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Artigos

Walter Viterbo da Silva Neto
Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência
Foto: Acervo pessoal

Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência

O desafio pode fazer bem. O risco está na pressão sem recuperação — e isso vale para qualquer pessoa que trabalhe sob grande exigência depois dos 80.

Multimídia

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

bolsonaro

Supremo Tribunal Federal articula revisão de pena para o ex-presidente Jair Bolsonaro
Foto: Marcos Corrêa/PR

Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) tem defendido a redução de pena do ex-presidente da República Jair Bolsonaro. De acordo com a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, os magistrados esperam que Alexandre de Moraes paute a ação que prevê a revisão da pena no plenário da Corte.

 

Especialistas especulam que a ação, que pode analisar a constitucionalidade da pena, reduziria o tempo de prisão de Bolsonaro em regime fechado de sete anos para 2 anos e 3 meses. Como o ex-presidente foi preso em 22 de novembro de 2025, e já cumpriu quase um ano da pena em regime fechado, ele poderia ser libertado no fim de 2027 ou início de 2028.

 

Os juízes ouvidos pela coluna de Bergamo explicam que a iniciativa do STF serviria para diminuir a tensão com o Senado, que, a partir do próximo ano, terá 28 senadores do PL e mais 22 divididos em outros partidos pró-impeachment de ministros do Supremo, como União Brasil, Republicanos, PP, Novo, Missão e Podemos.

 

As novas regras de cumprimento da pena definiriam o fim da prisão de Bolsonaro em regime fechado ao mesmo tempo que ajudaria a esvaziar propostas que preveem anistia para os crimes que ele cometeu.

 

A Lei da Dosimetria foi aprovada em dezembro de 2025 pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, com aval do próprio STF. Contudo, foi suspensa, ainda em maio, após a derrubada do veto de Lula, sob o argumento de que o plenário da Suprema Corte deveria julgar o mérito das ações de inconstitucionalidade que questionam a nova norma antes que ela de fato passasse a ser considerada para a redução das penas.

Jato que transportou Flávio Bolsonaro aos EUA teria sido articulado por integrante da Casa Branca, diz The New York Times
Fotos: Reprodução / CNN / Google Street View

O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na eleição presidencial do último domingo (25), teria contado com apoio de integrantes do governo de Donald Trump para viajar aos Estados Unidos. Segundo informações publicadas pelo The New York Times, a aeronave particular utilizada pelo parlamentar e seus familiares foi organizada por Jason Miller, integrante da equipe de comunicação da Casa Branca.

 

De acordo com o jornal americano, Flávio deixou a Argentina na noite de terça-feira (27), fez uma parada no Equador para reabastecer e, posteriormente, seguiu para Miami, na Flórida.

 

A viagem teria sido planejada após o senador receber a informação de que deveria entregar seus passaportes. A determinação foi estabelecida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como medida cautelar. Conforme a publicação, Eduardo Bolsonaro entrou em contato com Miller depois que o irmão foi notificado sobre a entrega dos documentos.

 

Uma fonte do governo americano ouvida pelo The New York Times afirmou que Flávio deverá solicitar residência permanente nos Estados Unidos, por meio do chamado green card. O mesmo interlocutor indicou que o processo poderia tramitar rapidamente, seguindo procedimento semelhante ao concedido a Eduardo Bolsonaro.

Kassio Nunes Marques diz que eleição transcorreu com normalidade e que questionamentos serão analisados pelo TSE
Foto: Luiz Roberto/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou nesta quarta-feira (28) que as eleições de 2026 “transcorreram dentro da mais absoluta normalidade” e que a Justiça Eleitoral entregou um pleito seguro. 

 

Em nota, o ministro reconheceu que houve instabilidade na reta final da votação, mas disse que as medidas adotadas pelo tribunal permitiram concluir a apuração. Ele também informou que todos os questionamentos apresentados dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos.

 

Kassio não detalhou que instabilidade foi essa nem quais questionamentos chegaram ao tribunal. No texto, o ministro destacou o compromisso da Justiça Eleitoral com “a vontade soberana do eleitorado” e classificou a disputa como “as eleições mais inclusivas da história da República brasileira”.

 

Leia a íntegra da nota:

“Ressalto o compromisso de toda a Justiça Eleitoral com a vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes.
No último domingo (25), foram realizadas as eleições mais inclusivas da história da República brasileira. Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e à competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança.
Informo que todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos.
Com empenho de servidores públicos de todo o país, dos mesários, das forças de segurança e dos demais atores envolvidos, as Eleições 2026 transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais.
Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral”

VÍDEO:‘A gente falhou’: Carlos Bolsonaro relata conversa com o pai após derrota do irmão
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

Carlos Bolsonaro (PL), segundo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou um vídeo nas redes sociais após visitar a casa do pai, em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar. A gravação foi divulgada nesta quarta-feira (28) três dias após a derrota do filho mais velho de Jair, Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de 2026. 

 

Na gravação, publicada nas redes sociais, ele conta que passou cerca de duas horas conversando com o pai, e confessa que se emocionou durante o encontro.

 

"Em determinado momento, eu me emocionei na frente dele e falei: 'desculpa, pai, a gente falhou'", diz em referência à derrota do irmão.

 

Diante da emoção, o senador declara que ouviu uma resposta de incentivo do pai: 

 

"Negativo, levanta a cabeça, vamos embora. Muita coisa para fazer pelo Brasil ainda".

 

Na gravação, Carlos não mencionou a fuga de Flávio para os Estados Unidos, que aconteceu nesta terça-feira (27). 

 

O vídeo já acumula 1 milhão de curtidas em seu Instagram e milhares de comentários dos apoiadores e políticos.

 

CONFIRA:

Flávio Bolsonaro entrega passaportes à PF por ordem de Moraes
Foto: Divulgação

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (26) que entregou seus passaportes à Polícia Federal (PF) por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Derrotado no segundo turno da eleição presidencial no domingo (25), Flávio também anunciou que pretende pedir a cassação da chapa do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Segundo o senador, a entrega ocorreu na rua, quando ele foi visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Hoje, tive que entregar meus passaportes por decisão do Alexandre de Moraes. Isso aconteceu no meio da rua, quando fui visitar meu pai”, declarou.

 

Flávio disse que a ordem teve como base uma declaração do irmão, Eduardo Bolsonaro, mas não informou o que Eduardo disse nem os fundamentos jurídicos da decisão. A entrega do passaporte é uma medida usada pela Justiça para impedir que um investigado deixe o país.

 

O senador questionou se teria sido alvo da mesma medida caso tivesse vencido a eleição e negou que pretenda sair do Brasil. “Isso aconteceria se eu tivesse ganhado a eleição? Nunca pensei em sair do país”, afirmou.

Caetano Veloso entra com ação contra influenciadora bolsonarista após vídeo sobre Lei Rouanet
Foto: Instagram

O cantor Caetano Veloso, de 84 anos, entrou com uma ação contra a influenciadora digital bolsonarista Carla de Castro, mãe da deputada federal eleita Julia de Castro, após o compartilhamento de um vídeo nas redes sociais em que assumia que o baiano era sustentado pela Lei Rouanet.

 

De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo', o veterano pede R$ 30 mil na ação. No vídeo postado por Carla, ela afirma que a população trabalha “se ferrando todos os dias” para manter o padrão de vida de artistas beneficiados pela Lei Rouanet, e cita diretamente Caetano.

 

A gravação acusava de ter adquirido uma cobertura de R$ 70 milhões com recursos da Lei Rouanet. O vídeo foi removido após a abertura da ação. No processo, Caetano diz não ser dono da cobertura citada e jamais ter utilizado a Lei Rouanet em benefício próprio.

Flávio Bolsonaro toma a liderança com 50,01% dos votos válidos
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) assumiu a liderança na disputa presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 50,01% dos votos válidos, o equivalente a 8.526.760 votos. Lula aparece logo atrás, com 49,99%, somando 8.522.839 votos, segundo dados da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualizados às 19h44 deste domingo (25).

 

Até o momento, 13,65% das seções eleitorais foram totalizadas. A diferença entre os dois candidatos é de 3.921 votos, equivalente a 0,02 ponto percentual.A apuração segue em andamento, e o resultado pode mudar à medida que novas urnas forem totalizadas.

Eleições 2026: Veja os resultados dos países que já encerraram a votação
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os resultados de boletins de urna no exterior divulgados até as 8h00 deste domingo (25) mostram o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente com 65,8% dos votos totais, contra 29,3% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno da eleição presidencial.

 

Ao todo, 918 mil brasileiros que vivem fora do país estão aptos a votar neste ano, distribuídos por 186 cidades de 134 países, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

 

A diferença de fuso horário entre os países permite que os primeiros votos sejam registrados antes mesmo da abertura das seções eleitorais em território brasileiro.

 

No Brasil, a votação começa às 8h deste domingo, pelo horário oficial. A votação no exterior ocorre, em geral, das 8h às 17h no horário local, o que faz com que o processo eleitoral dure, ao todo, 29 horas — começando no sábado às 16h na Nova Zelândia e terminando com o Canadá às 21h de domingo.

 

Depois da Nova Zelândia, as urnas abriram na Austrália e países da Ásia na noite de sábado. Na madrugada e manhã de domingo, brasileiros que vivem na Europa começam a votar.

 

Veja onde cada candidato tem vantagem ao redor do mundo:

 

FLÁVIO BOLSONARO (PL)

  • Japão (80,08%), com 28.538 votos contra 7.098 de Lula (19,92%)
  • Filipinas (59%), com 39 votos contra 27 de Lula (40,91%)
  • Taiwan (58%), com 130 votos contra 94 de Lula (41,9%)
  • Malásia (51,76%), com 44 votos contra 51 de Lula (57,24%)
  • Hong Kong (51,15%) com 133 votos contra 127 de Lula (48,85%)
  • Tailândia (51,72%) com 60 votos contra 56 de Lula (48,28%)
  • Indonésia (60,53%) com 23 votos contra 15 de Lula (39,47%)

 

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA (PT)

  • Nova Zelândia (80,5%) com 418 votos contra 101 de Flávio (19,5%)
  • Austrália (64,5%) com 6.017 votos contra 3.465 de Flávio (36,5%)
  • China (73,7%) com 375 votos contra 134 de Flávio (26,3%)
  • Coreia do Sul (64,35%), com 148 votos contra 82 de Flávio (35,65%)
  • Singapura (63,78%) com 213 votos contra 121 de Flávio (36,22%)

 

 

Eleitores vão às urnas hoje para escolher o presidente do país
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Os brasileiros vão às urnas neste domingo (25) para escolher o presidente da República. Cerca de 158,7 milhões de eleitores estão aptos a votar, segundo a Justiça Eleitoral.

 

A votação começa às 8h e termina às 17h (horário de Brasília).

 

Em cinco estados e no Distrito Federal, os eleitores irão também escolher governador. Nos outros locais, onde o governador já foi eleito no primeiro turno, será preciso apenas escolher o presidente.

 

ORDEM DE VOTAÇÃO

O segundo turno para escolha de governador ocorrerá nas seguintes unidades da Federação:

  • Acre 
  • Amazonas 
  • Distrito Federal 
  • Espírito Santo
  • Rio Grande do Norte  
  • Tocantins

 

Nesses locais, a ordem de votação na urna eletrônica será:

1 - Governador: digitar os dois números do candidato e confirmar

2 - Presidente da República: digitar os dois números do candidato e confirmar

 

Nos demais estados, a votação será assim: 

1 - Presidente da República: digitar os dois números do candidato e confirmar

 

RECOMENDAÇÕES

  • Eleitor deve consultar antecipadamente o local de votação, verificar a situação eleitoral e, se desejar, baixar o aplicativo e-Título.
  • Leve os números dos candidatos anotados em um papel, a chamada colinha.
  • Uso de telefone celular na cabine é proibido. O aparelho deve ser entregue aos mesários antes de votar.
  • Antes de confirmar cada voto, o eleitor deve conferir na tela da urna eletrônica: a fotografia, o nome e o partido do candidato. Em caso de erro, basta apertar a tecla "Corrige" e refazer o procedimento.
Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz dividem endereços, voos e parcerias comerciais, diz reportagem
Foto: Reprodução Redes Sociais

O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) foi denunciado por dividir endereços, voos e parcerias comerciais com seu advogado Willer Tomaz. Ambos teriam uma sociedade indireta e estreitaram laços entre suas famílias, conforme informações da Folha de S.Paulo.

 

A publicação chega após Flávio estar no centro de uma investigação da Polícia Federal (PF) por lavagem de dinheiro com bets. De acordo com a Folha, em cerca de 20 anos, Willer passou de dono de uma loja de computador em Taguatinga, cidade-satélite de Brasília em 1999, para um empreendedor em série, com empresas de radiodifusão, escritório especializado em precatórios, mineração, turismo, apostas online e sociedades com senadores, como Dr. Hiran (PP-RR) e Lobão Filho (MDB-MA).

 

Flávio se aproximou do advogado em 2019 quando Willer defendeu o ex-ministro do turismo de Jair Bolsonaro, Marcelo Álvaro Antônio em uma denúncia por uso de candidaturas laranjas. Já na CPI da Covid-19-19 em 2021, aparece a primeira gravação em que Flávio chama o advogado de amigo. No ano de 2020, Flávio Bolsonaro visitou pela primeira vez uma ilha que, desde 2022, tem seus direitos de posse cedidos à WT Administração, empresa de gestão de ativos imobiliários de Willer.

 

O imóvel em questão tem avaliação de R$ 10 milhões e está no centro de uma disputa judicial entre Willer e o jogador Richarlison. Flávio é testemunha neste processo a favor do advogado. O atleta diz que comprou o imóvel em 2020, antes de o endereço entrar no alvo de investidas jurídicas de Tomaz.

 

Já em 2022, uma liminar consolidou o entendimento que o direito de uso do espaço era de Willer. Vizinhos da residência e o jogador Richarlison, contudo, dizem que é Flávio quem mais frequenta o local. Até o momento a ligação mais direta entre o senador e o advogado até agora, de acordo com a PF, foi a presença de Flávio como usuário master da conta bancária de pessoa jurídica da Alcazar Holdings. A empresa de Willer é registrada na Ilha da Madeira.

Acusação de agressão no Yacht Clube da Bahia teria tapa em funcionária que disse votar em Lula; clube nega registro do caso
Foto: Divulgação

Uma acusação de agressão no Yacht Clube da Bahia, em Salvador, teria como alvo um tapa no rosto de uma funcionária do clube depois que ela disse que votaria em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, marcado para o próximo domingo (25). Em comunicado interno, o clube afirmou não ter encontrado nenhum registro nem evidência de que o episódio tenha acontecido.

 

O relato aparece em mensagens de grupos internos de associados e em um áudio enviado por outro sócio, obtidos pelo Bahia Notícias. Segundo essas informações, o suposto agressor perguntou à funcionária em quem ela votaria. Quando ela respondeu que votaria em Lula, ele teria dado o tapa.

 

De acordo com o áudio, a cena foi presenciada pela mãe do sócio que fez a denúncia. Na gravação, ele se diz revoltado e cobra punição ao associado. “Um sócio do Yacht agrediu uma funcionária. Ele chegou para ela e perguntou: ‘Você vai votar em quem?’. Ela afirmou que ia votar em Lula, e ele deu um tapa na cara dela. Minha mãe presenciou”, relatou. “Eu quero a suspensão desse cara e quero que ele seja expulso do clube”, completou.

 

A versão do clube, divulgada nos canais internos, contradiz o relato. Segundo a mensagem, não há registro da ocorrência nem qualquer prova de que a agressão tenha acontecido.

 

"Realizamos uma verificação pelos canais internos do Clube. Não encontramos qualquer registro da suposta ocorrência, seja na Segurança ou no setor de Alimentos e Bebidas. Os colaboradores também foram ouvidos, e nenhum relatou ter presenciado ou tomado conhecimento de algo semelhante", diz trecho do comunicado. 

 

Apesar disso, o clube, também no comunicado, afirmou que precisa "tratar esse assunto com a seriedade e a responsabilidade que ele exige, tanto para proteger as pessoas envolvidas quanto para evitar a propagação de informações sem comprovação."

 

Após a publicação da matéria, outro áudio, atribuído a  funcionária que teria sido violentada, foi obtido pelo Bahia Notícias. Nele, ela afirma que a acusação teria acontecido no restaurante Veleiro e teria desmentido a acusação. 

(Atualizado às 17h52 com o parágrafo sobre o restaurante Veleiro)

 

Veja comunicado completo:

Esse assunto já foi encaminhado à administração, que está verificando se a ocorrência realmente aconteceu. Caso seja confirmada, será encaminhada ao setor jurídico para as providências cabíveis.

O RH atua de forma rigorosa no acompanhamento dos colaboradores, e não toleramos qualquer tipo de destrato. Todas as ocorrências são registradas, inclusive as de menor gravidade.

O setor jurídico também atua de forma firme nesse sentido, adotando as medidas necessárias, inclusive a instauração de processos disciplinares, quando cabível, conforme previsto no Regimento e no Regulamento do Processo Disciplinar do Clube.

Em relação ao receio de denunciar, a Ouvidoria permite manifestações anônimas, e o RH também adota procedimentos para preservar o sigilo das informações.

É importante esclarecer que, por questões de sigilo, proteção dos envolvidos e controle das informações, a administração não pode divulgar detalhes sobre denúncias, apurações ou eventuais medidas adotadas.

Estamos vivendo um momento político muito sensível, marcado por excessos e, em algumas situações, pela perda de controle nas manifestações. Isso exige cautela e responsabilidade nos posicionamentos públicos, mas não reduz o rigor da administração na apuração dos fatos e na adoção das medidas cabíveis. Nossa atuação deve ser firme, criteriosa e pautada pelas normas do Clube.

Ex-ministro de Bolsonaro vê maior combate ao crime na gestão atual e rebate EUA sobre facções: 'Politicagem'
Foto: Reprodução / YouTube

Em entrevista concedida ao canal Revelando, o general Santos Cruz, que atuou como ministro chefe da  Secretaria de Governo da Presidência durante a gestão de Jair Bolsonaro, afirmou que o atual cenário apresenta muito mais ações da polícia contra o crime organizado do que as registradas anteriormente. O ex-ministro destacou que têm ocorrido diversas operações, especialmente focadas na área financeira dessas organizações. Ao comparar as gestões, Santos Cruz foi direto e declarou que "o governo anterior não teve essa agilidade para combater o crime organizado".

 

Durante a sabatina, o general também foi questionado sobre a possibilidade de os Estados Unidos classificarem facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas. Santos Cruz chamou a iniciativa de "politicagem" e argumentou que essa classificação não influi em nada para o Brasil. Segundo ele, a medida serve apenas aos interesses dos próprios Estados Unidos, pois daria a eles o direito de realizar operações, até mesmo clandestinas, sob o pretexto de proteger os interesses americanos.

 

O ex-ministro pontuou ainda que o fato de ações criminosas aterrorizarem as pessoas não é suficiente para classificar uma facção como grupo terrorista, visto que o terrorismo exige uma finalidade política. Além disso, ele criticou o sistema de segurança norte-americano ao apontar os EUA como o maior mercado consumidor de drogas. Santos Cruz questionou como os entorpecentes conseguem entrar no país, apesar da presença de agências como DEA, CIA e FBI, sugerindo que o acesso é facilitado por corrupção e conexões com a máfia interna.

Flávio Bolsonaro faz primeira visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro após fim de restrições do STF
Foto: Reprodução / TV Globo

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) chegou à residência do pai, Jair Bolsonaro (PL), na manhã desta terça-feira (13), para fazer a primeira visita ao ex-presidente desde o fim das restrições determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tramar um golpe de Estado, Jair Bolsonaro cumpre a pena na sua casa, no Jardim Botânico, em Brasília. Flávio chegou ao local por volta de 9h40.

 

Nesse domingo (12), o ministro Alexandre de Moraes autorizou a retomada das visitas do senador ao ex-presidente.

 

A decisão atendeu a um pedido da defesa de Jair Bolsonaro apresentado no dia 5 de outubro, e ocorre após o fim do período de 90 dias de suspensão imposto em julho. O prazo de 90 dias terminou no sábado (11).

 

A proibição de visitas havia sido aplicada após Flávio utilizar uma visita para pegar uma carta do ex-presidente e divulgá-la nas redes sociais, descumprindo medidas cautelares impostas contra Jair Bolsonaro, que está preso em regime domiciliar por tentativa de golpe.

 

A carta divulgada por Flávio, em julho, continha uma manifestação do ex-presidente em apoio a candidatura do filho.

 

Apesar de liberar o retorno das visitas, que devem seguir os mesmos horários e regras estabelecidos antes da suspensão, o ministro manteve a proibição de finalidade político-eleitoral e a divulgação de quaisquer manifestos ou declarações do ex-presidente, inclusive por terceiros.

 

Na decisão, Moraes determinou que o fim da proibição de visitas deveria ser comunicado à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e ao diretor do Núcleo de Custódia da Polícia Militar do DF, que supervisionam a prisão do ex-presidente.

 

FLÁVIO CELEBRA LIBERAÇÃO

Nessa segunda (12), Flávio comemorou a decisão do STF.

 

"Fiquei muito feliz que, no dia de Nossa Senhora Aparecida, é o dia que eu estou novamente autorizado a visitar o meu pai, vítima de uma injustiça. Hoje é só pra agradecer a Deus, agradecer a todo mundo que tá orando que tá rezando pelo nosso Brasil", declarou Flávio.


"Estou ansioso, são mais de três meses sem poder vê-lo por uma decisão, obviamente, sem critério nenhum, nenhum amparo legal", completou o candidato do PL, criticando a restrição que havia sido imposta pelo ministro do STF.

 

Flávio comentou a decisão de Moraes durante declaração à imprensa após participar de uma missa em homenagem à Nossa Senhora Aparecida, na Catedral de Brasília.

Fux pede acesso a processos contra Jair Bolsonaro no STF
Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) que a secretaria do tribunal envie ao seu gabinete os processos sigilosos que estão em tramitação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Conforme a decisão, a secretária judiciária deverá encaminhar todos os volumes, anexos, apensos e mídias que envolvem os inquéritos das Fake News e milícias digitais, além de investigação sobre a trama golpista. As informações são da Agência Brasil. 

 

A medida foi determinada em uma ação na qual o Partido Progressistas (PP) pede a anulação da Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 2024, por determinação do ministro Alexandre de Moraes.

 

A operação iniciou as investigações que terminaram com a condenação de Bolsonaro e seus aliados no processo da trama golpista.

 

A petição do partido foi assinada por advogados de Bolsonaro e sustenta, entre outros argumentos, que Moraes determinou as buscas e apreensões somente a partir de um pedido da PF, sem manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

 

A petição do PP chegou ao Supremo em abril de 2024 e estava parada.

 

Após receber os processos solicitados, Fux vai analisar o pedido de anulação.

VÍDEO: Caiado chama analista político de lulista em embate no UOL ao justificar apoio a Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), ex-candidato à Presidência da República e hoje aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL), teve um momento de tensão com jornalistas durante participação no programa do portal UOL. 

 

Ao ser questionado sobre a mudança de postura, de crítico feroz a apoiador de Flávio, Caiado reagiu com rispidez e direcionou críticas ao analista político Josias de Souza.

 

Em um dos momentos mais tensos da entrevista, Caiado chamou Josias de Souza de lulista e disparou: "contenha no seu petismo".

 

O embate aconteceu durante a discussão sobre a trajetória política do governador e sua posição na disputa entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Caiado rejeitou que seu alinhamento atual fosse apresentado como incoerente e defendeu que sua atuação pública demonstra de que lado ele está.

Eleições: Flávio Bolsonaro defende revisão da Reforma Tributária e critica alíquota de 28%
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O candidato do PL à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), defendeu, nesta quarta-feira (7), a alteração da Reforma Tributária do Consumo. Segundo ele, essa é uma das mudanças na Constituição que fará em caso de vitória nas urnas, além de uma reforma do Judiciário.

 

Apesar disso, ele não explicou como seria feita essa reforma.

 

Flávio afirmou que é necessário discutir a alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), calculada inicialmente em cerca de 28%, que, segundo ele, "vai trazer a carga tributária mais alta do mundo para os brasileiros."

 

"Óbvio que eu sou a favor da modernização da legislação tributária, que é muito confusa. De verdade, tem que simplificar, desburocratizar tudo isso. A gente vai continuar fazendo, inclusive com as partes que são infraconstitucionais. Mas o ponto principal que a gente tem que discutir é o valor do IVA, 28%, que, aliás, ninguém sabe até agora qual é o valor oficial. Porque, se o governo anunciar, perde voto com isso, porque está elogiando a reforma tributária que vai trazer a carga tributária mais alta do mundo para os brasileiros. Está errado", disse ele.

 

A Reforma Tributária foi aprovada por emenda constitucional em 2023, após duas décadas de discussão, e foi considerada pelos especialistas um avanço no complexo sistema de impostos brasileiros.

PGR dá parecer favorável à retomada de visitas de Flávio ao pai
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, enviou, nesta terça-feira (6) ao Supremo Tribunal Federal (STF) , um parecer favorável à liberação das visitas do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na prisão domiciliar.

 

A manifestação foi motivada após o ministro Alexandre de Moraes pedir um parecer da PGR sobre o pedido de liberação protocolado pela defesa de Bolsonaro. As informações são da Agência Brasil.

 

Para Gonet, não há motivos para rejeitar o pedido. “Considerando a ausência de fatos supervenientes indicativos de descumprimento das condições fixadas ou da necessidade de prorrogação da medida restritiva anteriormente determinada, a Procuradoria-Geral da República não opõe óbice ao deferimento do pleito formulado”, afirmou.

 

Na petição encaminhada ao Supremo, os advogados disseram que a decisão de Moraes que determinou a suspensão das visitas pelo prazo de 90 dias perderá a validade em 11 de outubro.

 

"Não mais se mostra necessária a manutenção de regime excepcionalmente restritivo de visitas, sendo possível o restabelecimento desde logo", disse a defesa.

 

Em julho, Flávio Bolsonaro foi proibido de visitar o pai após publicar nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente.

 

Bolsonaro tem contra ele uma restrição que o proíbe de usar a internet, inclusive por meio de terceiros.

 

No ano passado, o ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

Defesa de Bolsonaro pede suspensão de pena ao STF
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal, nesta quinta-feira (24), solicitando a suspensão imediata da pena de 27 anos e 3 meses. O pedido foi direcionado ao ministro Kassio Nunes Marques, relator do processo de revisão criminal de Bolsonaro. 


Para os advogados, a pena deve ser suspensa porque foi julgado por órgão "incompetente", uma vez que, por se tratar de fatos praticados no cargo e em razão das funções presidenciais, o processo deveria ter sido julgado pelo plenário da Corte, e não pela primeira turma.

 

Diante disso, o documento alega que o regimento interno do STF determina que cabe exclusivamente ao Plenário, e não às turmas fracionárias, processar e julgar, nos crimes comuns, o Presidente da República.

 

A petição usa como reforço os embargos de declaração do HC 232.627/DF, sob relatoria do Ministro Gilmar Mendes, o qual reafirmou que as regras de competência absoluta ligadas ao juiz natural aplicam-se imediatamente e prevalecem sobre conveniências de fase processual.

 

Segundo as novas regras, se uma autoridade cometeu um crime durante o exercício do cargo e em razão dele, ela continua sendo julgada pelo tribunal competente mesmo após deixar a função.

Flávio Bolsonaro tem 42% e Lula marca 41% no 2° turno, aponta pesquisa Quaest
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) indica Flávio Bolsonaro (PL) com 42% das intenções de voto e Lula (PT) com 41% em uma eventual disputa de segundo turno na eleição presidencial de 2026. Com esse resultado, os dois pré-candidatos figuram em situação de empate técnico. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo.

 

Na pesquisa divulgada há uma semana, Flávio Bolsonaro (PL) registrava 42%, enquanto Lula (PT) somava 40%. O cenário anterior também apontava empate técnico, uma vez que a distância de dois pontos se encontrava dentro da margem de erro.

 

Além da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, a consultoria testou outros 4 cenários de segundo turno com os eleitores. Confira os cenários de 2º turno:
 

LULA X FLÁVIO BOLSONARO

  • Flávio Bolsonaro (PL): 42% (eram 42%)

  • Lula (PT): 41% (eram 40%)

  • Branco / Nulo / Não vai votar: 14% (eram 13%)

  • Indecisos: 3% (eram 5%)
     

LULA X RONALDO CAIADO

  • Lula (PT): 41% (eram 41%)

  • Ronaldo Caiado (PSD): 39% (eram 39%)

  • Branco / Nulo / Não vai votar: 16% (eram 16%)

  • Indecisos: 4% (eram 4%)
     

LULA X AUGUSTO CURY

  • Lula (PT): 39% (eram 38%)

  • Augusto Cury (Avante): 35% (eram 36%)

  • Branco / Nulo / Não vai votar: 21% (eram 21%)

  • Indecisos: 5% (eram 5%)

 

LULA X RENAN SANTOS

  • Lula (PT): 41% (eram 41%)

  • Renan Santos (Missão): 38% (eram 38%)

  • Branco / Nulo / Não vai votar: 17% (eram 17%)

  • Indecisos: 4% (eram 4%)

 

LULA X ZEMA

  • Lula (PT): 46% (eram 45%)

  • Romeu Zema (Novo): 32% (eram 33%)

  • Branco / Nulo / Não vai votar: 18% (eram 18%)

  • Indecisos: 4% (eram 4%)
     

A Quaest entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de setembro. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)sob o número BR-06004/2026.

Site de Flávio Bolsonaro exclui João Roma e reconhece apenas Angelo Coronel como senador apoiado na Bahia; confira
Foto: Reprodução

O site oficial do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mostra quais candidatos ele apoia em cada estado do Brasil para as eleições de 2026. Na parte designada para a Bahia, o único nome que aparece com o apoio de Flávio é o do senador Angelo Coronel (Republicanos), que disputa a reeleição.

 

A lista exclui o presidente estadual do Partido Liberal (PL) na Bahia, o pré-candidato João Roma, filiado à mesma sigla de Flávio Bolsonaro, mesmo sendo uma eleição em que cada eleitor terá direito a votar em 2 candidatos ao Senado diferentes.

 

 

A ausência chama atenção porque João Roma anunciou, nesta quarta-feira (9), a vinda de Flávio Bolsonaro à Bahia, que será recepcionado por ele para cumprir agenda de campanha em Vitória da Conquista. A programação terá carreata e ato político com lideranças e apoiadores.

 

Em resposta,  o candidato ao Senado João Roma informa que, tão logo foi identificada a ausência dele na relação dos candidatos ao Senado Federal apoiados por Flávio Bolsonaro, comunicou à equipe de comunicação da campanha do candidato à Presidência da República para que o erro seja corrigido.

 

Atualizada às 21h02 para adicionar posicionamento de João Roma.

Flávio Bolsonaro defende afastamento de Andrei Rodrigues da PF e fala em "grupo especial de Lula"
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) defendeu, nesta terça-feira (8), o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, alvo da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que apontou o monitoramento ilegal de suas atividades. Flávio afirmou que um "grupo especial de Lula" dentro da corporação foi "desmascarado oficialmente."

 

A manifestação foi acompanhada por uma ofensiva de integrantes da campanha e de aliados do presidenciável em defesa do ministro André Mendonça e contra a cúpula da PF, o ministro Alexandre de Moraes e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

"Chefe da PF, companheiro, camarada, amigo, irmão, brother, cupincha, parça, aliado, preposto, indicado, pau-mandado de Lula, acusado de liderar investigações clandestinas contra um ministro do STF. Grupo especial de Lula na Polícia Federal desmascarado oficialmente. Que a honrosa e gloriosa Polícia Federal volte a ter autonomia para ir atrás de bandidos, e não de adversários políticos de Lula", declarou Flávio.

 

No entorno do candidato do PL, a decisão é tratada como um reforço ao discurso adotado nos últimos dias, de que a cúpula da PF teria atuado politicamente em meio à crise que colocou Mendonça e Moraes em lados opostos. Aliados também passaram a usar o episódio para intensificar as cobranças contra Moraes e atribuir a Lula a responsabilidade pela permanência de Andrei Rodrigues no comando da corporação.

PGR fecha delação no caso Master com empresário que pagou filme 'Dark Horse'
Foto: Divulgação/Entrepay

A Procuradoria-Geral da República (PGR) fechou um acordo de colaboração premiada com o empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, dono da Entre Investimentos e Participações, que teria sido utilizada para realizar repasses de dinheiro entre o banqueiro Daniel Vorcaro e a produção do filme “Dark Horse”. A informação foi divulgada pela jornalista Malu Gaspar nesta quinta-feira (3), no jornal O Globo. 

 

Freixo Júnior é operador do mercado financeiro e a sua delação seria a segunda acordada no caso Master. A primeira foi a de João Carlos Mansur, dono da gestora Reag, que administrava os fundos usados por Vorcaro para esconder dinheiro, que já foi encaminhada para análise do ministro André Mendonça, relator do caso. 

 

O grupo Entre é controlador da revista IstoÉ e da Entrepay, que sofreu liquidação extrajudicial pelo Banco Central em março deste ano. Em janeiro deste ano, a empresa foi alvo de busca e apreensão em meio às investigações do caso Master.

 

Segundo Malu Gaspar, o acordo de Antonio Freixo Júnior conta com detalhes sobre os pagamentos que fez a pedido de Vorcaro para a cinebiografia de Jair Bolsonaro, “Dark Horse”. O filme se tornou amplamente conhecido após virem à tona mensagens do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), em que ele cobra dinheiro de Vorcaro supostamente para a produção do longa-metragem.

 

Nos anexos entregues aos investigadores, o empresário detalhou remessas que fez ao exterior para o fundo Havengate, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e administrado pelo advogado de imigração Paulo Calixto, próximo do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL).

 

O acordo de Freixo Júnior já foi encaminhado para o gabinete de Mendonça, a quem caberá decidir se o homologa ou não. Não há prazo para Mendonça analisar o material e as cláusulas do acordo.

Coordenador de Flávio Bolsonaro pede vista e diz que é "burro" quem acha que mudança da jornada não causará desemprego
Foto: Edu Mota, de Brasília / Bahia Notícias

Após pedido do líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA), concedeu vista de uma hora para a votação do projeto que modifica a jornada de trabalho 6x1. Após esse prazo a votação da PEC 221/19 será retomada.

 

Marinho e outros senadores de oposição fizeram discursos contrários ao projeto. Os oposicionistas argumentaram, entre outros pontos, que a discussão ocorre às vésperas das eleições e não permitiu uma discussão aprofundada, principalmente em relação a efeitos sobre o emprego e a renda do trabalhador.

 

Durante as argumentações da oposição, os senadores Omar Aziz e Rogério Marinho protagonizaram uma discussão sobre o projeto. A troca de acusações começou depois que o líder da oposição e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro afirmou que a redução da jornada sem diminuição dos salários elevaria os custos das empresas e, consequentemente, os preços de produtos e serviços.

 

Marinho criticou a falta de medidas de compensação aos empregadores e afirmou que não seria possível reduzir a jornada mantendo salários sem consequências econômicas. "É óbvio, é ululante, é claro, é transparente, é cristalino. E quem diz o contrário ou tem má-fé ou é burro", afirmou o senador do PL. 

 

Em seguida, Omar Aziz reagiu e afirmou que a declaração atingia parlamentares favoráveis à proposta, inclusive integrantes do próprio PL."Eu acho que o senador Rogério Marinho se exaltou, chamou a gente de burro, leviano e incompetente. Palavras duras para colegas", disse.

 

Aziz citou o apoio de deputados do PL à proposta na Câmara e questionou se Marinho estendia as críticas aos correligionários. "Vossa Excelência está dizendo que no seu partido tem gente leviana, incompetente e burra?", perguntou. O senador amazonense também acusou Rogério Marinho de defender uma proposta voltada aos interesses dos empregadores.

Com 4 meses de sobra, Lula já soma 56 MPs editadas em 2026, mais que em 2023 e 2025; entenda
Foto: Wallison Breno/Divulgação/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já editou 56 medidas provisórias em 2026, ainda com quatro meses restantes para o ano acabar, superando o número contabilizado em 2023 (52) e em 2025 (46). O recorde até o momento ocorreu em 2024, quando o presidente assinou 81 MPs.

 

Neste terceiro mandato, 49 das 235 medidas editadas se tornaram leis, uma taxa de conversão de 20,8%. Outras 137 "caducaram", 21 foram revogadas, entre elas oito que tiveram a vigência encerrada, e 36 seguem em tramitação.

 

Em comparação, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) editou 284 MPs nos quatro anos de seu governo, das quais 57,7% (164) foram convertidas em lei.

'Dark Horse': Mendonça autoriza abertura de investigação da PF sobre repasses para cinebiografia de Bolsonaro
Foto: Divulgação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (23) a abertura de um inquérito para investigar repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme "Dark Horse", uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

A decisão de Mendonça atende a um pedido da Polícia Federal, que teve manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República para abertura do inquérito. O próprio ministro do STF pediu à PGR uma manifestação sobre o caso.

 

O filme "Dark Horse" ganhou notoriedade após a divulgação, pelo site Intercept Brasil, de conversas entre o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master, em que o filho de Jair solicita recursos para financiar a produção cinematográfica.

 

os repasses de R$ 61 milhões feitos por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ);
a eventual destinação de parte desse recurso para bancar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos;
e a indicação de emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora do filme.

O g1 apurou que, no inquérito aberto a partir da decisão de Mendonça nesta quinta, a PF vai investigar tanto os repasses de Vorcaro para a cinebiografia de Jair Bolsonaro como a suposta destinação de recursos para Eduardo Bolsonaro.

 

A questão da indicação de emendas parlamentares já é apurada em um inquérito aberto pelo ministro Flávio Dino, relator do tema no STF.

 

REPASSSES MILIONÁRIOS
O valor de R$ 61 milhões foi divulgado em maio pelo site The Intercept Brasil, que obteve trocas de mensagens entre o senador e o ex-banqueiro. A PF quer confirmar a quantia.

 

O dinheiro chegou a um fundo responsável pelo financiamento do filme "Dark Horse", nos EUA, por meio de uma empresa que já era suspeita de integrar o ecossistema de fraudes do Master, a Entre Investimentos e Participações.

 

Um dos objetivos da PF será saber se o dinheiro foi repassado em troca de algum favor prestado pelo senador ou por seu grupo político.

 

Flávio, que é pré-candidato à Presidência, nega qualquer irregularidade no episódio e afirma que apenas pediu um financiamento privado para o filme de seu pai.

Valdemar confirma recusa de Tereza Cristina para vice de Flávio Bolsonaro na chapa presidencial
Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou nesta terça-feira (21) que não houve acordo para que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) seja a vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A informação foi divulgada pelo próprio dirigente em entrevista à CNN Brasil, após um novo encontro com a parlamentar em Brasília.

 

"Não houve acordo, ela me disse hoje que é candidata à Presidência do Senado, que ela vai disputar a Presidência do Senado e que esse é o objetivo dela", declarou Valdemar.

 

A senadora, que foi ministra da Agricultura no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem reafirmado a interlocutores que pretende concorrer à Presidência do Senado Federal em 2027, e avalia que uma participação na campanha presidencial deste ano inviabilizaria esse projeto pessoal.

 

Com a recusa, o PL segue sem definir o nome que vai compor a chapa de Flávio, que deve ser oficializada durante a convenção nacional do partido, marcada para este sábado (25), em São Paulo. Segundo apurações, o partido também avalia o nome da administradora Daniella Marques, filiada ao Republicanos, embora a indicação dependa do avanço das negociações entre as duas siglas, que ainda têm divergências sobre os palanques estaduais.

 

Nomes de deputadas do PP que chegaram a ser cotados, como Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tercio (PP-PE), perderam força nos bastidores do partido, já que a federação formada por PP e União Brasil deve adotar uma posição de neutralidade na disputa presidencial.

 

O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que o partido vai tentar fechar uma coligação até o último momento, seja com a federação PP-União Brasil, seja com o Republicanos.

Nunes Marques arquiva notícia-crime contra Bolsonaro por suposta interferência na CPI da Covid
Fotos: Lula Marques / Agência Brasil

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento de uma notícia-crime que acusava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de tentar interferir nos rumos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, realizada no Senado Federal. A decisão foi assinada pelo magistrado nesta terça-feira (14).

 

Segundo informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, a determinação do ministro atende a um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) emitido em abril de 2021. Na ocasião, o órgão avaliou que não havia indícios suficientes para abertura de inquérito pelos crimes de corrupção ativa ou advocacia administrativa, infração que ocorre quando um servidor público defende interesses privados no órgão onde trabalha.

 

Em sua decisão, o ministro Nunes Marques ressaltou que a avaliação sobre a existência de elementos mínimos para dar início a uma investigação criminal cabe exclusivamente ao Ministério Público Federal.

 

De acordo com o Estadão, o ministro enfatizou que o Judiciário não pode interferir quando o titular da ação penal pede o arquivamento. “Não cabe ao Supremo, diante da promoção de arquivamento emanada do chefe do Ministério Público, exercer qualquer juízo de valor que resulte no acolhimento do pedido”, escreveu o ministro, justificando que a tarefa compete exclusivamente à PGR por força do princípio acusatório.

Após carta, Lindbergh pede revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para revogar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a divulgação de uma carta de apoio ao senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

 

O documento foi lido pelo filho mais velho do ex-presidente em uma transmissão ao vivo, nesse sábado (11/7). Na carta, Bolsonaro diz que Flávio é seu “porta-voz” e pede que aliados deixem as diferenças de lado em prol da candidatura.

 

Lindbergh alega que a divulgação da carta descumpre as medidas cautelares impostas sobre o regime da prisão domiciliar humanitária. Durante o cumprimento da pena, o ex-presidente fica proibido de usar redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros, inclusive para transmissões, retransmissões e divulgação de áudios e vídeos.

 

O deputado federal e vice-líder do governo Lula na Câmara afirma que a carta foi produzida com a única finalidade de ser divulgada nas redes sociais, o que caracterizaria a violação.

 

“O descumprimento é objetivo, deliberado e confessado. Objetivo, porque a manifestação do apenado foi efetivamente veiculada em rede social, alcançando audiência massiva. Deliberado, porque a carta foi redigida na manhã do mesmo dia da divulgação, no curso de visita familiar autorizada, instrumentalizando-se, assim, o próprio regime de visitas fixado por este Juízo como vetor da burla. Confessado, porque o próprio divulgador declarou publicamente a origem, a autoria e a finalidade do documento”, argumenta o deputado.

 

No pedido, o parlamentar alega que o episódio constitui “falta grave o descumprimento, pelo condenado, das obrigações e condições impostas” e pede a revogação do benefício e regressão ao regime fechado. Ele também solicita a aplicação de multa no valor de R$ 100 mil a Flávio Bolsonaro.

 

 

Pesquisa AtlasIntel aponta Lula com 46,3% no primeiro turno contra 36,6% de Flávio Bolsonaro
Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Andressa Anholete/Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial com 46,3% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36,6% do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (1). O levantamento indica ainda que Lula vence todos os cenários de segundo turno testados.

 

Na sequência do primeiro turno aparecem Renan Santos (Missão), com 7,8%, Ronaldo Caiado (PSD), com 2,9%, e Romeu Zema (Novo), com 2%. Completam o cenário Joaquim Barbosa (DC), com 1%, Aécio Neves (PSDB), com 0,7%, Samara Martins (UP), com 0,6%, Augusto Cury (Avante), com 0,5%, Cabo Daciolo (Mobiliza), com 0,2%, Rui Costa Pimenta (PCO) e Edmilson Costa (PCB), ambos com 0,1%, e Hertz Dias (PSTU), que não pontuou.



Foto: AtlasIntel/Bloomberg/Reprodução 

 

Em segundo turno contra Flávio Bolsonaro, Lula tem 48,8% das intenções de voto contra 42,3% do senador. Em abril, os dois estavam empatados com 48% cada, o que indica que Flávio perdeu 5,7 pontos percentuais desde então. A pesquisa de maio permanece suspensa por determinação do Tribunal Superior Eleitoral.

 


 

Foto: AtlasIntel/Bloomberg/Reprodução 

 

Nos demais cenários de segundo turno, Lula tem 48% contra 39% de Caiado, 48,2% contra 38,5% de Zema e sua maior vantagem aparece no teste com Renan Santos, com 49,2% contra 28,9%, diferença de 20,3 pontos percentuais.
A pesquisa também testou nomes que não são pré-candidatos. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro perderia para Lula com 38,9% contra 48,7% do petista. O ex-presidente Jair Bolsonaro, inelegível, teria o melhor resultado entre os testados com 43,1%, mas ainda perderia para Lula, que somaria 48,6%.

 

O levantamento foi realizado entre 26 e 30 de junho com 4.999 entrevistados, margem de erro de um ponto percentual, nível de confiança de 95% e está registrado no TSE sob o número BR-04582/2026.


 

Foto: AtlasIntel/Bloomberg/Reprodução 

Moraes recebe advogados de Bolsonaro antes de decidir sobre prisão domiciliar após apreensão de pistola
Foto: Marcos Corrêa/PR

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), receberá nesta terça-feira (30) os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro antes de decidir se mantém ou revoga a prisão domiciliar humanitária. 

 

A audiência foi solicitada pela defesa após a apreensão de uma pistola registrada em nome do ex-presidente e ocorre depois do prazo inicial de 90 dias da medida ter expirado na última quinta-feira.

 

Na manifestação apresentada ao STF no último sábado, os advogados pediram que Moraes descarte a hipótese de reconhecimento de falta grave pelo episódio da arma e prorrogue a prisão domiciliar. 

 

Segundo a defesa, a pistola havia sido retirada da residência apenas para reparo, após Bolsonaro constatar uma falha mecânica. Em depoimento, o ex-presidente afirmou que não poderia permanecer desarmado porque mora com três mulheres.

 

A defesa sustenta ainda que nunca houve determinação judicial para apreensão da arma nem comunicação sobre eventual cassação do registro, o que tornaria regular sua permanência na residência.

CGU abre auditoria para investigar se emendas parlamentares financiaram filme sobre Bolsonaro
Foto: Reprodução

A Controladoria-Geral da União (CGU) iniciou uma auditoria para apurar se recursos de emendas parlamentares destinados a entidades ligadas à produtora do filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, foram desviados para financiar a produção. O resultado será encaminhado ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso.

 

O foco da auditoria é rastrear o caminho do dinheiro público repassado a entidades comandadas pela empresária Karina da Gama, produtora do longa. Os auditores vão verificar se os recursos foram aplicados nos projetos previstos nas emendas ou se houve desvio de finalidade para custear o filme.

 

Entre os casos analisados está uma emenda de R$ 2 milhões destinada pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP) ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produtora. 

 

A defesa de Frias negou qualquer irregularidade ao STF e afirmou que os recursos foram aplicados em projetos de inclusão digital, letramento, empreendedorismo e atividades esportivas voltadas a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Os advogados também sustentaram que não há provas de que o dinheiro tenha sido usado para financiar "Dark Horse".

 

A CGU deverá analisar documentos, prestações de contas e a execução dos projetos apresentados pelas entidades beneficiadas. As conclusões poderão subsidiar a investigação em curso no STF, onde já são apurados os repasses públicos às entidades ligadas à produtora e a suspeita de financiamento indireto do filme.

Bolsonaro presta depoimento de cinco minutos para polícia sobre arma apreendida
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento nesta terça-feira (23) à Polícia Civil do Distrito Federal sobre a arma registrada em seu nome que foi apreendida com um de seus seguranças durante uma blitz na semana passada.

 

A oitiva, que durou cerca de cinco minutos, ocorreu na residência do ex-presidente e foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Polícia Civil. O procedimento foi gravado em vídeo.

 

De acordo com o advogado de defesa, em entrevista à Folha de S. Paulo, Paulo da Cunha Bueno, as declarações de Bolsonaro apenas reafirmaram o que já havia sido apresentado anteriormente, sem acréscimos ou divergências. 

 

A defesa havia admitido, na última quarta-feira (17), que o ex-presidente solicitou o conserto de uma pistola Glock de calibre 9 milímetros após constatar uma falha mecânica no ferrolho do armamento. Segundo os advogados, a arma, cujo registro de propriedade de Bolsonaro data de 2019, foi entregue ao segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, que atua na segurança do ex-presidente e possui experiência com armamentos, apenas para manutenção. 

 

Por sua vez, os advogados da defesa sustentaram que não há crime no episódio e que, apesar da condenação de Bolsonaro por envolvimento em trama golpista, não houve ordem judicial anterior determinando a entrega de suas armas ou o cancelamento de seus registros.

Deputado do PL atuou na Câmara para beneficiar Banco Master durante disputa pelo BRB, mostra levantamento
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O deputado federal Filipe Barros (PL-PR) atuou em seu mandato e na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara para beneficiar o Banco Master e pressionar o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no período em que o Banco de Brasília (BRB) tentava comprar a instituição de Daniel Vorcaro.

 

Segundo levantamento da jornalista Malu Gaspar, o deputado apresentou requerimentos, um projeto de lei e convocou uma audiência pública entre novembro de 2024 e setembro de 2025, período que coincide com as tentativas do fundador do Master de conseguir mudanças regulatórias favoráveis ao banco.

 

A primeira ação foi um projeto de lei semelhante a uma emenda apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) para aumentar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. O fundo era a base do modelo de negócios do Master, que prometia taxas de retorno acima das praticadas pelo mercado. 

 

A emenda de Ciro Nogueira havia sido rejeitada pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM), relator da PEC 65/2025 na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que sugeriu a mudança via projeto de lei, como fez Barros depois. O texto não chegou a ser votado.

 

Em junho de 2025, quando presidia a Comissão de Relações Exteriores, Barros pautou dois requerimentos. Um deles convidava o presidente da CVM, João Pedro Nascimento, para discutir o impacto da estrutura regulatória do mercado de capitais sobre a soberania econômica nacional, em audiência realizada em 8 de julho. O outro convidava o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar de ataques hackers ao sistema do Pix, em um momento em que o BC já havia identificado fraudes nas carteiras de crédito vendidas pelo Master ao BRB. Por se tratar apenas de convite, Galípolo não compareceu à comissão.

 

Em 3 de setembro de 2025, quando o Banco Central rejeitou a compra do Master pelo BRB, Barros apresentou requerimento questionando o encerramento da liquidação extrajudicial de duas outras instituições financeiras, o Banco Econômico e o Banco Nacional. Os requerimentos eram direcionados à Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução (Diorf), comandada por Renato Gomes, que era contrário à venda do Master ao BRB e defendia a liquidação do banco de Vorcaro.

 

Barros negou qualquer irregularidade em suas ações. Sobre o projeto de lei do FGC, disse ter interesse na regulação do mercado financeiro e de capitais e que passou a estudar o tema por ser contrário ao modelo atual de autonomia do Banco Central. Sobre os requerimentos na Comissão de Relações Exteriores, afirmou que "não é possível dissociar hoje a soberania nacional da econômica" e que o uso de sanções econômicas pelos Estados Unidos seria prova disso.

Advogado aciona STF com tese de "clonagem humana" envolvendo Lula, Bolsonaro e o Papa
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Um advogado acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que a Polícia Federal (PF) investigue uma suposta organização internacional voltada à clonagem de DNA, controle mental e substituição de pessoas por clones. A petição aponta como supostos integrantes do esquema o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o papa Leão XIV e o ator norte-americano Leonardo DiCaprio.

 

O caso foi protocolado na Suprema Corte e ainda aguarda a distribuição para a definição de um ministro relator. Apesar do teor das acusações, a petição não apresenta quaisquer evidências científicas, documentos ou elementos mínimos de prova que sustentem as alegações e foi revelada pelo portal Metrópoles. 

 

AS ALEGAÇÕES
Na ação judicial, o advogado Kelmo Martins Bandeira afirma que a suposta organização (classificada por ele como "666" ou "Babilônia") que também contaria com a participação da Igreja Católica, de Hunter Biden (filho do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden) e de familiares de DiCaprio.

 

O autor da petição sustenta que o mapeamento do genoma humano deu início a práticas de manipulação física e de gênero. Segundo a tese apresentada, as vítimas teriam sua genética clonada de forma violenta para que robôs ou outras pessoas assumissem suas identidades.

 

Entre os alvos e afetados pela suposta rede, o advogado lista diversas personalidades públicas, políticos e artistas brasileiros, tais como Neymar, Ronaldo Fenômeno, William Bonner, Hamilton Mourão, Claudia Leitte, Samuel Rosa e Wesley Safadão.

 

A petição também traz alegações de que o empresário Joesley Batista teria aparecido grávido no Maranhão e que a cantora Marília Mendonça estaria viva, sugerindo que a vítima do acidente aéreo ocorrido em 2021 teria sido um clone da artista.

 

O advogado autor da ação, não foi localizado para comentar as declarações ou explicar os fundamentos para acionar o STF, que atua como Corte Constitucional do país.

 

Especialistas e praxes do meio jurídico apontam que o Poder Judiciário dispõe de mecanismos para rejeitar sumariamente ações consideradas ineptas, abusivas ou absurdas. Nesses casos, os magistrados costumam extinguir o processo logo no início, sem analisar o mérito da questão.

 

Além disso, a legislação prevê a aplicação de multas e o pagamento de custas processuais por litigância de má-fé, caso fique caracterizado o abuso do direito de acionar a Justiça de maneira puramente infundada.

Ex-governador do Rio, Cláudio Castro desiste de pré-candidatura ao Senado após operações da PF
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, desistiu da pré-candidatura ao Senado Federal após ser alvo de duas operações da Polícia Federal no intervalo de 11 dias.

 

A decisão ocorre em meio à repercussão das investigações envolvendo aportes bilionários do Rioprevidência no Banco Master e suspeitas relacionadas ao Grupo Refit. Nos bastidores, aliados avaliam que a manutenção da candidatura ao Senado se tornou inviável diante do desgaste político causado pelas operações.

 

Segundo informações da jornalista Malu Gaspar, de O Globo, Cláudio Castro deve divulgar um vídeo nesta quinta-feira (28) afirmando que a decisão foi motivada pela necessidade de concentrar esforços em sua defesa nas investigações em andamento.

 

Além da operação relacionada ao Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro, o ex-governador também foi alvo de mandado de busca e apreensão no último dia 15 em investigação ligada a supostas fraudes bilionárias envolvendo o Grupo Refit, apontado como um dos maiores devedores do estado.

 

Apesar da desistência da disputa ao Senado, interlocutores próximos afirmam que Castro ainda avalia a possibilidade de disputar uma vaga para a Câmara dos Deputados, cenário considerado menos desgastante politicamente.

 

Aliado do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, Castro foi orientado por estrategistas a manter postura discreta e evitar confrontos públicos com a Polícia Federal ou adversários políticos enquanto responde aos inquéritos e tenta reverter a condenação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o tornou inelegível.

Bolsonaro veta troca de Flávio por Michelle para disputar as eleições, diz colunista
Foto: Foto: Carolina Antunes / PR

O ex-presidente Jair Bolsonaro não aprova a possibilidade de que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro dispute a Presidência da República no lugar do senador Flávio Bolsonaro. A informação foi divulgada pela colunista da BandNews FM, Mônica Bergamo, que aponta a pesquisa Datafolha prevista para esta sexta-feira (22) como decisiva para os rumos da pré-candidatura do parlamentar.

 

Segundo a jornalista, Flávio registrou queda nas intenções de voto após o vazamento de áudios enviados ao banqueiro Daniel Vorcaro. Nas gravações, o senador solicitava recursos para financiar o filme “Dark Horse”, produção em inglês sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, gravada nos Estados Unidos.

 

Em meio ao desgaste, aliados de Flávio afirmam que ele tem uma reunião agendada para a próxima semana com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Até o momento, porém, a Casa Branca não confirmou o encontro. De acordo com Mônica Bergamo, a estratégia seria deslocar o foco das manchetes sobre a conversa com Vorcaro.

 

Com a divulgação de novas pesquisas, aumenta a pressão sobre a candidatura de Flávio, especialmente entre partidos que apoiam seu projeto político e temem reflexos negativos nas eleições. Ainda segundo a colunista, a principal dificuldade para uma eventual substituição é a falta de outro nome da família Bolsonaro com peso eleitoral semelhante para assumir a disputa.

Filme sobre Bolsonaro teve denúncias de agressões, assédio e irregularidades trabalhistas, diz sindicato
Foto: Divulgação

A produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi alvo de denúncias de más condições de trabalho durante as gravações realizadas em São Paulo. Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, ao menos 15 profissionais procuraram o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado de São Paulo (Sated-SP) relatando agressões físicas, assédio moral, atrasos salariais e revistas pessoais consideradas constrangedoras nos bastidores da produção.

 

Ainda de acordo com os relatos, trabalhadores atuavam sem os contratos obrigatórios previstos para o setor audiovisual. O relatório sobre as condições de trabalho foi elaborado pelo sindicato em dezembro do ano passado, mas, segundo a vice-presidente do Sated-SP, Ângela Couto, as pendências seguem sem solução.

 

Ela afirmou que a produtora GOUP Entertainment chegou a firmar um acordo inicial para regularizar a situação e apresentar os contratos dos profissionais envolvidos, mas posteriormente teria recuado.

 

“A Go Up se recusou posteriormente a cumprir o trato inicial”, declarou a dirigente sindical.

 

O caso também passou a ser investigado pelo Ministério Público do Trabalho. A Procuradoria Regional do Trabalho de São Paulo instaurou, em 16 de abril, um inquérito para apurar denúncias de assédio moral e agressões físicas durante as filmagens.

 

Segundo o MPT, a investigação segue em andamento.

 

A vice-presidente do sindicato ainda afirmou que a produtora alegou que parte das contratações havia sido feita por meio de empresas, e não diretamente com pessoas físicas, o que, na avaliação do Sated, pode configurar “pejotização” irregular das relações de trabalho.

 

Uma fonte ouvida reservadamente pela reportagem relatou que havia problemas recorrentes de organização no setor de figuração, com parte dos contratados sem experiência prévia em produções audiovisuais. Em algumas gravações, segundo o relato, mais de 150 figurantes participavam das cenas, em meio a reclamações sobre alimentação, cronograma e logística no set.

 

O filme Dark Horse também esteve no centro de outra polêmica nos últimos dias após reportagens apontarem suposta participação do banqueiro Daniel Vorcaro no financiamento da obra. A produtora e aliados do ex-presidente negaram irregularidades.

Após operação da PF contra Cláudio Castro, PL discute substituto para disputa ao Senado no RJ em 2026
Foto: Reprodução

A operação da Polícia Federal que tem o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) como alvo acelerou as discussões dentro do PL sobre um possível substituto para a disputa ao Senado em 2026.

 

De acordo com informações de bastidores obtidas pelo O Globo, aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliam que a situação política de Castro se tornou “insustentável” após a operação deflagrada nesta sexta-feira (15). Reservadamente, integrantes do partido já admitem trabalhar com cenários sem o ex-governador na chapa da direita no Rio de Janeiro.

 

A avaliação é de que a nova investigação se soma ao desgaste político que vinha se intensificando desde março, quando Castro foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

 

Na ocasião, o então governador renunciou ao cargo às vésperas da conclusão do julgamento, em uma tentativa de evitar a cassação formal do mandato, mas acabou condenado à inelegibilidade da mesma forma.

 

Questionado sobre a operação da PF, Flávio Bolsonaro afirmou que ainda não conhecia os detalhes da investigação.

 

“Eu ouvi a notícia, mas ainda não entendi direito. Vou saber o que houve”, declarou o senador.

Roteiro de cinebiografia de Bolsonaro traz referências ao presidente Lula e a Damares Alves
Foto: Divulgação / GOUP Entertainment

"Dark Horse", cinebiografia que retrata a história política do ex-presidente Jair Bolsonaro, estreia em setembro deste ano, cercada de polêmicas e contando com retratações de personalidades como o presidente Lula e a ex-ministra Damares Alves. O Globo teve acesso a uma versão atualizada do roteiro do longa. Algumas passagens da história chamam a atenção, como a menção de uma enfermeira que seria "adoradora de Lula", além de citar "marxistas drogados".

 

O presidente Lula é mencionado em muitos momentos do roteiro, porém sempre em imagens de arquivo e citado por outros personagens; Lula não aparece como um personagem fixo da obra. Durante a cirurgia que foi realizada em Bolsonaro após o atentado à faca sofrido por ele, o ex-presidente desconfia que uma das enfermeiras que estava atuando no procedimento seja uma "adoradora de Lula" e se desespera.

 

Ainda sobre o atentado, o autor da facada aparece sob o nome ficcional de Aurélio Barba e é associado à militância e grupos de extrema esquerda, dando a entender que a motivação do crime teria sido política, o que foi negado por Adélio Bispo, nome real do agressor. Adélio foi filiado ao PSOL por 7 anos, mas admitiu que suas ações foram "a mando de Deus". No roteiro, Aurélio é associado a grupos marxistas e é membro do grupo "Progressistas da Extrema Esquerda".

 

Outro ponto do longa é a ex-ministra e atual senadora Damares Alves, retratada como uma personagem mística, chamada Dolores, que dá "pílulas mágicas" a Bolsonaro para auxiliar na recuperação e desaparece "como um fantasma".

 

A cinebiografia "Dark Horse" é dirigida por Cyrus Nowrasteh e conta com o ator Jim Caviezel no papel de Jair Bolsonaro. O filme estreia mundialmente no dia 11 de setembro deste ano.

Lula sanciona Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid e critica gestão Bolsonaro
SEAUD/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta segunda-feira (11) a lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A data escolhida foi 12 de março, quando ocorreu a primeira morte causada pela doença no Brasil, em 2020. A cerimônia de sanção ocorreu no Palácio do Planalto e foi marcada por críticas de Lula à condução da pandemia durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Durante o discurso, o petista afirmou que é necessário preservar a memória das vítimas da Covid-19 e criticou falas e posicionamentos adotados pelo antigo governo em relação às vacinas e às medidas sanitárias.

 

"Bolsonaro dizia: a pressa da vacina não se justifica. Essa fala foi em entrevista publicada em canal de YouTube do seu filho, aquele fujão que está nos Estados Unidos tentando pregar golpe contra o Brasil. [...] A quantidade de médico que receitava cloroquina, que dizia que vacina fazia as pessoas virarem gay, jacaré, que fazia tudo de mal para as crianças", declarou.

 

O projeto que originou a nova lei foi apresentado pelo deputado Pedro Uczai e relatado no Senado por Humberto Costa. A proposta havia sido aprovada pelos senadores no mês passado antes de seguir para sanção presidencial.

Padilha rebate politização sobre suspensão de produtos da Ypê: "irresponsáveis"
Carolina Antunes/MS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou nesta segunda-feira (11) a disseminação de conteúdos nas redes sociais que associam a suspensão de produtos da marca Ypê a motivações políticas. Segundo o gestor, a medida adotada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ocorreu após avaliações técnicas que identificaram falhas no controle de qualidade e risco de contaminação microbiológica em lotes produzidos pela Química Amapo.

 

“Tivemos no fim de semana uma enxurrada de vídeos irresponsáveis que desinformam a população, que tentam transformar algo técnico, a preocupação com a saúde das pessoas, em disputa política porque essa empresa financiou campanhas do ex-presidente da República e do seu time”, declarou durante coletiva de imprensa.

 

ASSISTA:

 

A suspensão atingiu lotes de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes com numeração final 1. De acordo com a Anvisa, as análises apontaram risco sanitário após inspeções realizadas em conjunto com órgãos de vigilância sanitária de São Paulo e do município de Amparo.

 

A repercussão nas redes ganhou força após apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro sugerirem que a decisão teria relação com doações feitas pelos proprietários da empresa à campanha eleitoral de 2022. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também publicou uma imagem de um detergente da marca em apoio à empresa.

 

Oposição ameaça reagir à decisão de Moraes com retomada da PEC da anistia aos condenados do 8 de Janeiro
Foto: Rosinei Coutinho/STF

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender a aplicação imediata da chamada Lei da Dosimetria levou parlamentares da oposição a ameaçarem uma reação no Congresso Nacional.

 

O movimento incluiria a articulação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para conceder uma anistia “ampla, geral e irrestrita” aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro.

 

Segundo informações do jornal O Globo, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acusam Moraes de afrontar a soberania do Legislativo e afirmam ter sido surpreendidos pela decisão.

 

Do outro lado, parlamentares governistas comemoraram a medida e avaliam que ela sinaliza positivamente para as ações que questionam a constitucionalidade da norma no STF.

 

Moraes determinou no sábado a suspensão da aplicação da Lei da Dosimetria em uma execução penal relacionada a uma condenada pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Segundo o ministro, a existência de ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) apresentadas pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação Psol/Rede configura um “fato processual novo e relevante”, justificando a suspensão da norma “por segurança jurídica” até análise do plenário da Corte.

 

A decisão, no entanto, não trata do mérito das ações que discutem diretamente a constitucionalidade da lei.

 

O despacho também não estabelece prazo para que as ADIs sejam julgadas pelo plenário do STF, o que levou parlamentares tanto da oposição quanto da base governista a adotarem cautela sobre o futuro da norma.

Federação PT-PV-PCdoB aciona STF contra Lei da Dosimetria e acusa Congresso de beneficiar Bolsonaro
Foto: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Partido dos Trabalhadores (PT), junto ao Partido Verde (PV) e ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), ingressou com uma nova ação no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a Lei da Dosimetria, cuja aplicação foi suspensa neste sábado (10) pelo ministro Alexandre de Moraes.

 

Na representação, os partidos, que integram a federação Brasil da Esperança, alegam que a norma é incompatível com princípios fundamentais da Constituição e com a jurisprudência da própria Corte.

 

O pedido, protocolado na última sexta-feira na forma de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) com 76 páginas, solicita ainda a concessão de medida cautelar para suspender imediatamente os efeitos dos dispositivos contestados, “dada a excepcional urgência do caso”.

 

Em nota, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que a lei representa “um retrocesso no enfrentamento aos crimes contra a democracia e aos crimes gravíssimos”.

 

Segundo ele, as investigações relacionadas aos atos golpistas apontaram “provas irrefutáveis” de um suposto plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o então presidente do TSE, Alexandre de Moraes.

 

A nota também critica a atuação do Congresso Nacional na derrubada do veto presidencial ao texto e acusa o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de promover uma votação “atípica”.

 

Segundo o partido, houve um “fatiamento” do veto para evitar conflito com a Lei Antifacção, estratégia considerada “inusitada” pela legenda.

 

“Caberia ao Legislativo acolher o veto integralmente ou derrubá-lo também integralmente, não apenas uma parte dele, como os parlamentares fizeram”, diz o comunicado.

 

O PT também afirmou que a mudança na legislação poderia beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados investigados por tentativa de golpe.

 

“Para reduzir a pena de Bolsonaro e de seus amigos e aliados, a extrema direita permitiria que milhares de criminosos que cometeram atos hediondos se livrassem da cadeia antes do tempo previsto”, afirmou o partido.

Dirigido por baiano, longa sobre ex-presidente Jair Bolsonaro estreia em maio
Foto: Reprodução / Instagram @acolisaodosdestinos

 

 

O documentário sobre a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, "A Colisão dos Destinos", já tem data de estreia. Após uma pré-estreia apenas para convidados em Brasília no dia 15 de abril, o longa está previsto para chegar aos cinemas brasileiros em 14 de maio. Através das redes sociais, o diretor convocou seus seguidores para vestir verde e amarelo para assistir à estreia.

 

O diretor do documentário, Doriel Francisco, é baiano, nascido na cidade de Campo Alegre de Lourdes, na região norte do estado, e formado em artes cênicas pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes em Brasília. "Eu não trato o filme como um filme político. Eu trato como um filme cultural", afirmou Francisco em entrevista à revista Piauí. O diretor também destacou o apoio da família Bolsonaro, declarando que possuem uma boa aproximação. 

 

Descrito como o "melhor filme da história do Brasil" pelo diretor, o filme conta com 70 minutos de duração e mostra momentos-chave na vida de Bolsonaro, desde sua infância até sua vida política, incluindo o atentado à faca sofrido por ele em 2018 que terá um momento de destaque no documentário. 

 

 

 

 

Davi Alcolumbre promulga Lei da Dosimetria

Davi Alcolumbre promulga Lei da Dosimetria
Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado

O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União), eleito pelo estado do Amapá, promulgou nesta sexta-feira (8) a Lei da Dosimetria, que possibilita a redução de progressão de penas de crimes contra o Estado Democrático de Direito.  A nova legislação será publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

 

A aprovação pode beneficiar os condenados no julgamento dos ataques de 8 de janeiro de 2023. Um deles é o ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado a 27 anos e três meses de prisão. 

 

O projeto havia sido vetado pelo presidente Lula no dia 8 de janeiro deste ano. No entanto, a Câmara dos Deputados e o Senado derrubaram o veto em uma sessão realizada no dia 30 de abril.

 

Lula tinha até a última quarta-feira (6) para promulgar o projeto, mas optou por não realizar a ação dentro do prazo. Nesse caso, a competência passou para Alcolumbre, que oficializou a nova lei.

Lula embarca para os EUA e terá reunião com Trump na Casa Branca
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou no início da tarde desta quarta-feira (6) para os Estados Unidos, onde se reunirá com o presidente Donald Trump. Lula deixou Brasília às 13h35 com destino a Washington, onde será recebido por Trump na Casa Branca nesta quinta-feira (7).

 

O presidente brasileiro está acompanhado dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington César Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública), Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e Alexandre Silveira (Minas e Energia). O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também integra a comitiva.

 

Entre os temas previstos para discussão estão tarifas sobre exportações brasileiras, a política externa dos EUA em relação ao Irã, o combate ao crime organizado na América Latina e a exploração de minerais críticos.

 

Em fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou a tarifa de 50% imposta por Trump sobre produtos brasileiros. Dias depois, o presidente norte-americano afirmou que seu governo mantém investigações sobre Brasil e China por supostas práticas comerciais desleais.

 

Outro ponto sensível da agenda é a possibilidade de os EUA classificarem facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Autoridades brasileiras avaliam que a medida pode gerar impactos sobre a soberania nacional.

 

Em março, o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que considera as facções criminosas brasileiras uma ameaça relevante à segurança regional.

Bolsonaro deixa hospital em Brasília após cirurgia e retorna à prisão domiciliar
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o hospital DF Star, em Brasília, nesta segunda-feira (4), três dias após passar por uma cirurgia no ombro. Ele retornou à sua residência, onde cumpre prisão domiciliar por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

O procedimento foi realizado na sexta-feira (1º) e durou cerca de cinco horas, incluindo o pré-operatório. Segundo boletim médico, a cirurgia ocorreu sem intercorrências e o ex-presidente apresentou boa recuperação no período.

 

“O hospital DF Star informa que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi submetido a cirurgia de reparo artroscópico do manguito rotador à direita. Mantém boa evolução clínica e com bom controle da dor”, diz o comunicado.

 

De acordo com o hospital, Bolsonaro permaneceu internado para controle da dor, prevenção de trombose e início da reabilitação motora e funcional.

 

Nas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que o marido apresentou “boa evolução, com dor controlada”.

 

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o fim de março, após decisão do STF. Antes da cirurgia, ele havia sido internado para tratar um quadro de broncopneumonia. O procedimento no ombro foi autorizado pela Corte após pedido da defesa, que alegou dores persistentes decorrentes de uma queda.

Moraes autoriza manutenção em elevador na casa de Bolsonaro durante prisão domiciliar
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a realização de manutenção no elevador da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi proferida nesta segunda-feira (5) e atende a um pedido apresentado pela defesa.

 

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, inicialmente em caráter temporário, em sua casa localizada no condomínio Solar de Brasília, no bairro Jardim Botânico, em Brasília. O imóvel possui dois andares.

 

De acordo com a decisão, o serviço deverá ser realizado nesta terça-feira (5), no período entre 14h e 18h. O técnico responsável pela manutenção foi indicado pela defesa do ex-presidente.

 

A autorização estabelece restrições quanto à entrada de equipamentos eletrônicos no local. “Para o autorizado pela presente decisão também deverá ser realizada vistoria prévia, sendo que celulares ou quaisquer outros aparelhos eletrônicos deverão ficar em depósito com os agentes policiais que estiverem realizando a segurança”, diz o texto.

Bolsonaro é internado em Brasília para cirurgia no ombro após autorização de Alexandre de Moraes
Foto: Sergio Lima / AFP

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado nesta sexta-feira (1°) no hospital DF Star, em Brasília, após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Segundo o g1, o político, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, será submetido a uma cirurgia no ombro para reparação do manguito rotador e de lesões associadas.

 

Conforme o ortopedista Alexandre Firmino, responsável pelo acompanhamento médico, exames pré-operatórios foram realizados para garantir a segurança do procedimento, previsto para ocorrer por volta das 10h.

 

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou, por meio de rede social, que acompanhava o ex-presidente no deslocamento até o hospital na manhã desta sexta-feira.

 

No último dia 24 de abril, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favorável ao pedido da defesa de Bolsonaro para liberação do procedimento cirúrgico. Inicialmente, os advogados solicitaram que a cirurgia fosse realizada entre os dias 24 e 25 de abril, mas a autorização judicial foi concedida posteriormente.

 

Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe e cumpre prisão domiciliar humanitária temporária desde 27 de março. O benefício, com prazo inicial de 90 dias, foi concedido por decisão de Alexandre de Moraes, em razão das condições de saúde do ex-presidente.

 

De acordo com a equipe médica, durante sessão de fisioterapia pré-operatória realizada na última segunda-feira (27), o ex-presidente apresentou evolução satisfatória, atingindo os objetivos terapêuticos previstos. Após o procedimento,

 

O ex-presidente condenado deverá passar por nova avaliação médica e seguir acompanhamento fisioterapêutico na fase pós-operatória, conforme a evolução clínica.

Defesa de Bolsonaro pede ao STF autorização para cirurgia no ombro
Foto: Ton Molina/STF

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a realização de uma cirurgia no ombro direito entre a próxima sexta-feira (24) e sábado (25), em um hospital particular de Brasília.

 

Caso a solicitação seja acatada, Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, deverá passar pelas etapas de pré-operatório, internação, realização da cirurgia, pós-operatório e reabilitação. Ainda não há estimativa de quanto tempo ele deve permanecer hospitalizado.

 

O procedimento já estava no planejamento da equipe médica desde a última internação do ex-presidente, quando ele contraiu pneumonia. Laudos enviados ao STF apontam um quadro de “dor intensa” no ombro direito, com “limitação funcional importante” e “amplitude de movimento reduzida”.

 

Outro documento, encaminhado na última sexta-feira (17), indica melhora no quadro geral, com menor queixa de cansaço e “maior disposição física para atividades diárias”. O médico Brasil Caiado, responsável pelo laudo, também destacou a redução nas doses de medicamentos utilizados para crises de soluços, o que contribuiu para melhora no equilíbrio.

 

A dor no ombro já vinha sendo relatada de forma intermitente antes da internação ocorrida em março. Durante o período hospitalar, Bolsonaro foi avaliado por especialista em ombro e cotovelo e realizou exames de imagem, como ressonância magnética.

 

A equipe médica avalia que o problema pode estar relacionado a uma queda sofrida pelo ex-presidente durante o período em que esteve preso, embora essa hipótese ainda não tenha sido confirmada.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Pensando aqui em quanta energia #sabetudo e Aninha do Camaro gastaram pensando em 2028, pra verem o Soberano tomar de volta a candidatura. Mas ninguém precisa correr pra ficar com pena do Soberano. Pelo menos ele tem seu lado empresário pra ocupar o tempo até lá. O motivo, dizem às más línguas: o Carlismo morreu. Ao menos sob a batuta do herdeiro original. Dito isso, ele vai aproveitar também pra ajudar o Ferragamo com essa crise de imagem dos ônibus da eleição. O cenário agora é de reflexão real. Apoiaram o ZeroUm, para manter vivo e soltar o Capitão, agora, quem vai ter que ficar ligado é a galera da Bahia. Ao menos quem não é seguidor da família. Por falar em eleição futura, os disparos em massa de #sabetudo devem ficar mais restritos. Na boca miúda, o que se fala é que essa eleição foi um block atrás do outro. Sobrou para Elde, Bonitinho, Renatinha Ex-Fala Bela e mais uma renca. Alguns desbloqueados, mas outros ainda vão ficar no cantinho do pensamento. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto
Foto: Reprodução / CNN Brasil

"Não gostei".


Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. 
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (26). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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