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Flávio: Jair Bolsonaro está satisfeito com 1º turno e deu "dicas" para disputa

Por Redação

Foto: Charles Vieira / Campanha de Flávio Bolsonaro

O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), está "satisfeito" com o resultado do primeiro turno das eleições 2026. Na ocasião, o primogênito do ex-chefe do Executivo terminou a disputa com 47,03% dos votos, enquanto o atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alcançou 46,16%.

 

Segundo Flávio, Jair ainda deu "dicas" para o embate no segundo turno. A declaração acontece após o senador visitar o pai nesta manhã. "Eu conversei com ele [Jair], tá bem humorado, tá satisfeito com o trabalho que vem sendo feito, tá esperançoso que o Brasil vai mudar. É óbvio que ele dá algumas dicas aqui, mas não vou ficar externando, porque pode ser interpretado de forma maldosa e ser revertido contra ele", declarou.

 

VISITA APÓS 3 MESES

Flávio estava impedido de ver o pai desde o dia 13 de julho, quando o ministro Alexandre de Moraes, do STF, concluiu que o senador divulgou uma manifestação de teor político-eleitoral escrita pelo ex-presidente. O prazo estipulado foi de 90 dias, que terminou no último domingo (11).

 

A carta de Jair Bolsonaro, lida na ocasião, pedia "empenho" pelo filho, então pré-candidato. Cerca de um mês antes, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro havia publicado em suas redes sociais expondo atritos com o enteado. Em um momento, a esposa do ex-presidente diz que chegou a ser desrespeitada e maltratada pelo senador.

 

A visita de hoje acontece a 12 dias do segundo turno das eleições, que Flávio disputa contra o atual presidente Lula. Apesar da autorização para retomar as visitas, Moraes mantém a determinação que veta o uso da visita para qualquer "finalidade político-eleitoral".

 

Após a decisão do magistrado, Flávio disse que estava "ansioso" para rever o pai e voltou a acusar Moraes de atuar "sem critério nenhum".

 

"Estou ansioso, são mais de três meses sem poder vê-lo por uma decisão, obviamente, sem critério nenhum, sem nenhuma humanidade, nenhum amparo legal. Na minha avaliação, apenas com o intuito de tentar separar um líder político de quem está concorrendo à Presidência da República e separar o pai de um filho, o que eu acho que é o mais grave", disse o candidato.