Dengue, zika e chikungunya saiba como prevenir, identificar os sintomas e quando procurar atendimento
Por Redação
Salvador registrou o cenário mais crítico entre as capitais do Nordeste, reunindo as condições mais favoráveis para a transmissão de arboviroses em razão do clima propício à proliferação do vetor.
O levantamento, acessado pelo Bahia Notícias, na última terça-feira (4), mostra um aumento de casos das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti na capital baiana. Os indicadores apontam que a cidade está em alerta vermelho para a transmissão de arboviroses.
Entre elas, a dengue está em alerta laranja, indicando transmissão aumentada e sustentada. Para ajudar a população a identificar e saber mais detalhes dessas enfermidades, o Bahia Notícias produziu esse guia com o objetivo de esclarecer dúvidas acerca do tema.
O QUE SÃO ARBOVIROSES
As arboviroses são doenças transmitidas principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. Entre as mais conhecidas estão a dengue, a zika e a chikungunya, que apresentam sintomas semelhantes, mas podem evoluir de formas diferentes e exigir acompanhamento médico.
A melhor forma de combater essas doenças continua sendo a eliminação dos criadouros do mosquito, evitando água parada em vasos de plantas, pneus, garrafas, caixas d'água destampadas e outros recipientes que possam acumular água.
QUAIS OS SINTOMAS
Segundo entidades médicas, os sintomas costumam aparecer entre quatro e dez dias após a picada do mosquito infectado. Entre os principais sinais estão febre alta, dor de cabeça intensa, dor atrás dos olhos, dores musculares e nas articulações, manchas avermelhadas na pele, náuseas e vômitos e cansaço intenso.
Já na chikungunya, as dores nas articulações costumam ser mais fortes e podem permanecer por meses. Já a zika geralmente provoca sintomas mais leves, como coceira no corpo e manchas na pele.
FORMAS DE PREVENÇÃO
Além da eliminação dos focos do mosquito, outras recomendações recomendadas que devem ser utilizadas são:
instalar telas em portas e janelas;
utilizar roupas compridas em locais com grande circulação de mosquitos;
manter caixas d'água bem fechadas;
limpar calhas e ralos;
trocar frequentemente a água de recipientes de animais.
QUEM PODE TOMAR A VACINA
A vacinação depende da estratégia adotada pelo Ministério da Saúde. Atualmente, o SUS mantém a vacinação de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos com a vacina da Takeda (Qdenga), aplicada em duas doses com intervalo de três meses.
Em 2026, o Ministério da Saúde iniciou também uma estratégia com a vacina do Instituto Butantan, de dose única, inicialmente voltada para profissionais da Atenção Primária do SUS, com previsão de ampliação gradual para pessoas entre 15 e 59 anos conforme a disponibilidade de doses.
Quem teve dengue recentemente deve seguir a orientação do serviço de saúde quanto ao momento adequado para a vacinação.
O QUE FAZER APÓS UM DIAGNÓSTICO
Na maioria dos casos, o tratamento pode ser feito em casa, com acompanhamento médico.
As principais recomendações são:
manter repouso;
beber bastante água, água de coco e soro de reidratação oral;
seguir rigorosamente a medicação prescrita;
evitar medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico (AAS) ou anti-inflamatórios sem orientação médica, pois podem aumentar o risco de sangramentos;
retornar à unidade de saúde para reavaliação quando solicitado.
Os atendimentos devem ser procurados em casos de risco de agravamento e exigem atendimento urgente, principalmente em sintomas de dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos pelo nariz, gengiva ou fezes, dificuldade para respirar, sonolência excessiva, desmaios, mãos e pés frios e diminuição da quantidade de urina. Esses sinais podem indicar evolução para dengue grave e não devem ser ignorados.
Pacientes com sintomas leves podem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua casa para avaliação inicial.