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luiz inacio lula da silva
O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva garantiu, neste domingo (1º), que não vai extinguir nenhum programa social em seu próximo governo (2027-2030). Reeleito para seu quarto mandato à frente do Poder Executivo federal, Lula assegurou que tudo o que prometeu durante a campanha eleitoral será cumprido, sem a extinção de programas sociais ou a revogação de direitos conquistados.
“O que pode acontecer é a gente criar novos programas sociais ou melhorar aqueles que já estão [funcionando]”, disse Lula em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram. “Não acredite nos mentirosos de sempre, que vivem tentando vender desgraça e infelicidade para o nosso povo”, disse Lula, acusando opositores de estarem divulgando mentiras. As informações são da Agência Brasil.
“Em uma semana que eu fiquei sem falar, a mentira tomou conta deste país outra vez”, comentou o presidente, explicando que, passado o segundo turno das eleições, no último dia 25, teve que se preservar, limitando suas aparições públicas, a fim de recuperar a voz – prejudicada pela rotina intensa da campanha.
Em 2022, o presidente se submeteu a uma laringoscopia, uma cirurgia para retirar uma lesão superficial na corda vocal esquerda que afetava sua voz, deixando-o bem rouco. A rouquidão ressurgiu durante a mais recente campanha. Desde então, Lula vem sendo acompanhado por uma fonoaudióloga.
“Estava sem voz durante a semana inteira. Fiz muito trabalho para me recuperar e estou me recuperando […] Estou bem de saúde, a voz melhorou e logo, logo, quero voltar a percorrer o Brasil para visitar cada estado e agradecer, olhando nos olhos de vocês que foram para as ruas e mantiveram o funcionamento da democracia brasileira”, explicou Lula, agradecendo os mais de 64,2 milhões de votos que recebeu no segundo turno.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) procurou a legenda após o resultado das eleições presidenciais de 2026. Em entrevista ao jornal O Globo, publicada neste sábado (31), o dirigente disse que o partido considera ampliar a aproximação com o governo federal, desde que sejam adotadas mudanças na condução da economia.
Kassab, que também não descartou a possibilidade de assumir novamente um ministério, defendeu que a gestão petista amplie o diálogo com setores de centro. Segundo ele, uma política econômica voltada ao equilíbrio fiscal poderia favorecer uma relação mais próxima entre o PSD e o Palácio do Planalto.
O dirigente afirmou que o partido ainda não definiu uma participação formal na base governista, embora tenha ocupado três ministérios durante o atual mandato. Para ele, a aproximação dependerá dos sinais apresentados pelo governo em relação à economia.
Ao analisar o resultado das eleições, Kassab atribuiu a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) à escolha de uma candidatura que, na avaliação dele, afastou parte do eleitorado de centro.
O presidente do PSD afirmou que a oposição poderia ter seguido outro caminho caso tivesse escolhido um nome com perfil mais moderado. Segundo sua interpretação, a candidatura de Flávio contribuiu para dividir o eleitorado de centro e favorecer Lula.
Kassab também avaliou que a campanha petista conseguiu explorar a rejeição ao bolsonarismo. Entre os fatores mencionados por ele estão declarações do senador sobre mudanças na Constituição, sua postura durante os debates e a atuação de apoiadores nas redes sociais.
O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 registrou 34.393 votos depositados após as 17h, número 16,2% inferior ao contabilizado no mesmo período da disputa de 2022, quando 41.025 eleitores votaram depois do horário oficial de encerramento. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foram divulgados nesta quinta-feira (29), em despacho da Coordenadoria de Arquitetura, Identificação e Inovação do órgão.
A comparação considera que, em 2026, o horário de votação foi prorrogado por duas horas, até as 19h, por determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2022, não houve extensão do prazo, e os votos registrados após as 17h foram de eleitores que já estavam nas filas das seções eleitorais.
Segundo o TSE, apenas 4.773 votos foram depositados em seções efetivamente impactadas pela decisão de prolongar a votação. O número representa uma parcela do total registrado depois das 17h neste ano.
A prorrogação foi determinada após um pedido da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que relatou dificuldades de eleitores com o transporte público em diferentes estados. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também solicitou a extensão do horário.
Após a decisão de Zanin, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, definiu que a medida seria aplicada apenas às seções em que a votação ainda não havia terminado e cujas urnas permaneciam abertas. Lula venceu Flávio por uma diferença de 4,43 milhões de votos. Apesar do resultado, o senador contestou inicialmente a eleição e afirmou que pediria sua anulação, mas recuou no dia seguinte.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou, nesta quarta-feira (28), uma publicação em que se declara “presidente eleito” e classifica o resultado das eleições como um “golpe de Estado”. O conteúdo foi compartilhado nas redes sociais do influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, aliado do parlamentar.
Captura de tela em um dos perfis de Paulo Figueredo | Foto: Reprodução / X (antigo Twitter).
Após internautas apontarem um erro no brasão do Brasil na carta publicada pelo aliado Paulo Figueiredo, Flávio Bolsonaro corrigiu a versão divulgada em seu perfil oficial. O documento inicial trazia a inscrição “Estados Unidos do Brasil”, denominação que deixou de ser utilizada em 1967, quando a Constituição passou a adotar o nome “República Federativa do Brasil”.
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Capturas de tela das cartas | Foto: Reprodução / X via @FlavioBolsonaro e @@realpfigueiredo
A versão corrigida da carta foi publicada por Flávio às 17h19. O senador autodeclarado presidente eleito, que ocupa cargos públicos desde a juventude, em 2003, quando assumiu como deputado estadual fez a correção em sua postagem.
Confira abaixo o documento divulgado pelo senador.
CARTA À NAÇÃO BRASILEIRA ???????? 28.10.26 https://t.co/TkWzSVjbp0
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) October 28, 2026
Essa manifestação ocorre após Flávio ser derrotado por Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, com votação histórica, perdendo por 4,4 milhões de votos, realizado no último domingo (25). Com a declaração, o senador questiona o resultado oficial das urnas e não reconhece a vitória do petista.
O posicionamento representa uma mudança em relação às declarações feitas pelo senador na véspera. Na terça-feira (27), ele havia afirmado que desistiria de tentar anular a eleição e que não fugiria do país. Integrantes da cúpula da campanha do Partido Liberal (PL) também relataram tentativas de convencê-lo, na segunda-feira (26), a recuar da declaração de que não aceitaria a derrota.
Flávio desembarcou em Miami, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (28), após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina e embarcar em um avião particular que fez escala no Equador. A fuga ocorreu após avisos da Polícia Federal e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega dos passaportes do senador no âmbito de uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro.
Flávio nega irregularidades e também diz não ter realizado uma fuga. "Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está", alega.
A ida para os Estados Unidos surpreendeu integrantes da campanha, segundo relatos de aliados. Inicialmente, o senador teria seguido a orientação de interlocutores mais moderados, que defendiam uma postura de reconhecimento do resultado eleitoral e o encerramento das tentativas de contestação da votação.
Com o novo discurso, Flávio conta com o asilo do governo Trump e retoma os questionamentos à legitimidade do resultado eleitoral, apesar da vitória oficialmente atribuída a Lula pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Confira a carta na íntegra:
"Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil.
Antes de mais nada, queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão.
Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno. Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível. E as nulidades não são o único problema. Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição. São fatos graves, expressamente vedados por lei, que justificam a cassação da chapa Lula-Alckmin.
A resposta do regime ao meu questionamento veio rápida. Como num plano previamente elaborado, sete minutos após essa repugnante fraude eleitoral, o juiz, implicado em um imenso escândalo de corrupção, diretamente citado no inquérito que usou para tentar sequestrar meus passaportes, e que muito provavelmente estaria preso, se eles não tivessem impedido a minha posse, pôs em andamento a máquina de perseguição política do regime. Sendo impedido de origem e completamente suspeito para iniciar qualquer procedimento judicial contra mim, a sua mera participação em atos processuais mostra o tamanho da arbitrariedade e ilegalidade em andamento.
Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado. A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns e até mesmo cidadãos americanos, tem um único objetivo: silenciar qualquer pessoa que não concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil, através de uma Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista.
Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada, que visava me colocar como refém e objeto de chantagem para proteger os juízes corruptos da Suprema Corte do impeachment. Eis o roteiro da perseguição: apreensão de passaporte, tornozeleira eletrônica, censura, prisão domiciliar, julgamento de fachada e, finalmente, condenação política.
Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional. Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança. Agradeço, mais uma vez, ao Presidente Trump e ao governo americano por nos acolherem e nos darem a segurança jurídica que não temos mais no Brasil.
Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime.
Não sou o primeiro a ter que lutar pelo próprio país longe dele. Rui Barbosa foi para o exílio por enfrentar o arbítrio de Floriano Peixoto e de lá seguiu defendendo a lei e a liberdade. Charles de Gaulle liderou a França Livre a partir de Londres, condenado à morte pelo regime de Vichy, e voltou para libertar o seu país. José Martí organizou a luta pela independência de Cuba a partir de Nova York.
Na Venezuela, Juan Guaidó e Edmundo González tiveram que deixar o país por enfrentar a ditadura chavista, e María Corina Machado, mesmo perseguida, se recusou a legitimar a fraude e se tornou um símbolo mundial da resistência democrática. Todos eles foram tratados como criminosos pelos regimes que enfrentavam. A história os chamou de outra coisa.
Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania. Vocês que almejavam a mudança, e eu não vou abandoná-los, eu serei a voz e a liderança livre da nossa nação.
Às instituições brasileiras, faço um apelo: essa sandice precisa acabar. O Brasil vive hoje um caos jurídico, de corrupção e de perseguição política, em que a oposição tem medo de falar e a família de um ex-presidente é tratada como inimiga do Estado. Nenhuma nação consegue viver em paz ou prosperar assim. Ainda há tempo de restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e devolver aos brasileiros a confiança que perderam.
À comunidade internacional, peço: não normalizem o que está acontecendo no Brasil. O que acontece hoje no meu país não é normal e não pode ser tratado como normal.
Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr.
E a você, que votou em mim e sonha com a mudança: não estamos derrotados e não estamos sozinhos. Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos, para impedir que Lula consolide um regime ditatorial no Brasil. Peço a cada um que permaneça firme e jamais desista.
Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre. E esse dia vai chegar.
Que Deus abençoe o Brasil", diz Flávio Bolsonaro.
Menos de 24 horas depois de ter sido proclamado vencedor do segundo turno das eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já deu início às articulações políticas para garantir sua governabilidade no Congresso Nacional. Lula se reuniu no final da tarde desta segunda-feira (26) com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e pode vir a anunciar, nos próximos dias, seu apoio à reeleição de ambos.
Diante do cenário de maior presença de parlamentares de direita no Congresso, principalmente no Senado, o presidente Lula já estaria apressando as articulações para frear o avanço bolsonarista e atrair rapidamente os partidos do chamado centrão. A preocupação no Palácio do Planalto é que o presidente Lula enfrente uma oposição fortalecida em seu novo mandato.
O PL elegeu 121 deputados e 19 senadores. Contando os senadores que ainda possuem quatro anos de mandato, o principal partido de oposição teria, a partir de fevereiro do ano que vem, uma bancada de 29 senadores, o que poderia inclusive garantir ao PL a presidência do Senado.
Lula, entretanto, em sua aproximação com Alcolumbre e Hugo Motta, já busca isolar o PL para eliminar a possibilidade de o partido assumir a presidência de alguma das Casas. O PL já tenta inclusive convencer a senadora Tereza Cristina (PP-MS) a abrir mão de sua candidatura para unir forças com Rogério Marinho (PL-RN), que foi coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
Entretanto, antes mesmo da discussão de uma aliança com o PL, a senadora Tereza Cristina já viu o seu partido lhe fechar as portas, ao anunciar, na tarde desta terça, o apoio à reeleição de Alcolumbre. O anúncio do PP foi feito em parceria com o União Brasil.
Em meio ao desafio de reagrupar ao seu lado partidos que anunciaram apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, o encontro desta segunda, que gerou uma fotografia com Lula, Alcolumbre e Motta de mãos dadas, sinaliza uma união que pode garantir ao governo petista uma maioria de mais de 350 votos na Câmara e cerca de 50 no Senado.
SITUAÇÃO NA CÂMARA
Em 14 de outubro, antes mesmo do segundo turno, União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, Podemos e a federação PSDB-Cidadania anunciaram a manutenção de um bloco parlamentar com 245 deputados na próxima legislatura. O grupo também declarou apoio à tentativa de reeleição de Hugo Motta à presidência da Câmara.
Ainda ao lado do presidente Lula estão os deputados do PT e de outros partidos de esquerda e centro-esquerda. O PT, por exemplo, terá uma bancada de 70 deputados, a segunda maior da Câmara. Esses partidos governistas também já disseram que vão apoiar a reeleição de Hugo Motta em 2027.
Nesse agrupamento, há ainda o PSB com 15 deputados, o Psol com 14, o PCdoB com 11, o PV com 7, PDT com 6, Avante com 5 e Rede com 1. O total da bancada de esquerda e centro-esquerda chega a 129 parlamentares.
O grupo de oposição na Câmara conta com os 121 deputados do PL, os dez do Novo, os cinco do PRD e um do Missão. O Solidariedade, com dois deputados, também pode ser somado a essa conta, que chega a um total de 139 deputados.
Em resumo, a nova legislatura que toma posse na Câmara dos Deputados em fevereiro de 2027 teria a formação de três blocos claros, divididos da seguinte forma:
Bloco governista
- PT - 70
- PSB - 15
- Psol - 14
- PCdoB - 11
- PV - 7
- PDT - 6
- Avante - 5
- Rede - 1
- Total: 129 deputados
Bloco do centrão
- União Brasil - 46
- PSD - 43
- PP - 41
- Republicanos - 41
- MDB - 36
- Podemos - 27
- PSDB - 11
- Total: 245 deputados
Bloco da oposição
- PL - 121
- Novo - 10
- PRD - 5
- Solidariedade - 2
- Missão - 1
- Total: 139 deputados
Veja mapa de projeção de composição da casa baixa:
SITUAÇÃO DO SENADO
Aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), relatam à imprensa que ele teria garantido, na reunião com Lula e Hugo Motta no Palácio da Alvorada, que já teria mais do que os 41 votos necessários para se reeleger a um novo mandato em fevereiro de 2027. Na conversa com Lula, Alcolumbre teria afirmado ter condições de derrotar “qualquer nome” lançado pela oposição para concorrer com ele.
Desde o final do primeiro turno, em 4 de outubro, Davi Alcolumbre já teria começado a entrar em contato com senadores eleitos, tanto para cumprimentar pela vitória como para negociar gabinetes em boa localização.
Apesar do otimismo, Davi Alcolumbre deve enfrentar um terreno hostil no próximo ano. Derrotado na disputa presidencial, o PL terá a maior bancada, e passou a tratar como inegociável o lançamento de uma candidatura própria, com o senador Rogério Marinho (PL-RN) colocado como favorito para concorrer contra Alcolumbre.
No Senado, assim como na Câmara, há três blocos que podem ser separados: partidos de oposição, governistas e do centrão. Pelos números de cada bloco, o próximo presidente do Senado será aquele que conseguir atrair maior quantidade de apoios em meio ao centrão.
Confira abaixo o tamanho de cada bloco para a próxima legislatura do Senado:
Bloco governista
- PT - 10
- PSB - 4
- Rede - 1
- PDT - 1
- Total: 16 senadores
Bloco do centrão
- MDB - 8
- PP - 6
- União Brasil - 5
- Republicanos - 5
- PSD - 4
- Podemos - 2
- Total: 30 senadores
Bloco de oposição
- PL - 29
- Novo - 3
- PSDB - 2
- Total: 34 senadores
- Sem partido - 1
Romário, que era do PL, não tem posição definida sobre o lado que defenderá na próxima legislatura.
Confira a composição da casa:
Dois dias após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de 2026, o ex-presidente Michel Temer (MDB) pediu que o chefe do Executivo promova a pacificação do país. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (27), Temer sugeriu a realização de uma “grande conversação nacional”, com a participação de representantes dos Três Poderes e da sociedade civil.
Sem citar Lula nominalmente, o emedebista defendeu que o presidente reeleito atue para reduzir a polarização política e a tensão entre os brasileiros. “O presidente reeleito faça o possível para impedir a agressividade que tem resultado em divisão dos brasileiros e até das instituições”, disse.
Temer também ressaltou que o diálogo deve incluir representantes da oposição. Segundo ele, a iniciativa é necessária para promover a “tranquilização do país e um ambiente de confiança”, condições que, em sua avaliação, favorecem o crescimento da economia nacional.
No início do mês, após a definição do segundo turno, o ex-presidente havia declarado apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial. As informações foram confirmadas pela CNN Brasil.
Ao encerrar o pronunciamento, Temer reforçou a importância da harmonia entre os diferentes setores da sociedade e associou o princípio ao texto constitucional. “A harmonia entre todos os setores do país é fundamental e determinação da Constituição Federal”, afirma.
A capital baiana celebrou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva com festa em dois pontos da cidade. Os cantores Daniela Mercury e Igor Kannário foram os responsáveis por agitar os eleitores na noite do último domingo (25), com shows na Barra e no Rio Vermelho.
A apresentação de Igor Kannário teve início no final da Avenida Milton Santos, em Ondina, e seguiu em um trio elétrico em direção ao Rio Vermelho, bairro conhecido pelos eleitores de Lula como ponto de encontro e que sediou no primeiro turno a festa da vitória de Jerônimo Rodrigues, reeleito governador da Bahia.
O artista, que chegou a provocar Gusttavo Lima nas redes sociais, recebeu o governador Jerônimo, além da deputada eleita Olívia Santana. "VITÓRIA DO POVO E DA DEMOCRACIA", escreveu o artista ao compartilhar o registro da festa feita no Rio Vermelho.
Já Daniela Mercury agitou o Farol da Barra, ponto onde seria a festa da vitória de Flávio Bolsonaro (PL). O ponto turístico, que já contava com um trio em caso de vitória do senador, foi pintado de vermelho por apoiadores de Lula.
A artista, que se apresentou no Ato Pela Democracia dias antes do segundo turno, voltou a cantar para os eleitores. Vestida de vermelho, Daniela recebeu a cantora Alinne no trio elétrico.
"Nós elegemos o maior líder da humanidade atualmente, @lulaoficial. O povo brasileiro escolheu a democracia", escreveu a artista.
Com 100% das urnas apuradas no Brasil, líderes de países vizinhos foram às redes sociais cumprimentar o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no 2º turno das eleições presidenciais. Os presidentes de países como Uruguai, México, Bolívia, Panamá e Paraguai se pronunciaram enquanto Javier Milei e Donald Trump, da Argentina e Estados Unidos, ainda não reconheceram a vitória.
Um deles foi o presidente do Uruguai, Yamandu Orsi, que disse ter se comunicado com Lula para felicitá-lo. "Eu o cumprimentei pelo triunfo e pela festa democrática que representa o processo eleitoral", afirmou.
"Viva a democracia, ganhou o povo do Brasil. Felicidades, presidente Lula", escreveu a presidente do México, Claudia Sheinbaum.
Outro líder que se manifestou foi o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. "Bolívia e Brasil somos países vizinhos e irmãos, unidos por uma história e desafios comuns. Seguiremos trabalhando juntos para fortalecer nossa relação e gerar mais oportunidades para nossas nações", escreveu o mandatário.
O presidente do Panamá, José Raul Mulino, também foi às redes sociais saudar Lula. "Felicito o povo brasileiro por esta jornada democrática e especialmente ao presidente Lula por sua vitória. Seguiremos trabalhando juntos por nossos países", postou.
Na mesma linha, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi outro que saudou Lula e o povo brasileiro pela jornada democrática.
O influenciador e empresário Pablo Marçal foi um dos líderes da campanha do Partido Liberal que acompanhou a apuração dos votos ao lado de Flávio Bolsonaro neste domingo (25), em Brasília. Durante a contagem dos votos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o coach gravou um vídeo mostrando Flávio e seus apoiadores comemorando a virada temporária.
???? VEJA l Pablo Marçal comemorando a virada de Flávio Bolsonaro sem saber que Lula iria revirar https://t.co/GKaCoIOfLs
— Notícias Paralelas (@NP__Oficial) October 26, 2026
A comemoração momentânea ocorreu por volta das 20h, quando Flávio ultrapassou o oponente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na contagem dos votos. Naquele momento, as imagens mostram a celebração de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, Nikolas Ferreira e outros apoiadores do herdeiro de Jair Bolsonaro.
No entanto, apesar da comemoração da liderança momentânea do candidato do PL, Lula teve sua vitória confirmada pelo sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 21h08, quando 97% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela altura, Lula tinha 51,74% e Flávio, 48,26%.
Com o resultado, Lula se elegeu como o único presidente democraticamente eleito pelo 4º mandato no Brasil.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência da República com uma diferença de 4,4 milhões de votos, afirmou neste domingo (25) que não pretende reconhecer o resultado da eleição neste momento. Em pronunciamento à imprensa, o candidato criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação em meio a relatos de dificuldades de deslocamento de eleitores.
Confira em vídeo gravado pelo portal Metrópoles:
?? Flávio Bolsonaro não reconhece derrota e critica prorrogação da votação ???? Metrópoles Confira?? https://t.co/PAmW4lqw9y
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) October 26, 2026
A declaração, no entanto, contrasta com uma solicitação feita pela própria campanha de Flávio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mais cedo, o grupo pediu que a votação fosse estendida até as 19h em municípios de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, sob a justificativa de que fortes chuvas prejudicaram o deslocamento dos eleitores.
Durante o pronunciamento, Flávio questiona a decisão de Zanin e alegou quebra de isonomia entre eleitores de diferentes estados. “O ministro Zanin atropelou a Justiça especializada, prorrogando as eleições por duas horas. Houve uma quebra total de isonomia entre brasileiros de diversos estados. Tem muita coisa que precisa ser feita antes de reconhecer essa sacanagem que ocorreu agora”, alega.
Com a apuração praticamente concluída [99,99%], Lula obteve 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro. A diferença entre os candidatos foi superior à que Jair Bolsonaro enfrentou. Vale ressaltar que a campanha de Flávio acompanhou a apuração em Brasília.
No início da noite, aliados chegaram a comemorar quando o senador assumiu temporariamente a liderança na contagem dos votos. Com a retomada da dianteira por Lula, o clima no local mudou assim que o petista retomou a liderança.
A prorrogação do horário de votação foi solicitada pelas campanhas de ambos os candidatos, segundo informações divulgadas pela Agência Brasil. O pedido do PL foi apresentado após relatos de dificuldades provocadas pelas chuvas em cinco estados.
O QG da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) foi marcado por um clima de consternação e tristeza após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, neste domingo (25). Ao lado de aliados políticos, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o senador acompanhou a apuração e demonstrou incredulidade diante do resultado.
Veja em vídeo:
?? Flávio Bolsonaro acompanha apuração em clima de consternação após vitória de Lula Confira?? https://t.co/GE9TNi6Il0
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) October 26, 2026
Também estiveram no local nomes conhecidos nas redes sociais, como André Castro, Lucas Pavanato e Pablo Marçal. A derrota de Flávio ocorreu após uma disputa marcada pela virada de Lula durante a apuração, consolidando a vitória do petista na eleição presidencial.
Com o resultado, Lula conquistou um quarto mandato presidencial por meio de eleições democráticas, feito inédito na história do país. O petista já havia governado o Brasil entre 2003 e 2010 e retornado ao Palácio do Planalto em 2023, após vencer Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022.
Ainda não se sabe se Flávio vai reconhecer a derrota publicamente para Lula, afinal, seu pai, Jair Bolsonaro, saiu do Brasil e não passou a faixa presidencial.
O cantor Igor Kannário anunciou, em uma publicação nas redes sociais, que está a caminho da Praça das Gordinhas, no bairro de Ondina, e comandará uma festa até o Rio Vermelho, em Salvador, para comemorar a reeleição histórica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste domingo (25).
Na publicação feita no Instagram, o artista também prometeu seguir em direção ao bairro do Rio Vermelho, dando continuidade à comemoração na capital baiana. Veja em vídeo:
Em meio a lágrimas, risos e comemorações, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebraram a vitória do petista no segundo turno das eleições presidenciais neste domingo (25). No QG da campanha, a conquista do quarto mandato foi acompanhada por momentos de forte emoção. Um clamor se ouviu entre os presentes: "Lula, guerreiro do povo brasileiro", com a presença de aliados e dos presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos).
Veja em vídeo:
Com as projeções de vitória apontadas pelos institutos Atlas, Datafolha e o jornal Estadão, o QG já se alegrava com a vitória de Lula da Silva (PT). Lula é o único brasileiro da história a obter o quarto mandato.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de 80 anos, tornou-se, neste domingo (25), o primeiro presidente da história do Brasil a se eleger democraticamente para um quarto mandato. Foi também a primeira vez, entre as sete vezes em que concorreu à Presidência. Lula venceu pontualmente às 21h08 uma eleição logo no segundo turno com uma virada histórica, nenhum candidato havia perdido o 1.º turno e vencido no segundo.
A vitória coroa uma trajetória marcada por altos e baixos desde 2016, ano em que o petista se tornou alvo central da Operação Lava Jato. Na época, ele havia sido alvo de condução coercitiva e teve a nomeação para a Casa Civil do governo Dilma Rousseff suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF), semanas antes do impeachment da aliada.
Em 2017, Lula perdeu a esposa, Marisa Letícia, e foi condenado pelo então juiz Sérgio Moro no caso do tríplex do Guarujá. Com a pena ampliada para 12 anos e um mês pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), ele se entregou à Polícia Federal em abril de 2018 e passou 580 dias preso na Superintendência da PF em Curitiba.
Liderando as pesquisas da época, Lula teve a candidatura barrada pela Lei da Ficha Limpa e viu seu companheiro de partido, Fernando Haddad (PT), perder a eleição presidencial para Jair Bolsonaro (então no PSL). Na prisão, ele ainda enfrentou as mortes do irmão, Vavá, e do neto Arthur, de sete anos, em 2019.
A reviravolta começou no mesmo ano, com as reportagens da Vaza Jato, que expuseram diálogos entre o então juiz Sérgio Moro e procuradores responsáveis pelo caso. Em novembro de 2019, Lula deixou a prisão depois de o STF derrubar a possibilidade de execução da pena após condenação em segunda instância. Em 2021, teve as condenações anuladas pelo ministro Edson Fachin, decisão seguida pelo reconhecimento da parcialidade de Moro no processo.
Com os direitos políticos restabelecidos, Lula se casou com a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, em 2022, e venceu Jair Bolsonaro no segundo turno daquele ano, com 50,9% dos votos válidos, na eleição mais apertada da história do país até então. A posse, em janeiro de 2023, foi marcada pela ausência do tradicional rito de passagem da faixa presidencial, já que Bolsonaro não compareceu à cerimônia, e sucedida pelos ataques de 8 de janeiro às sedes dos Três Poderes.
O terceiro mandato foi marcado por oscilações de popularidade, por uma cirurgia de emergência para drenar uma hemorragia intracraniana, em dezembro de 2024, e por embates externos, como o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos em 2025. Naquele ano, Bolsonaro foi condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado.
A história de Lula com as urnas presidenciais, porém, não é feita apenas de vitórias. Sua relação com o cargo começou em 1989, na primeira eleição direta para presidente desde 1960. O ex-metalúrgico e fundador do PT chegou ao segundo turno contra Fernando Collor, mas perdeu, com cerca de 47% dos votos válidos, em uma disputa marcada pela polêmica edição do último debate, exibido pela TV Globo.
Nas duas eleições seguintes, a derrota veio já no primeiro turno: em 1994 e em 1998, Lula foi superado por Fernando Henrique Cardoso, impulsionado pela estabilidade econômica do Plano Real. Após três tentativas frustradas, ele passou a ser visto por parte do PT e da imprensa como um candidato com teto eleitoral.
A virada ocorreu em 2002, quando o petista moderou o discurso, adotou o slogan “Lulinha paz e amor”, escolheu o empresário José Alencar como vice e divulgou a Carta ao Povo Brasileiro, na qual se comprometeu a respeitar contratos e preservar a estabilidade econômica. Lula venceu o tucano José Serra no segundo turno, com 61% dos votos válidos, e tomou posse em 2003 como o primeiro operário a presidir o país.
O primeiro mandato teve a criação do Bolsa Família e o crescimento da economia, mas também foi marcado pelo escândalo do mensalão, em 2005, que derrubou o ministro José Dirceu e abalou a cúpula petista. Ainda assim, Lula foi reeleito em 2006, novamente no segundo turno, contra Geraldo Alckmin.
O segundo mandato consolidou a popularidade do presidente, com a descoberta do pré-sal, o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a resposta à crise financeira de 2008 e a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Lula deixou o cargo em 2010 com aprovação recorde, acima de 80%, e conseguiu eleger sua sucessora, Dilma Rousseff.
Fora do Planalto, Lula enfrentou um câncer na laringe em 2011 e seguiu como principal fiador político de Dilma, reeleita em 2014. No mesmo ano, porém, a deflagração da Operação Lava Jato abriu o capítulo que levaria Lula ao centro das investigações a partir de 2016, dando início à montanha-russa política que o acompanharia até a conquista de seu quarto mandato presidencial.
Com 73,31% das seções eleitorais totalizadas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 51,03% dos votos válidos no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, contra 48,97% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com atualização às 20h46 deste domingo (25).
Até o momento, Lula contabiliza 46.202.950 votos, enquanto Flávio Bolsonaro soma 44.341.721. A diferença entre os candidatos é de 1.861.229 votos. Segundo o TSE, das 499.248 seções eleitorais previstas em todo o país, 366 mil haviam sido totalizadas. O eleitorado apto a votar é de 158.745.502 pessoas.
O sistema também registra 93.485.698 votos nominais. Desse total, 90.544.671 são válidos. Os votos em branco correspondem a 1,09% (1.021.825), enquanto os nulos representam 2,05% (1.919.202). A abstenção chega a 21.909.739 eleitores, o equivalente a 18,99% do eleitorado apto.
A apuração segue em andamento, e os números podem mudar conforme novas urnas forem totalizadas.
O CEO do Atlas, Andrei Roman, afirmou neste domingo (25) que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu a disputa presidencial de 2026. A declaração foi publicada na rede social X, após um usuário questionar se o presidente havia garantido a vitória contra Flávio Bolsonaro (PL). A manifestação ocorre após o jornal O Estado de S. Paulo divulgar uma projeção estatística que aponta Lula com 51,4% dos votos válidos no segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 48,6%. A diferença estimada é de 2,8 pontos percentuais.
Veja manifestação do CEO do Instituto Atlas:
Sim, ganhou.
— Andrei Roman (@andrei__roman) October 25, 2026
O cálculo divulgado pelo Estadão considera os resultados parciais disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dados de eleições anteriores para estimar a distribuição dos votos ainda não contabilizados. Na parcial da apuração citada pelo jornal, Lula registrava 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% de Flávio Bolsonaro.
Apesar da estimativa, a projeção estatística não equivale ao resultado oficial da eleição. A confirmação do vencedor depende da conclusão da apuração pela Justiça Eleitoral.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomou a liderança na disputa pela Presidência da República contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Com 50,12% das seções eleitorais totalizadas, Lula registra 50,14% dos votos válidos, o equivalente a 30.993.470 votos. Já Flávio Bolsonaro aparece com 49,86%, somando 30.820.968 votos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualizados às 20h26 deste domingo (25).
A diferença entre os dois candidatos é de 172.502 votos, equivalente a 0,28 ponto percentual. Até o momento, 250.244 das 499.248 seções eleitorais foram totalizadas. A apuração continua em andamento, e o resultado pode mudar conforme os votos restantes forem contabilizados.
Ao todo, foram registrados 63.766.689 votos. Desse total, 61.814.438 são votos válidos, enquanto 1.270.868 foram contabilizados como nulos e 681.383 como votos em branco.
A disputa ocorre em meio a relatos de dificuldades no transporte público em pelo menos nove estados. Na Bahia, Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana estão entre as cidades citadas nas ocorrências que teriam prejudicado o deslocamento de eleitores durante o segundo turno.
Diante dos problemas relatados, também houve mudanças no horário de votação. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a prorrogação da votação até as 19h em todo o país. Posteriormente, o TSE orientou os tribunais regionais eleitorais a manterem as seções abertas até o horário estabelecido.
A totalização dos votos segue sob responsabilidade da Justiça Eleitoral, e o resultado definitivo dependerá da conclusão da apuração em todas as seções eleitorais.
Com 25,19% das seções eleitorais totalizadas, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece na frente na disputa presidencial, com 50,51% dos votos válidos, o equivalente a 15.716.679 votos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem logo atrás, com 49,49%, somando 15.399.270 votos, segundo dados da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualizados às 20h03 deste domingo (25).
A diferença entre os dois candidatos é de 317.409 votos, equivalente a 1,02 ponto percentual. Até o momento, 125.763 das 499.248 seções eleitorais foram totalizadas. A apuração segue em andamento, e o resultado pode mudar à medida que novas urnas forem contabilizadas.
A apuração segue em andamento em meio a relatos de problemas no transporte público em pelo menos nove estados, com destaque para Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana, na Bahia. As ocorrências teriam dificultado o deslocamento de eleitores durante o segundo turno. A Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) informou que a operação do transporte público em Salvador estava sendo normalizada.
A situação também levou a medidas relacionadas ao horário de votação. Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a extensão da votação até as 19h em todo o país. Na sequência, o TSE orientou os tribunais regionais eleitorais a manterem as seções abertas até o novo horário.
Com 10,40% das seções eleitorais totalizadas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na frente na disputa presidencial, com 50,46% dos votos válidos, o equivalente a 6.567.952 votos. O senador Flávio Bolsonaro (PL) vem logo atrás, com 49,54%, somando 6.449.165 votos, segundo dados da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualizados às 19h38 deste domingo (25). A diferença entre os dois candidatos é de 118.787 votos, equivalente a 0,92 ponto percentual.
A apuração segue em andamento após relatos de problemas no transporte público em pelo menos 9 estados, com destaque a três cidades da Bahia [Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana] que teriam provocado atrasos durante o segundo turno das eleições. A situação também teria motivado a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e do TSE em relação ao horário de votação e ao funcionamento das seções eleitorais.
Informações reveladas pela imprensa mostram que o então presidente Kassio Nunes foi criticado por colegas do TSE. Na prática, as urnas não foram atualizadas desde as 17h. O resultado do segundo turno em 2022 foi terminado às 19h56 com a vitória do candidato Lula; agora, com o atraso e polêmicas no transporte, deve sair mais tarde.
O cenário eleitoral é marcado pela polarização entre os dois candidatos. Todas as pesquisas divulgadas antes da votação apontavam uma disputa acirrada no segundo turno. Com a continuidade da apuração, os percentuais podem mudar a qualquer momento, conforme novos votos forem contabilizados.
O empresário Guilherme Bellintani declarou voto no candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (25), dia em que é realizado o segundo turno das eleições presidenciais. Bellintani é ex-presidente do Esporte Clube Bahia e já atuou em gestões do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União).
Em declaração concedida ao portal BNews, o empresário confirmou sua posição política para a disputa atual e destacou seu histórico de votação. “Nessa eleição meu voto é de Lula. Nunca votei em Bolsonaro, não seria agora”, disse . Na mesma data, Bellintani foi fotografado enquanto praticava atividade física em Salvador utilizando um adesivo da campanha do PT.
Após decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação até as 19h deste domingo (25), as urnas que já haviam sido fechadas não podem ser reabertas. A decisão foi tomada após pedido da coligação do candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A campanha solicitou, por meio de uma petição com pedido de liminar, a ampliação do horário de votação em municípios afetados por problemas no transporte público.
De acordo com a última atualização do sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), realizada às 17h06, os votos para presidente já haviam sido apurados em 1.225 seções eleitorais em todo o país. Na parcial divulgada pelo sistema, Lula registrava 57,66% dos votos contabilizados nessas seções, com 193.574 votos. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecia com 42,34%, correspondente a 142.169 votos.
Os números se referem às seções com votos apurados até o horário da atualização e não representam, necessariamente, o resultado final da eleição.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecia à frente de Flávio Bolsonaro (PL) no início da apuração do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Às 17h06 deste domingo (25), com 0,25% das seções eleitorais totalizadas, Lula registrava 57,66% dos votos válidos, contra 42,34% do adversário.
De acordo com os dados exibidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula tinha 193.574 votos, enquanto Flávio Bolsonaro somava 142.169. A divulgação dos resultados começou após as 17h, mesmo com a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação em todo o país até as 19h.
A medida foi determinada após relatos de dificuldades no transporte público de eleitores. O sistema de divulgação do TSE ficou sem novas atualizações após a primeira parcial, que contabilizava 1.225 das 499.248 seções eleitorais do país. A suspensão ocorreu após o início da apuração e depois da decisão judicial que ampliou o horário de votação.
Os números representam apenas uma parcela inicial das urnas totalizadas e não permitem indicar uma tendência para o resultado final da eleição.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou neste domingo (25) que a continuidade de investimentos federais em áreas como saúde, educação e infraestrutura é fundamental para a execução de projetos no estado. Ao votar no segundo turno das eleições presidenciais, no Colégio Estadual de Tempo Integral Luiz Viana, em Brotas, Salvador, ele declarou que não considera a possibilidade de derrota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Eu preciso do Lula. Não tem outra opção. O Nordeste é grato ao que o Lula fez. É gratidão”, afirmou Jerônimo. Entre as prioridades citadas para o novo mandato estão a ampliação de hospitais, escolas de tempo integral, obras de abastecimento de água e projetos de infraestrutura, como a Ponte Salvador-Itaparica, rodovias e ferrovias.
O governador também avaliou que o Nordeste terá peso decisivo na disputa presidencial. Ele defendeu as políticas públicas implementadas durante os governos petistas nas áreas de combate à fome, educação, saúde e acesso à água, e afirmou que a região reconhece os investimentos federais.
Durante a declaração, Jerônimo disse ainda que procurou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) para oferecer apoio do governo estadual na organização do segundo turno, incluindo ações de transporte, segurança e saúde. O governador afirmou que acompanhará a apuração dos votos e pretende participar de um ato político no Rio Vermelho, em Salvador, após o encerramento da votação.
A disputa pela Presidência da República mobilizou apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em Feira de Santana, a cerca de um dia do segundo turno das eleições de 2026. Os atos reuniram centenas de pessoas em diferentes pontos da cidade, entre sexta-feira (23) e sábado (24), segundo informações do portal Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias.
Na noite de sexta, apoiadores de Flávio Bolsonaro se concentraram no centro do município, vestidos principalmente com camisas da Seleção Brasileira e roupas nas cores verde e amarelo. A mobilização contou com a presença do vereador de Salvador Sandro Filho.
Já na manhã deste sábado, apoiadores de Lula realizaram uma caminhada pela Avenida Getúlio Vargas. O grupo usou roupas vermelhas e defendeu a reeleição do presidente, que busca o quarto mandato. As manifestações ocorreram em meio à reta final da campanha. O segundo turno está marcado para este domingo (25).
O canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ultrapassou 10 milhões de inscritos na noite desta sexta-feira (23). No mesmo dia, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu que o grupo não poderá ser suspenso ou restringido novamente por decisão monocrática.
A decisão foi tomada em resposta a um mandado de segurança preventivo apresentado pela campanha de Lula, candidato à reeleição. Na quinta-feira (22), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, havia determinado uma análise das publicações do canal após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
Administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o canal funciona como uma ferramenta de mobilização digital da campanha petista. A plataforma compartilha vídeos, áudios e orientações para ações de apoiadores nas redes sociais, incluindo iniciativas de engajamento e divulgação de conteúdos.
O fim de semana do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 será de sol e calor em Salvador, segundo o Climatempo. A votação está marcada para domingo (25), quando os eleitores vão escolher entre Flávio Bolsonaro, que recebeu 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, e Luiz Inácio Lula da Silva, que obteve 45,16%.
No sábado (24), a previsão é de sol com algumas nuvens, sem possibilidade de chuva. A temperatura deve variar entre 25°C e 32°C.
Já no domingo (25), dia da votação, os termômetros devem marcar entre 24°C e 34°C. Assim como na véspera, a previsão indica sol com algumas nuvens e 0% de chance de chuva na capital baiana.
O candidato à presidência do PL, Flávio Bolsonaro, se desculpou publicamente durante o Debate da Globo na última sexta-feira (23), após ser repreendido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após chamar o atual presidente de "nove dedos".
Durante o debate, o senador fez uma referência à amputação do dedo mindinho do presidente, resultado de um acidente de trabalho quando era metalúrgico, o que irritou o petista, que cobrou uma retratação em direito de resposta concedido pela emissora.
“Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos” - Lula destruindo o Flávio Bolsonaro em rede nacional. https://t.co/PMy9glr0g0
— Bruno Guzzo® (@brunoguzzo) October 24, 2026
"Me chamou de nove dedos, se alguém aqui nesse púlpito sabe o que é trabalho, sou eu. Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos. Nunca trabalhou na vida e não sabe o que é uma carteira profissional [...] Ele vai ter que pedir desculpa. Porque o povo trabalhador está vendo. Milhões de trabalhadores se acidentam por irresponsabilidade patronal, que obriga a gente a trabalhar em jornada que a gente não tem que trabalhar", disse Lula.
Após a resposta de Lula, Flávio se retratou: "Se eu ofendi, eu te peço desculpas, não queria te ofender".
????? No debate da Globo, Flávio Bolsonaro pede desculpas a Lula após fazer piada com os “nove dedos” do petista: “Te peço desculpa de verdade. Não queria lhe ofender”. https://t.co/z9NY459IhB
— République (@republiqueBRA) October 24, 2026
O candidato ainda indagou Lula, questionando se o presidente também pediria desculpas por problemas sociais de sua gestão. Flávio citou o endividamento, o custo dos alimentos, a violência contra mulheres e o crescimento da população em situação de rua.
O atual presidente replicou afirmando que, caso reeleito, pretende implementar novas medidas de políticas sociais. “Quem tem que pedir desculpa ao Brasil é a elite brasileira”, disse o presidente.
A cardiologista Ludhmila Hajjar declarou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defendeu a manutenção do Sistema Único de Saúde (SUS). Em vídeo publicado nesta sexta-feira (23), a médica criticou os ataques ao sistema público e elogiou medidas adotadas pela atual gestão federal.
“Eu escolho a vida. Eu escolho o SUS. Faça como eu”, afirmou Ludhmila, que classificou o sistema como “a maior riqueza desse país”. Ela também destacou a integração digital entre postos de saúde, unidades de pronto atendimento, ambulâncias e hospitais durante o governo Lula.
ASSISTA:
A cardiologista ganhou projeção política em 2021, quando foi cotada para comandar o Ministério da Saúde na gestão de Jair Bolsonaro (PL), mas recusou o convite após divergências sobre medidas de enfrentamento à pandemia, como isolamento social, vacinação em massa e tratamento precoce.
A manifestação ocorre após a repercussão de declarações de Claudio Lottenberg, nome escolhido por Flávio Bolsonaro para a pasta da Saúde. Em um debate realizado em 2019, quando presidia uma empresa de planos de saúde, Lottenberg afirmou que não destinaria mais recursos ao SUS.
Ludhmila é professora titular de Emergências da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) desde 2023 e atua em instituições como o Instituto do Coração (InCor) e o Hospital Vila Nova Star.
O empresário João Amoêdo, ex-presidente e fundador do Partido Novo, declarou apoio público à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno do pleito presidencial de 2026. A manifestação reforça o posicionamento do político contra a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo Amoêdo, a escolha foi motivada pela avaliação dos riscos institucionais e políticos que, em sua visão, uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro representaria para o país. O movimento do ex-dirigente liberal ocorre no cenário do segundo turno entre o atual chefe do Executivo e o candidato do PL, que reúnem forças na reta final do calendário eleitoral.
Veja postagem:
No domingo iremos, pela terceira vez consecutiva, decidir entre o petismo e o bolsonarismo. A minha sensação como cidadão é de frustração e preocupação. Frustração pela nossa apatia em relação à política, em especial da nossa elite. Fomos incapazes de construir, nos últimos anos, uma alternativa decente e competitiva que nos tirasse dessa armadilha das últimas 3 eleições presidenciais. Vamos, mais uma vez, para um pleito a ser definido pela rejeição e não pela escolha. A discussão de propostas, de um plano para o País e o debate de ideias foram substituídos pelos ataques baixos e pessoais ao oponente. Fica evidente a incapacidade de ambos os lados de construírem uma nação próspera. O PT inaugurou o nós contra eles, dividindo os brasileiros, e o bolsonarismo, que nasceu já dentro dessa lógica, levou-a a um outro patamar. A urna, que deveria ser o momento para definirmos o futuro da nação, tornou-se, para muitos, um momento de expressão de raiva. Lula errou do início ao fim do seu mandato. Não promoveu o diálogo com quem pensa diferente, indicou amigos para o STF, insistiu na polarização, cercou-se de um núcleo duro despreparado, foi irresponsável com as contas públicas e adotou medidas eleitoreiras de mais gasto público. E, depois de todas essas ações, com baixa aprovação e com as limitações da idade, cometeu o maior erro: resolveu ser candidato pela 4ª vez. Flávio, por sua vez, não tem absolutamente nada que o credencie a governar o País. Falta postura, credibilidade e competência. Foi um senador sem qualquer iniciativa produtiva na área econômica, na segurança ou na educação. É conhecido apenas pelo sobrenome e pelo envolvimento em inúmeros casos suspeitos: rachadinha, lavagem de dinheiro, proximidade com membros da milícia e com golpistas. Está cercado de conhecidos oportunistas e seu objetivo maior é conceder o indulto ao pai, condenado por tentativa de golpe. O quadro político definido após o primeiro turno torna o meu sentimento de preocupação ainda maior do que o de frustração. Lula, se eleito, fará seu último mandato, sem nenhum sucessor definido, tem um vice-presidente com comprovada experiência na gestão pública e, apesar de ter a oportunidade de indicar membros do STF, encontrará forte oposição no Senado. Flávio, diferentemente, poderá se candidatar à reeleição, tem um vice-presidente desconhecido, terá uma Câmara e um Senado extremamente favoráveis e aliados comandando os principais estados brasileiros. São alternativas totalmente distintas para quem anseia por renovação em 2030 e teme a perpetuação de uma família no poder. Em 2018 e 2022, declarei o meu voto no segundo turno. Não foram decisões fáceis e sem ônus pessoais, pelo contrário. Nesse ano será ainda mais difícil. Entretanto, não expressar o que penso seria aceitar a ideia de que vivemos em um país onde as pessoas não são livres para emitirem a sua opinião pelo receio de serem agredidas. Não é essa nação que desejo. Serei oposição a qualquer um dos dois que vier a ser eleito, mas, entre a irritação com um novo governo Lula e o risco que representa um governo Bolsonaro, fico com a primeira opção.
— João Amoêdo (@joaodamoedo) October 23, 2026
A declaração de voto de Amoêdo em uma candidatura do PT contrapõe-se ao alinhamento histórico de parcelas da legenda que ajudou a fundar, acentuando os debates no ecossistema político sobre o direcionamento do eleitorado de centro e de direita moderada nesta etapa final do processo eleitoral.
As bancadas e lideranças do Congresso Nacional, bem como representantes do PL e do Partido Novo, mantêm o acompanhamento dos impactos das declarações na movimentação dos eleitores para o dia da votação.
Mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro revelam que ele teria determinado, em outubro de 2024, a compra de uma garrafa rara de uísque Macallan 1945, avaliada em aproximadamente R$ 500 mil, para presentear o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As conversas foram encontradas no celular de Vorcaro, apreendido pela Polícia Federal (PF), segundo reportagem publicada pela revista Veja nesta quinta-feira (22).
De acordo com a reportagem, Vorcaro orientou um de seus assistentes a procurar a bebida em Londres. Nas mensagens, o banqueiro teria escrito: “Preciso dar pro Lula”, escreve. Após localizar uma garrafa por mais de 80 mil euros, o funcionário enviou uma fotografia do produto e informou que buscava outras opções com o rótulo em melhores condições. Vorcaro aprovou a compra, e a encomenda seria transportada de Dubai para o Brasil.
A escolha da bebida teria relação com o ano de nascimento de Lula, 1945. A garrafa, considerada rara e de alto valor, foi adquirida em um período no qual Vorcaro buscava ampliar suas relações com integrantes do governo federal e viabilizar interesses ligados ao Banco Master.
O texto também descreve conversas entre Vorcaro e seu advogado à época, Walfrido Warde, que teria atuado na articulação de contatos com o presidente e ministros do governo. Em setembro de 2024, Warde informou ao banqueiro que havia conversado longamente com Lula e afirmou que o encontro seria importante para os interesses de seu cliente.
Posteriormente, em 4 de dezembro de 2024, Vorcaro foi recebido pelo presidente em uma reunião fora da agenda oficial, articulada com a participação de Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola, então chefe de gabinete da Presidência. Segundo a publicação, as mensagens indicam que o advogado orientou o banqueiro sobre os assuntos que deveria abordar no encontro.
Vorcaro teria relatado posteriormente a interlocutores que Lula se comprometeu a ajudar o Banco Master. O presidente, por sua vez, afirmou em entrevistas que apenas garantiu que o caso seria tratado tecnicamente.
Confira as mensagens:



Capturas de tela das conversas | Fotos: Reprodução / Revista Veja
O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça, afirmou que cabe aos candidatos decidir se divulgam voluntariamente seus próprios dados bancários, fiscais e telefônicos. Segundo ele, a Justiça Eleitoral não deve determinar quais informações os concorrentes à Presidência da República devem tornar públicas.
A manifestação ocorreu no processo que envolve o desafio de abertura de sigilos entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Mendonça destacou que os dois podem divulgar as informações por iniciativa própria, sem necessidade de autorização judicial. “Não cabe à Justiça Eleitoral definir o que cada candidato quer ou não divulgar. O que se quiser divulgar é escolha de cada um, e avaliar essa escolha cabe ao eleitor”, escreveu o ministro.
Mendonça explicou que os extratos bancários podem ser obtidos diretamente nas instituições financeiras, enquanto as declarações de Imposto de Renda estão disponíveis no portal da Receita Federal. Já os registros telefônicos podem ser solicitados às operadoras.
O ministro, no entanto, ressaltou que a divulgação voluntária não substitui investigações oficiais para apurar possíveis irregularidades. “A divulgação espontânea e voluntária de extratos e declarações pessoais, embora legítima, não substitui as investigações conduzidas pelos órgãos competentes e sob controle judicial”, afirmou.
Nesta quinta-feira (22), um documento apresentado pelo senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha de Lula e líder do PT no Senado, informou que os dois candidatos aceitaram os termos recíprocos do desafio e autorizaram a abertura total dos respectivos sigilos.
A nova pesquisa Datafolha sobre o segundo turno da eleição presidencial, divulgada nesta quinta-feira (22), aponta empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). No levantamento, Lula registra 45% das intenções de voto, enquanto Flávio pontua 47%.
Os votos brancos e nulos somam 5%, enquanto 2% dos entrevistados estão indecisos ou não quiseram responder. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois candidatos aparecem tecnicamente empatados na disputa pelo Palácio do Planalto, cuja votação será realizada no próximo domingo (25).
Na pesquisa anterior, divulgada na semana passada, Flávio Bolsonaro tinha 47% das intenções de voto, contra 45% de Lula. Os votos brancos, nulos ou nenhum candidato somavam 5%, enquanto 1% dos entrevistados estava indeciso.
Segundo os dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o levantamento, nível de confiança de 95%, ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 20 e 22 de outubro. A pesquisa está registrada sob o número BR-09709/2026.
Pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 50% das intenções de voto válidas no segundo turno da eleição presidencial.
O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
Os votos válidos excluem os brancos, nulos e os eleitores que não souberam ou não quiseram responder. A votação do segundo turno está marcada para este domingo (25). Na semana passada, o petista apontava 48% e Flávio 52%.
Segundo os dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 20 e 22 de outubro. O levantamento está registrado sob o número BR-09709/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cancelou a gravação de uma entrevista à TV Record, prevista para esta quarta-feira (21), após ficar completamente afônico. A condição ocorre após uma sequência de compromissos eleitorais, com discursos e comícios realizados nos últimos dias.
Segundo o Metrópoles, alteração na voz do presidente já havia sido notada na terça-feira (20), durante agendas em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA). Nesta quarta, mesmo com a rouquidão, Lula participou de uma cerimônia no Palácio do Planalto, onde discursou por cerca de 15 minutos.
No evento, o presidente sancionou uma lei relacionada às dívidas e às regras de funcionamento dos microempreendedores individuais (MEIs). Ele também enviou ao Congresso uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê a gratuidade do transporte público aos fins de semana e feriados.
O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é aprovado por 46% dos eleitores brasileiros. O dado, divulgado pela pesquisa Quaest desta quarta-feira (21), aponta que, por outro lado, 47% dos entrevistados desaprovam o governo do atual presidente. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo.
Os que não souberam ou não quiseram responder à pergunta somam 7%. No último levantamento, 48% dos entrevistados desaprovavam o governo, os que aprovavam a gestão de Lula eram 45%.
Foram ouvidas 2.154 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi contratado pela Globo e pelo jornal O Globo e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08535/2026.
O deputado federal André Janones (Rede-MG) afirmou que a extrema direita não voltará a ter hegemonia nas redes sociais ao receber alta médica nesta terça-feira (20), após ser internado com arritmia cardíaca em São Paulo. Grande nome da mobilização digital da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o parlamentar disse que pretende retomar os trabalhos na reta final da disputa presidencial.
“Uma revolução digital no nosso país” foi como Janones definiu a estratégia desenvolvida durante a campanha. Segundo ele, o conhecimento sobre o funcionamento dos algoritmos e as formas de ampliar o alcance de publicações favoráveis ao petista já foi compartilhado com outros apoiadores.
“A extrema direita nunca mais vai ter hegemonia nas redes sociais, porque o conhecimento que eu tenho relacionado à maneira de usar as redes sociais, a maneira como o algoritmo funciona, eu passei ele adiante, eu já joguei ele no mundo, então ele não está mais comigo”, declarou.
Janones estava internado desde a madrugada de segunda-feira (19), depois de passar mal durante o debate entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), realizado pela TV Bandeirantes. De acordo com a cardiologista e intensivista Ludhmila Hajjar, responsável pelo atendimento, o quadro foi provocado por um pico de estresse, associado a fatores como alimentação e sono inadequados e uma descarga de adrenalina e cortisol.
Na reta final da campanha, o deputado pretende voltar à mobilização de apoiadores por meio do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, que reúne mais de 5 milhões de seguidores, segundo a reportagem de O Globo. A ferramenta compartilha mensagens, vídeos, áudios e orientações para ampliar o alcance de conteúdos favoráveis ao presidente.
A jornalista Fátima Bernardes revelou nas redes sociais seu voto para o segundo turno das eleições. Após 37 anos de Globo, respeitando uma regra da própria emissora de não se pronunciar politicamente, a ex-âncora do Jornal Nacional e apresentadora do 'Encontro', declarou voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para presidente.
Por meio de um vídeo publicado no Instagram, Fátima defendeu seu voto e explicou o motivo pelo qual escolheria Lula.
"Oi, o vídeo é longo, mas eu peço que você fique comigo até o fim. Afinal, somos amigos e, principalmente, amigas de longa data. Sempre me senti respeitada e tive grande respeito pelo que nós construímos juntos na TV e, agora, nas diversas plataformas. Você não precisa ser lulista nem petista para votar no Lula e no Alckmin. Basta você ser um defensor da democracia, das liberdades, dos direitos que já conquistamos, do respeito a todas as famílias e credos”, afirmou.
A apresentadora pontuou ainda que sua escolha era baseada nos ensinamentos recebidos dos pais. “Diante de tudo que eu aprendi com meu pai militar e com a minha mãe dona de casa, eu tô preocupada. Com eles aprendi sobre respeito ao próximo, sobre trabalhar pela minha independência, pela minha liberdade, sobre viver e resolver os problemas na base da conversa sem violência”, declarou.
Fátima não foi a única ex-jornalista da Globo a se posicionar politicamente. O ex-apresentador do Bom Dia Brasil declarou apoio ao presidente e participou do Ato Pela Democracia no último domingo (18).
Os posicionamentos só puderam ser feitos após deixar a emissora. Entre os princípios editoriais da Globo está escrito de forma explícita:
"Os jornalistas do Grupo Globo na?o podem se engajar em campanhas poli?ticas, de forma alguma: nelas trabalhando, anunciando publicamente apoio a candidatos ou usando aderec?os que os vinculem a partidos. Em seus manuais de redac?a?o, os vei?culos devem criar normas de quarentena para receber de volta jornalistas que tenham pedido demissa?o a fim de trabalhar para partidos, candidatos ou governos."
O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), atribuiu à mobilização popular e à atuação nas redes sociais o desempenho da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela reeleição. Durante entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (19), o gestor afirmou que a combinação entre o ambiente digital e os atos presenciais será determinante para o resultado das eleições.
“Lula vai ganhar essa eleição porque virou na rede social e ocupou as ruas. Vai ganhar por isso. Essa eleição está nas mãos do povo, nas mãos da sociedade”, declarou Caetano.
Na avaliação do prefeito, a comunicação política passa por mudanças aceleradas, o que exige novas estratégias das campanhas eleitorais. Ele afirmou que o modelo adotado em disputas anteriores já não é suficiente para alcançar o eleitorado e destacou o papel da juventude nas mobilizações recentes.
“Todas as eleições daqui para frente serão de um outro patamar. Não dá mais para você fazer campanha como a gente vem fazendo até ontem, até anteontem. Não dá, tem que mudar muito, porque esse setor da comunicação muda com muita velocidade”, disse.
Caetano relatou que, inicialmente, defendia a Lula a importância de levar apoiadores às ruas. Posteriormente, segundo ele, o ex-ministro Rui Costa o alertou para a necessidade de combinar os atos presenciais com a atuação nas plataformas digitais. O prefeito também comparou a estratégia atual com a campanha de Jerônimo Rodrigues (PT) ao governo da Bahia em 2022.
Na ocasião, segundo Caetano, houve um esforço para envolver prefeitos e prefeitas na divulgação de conteúdos políticos nas redes sociais. Para ele, a mobilização agora depende também da participação direta da população. “Qual é a diferença agora? Não é só ficar na mão dos prefeitos e das prefeitas, é na mão do povo”, afirmou.
Além da análise sobre a campanha nacional, Caetano comentou a necessidade de preparar uma renovação política em Camaçari. No quarto mandato como prefeito do município, ele disse que pretende preparar novas lideranças para assumir responsabilidades tanto na administração quanto na política local.
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O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estipulou o prazo de 24 horas para que a Meta comprove o fornecimento de tratamento igualitário aos sistemas de inteligência artificial e algoritmos das candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Em caso de descumprimento da determinação, a multa diária fixada em R$ 500 mil passará para R$ 1 milhão.
Segundo informações da Folha de S.Paulo, a decisão decorre do entendimento do magistrado de que a empresa não cumpriu satisfatoriamente a determinação prévia do plenário da Corte. De acordo com Bellizze, a Meta fixou prazos de forma autônoma, alegou dificuldades técnicas e apresentou relatórios descontextualizados e em idioma estrangeiro. "Incumbe às partes cumprir com exatidão as decisões judiciais, e não criar embaraços à sua efetivação", afirmou o relator.
A representação contra a empresa foi movida pelo jurídico da campanha de Lula, sob a alegação de que postagens do candidato tinham menor alcance orgânico em comparação com as de seu adversário. A petição apontou ainda que a ferramenta de inteligência artificial do WhatsApp se recusava a gerar materiais para o candidato petista, enquanto atendia às solicitações relativas ao senador. Documentos e mensagens internas revelaram admissão de restrições por parte de funcionários da empresa, além da recomendação algorítmica do perfil do candidato do PL.
A medida do TSE proíbe a implementação de mecanismos que reduzam artificialmente o alcance de conteúdos eleitorais no segundo turno, a exemplo do ajuste de métricas, diminuição de distribuição ou restrição de buscas. Em manifestação prévia, a Meta classificou as acusações como falsas e atribuiu as falhas a oscilações técnicas globais. Contudo, Bellizze ressaltou que "a conclusão de que não há sinais de comportamento inautêntico coordenado não supre a exigência da informação das medidas adotadas".
O cenário de atuação da plataforma em períodos eleitorais tem sido alvo de levantamentos independentes. Um estudo divulgado pela organização britânica Eko apontou a veiculação de anúncios políticos sem rotulagem direcionados ao público brasileiro e financiados a partir de contas no exterior com informações eleitorais falsas.
Do mesmo modo, uma pesquisa do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais (NetLab), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), identificou o impulsionamento de peças políticas irregulares no país pagas fora do território nacional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desafiou, durante o debate presidencial na TV Bandeirantes na noite deste domingo (18), o senador Flávio Bolsonaro (PL) a abrir as contas bancárias e os sigilos telefônicos de suas respectivas famílias para comprovar a idoneidade e expor quem cometeu atos de corrupção no país.
O Lula sugerindo abrir o sigilo bancário da famíia Bolsonaro #DebateNaBand https://t.co/cGYGA1WqWW
— eplay (@forumeplay) October 19, 2026
No programa, que foi o primeiro debate presidencial do 2º turno, o petista propôs entregar os dados financeiros à Justiça Eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal (STF) antes do pleito para que os eleitores pudessem avaliar o patrimônio de cada um.
“Flávio, aqui muito se falou de corrupção. Eu vou fazer uma proposta para você. Eu desafio você. Amanhã, abrimos a nossa conta bancária, abrimos o nosso sigilo telefônico para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão nesse país. Para que o povo saiba quem é ladrão”, afirmou o presidente Lula.
O candidato à reeleição completou citando que a medida se estenderia a toda a família dos candidatos: “Abra o telefone e a sua conta bancária; eu abro da minha família inteira e você abre da sua família. E vamos pedir para a Justiça. Nós entregamos ao presidente da Suprema Corte, entregamos ao presidente do TSE o seu documento e o meu, para que avalie, antes das eleições, o povo saber quem é quem na história desse país. Para saber quem é corrupto, quem é ladrão, sabe? Porque, senão, o povo será enganado outra vez”, diz.
Flávio Bolsonaro rebateu a provocação afirmando que não tem bens a esconder. Em sua fala, o senador ainda acusou o chefe do Executivo de movimentar recursos não declarados fora de contas oficiais e citou supostos repasses irregulares ao Instituto Lula. A denúncia publicada pela revista Veja foi desmentida pela Polícia Federal.
“Eu não tenho absolutamente nada a esconder, só que a questão, Lula, é que o seu dinheiro é por fora sempre, não está na sua conta, está em algum outro lugar. Como falou o Vorcaro, o dinheiro do seu filme foi por fora, R$30 milhões no Instituto Lula, isso tem que ser investigado”, argumentou o herdeiro de Jair Bolsonaro.
Vale destacar que ainda neste domingo, foi revelado pela imprensa brasileira que a Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de abertura de inquérito contra Flávio Bolsonaro (PL) para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, que é alvo de apurações policiais por suposta participação em fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A prefeita de Mucugê, Ana Medrado (PSB), declarou publicamente apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Conhecida anteriormente pelo alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro, a gestora formalizou a mudança de posicionamento durante um ato político realizado no município de Seabra, na Chapada Diamantina.
Segundo informações do Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, a declaração ocorreu ao lado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), durante agenda oficial na região. Em discurso direcionado a lideranças locais, a prefeita defendeu a continuidade da atual gestão federal e argumentou que uma eventual vitória da oposição poderia comprometer o orçamento destinado ao estado e os repasses para os municípios baianos.
No evento, a gestora enfatizou a necessidade de mobilização política na região. "O nosso presidente Lula precisa ser reeleito e vocês sabem do tesouraço que já está sendo falado de cortar 200 e tantos bilhões no orçamento. E vocês sabem que o lado de lá não gosta da Bahia", afirmou a prefeita.
Para reforçar o alinhamento com o grupo governista, a prefeita convocou aliados a atuarem na busca por votos. “Por isso vamos trabalhar com toda nossa força para convencer aqueles que não votaram e dar a vitória para a Bahia, para o Brasil e para todos nós”, declarou.
A mudança de posicionamento da gestora reflete as articulações promovidas pela base do governo estadual no interior da Bahia para a consolidação de alianças partidárias nos municípios da Chapada Diamantina.
Em entrevista exclusiva concedida à CNN Brasil neste sábado (17), a empresária e lobista Roberta Luchsinger afirmou que ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a procuravam pedindo auxílio para conseguir audiências com o chefe do Executivo ou para priorizar projetos e que o filho do presidente tinha acesso por "inúmeras vezes" aos ministros.
Ao ser questionada sobre quem a procurava, Roberta listou os seguintes nomes e cargos do governo federal:
- Leonardo Barchini: ministro da Educação;
- Frederico de Siqueira Filho: ministro das Comunicações;
- Swedenberger Barbosa (Berger): ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde;
- Marco Aurélio Santana Ribeiro (Marcola): ex-chefe de gabinete da Presidência da República;
- Camilo Santana: ex-ministro da Educação (citado pela entrevistada como próximo a Fábio Luís Lula da Silva, embora sem relação direta com ela).
De acordo com Roberta, a busca por sua intermediação e a de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) ocorriam por conta da "amizade e intimidade" e pelas alegadas dificuldades de acesso direto ao gabinete presidencial na época. Segundo a empresária, as solicitações variavam desde apoio para conversas e projetos sobre o uso de canabidiol até pedidos formais de agenda.
Fotos: Reprodução / CNN Brasil
Procurado pela CNN Brasil, o Ministério da Educação declarou em nota que "nunca houve qualquer discussão ou tratativa envolvendo o Ministério da Educação (MEC) com Roberta Luchsinger ou Fábio Luís Lula da Silva". O Ministério das Comunicações também se manifestou informando que "nunca houve nenhuma tratativa com Roberta ou Fábio para acesso à agenda da Presidência da República" e ressaltou que os compromissos do órgão seguem vias institucionais.
Na entrevista, Roberta declarou que o presidente Lula tinha conhecimento de sua presença nos bastidores e criticou declarações em que o chefe do Executivo afirmou não conhecê-la. Lula, em entrevistas anteriores, havia declarado que nunca esteve próximo da empresária e a classificou como "pilantra", ao passo que a assessoria da campanha petista pontuou que fotos públicas ao lado do presidente não comprovam vínculo pessoal.
A empresária e Lulinha permanecem sob investigação em inquérito que apura relações comerciais e suspeitas de tráfico de influência.
A empresária e lobista Roberta Luchsinger disse desejar firmar um acordo de colaboração premiada com a Justiça. Em entrevista exclusiva concedida à CNN Brasil neste sábado (17), a diretora da RL Consultoria e Intermediações afirmou que a eventual delação não poupará o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Roberta e Lulinha são investigados pela Polícia Federal por suposto tráfico de influência no governo federal no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Nos últimos meses, a empresária foi alvo de mandados de busca e apreensão, bloqueio de bens e determinação para uso de tornozeleira eletrônica.
"[A Polícia Federal] vai poder fazer o trabalho dela investigativo e contar com minha absoluta colaboração. Eu não vou poupar ninguém. Pode ser o presidente da República, que a meu ver é um grande mau caráter, é um grande mentiroso, e eu repito, um grande covarde. Não vou poupar filho de presidente, ninguém, porque o que está em questão é a verdade", disse a empresária à emissora.
Questionada sobre o teor de suas contribuições para as investigações, Roberta mencionou que tem a acrescentar informações presenciais que extrapolam o conteúdo de aplicativo de mensagens. "Talvez detalhes que não estão ali dentro do WhatsApp, porque a vida da gente não é só no WhatsApp, é no mundo normal. Você conversa com as pessoas, fala sobre projetos. Você sabe das coisas, assiste a coisas, vê coisas, tem como colaborar, muitas das vezes, com coisas que você não participou, mas assistiu", justifica.
A empresária reiterou a intenção do acordo e declarou que a máquina pública estaria sendo acionada contra ela. "No momento que a Justiça julgar que é o momento adequado, porque existe uma trâmite legal para isso, eu estarei lá, pronta para colaborar. Eu quero fazer uma delação premiada, sabe por quê? Porque eu não tenho pai presidente, não tenho mãe presidente. Eu sou uma mulher com duas filhas e estou tendo uma máquina pública sendo movimentada em cima de mim", afirma.
Em entrevista exclusiva concedida à CNN Brasil neste sábado (17), a empresária e lobista Roberta Luchsinger afirmou que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, reuniu-se "inúmeras vezes" com ministros que compõem o governo de seu pai, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A reportagem da CNN Brasil é assinada pelos jornalistas Débora Bergamasco, Iuri Pitta e Lucas Schroeder. Durante a declaração à emissora, a empresária contestou afirmações do presidente de que o filho jamais teria se encontrado com integrantes do alto escalão do governo federal. "É público, é notório que o Lulinha, inúmeras vezes, esteve com ministros. Inclusive, viajou para a casa do ministro Camilo [Santana] no Ceará", alega Roberta.
Segundo a empresária, Lula faltaria com a verdade ao abordar o assunto publicamente. "O Lula é um grande mentiroso quando fala: ‘Ela é uma pilantra, mas meu filho, não. Meu filho jamais sentou com algum ministro’. O filho dele sentava semanalmente com ministros, seja para trocar figurinha, seja para trocar outro tipo de diálogo. Eu sentava com ministros para discutir pautas relativas a políticas públicas", disse para a CNN.
Ao ser questionada, Roberta informou ter participado de discussões sobre políticas públicas ao lado de Lulinha e de ministros do governo, citando especificamente debates relacionados à comercialização de medicamentos à base de canabidiol no país. "Com certeza ele já participou. Ele ficava junto comigo o tempo inteiro, é de ‘sabença’ geral, com certeza em algum momento ele já ouviu alguma discussão, ouviu alguma troca de ideia, principalmente do tema que eu mais batalhei, que foi a questão do canabidiol no Brasil", explica.
Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva são investigados em um inquérito da Polícia Federal (PF) que apura suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e prática de tráfico de influência no governo federal.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou por unanimidade, nesta sexta-feira (16), novas regras para canais de WhatsApp que tenham ligação direta com campanhas eleitorais. Pela decisão, os canais que receberem recursos financeiros ou apoio técnico de candidaturas deverão ser registrados na Justiça Eleitoral.
A atualização da resolução sobre propaganda eleitoral na internet estabelece que o vínculo com uma campanha pode ser identificado pelo recebimento de recursos, assistência técnica ou direcionamento para páginas oficiais de candidatos. O apoio espontâneo e o compartilhamento de materiais eleitorais, por si só, não serão considerados vínculo direto.
Os canais que descumprirem as exigências poderão ser desativados até que a situação seja regularizada. A decisão ocorre após a disputa judicial envolvendo o canal Exército do Lula, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na terça-feira (13), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a reativação do canal depois que a campanha de Lula realizou o registro na Corte. O caso havia sido marcado por decisões divergentes entre Nunes Marques e o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, que havia liberado o funcionamento do canal.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o almoço entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e a cúpula do Grupo Globo, realizado nesta sexta-feira (16), horas antes da sabatina do candidato na emissora. O encontro, na sede da empresa, no Rio de Janeiro, reuniu o presidente do grupo, João Roberto Marinho, e o vice-presidente de Relações Institucionais, Paulo Tonet.
Segundo a Folha de S.Paulo, a reunião provocou incômodo entre aliados de Lula, que participou de uma entrevista na Globo na quinta-feira (15), mas não teve um encontro semelhante com a direção da empresa. O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, questionou a iniciativa e levantou dúvidas sobre a relação entre a emissora e o candidato do PL.
“É muito grave que a empresa receba um candidato para visita no dia em que ele dará uma entrevista na própria emissora, e no momento de uma eleição em que a democracia está em jogo”, afirmou Sidônio.
O ministro também questionou se o encontro poderia levantar dúvidas sobre a imparcialidade da entrevista e avaliou que o momento escolhido foi inadequado.
Em nota, a Globo classificou a visita como institucional e afirmou que encontros de cortesia com candidatos fazem parte da rotina de executivos de empresas de mídia. A emissora informou que a reunião não contou com lideranças do Jornalismo e declarou que Lula também teria sido recebido caso tivesse solicitado uma visita semelhante.
O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), decidiu permanecer em Brasília durante todo o final de semana para se dedicar exclusivamente à preparação do primeiro debate presidencial do segundo turno, promovido pela Rede Bandeirantes. O evento ocorre na noite deste domingo (18).
As informações foram confirmadas pelo Metropoles, o encontro marcará o primeiro confronto direto entre Lula e o candidato do PL, o senador Flávio Bolsonaro, ao longo desta campanha eleitoral, uma vez que ambos os postulantes ausentaram-se dos debates promovidos durante o primeiro turno.
Em uma sessão que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foram promulgadas em uma sessão do Congresso Nacional, nesta sexta-feira (16), as emendas constitucionais da mudança na jornada de trabalho e a que garante a aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias.
O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), assinou a promulgação junto com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Nas galerias do plenário do Senado, agentes comunitários de saúde, presentes à sessão, aplaudiram e gritaram "obrigado" a Lula e Alcolumbre.
Em discurso na sessão, Alcolumbre destacou que a PEC que estabelece aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde, aprovada em julho, foi promulgada a pedido de Lula. O governo havia tentado barrar a proposta, considerada uma pauta-bomba devido ao seu impacto nas contas públicas, mas depois passou a apoiar a sua promulgação.

Foto: Edu Mota, de Brasília / Bahia Notícias
Tanto Hugo Motta quanto Alcolumbre destacaram a presença de Lula na sessão de promulgação. Para Alcolumbre, a presença de Lula representava "uma honra para o Congresso Nacional brasileiro, em uma data histórica para a nação".
Também participaram da sessão diversos ministros e autoridades do governo, além de deputados e senadores. Membros da oposição não estiveram presentes.
A PEC que acabou com a jornada de trabalho 6x1 teve sua aprovação concluída na última quarta (14), em votação no Senado. O texto, agora promulgado, prevê que a jornada de trabalho vai ser reduzida de 44 horas para 42 horas em 60 dias.
A segunda etapa da redução da jornada, quando ela vai ser reduzida de 42 horas para 40 horas, acontecerá um ano depois da primeira mudança.
Pela emenda, ao longo de uma semana, o trabalhador terá cinco dias no emprego e dois dias de folga, uma delas preferencialmente aos domingos. Está proibida qualquer redução de salário e rendimentos dos empregados. Isso vale para ganhos nominais, proporcionais e para pisos salariais de todas as categorias.
A outra emenda constitucional promulgada nesta sexta fixa regras permanentes e transitórias de aposentadoria para os agentes comunitários de saúde e agentes de endemias. O texto trata da regularização do vínculo funcional desses profissionais, prevê regras de transição, assim como assistência financeira da União, e estende os mesmos benefícios aos agentes indígenas de saúde e aos agentes de saneamento.
Os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão empatados numericamente com 50% dos votos válidos na disputa pelo segundo turno à Presidência da República. Isso é o que diz a nova rodada da pesquisa PoderData/AYA, divulgada nesta terça-feira (13).
A pesquisa PoderData/AYA entrevistou 3.000 eleitores, entre os dias 13 e 15 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,8%, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi realizado com recursos do próprio instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04258/2026.
Segundo a CNN Brasil, esta é a terceira rodada testada pelo instituto desde a definição do primeiro turno. O cenário considera somente os votos válidos, descartando brancos e nulos.
Na pesquisa divulgada na quinta-feira (8), Flávio recebeu a preferência de 53% dos entrevistados, ante 47% que declararam votar em Lula. Em comparação com aquela publicada na última terça-feira (13), houve novamente uma aproximação entre os candidatos.
Na ocasião, Flávio aparecia com 51% enquanto Lula pontuava 49%, variando dentro da margem de erro, de 1,8 ponto percentual, para o resultado atual de empate em 50%.
O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta quinta-feira (15) que a Meta não restrinja de forma desigual a distribuição de conteúdos relacionados aos candidatos à Presidência da República. Em caso de descumprimento, a empresa poderá pagar multa diária de R$ 500 mil.
A decisão estabelece que o Facebook, uma das plataformas controladas pela companhia, não reduza o alcance de publicações, bloqueie recomendações ou limite resultados de busca de maneira desigual entre as candidaturas. A determinação também prevê tratamento igualitário para os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
A medida foi tomada após a campanha de Lula denunciar ao TSE que comandos da ferramenta de inteligência artificial da Meta não permitiam gerar imagens do presidente, enquanto solicitações envolvendo Flávio Bolsonaro eram aceitas.
Na análise do caso, Bellizze afirmou que há indícios de falha no sistema de controle de comandos da ferramenta, mas ressaltou que não existem elementos suficientes para concluir que o problema foi provocado deliberadamente ou ocorreu de forma sistemática. Segundo ele, a proximidade do segundo turno, marcado para 25 de outubro, exige medidas preventivas para evitar prejuízos à disputa eleitoral que não possam ser corrigidos posteriormente.
Em resposta à denúncia, a Meta informou que suspendeu temporariamente a recomendação de candidatos e a geração de imagens deles, além de adotar medidas para impedir que comandos com os primeiros nomes e números eleitorais produzam esse tipo de conteúdo.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.