FGC identifica acesso não autorizado a dados pessoais de clientes e notifica afetados
Por Redação
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC), entidade que protege o dinheiro de clientes quando um banco quebra, informou nesta quinta-feira (5) que identificou um acesso não autorizado a dados pessoais armazenados em seus sistemas. Entre as informações expostas estão nomes, e-mails e datas de nascimento de pessoas que têm processos de ressarcimento no fundo. O FGC não informou quantas pessoas foram afetadas, mas disse que todas já foram avisadas.
Segundo o comunicado, a suspeita de invasão foi identificada em 26 de outubro. Desde então, a entidade diz ter tomado medidas para conter o problema, restringir acessos e preservar provas.
O incidente acontece num momento de grande movimentação no fundo. O FGC já ressarciu clientes do Banco Master, do Will Bank e do Banco Pleno, que tiveram a liquidação decretada pelo Banco Central (BC) (BC). O total previsto de pagamentos chega a R$ 51,8 bilhões, sendo cerca de R$ 40,6 bilhões para clientes do Banco Master, R$ 6,3 bilhões para os do Will Bank e R$ 4,9 bilhões para os do Banco Pleno.
Criado em 1995, o FGC é uma entidade privada sem fins lucrativos, mantida por contribuições mensais obrigatórias das instituições financeiras associadas, como bancos e a Caixa Econômica Federal. Quando uma instituição quebra ou passa por intervenção do Banco Central (BC), o fundo devolve aos clientes até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição, com limite total de R$ 1 milhão a cada quatro anos.
