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A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta sexta-feira (24) para manter a prisão preventiva do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa. Segundo a CNN Brasil, os votos a favor são dos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. O ministro Dias Toffoli declarou suspeição e não participa da votação. Com isso, resta apenas o voto de Gilmar Mendes.
O caso está sendo analisado em plenário virtual, modelo no qual os ministros registram os votos na página on-line do processo sem debaterem entre si. Neste caso,os ministros têm até este sexta (24).
Paulo Henrique Costa foi preso na semana passada após a PF (Polícia Federal) identificar que ele havia recebido de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, seis imóveis de luxo avaliados em cerca de R$ 140 milhões. Os apartamentos teriam sido pagos como propina para que Paulo Henrique buscasse viabilizar a compra de ativos do Banco Master pelo BRB.
Além de Costa, a Polícia Federal também prendeu um advogado ligado a Vorcaro, apontado como intermediário nas negociações entre o ex-dirigente do banco, Paulo Henrique e uma corretora de imóveis. Se trata de Daniel Monteiro. A prisão dele também é analisada pela Segunda Turma.
Um levantamento obtido pelo O Globo junto à Receita Federal aprofunda as conexões entre o Banco Master, instituição financeira de Daniel Vorcaro, e figuras influentes da política baiana. Entre os nomes que surgem nos registros de pagamento está o de Otto Alencar Filho, filho do senador Otto Alencar (PSD-BA), um dos principais aliados do PT no estado.
Segundo os documentos, a empresa Mollitiam Financeira, da qual Otto Filho é sócio por meio da M&A Participação, recebeu R$ 12 milhões do Banco Master entre 2022 e 2025.
Ex-deputado federal e atualmente conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), Otto Alencar Filho afirmou, em nota, que a M&A Participação detém ações em diversas empresas de diferentes setores e que todos os serviços foram devidamente faturados, contabilizados e tiveram os impostos pagos, respeitando a legislação e as boas práticas de mercado. Ele ressaltou ainda que sua empresa não exerce função de administradora de nenhuma das companhias nas quais possui participação acionária.
Os documentos da Receita Federal também revelam pagamentos a outros políticos e assessores ligados a diferentes espectros partidários na Bahia, evidenciando uma capilaridade do banco que atravessa governo, Centrão e oposição. Entre os beneficiários está o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), pré-candidato ao governo do estado, cuja empresa de consultoria recebeu R$ 5,4 milhões entre 2023 e 2025.
Em nota, ACM Neto disse não poder validar os valores por não ter tido acesso direto aos dados, mas afirmou que a relação com o Master foi firmada em momento em que nenhum dos sócios de sua empresa ocupava cargo público. Ele disse que prestava análise da agenda político-econômica nacional e se colocou à disposição do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da República para esclarecimentos, ao mesmo tempo em que pediu apuração sobre o vazamento de dados fiscais sigilosos.
Outro vínculo expressivo identificado na documentação envolve a BN Financeira, empresa cuja sócia Bonnie Toaldo Bonilha é casada com um enteado do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. A empresa recebeu R$ 14 milhões do Banco Master entre 2022 e 2025, sendo R$ 7 milhões apenas no último ano. O contrato foi firmado em 2021.
Procurada, a BN Financeira negou qualquer ligação com o senador, afirmou que foi fundada em 2021 e que prestou serviços de prospecção e indicação de operações e convênios de crédito público e privado ao Master entre 2022 e 2025. A empresa destacou que todos os recursos foram recebidos de forma oficial, contabilizados, com emissão de notas fiscais e declaração à Receita Federal, e que não há qualquer investigação ou apuração policial sobre o tema.
Os registros incluem ainda pagamentos à Meta Consultoria, empresa do ex-ministro da Cidadania Ronaldo Bento, que atuou no governo Jair Bolsonaro como principal auxiliar do então ministro João Roma — este último pré-candidato ao Senado. Segundo os documentos, a empresa recebeu R$ 6,2 milhões do Banco Master somente em 2025. Bento chegou a ter convocação aprovada pela CPI do Crime Organizado por sua atuação como diretor no Banco Pleno, instituição ligada a Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro no Master.
A origem da relação do Banco Master com a Bahia remonta à entrada de Augusto Ferreira Lima no quadro societário da instituição. Empresário preso durante a Operação Compliance Zero, em novembro do ano passado, Lima viu seus negócios dispararem após a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), durante o governo de Rui Costa, atual ministro da Casa Civil de Lula.
Na ocasião, Lima adquiriu o Credcesta, um cartão de benefícios inicialmente voltado para servidores públicos da Bahia, cuja operação se expandiu nacionalmente em parceria com o Banco Master. Lima também circula com desenvoltura em Brasília: em janeiro do ano passado, casou-se com Flávia Peres, ex-ministra do governo Bolsonaro, ex-deputada federal e ex-esposa do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.
Diante da exposição, interlocutores políticos de ambos os campos na Bahia avaliaram que explorar o caso Master na campanha eleitoral poderia render desgastes tanto a ACM Neto quanto ao grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), apoiado por Jaques Wagner. A avaliação levou os dois grupos adversários a costurar um acordo nos bastidores para que o assunto não seja utilizado como arma política nas eleições.
Procurado para comentar o negócio envolvendo a Ebal, o ministro Rui Costa defendeu, em fevereiro, a decisão tomada à época em que era governador, argumentando que a operação de cartão de crédito consignado foi o que viabilizou o negócio.
Documentos financeiros apontam que o empresário Augusto Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master, realizou um aporte de R$ 75,3 milhões em um único dia em um fundo de investimento estruturado.
Segundo os registros, publicados pelo Metrópoles neste sábado (28), a movimentação ocorreu em 17 de setembro de 2019, por meio do fundo 918 FI MM CP, classificado como veículo de investimento restrito e gerido pela WNT Gestora. O período coincide com a fase de expansão do Banco Master no mercado de crédito consignado.
De acordo com extrato de movimentação de cotistas, o valor integral foi aplicado na mesma data. A WNT Gestora, responsável pela administração do fundo, também é mencionada em investigações por sua proximidade com o grupo ligado a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Atualmente, Augusto Lima figura entre os alvos da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF), que apura um suposto esquema de fraudes bilionárias e pagamento de propinas.
A defesa do empresário afirma que todas as movimentações financeiras realizadas por ele são lícitas e devidamente declaradas aos órgãos competentes.
A unidade da igreja Lagoinha Belvedere, localizada na região centro-sul de Belo Horizonte, encerrou as atividades menos de duas semanas após a prisão de Fabiano Zettel, cunhado do empresário Daniel Vorcaro, investigado no âmbito do chamado Caso Master, que apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras.
Zettel exercia a função de pastor da unidade e também integrava o quadro de sócios administradores da instituição. De acordo com a própria igreja, ele estava afastado das atividades pastorais desde novembro de 2025.
A assessoria de comunicação da Lagoinha confirmou o fechamento da unidade, mas não informou os motivos para a decisão.
Políticos do centrão se mobilizam para tentar garantir a libertação de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, no processo que tramita na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso é o que apontam as informações da jornalista Andréia Sadi, do g1. Nos bastidores, parlamentares temem que, o avanço das investigações, Vorcaro escolha conceder uma delação premiada.
Neste caso, Vorcaro seria obrigado a contar o que sabe e poderia mencionar outras pessoas envolvidas, incluindo políticos, em troca de benefícios, como uma eventual redução de pena, em caso de condenação. Ao g1, nesta quinta-feira (12), a defesa do banqueiro negou que ele esteja negociando uma delação.
No entanto, grupos no Congresso especulam que se ficar muito tempo preso, Vorcaro decida fazer uma colaboração e revele a extensão dessas relações políticas e financeiras. A tentativa de liberação do banqueiro, por sua vez, passa pela contagem de votos na Segunda Turma.
A Segunda Turma do Supremo começa a julgar nesta sexta-feira (4), se Vorcaro deve ou não continuar preso. Daniel Vorcado foi preso na última quarta-feira (4), por ordem do ministro André Mendonça, que está na relatoria do caso Master após a saída de Dias Toffoli no processo. Atualmente, o banqueiro está isolado numa cela em um presídio federal de segurança máxima em Brasília.
Na votação desta sexta, os ministros vão analisar a decisão de Mendonça, que apontou risco para a ordem pública e as investigações. Informações do g1 apontam que interlocutores políticos começaram a mapear votos dentro da Segunda Turma e a operar nos bastidores para tentar construir uma maioria favorável à soltura do banqueiro.
Na Segunda Turma estão os ministros Gilmar Mendes, Nunes Marques e Luiz Fux, além de Mendonça e Dias Toffoli, este último tendo se declarado, na última quarta-feira (11), suspeito para analisar decisão. Assim, com quatro votos na disputa, a conta do centrão considera um eventual empate, que favoreceria o réu e libertaria Vorcaro.
Como o ministro André Mendonça é o relator e autorizou a prisão, a esperança do grupo recai sobre nos demais ministros.
O escândalo envolvendo o Banco Master levou o Banco Central a atingir, em fevereiro deste ano, o milésimo “regime de resolução” decretado pela instituição desde sua criação, em 1966. O instrumento é utilizado em situações consideradas graves, quando o órgão precisa intervir para evitar riscos ao sistema financeiro.
Dados obtidos pela Fiquem Sabendo, agência de dados independente, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) mostram que, ao longo das últimas décadas, instituições sediadas na Bahia também já foram alvo desse tipo de medida.
Segundo planilha do Banco Central, ao menos 17 bancos, financeiras, corretoras ou cooperativas com sede no estado foram submetidos a regimes especiais como intervenção, liquidação extrajudicial ou administração temporária. Os casos foram registrados entre 1975 e 2019.
Hoje, o BC mantém 14 regimes de resolução ativos no país, a maioria em fase de liquidação extrajudicial, mecanismo que interrompe o funcionamento da instituição e inicia o processo de retirada do mercado.
Além disso, o caso Master já resultou na liquidação ou administração temporária de pelo menos nove instituições financeiras, entre elas os bancos Master, Will Bank, Pleno e Letsbank.
HISTÓRICO NA BAHIA
Entre os episódios mais conhecidos envolvendo instituições baianas está o do Banco Econômico, que sofreu intervenção do Banco Central em agosto de 1995 e entrou em liquidação extrajudicial. Em 2022, o BTG Pactual concluiu sua aquisição e o Banco Econômico saiu da liquidação e passou a se chamar Banco BESA S.A.
Fundado em 1843, em Salvador, o Econômico enfrentou problemas quando a intervenção foi decretada. Ente eles, dificuldades de liquidez, reconhecimento indevido de receitas, concentração de operações de crédito e insuficiência patrimonial.
O levantamento do Banco Central também aponta medidas para empresas ligadas ao antigo Banco do Estado da Bahia (Baneb) e outras instituições do sistema financeiro local, incluindo financeiras, corretoras e cooperativas de crédito.
Em 1999, o Baneb foi extinto e comprado pelo Bradesco com leilão de privatização. À época, outras privatizações de bancos estaduais foram realizadas, e o governo baiano ficou com os créditos e dívidas da instituição.
Também aparecem na lista nomes como:
Baneb Crédito Imobiliário S.A.
Baneb Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento
Baneb Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários
Catedral Corretora de Câmbio e Títulos Mobiliários
JN-Maxi Corretora de Câmbio Ltda.
Cooperativa de Crédito Rural do Vale do Subaé
Cooperativa de Crédito Rural de Itapetinga
Conslar Administração de Consórcios, entre outras.
Nos registros do Banco Central, todos os processos já aparecem encerrados, após etapas como liquidação final, falência, incorporação ou regularização da situação.
REGIMES DE RESOLUÇÃO
Segundo informações obtidas no site do Bacen, quando uma instituição financeira apresenta grave comprometimento do seu patrimônio ou dificuldade de honrar seus compromissos, o Banco Central (BC) pode determinar aos seus controladores que aportem os recursos necessários, transfiram o controle, reorganizem a sociedade ou adotem medidas de recuperação.
Essas ações são também conhecidas como solução de mercado. Conforme a evolução e gravidade dos problemas, o BC pode intervir diretamente na instituição por meio de um Regime de Resolução: Liquidação extrajudicial, Intervenção ou Regime de Administração Especial Temporária (RAET).
Quando um regime de resolução é decretado os controladores perdem o poder de gestão da instituição, que passa a ser administrada por um liquidante, interventor ou conselho diretor, nomeado pelo BC, conforme o tipo do regime.
O regime a ser adotado vai de acordo com o problema apresentado pela instituição, o impacto no sistema financeiro e demais situações analisadas caso a caso. Os regimes de resolução são pautados pelo interesse público, pela preservação da estabilidade financeira e pela não interrupção do funcionamento de funções críticas para a economia real.
LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL
A liquidação extrajudicial é o regime de insolvência que se destina a interromper o funcionamento da instituição e promover sua retirada do Sistema Financeiro Nacional (SFN). É adotado quando a situação de insolvência é irrecuperável e a interrupção do funcionamento da instituição não compromete a estabilidade financeira.
INTERVENÇÃO
A intervenção é adotada quando se vislumbra alguma possibilidade de recuperação. As atividades são suspensas temporariamente. A intervenção dura até doze meses. Conforme o caso, a intervenção cessará se houver a retomada da normalidade ou, não havendo, pela decretação da liquidação extrajudicial ou da falência.
REGIME DE ADMINISTRAÇÃO ESPECIAL TEMPORÁRIA (RAET)
O RAET não afeta as atividades normais da instituição. É adotado quando a instituição, em razão do seu porte ou complexidade operacional, desempenha funções críticas para a economia real ou a quando a paralisação abrupta do seu funcionamento possa causar riscos à estabilidade financeira.
O RAET será encerrado se houver normalização da atividade ou solução de mercado para a instituição. Não havendo solução de mercado, a União pode assumir o seu controle. Havendo possibilidade de adoção de medidas para preservação das funções críticas e da estabilidade financeira, o RAET poderá ser encerrado pela decretação da Liquidação extrajudicial.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, foi sorteado nesta quarta-feira (11) como relator de uma ação que cobra a instalação da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. O magistrado já consta no sistema do Supremo como responsável pelo processo. No entanto, quando a ação chegar oficialmente ao seu gabinete, ele poderá se declarar impedido ou suspeito de analisá-la.
A ação foi movida pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), ex-governador do Distrito Federal. Integrante da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Rollemberg quer que a comissão parlamentar de inquérito seja criada para investigar possíveis fraudes na negociação da compra do Banco Master pelo Banco de Brasília. O caso tem gerado desgaste para a gestão do atual governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB).
De acordo com ata divulgada pelo STF, o processo foi distribuído às 13h53 ao gabinete de Toffoli por livre distribuição entre os ministros da Corte. Apenas o presidente do tribunal, Edson Fachin, fica de fora desse tipo de sorteio, já que o caso trata de um mandado de segurança.
Toffoli havia deixado a relatoria de investigações relacionadas ao Banco Master em 12 de fevereiro, após uma crise institucional no Supremo. Ele se afastou do caso depois que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregou pessoalmente a Fachin um documento de cerca de 200 páginas com indícios de possíveis conexões entre o dono do banco, Daniel Vorcaro, e o ministro.
Entre os indícios citados no relatório estaria um pagamento de R$ 35 milhões feito por Vorcaro por uma participação no resort Tayaya Resort, empreendimento do qual Toffoli já admitiu ser sócio. As informações são do O Globo.
A Polícia Federal trata com cautela as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e não vê até o momento nenhum indício de conduta suspeita do magistrado. Segundo informações da Folha de S. Paulo, a corporação não viu indícios nas conversas que demandem uma apuração sobre a relação de Moraes com o ex-banqueiro.
A PF encontrou no celular de Vorcaro ligações e troca de mensagens com Moraes, inclusive no dia de sua prisão. A existência desses diálogos foi revelada pelo jornal O Globo. Os horários das trocas coincidem com imagens do bloco de notas do ex-banqueiro no qual estão escritas mensagens que indicam se tratar de um processo para evitar a liquidação do Banco Master.
As imagens do bloco de notas constam em documento enviado pela PF à CPI do INSS. O diálogo entre Moraes e Vorcaro ocorreu por meio de mensagens de visualização única, onde o ex-banqueiro escrevia as mensagens que queria enviar em seu bloco de notas e, depois, encaminhava ao seu remetente como uma imagem que apagava logo após ser vista.
Segundo o jornal O Globo, no dia 17, Vorcaro narrou a Moraes negociações para tentar salvar o Master, com referências a tratativas com a financeira Fictor. "Estou tentando antecipar os investidores e tenho chances de conseguir assinar e anunciar ainda hoje uma parte", disse Vorcaro em um dos textos enviados.
Moraes nega ter recebido as mensagens e afirma, em nota, que elas foram encaminhadas a outra pessoa. Apesar de os horários da troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes coincidirem com o dos blocos de notas encontrados no celular do ex-banqueiro, um investigador diz não ser possível recuperar as fotos do bloco de notas que teriam sido enviadas pelo WhatsApp. E reitera que, até o momento, não há razão para investigar nem há menção ao ministro Moraes em relatórios da apuração.
Neste cenário, o contato com Moraes difere da situação envolvendo o ministro Dias Toffoli. No caso de Toffoli, a PF apresentou, em fevereiro, um documento entregue a Edson Fachin com informações sobre as relações de Toffoli com o Master que apontariam suspeitas de eventuais crimes financeiros.
O magistrado não é investigado pela PF, embora as apurações sobre o Master envolvam fundos que foram sócios do resort Tayayá, do qual ele e seus irmãos também eram sócios.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, aceitou, nesta quinta-feira (5), o pedido da Polícia Federal (PF) e determinou a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro, principal investigado no caso do Banco Master, para a Penitenciária Federal de Brasília.
Atualmente, Daniel Bueno Vorcaro está preso na Penitenciária de Potim, no interior de São Paulo. A PF solicita a imediata transferência de Vorcaro sob alegação de “risco à segurança pública” devido à “capacidade de articulação e influência” de Vorcaro. Além disso, a organização afirma que "há necessidade premente de tutela da integridade física do custodiado".
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Mendonça determinou que a PF articule com a direção da penitenciária a transferência, mas a expectativa é de que a logística já seja montada para que a movimentação ocorra nesta sexta-feira (6).
Vorcaro chegou nesta quinta à Potim, onde cumpriria inicialmente um período de isolamento de 10 dias, parte de um procedimento padrão na chegada à cadeia.
A indicação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tornou-se insustentável nos bastidores de Brasília.
Segundo a coluna da jornalista Andreza Matais, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou a interlocutores que pretende pedir ao governo o envio de outro nome para a vaga.
De acordo com a reportagem, o avanço das investigações envolvendo o Banco Master teria esvaziado o apoio à indicação. Alcolumbre nega ser o padrinho político de Lobo, assim como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que também refuta ter feito a indicação.
Passados quase dois meses desde o envio do nome pelo governo, Alcolumbre ainda não encaminhou a indicação à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), etapa necessária para a realização da sabatina antes da votação em plenário.
Nesta segunda-feira (2), o Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou um pedido do Ministério Público junto ao órgão que buscava impedir a sabatina, mesmo diante de entendimento da área técnica de que Lobo teria atuado para favorecer interesses do Banco Master.
A Corte considerou que não possui prerrogativa para interferir nos trabalhos do Congresso Nacional. Caberá, portanto, aos senadores decidir se aprovam ou rejeitam a indicação feita pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Responsável por regular o mercado de capitais e fundos de investimento, a CVM reconheceu ter identificado movimentações atípicas envolvendo o Banco Master desde 2022, mas não adotou medidas que interrompessem as supostas irregularidades.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"É possível. Cabe lembrar que a eleição foi muito antecipada esse ano. O prazo de 4 de abril, no qual nós já manifestamos e anunciamos uma chapa de pré-candidatos, na verdade era um período crucial para a filiação dos partidários. Mas a definição formal, burocrática, se dá no final de julho, quando se encerram as convenções partidárias".
Disse o ex-ministro da Cidadania, João Roma (PL), apontou a possibilidade do pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União), anunciar apoio e participar de palanque de candidatos que possam derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da presidência da República.