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Artigos

Bruna Santana
Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Este texto nasce de uma inquietação — e também de um dever moral e cívico de falar sobre um tema urgente: a violência política de gênero, antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral de 2026.

Multimídia

Olívia Santana critica indicação de Jorge Messias e defende ministra negra no STF

Olívia Santana critica indicação de Jorge Messias e defende ministra negra no STF
A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) criticou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de indicar novamente o advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita durante entrevista ao Projeto Prisma, com Fernando Duarte

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

caso master

Ciro Nogueira morou em apartamento de Daniel Vorcaro em São Paulo antes de prisão do banqueiro, revela revista 
Fotos: Banco Master / Marcelo Camargo / Agência Brasil

O senador Ciro Nogueira utilizou um apartamento de alto padrão pertencente ao banqueiro Daniel Vorcaro em São Paulo após o fim do relacionamento com Flávia Rosalen. A informação foi divulgada pelo repórter Breno Pires, pela Revista Piauí, com base em mensagens obtidas pela Polícia Federal.

 

Segundo a publicação, em conversa de 2 de novembro de 2025, Ciro pediu para permanecer no imóvel por mais três ou quatro meses. No áudio enviado a Vorcaro, o senador afirmou que havia comprado um apartamento para a ex-companheira e aguardava a conclusão de obras no local para que ela pudesse se mudar e desocupar seu imóvel no Hotel Fasano.

 

“Não quero abusar da tua boa vontade, não”, disse o parlamentar ao banqueiro, segundo a reportagem.

 

Na resposta, Vorcaro questionou se Ciro se referia ao apartamento onde já estava hospedado ou se precisava de outro imóvel. Após o esclarecimento, o banqueiro afirmou que o senador não precisava se preocupar com a situação. “Relaxa com isso”, respondeu.

 

As mensagens integram o material analisado pela Polícia Federal na investigação sobre a relação entre o senador e o empresário. Em decisão que autorizou uma nova fase das apurações, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou haver indícios de um “arranjo funcional e instrumental orientado por benefício mútuo”, extrapolando uma relação de amizade.

 

A reportagem da Piauí também cita outras suspeitas investigadas pela PF, incluindo uma sociedade empresarial entre empresas ligadas aos dois, pagamentos que os investigadores classificam como possíveis mesadas e viagens custeadas pelo banqueiro. A revista afirma que o custo total chegou a R$ 1.849.201, valor apurado pela PF no âmbito das investigações que analisam a proximidade entre o senador e o banqueiro.


Confira conversas:
 


 

 

Ex-governador do Rio, Cláudio Castro é alvo de nova ação da PF por ligação com Master
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro é alvo, nesta terça-feira (26), de uma nova operação da Polícia Federal (PF). A ação que investiga aportes de recursos do estado em fundos ligados ao Banco Master, cumpriou 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF. 

 

Os ofícios judiciais foram expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações do g1, a ação ocorre após o deputado estadual fluminense Flávio Serafini, do PSOL, anunciar a tentativa de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a fim de investigar os investimentos do RJ no Master. 

 

A CPI ainda não foi instalada mas já obteve o mínimo de assinaturas. 
 

STF tem dois votos para manter prisão de pai e primo de ex-banqueiro Daniel Vorcaro
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou neste sábado (23) pela manutenção das prisões de Henrique Vorcaro e Felipe Cançado Vorcaro, pai e primo, respectivamente, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

 

Com o posicionamento de Fux, a Segunda Turma do supremo agora soma dois votos favoráveis à permanência da dupla na prisão. O ministro acompanhou integralmente o parecer do relator do caso na Corte, ministro André Mendonça. As informações foram confirmadas pela CNN Brasil.

 

O ministro Gilmar Mendes apresentou, na sexta-feira (22), um pedido de vista (mais tempo para análise), o que resultou na suspensão do julgamento que ocorre no plenário virtual do Tribunal. Além da manifestação pendente de Gilmar Mendes, resta também o voto do ministro Nunes Marques. O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito e não participará da análise do caso.

 

OS VORCARO
Henrique e Felipe Vorcaro estão custodiados desde o dia 14 de maio, quando foram alvos da sexta fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras e corrupção relacionado ao Banco Master. De acordo com as investigações da Polícia Federal (PF), os dois eram integrantes de estruturas denominadas "A Turma" e "Os meninos", compostas por indivíduos com perfil hacker e voltadas para a prática de ameaças e obtenção ilícita de dados sigilosos.

 

A PF aponta que Henrique Vorcaro ocupava uma posição de relevo como demandante e operador financeiro dos pagamentos da "Turma", sendo acusado de custear o núcleo e de figurar como um dos beneficiários do esquema financeiro. 

 

Já preso em Belo Horizonte, Henrique Vorcaro é o pai de Daniel Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, como um dos beneficiários diretos do filho, que realizava depósitos de recursos em sua conta bancária. A ordem de prisão foi autorizada pelo STF no âmbito da nova fase da Operação Compliance Zero.

VÍDEO: Ciro Nogueira evita defender Flávio Bolsonaro: "'não estou aqui para defender nem acusar'
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O senador Ciro Nogueira (PP) evitou sair em defesa do pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), ao comentar as investigações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro e o chamado "caso Master".  Durante entrevista concedida nesta quinta-feira (21) à TV Clube, afiliada da Rede Globo no Piauí, o parlamentar adotou um tom de distanciamento ao ser questionado sobre seu alinhamento com o colega de Senado.

 

Confira a fala:

 

"Eu não estou aqui para defender nem acusar o senador Flávio. Ele tem que ser investigado, como todos, como eu estou sendo. E, se for inocente, que seja, lógico, reconhecida a sua inocência. Se for culpado, tem que pagar exemplarmente", disse Ciro Nogueira.

 

O senador ressaltou a importância de que a lei seja aplicada de forma igualitária a todos os cidadãos. "Neste país, não pode mais haver ninguém cometendo ilícito que possa ser beneficiado por proteção. Temos que investigar com isenção e, quem for inocente, que seja considerado inocente. E, se for culpado, que pague severamente, de acordo com a lei", completa.

 


ENTENDA O CASO
As investigações do caso Master apuram supostas fraudes financeiras na instituição bancária de mesmo nome. Ciro Nogueira e seu irmão, Raimundo Nogueira, já foram alvos de uma das etapas operacionais da apuração.

 

Recentemente, o senador Flávio Bolsonaro também foi implicado nas investigações após vir a público que o banqueiro Daniel Vorcaro financiou com R$ 61 milhões uma produção cinematográfica biográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Ao ser questionado durante a entrevista se a repercussão do caso poderia esvaziar o apoio político a Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira evitou projeções pessimistas e citou a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como exemplo de reviravolta política no cenário nacional.

Flávio Bolsonaro visitou banqueiro Vorcaro na véspera de ser anunciado como pré-candidato à Presidência
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) realizou uma visita ao banqueiro Daniel Vorcaro, em São Paulo, na véspera de ser anunciado oficialmente como pré-candidato ao Palácio do Planalto. O encontro ocorreu no período entre 29 de novembro e 5 de dezembro de 2025, data em que a postulação do parlamentar foi oficializada.

 

Durante esse intervalo, o senador viajou à capital paulista ao menos três vezes, com todas as passagens custeadas por recursos públicos da cota parlamentar do Senado. Vale lembrar que o próprio Flávio admitiu a visita revelada pelo portal The Intercept Brasil. Essas novas informações foram reveladas pelo jornalista Igor Gadelha em Brasília. 

 

SAIBA O CRONOGRAMA: 

A primeira viagem ocorreu no sábado, 29 de novembro de 2025, mesmo dia em que Vorcaro deixou a prisão para cumprir regime domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica. Na ocasião, Flávio Bolsonaro realizou uma viagem de ida e volta no mesmo dia: desembarcou em São Paulo às 13h30 e retornou a Brasília em um voo que decolou às 21h05. O bilhete aéreo foi emitido em 28 de novembro, data em que a Justiça determinou a soltura do banqueiro.

 

Na tarde de segunda-feira, 1º de dezembro, o parlamentar viajou novamente a São Paulo para participar do podcast Flow, retornando a Brasília na manhã de terça-feira, 2 de dezembro, às 7h15. No mesmo dia, o senador visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontrava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como "Papudinha".

 

O terceiro deslocamento para a capital paulista aconteceu na tarde de quinta-feira, 4 de dezembro. Flávio Bolsonaro permaneceu na cidade até a noite de sexta-feira, 5 de dezembro, após o anúncio de sua pré-candidatura.

 


Fontes próximas a Daniel Vorcaro, ouvidas pelo portal Metrópoles, apontam que a reunião teria ocorrido no fim da tarde de 4 de dezembro, na mansão do banqueiro localizada no bairro nobre dos Jardins. Isso implica um novo encontro, além da visita que ele admitiu para a imprensa para negociar sobre o filme Dark Horse, uma cinebiografia de seu pai.

 

FLÁVIO RESPONDE
Por meio de sua assessoria de imprensa, o senador confirmou que visitou o proprietário do Banco Master naquela semana, mas não especificou o dia exato. Em nota, o parlamentar minimizou a questão: “Todas as explicações sobre esse tema já foram dadas", diz a nota.

 

"O senador Flávio Bolsonaro já falou do encontro com Daniel Vorcaro, que ocorreu para cobrar explicações e dar fim ao vínculo com o filme. Agora, resta apenas aguardar a prestação de contas que será feita para encerrar o assunto.”

 

Em pronunciamento posterior à imprensa, Flávio Bolsonaro reiterou o encontro e justificou o deslocamento em razão das restrições judiciais do banqueiro. De acordo com o senador, o objetivo foi encerrar as negociações de patrocínio para um filme sobre Jair Bolsonaro, afirmando que teria buscado outro investidor previamente caso soubesse da gravidade da situação.


Reveja: 

VÍDEO: Mario Frias agradeceu Daniel Vorcaro pela articulação do filme sobre Jair Bolsonaro
Fotos: Reprodução / Master / Agência Brasil

Uma nova revelação do site The Intercept Brasil mostra em áudio e mensagens de texto que expõem a proximidade entre o deputado federal Mario Frias (PL) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O material indica que o ex-secretário especial de Cultura atuou diretamente na articulação do filme biográfico “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, contrariando declarações recentes do parlamentar que tentavam minimizar a relação com o banqueiro.

 

Na gravação, Frias afirma: “Só te agradecer, meu irmão. Vamos mexer com o coração de muita gente e vai ser muito importante para o nosso país, tá? Preciso de vez em quando te falar como as coisas vão andando, tá?”. Vorcaro respondeu em seguida, informando que estava em uma ligação, e ambos conversaram por voz minutos depois, por cerca de 2 minutos.


Confira o áudio abaixo:

 

A revelação surge em meio ao desdobramento de mensagens secretas publicadas pelo Intercept, que colocam a família Bolsonaro no centro de um escândalo envolvendo o Banco Master de Daniel Vorcaro. Anteriormente, o portal havia revelado que o senador Flávio Bolsonaro (PL) negociou R$ 134 milhões com Vorcaro para o financiamento do longa-metragem.

 

E AS MENSAGENS? 
Segundo as informações do site, ainda no dia 11 de dezembro de 2024, em Brasília, pouco menos de uma hora após o horário previsto para um encontro entre o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, Mario Frias enviou um áudio via WhatsApp ao banqueiro agradecendo pelo apoio ao projeto cinematográfico.

 

A reunião de 11 de dezembro havia sido organizada por Thiago Miranda, fundador e sócio do Portal Leo Dias, na residência de Vorcaro em Brasília, para tratar do financiamento do filme. Registros mostram que Flávio Bolsonaro deixou seu posto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado no horário agendado, retornando trinta minutos depois. O Intercept não confirmou se o encontro ocorreu presencialmente ou de forma remota.

 

O teor das mensagens não bate com a versão pública de Mario Frias. Na semana passada, o deputado afirmou que o banqueiro não havia dado “um único centavo” para a produção. Horas mais tarde, recuou em nova nota, alegando para a imprensa que ocorreu “uma diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento”.

 

Imagem do deputado no legislativo | Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

 

O acompanhamento de Frias no desenvolvimento do filme também incluiu o envio de capturas de tela para Vorcaro. Em 15 de dezembro de 2024, o deputado compartilhou diálogos preliminares com o diretor do filme, Cyrus Nowrasteh. Nas mensagens, o diretor afirmava que consultaria o ator Jim Caviezel sobre o papel principal, sinalizando que o astro questionaria sobre o roteiro e o pagamento.

 

Frias respondeu ao diretor que o ator “será imortalizado por esse papel”. Ao enviar o print à Vorcaro, Frias acrescentou: “Milagres só são possíveis quando a fé [sic]”, “Esse é um desses milagres” e “Vai ser a maior super produção de uma história brasileira”.

 

Em outra interação, no dia 22 de dezembro de 2024, Frias enviou mensagens em tom de fé e de exaltação ao projeto, definindo a biografia como uma “questão de justiça divina” e afirmando que “JB precisa ter sua verdadeira história revelada”. Vorcaro endossou as afirmações, respondendo: “Tenho certeza disso”. Frias concluiu as mensagens dizendo que “2026 é do Brasil” e “Deus te abençoe meu Brother”.

Foragido da 6ª fase da Operação Compliance Zero é preso em Dubai e será deportado ao Brasil
Foto: Reprodução / TV Globo

O suspeito Victor Lima Sedlmaier, um dos alvos da 6ª fase da Operação Compliance Zero, foi preso neste sábado (16) em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, conforme informou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues.

 

De acordo com o G1, Sedlmaier estava foragido desde quinta-feira (14), quando a mais recente etapa da operação foi deflagrada. Ele é investigado por supostamente integrar o grupo “Os Meninos”, descrito pela PF como especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital ilegal, atuando em benefício de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.

 

Segundo a corporação, a prisão foi possível graças a uma cooperação policial via Interpol com as autoridades de Dubai, onde o suspeito foi localizado no aeroporto da cidade. Não foi divulgado se ele chegava ou saía do local. Sedlmaier deve desembarcar ainda neste sábado no Aeroporto de Guarulhos, sendo deportado para o Brasil.

 

O mandado de prisão preventiva foi decretado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master. Na mesma decisão, o ministro apontou que Sedlmaier teria “limpado” o apartamento de David Henrique Alves, apontado como líder do grupo de hackers e que permanece foragido desde quinta, um dia após a deflagração da 3ª fase da operação, quando Vorcaro foi preso.

 

Mendonça escreveu que a conduta “revela atuação imediatamente posterior à fuga ou evasão de David, em contexto objetivamente compatível com a desmobilização do imóvel, retirada de objetos de interesse investigativo e possível supressão de elementos probatórios”.

 

Em depoimento anterior à PF, Sedlmaier afirmou que trabalhava para David Alves desde julho de 2024, realizando serviços como “conserto de computadores, deslocamento de veículo para oficina, colocação de créditos em celular, além do desenvolvimento de software de inteligência artificial”.

 

Outra suspeita levantada pela investigação é o uso de documento falso. No dia 4 de março, durante a 3ª fase da Compliance Zero, a Polícia Rodoviária Federal abordou um carro dirigido por David Alves, que pertencia a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” de Vorcaro e que cometeu suicídio na prisão. No veículo, foi encontrado um documento de identidade em nome de “Marcelo Souza Gonçalves” cuja foto, segundo a PF, era a de Victor Sedlmaier.

 

Ao pedir a prisão, a Polícia Federal afirmou que “esse elemento agrava consideravelmente a imputação em relação a Victor, pois o vincula não apenas ao núcleo hacker, mas também a possível uso de documentação ideologicamente falsa em contexto de fuga, ocultação e suporte à atividade criminosa”.

VÍDEO: Lula evita comentar mensagens entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro: "Eu não vou comentar um caso de polícia"
Foto: Wallison Breno/PR

O presidente Lula (PT) esteve no Polo Petroquímico de Camaçari, onde visitou a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), nesta quinta-feira (14). Durante o discurso, Lula foi questionado sobre o vazamento de mensagens entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso no caso do Banco Master. O presidente se negou a falar sobre o tema.

 

 

“Eu não vou comentar um caso de polícia. Não sou policial, não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia. Tem algum delegado aqui? Não tem. Vá na 1ª Delegacia da Polícia Federal e pergunte como vai ser tratado o caso dele. O meu caso é tratar do povo brasileiro, é tratar da Petrobras e tratar do emprego”, disse.

 

Relembre o caso

 

A fala se refere a uma reportagem publicada pelo site The Intercept Brasil, que revelou a existência de negociações entre Vorcaro e Flávio. Segundo a apuração, o banqueiro se comprometeu a repassar um total de 24 milhões de dólares (cerca de R$ 134 milhões na cotação da época) para financiar a cinebiografia “Dark Horse”, que retrata de modo narrativo a trajetória de Jair Bolsonaro.

 

O banqueiro teria repassado R$ 61 milhões a Flávio, em seis operações realizadas entre os meses de fevereiro e maio de 2025. Em um dos áudios revelados, Flávio cobra parte do pagamento ao banqueiro, alegando temer não conseguir arcar com os custos da produção.

 

“Se você puder me dar um toque, uma posição, porque a gente precisa saber o que faz, porque eu já tenho muita conta pra pagar esse mês e no mês seguinte. Agora que é a reta final, a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos, porque senão a gente perde tudo em contrato, perde ator, perde diretor, perde equipe, perde tudo. Podendo nos dar um toque aí irmão”, completou Flávio.

 

Os registros obtidos incluem um cronograma de desembolso, um comprovante bancário e cobranças relacionadas às parcelas previstas para a produção. A negociação teve como intermediários o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e o deputado federal Mário Frias (PL).

 

Flávio Bolsonaro confirmou o contato e disse que a conversa mostra “um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”. O senador ainda afirmou que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, antes das acusações sobre o caso do Banco Master.

 

“O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, disse.

Bolsonaristas admitem impacto de denúncias e avaliam retomada da candidatura de Michelle Bolsonaro
Fotos: Reprodução / Banco Master / Redes Sociais

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro admitiram para a CNN Brasil o potencial destrutivo das recentes denúncias envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro. Diante do desgaste, o grupo político já cogita retomar o debate sobre o lançamento da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como candidata à Presidência da República.

 

Segundo apuração dos bastidores pelo jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil, o entorno de Flávio Bolsonaro iniciou uma ofensiva para averiguar a extensão da relação entre o senador e o banqueiro. Aliados dentro do Partido Liberal (PL) teriam acionado o círculo próximo de Vorcaro.

 

OPOSIÇÃO REAGE
Questionada ainda pela SBT News, a deputada federal Glesi Hoffman (PT) responde não temer enfrentar Michelle nas eleições de 2026: "independente de quem vai ser, seja Michele, seja Flávio Bolsonaro. Eles estão envolvidos, a gente não. Não podemos deixar a extrema direita voltar a governar esse país", diz.

 

Ainda dentro da Câmara dos Deputados, o deputado Pedro Uczai (PT) informou que o partido já acionou advogados para analisar o caso e tomar medidas judiciais cabíveis. No campo político, disse que a sigla reforça o pedido de instalação de uma CPI para investigar o Banco Master.

Flávio Bolsonaro teria se encontrado com Vorcaro e negociado R$ 134 mi para bancar o filme “Dark Horse”
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Agência Brasil

Registros obtidos pelo site The Intercept Brasil detalham a existência de encontros presenciais em São Paulo e negociações diretas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e integrantes do clã Bolsonaro. A apuração revela que Vorcaro se comprometeu a repassar um total de 24 milhões de dólares (cerca de R$ 134 milhões na cotação da época) para financiar a cinebiografia “Dark Horse”, que retrata de modo narrativo a trajetória de Jair Bolsonaro.

 

A revelação dessas negociações e encontros presenciais contrasta diretamente com as declarações públicas de Flávio Bolsonaro. O senador vinha negando veementemente qualquer conexão de sua família ou da direita brasileira com o Banco Master, chegando a classificar as suspeitas como uma "narrativa falsa" do governo atual.

 

Apoiador ferrenho de uma CPMI no Congresso Nacional para apurar o "Caso Master", as mensagens expõem uma situação duvidosa entre Flávio e o banqueiro. Em várias ocasiões, tanto em suas redes sociais quanto em discursos, o pré-candidato à presidência do Brasil tem acusado seu adversário, o atual presidente Lula, de "ser o master". Veja em vídeo:

 


VALORES ALTOS
De acordo com os documentos, pelo menos 10,6 milhões de dólares (aproximadamente R$ 61 milhões) foram efetivamente pagos em seis operações realizadas entre fevereiro e maio de 2025. O material inclui um cronograma de desembolso e comprovantes bancários que confirmam as transferências para o projeto cinematográfico ligado à família do ex-presidente.

 

As mensagens indicam que as negociações não se restringiram ao campo virtual. Registros de conversas sugerem encontros e uma articulação próxima em São Paulo, onde o Banco Master possui forte atuação.

 

O envolvimento de Daniel Vorcaro foi negociado diretamente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), mas contou com a participação ativa de outros intermediários do núcleo político: o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL) e o deputado federal Mario Frias (PL), ex-secretário de Cultura no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Os diálogos e documentos de Vorcaro revelam laços financeiros profundos, expondo uma relação de proximidade com o banqueiro que, atualmente, é considerado uma figura central em investigações federais. Uma das conversas mais críticas ocorreu em 15 de novembro de 2025, na véspera da primeira prisão de Vorcaro na Operação Compliance Zero.

 


Em março deste ano, ao comentar a doação de R$ 3 milhões feita pelo pastor Fabiano Zettel (cunhado de Vorcaro) à campanha de Jair Bolsonaro, Flávio afirmou à CNN que o repasse ocorreu “sem nenhuma vinculação, sem nenhuma contrapartida, sem nenhum contato pessoal”.

 

Na mesma época, o senador assegurou que a conta do Banco Master estava "longe de chegar perto da direita", declaração agora confrontada pelos registros de cobranças e parcelas da produção do filme.


Ainda em menos de horas da revelação do portal The Intercept Brasil, o deputado e antiga liderança na Câmara dos Deputados Lindbergh Farias (PT) confirma que vai pedir a prisão do então senador Flávio Bolsonaro pelo caso. 

Caso Master: Flávio negociou custeio de filme sobre Bolsonaro com Vorcaro, aponta Intercept
Foto: Pedro Kirilos/Estadão

Preso no caso do Banco Master, o banqueiro Daniel Vorcaro repassou cerca de R$ 61 milhões ao senador Flávio Bolsonaro para a produção do filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os repasses foram feitos em seis operações realizadas entre os meses de fevereiro e maio de 2025. A informação foi revelada pelo site The Intercept Brasil.

 

 

Segundo áudios e documentos obtidos pelo The Intercept, a negociação previa um repasse total de 24 milhões de dólares (na época equivalentes a cerca de R$ 134 milhões) para o projeto. Em um dos áudios revelados, Flávio cobra parte do pagamento ao banqueiro, alegando temer não conseguir arcar com os custos da produção.

 

“Apesar de você ter dado liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando. Mas é porque está em um momento muito decisivo do filme. E como tem muita parcela pra trás, está todo mundo tenso. Eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou pro filme. Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, no Cyrus, os caras animadíssimos lá no cinema americano mundial. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme pode ser elevado a -1”, falou o senador. 

 

“Se você puder me dar um toque, uma posição, porque a gente precisa saber o que faz, porque eu já tenho muita conta pra pagar esse mês e no mês seguinte. Agora que é a reta final, a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos, porque senão a gente perde tudo em contrato, perde ator, perde diretor, perde equipe, perde tudo. Podendo nos dar um toque aí irmão”, completou Flávio.

 

Os registros obtidos incluem um cronograma de desembolso, um comprovante bancário e cobranças relacionadas às parcelas previstas para a produção. A negociação teve como intermediários o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e o deputado federal Mário Frias (PL).

Ex-presidente do BRB é transferido para a Papudinha
Foto: BRB / Divulgação

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como "Papudinha", às 19h45 de sexta-feira (8), segundo informou a PM na manhã deste sábado. As informações são do g1. 

 

A transferência foi permitida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na tarde de sexta. Antes da transferência, Paulo Henrique estava em um presídio do Complexo Penitenciário da Papuda, desde 16 de abril, quando foi preso no âmbito da  Operação Compliance Zero. 

 

"Após os procedimentos administrativos, judiciais e operacionais de praxe, o custodiado foi alocado em uma das celas disponíveis da unidade, as quais são todas classificadas como Sala de Estado Maior. A Corporação reitera que, por questões operacionais e de segurança, busca assegurar a permanência do custodiado em cela exclusiva, observando os padrões de infraestrutura e os protocolos técnicos adotados pelo Núcleo de Custódia da Polícia Militar", disse a PM neste sábado.

 

Paulo Henrique Costa foi preso sob acusação de não seguir práticas de governança e permitir negócios do BRB com o banco Master sem lastro, ou seja, sem garantias que sustentem seu valor.

 

O pedido de transferência para a Papudinha foi feito pela defesa do ex-presidente do BRB. No fim de abril, os advogados informaram ao STF que ele pretendia firmar um acordo de delação premiada e solicitaram a mudança, alegando necessidade de preservação da integridade física e segurança.

 

A Papudinha fica a poucos metros das unidades da Papuda para presos comuns, no Jardim Botânico, e tem capacidade para 60 presos.
 

Diretor-geral da PF nega que nova fase de operação vise pressionar Daniel Vorcaro
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, negou publicamente nesta sexta-feira (8) que a nova fase da Operação Compliance Zero tenha como objetivo pressionar o banqueiro Daniel Vorcaro a ampliar o escopo de sua delação premiada. 

 

Essa declaração foi feita durante a cerimônia de formação de 640 novos agentes na Academia Nacional de Polícia (ANP) em coletiva de imprensa capturada pelo portal Metrópoles. 

 

“Isso não faz parte da estratégia, da investigação, da questão técnica e legal que a Polícia faz. Nós não fazemos nenhuma ação pensando em pressionar para obter outro resultado”, diz Rodrigues ao comentar a fase deflagrada na última quinta-feira (7).


Ao ser questionado sobre uma eventual negativa da instituição em relação ao acordo de colaboração de Vorcaro, o diretor-geral afirmou desconhecer os termos específicos que tramitam sob sigilo, mas ressaltou o rigor do processo. 

 

Segundo o delegado, a delação deve cumprir requisitos técnicos para ser aceita pela PF ou pelo Ministério Público Federal e, posteriormente, homologada pelo Poder Judiciário. “Se não atender esses requisitos, se ela não é validada, o processo segue o seu curso. Isso é um direito do investigado, do réu”, pontuou.

 


Rodrigues evitou detalhar as diligências em virtude do sigilo judicial, embora tenha destacado que trechos da decisão já foram tornados públicos. Ele caracterizou a operação como parte do esforço de combate ao "andar de cima" do crime organizado, afirmando que a PF continuará a análise de provas e o encaminhamento de conclusões ao Judiciário.

 

Na quinta-feira (7), a quinta fase da Compliance Zero cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador e presidente do Partido Progressistas (PP), Ciro Nogueira, e efetuou a prisão de um primo de Daniel Vorcaro.

 

O inquérito, relatado pelo ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF), apura crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos contra o Sistema Financeiro Nacional no contexto do "caso Master".

 

Durante o evento, o diretor-geral também abordou a situação de cerca de 150 policiais federais que estão cedidos a outros órgãos estaduais e federais. Rodrigues informou que a corporação realizará uma avaliação individual para decidir sobre a permanência desses servidores em funções externas.

 

 “Temos colegas que são secretários de segurança pública e cumprem papel importante no combate ao crime organizado. Vamos analisar caso a caso”, conclui o diretor.

Ministro André Mendonça determina uso de tornozeleira eletrônica para irmão de Ciro Nogueira
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou uma série de medidas cautelares contra o presidente nacional do Partido Progressistas, senador do Piauí Ciro Nogueira (PP), e seu irmão, o empresário Raimundo Nogueira Lima. As determinações ocorrem no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga supostos esquemas de corrupção e vantagens indevidas ligados ao "Caso Master".

 

De acordo com a decisão, obtida pelo portal Poder360, o senador Ciro Nogueira está terminantemente proibido de manter contato com os demais investigados no inquérito. Já para seu irmão, Raimundo Nogueira, as restrições são ainda mais severas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de deixar o território nacional.

 

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A decisão de Mendonça detalha que Raimundo Nogueira deve seguir regras rigorosas de monitoramento. Além do uso do equipamento eletrônico, ele está proibido de acessar as sedes e escritórios das empresas investigadas e deve manter uma distância mínima de 50 metros de outros envolvidos no caso.

 

O empresário também teve o seu passaporte retido, ficando impedido de realizar viagens internacionais. Segundo as investigações da Polícia Federal (PF), Raimundo integraria uma estrutura empresarial que teria facilitado o recebimento de vantagens econômicas e patrimoniais em favor do senador. 

 

A PF sustenta que uma empresa administrada por ele adquiriu participação societária com "expressivo deságio", em uma operação avaliada como parte do suposto "propinoduto" investigado.


A investigação apura se Ciro Nogueira exerceu influência parlamentar para beneficiar o grupo econômico do banqueiro Daniel Vorcaro em troca de benefícios pessoais. "Ciro teria exercido atuação parlamentar alinhada aos interesses do grupo empresarial [...] e, paralelamente, recebeu vantagens econômicas e patrimoniais", afirma o relatório da PF enviado ao STF.

 

Entre os benefícios apontados pelos investigadores estão o uso gratuito de imóveis de alto padrão, custeio de viagens e hospedagens de luxo, além do uso de cartões para despesas pessoais e indícios de recebimento de dinheiro em espécie. Em sua resposta, por meio de nota publicada nas redes sociais, o investigado pela Polícia Federal alega ser vítima de perseguição. 

 

Confira a nota do senador:

 

A defesa do senador tem negado irregularidades e, em declarações anteriores, Ciro Nogueira chegou a afirmar que deixaria o Senado caso fosse comprovado qualquer elo ilícito com o Banco Master. O processo continua sob sigilo em relação a detalhes específicos da colheita de provas, mas as medidas restritivas já estão em vigor por determinação da Corte.

Alcolumbre articula com oposição em votações recentes e mira impacto no Caso Master e reeleição ao Senado
Foto: Geraldo Magela / Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem atuado nos bastidores com a oposição nos últimos dias em movimentos que, segundo relatos, buscam enfraquecer o chamado Caso Master e fortalecer sua projeção para uma eventual reeleição ao comando da Casa em 2027.

 

A estratégia teria passado por duas votações recentes consideradas relevantes: a rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada, pelo Congresso Nacional, de vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto conhecido como PL da Dosimetria, que trata das penas aplicadas a condenados pelos atos de 8 de janeiro.

 

De acordo com as informações, a rejeição de Messias convergia com interesses tanto da oposição quanto de Alcolumbre, ao representar um recado político ao governo federal. No caso do presidente do Senado, a movimentação também teria como objetivo atingir o ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF.

 

Mendonça foi apontado como um dos principais articuladores da indicação de Messias, tendo feito contatos diretos com senadores da oposição em busca de apoio à aprovação do nome. A iniciativa seria parte de uma estratégia para ampliar sua base de alinhamento dentro da Corte.

 

Diante desse cenário, aliados avaliam que a articulação para a rejeição da indicação pode ter envolvido também o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), e o ministro do STF Alexandre de Moraes, cujos nomes já foram mencionados no contexto do Caso Master.

 

As informações são do Metrópoles.

STF forma maioria para manter prisão de ex-presidente do BRB
Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta sexta-feira (24) para manter a prisão preventiva do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa. Segundo a CNN Brasil, os votos a favor são dos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. O ministro Dias Toffoli declarou suspeição e não participa da votação. Com isso, resta apenas o voto de Gilmar Mendes.

 

O caso está sendo analisado em plenário virtual, modelo no qual os ministros registram os votos na página on-line do processo sem debaterem entre si. Neste caso,os ministros têm até este sexta (24). 

 

Paulo Henrique Costa foi preso na semana passada após a PF (Polícia Federal) identificar que ele havia recebido de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, seis imóveis de luxo avaliados em cerca de R$ 140 milhões. Os apartamentos teriam sido pagos como propina para que Paulo Henrique buscasse viabilizar a compra de ativos do Banco Master pelo BRB.

 

Além de Costa, a Polícia Federal também prendeu um advogado ligado a Vorcaro, apontado como intermediário nas negociações entre o ex-dirigente do banco, Paulo Henrique e uma corretora de imóveis. Se trata de Daniel Monteiro. A prisão dele também é analisada pela Segunda Turma.

Documentos da Receita Federal mostram pagamentos do Banco Master a empresa de filho de Otto Alencar
Fotos: Divulgação | Reprodução / Câmara dos Deputados

Um levantamento obtido pelo O Globo junto à Receita Federal aprofunda as conexões entre o Banco Master, instituição financeira de Daniel Vorcaro, e figuras influentes da política baiana. Entre os nomes que surgem nos registros de pagamento está o de Otto Alencar Filho, filho do senador Otto Alencar (PSD-BA), um dos principais aliados do PT no estado.

 

Segundo os documentos, a empresa Mollitiam Financeira, da qual Otto Filho é sócio por meio da M&A Participação, recebeu R$ 12 milhões do Banco Master entre 2022 e 2025.

 

Ex-deputado federal e atualmente conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), Otto Alencar Filho afirmou, em nota, que a M&A Participação detém ações em diversas empresas de diferentes setores e que todos os serviços foram devidamente faturados, contabilizados e tiveram os impostos pagos, respeitando a legislação e as boas práticas de mercado. Ele ressaltou ainda que sua empresa não exerce função de administradora de nenhuma das companhias nas quais possui participação acionária.

 

Os documentos da Receita Federal também revelam pagamentos a outros políticos e assessores ligados a diferentes espectros partidários na Bahia, evidenciando uma capilaridade do banco que atravessa governo, Centrão e oposição. Entre os beneficiários está o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), pré-candidato ao governo do estado, cuja empresa de consultoria recebeu R$ 5,4 milhões entre 2023 e 2025.

 

Em nota, ACM Neto disse não poder validar os valores por não ter tido acesso direto aos dados, mas afirmou que a relação com o Master foi firmada em momento em que nenhum dos sócios de sua empresa ocupava cargo público. Ele disse que prestava análise da agenda político-econômica nacional e se colocou à disposição do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da República para esclarecimentos, ao mesmo tempo em que pediu apuração sobre o vazamento de dados fiscais sigilosos.

 

Outro vínculo expressivo identificado na documentação envolve a BN Financeira, empresa cuja sócia Bonnie Toaldo Bonilha é casada com um enteado do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. A empresa recebeu R$ 14 milhões do Banco Master entre 2022 e 2025, sendo R$ 7 milhões apenas no último ano. O contrato foi firmado em 2021.

 

Procurada, a BN Financeira negou qualquer ligação com o senador, afirmou que foi fundada em 2021 e que prestou serviços de prospecção e indicação de operações e convênios de crédito público e privado ao Master entre 2022 e 2025. A empresa destacou que todos os recursos foram recebidos de forma oficial, contabilizados, com emissão de notas fiscais e declaração à Receita Federal, e que não há qualquer investigação ou apuração policial sobre o tema.

 

Os registros incluem ainda pagamentos à Meta Consultoria, empresa do ex-ministro da Cidadania Ronaldo Bento, que atuou no governo Jair Bolsonaro como principal auxiliar do então ministro João Roma — este último pré-candidato ao Senado. Segundo os documentos, a empresa recebeu R$ 6,2 milhões do Banco Master somente em 2025. Bento chegou a ter convocação aprovada pela CPI do Crime Organizado por sua atuação como diretor no Banco Pleno, instituição ligada a Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro no Master.

 

A origem da relação do Banco Master com a Bahia remonta à entrada de Augusto Ferreira Lima no quadro societário da instituição. Empresário preso durante a Operação Compliance Zero, em novembro do ano passado, Lima viu seus negócios dispararem após a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), durante o governo de Rui Costa, atual ministro da Casa Civil de Lula.

 

Na ocasião, Lima adquiriu o Credcesta, um cartão de benefícios inicialmente voltado para servidores públicos da Bahia, cuja operação se expandiu nacionalmente em parceria com o Banco Master. Lima também circula com desenvoltura em Brasília: em janeiro do ano passado, casou-se com Flávia Peres, ex-ministra do governo Bolsonaro, ex-deputada federal e ex-esposa do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.

 

Diante da exposição, interlocutores políticos de ambos os campos na Bahia avaliaram que explorar o caso Master na campanha eleitoral poderia render desgastes tanto a ACM Neto quanto ao grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), apoiado por Jaques Wagner. A avaliação levou os dois grupos adversários a costurar um acordo nos bastidores para que o assunto não seja utilizado como arma política nas eleições.

 

Procurado para comentar o negócio envolvendo a Ebal, o ministro Rui Costa defendeu, em fevereiro, a decisão tomada à época em que era governador, argumentando que a operação de cartão de crédito consignado foi o que viabilizou o negócio.

Ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima aportou R$ 75 milhões em fundo em um único dia, indicam documentos
Foto: Paulo Mocofaya / Agência AL-BA

Documentos financeiros apontam que o empresário Augusto Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master, realizou um aporte de R$ 75,3 milhões em um único dia em um fundo de investimento estruturado.

 

Segundo os registros, publicados pelo Metrópoles neste sábado (28), a movimentação ocorreu em 17 de setembro de 2019, por meio do fundo 918 FI MM CP, classificado como veículo de investimento restrito e gerido pela WNT Gestora. O período coincide com a fase de expansão do Banco Master no mercado de crédito consignado.

 

De acordo com extrato de movimentação de cotistas, o valor integral foi aplicado na mesma data. A WNT Gestora, responsável pela administração do fundo, também é mencionada em investigações por sua proximidade com o grupo ligado a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

 

Atualmente, Augusto Lima figura entre os alvos da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF), que apura um suposto esquema de fraudes bilionárias e pagamento de propinas.

 

A defesa do empresário afirma que todas as movimentações financeiras realizadas por ele são lícitas e devidamente declaradas aos órgãos competentes.

Igreja Lagoinha Belvedere fecha em Belo Horizonte após prisão de pastor ligado ao Caso Master
Foto: Reprodução / Instagram / Globo News

A unidade da igreja Lagoinha Belvedere, localizada na região centro-sul de Belo Horizonte, encerrou as atividades menos de duas semanas após a prisão de Fabiano Zettel, cunhado do empresário Daniel Vorcaro, investigado no âmbito do chamado Caso Master, que apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras.

 

Zettel exercia a função de pastor da unidade e também integrava o quadro de sócios administradores da instituição. De acordo com a própria igreja, ele estava afastado das atividades pastorais desde novembro de 2025.

 

A assessoria de comunicação da Lagoinha confirmou o fechamento da unidade, mas não informou os motivos para a decisão.

Centrão se articula para liberar Vorcaro e evitar delação no caso Master, diz site
Foto: Divulgação/SEAP-SP

Políticos do centrão se mobilizam para tentar garantir a libertação de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, no processo que tramita na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso é o que apontam as informações da jornalista Andréia Sadi, do g1. Nos bastidores, parlamentares temem que, o avanço das investigações, Vorcaro escolha conceder uma delação premiada.

 

Neste caso, Vorcaro seria obrigado a contar o que sabe e poderia mencionar outras pessoas envolvidas, incluindo políticos, em troca de benefícios, como uma eventual redução de pena, em caso de condenação. Ao g1, nesta quinta-feira (12), a defesa do banqueiro negou que ele esteja negociando uma delação.

 

No entanto, grupos no Congresso especulam que se ficar muito tempo preso, Vorcaro decida fazer uma colaboração e revele a extensão dessas relações políticas e financeiras. A tentativa de liberação do banqueiro, por sua vez, passa pela contagem de votos na Segunda Turma. 

 

A Segunda Turma do Supremo começa a julgar nesta sexta-feira (4), se Vorcaro deve ou não continuar preso. Daniel Vorcado foi preso na última quarta-feira (4), por ordem do ministro André Mendonça, que está na relatoria do caso Master após a saída de Dias Toffoli  no processo. Atualmente, o banqueiro está isolado numa cela em um presídio federal de segurança máxima em Brasília.

 

Na votação desta sexta, os ministros vão analisar a decisão de Mendonça, que apontou risco para a ordem pública e as investigações. Informações do g1 apontam que  interlocutores políticos começaram a mapear votos dentro da Segunda Turma e a operar nos bastidores para tentar construir uma maioria favorável à soltura do banqueiro.

 

Na Segunda Turma estão os ministros Gilmar Mendes, Nunes Marques e Luiz Fux, além de Mendonça e Dias Toffoli, este último tendo se declarado, na última quarta-feira (11), suspeito para analisar decisão. Assim, com quatro votos na disputa, a conta do centrão considera um eventual empate, que favoreceria o réu e libertaria Vorcaro. 

 

Como o ministro André Mendonça é o relator e autorizou a prisão, a esperança do grupo recai sobre nos demais ministros.
 

Com caso Master em alta, Bahia já registrou ao menos 17 instituições sob intervenção ou liquidação do BC
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

O escândalo envolvendo o Banco Master levou o Banco Central a atingir, em fevereiro deste ano, o milésimo “regime de resolução” decretado pela instituição desde sua criação, em 1966. O instrumento é utilizado em situações consideradas graves, quando o órgão precisa intervir para evitar riscos ao sistema financeiro.

 

Dados obtidos pela Fiquem Sabendo, agência de dados independente, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) mostram que, ao longo das últimas décadas, instituições sediadas na Bahia também já foram alvo desse tipo de medida.

 

Segundo planilha do Banco Central, ao menos 17 bancos, financeiras, corretoras ou cooperativas com sede no estado foram submetidos a regimes especiais como intervenção, liquidação extrajudicial ou administração temporária. Os casos foram registrados entre 1975 e 2019.

 

Hoje, o BC mantém 14 regimes de resolução ativos no país, a maioria em fase de liquidação extrajudicial, mecanismo que interrompe o funcionamento da instituição e inicia o processo de retirada do mercado.

 

Além disso, o caso Master já resultou na liquidação ou administração temporária de pelo menos nove instituições financeiras, entre elas os bancos Master, Will Bank, Pleno e Letsbank.

 

HISTÓRICO NA BAHIA
Entre os episódios mais conhecidos envolvendo instituições baianas está o do Banco Econômico, que sofreu intervenção do Banco Central em agosto de 1995 e entrou em liquidação extrajudicial. Em 2022, o BTG Pactual concluiu sua aquisição e o Banco Econômico saiu da liquidação e passou a se chamar Banco BESA S.A.

 

Fundado em 1843, em Salvador, o Econômico enfrentou problemas quando a intervenção foi decretada. Ente eles, dificuldades de liquidez, reconhecimento indevido de receitas, concentração de operações de crédito e insuficiência patrimonial.

 

O levantamento do Banco Central também aponta medidas para empresas ligadas ao antigo Banco do Estado da Bahia (Baneb) e outras instituições do sistema financeiro local, incluindo financeiras, corretoras e cooperativas de crédito.

 

Em 1999, o Baneb foi extinto e comprado pelo Bradesco com leilão de privatização. À época, outras privatizações de bancos estaduais foram realizadas, e o governo baiano ficou com os créditos e dívidas da instituição.

 

Também aparecem na lista nomes como:

Baneb Crédito Imobiliário S.A.
Baneb Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento
Baneb Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários
Catedral Corretora de Câmbio e Títulos Mobiliários
JN-Maxi Corretora de Câmbio Ltda.
Cooperativa de Crédito Rural do Vale do Subaé
Cooperativa de Crédito Rural de Itapetinga
Conslar Administração de Consórcios, entre outras.

 

Nos registros do Banco Central, todos os processos já aparecem encerrados, após etapas como liquidação final, falência, incorporação ou regularização da situação.

 

REGIMES DE RESOLUÇÃO
Segundo informações obtidas no site do Bacen, quando uma instituição financeira apresenta grave comprometimento do seu patrimônio ou dificuldade de honrar seus compromissos, o Banco Central (BC) pode determinar aos seus controladores que aportem os recursos necessários, transfiram o controle, reorganizem a sociedade ou adotem medidas de recuperação.

 

Essas ações são também conhecidas como solução de mercado.  Conforme a evolução e gravidade dos problemas, o BC pode intervir diretamente na instituição por meio de um Regime de Resolução: Liquidação extrajudicial, Intervenção ou Regime de Administração Especial Temporária (RAET).

 

Quando um regime de resolução é decretado os controladores perdem o poder de gestão da instituição, que passa a ser administrada por um liquidante, interventor ou conselho diretor, nomeado pelo BC, conforme o tipo do regime.

 

O regime a ser adotado vai de acordo com o problema apresentado pela instituição, o impacto no sistema financeiro e demais situações analisadas caso a caso. Os regimes de resolução são pautados pelo interesse público, pela preservação da estabilidade financeira e pela não interrupção do funcionamento de funções críticas para a economia real.

 

LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL
A liquidação extrajudicial é o regime de insolvência que se destina a interromper o funcionamento da instituição e promover sua retirada do Sistema Financeiro Nacional (SFN). É adotado quando a situação de insolvência é irrecuperável e a interrupção do funcionamento da instituição não compromete a estabilidade financeira. 

 

INTERVENÇÃO
A intervenção é adotada quando se vislumbra alguma possibilidade de recuperação. As atividades são suspensas temporariamente. A intervenção dura até doze meses. Conforme o caso, a intervenção cessará se houver a retomada da normalidade ou, não havendo, pela decretação da liquidação extrajudicial ou da falência. 

 

REGIME DE ADMINISTRAÇÃO ESPECIAL TEMPORÁRIA (RAET)
O RAET não afeta as atividades normais da instituição. É adotado quando a instituição, em razão do seu porte ou complexidade operacional, desempenha funções críticas para a economia real ou a quando a paralisação abrupta do seu funcionamento possa causar riscos à estabilidade financeira.

 

O RAET será encerrado se houver normalização da atividade ou solução de mercado para a instituição. Não havendo solução de mercado, a União pode assumir o seu controle. Havendo possibilidade de adoção de medidas para preservação das funções críticas e da estabilidade financeira, o RAET poderá ser encerrado pela decretação da Liquidação extrajudicial.

Dias Toffoli é sorteado relator de ação no STF que cobra instalação da CPI do Banco Master
Foto: Andressa Anholete/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, foi sorteado nesta quarta-feira (11) como relator de uma ação que cobra a instalação da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. O magistrado já consta no sistema do Supremo como responsável pelo processo. No entanto, quando a ação chegar oficialmente ao seu gabinete, ele poderá se declarar impedido ou suspeito de analisá-la.

 

A ação foi movida pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), ex-governador do Distrito Federal. Integrante da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Rollemberg quer que a comissão parlamentar de inquérito seja criada para investigar possíveis fraudes na negociação da compra do Banco Master pelo Banco de Brasília. O caso tem gerado desgaste para a gestão do atual governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB).

 

De acordo com ata divulgada pelo STF, o processo foi distribuído às 13h53 ao gabinete de Toffoli por livre distribuição entre os ministros da Corte. Apenas o presidente do tribunal, Edson Fachin, fica de fora desse tipo de sorteio, já que o caso trata de um mandado de segurança.

 

Toffoli havia deixado a relatoria de investigações relacionadas ao Banco Master em 12 de fevereiro, após uma crise institucional no Supremo. Ele se afastou do caso depois que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregou pessoalmente a Fachin um documento de cerca de 200 páginas com indícios de possíveis conexões entre o dono do banco, Daniel Vorcaro, e o ministro.

 

Entre os indícios citados no relatório estaria um pagamento de R$ 35 milhões feito por Vorcaro por uma participação no resort Tayaya Resort, empreendimento do qual Toffoli já admitiu ser sócio. As informações são do O Globo.

Polícia Federal alega não ver razões para investigar Moraes por mensagens com Vorcaro
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

A Polícia Federal trata com cautela as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e não vê até o momento nenhum indício de conduta suspeita do magistrado. Segundo informações da Folha de S. Paulo, a corporação não viu indícios nas conversas que demandem uma apuração sobre a relação de Moraes com o ex-banqueiro.

 

A PF encontrou no celular de Vorcaro ligações e troca de mensagens com Moraes, inclusive no dia de sua prisão. A existência desses diálogos foi revelada pelo jornal O Globo. Os horários das trocas coincidem com imagens do bloco de notas do ex-banqueiro no qual estão escritas mensagens que indicam se tratar de um processo para evitar a liquidação do Banco Master. 

 

As imagens do bloco de notas constam em documento enviado pela PF à CPI do INSS. O diálogo entre Moraes e Vorcaro ocorreu por meio de mensagens de visualização única, onde o ex-banqueiro escrevia as mensagens que queria enviar em seu bloco de notas e, depois, encaminhava ao seu remetente como uma imagem que apagava logo após ser vista.

 

Segundo o jornal O Globo, no dia 17, Vorcaro narrou a Moraes negociações para tentar salvar o Master, com referências a tratativas com a financeira Fictor. "Estou tentando antecipar os investidores e tenho chances de conseguir assinar e anunciar ainda hoje uma parte", disse Vorcaro em um dos textos enviados.

 

Moraes nega ter recebido as mensagens e afirma, em nota, que elas foram encaminhadas a outra pessoa. Apesar de os horários da troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes coincidirem com o dos blocos de notas encontrados no celular do ex-banqueiro, um investigador diz não ser possível recuperar as fotos do bloco de notas que teriam sido enviadas pelo WhatsApp. E reitera que, até o momento, não há razão para investigar nem há menção ao ministro Moraes em relatórios da apuração.

 

Neste cenário, o contato com Moraes difere da situação envolvendo o ministro Dias Toffoli. No caso de Toffoli, a PF apresentou, em fevereiro, um documento entregue a Edson Fachin com informações sobre as relações de Toffoli com o Master que apontariam suspeitas de eventuais crimes financeiros.

 

O magistrado não é investigado pela PF, embora as apurações sobre o Master envolvam fundos que foram sócios do resort Tayayá, do qual ele e seus irmãos também eram sócios.

Ministro do STF autoriza transferência de Daniel Vorcaro para a penitenciária federal de Brasília
Foto: Divulgação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, aceitou, nesta quinta-feira (5), o pedido da Polícia Federal (PF) e determinou a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro, principal investigado no caso do Banco Master, para a Penitenciária Federal de Brasília.

 

Atualmente, Daniel Bueno Vorcaro está preso na Penitenciária de Potim, no interior de São Paulo. A PF solicita a imediata transferência de Vorcaro sob alegação de “risco à segurança pública” devido à “capacidade de articulação e influência” de Vorcaro. Além disso, a organização afirma que "há necessidade premente de tutela da integridade física do custodiado".

 

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Mendonça determinou que a PF articule com a direção da penitenciária a transferência, mas a expectativa é de que a logística já seja montada para que a movimentação ocorra nesta sexta-feira (6).

 

Vorcaro chegou nesta quinta à Potim, onde cumpriria inicialmente um período de isolamento de 10 dias, parte de um procedimento padrão na chegada à cadeia.

Indicação de Otto Lobo à CVM perde força e Alcolumbre deve pedir novo nome ao governo; entenda
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A indicação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tornou-se insustentável nos bastidores de Brasília.

 

Segundo a coluna da jornalista Andreza Matais, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou a interlocutores que pretende pedir ao governo o envio de outro nome para a vaga.

 

De acordo com a reportagem, o avanço das investigações envolvendo o Banco Master teria esvaziado o apoio à indicação. Alcolumbre nega ser o padrinho político de Lobo, assim como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que também refuta ter feito a indicação.

 

Passados quase dois meses desde o envio do nome pelo governo, Alcolumbre ainda não encaminhou a indicação à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), etapa necessária para a realização da sabatina antes da votação em plenário.

 

Nesta segunda-feira (2), o Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou um pedido do Ministério Público junto ao órgão que buscava impedir a sabatina, mesmo diante de entendimento da área técnica de que Lobo teria atuado para favorecer interesses do Banco Master.

 

A Corte considerou que não possui prerrogativa para interferir nos trabalhos do Congresso Nacional. Caberá, portanto, aos senadores decidir se aprovam ou rejeitam a indicação feita pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Responsável por regular o mercado de capitais e fundos de investimento, a CVM reconheceu ter identificado movimentações atípicas envolvendo o Banco Master desde 2022, mas não adotou medidas que interrompessem as supostas irregularidades.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Na véspera do São João, tem político brincando com fogo. O problema é que a chance de se queimar na fogueira é alta. No fim das contas, melhor deixar os apelidos por minha conta. Até porque o povo não tá tendo boas ideias nem pra plataforma de campanha. Enquanto isso, o Soberano agradece o livramento. Fez até o Cacique resgatar algo cada vez mais raro na política. E algo que faltou até ao Tente Outra Vez. Mas, no caso dele, talvez eu até entenda... Saiba mais!

Pérolas do Dia

Luiz Inácio Lula da Silva

Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: CanalGovBr

"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".

 

Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF).  O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.

Podcast

Projeto Prisma recebe o deputado federal Alex Santana nesta segunda

Projeto Prisma recebe o deputado federal Alex Santana nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
O deputado federal licenciado Alex Santana (Republicanos) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (8). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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