PGR fecha delação no caso Master com empresário que pagou filme 'Dark Horse'
A Procuradoria-Geral da República (PGR) fechou um acordo de colaboração premiada com o empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, dono da Entre Investimentos e Participações, que teria sido utilizada para realizar repasses de dinheiro entre o banqueiro Daniel Vorcaro e a produção do filme “Dark Horse”. A informação foi divulgada pela jornalista Malu Gaspar nesta quinta-feira (3), no jornal O Globo.
Freixo Júnior é operador do mercado financeiro e a sua delação seria a segunda acordada no caso Master. A primeira foi a de João Carlos Mansur, dono da gestora Reag, que administrava os fundos usados por Vorcaro para esconder dinheiro, que já foi encaminhada para análise do ministro André Mendonça, relator do caso.
O grupo Entre é controlador da revista IstoÉ e da Entrepay, que sofreu liquidação extrajudicial pelo Banco Central em março deste ano. Em janeiro deste ano, a empresa foi alvo de busca e apreensão em meio às investigações do caso Master.
Segundo Malu Gaspar, o acordo de Antonio Freixo Júnior conta com detalhes sobre os pagamentos que fez a pedido de Vorcaro para a cinebiografia de Jair Bolsonaro, “Dark Horse”. O filme se tornou amplamente conhecido após virem à tona mensagens do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), em que ele cobra dinheiro de Vorcaro supostamente para a produção do longa-metragem.
Nos anexos entregues aos investigadores, o empresário detalhou remessas que fez ao exterior para o fundo Havengate, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e administrado pelo advogado de imigração Paulo Calixto, próximo do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL).
O acordo de Freixo Júnior já foi encaminhado para o gabinete de Mendonça, a quem caberá decidir se o homologa ou não. Não há prazo para Mendonça analisar o material e as cláusulas do acordo.
