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Campanha de Lula aciona Justiça contra esquema de criptomoedas ligado a vídeos de Flávio Bolsonaro

Por Redação

Foto: Ricardo Stuckert

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou a Justiça Eleitoral para investigar um esquema que oferece criptomoedas a usuários que compartilham conteúdos de apoio a Flávio Bolsonaro (PL). A iniciativa B22 Token também é alvo de pedidos para retirada de publicações e bloqueio do site que distribui os ativos digitais.

 

Segundo a Folha de São Paulo, a campanha petista argumenta que a estratégia pode configurar abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e compra de votos. As infrações, caso comprovadas, podem resultar em sanções eleitorais, incluindo a cassação da chapa.

 

O projeto foi divulgado a partir de 6 de outubro e promete distribuir tokens a quem compartilhar publicações sobre o B22. Um dos vídeos publicados no perfil Hypers Kids Africa, que reúne 12,9 milhões de seguidores no Instagram, mostra crianças de Uganda usando camisetas com a marca da criptomoeda e cantando uma música que pede votos para Bolsonaro. A gravação ultrapassou 1,2 milhão de visualizações.

 

Segundo o site do projeto, parte dos recursos obtidos com a venda dos tokens será destinada a iniciativas de apoio a crianças em Uganda. A campanha de Lula, porém, afirma que a distribuição dos ativos digitais em troca da divulgação de conteúdo eleitoral pode representar uma forma de remuneração indireta por propaganda política.

 

A campanha de Flávio Bolsonaro negou ter relação com o site e com a venda de criptomoedas. Em nota, afirmou que pretende adotar medidas judiciais nas esferas eleitoral, cível e criminal para derrubar a página. Também declarou que seus canais oficiais foram informados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e seguem a legislação. O site do B22 afirma que o projeto não possui vínculo oficial com políticos ou campanhas e que a distribuição de tokens independe de preferência eleitoral.