bem colocados para a disputa. Esses nomes ainda podem mudar até outubro de 2026, portanto a simulação é apenas com base no cenário existente no momento, a partir de pesquisas de institutos nacionais.

 

Confira abaixo como está a disputa e os dois primeiros colocados, com os estados divididos por região:

 

REGIÃO NORDESTE

 

BAHIA

 

Rui Costa (PT) - 26%
Jaques Wagner (PT) - 19%
(Real Time Big Data - 09/9)

 

ALAGOAS

 

Arthur Lira (PP) - 20%
Renan Calheiros (MDB) - 18%
(Quaest - 24/8)

 

CEARÁ 

 

Cid Gomes (PSB) - 24%
Capitão Wagner (União Brasil) - 20%
(Datafolha - 04/9)

 

MARANHÃO

 

Roseana Sarney (MDB) - 18%
Fufuca (PP) - 15%
(Real Time Big Data - 10/9)

 

PARAÍBA

 

João Azevêdo (PSB) - 53,1%
Veneziano Vital do Rego (MDB) - 33,9%
(Instituto Data Ranking - 10/9)

 

PERNAMBUCO

 

Marília Arraes (PDT) - 17%
Humberto Costa (PT) - 14%
(Quaest - 08/9)

 

PIAUÍ

 

Marcelo Castro (MDB) - 22,4%
Júlio César (PSD) - 17,2%
(AtlasIntel - 03/9)

 

RIO GRANDE DO NORTE

 

Styvenson Valentim (Podemos) - 18%
Samanda de Lula (PT) - 16%
(Real Time Big Data - 10/9)

 

SERGIPE

 

Delegado André David (Republicanos) - 18%
André Moura (União Brasil) - 12%
(Real Time Big Data - 04/9)

 

REGIÃO NORTE

 

ACRE

 

Gladson Camelli (PP) - 38%
Jorge Viana (PT) - 34%
(Instituto Travessia - 06/9)

 

AMAPÁ

 

Rayssa Furlan (Podemos) - 33%
Randolfe Rodrigues (PT) - 20%
(Real Time Big Data - 09/9)

 

AMAZONAS

 

Eduardo Braga (MDB) - 50%
Capitão Alberto Neto (PL) - 39,3%
(Paraná Pesquisas - 04/9)

 

PARÁ

 

Helder Barbalho (MDB) - 36%
Delegado Éder Mauro (PL) - 17%
(Real Time Big Data - 08/9)

 

RONDÔNIA

 

Dr. Fernando Máximo (PL) - 17%
Silvia Cristina (PP) - 11%
(Quaest - 25/8)

 

RORAIMA

 

Teresa Surita (MDB) - 25%
Nicoletti (PL) - 17%
(Real Time Big Data - 10/9)

 

TOCANTINS

 

Eduardo Gomes (PL) - 39,2%
Alexandre Guimarães (MDB) - 27,8%
(Instituto Veritá - 09/9)

 

REGIÃO CENTRO-OESTE

 

DISTRITO FEDERAL

 

Michelle Bolsonaro (PL) - 26%
Leila Barros (PDT) - 17%
(Quaest - 08/9)

 

GOIÁS

 

Gracinha Caiado (União Brasil) - 46%
Gustavo Gayer (PL) - 36,4%
(Instituto Goiás Pesquisas - 08/9)

 

MATO GROSSO

 

Mauro Mendes (União Brasil) - 55%
Janaina Riva (MDB) - 31,5%%
(Paraná Pesquisas - 09/9)

 

MATO GROSSO DO SUL

 

Reinaldo Azambuja (PL) - 32%
Capitão Contar (PL) - 23%
(Real Time Big Data - 10/9)

 

REGIÃO SUDESTE

 

ESPÍRITO SANTO

 

Renato Casagrande (PSB) - 28%
Sergio Meneguelli (PSD) - 12%
(Real Time Big Data - 09/9)

 

MINAS GERAIS

 

Marília Campos (PT) - 13%
Aécio Neves (PSDB) - 10%
(Quaest - 08/9)

 

RIO DE JANEIRO

 

Benedita da Silva (PT) - 15%
Marcelo Crivella (Republicanos) - 8%
(Quaest - 08/9)

 

SÃO PAULO

 

Marina Silva (Rede) - 34,9%
Simone Tebet (PSB) - 32,7%
(Futura/100% Cidades - 08/9)

 

REGIÃO SUL

 

PARANÁ 

 

Deltan Dallagnol (Novo) - 30,8%
Alexandre Curi (Republicanos) - 28,4%
(Paraná Pesquisas - 03/9)


RIO GRANDE DO SUL

 

Marcel van Hattem (Novo) - 22%
Manuela D´Ávila (Psol) - 18%
(Real Time Big Data - 10/9)

 

SANTA CATARINA

 

Esperidião Amin (PP) - 19%
Carlos Bolsonaro (PL) - 16%
(Quaest - 24/8)

 

Se a eleição confirmar esses resultados de momento, a distribuição das 54 cadeiras entre os partidos ficaria da seguinte forma:

 

PL - 10
MDB - 9
PT - 8
PP - 5
PSB - 4
UNIÃO BRASIL - 4
REPUBLICANOS - 3
PDT - 2
PSD - 2
PODEMOS - 2
NOVO - 2
PSDB - 1
REDE - 1
PSOL - 1

 

Dos 27 senadores que seguem no mandato até 2031, e aos quais se somarão os 54 eleitos em outubro, dez são do PL, quatro do Republicanos, três do PSD, três do PT, três do PP, dois do União Brasil, um do MDB e um do PSB. Essa situação pode sofrer alterações, já que nove dos parlamentares que estão em meio de mandato concorrem aos governos de seus estados. 

 

Contando os candidatos que, no momento, estariam conquistando as duas vagas ao Senado em seus estados, e mais os 27 que ainda cumprirão quatro anos de mandato (sem separar os que podem sair caso se elejam governadores), a divisão das cadeiras mostra que o PL chegaria a 2027 como a principal força do Senado, com 20 cadeiras. 

 

Veja abaixo como ficaria a divisão do Senado entre os partidos, caso as urnas confirmem as pesquisas atuais:

 

PL - 20
PT - 11
MDB - 10
PP - 8
REPUBLICANOS - 7
UNIÃO BRASIL - 6
PSD - 5
PSB - 5
PDT - 2
PODEMOS - 2
NOVO - 2
PSDB - 1
REDE - 1
PSOL - 1

 

Os partidos que declaradamente pedem o impeachment de ministros do STF são o PL e o Novo. Há diversos senadores em outros partidos que também abraçam essa causa, mas não é possível contabilizar a bancada inteira de siglas como União Brasil, PP e PSD a favor da abertura de processos. 

 

Se a integralidade das bancadas dos partidos de oposição e de direita se colocassem a favor da abertura do processo de impeachment de um ministro, e nessa conta entrassem PL, PP, Republicanos, União Brasil e Novo, a quantidade de votos chegaria a 43 senadores. Um número, portanto, bem abaixo dos 54 necessários para que seja aprovada a abertura de um processo. 
 

Viana pede impeachment de Flávio Dino e diz que Alcolumbre tem que ser afastado da presidência do Senado
Foto: Carolina Curi/Agência Senado

O senador Carlos Viana (PSD-MG) anunciou em suas redes sociais que irá protocolar, nesta quarta-feira (9), um pedido de impeachment do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Viana, que foi presidente da CPMI do INSS, considera que o ministro incorreu em crime de responsabilidade, após decidir, monocraticamente, reintegrar Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal.

 

Viana questionou o fato de Dino ter determinado individualmente a reintegração da cúpula da Polícia Federal após a decisão do ministro André Mendonça pelo afastamento dos dois integrantes.

 

“Estou entrando com pedido de impeachment do ministro Flávio Dino. Uma decisão individual, proferida em outro processo, determinou a reintegração da cúpula da Polícia Federal depois de três ministros da Segunda Turma terem acompanhado o afastamento”, afirmou.

 

A decisão de Mendonça havia sido acompanhada por três ministros da Segunda Turma do STF. O julgamento, porém, foi interrompido após pedido de vista de Gilmar Mendes.

 

Nas redes sociais, o senador Carlos Viana afirmou que o Senado precisa reagir à decisão e convocou outros parlamentares a pressionarem pela análise do caso.

 

“Não podemos continuar assistindo, em silêncio, a uma crise institucional dessa dimensão. Estou fazendo a minha parte. Agora preciso de vocês. O Senado precisa agir. Hoje”, declarou.

 

O parlamentar também cobrou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), reabra o plenário e coloque em votação pedidos de impeachment que se encontram paralisados. Carlos Viana fez um apelo para que os senadores se dirijam a Brasília para cobrar de Alcolumbre a realização da sessão e a abertura de um processo de impeachment.

 

“Isso precisa ser enfrentado pelo Senado. E eu preciso do apoio do Brasil e dos meus colegas senadores. Cobre o senador do seu estado. Venham para Brasília”, disse.

 

Além de exigir a abertura do processo de impeachment, Carlos Viana vem cobrando a retomada das reuniões do Conselho de Ética do Senado. O colegiado não se reúne desde julho de 2024. O senador representou contra o presidente do Senado, e quer aprovar no Conselho o afastamento de Alcolumbre.

Quaest: Michelle dispara na liderança em disputa pelo Senado no DF; Celina Leão se mantém à frente para o governo
Foto: Gabriela Matias/Republicanos

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, do PL, se distanciou de suas principais concorrentes a uma vaga de senadora pelo Distrito Federal. Foi o que revelou levantamento da Quaest divulgado nesta terça-feira (8). 

 

A pesquisa mostra Michelle Bolsonaro na liderança da disputa pelas duas cadeiras ao Senado, com 26% das intenções de voto. Na segunda colocação aparece a atual senadora Leila Barros (PDT), com 17%. 

 

Confira abaixo como está o cenário da disputa para o Senado no Distrito Federal:

 

Michelle Bolsonaro (PL) – 26%
Leila Barros (PDT) – 17%
Erika Kokay (PT) – 13%
Bia Kicis (PL) – 11%
Sebastião Coelho (Novo) – 2%
Professor Guilherme Amorim (UP) – 1%
Ronaldo Fonseca (PSD) – 1%
Zanata (PSTU) – 0%
Tiago (Agir) – 0%
Guto Felício dos Santos (PSDB) – 0%
Marley (Avante) – 0%
Avenir Rosa (Democrata) – 0%
David Horn (PCO) – 0%
Branco/nulo/não vai votar – 13%
indecisos – 16%

 

A Quaest também questionou seus entrevistados sobre a disputa para o governo do Distrito Federal. A atual governadora, Celina Leão (PP), que disputa a reeleição, se mantém à frente, com 35% das intenções de voto.

 

Confira abaixo o cenário de primeiro turno da Quaest no DF:

 

Celina Leão (PP) – 35%
Arruda (PSD) – 18%
Leandro Grass (PT) – 17%
Paula Belmonte (PSDB) – 4%
Cappelli (PSB) – 2%
Kiko Caputo (Novo) – 1%
Professora Samara Mineiro (UP) – 1%
Elisson (Agir) – 0%
Professor Robson (PSTU) – 0%
Expedito Mendonça (PCO) – 0%
Rico Pinheiro (PRTB) – 0%
Brancos/nulos – 7%
Indecisos – 15%

 

Os eleitores entrevistados pela Quaest ainda responderam sobre três cenários de disputas em segundo turno. Veja abaixo o resultado:

 

Celina Leão (PP) 47% x 30% Arruda (PSD)

Arruda (PSD) 41% x 28% Leandro Grass (PT) 

Celina Leão (PP) 52% x 29% Leandro Grass (PT)

 

A pesquisa Quaest ouviu 1.104 eleitores no Distrito Federal, de 4 a 7 de setembro de 2026. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números BR-04442/2026 e DF-01987/2026. 
 

Aécio Neves embola disputa para o Senado em Minas Gerais ao alcançar a segunda posição em pesquisa
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Após ter voltado atrás em sua decisão de concorrer à reeleição para a Câmara e retornado à disputa para o Senado, o deputado Aécio Neves (PSDB) embolou a disputa às duas cadeiras pelo estado de Minas Gerais. Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (9) revela que o ex-senador e ex-governador mineiro já assumiu a segunda colocação na simulação para o Senado. 

 

Na primeira posição, segue liderando a disputa a ex-prefeita de Contagem, a petista Marília Campos. Já Aécio Neves aparece na segunda posição, em situação de empate técnico com outros candidatos. 

 

Confira abaixo os números do cenário principal da disputa ao Senado por Minas Gerais:

 

Marília Campos (PT): 21%
Aécio Neves (PSDB): 14%
Domingos Sávio (PL): 14%
Carlos Viana (PSD): 13%
Marcelo Aro (PP): 9%
Áurea Carolina (PSOL): 6%
Marco Antônio Superman (Novo): 6%
Arcanjo Pimenta (MDB): 1%
Carlin Moura (Avante): 1%
Outros: 1%
Nulo/Branco: 6%
NS/NR: 8% 

 

Os candidatos Ana Luiza do MLB (UP) / Fidélis Alcântara (UP) / Manoel Carvalho (MDB) / Jordano Metalúrgico (PSTU) / Juíz Ramon Moreira (DC) / Tião Pessoa (PCO) / Victoria Mello Vic (PSTU) somados atingiram 1% e estão categorizados como “outros”.

 

As porcentagens apresentadas pelo Instituto Big Data são uma média das opções de primeiro e segundo voto. Veja abaixo como as intenções de voto se dividem entre as duas opções: 

 

Primeiro voto

 

Marília Campos (PT): 28%
Aécio Neves (PSDB): 15%
Carlos Viana (PSD): 14%
Domingos Sávio (PL): 13%
Marcelo Aro (PP): 9%
Áurea Carolina (PSOL): 6% 
Marco Antônio Superman (Novo): 4%
Arcanjo Pimenta (MDB): 1%
Carlin Moura (Avante): 1%
Outros: [não informado]
Nulo/Branco: 4%
NS/NR: 5%

 

Segundo voto

 

Marília Campos (PT): 15%
Domingos Sávio (PL): 15%
Aécio Neves (PSDB): 13%
Carlos Viana (PSD): 12%
Marcelo Aro (PP): 9%
Áurea Carolina (PSOL): 7%
Marco Antônio Superman (Novo): 7% 
Outros: 3%
Nulo/Branco: 8%
NS/NR: 11% 

 

Na corrida à cadeira de governador de Minas Gerais, a pesquisa Real Time Big Data aponta o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) na liderança do primeiro turno, com 31% das intenções de voto. Em seguida, aparece o deputado federal Patrus Ananias (PT), com 17% da preferência do eleitorado mineiro.

 

Na terceira colocação, o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT) soma 12% das menções, em situação de empate técnico com o atual governador, Mateus Simões (PSD), que vai a 11%. O ex-vereador Gabriel (MDB) aparece com 8% dos votos, seguido por Flávio Roscoe (PL), com 7%. Ben Mendes (Missão) marca 2%, enquanto Indira Xavier (UP) anota 1%.

 

O Real Time Big Data entrevistou 2.000 pessoas dos dias 3 a 7 de setembro de 2026. O levantamento foi contratado pelo próprio instituto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo nº MG-00998/2026. 

Alcolumbre sinaliza impeachment de Mendonça caso pressão contra Moraes aumente
Foto: Carlos Moura / Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teria sinalizado a parlamentares que poderia autorizar o avanço de um pedido de impeachment contra o ministro André Mendonça, caso a pressão pela abertura de processo contra Alexandre de Moraes se tornasse insustentável. A informação foi divulgada pela GloboNews.

 

A estratégia, tratada como um possível “impeachment cruzado”, teria contribuído para reduzir a tensão entre os senadores nos últimos dias. O cenário ganhou força após Moraes pedir, na quinta-feira (3), que o presidente do STF, Edson Fachin, investigasse Mendonça. Na solicitação, Moraes apontou indícios de possível crime de responsabilidade e citou suspeitas de que Mendonça teria ultrapassado atribuições na condução de investigações, além de interferido em negociações envolvendo eventual delação premiada.

 

O ministro também acusou o colega de direcionar apurações por “motivos pessoais e políticos”, mencionando entre os possíveis alvos o próprio Moraes e Alcolumbre. Segundo ele, o relatório da Polícia Federal indicaria atuação com “flagrante perda de imparcialidade”. A crise se intensificou após Mendonça determinar o levantamento do sigilo de um relatório da PF que revelou mensagens e contatos entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

 

Nesta sexta-feira (4), Fachin retirou o pedido de Moraes do âmbito do inquérito das fake news. O presidente do STF determinou que a PGR e Mendonça se manifestem em até cinco dias e transferiu os casos para a Presidência da Corte.

 

VÍDEO: Flávio Bolsonaro acusa Alcolumbre de proteger Moraes e nega problema em pedir dinheiro a Vorcaro
Fotos: Reprodução / Metrópoles

O candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), acusou nesta sexta-feira (4) o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), de atuar para proteger o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), diante da pressão da oposição para que a Casa analise pedidos de impeachment contra o magistrado.

 

Confira o momento:

 

“Eu acho que ele se equivocou ao querer proteger um amigo, ao invés de proteger a instituição”, disse Flávio durante agenda em São Carlos, no interior de São Paulo. Ao ser questionado sobre a postura do presidente do Senado e sobre declarações recentes de Alcolumbre envolvendo recursos destinados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse, o parlamentar afirmou enxergar uma busca por “autoproteção”.

 

“Eu, infelizmente, vejo que o Davi Alcolumbre está muito preocupado, assim como o Alexandre de Moraes, com a sua autoproteção”, alega. A fala de Flávio ocorre após um embate registrado na última quarta-feira (2), quando Alcolumbre foi pressionado por senadores da oposição a dar andamento aos processos de impeachment contra Moraes.

 

Na ocasião, o presidente do Senado mencionou o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro para argumentar que as relações de Vorcaro não se limitavam ao integrante do STF. “Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. Agora o culpado é só o ministro Alexandre de Moraes”, disse Alcolumbre durante a discussão, em referência a Flávio e à captação para Dark Horse.

 

Ao responder sobre o tema nesta sexta-feira (4) ao portal Metrópoles, Flávio negou qualquer irregularidade na captação de recursos que ele mesmo pediu ao Vorcario. “Não tem absolutamente nada a esconder, não tem nada de errado com o filme do presidente Bolsonaro”, diz.

 

IMPEACHMENT NO SENADO
Durante a entrevista coletiva, Flávio Bolsonaro sustentou ainda que uma reunião entre Alcolumbre e Moraes teria resultado em articulações com o ministro Flávio Dino para a adoção de medidas contra ele. “Eu lamento que ele tenha feito uma reunião longa com o Alexandre de Moraes na terça-feira, pouco antes do plenário, em que parece que foi combinado alguma coisa com o Flávio Dino para tomar algumas ações ilegais contra mim”, afirmou o candidato.

 

Ele não apresentou provas que confirmem a existência da articulação. Anteriormente, o parlamentar já havia feito publicação semelhante em suas redes sociais, alegando que Moraes e Alcolumbre teriam conversado com Dino sobre medidas de reação às revelações feitas pelo ministro André Mendonça, com o objetivo de desgastá-lo eleitoralmente.

Agro obtém vitória no Senado com aprovação de projeto que garante seguro rural com taxas de juros menores
Foto: Ton Molina/Agência Senado

Na noite desta quinta-feira (3), último dia do esforço concentrado do Congresso Nacional, o Senado aprovou o PL 2951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que reformula e aperfeiçoa as regras do seguro rural. O projeto segue agora para a sanção presidencial.

 

A votação ocorreu após um acordo com o governo federal sobre o impacto das novas despesas previstas na proposta. Pelo texto aprovado, os recursos para a subvenção ao prêmio do seguro passam a ter caráter obrigatório, mas a execução fica condicionada à adoção de medidas de compensação fiscal.

 

O projeto, que também foi aprovado pela Câmara e retornou ao Senado por terem sido feitas modificações por deputados, estabelece, por exemplo, que as apólices do seguro rural deverão informar os documentos necessários para a regulação dos sinistros, os prazos para comunicação da colheita ou liberação da área e os procedimentos para a análise das perdas.

 

Já para sinistros que não dependam de vistoria presencial relacionada à colheita, a seguradora terá prazo de até 15 dias para fazer a regulação. A liquidação do sinistro deverá ocorrer em até 30 dias após a entrega da documentação exigida ou, quando necessária, da realização da vistoria.

 

Outra mudança feita pelo relator no Senado, Jaime Bagattoli (PL-RO). é a possibilidade de o seguro rural integrar o conjunto de garantias das operações de crédito rural. A apólice poderá prever, por exemplo, a cessão dos direitos e das indenizações à instituição financeira credora e a definição do banco como primeiro beneficiário da indenização em caso de sinistro.

 

O texto de Bagattoli ainda prevê incentivos para operações de crédito rural protegidas pelo seguro, como condições favorecidas de juros, prazos e limites, prioridade para acesso ao crédito, inclusive em casos de prorrogação ou renegociação, e financiamento do prêmio do seguro.

 

A senadora Tereza Cristina comemorou a aprovação do projeto depois de ter passado também pela Câmara. Tereza Cristina lembrou no plenário que os produtores rurais estavam ansiosos pela aprovação, já que o seguro rural hoje existente no Brasil não resolve os problemas da agricultura moderna, tecnológica e sustentável do Brasil atual.

 

“As mudanças vão contribuir para a estabilidade da renda agrícola (é isso que nós precisamos) e também para a segurança alimentar do nosso país, reduzindo a vulnerabilidade do produtor, estabilizando as cadeias produtivas e fortalecendo a resiliência do setor frente às mudanças climáticas”, disse a parlamentar.

 

Na mesma linha, o relator disse que a aprovação pelo Senado era urgente porque neste mês de setembro se inicia o período de plantio da principal safra do ano, por conta da chegada das chuvas. Segundo Bagatolli, para garantir acesso ao seguro, o produtor precisa contratar a apólice e definir os custos da produção antes do plantio.

 

“O plantio de soja em Mato Grosso já se inicia no dia 17, então se nós não corrêssemos com isso, não teríamos o seguro para nossa safra de verão, e só  iria valer a partir do ano que vem, 2027, na safrinha”, disse o relator.  

 

Em seu texto, o senador Jaime Bagattoli manteve a criação de mecanismos para ampliar a participação do setor privado na política de seguro. O Fundo destinado à cobertura suplementar dos riscos poderá ter como cotistas seguradoras, resseguradoras, empresas da cadeia do agronegócio e cooperativas de produção agropecuária. A participação desses agentes será facultativa.

 

O projeto prevê ainda a criação de bancos de dados públicos com informações sobre as operações de seguro rural, com o objetivo de facilitar o desenvolvimento de novos produtos e políticas para o setor.

 

Outro ponto da proposta é a determinação da participação de representantes de seguradoras, produtores rurais e outros segmentos privados em comissões consultivas do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural.

 

Em relação ao substitutivo que foi aprovado pela Câmara, o relator no Senado retirou do texto o artigo que permitia o remanejamento de recursos do Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária) para ampliar as dotações do seguro rural. O dispositivo previa que recursos poderiam ser transferidos do programa, desde que preservadas sua capacidade operacional, financeira e atuarial e as operações já contratadas.

 

Na nova redação, as despesas com a subvenção econômica ao seguro rural continuam limitadas ao valor previsto na LOA (Lei Orçamentária Anual), mas passam a depender da observância de medidas de compensação previstas em legislação específica.
 

Senado aprova medida provisória e após sanção presidencial, revogação da "taxa das blusinhas" passará a ser lei
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Pouco tempo depois de ter sido votada pela Câmara dos Deputados, a medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada "taxa das blusinhas", teve o seu texto aprovado também pelo Senado na tarde desta quinta-feira (3). A MP segue agora para sanção presidencial. 

 

Assim como os deputados, os senadores aprovaram de forma simbólica, em um plenário quase vazio, o parecer apresentado pela relatora, Leila Barros (PDT-DF). Antes da votação, a senadora fez a leitura do seu parecer.

 

O governo incluiu a medida da "taxa das blusinhas" entre as suas prioridades para o segundo esforço concentrado do Congresso. A MP precisa ser sancionada até o dia 8 de setembro para não perder a validade.

 

A MP 1357/2026 retirou da legislação o piso de 20% de Imposto de Importação para encomendas de até US$ 50 e permite ao Ministério da Fazenda reduzir a alíquota a zero. Para compras de até US$ 3 mil, a Fazenda também poderá reduzir a alíquota para até 30%. A regra anterior previa piso de 20% na primeira faixa e de 60% na segunda.

 

O texto da medida retirou o piso que impedia a alíquota zero e dá ao governo poder para calibrar o imposto. Desde a edição da MP, em maio, a alíquota federal está zerada para compras de até US$ 50 feitas por pessoas físicas em plataformas do Remessa Conforme. 

 

O ICMS, cobrado pelos estados, continua incidindo sobre essas compras.

 

O parecer da senadora Leila Barros também incluiu a alíquota zero para medicamentos sem similar nacional destinados ao tratamento de doenças raras ou negligenciadas, além de regras para combater fraudes e obrigações de fiscalização para plataformas de comércio eletrônico.

 

Outro ponto incluído no texto pela senadora Leila, durante a discussão da medida na comissão mista, foi a previsão para que o Ministério da Fazenda e o Congresso avaliem periodicamente os efeitos da MP sobre emprego, indústria, comércio, preços e arrecadação.

Presidente do PT quer perda do mandato de Flávio Bolsonaro por suposta mentira sobre dinheiro para "Dark Horse"
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, ingressou com representação no Conselho de Ética contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), alegando quebra de decoro parlamentar. Segundo o partido, o senador e candidato a presidente teria mentido em uma entrevista à Globonews, no mês de maio, sobre pagamentos para o filme “Dark Horse” feitos pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

 

A representação do PT destaca que o senador pelo Rio de Janeiro afirmou, em entrevista à GloboNews, no mês maio, que o último pagamento de Vorcaro para o filme “Dark Horse” havia sido feito em maio de 2025. No entanto, reportagem da revista Piauí, publicada nesta semana, revelou que o dono do Master realizou um novo pagamento em setembro de 2025.

 

Na ocasião, foi feita uma nova transferência de US$ 1,6 milhão, mais de R$ 8 milhões na cotação atual, para o fundo Havengate, nos Estados Unidos, responsável pela gestão financeira do filme.

 

“A utilização da autoridade política do cargo em tratativas privadas de grande vulto, seguida de negativas ou explicações conscientemente desconformes com documentos, constitui irregularidade grave no desempenho do mandato e violação do dever de dignidade e respeito à coisa pública e à vontade popular”, afirma a representação do PT.

 

Outro ponto questionado pelo partido foram as versões conflitantes que Flávio Bolsonaro apresentou sobre os recursos de Vorcaro para o filme a respeito da vida de seu pai, Jair Bolsonaro. Na mesma entrevista à Globonews, Flávio Bolsonaro nega ter proximidade com o banqueiro preso, mas as evidências, segundo o PT, apontam o contrário. 

 

“A relação íntima e financeira prosseguiu até as vésperas de o banqueiro ser preso pela Polícia Federal, quando as suspeitas de fraudes e gestão temerária do Banco Master e ações de intervenção do Banco Central já eram de conhecimento público”, salienta a representação enviada ao Conselho de Ética.

 

No final do documento, protocolado no Conselho de Ética do Senado, o Partido dos Trabalhadores pede “a devida condenação” do senador Flávio Bolsonaro por violação do decoro parlamentar. O pedido não tem data para ser analisado pelo Conselho de Ética do Senado, que não se reúne desde julho de 2024.   
 

Senador quer afastar Alcolumbre da presidência se não colocar em votação impeachment de Alexandre de Moraes
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Vence às 12h desta quinta-feira (3) o prazo dado pelo senador Carlos Viana (PSD-MG) para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), coloque em votação um dos mais de 50 pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Um desses pedidos foi protocolado pelo próprio Viana, na última terça (1º).

 

Em entrevista coletiva, Carlos Viana, que foi o presidente da CPMI Mista do INSS, deu um ultimato a Alcolumbre para que parasse de se omitir e desse o “encaminhamento institucional” aos pedidos de impeachment. O senador disse que se até o prazo desta quinta os pedidos seguissem sem qualquer avanço, ele irá apresentar formalmente medidas para buscar o afastamento de Alcolumbre da Presidência da Casa, alé de dizer que pedirá aos demais senadores o impeachment do próprio presidente do Senado. 

 

A nova denúncia contra Moraes foi protocolado por Viana depois da divulgação do relatório da Polícia Federal com mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro. O senador sustenta que os elementos justificam a apuração de possível crime de responsabilidade e que o Senado não pode novamente enterrar o caso sem examiná-lo. 

 

“Não se trata de condenar Moraes antecipadamente, mas de abrir o procedimento constitucional, preservar as provas e assegurar ao ministro o direito de defesa”, disse Carlos Viana.

 

O parlamentar afirma que a Constituição delega ao Senado processar e julgar ministros do Supremo Tribunal Federal por crimes de responsabilidade. Para ele, Alcolumbre, ao transformar essa competência em uma gaveta pessoal, estaria impedindo que os demais senadores possam exercer as suas prerrogativas.

 

“Durante anos entregaram a chave do Senado. Chega”, dosse Viana. Segundo ele, essa chave não pertence ao Supremo nem ao governo, mas ao povo brasileiro. O recado a Alcolumbre foi direto: “exerça a autoridade conferida ao Senado ou deixe a Presidência”. 

 

A ação que o senador Carlos Viana pode vir a tomar seria a apresentação de uma representação no Conselho de Ética contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A representação deve acusar Alcolumbre por obstruir investigações, impedir a instalação de comissões parlamentares de inquérito e engavetar pedidos de abertura de processo de impeachment contra ministros do STF.

 

A determinação de Viana em contestar o presidente do Senado esbarra, entretanto, na falta de movimentação e na estrutura do Conselho de Ética. O órgão é presidido pelo senador Jayme Campos (União-MT), aliado do presidente do Senado, e na composição do Conselho, um dos 15 membros titulares é o próprio Davi Alcolumbre.  

 

Outro fator que deve complicar o andamento de uma futura representação contra o presidente do Senado é o fato de o Conselho não se reunir desde 2024. A última sessão do Conselho ocorreu no dia 9 de julho de 2024, o que corresponde a mais de dois anos sem qualquer deliberação.  

 

Uma eventual representação de Carlos Viana não seria a primeira contra Davi Alcolumbre. Já existem no Conselho de Ética outras representações apresentadas contra ele, também pela falta de ação na análise e prosseguimento a pedidos de impeachment de ministros do STF. 
 

Senado aprova projeto para aumentar penas para furto, roubo e receptação de combustível
Foto: Divulgação Polícia Civil

Durante a sessão na noite desta quarta-feira (2), no plenário do Senado, foi aprovado o PL 1482/2019, que aumenta as penas para furto e roubo de petróleo, gás natural e outros combustíveis. O projeto segue agora para sanção da Presidência da República.

 

O projeto, de autoria do deputado Juninho do Pneu (União-RJ), foi relatado pelo senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), que manteve o texto da Câmara. O projeto havia sido aprovado mais cedo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

 

O texto aprovado nas duas casas do Congresso Nacional cria novos crimes contra a ordem econômica relacionados à receptação desses produtos roubados. No caso do furto, a pena será de reclusão de 4 a 10 anos, a mesma para casos em que são usados explosivos em qualquer outro tipo de furto.

 

Pelo texto que vai à sanção, a pena para furto e roubo de petróleo, gás natural e outros combustíveis será aumentada de 1/3 se o crime for praticado por duas ou mais pessoas, com abuso de confiança, valendo-se de vínculo atual ou passado (ex-empregado, por exemplo) com a empresa prejudicada ou se o criminoso for ocupante de cargo, emprego ou função pública.

 

O aumento de 1/3 valerá ainda se a extração do produto depender da destruição ou rompimento de obstáculo para acessar o combustível. Também haverá aumento da pena para 2/3 quando do crime resultar a suspensão ou a paralisação das atividades do estabelecimento, incêndio, poluição efetiva ou potencial ao meio ambiente, desabastecimento, lesão corporal grave ou morte.

 

Em relação ao roubo, cuja pena padrão já é de quatro a dez anos e multa, o projeto prevê o aumento de 1/3 à metade para combustíveis. O aumento de 2/3 será para os mesmos casos citados no furto.

 

Em ambos os crimes (furto e roubo), a caracterização engloba a subtração de petróleo e derivados, gás natural e suas frações recuperáveis, álcool etílico hidratado carburante e demais combustíveis líquidos carburantes, biocombustíveis e óleos lubrificantes.

 

A subtração pode ser de estabelecimentos de produção ou de qualquer instalação de armazenamento e de transporte de combustíveis, incluindo dutos e unidades de transporte em qualquer modal.
 

Senado não vota jornada 6x1 no plenário e governo tenta com Alcolumbre sessão extra ainda em setembro
Foto: Ton Molina/Agência Senado

A sessão plenária do Senado terminou na noite desta quarta-feira (2) sem que tivesse sido colocada em votação a PEC 221/19, que modifica a jornada 6x1 no país. A proposta foi aprovada de forma simbólica no início da tarde pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas devido ao esvaziamento do plenário, acabou não sendo colocada na pauta de votações pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). 

 

Segundo explicou o líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP), o quórum baixo no plenário inviabilizou a votação da proposta que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Para que a proposta seja aprovada, são necessários 49 votos favoráveis em dois turnos de votação.

 

“Nós consultamos o presidente Davi, e ele fez a seguinte pergunta: ´Vocês têm certeza do número de votos?´. Nós checamos, nós fizemos a verificação necessária, mas tínhamos garantido entre 53 e 54 votos, margem apertada para que uma PEC vá a voto”, disse o parlamentar a jornalistas. 

 

Embora o mínimo necessário seja 49 votos, o governo considerou que a pequena margem favorável seria arriscada para levar a PEC a voto. 

 

“Nós não tínhamos essa garantia pelo mapa de votação. Coordenadamente, achamos mais prudente ver o momento em que podemos ter os votos necessários para aprovação da proposta de emenda constitucional”, relatou Randolfe. 

 

O líder do governo também responsabilizou a oposição por desmobilizar os senadores para que não houvesse quórum necessário no plenário e citou os senadores Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho, ambos do Partido Liberal (PL).

 

“A oposição, lamentavelmente, conseguiu ter sucesso no seu intento de desmobilização. Vocês viram, o senador Flávio Bolsonaro não votou na CCJ. Vocês viram a atuação, sobretudo do senador Rogério Marinho, contrário à aprovação dessa proposta de emenda constitucional”, colocou o senador.

 

Com o fim do esforço concentrado nesta quinta (3), a estratégia da base governista é tentar convencer o presidente do Senado a convocar uma sessão extraordinária ainda em setembro exclusivamente para analisar a PEC. Randolfe Rodrigues disse que é possível abrir uma nova janela no calendário do Senado para que a votação aconteça antes da eleição. 

 

“Posso garantir que votaremos essa PEC até o final de outubro”, declarou o líder.

 

Caso a tentativa de realizar uma sessão extraordinária em setembro não prospere, a base pretende voltar a colocar a proposta em pauta na segunda semana de outubro, já depois do primeiro turno.
 

VÍDEO: Alcolumbre rebate oposição e diz que “todo mundo esqueceu” pedido de R$ 130 milhões a Vorcaro
Foto: Carlos Moura / Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), rebateu nesta quarta-feira (2) as críticas de senadores da oposição sobre sua atuação diante dos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a sessão do plenário, Alcolumbre afirmou que parlamentares teriam solicitado R$ 130 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

“Eu vou voltar para a pauta porque senão, terei que responder muitas agressões que, como presidente do Senado, estou recebendo nos últimos dias. Apenas um comentário, no momento adequado eu vou falar, todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. E agora o culpado sou eu e o ministro Alexandre de Moraes”, disse Alcolumbre durante sessão do plenário do Senado.

 

A declaração foi direcionada a integrantes da oposição. Na véspera, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que teria solicitado recursos a Vorcaro para a produção, cobrou Alcolumbre sobre a tramitação dos pedidos contra Moraes. Segundo informações da revista piauí, além disso, veio a público um novo repasse de US$ 1,6 milhão para o longa-metragem, realizado em setembro de 2025, após Flávio cobrar o ex-banqueiro sobre parcelas atrasadas.

 

 

Alcolumbre foi questionado sobre o impeachment de Moraes por Flávio e outros três parlamentares de oposição entre terça (1º) e quarta-feira (2). As cobranças ocorrem após a divulgação de mensagens entre Moraes e Vorcaro. Os diálogos indicam que o ministro discutia com o ex-banqueiro a possibilidade de uma operação da Polícia Federal que poderia ter Vorcaro como alvo.

 

ASSISTA:

Aprovado projeto que cria estratégia para exploração de minerais críticos, que pode acrescentar R$ 192 bi ao PIB
Foto: Reprodução Redes Sociais

O Senado aprovou de forma simbólica, na sessão plenária desta quarta-feira (2), o PL 2780/2024, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Como já havia sido também aprovado pela Câmara dos Deputados, o projeto segue agora para a sanção presidencial. 

 

Durante a discussão do projeto no plenário, senadores de oposição retiraram emendas e destaques que haviam sido apresentados para modificar pontos do projeto. 

 

O projeto, de autoria do deputado Zé Silva (União-MG), ficou por quase quatro meses parado na gaveta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Após um encontro, na semana passada, entre Alcolumbre, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Motta (Republicanos-PB), a proposta foi incluída em uma pauta prioritária a ser apreciada nesta segunda semana de esforço concentrado. 

 

Ao final da reunião da semana passada, o presidente Lula afirmou que a proposta dos minerais críticos é de fundamental importância para o futuro do país. Alcolumbre, na ocasião, prometeu agilizar a votação da proposta, o que aconteceu nesta quarta, com o PL 2780 seguindo direto para o plenário sem passar por comissões.

 

O relator no plenário, senador Eduardo Braga (MDB-AM), apresentou um parecer pela aprovação da proposta sem fazer alterações no texto aprovado pela Câmara. Braga acatou apenas alterações de redação, que não exigem o retorno do projeto para uma nova votação pelos deputados.

 

A proposta cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República. Segundo o parecer, a proposta organiza uma estratégia nacional para ampliar pesquisa, lavra, beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana. 

 

O objetivo do projeto é fortalecer cadeias ligadas à transição energética, fertilizantes, tecnologias avançadas e segurança econômica. No eixo de financiamento, o texto mantém a autorização para criação do Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), com participação da União de até R$ 2 bilhões, para garantir empreendimentos e atividades vinculados à produção de minerais críticos e estratégicos.

 

O fundo a ser criado somente poderá apoiar projetos considerados prioritários no âmbito da política nacional do setor. Essa decisão caberá ao Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce), órgão também criado pelo projeto e que decidirá quais substâncias se enquadram como minerais críticos e estratégicos, atualizando a lista a cada quatro anos, com alinhamento ao plano plurianual.

 

No texto mantido por Braga também fica estipulada a obrigação de empresas do setor destinarem parcela anual da receita operacional a projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e, nos primeiros anos, também ao fundo.

 

Entre outras medidas, há ainda a previsão de um programa específico para incentivar o beneficiamento e a transformação de minerais críticos e estratégicos no próprio país, com incentivos federais de R$ 5 bilhões em créditos fiscais ao longo de cinco anos.  

 

As chamadas terras raras são um grupo de 17 elementos químicos encontrados em abundância em vários países, mas principalmente na China e no Brasil. O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME). 

 

Um estudo da Amcham Brasil apresentado nesta semana aponta que a expansão da cadeia de minerais críticos e terras raras poderá adicionar R$ 192,1 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e gerar 750 mil novos empregos até 2050. 

 

“O avanço da agenda no Congresso ocorre em um momento de crescente atenção ao potencial econômico do setor”, disse a associação em comunicado.

 

O estudo da Amcham compara dois caminhos para o desenvolvimento da cadeia de minerais críticos e terras raras no Brasil. No primeiro, os investimentos são financiados majoritariamente por capital doméstico e a produção permanece voltada predominantemente à exportação, com baixa agregação de valor no país. Nesse cenário, o impacto acumulado sobre o PIB alcança R$128,7 bilhões, com geração estimada de 304 mil empregos.

 

O segundo cenário considera maior participação do investimento estrangeiro, expansão do processamento dos minerais no Brasil e utilização crescente desses insumos pela indústria nacional. Nessa hipótese, os investimentos crescem R$120,9 bilhões, com impacto acumulado sobre o PIB de R$192,1 bilhões e geração estimada de 750 mil empregos.

Senado aprova texto-base da PEC da Segurança Pública, com seis meses de atraso
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública nesta segunda-feira (2). A votação foi simbólica, ou seja, os votos não foram contados nominalmente.

 

Apesar da aprovação, os senadores encerraram a reunião sem analisar três trechos do texto em separado, os chamados destaques. Por causa disso, a proposta não poderá ser votada no plenário do Senado nesta quarta-feira.

 

O tema é prioritário para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e foi aprovado com seis meses de atraso em relação ao previsto. Agora, a PEC segue para o plenário, onde ainda não há data definida para ser analisada.

 

O parecer do senador Rogério Carvalho (PT-SE) manteve o texto que já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados.

CCJ aprova PEC que reduz de 44 para 40 horas semanais a jornada de trabalho e texto vai ao plenário do Senado
Foto: Reprodução Youtube

Em votação simbólica, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (2), a proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho no país. Os senadores da CCJ também aprovaram um requerimento de urgência para levar a PEC imediatamente para o plenário. 

 

Depois de votarem o texto principal, os senadores rejeitaram, também de forma simbólica, um destaque apresentado pela oposição para modificar um ponto específico do projeto. Os senadores da CCJ ainda aprovaram um requerimento de urgência para votação da PEC da jornada 6x1 no plenário ainda nesta quarta.

 

Os membros da CCJ aprovaram o relatório apresentado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), que manteve o texto aprovado pela Câmara. Aziz reproduziu o relatório apresentado pelo deputado Léo Prates (Republicanos-BA), que esteve presente durante a discussão da matéria na CCJ.

 

Aziz também rejeitou todas as emendas apresentadas, principalmente pelos parlamentares de oposição. O relator justificou que as mudanças levariam o projeto de volta à Câmara, e que o texto já estava suficientemente debatido, o que justificaria a urgência de sua apreciação ainda nesta semana de esforço concentrado.

 

Na apresentação do seu relatório, Omar Aziz cobrou apoio ao fim da 6x1 de quem diz defender a família. O relator afirmou que a redução da jornada amplia convivência de trabalhadores com os filhos e destaca impacto sobre mulheres e mães solo.

 

Segundo o senador, mais de 57% dos cerca de 37 milhões de trabalhadores que seriam atingidos pela mudança são mulheres.

 

"Não pode só se falar de família da boca para fora; tem que se defender da família na prática", afirmou. 

 

Para o relator, os dois dias de repouso garantidos no texto da PEC permitiriam principalmente às mães solo ampliar o tempo de convivência familiar.

 

O senador amazonense também rebateu, durante a discussão da matéria, que levou mais de três horas, a críticas de que a votação teria motivação eleitoral. Segundo Aziz, a proposta chegou ao Senado em maio e poderia ter começado a ser discutida antes das convenções partidárias.

 

Senadores de oposição fizeram discursos contrários ao projeto. Os oposicionistas argumentaram, entre outros pontos, que a discussão ocorre às vésperas das eleições e não permitiu uma discussão aprofundada, principalmente em relação a efeitos sobre o emprego e a renda do trabalhador.

 

A PEC 221/2019, aprovada na CCJ, é de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG)  e altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho semanal de 44 para 40 horas. O texto também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução de salário.

 

O texto prevê que essas mudanças serão implementadas progressivamente — e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.

 

A proposta determina que, dois meses após a promulgação da emenda constitucional resultante da PEC, a jornada semanal máxima passará para 42 horas, já com dois dias de repouso remunerado por semana — um deles, preferencialmente, no domingo.

 

Após 12 meses da promulgação, o texto prevê que a carga máxima de trabalho por semana passará a ser, definitivamente, de 40 horas.

 

A PEC também preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para trabalhadores sujeitos a regimes diferenciados. Nesses casos, o texto da proposta estabelece que uma lei poderá definir regras especiais para a jornada de trabalho e os dias de folga.

Senado pode votar no plenário projeto que eleva para R$ 13.662 o piso nacional de médicos e cirurgiões-dentistas
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Um grupo de senadores pretende levar ao plenário, na sessão desta quarta-feira (2), um pedido de urgência para a votação do projeto que eleva o piso nacional de médicos e cirurgiões-dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662, com uma jornada de 20 horas semanais. O projeto foi aprovado nesta terça (1º) na Comissão de Assuntos Sociais.

 

O PL 1365/2022 é de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), e é considerado pela equipe econômica do governo como uma das “pautas-bomba” em tramitação no Congresso Nacional. Segundo a equipe econômica, esse projeto, se virar lei, implicará em um impacto de R$ 47 bilhões para as contas públicas. 

 

De acordo com o texto do relator, senador Fernando Dueire (PSD-PE), o aumento do piso salarial nacional deverá ser implantado gradualmente, ao longo de três anos. Na comissão, o relator aceitou uma emenda da líder do governo, Teresa Leitão (PT-PE), estipulando um período de transição para que o piso passe dos atuais R$ 3.636 ao total de R$ 13.662.

 

Pela emenda aprovada, a implantação do piso será em três etapas: 40% do valor no primeiro ano posterior à publicação da lei, 70% no segundo e 100% no terceiro. O senador Fernando Dueire afirmou, durante a votação do projeto, que essa transição dará tempo para que empregadores públicos e privados se adaptem ao aumento.

 

O PL 1.365/2022 aumenta de 20% para 50% o adicional por trabalho noturno e por horas extras. A nova remuneração mínima se aplica aos profissionais dos setores público e privado.

 

O projeto também assegura intervalo de dez minutos de descanso a cada 90 minutos de trabalho. Além disso, o texto estabelece que a chefia de serviços médicos e odontológicos deverá ser exercida exclusivamente por médicos e cirurgiões-dentistas, respectivamente.

 

Outro ponto garantido pelo projeto é a imposição de correção anual do piso com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para médicos concursados de estados, Distrito Federal e municípios, a atualização poderá seguir outro índice, previsto em legislação local.

 

Atualmente, o piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas é congelado em três vezes o salário-mínimo de 2022, segundo decisão do Supremo Tribunal Federal (ADPF 325).

Senado aprova medida provisória que favorece aquisição de veículos para motoristas de aplicativo e taxistas
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Sem fazer alterações no texto que havia sido votado pela Câmara dos Deputados, o Senado aprovou, na noite desta terça-feira (1º), a medida provisória 1366/2026, que criou uma nova linha de financiamento destinada a motoristas de transporte privado de passageiros, incluindo motoristas de aplicativo (motos ou carros), taxistas, cooperativas de taxistas e profissionais de transporte escolar. A medida segue agora para sanção presidencial. 

 

O relator da MP, senador Giordano (Podemos-SP), manteve a redação aprovada pela Câmara e inseriu no texto apenas uma emenda de redação, que não exige o retorno da matéria para nova votação pelos deputados. A MP 1366  incorporou dispositivos de outra medida provisória, a 1.359/2026, que destina até R$ 30 bilhões para o financiamento da compra de veículos novos que respeitem critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica. 

 

De acordo com o parecer aprovado na Câmara e no Senado, os recursos da linha de crédito são voltados para o financiamento de veículos, e beneficiam motoristas de transporte privado de passageiros, incluindo motoristas de aplicativo, taxistas, cooperativas de taxistas e profissionais de transporte escolar. 

 

A versão aprovada também inclui novas regras para o Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), além de incorporar medidas relacionadas ao transporte escolar, à acessibilidade, à transparência e às áreas de trânsito, habitação e indústria de baterias. 

 

Outra mudança feita pela relatora na Câmara, deputada Amanda Gentil (PP-MA), e depois acatada pelo Senado, autoriza os bancos a adotarem sistema de pagamento flexível para as operações. A regra permite a cobrança de parcelas com valores diferentes no início e no final do financiamento, com o objetivo de facilitar o acesso ao crédito pelos trabalhadores.

 

O texto da medida que segue para sanção presidencial teve a inclusão também de uma autorização para que os bancos adotem um sistema de pagamento flexível para as operações. Essa regra permite a cobrança de parcelas com valores diferentes no início e no final do financiamento, com o objetivo de facilitar o acesso ao crédito pelos trabalhadores.

 

O acesso à linha de crédito fica limitado a um veículo por motorista de transporte privado ou taxista e, no caso das cooperativas, a um veículo por cooperado. O texto também permite o financiamento do seguro do veículo e do seguro prestamista, desde que sejam contratados com o bem financiado.

 

Além disso, o texto permite o uso da linha de crédito para custear a adaptação de veículos para motoristas com deficiência e para a adaptação de táxis ao transporte de passageiros em cadeiras de rodas. 

 

As linhas financiadas terão como agentes financeiros o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Essas instituições poderão habilitar outros agentes financeiros, públicos ou privados, desde que eles assumam os riscos das operações.

 

Durante a tramitação na Câmara, foi retirado do texto a referência explícita às fintechs, mas não foi proibida a participação dessas empresas como agentes habilitados.

 

As normas infralegais que regem o programa incluem as seguintes condições: 

 

  • os entregadores e motociclistas devem estar cadastrados em plataformas digitais por pelo menos seis meses e terem feito, no mínimo, 100 corridas ou entregas;
  • poderão ser financiadas motocicletas, motonetas e ciclomotores flex produzidos no Brasil, com até 160 cilindradas. A medida também inclui motocicletas e bicicletas elétricas fabricadas no país ou vinculadas a projetos de investimento produtivo nacional. A versão a ser votada pelo Senado limita o benefício a um veículo por beneficiário;
  • as operações terão juros de 12,5% ao ano para homens e de 11,5% para mulheres, e o prazo de pagamento será de até 48 meses.
Presidente do Senado rejeita pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes; saiba mais
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou nesta terça-feira (1º) que não deve prosseguir com os pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração ocorreu após senadores do grupo de oposição ao Governo Federal iniciarem uma ofensiva da oposição para afastar Alexandre de Moraes.

 

Alcolumbre avaliou que é necessário aguardar os desdobramentos do caso dentro do próprio Supremo antes de bater o martelo sobre o pedido de impeachment. 

 

“A minha percepção é que tem 109 pedidos. Isso não é normal. 109 solicitações no Congresso dos 10 ministros do Supremo de pedido de impeachment de ministro do Supremo”, disse o presidente do Senado ao responder à imprensa sobre o motivo de não seguir com o processo. 

 

O número citado por Alcolumbre é de representações apresentadas contra os 10 atuais ministros do STF. Entre esses, Moraes tem a maior quantidade de parcelas. O 54º pedido de impeachment contra o magistrado foi protocolado nesta terça-feira pelo senador Carlos Viana (PSD-MG).

 

O novo pedido chega após a divulgação de mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As conversas mostram Vorcaro pedindo a Moraes ajuda diante das investigações sobre o Banco Master e mencionando o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Vai à sanção presidencial o projeto que concede incentivos para instalação de datacenters no país
Foto: Ton Molina/Agência Senado

O Senado aprovou de forma simbólica, nesta terça-feira (1º), o Projeto de Lei 278/2026, que tem o objetivo de incentivar a instalação de datacenters no país. Como também já aprovado pela Câmara dos Deputados, o texto segue agora para sanção da Presidência da República.

 

O PL 278/2026, de autoria do atual ministro de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), estabelece no país um Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), para fomentar o setor de tecnologia da informação com a promoção do uso de energia limpa e investimentos em pesquisa e inovação. O projeto dos Datacenters é direcionado principalmente à computação em nuvem e à inteligência artificial.

 

Pelo texto do projeto, as empresas interessadas em instalar Datacenters no Brasil por meio do Redata contarão com suspensão de tributos por cinco anos na compra de equipamentos, mas terão de oferecer contrapartidas, como uso de energia de fonte limpa (hidrelétricas) ou renovável (solar e eólica). Para acessar os benefícios, a empresa também tem de estar em dia com os tributos federais. 

 

A estimativa do governo é de uma isenção em torno de R$ 5,2 bilhões em 2026 e de R$ 1 bilhão em cada um dos dois anos seguintes.

 

Outras estimativas citadas pelo relator do projeto na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), indicam que o mercado mundial de datacenters movimentará em 2026 cerca de R$ 1,6 trilhão. Com crescimento acentuado acima de 10% anuais, estima-se investimentos no período de 2025 a 2030 na ordem de 3,7 a 7,9 trilhões de dólares em datacenters.

 

A habilitação no Redata será autorizada pelo Ministério da Fazenda e envolve Imposto de Importação, PIS/Cofins, PIS/Cofins-Importação e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra, no mercado interno ou por importação, de componentes eletrônicos e de outros produtos de tecnologias da informação e comunicação se destinados ao ativo imobilizado da empresa habilitada. 

 

A empresa vendedora dos equipamentos também será beneficiada como coabilitada, mas apenas para os produtos usados na fabricação dos computadores a serem usados no datacenter, segundo lista da Fazenda. No caso do IPI, a suspensão valerá apenas para componentes eletrônicos e outros produtos de tecnologias da informação e comunicação industrializados na Zona Franca de Manaus (ZFM) e listados pelo Poder Executivo. 

 

Quanto ao Imposto de Importação, a suspensão se aplica aos produtos sem similar nacional. Após o cumprimento dos compromissos e entrega final dos produtos, a suspensão será convertida em isenção definitiva. 

 

Estão contemplados pelo projeto aprovado nas duas casas do Congresso os datacenters para armazenagem, processamento e gestão de dados e aplicações digitais, incluídos computação em nuvem, processamento de alto desempenho, treinamento e inferência de modelos de inteligência artificial e serviços correlatos. 

 

De acordo com o texto da matéria, se o contrato com a empresa coabilitada for desfeito, essa empresa não contará mais com a isenção para a venda dos equipamentos.
 

Alcolumbre quer eliminar sabatina e votar indicação de Rodrigo Pacheco ao TCU direto no plenário
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pretende votar nesta semana no plenário a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga aberta de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A cadeira de ministro está vaga por conta da renúncia, nesta segunda-feira (31), oficializada por Bruno Dantas, que vai para a iniciativa privada. 

 

Normalmente, o indicado para o TCU passa por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Alcolumbre, entretanto, quer pular essa parte e garantir a aprovação do nome de Rodrigo Pacheco já nesta semana de esforço concentrado.

 

A indicação de Pacheco para o Tribunal de Contas foi acertada entre Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em reunião da semana passada. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também participou do encontro. 

 

Depois do encontro, Alcolumbre destravou uma série de projetos e medidas que estavam há semanas paralisadas na Mesa Diretora do Senado. Em contrapartida, o presidente do Senado negociou a indicação de Rodrigo Pacheco ao TCU, que recebeu sinal verde do presidente Lula.

 

Esse movimento de Davi Alcolumbre, de levar a indicação ao TCU diretamente ao plenário, sem passar pela sabatina na CAE, não deve encontrar resistências entre os senadores. Como foi presidente do Senado por dois mandato, o nome de Rodrigo Pacheco possui amplo apoio de seus pares, e deve ser referendado até no máximo na sessão da próxima quarta (2). 
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Carlos Muniz

Carlos Muniz
Foto: Paulo Dourado / Bahia Notícias

"O povo entendeu que as obras que o governo do estado trouxe para Salvador foram muito importantes. Então essas obras influenciaram muito para que Jerônimo tivesse o êxito que teve". 

 

Disse o presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), avaliou que ACM Neto (União Brasil) poderia ter reduzido a diferença para Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições para o governo da Bahia se tivesse repetido a estratégia de visitar municípios menores adotada na campanha anterior.
 

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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