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Artigos

Gustavo Falcón
O Paraguaçu sob ataque
Foto: Acervo pessoal

O Paraguaçu sob ataque

O rio Paraguaçu é o mais longo rio baiano. Ele nasce na cidade de Barra da Estiva e desagua em Salinas das Margaridas após um longo percurso de cerca de 600 km. Irriga plantações, serve de bebedouro para os animais, fonte de renda para pescadores, corta povoados e cidades, incorpora muitos afluentes e em Cachoeira, já próximo a sua foz, majestoso e imponente, se transforma num imenso lago represado na Barragem de Pedra do Cavalo. Dali manda água para abastecer milhares de pessoas, no interior e principalmente na capital do estado.

Multimídia

Alex Santana revela convite de ACM Neto para assumir secretaria

 Alex Santana revela convite de ACM Neto para assumir secretaria
Em entrevista ao Projeto Prisma, com Fernando Duarte, o secretário de Relações Institucionais de Salvador e deputado federal licenciado, Alex Santana (Republicanos), afirmou que a decisão de não disputar a reeleição em 2026 foi motivada exclusivamente por razões pessoais.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

dark horse

Intercept revela tabela de pagamentos de Vorcaro a fundo americano do filme Dark Horse
Foto: Divulgação

O site The Intercept revelou, nesta terça-feira (9), que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro possuía uma tabela com o cronograma de pagamentos a serem realizados ao fundo Havengate Development Fund, que seria responsável pelo financiamento do filme biográfico de Jair Bolsonaro, "Dark Horse". 

 

O documento divulgado pelo site é uma planilha intitulada “Funding Schedule”, enviada em 7 de agosto de 2025 pelo empresário Thiago Miranda a Daniel Vorcaro. O cronograma previa 14 desembolsos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. As duas primeiras parcelas foram de 2 milhões de dólares cada, inicialmente previstas para 20 e 25 de janeiro de 2025, mas efetivamente pagas em 13 de fevereiro e em 24 de março, segundo a planilha.

 

As outras 12 foram fixadas em 1,66 milhão de dólares cada. A primeira delas também foi paga em 24 de março, outras duas em 25 de abril e mais uma em 29 de maio. Ao final do cronograma, o total recebido indica uma soma de 10,6 milhões de dólares. 

 


Foto: Reprodução / The Intercept

 

Na mensagem, o empresário teria escrito, segundo o intercept, “Duas em atraso e está para vencer a terceira agora em agosto”. Miranda recebeu uma resposta curta de Vorcaro: “Segunda fazemos duas”.

 

Ainda de acordo com a reportagem, Vorcaro volta a discutir o tema com o pastor Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro do banqueiro. Mensagens divulgadas apontam que Vorcaro encaminhou o documento a Zettel e deu orientações: "precisa me ajudar controlae isso” e “tem que pagar a segunda e a terceira”.

 


Foto: Reprodução / The Intercept

 

COMPROVANTE DE PAGAMENTO
O Intercept divulgou ainda um comprovante de uma operação financeira que teve como remetente a Entre Investimentos e Participações Ltda. O pagamento . O pagamento teria sido processado por meio do Banco BS2 e destinado a uma conta do Havengate vinculada ao JPMorgan Chase Bank. 

 

Segundo a reportagem, o extrato seria referente a primeira transferência internacional para financiar “Dark Horse”.

 


Foto: Reprodução / The Intercept
 

Mais de 65% dos brasileiros afirmam que Flávio Bolsonaro errou ao pedir dinheiro para Daniel Vorcaro
Foto: Reprodução Redes Sociais

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) errou ao pedir dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa foi a visão da grande maioria dos entrevistados da nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10). 

 

De acordo com a pesquisa, 65% disseram que o candidato a presidente do PL errou ao pedir cerca de R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro para financiar o filme. Já para 17% dos entrevistados pela Genial/Quaest, Flávio Bolsonaro acertou em pedir o financiamento e não viram nada demais na situação. 

 

Em outro questionamento da pesquisa, 60% disseram que, pelo que foi ouvido até aqui, consideraram suspeitas as conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Outros 19% acreditaram que as relações entre o senador e o banqueiro foram “normais”, e 21% não sabem ou não responderam. 

 

A Genial/Quaest também perguntou aos brasileiros se o presidenciável Flávio Bolsonaro poderia estar escondendo algum tipo de envolvimento ilegal no caso do Banco Master. Para 58%, Flávio poderia sim estar escondendo informações e ilegalidades, enquanto 27% negaram que ele estivesse envolvido em algo ilegal. 

 

A percepção de que o senador Flávio Bolsonaro “errou” na sua relação com Vorcaro foi majoritária entre lulistas (76%), esquerdistas não lulistas (87%), independentes (67%) e direitistas não bolsonaristas (53%). Entre os bolsonaristas, houve empate entre quem considerou que o pré-candidato devia ter evitado pedir financiamento e quem não viu nada de mais na negociação: 42%.

 

Outro recorte da pesquisa mostrou que 62% dos entrevistados acreditam que o senador do PL sabia que Vorcaro estava envolvido em corrupção, e mesmo assim pediu dinheiro a ele para o filme. Para outros 26%, Flávio Bolsonaro não sabia que Vorcaro seria corrupto.

 

O instituto Genial/Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. O nível de confiança da pesquisa é de 95%, a pesquisa foi registrada junto à Justiça Federal sob o número BR-07661/2026.
 

Parlamentares pedem que Mendonça inclua financiamento de filme sobre Bolsonaro em inquérito do Banco Master
Fotos: Reprodução / CNJ / Redes Sociais via Instagram @flaviobolsonaro

Parlamentares de esquerda acionaram o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, para solicitar que o financiamento do documentário "Dark Horse", que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, seja investigado no âmbito do inquérito do Banco Master, sob relatoria do ministro. A informação foi originalmente revelada pelo Lauro Jardim, do jornal O Globo.

 

De acordo com a petição apresentada à Corte, há indícios de conexões entre o núcleo econômico-financeiro ligado ao banco e a produção do longa-metragem, que foi financiado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Os parlamentares também apontam suspeitas envolvendo a produtora e a Organização Não Governamental (ONG) associadas ao filme, além de contratos firmados com a Prefeitura de São Paulo.

 

RECURSOS PÚBLICOS 
O documento enviado ao STF cita, como exemplo, uma recente operação realizada pela Polícia Civil de São Paulo que investiga suspeitas de irregularidades no programa municipal "Wi-Fi Livre SP", voltado à instalação de pontos públicos de internet. Entre os alvos dessa apuração em território paulista figuram entidades relacionadas ao documentário "Dark Horse" e a produtora Karina Gama.

 

Outro ponto destacado pelos parlamentares refere-se ao patrocínio de R$ 3,5 milhões concedido pelo município de São Paulo a uma feira gospel. A organização desse evento evangélico também esteve sob a responsabilidade de Karina Gama.

 

Para os autores da petição, as transações financeiras revelam um "eixo comum" e uma possível circulação de verbas públicas e privadas envolvendo o mesmo grupo de pessoas, entidades e estruturas empresariais, o que justificaria a unificação dos casos sob a relatoria do ministro André Mendonça.

 

"A apuração fragmentada pode impedir a compreensão global dos fatos, especialmente quanto à origem, circulação, destino e eventual triangulação de recursos", sustenta trecho da petição à qual o jornal O Globo teve acesso.

 

Os deputados Luciene Cavalcante (Psol) e Carlos Giannazi (Psol), em conjunto com o vereador paulistano Celso Giannazi, solicitaram que o magistrado determine a preservação de todos os documentos, mensagens e registros de comunicação dos envolvidos. Eles também pedem que o STF requisite o envio de inquéritos policiais e processos administrativos em andamento em outros órgãos que versem sobre o tema.


Em outra frente de investigação na Suprema Corte, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste a respeito de um pedido para ampliar o escopo do inquérito que apura a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A manifestação solicitada visa avaliar a inclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro no rol de investigados desse caso.

ONG da produtora de filme de Bolsonaro é alvo de operação por suspeita de desvio de recursos em contrato com a Prefeitura de SP
Foto: Reprodução / Redes sociais

A Polícia Civil de São Paulo realiza, nesta segunda-feira (1°), uma operação contra a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), suspeita de fraude em um contrato com a Prefeitura de São Paulo no valor de R$108 milhões para instalação de wi-fi na cidade. Segundo a investigação, o contrato de R$108 milhões subiu para R$157,1 milhões, com aditivos assinados pela gestão do Prefeito Ricardo Nunes (MDB) e repassados à ONG.

 

O instituto é de propriedade da empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora Go UP Entertainment Ltd, que também produz o filme sobre a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intitulado Dark Horse.

 

A operação da Políca Civil nesta segunda cumpre mandados de busca e apreensão nos endereços ligados à Karina Ferreira da Gama e também na sede da Secretaria Municipal de Tecnologia e Inovação, responsável pelo contrato entre a gestão municipal e a ONG.

 

Informações do G1 apontam que tanto a ONG quanto a empresa do filme funcionam constam juridicamente no mesmo endereço da Avenida Paulista, onde a entidade não está mais instalada oficialmente. As duas sedes mudaram para endereços na rua Hadock Lobo, nos Jardins, sem atualização oficial nos registros estaduais e federais.

 

O inquérito da Polícia Civil apura que pelo menos R$26 milhões total repassados pela Prefeitura foram usados pela ONG sem a devida prestação do serviço à cidade de São Paulo, o que configura possível desvio de recursos públicos. As informações da ocorrência dizem que “as investigações desenvolvidas apontaram possível cenário de grave comprometimento da lisura administrativa e financeira desde a origem da contratação da organização parceira”.

 

A polícia também afirma que os valores de mercado cobrados pela ONG para a prestação do serviço estão acima do valor do mercado e das próprias empresas da Prefeitura de São Paulo. O contrato com a Prefeitura de São Paulo previa a instalação de 5 mil pontos de wi-fi gratuito na periferia até junho de 2025, mas, até a presente data, apenas 3.200 foram instalados. Ao menos três aditivos foram assinados mudando a data de entrega total do serviço. 

 

“Evidenciou-se flagrante discrepância de valores em comparação com os parâmetros de mercado e contratações pretéritas. Enquanto a PRODAM, empresa pública municipal de tecnologia de São Paulo, prestava serviços idênticos pelos custos de R$ 230,00 para implantação por ponto e R$ 306,00 para manutenção mensal por ponto, o acordo firmado com o Instituto Conhecer Brasil estipulou o pagamento fixo mensal de R$ 1.800,00 por ponto de internet instalado, gerando um custo injustificadamente superior para a municipalidade”, declarou o delegado da Polícia Civil, responsável pelo caso.

 

Por meio de nota, a empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda., do empresário André Feldman, relatou que “acompanha com serenidade a investigação atualmente conduzida pelas autoridades competentes e que é mera prestadora de serviços da OSC Instituto Conhecer Brasil”.

 

“Importa registrar que inexistem, até o presente momento, conclusões definitivas aptas a justificar qualquer juízo de responsabilidade em desfavor da empresa a que prestamos serviços técnicos, razão pela qual se impõe a observância dos postulados constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência. A empresa permanece à disposição das autoridades para os esclarecimentos necessários."

VÍDEO: Flávio Bolsonaro publica trailer de "Dark Horse", cinebiografia sobre Jair Bolsonaro
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

O trailer do filme “Dark Horse”, cinebiografia que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teve bastidores divulgados pelo portal Metrópoles e pelo então pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) ainda na terça-feira (19). A publicação do parlamentar ocorreu após o vídeo vazar nas redes sociais.

 

Confira o trailer abaixo:

 

Antes da divulgação na internet, Flávio Bolsonaro já havia exibido a prévia do longa-metragem durante uma reunião fechada com lideranças do Partido Liberal (PL).

 

Em declaração à imprensa, o senador comentou sobre a recepção do material pelos colegas de partido: "Inclusive eu tive a oportunidade de passar um trailer aqui, na sala, para os parlamentares. Acho que gostaram bastante do trailer de dois minutos", revela.

 


A cinebiografia conta com a direção do cineasta norte-americano Cyrus Nowrasteh, conhecido em Hollywood por conduzir dramas de teor político e religioso, a exemplo de "O Apedrejamento de Soraya M." (2008) e "O Jovem Messias" (2016).

 

A estrutura narrativa do filme se inicia a partir do atentado sofrido por Jair Bolsonaro. A prévia editada destaca momentos marcantes da biografia do ex-presidente, incluindo o período de recuperação hospitalar, debates eleitorais e o casamento com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

 

 

Dark Horse: PGR analisa pedido de bloqueio de bilheteria do filme de Bolsonaro bancado por Vorcaro
Foto: Divulgação

O filme 'Dark Horse', que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, está sendo alvo de uma representação enviada à Procuradoria-Geral da República, que pede a abertura de investigação sobre os recursos usados na produção do longa, financiado por parte da fortuna desviada por Daniel Vorcaro.

 

As informações são da coluna de Lauro Jardim, do jornal 'O Globo'.

 

A PGR confirmou o recebimento da representação, que pede para que o órgão adote medidas cautelares para bloquear eventuais receitas de bilheteria do longa no Brasil, e informou que o caso foi encaminhado à Assessoria de Controle Extrajudicial para análise preliminar.

 

A justificativa para o pedido é que o investimento feito no longa pode ter sido de recursos hoje investigados pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal, já que o Banco Master está sendo acusado de cometer uma fraude bilionária.

 

De acordo com a publicação, o argumento central da representação é o de que o aporte feito por Vorcaro no projeto, de R$ 61 milhões, poderia configurar tentativa de ocultação ou circulação de patrimônio em meio às investigações sobre o rombo do banco.

 

No documento, são mencionados ainda as apurações que miram a recuperação de cerca de R$ 50 bilhões atribuídos ao colapso do negócio de Vorcaro, incluindo recursos ligados ao Fundo Garantidor de Créditos e a fundos previdenciários estaduais.

 

Na última terça-feira (19), o longa foi alvo de denúncias de más condições de trabalho durante as gravações realizadas em São Paulo. Ao menos 15 profissionais procuraram o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado de São Paulo (Sated-SP) relatando agressões físicas, assédio moral, atrasos salariais e revistas pessoais consideradas constrangedoras nos bastidores da produção.

 

Já no início da semana, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a abertura de uma investigação sobre o financiamento do longa 'Dark Horse', que conta a história de Jair Bolsonaro, para impedir o lançamento da produção antes das Eleições 2026.

Filme sobre Bolsonaro teve denúncias de agressões, assédio e irregularidades trabalhistas, diz sindicato
Foto: Divulgação

A produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi alvo de denúncias de más condições de trabalho durante as gravações realizadas em São Paulo. Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, ao menos 15 profissionais procuraram o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado de São Paulo (Sated-SP) relatando agressões físicas, assédio moral, atrasos salariais e revistas pessoais consideradas constrangedoras nos bastidores da produção.

 

Ainda de acordo com os relatos, trabalhadores atuavam sem os contratos obrigatórios previstos para o setor audiovisual. O relatório sobre as condições de trabalho foi elaborado pelo sindicato em dezembro do ano passado, mas, segundo a vice-presidente do Sated-SP, Ângela Couto, as pendências seguem sem solução.

 

Ela afirmou que a produtora GOUP Entertainment chegou a firmar um acordo inicial para regularizar a situação e apresentar os contratos dos profissionais envolvidos, mas posteriormente teria recuado.

 

“A Go Up se recusou posteriormente a cumprir o trato inicial”, declarou a dirigente sindical.

 

O caso também passou a ser investigado pelo Ministério Público do Trabalho. A Procuradoria Regional do Trabalho de São Paulo instaurou, em 16 de abril, um inquérito para apurar denúncias de assédio moral e agressões físicas durante as filmagens.

 

Segundo o MPT, a investigação segue em andamento.

 

A vice-presidente do sindicato ainda afirmou que a produtora alegou que parte das contratações havia sido feita por meio de empresas, e não diretamente com pessoas físicas, o que, na avaliação do Sated, pode configurar “pejotização” irregular das relações de trabalho.

 

Uma fonte ouvida reservadamente pela reportagem relatou que havia problemas recorrentes de organização no setor de figuração, com parte dos contratados sem experiência prévia em produções audiovisuais. Em algumas gravações, segundo o relato, mais de 150 figurantes participavam das cenas, em meio a reclamações sobre alimentação, cronograma e logística no set.

 

O filme Dark Horse também esteve no centro de outra polêmica nos últimos dias após reportagens apontarem suposta participação do banqueiro Daniel Vorcaro no financiamento da obra. A produtora e aliados do ex-presidente negaram irregularidades.

Deputado aciona TSE para impedir lançamento de filme sobre Jair Bolsonaro antes das eleições; entenda
Foto: Divulgação

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a abertura de uma investigação sobre o financiamento do longa 'Dark Horse', que conta a história de Jair Bolsonaro, para impedir o lançamento da produção antes das Eleições 2026. As informações são da colunista Malu Gaspar, do jornal 'O Globo'.

 

A movimentação, junto ao grupo Prerrogativas, tem como propósito evitar que o filme funcione como uma "peça de comunicação política" para a campanha de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência do Brasil.

 

O grupo ainda aponta que o filme, que recebeu R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro, pode ser configurado como propaganda eleitoral “dissimulada”, financiada por "recursos milionários de origem suspeita, com indícios de abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação, caixa 2, doação empresarial indireta e lavagem de dinheiro".

 

“O conjunto de fatos revela possível engrenagem de financiamento político paralelo: agentes políticos, banqueiro investigado, estrutura empresarial estrangeira, fundo no exterior, contratos privados, valores milionários, obra de exaltação política e lançamento estratégico no período eleitoral.”

 

Na representação que foi obtida pela coluna de Gaspar, os aliados de Lula traçam um paralelo entre “Dark horse” e um precedente do próprio TSE de 2022, quando a Corte Eleitoral suspendeu a divulgação durante as eleições do documentário “Quem mandou matar Jair Bolsonaro?”, da produtora de vídeos de direita Brasil Paralelo.

 

“A aplicação do precedente ao caso ‘DarkHorse’ é direta. A obra também envolve Jair Bolsonaro, também possui conteúdo de alta relevância política, também se projeta sobre eleição presidencial e também pode ser lançada em momento sensível do calendário eleitoral”, afirma a ação.

Roteiro de cinebiografia de Bolsonaro traz referências ao presidente Lula e a Damares Alves
Foto: Divulgação / GOUP Entertainment

"Dark Horse", cinebiografia que retrata a história política do ex-presidente Jair Bolsonaro, estreia em setembro deste ano, cercada de polêmicas e contando com retratações de personalidades como o presidente Lula e a ex-ministra Damares Alves. O Globo teve acesso a uma versão atualizada do roteiro do longa. Algumas passagens da história chamam a atenção, como a menção de uma enfermeira que seria "adoradora de Lula", além de citar "marxistas drogados".

 

O presidente Lula é mencionado em muitos momentos do roteiro, porém sempre em imagens de arquivo e citado por outros personagens; Lula não aparece como um personagem fixo da obra. Durante a cirurgia que foi realizada em Bolsonaro após o atentado à faca sofrido por ele, o ex-presidente desconfia que uma das enfermeiras que estava atuando no procedimento seja uma "adoradora de Lula" e se desespera.

 

Ainda sobre o atentado, o autor da facada aparece sob o nome ficcional de Aurélio Barba e é associado à militância e grupos de extrema esquerda, dando a entender que a motivação do crime teria sido política, o que foi negado por Adélio Bispo, nome real do agressor. Adélio foi filiado ao PSOL por 7 anos, mas admitiu que suas ações foram "a mando de Deus". No roteiro, Aurélio é associado a grupos marxistas e é membro do grupo "Progressistas da Extrema Esquerda".

 

Outro ponto do longa é a ex-ministra e atual senadora Damares Alves, retratada como uma personagem mística, chamada Dolores, que dá "pílulas mágicas" a Bolsonaro para auxiliar na recuperação e desaparece "como um fantasma".

 

A cinebiografia "Dark Horse" é dirigida por Cyrus Nowrasteh e conta com o ator Jim Caviezel no papel de Jair Bolsonaro. O filme estreia mundialmente no dia 11 de setembro deste ano.

Conversa entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro movimenta as redes e causa forte desgaste ao presidenciável do PL
Foto: Reprodução Redes Sociais

O terremoto que abalou a política brasileira nesta semana, a partir da revelação de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, provocou forte debate nas redes sociais e causou intenso desgaste ao pré-candidato e principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

 

Esse cenário foi revelado em análises da movimentação nas redes feitas por plataformas de monitoramento da atividade dos internautas. Um desses estudos, da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, por exemplo, mostra que desde a última quarta-feira (13), quando veio a público o pedido de dinheiro feito por Flávio Bolsonaro a Vorcaro, esse assunto dominou as redes sociais, somando mais de 14 milhões de interações, entre curtidas, compartilhamentos e comentários nas principais plataformas. 

 

Na rede X, segundo o estudo da Nexus, o pico de menções ao assunto foi registrado no começo da noite da última quarta. Entre as expressões em destaque na nuvem de termos da rede figuram “Lei Rouanet”, “filme sobre Jair Bolsonaro”, “CPI do Banco Master”, “estarei contigo” e “dinheiro público”.

 

Nas redes sociais da Meta, Facebook e Instagram, foram feitas 29 mil menções em português ao tema, com mais de 10,7 milhões de interações. Na nuvem de termos destas plataformas, a expressão “134 milhões” ganha destaque.

 

Em todas as plataformas, o debate se dividiu entre a ironia dos críticos a respeito da origem dos recursos para o filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e a apreensão de apoiadores com o desgaste da imagem do pré-candidato e da própria família Bolsonaro, já que o irmão, Eduardo, também apareceu na história.

 

Outro estudo, realizado pelo sistema Hórus, plataforma de monitoramento em tempo real da AP Exata, revela que o caso do pedido de R$ 134 milhões para o filme “Dark Horse” causou forte desgaste para o senador Flávio Bolsonaro nas redes sociais. Os números da empresa mostram que 64,3% das menções ao senador foram negativas nas redes, o pior índice entre os nomes monitorados e o mais alto desde o início de sua pré-campanha a presidente.

 

O levantamento da AP Exata também aponta queda no índice de confiança associado ao presidenciável do PL, que recuou para 13,7%, uma baixa de 2,8 pontos percentuais em relação ao período anterior ao escândalo. Trata-se do menor patamar entre os pré-candidatos monitorados.

 

Apesar do desgaste, Flávio Bolsonaro liderou novamente o volume de menções nas redes nesta quinta-feira, com 24,7% do total monitorado pela AP Exata.

 

Em seguida aparecem o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 24,3%, e o presidente Lula, com 18%. Renan Santos (Missão) teve 12,6%, enquanto o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), chegou a 9,8%.

 

O crescimento de Zema ocorreu principalmente após críticas públicas feitas por ele ao senador. Antes da crise, o ex-governador mineiro respondia por cerca de 10% das menções. Agora, ampliou sua participação em aproximadamente 14 pontos percentuais ao longo do dia.

 

A maior visibilidade de Zema, entretanto, também trouxe custo reputacional. As menções negativas ao ex-governador subiram 4,1 pontos percentuais após suas declarações sobre Flávio, impulsionadas principalmente por críticas de perfis bolsonaristas.

 

Os dados da AP Exata indicam ainda estabilidade para o presidente Lula. O líder petista manteve os principais indicadores praticamente inalterados, com leve alta de 0,4 ponto percentual em menções positivas e variação semelhante no índice de confiança, sem impacto direto relevante da crise.

 

A análise mostra que o caso envolvendo Flávio Bolsonaro e o dono do Banco Master ainda não se converteu em ganho expressivo para Lula, embora possa abrir espaço futuro para o presidente entre eleitores moderados e indecisos.
 

Na GloboNews, Flávio diz que Vorcaro deu R$ 160 milhões para Luciano Huck e pergunta: "era dinheiro sujo?"
Foto: Reprodução GloboNews

Em entrevista na GloboNews nesta quinta-feira (14), o senador  Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou que haja qualquer irregularidade em sua relação com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Durante a entrevista, o pré-candidato a presidente comparou a repercussão das conversas dele com o dono do Banco Master a investimentos feitos por Vorcaro em outros projetos, além de questionar o tratamento dado ao episódio.

 

"Quando o Daniel Vorcaro, o banco dele, colocou R$ 160 milhões na Globo entre 2025 e 2026, era dinheiro sujo? É dinheiro sujo?”, questionou o senador aos jornalistas da GloboNews que o entrevistavam.

 

Flávio Bolsonaro disse que o dinheiro investido pelo Master na Globo teria sido destinado ao programa do Luciano Huck. O senador perguntou se os jornalistas sabiam da origem do dinheiro do Banco Master.

 

“Vocês sabiam da origem desse dinheiro? Eu acho que não, que vocês agiram de boa-fé, como eu agi de boa-fé”, argumentou o candidato do PL.

 

Segundo o senador, o empresário teria investido esperando retorno financeiro e não em razão de qualquer benefício político.

 

“Ele não estava fazendo favor. Eu era senador de oposição. Eu não tinha absolutamente nada para oferecer em troca”, disse.

 

A entrevista ocorreu um dia após o site The Intercept Brasil divulgar mensagens e áudios em que Flávio Bolsonaro aparece cobrando Daniel Vorcaro por pagamentos em atraso relacionados ao financiamento do filme.
 

"Eu menti", diz Flávio Bolsonaro sobre conversas com Vorcaro; Senador alega que tinha contrato de confidencialidade
Foto: Reprodução GloboNews

Uma cláusula de confidencialidade em um contrato com financiadores do filme “Dark Horse”, que fala sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, teria sido o motivo para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) escondesse sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. O pré-candidato a presidente, em entrevista à Globonews nesta quinta-feira (14), admitiu que mentiu sobre suas conversas com Vorcaro para não quebrar o contrato. 

 

“Eu não falei que era mentira. Tenho contrato de confidencialidade. Estou falando disso agora porque veio à tona, não tem mais como negar”, disse Flávio aos jornalistas da GloboNews. “Eu menti. Eu podia descumprir uma cláusula contratual? Isso gera multa, isso gera exposição dos investidores”, completou o pré-candidato.

 

Segundo o senador, o contato com o banqueiro Daniel Vorcaro era “exclusivamente” para tratar do projeto audiovisual e negou irregularidade na relação.

 

“Se eu falo assim, ‘eu conheço o Vorcaro’, a pergunta seguinte qual ia ser? ‘Qual a sua relação com ele?’ Eu ia ter que falar do filme. Foi só por isso que eu me eximi”, alegou o filho do ex-presidente Bolsonaro.

 

Na entrevista, o pré-candidato não explicou os termos do contrato de confidencialidade e nem com quem foi firmado o acordo. Flávio afirmou que a decisão de mostrar o documento depende dos investidores e do gestor do fundo envolvido.

 

“Tem que falar com o investidor, com o gestor do fundo, para saber se é possível que isso aconteça, até porque é uma relação jurídica nos Estados Unidos”, declarou Flávio Bolsonaro, que disse ainda que os contratos envolviam outros investidores, que também exigiram sigilo.
 

Site diz que Vorcaro topou receber Jair Bolsonaro em sua mansão em Brasília; Flávio afirma que encontro não aconteceu
Foto: Reprodução X

Informação divulgada pelo site Intercept Brasil nesta quinta-feira (14) revela que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, aceitou receber o ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília, em março de 2025, para juntos assistirem a um documentário. Uma troca de conversas extraída do celular do dono do Master mostra o convite. 

 

Segundo o site, o encontro foi organizado um dia após o ex-presidente Jair Bolsonaro ter virado réu por seu envolvimento na tentativa de golpe de estado em 2022. Mensagens indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) sabiam do encontro.

 

Em entrevista à GloboNews, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro confirmou o convite feito para que seu pai fosse assistir a um documentário na casa de Daniel Vorcaro. Flávio, entretanto, disse que o encontro não aconteceu.

 

A reunião era parte do plano para contar com o apoio de Vorcaro para financiar a produção de “Dark Horse”, filme que conta a história de Jair Bolsonaro. Mensagens obtidas pelo Intercept Brasil indicam que Mario Frias pediu para Thiago Miranda, fundador e sócio do Portal Leo Dias, fazer a ponte com Vorcaro. 

 

Segundo os registros, Miranda sugeriu o encontro a Vorcaro por WhatsApp no dia 27 de março do ano passado. Os diálogos não informam o nome do filme, mas, na época, Frias já atuava como produtor de “A Colisão dos Destinos”, um documentário de cerca de 70 minutos sobre a trajetória do ex-presidente, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026.

 

A troca de mensagens entre Miranda e Vorcaro ocorreu um dia depois de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, o STF, ter decidido por unanimidade tornar réus o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados por tentativa de golpe de estado em 2022. Jair foi condenado seis meses depois, em 11 de setembro de 2025, a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado.

 

No registro obtido pelo Intercept, Miranda compartilhou com Vorcaro uma captura de tela de uma conversa com Frias. Nesse print, o deputado federal, que foi secretário de Cultura na gestão de Bolsonaro, afirma que o encontro “vai fazer mta diferença pro PR” – PR é uma sigla que bolsonaristas costumam usar para se referir ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
 

Flávio nega que tenha enviado dinheiro para seu irmão e diz que chamar Vorcaro de "mermão" não significa intimidade
Foto: Reprodução Youtube

Em entrevista à GloboNews nesta quinta-feira (14), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou que valores captados junto ao banqueiro Daniel Vorcaro tivessem sido utilizados para custear despesas do seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos. 

 

O pré-candidato repetiu explicação dada nas redes sociais no dia anterior sobre suas conversas com o dono do Banco Master, reveladas pelo site The Intercept. Flávio colocou que ele apenas estava buscando recursos para financiar a produção do filme “Dark Horse”, baseado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

“Minha participação foi buscar investidores para colocar de pé um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, meu pai, uma pessoa que está passando por uma grande perseguição e foi vítima de uma farsa por meio de uma corte, e é meu sonho fazer com que a história de vida dele, que é emocionante, seja uma homenagem em forma de filme”, disse o senador, reforçando que todos os recursos foram destinados exclusivamente ao filme.

 

A Polícia Federal iniciou uma nova linha de investigação para apurar se o dinheiro solicitado pelo senador Flávio Bolsonaro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro serviu para bancar despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA. A PF quer identificar se o montante negociado com Vorcaro de fato foi destinado para o filme ou se a produção serviu para camuflar o repasse das verbas.

 

Isso porque cerca de US$ 2 milhões teriam sido transferidos para um fundo sediado no Texas denominado Havengate Development Fund LP, que tem como um dos responsáveis legais Paulo Calixto, advogado de Eduardo.

 

Na entrevista, Flávio Bolsonaro explicou que o fundo criado para financiar o filme teve utilização específica. Segundo ele, todos os recursos captados e enviados ao fundo foram utilizados “integralmente” para fazer o filme. 

 

O pré-candidato ainda justificou a aproximação com investidores privados para o projeto cinematográfico. “Fui buscar investimento privado para um filme em homenagem ao meu próprio pai”, declarou.

 

Questionado sobre sua relação com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro negou ter relação próxima com o banqueiro, além das tratativas relacionadas ao filme. “Eu não tenho nenhum contato com Daniel Vorcaro, a não ser para tratar de filme. As conversas mostram isso”, afirmou.

 

Outro questionamento foi feito pela emissora sobre o tom informal das mensagens trocadas com Vorcaro, o senador do PL do Rio de Janeiro disse que expressões como “irmão” e “mermão” fazem parte do vocabulário popular carioca e não indicam proximidade pessoal.

 

“Irmão, mermão, é uma expressão que a gente usa para cumprimentar, até para pedir um coco na praia. É igual guri no Rio Grande do Sul, piá no Paraná, mano em São Paulo. Não tem por que querer empurrar goela abaixo uma intimidade que não tenho”, concluiu o senador.
 

Empresa intermediária de filme sobre Bolsonaro recebeu R$ 159 milhões de fundos investigados, revela PF
Fotos: Reprodução / Agencia Brasil / Dark Horse

Uma empresa responsável por intermediar recursos para o filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, recebeu R$ 159,2 milhões de fundos sob investigação da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (14). Apontam que a Entre Investimentos mobilizou o montante A PF investiga o caso por suspeitas de fraudes bilionárias e lavagem de dinheiro no Banco Master.

 

De acordo com relatórios de inteligência financeira do Coaf, obtidos pela TV Globo e reproduzidos pelo portal G1, a parte expressiva desses recursos tem ligação direta com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que se encontra preso em Brasília. Ele é acusado de chefiar um esquema de fraudes financeiras que pode atingir a cifra de R$ 12 bilhões.

 

O FLUXO FINANCEIRO 
A investigação aponta que a Entre Investimentos teria servido como ponte entre Vorcaro e a produção do filme. Embora o acordo total previsse R$ 124 milhões para a obra, dos quais R$ 61 milhões teriam sido efetivamente pagos pelo dono do Master, a PF ainda apura quanto dos R$ 159,2 milhões recebidos pela intermediária foi destinado à produtora.

 

Os repasses à Entre Investimentos vieram de fontes já monitoradas pela Operação Compliance Zero:

  • Sefer Investimentos: Repassou R$ 139,2 milhões. A empresa é alvo da PF por relações com Vorcaro.
  • Fundo Gold Style: Destinou R$ 20 milhões. O fundo é suspeito de movimentar quase R$ 1 bilhão para empresas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
  • Fundo Dublin: Operou outros R$ 154,2 milhões para a investidora.

 

As novas revelações reforçam o impacto das mensagens e áudios divulgados pelo Intercept Brasil, nos quais o senador Flávio Bolsonaro (PL) cobrava pagamentos de Vorcaro para a conclusão do filme, mesmo ainda recebendo apoio do Jair em sua versão. Em sua defesa pública, o senador sustenta que buscava apenas patrocínio privado.

 

Contudo, a investigação ganha contornos mais graves com o envolvimento da Entrepay (grupo da Entre Investimentos), que teve sua liquidação decretada pelo Banco Central em março de 2023 por irregularidades e comprometimento econômico-financeiro.

Set de gravações de filme sobre Jair Bolsonaro recebe denúncias em sindicato de artistas
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, “Dark Horse”, foi alvo de denúncias e relatos de agressões, atraso e outras situações ao Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo (Sated-SP). 

 

Segundo o jornal O Globo, delegados sindicais forma enviados ao set de gravações pela organização. As denúncias incluem uma agressão com tapas e socos contra um figurante de 21 anos após ser identificado um celular com ele durante a revista para entrar no set, o que não era permitido.

 

Ainda conforme o jornal, a presidente do Sated-SP, Rita Teles, informou que foram oficializadas cerca de 15 denúncias vindas de pessoas de diferentes cargos. Entre as denúncias também havia atrasos no pagamento, fornecimento de comida estragada, cachês abaixo do padrão do setor e, em alguns casos, atores e figurantes forma impedidos de ir ao banheiro. 

 

SOBRE O FILME
Com roteiro de Mario Frias e direção de Cyrus Nowrasteh, o filme “Dark House” (“O Azarão”) sobre a campanha eleitoral de Jair Bolsonaro em 2018, ganhou mais uma atualização. A responsabilidade de dar vida a Bolsonaro nas telonas será do ator norte-americano Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus Cristo no clássico “A Paixão de Cristo” (2004). 

 

O uso indevido da música 'Survivor', do grupo Destiny's Child, do qual Beyoncé fez parte no início da carreira, em um teaser do filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro, dará dor de cabeça ao ex-militar.

 


 

Justiça decide que Katy Perry plagiou 'Dark Horse' de rapper cristão
Foto: Reprodução / Divulgação

Katy Perry foi declarada culpada de plágio em um tribunal de Los Angeles nesta segunda-feira (29). A cantora, seus co-compositores e produtores terão que pagar uma quantia, ainda não determinada, pela música "Dark Horse". A música foi acusada de plágio da faixa "Joyful Noise" do rapper cristão Flame. 

 

O processo foi iniciado, em 2014, pelo rapper e por seus dois colaborados Emanuel Lambert e Chike Ojukwuhis, alegando que "Dark Horse" utiliza a mesma batida. No julgamento, a cantora disse que nunca tinha escutado a música antes. 

 

A gravadora da cantora, Capitol Records, também foi considerada culpada no julgamento, junto à compositora Sarah Hudson, o rapper Juicy J, e os produtores Dr. Luke, Max Martin e Cirkut."Dark Horse" faz parte do repertório do álbum "Prism" e foi indicada ao Grammy por melhor performance de duo. 

 

 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Na era da IA, será Gargamel o último que mostra a verdade nas redes? Tudo bem que não é lá uma verdade muito bonita, mas... Enquanto isso, o Soberano devia parar de focar no cozido de Card e ficar de olho nas chapas que estão montando pra ele por aí. E teve prefeito brilhando também essa semana. É anúncio emocionado de São João, é #tápago com post sobre buraco na rua... Mas o amor mesmo está no Detalhes! Saiba mais!

Pérolas do Dia

João Roma

João Roma

"A lei não pode ter lado político".

 

Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.

Podcast

Deputado Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda

Deputado Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (15). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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