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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

jair bolsonaro

Se eleito presidente, Flávio Bolsonaro pode indicar filha de Luiz Fux para a vaga do pai no STF
Foto: Divulgação Emerj

A desembargadora Marianna Fux, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, pode vir a ser escolhida pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL) como ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) para a vaga de Luiz Fux, que se aposentará em abril de 2028. Marianna é filha do ministro do STF.

 

A informação foi dada nesta quarta-feira (7) pela coluna da jornalista Juliana Dal Piva, no site ICL Notícias. Como lembrou a colunista, Marianna Fux tomou posse no TJ-RJ em 14 de março de 2016, aos 35 anos, em uma vaga destinada à advocacia pelo quinto constitucional. Ela se tornou, na ocasião, a magistrada mais jovem a ser nomeada. 

 

A escolha da filha do ministro Luiz Fux se deu por meio de um processo que durou um ano e meio e foi marcado por contestações. Em setembro de 2014, a candidatura foi impugnada sob a acusação de que Marianna não tinha comprovado dez anos de exercício da profissão, mínimo exigido para a vaga. 

 

De acordo com o site ICL Notícias, o primeiro documento apresentado para atestar a atuação, enviado pelo escritório em que ela trabalhava, foi rejeitado. Depois, porém, a candidatura dela foi liberada.

 

Uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo mostrou, em 2013, que, à época, a atuação dela registrada no TJ-RJ não passava de seis processos, um sobre extravio de bagagem e os demais sobre espólio e dano moral. Naquela época, Marianna tinha no currículo a graduação em Direito pela Universidade Cândido Mendes e um curso de extensão de quatro meses na Fundação Getulio Vargas.

 

Em 7 de março de 2016, Marianna foi a mais votada pelos desembargadores para a lista tríplice, com 125 de 180 votos. O então governador Luiz Fernando Pezão nomeou a filha de Fux cerca de duas horas depois da votação.

 

Caso seja eleito presidente no segundo turno, em 25 de outubro, Flávio Bolsonaro terá, no mínimo, três indicações de ministros do STF. A primeira seria a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo. Messias, entretanto, teve sua indicação rejeitada no plenário do Senado por falta de votos suficientes. 

 

Especula-se que para essa vaga, Flávio Bolsonaro já teria decidido indicar um antigo amigo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro Jorge Oliveira, do Tribunal de Contas da União (TCU). Oliveira foi ministro da Secretaria-Geral da Presidência no governo Bolsonaro, de 2019 a 2020, e depois foi indicado ao TCU. 

 

Após essa escolha viria, portanto, a indicação de Marianne Fux para a vaga que será deixada aberta após a aposentadoria do pai, ministro Luiz Fux. 

Flávio Bolsonaro afirma que Jair Bolsonaro subirá rampa do Planalto e lhe entregará faixa em caso de vitória
Foto: Reprodução / Redes Sociais via X (Antigo Twitter)

O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira (7) que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), subirá a rampa do Palácio do Planalto e colocará a faixa presidencial nele caso seja vitorioso no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

"Ele [Jair Bolsonaro] vai subir aquela rampa junto com a gente e vai colocar a faixa no filho dele", diz Flávio durante encontro promovido em Brasília. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

 

A declaração ocorreu durante a primeira reunião conjunta de Flávio e do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, com os parlamentares e governadores eleitos pela legenda. A sigla conquistou 121 cadeiras na Câmara dos Deputados e 19 no Senado Federal, alcançando a bancada de 28 senadores ao considerar os parlamentares em meio de mandato.

 

Em discurso direcionado aos aliados, Flávio ironizou as estratégias adotadas pela campanha adversária no ambiente digital e defendeu o peso da articulação política tradicional na busca por votos. As aspas foram confirmadas pelo jornal Estado de S.Paulo. 

 

"O Brasil realmente virou de verdade, mas a gente precisa dar continuidade a isso. A gente vai ganhar a eleição, como sempre falei, desde o primeiro dia, é pela política. Quem tem voto no Brasil é a gente. Não é artista, famosinho, não é influencer. É deputado, senador, governador. E a gente que já passou pelo crivo das urnas algumas vezes sabe o que é manter a credibilidade, buscar aumentar a votação", relata o candidato.

 

Ao lado de Flávio, a senadora eleita pelo Distrito Federal e ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) discursou sobre o cotidiano ao lado do marido e destacou que o desejo de Jair Bolsonaro é retornar à militância pública.

 

"Para o meu marido, não é engano para ninguém que, se a gente não estiver ao lado dele, ele é uma ameaça para ele mesmo. Ele [sozinho] não toma medicação, não se alimenta, não faz as atividades. Tive que conciliar [a campanha] com o cuidado com ele. A prioridade, eu sempre falei, é ele estar bem. Esse é um momento difícil (...) para um homem que foi tirado da tomada não é fácil. Ele é um siri na lata. O anseio dele é estar nas ruas, é o que a gente faz, é o que nos move", disse Michelle.

Nunes Marques prevê análise sobre soltura de Bolsonaro após 2º turno
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal) afirmou não cogitar uma possível soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antes do segundo turno, por considerar que o caso pode interferir nas eleições. A declaração foi feita nesta quarta-feira (7).

 

Em nota, o magistrado disse ainda que pretende levar a discussão para o plenário da corte. O comunicado foi divulgado após reportagem do jornal Folha de S.Paulo revelar que o magistrado pretende julgar uma ação que pede a soltura de Bolsonaro logo após o segundo turno.

 

Segundo a reportagem, Kassio avalia libertar o ex-presidente com uma decisão liminar, mas o cenário mais provável é o de que o caso seja levado ao plenário para uma análise conjunta do colegiado. Nesta quarta, o ministro confirmou sua intenção de levar o caso ao plenário, "que é o órgão competente".

 

"E a data desse julgamento, se for a plenário presencial, depende do presidente do Supremo Tribunal Federal", disse o gabinete do magistrado.

 

Kassio é relator do processo de revisão criminal protocolado pela defesa de Bolsonaro. A ação busca modificar a condenação do líder bolsonarista por envolvimento no plano de golpe. A ação já teve um parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República), que disse que o tema está pronto para ser julgado.

Fachin indica a Nunes Marques que eventual revisão criminal de Bolsonaro deve ocorrer no plenário do STF
Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), informou a Kassio Nunes Marques que uma eventual revisão criminal da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ocorrer no Plenário da Corte. 

 

A recomendação acontece após movimentações de Nunes Marques, relator do pedido de revisão criminal, para emitir uma decisão sobre o caso logo após o segundo turno das eleições, marcado para acontecer em 25 de outubro. Kassio teria expressado entendimento de que houve uma série de “exageros” no julgamento da trama golpista pela qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. 

 

O regimento interno da Corte prevê que casos decididos por uma Turma podem ser revisados pela outra, contudo, esta seria a primeira revisão criminal no STF. Segundo o g1, Fachin teria utilizado isso para justificar a necessidade da análise pelo plenário. 

 

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. A condenação aconteceu na Primeira Turma, por quatro votos favoráveis (Moraes, Flávio Dino, Cristian Zanin e Carmen Lúcia) a um contrário (Luiz Fux). Ao todo, Bolsonaro foi condenado por cinco crimes:

 

1º crime: Organização criminosa - 7 anos e 7 meses.
2º crime: Abolição violenta do Estado Democrático - 6 anos e 6 meses.
3º crime: Golpe de Estado: 8 anos e 2 meses.
4º crime: Dano qualificado: 2 anos e 6 meses.
5º crime: Deterioração do patrimônio: 2 anos e 6 meses.

 

A Segunda Turma é formada pelos ministros Kassio Nunes Marques, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e André Mendonça.

 

Daniel Alves declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições: "O Espírito Santo soprou o teu nome duas vezes"
Foto: Instagram / @danialves

O ex-jogador Daniel Alves declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira (5), o ex-lateral da Seleção Brasileira utilizou referências religiosas para justificar seu posicionamento político. 

 

Na publicação, Daniel afirmou estar fazendo o que chamou de “política da obediência” e disse ter recebido uma orientação espiritual para apoiar o candidato do PL.

 

"Estou fazendo política, a política da obediência. Esses dias o Espírito Santo estava soprando o teu nome, Bolsonaro, e o teu número duas vezes. Assim, descansa o teu coração. Mantém-te humilde", afirmou. 

 

Ao longo do vídeo, o ex-jogador também citou passagens bíblicas e dirigiu mensagens diretamente a Flávio Bolsonaro. Daniel defendeu a necessidade de mudanças no país e relacionou sua manifestação política à fé cristã.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por daniEL (@danialves)

 

Não é a primeira vez que Daniel Alves se posiciona publicamente em uma eleição presidencial. Em 2022, quando ainda atuava profissionalmente, o ex-jogador declarou apoio à candidatura de Jair Bolsonaro à reeleição. 

 

Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputarão o segundo turno no dia 25 de outubro. No primeiro turno, realizado no último domingo (4), Flávio terminou com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%. 

 

Daniel Alves encerrou a carreira como um dos jogadores brasileiros com maior número de títulos conquistados. Pela Seleção Brasileira, disputou as Copas do Mundo de 2010 e 2022, além de participar de conquistas como a Copa América e a Copa das Confederações.

 

CASO DE AGRESSÃO SEXUAL NA ESPANHA
Daniel Alves também esteve envolvido em um processo judicial por agressão sexual na Espanha. Em fevereiro de 2024, o ex-jogador foi condenado pela Justiça de Barcelona a quatro anos e meio de prisão por uma agressão sexual ocorrida em uma boate da cidade no fim de 2022. Ele havia sido preso preventivamente em janeiro de 2023 e permaneceu detido por cerca de 14 meses. 

 

Em março de 2024, Daniel deixou a prisão após pagar fiança de 1 milhão de euros e passou a aguardar em liberdade a análise dos recursos. 

 

Um ano depois, em março de 2025, o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha revogou por unanimidade a condenação e absolveu o brasileiro. A corte entendeu que as provas apresentadas não eram suficientes para afastar a presunção de inocência. 

 

Após a absolvição, a Procuradoria Superior da Catalunha e a representação da denunciante anunciaram recursos ao Tribunal Supremo da Espanha contra a decisão.

Kassio Nunes avalia atender pedido para libertar Jair Bolsonaro logo depois do segundo turno das eleições
Foto: Reprodução Redes Sociais

O pedido de revisão criminal apresentado no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos advogados de Jair Bolsonaro, que tem o objetivo de buscar a anulação da condenação do ex-presidente, pode vir a ser julgado após o segundo turno das eleições, em 25 de outubro. Além do julgamento, há a possibilidade de concessão de uma liminar para soltura de Jair Bolsonaro até a análise da decisão favorável pelo plenário do STF.

 

Segundo revela reportagem da Folha de S.Paulo, o ministro Kassio Nunes Marques tem dito a interlocutores que pretende emitir uma decisão sobre o pedido após o segundo turno, seja quem for o vencedor da eleição presidencial. Kassio teria expressado entendimento de que houve uma série de “exageros” no julgamento da trama golpista pela qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. 

 

A defesa de Jair Bolsonaro alega em seu pedido que a anulação da sentença proferida pela Primeira Turma do STF repararia o que consideram um erro cometido pelo Judiciário. Eles alegam falta de individualização das condutas (identificação de quem fez o quê) e prejuízo à defesa, além de defenderem que o julgamento deveria ter ocorrido no plenário, e não na turma.

 

Os advogados do ex-presidente sustentam que houve cerceamento de defesa, alegando dificuldades para acessar e analisar o grande volume de arquivos disponibilizados durante a investigação. Também foi anexado um parecer técnico que aponta supostas falhas na coleta e preservação de provas digitais, incluindo mensagens extraídas de aparelhos celulares.

 

Outro ponto salientado pelos advogados afirmam que a ausência de arquivos originais e a forma de registro de determinadas mensagens comprometem a possibilidade de auditoria e verificação da integridade das provas contra Jair Bolsonaro.

 

A interlocutores ouvidos pela Folha de S.Paulo, o ministro Kassio Nunes, que é o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirma que o pedido de revisão criminal feito pela defesa de Bolsonaro já está pronto para ser julgado. O ministro tem dito que ainda não liberou o processo para não ser acusado de interferir nas eleições.

 

A um auxiliar, o ministro afirmou a um auxiliar, segundo a Folha, que já refletiu sobre o pedido de revisão criminal e concluiu que houve excessos no julgamento, como, por exemplo, em relação ao amplo direito de defesa e ao rigor da pena aplicada. O ministro avalia que sanções políticas não existem no Código Penal e que seu voto ou sua liminar serão capazes de causar uma “comoção nacional”, pois há muitos elementos sobre a tramitação da ação sobre a trama golpista a serem contestados.

 

Uma eventual decisão sobre a revisão do julgamento que condenou Jair Bolsonaro e outras pessoas ligadas ao governo anterior teria que passar pelo plenário do STF. Já uma medida liminar pela soltura do ex-presidente poderia continuar válida até que aconteça esse julgamento.

 

A eventual soltura do ex-presidente atenderia ao discurso do candidato Flávio Bolsonaro (PL), que tem dito que o seu pai “vai subir a rampa” com ele, caso vença as eleições no segundo turno. Uma eventual decisão favorável à revisão criminal poderia, nesse caso, acontecer antes do indulto prometido ao pai por Flávio, mas que só pode ser decretado após ele ser empossado como presidente.
 

Valdemar Costa Neto afirma que Jair Bolsonaro pode ser candidato à Presidência em 2030
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, projetou que o ex-presidente Jair Bolsonaro será um "forte candidato" à Presidência da República em 2030 pela legenda. A declaração foi dada em entrevista exclusiva na manhã desta segunda-feira (5).

 

Durante a fala, o dirigente partidário afirmou não ter dúvidas de que, caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente no pleito deste ano, ele garantirá a liberdade do pai. "O Flávio se elegendo presidente da República, ele vai liberar o Jair Bolsonaro. Eu não tenho dúvida disso. O Jair Bolsonaro pode ser um forte candidato daqui a quatro anos. O povo vai querer Jair Bolsonaro", diz Valdemar.

 

Segundo o líder da sigla a CNN Braisl, foi"surpreendente" o desempenho do candidato Flávio Bolsonaro, que liderou o primeiro turno da eleição presidencial e disputará o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Valdemar Costa Neto elogiou Jair Bolsonaro e atribuiu ao seu carisma o resultado alcançado pelo PL na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, onde a legenda garantiu as maiores bancadas de representantes.

 

O dirigente também comentou sobre o estado de saúde de Jair Bolsonaro, afirmando que ele está melhor e segue se cuidando. "Ele é muito novo ainda e é muito forte. [...] Tenho certeza que vai contribuir muito para o governo do Flávio", declarou.

 

Sobre a eleição de Michelle Bolsonaro (PL) ao Senado pelo Distrito Federal, Valdemar destacou o papel da ex-primeira-dama durante o processo eleitoral. "Não tenho dúvidas de que ela terá uma forte atuação no Senado. Ela ajudou muito na eleição, é uma líder nata e tem talento. Tenho certeza que ela vai entrar pra valer nessas eleições", pontua.

Renan Santos diz que Flávio já é o próximo presidente e vai fazer acordo com o STF para soltar Jair Bolsonaro
Foto: Reprodução Redes Sociais

Renan Santos, candidato pelo partido Missão, em uma live na noite deste domingo (4), criticou a postura dos eleitores brasileiros, disse acreditar que o senador Flávio Bolsonaro (PL) será eleito presidente, afirmou que não vai apoiar ninguém no segundo turno e previu que o ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser solto em um acordo do novo governo com o Supremo Tribunal Federal (STF). 

 

Após dizer que as eleições de 2026 foram a “mais estranha” que ele já viu, Renan Santos afirmou que o Brasil está instituindo uma “monarquia bolsonarista”, e chamou de “bandidos” tanto o senador Flávio como o presidente Lula.  

 

“Eu não apoio bandido, e o Flávio Bolsonaro é um bandido e o Lula é um bandido, não recomendo a ninguém que vote neles, mas façam como quiser”, declarou.

 

Apesar de rejeitar apoio ao candidato do PL, Renan avaliou que Flávio vencerá a disputa pela Presidência. 

 

“O Flávio Bolsonaro já é o próximo presidente da república. O Bolsonaro já ganhou. Façam o que vocês quiserem aí. Não vou pedir para vocês votarem nem nulo, nem no fulano, nem no ciclano simplesmente porque não faz diferença”, declarou o o candidato do Missão. 

 

No seu discurso após a apuração, Renan afirmou que Flávio Bolsonaro teve desempenho superior ao do próprio pai, “sendo um nada em termos de carisma e inteligência”, e disse que o PL vai construir uma base “colossal” no país.

 

O candidato também declarou que “não há direita no Brasil sem Bolsonaro” e afirmou que integrantes do MBL que quiserem deixar o grupo para apoiar Bolsonaro não enfrentarão oposição do movimento.

 

“Quem está no nosso grupo e quiser sair, poderá sair e virar bolsonarista. Vou repetir, não existe direita (no Brasil) para além de Bolsonaro”, concluiu.

 

Renan Santos foi o quarto mais votado nas eleições para presidente. O candidato do Missão recebeu 2,6 milhões de votos, ou 2,24% dos votos válidos. 
 

Desde 1989, quem ganha o primeiro turno para presidente vence também o segundo, e tabu pode ser quebrado
Foto: Divulgação TSE

Os candidatos que terminaram o primeiro turno na liderança da corrida presidencial venceram o segundo turno em todas as sete eleições em que houve uma nova rodada de votação desde 1989. Esse resultado apenas não se repetiu nas eleições de 1994 e 1998, quando Fernando Henrique Cardoso venceu Luiz Inácio Lula da Silva já no primeiro turno.

 

Além de FHC, nenhum outro candidato, desde a redemocratização, conseguiu ser vencedor da disputa presidencial já no primeiro turno. Esses dados fazem parte de um levantamento do Bahia Notícias a partir dos resultados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições para presidente entre 1989 e 2022. 

 

Caso o presidente Lula vença o primeiro turno agora em 2026, mas perca para o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa em segundo turno, esta seria a primeira vez, desde 1989, que um candidato a presidente conseguiria a virada após sair perdendo.

 

A menor distância entre o vencedor do primeiro turno para o segundo colocado aconteceu nas eleições de 2022. Naquele pleito, o desafiante Lula ficou em primeiro lugar com apenas 5,23% de vantagem para o então presidente Jair Bolsonaro (PL). No segundo turno, Lula venceu por apenas 1,80% sobre Bolsonaro, também a menor vantagem de um vencedor sobre seu adversário desde a redemocratização.

 

Confira abaixo como foram os resultados das eleições de 1989 até este ano, que mostram o vencedor do primeiro turno sempre conquistando também o segundo:

 

1989

 

Collor 30,48% x 17,19% Lula
(Collor venceu no segundo turno)

 

1994

 

FHC 54,28% x 27,04% Lula
(FHC venceu no 1º turno)

 

1998 

 

FHC 53,06% x 31,71% Lula
(FHC venceu no 1º turno)

 

2002

 

Lula 46,44% x 23,20% José Serra
(Lula venceu no 2º turno)

 

2006 

 

Lula 48,61% x 41,64% Geraldo Alckmin
(Lula venceu no 2º turno)

 

2010

 

Dilma Rousseff 46,91% x 32,61% José Serra
(Dilma venceu no 2º turno)

 

2014 

 

Dilma Rousseff 41,59% x 33,55% Aécio Neves
(Dilma venceu no 2º turno)

 

2018 

 

Jair Bolsonaro 46,03% x 29,28% Fernando Haddad
(Bolsonaro venceu no 2º turno)

 

2022

 

Lula 48,43% x 43,20% Jair Bolsonaro
(Lula venceu no 1º turno)

Flávio Bolsonaro vota no Rio e diz estar “mais que preparado” para presidir o Brasil
Foto: Reprodução/TV Globo

O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), votou na manhã deste domingo (4), no Rio de Janeiro. O senador chegou pouco depois das 8h à Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, na Zona Norte da capital fluminense, onde votou na seção 170.

 

Flávio Bolsonaro vota na Zona Norte do Rio de Janeiro. | Foto: Reprodução/TV Globo

 

Após registrar o voto, Flávio fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário na disputa, e afirmou estar preparado para assumir a Presidência.

 

“É um dia muito importante, onde eu espero que o brasileiro ponha fim a essa era do atraso. Que apostou tudo, que vale tudo. Que perdeu a linha de usar dinheiro público, a máquina pública, para tentar interferir nas eleições. Os amigos do Lula interferiram nas eleições e isso tem que mudar. O Brasil não aguenta mais quatro anos disso e a única alternativa é Flávio Bolsonaro. Eu estou mais que preparado para presidir esse país e devolver o direito das famílias brasileiras de voltarem a sonhar”, declarou.

 

As acusações feitas pelo candidato contra Lula e seus aliados fazem parte do discurso de campanha de Flávio. No momento da declaração, ele não apresentou novas evidências para sustentar as afirmações sobre interferência na eleição.

 

Aos 45 anos, Flávio Bolsonaro é senador pelo Rio de Janeiro e filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A candidatura ao Palácio do Planalto foi definida pelo partido no fim de 2025.

 

Durante a campanha, o senador buscou manter a ligação política com o pai e se consolidar como principal representante do bolsonarismo na eleição presidencial. Lula aparece entre seus principais adversários no primeiro turno.

 

Formado em Direito, Flávio iniciou a trajetória eleitoral como deputado estadual no Rio de Janeiro, cargo que exerceu por quatro mandatos. Em 2016, concorreu à Prefeitura do Rio, mas não chegou ao segundo turno. Dois anos depois, foi eleito senador pelo Rio de Janeiro. O mandato iniciado em 2019 termina em fevereiro de 2027.

 

Após votar no Rio, a previsão é que Flávio Bolsonaro siga para Brasília, onde deve acompanhar a apuração do primeiro turno.

Lula diz que Flávio "nunca trabalhou na vida" e que foi eleito no Rio de Janeiro com a ajuda do crime organizado
Foto: Reprodução Youtube

Flávio Bolsonaro “não tem nada a oferecer”, “nunca trabalhou na vida” e foi eleito vereador com a ajuda do crime organizado do Rio de Janeiro. Essas e outras declarações foram dadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em entrevista nesta quarta-feira (30) aos influenciadores Ricardo Mello, Bárbara Carine, Lauany Schultz e Kenji Normose.

 

Lula também criticou eleitores com formação universitária que apoiam o bolsonarismo e disse se sentir “constrangido” ao observar o comportamento político de parte da população.

 

“Eu quando vejo um cara, sabe, com diploma universitário, economista, cientista, votar no Bolsonaro, eu fico pensando o que esse cara espera da vida? O que esse cara aprendeu de política na vida?”, questionou.

 

Em seguida, o presidente Lula citou diretamente o seu adversário, Flávio Bolsonaro, e fez diversas críticas a ele. 

 

“Ele não tem biografia, nunca trabalhou na vida, ele foi eleito vereador com 21 anos de idade, já apoiado pelo crime organizado do Rio de Janeiro, pelo miliciano, e nunca mais parou”.

 

O presidente Lula também direcionou críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. “O pai nunca trabalhou, o pai foi pro Exército, tentou estourar um quartel, foi expulso e foi fazer o quê? Foi ser deputado”, afirmou.

 

Ao comentar o comportamento dos apoiadores de Jair Bolsonaro, Lula afirmou que enxerga uma relação entre a falta de propostas e o aumento do fanatismo político. Segundo o presidente, “quanto menos ele oferece, mais os bolsonaristas são fanáticos”.

 

Na entrevista desta quarta aos influenciadores, o presidente Lula também voltou a associar a família Bolsonaro ao fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. 

 

“[Bolsonaro] Tem um filho conspirando contra o Brasil, um deputado que recebe dinheiro do Vorcaro, aquele famoso dinheiro do filme, para mandar para a sobrevivência do Eduardo”. 

 

A fala de Lula se referiu ao áudio divulgado pelo site Intercept Brasil que relaciona Flávio a Vorcaro. O senador negociou com o banqueiro o envio de cerca de R$ 65 milhões para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. 
 

Debate sobre Nossa Senhora Aparecida teve terceira maior repercussão nas redes em 2026, mostra levantamento
Fotos: Reprodução/redes sociais e Charles Vieira/Campanha PL

A controvérsia envolvendo um projeto antigo, de 2007, para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, e a tentativa de vincular o tema ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), alcançou 977,6 mil publicações e 8,5 milhões de interações nas redes sociais entre os dias 24 e 26 de setembro de 2026. Foi o que mostrou um levantamento realizado pelo Instituto Democracia em Xeque, divulgado na noite deste sábado (26). 

 

De acordo com o relatório, foram registradas 669,9 mil menções nas primeiras 24 horas desde o surgimento das primeiras postagens sobre o tema. Em aproximadamente 55 horas, o volume chegou a 977,6 mil publicações, com pico de 38,3 mil menções em uma única hora. 

 

O instituto Democracia em Xeque afirma que o episódio alcançou o terceiro maior volume de menções entre os principais eventos políticos monitorados em 2026. 

 

A controvérsia sobre a padroeira só não teve mais repercussão nas primeiras 24 horas desde que ganhou as redes, de acordo com o IDX, do que as publicações sobre o embate entre os ministro André Mendonça e Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal (STF), em 1º. de setembro, e sobre os áudios trocados por Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro tratando do financiamento do filme “Dark Horse”, em 13 de maio.

 

O debate teve início após uma apuração da GloboNews sobre a reação de setores da Igreja Católica a uma articulação envolvendo grupos evangélicos. A discussão ganhou associação com o senador Flávio Bolsonaro após uma declaração na qual afirmou que, se eleito presidente, declararia o Brasil como pertencente a Jesus Cristo.

 

O levantamento identifica duas principais ondas de repercussão. A primeira foi impulsionada pela discussão sobre o projeto apresentado em 2007 pelo então deputado Victório Galli, aliado da família Bolsonaro. O projeto foi arquivado em 2008 após ser rejeitado pela Comissão de Educação da Câmara. 

 

Essa primeira onda cresceu com reações de católicos, por uma informação dada pela jornalista Maria Cristina Tavares na Globonews, pela negativa do senador Flávio Bolsonaro e posteriormente, pela correção feita pela própria GloboNews. 

 

A segunda onda relativa ao tema ganhou força depois de uma decisão do ministro André Mendonça, do STF, determinando, em apenas 65 minutos após queixa apresentada pela campanha de Flávio, a remoção de mais de mil publicações. A partir daí, parte significativa do debate passou a tratar de censura, retirada de conteúdo e liberdade de expressão.

 

Perfis mais ligados à esquerda ou ao candidato Lula concentrou maior volume de publicações. Entre 345 posts de perfis políticos analisados pelo Instituto DX, 66% das publicações e 70% das interações foram atribuídas à esquerda. 

 

Perfis classificados pelo instituto como extrema-direita responderam por 33% das publicações e 30% das interações. A imprensa representou 1% das publicações monitoradas.

 

O principal eixo de mobilização identificado foi o cluster denominado “TIRAR O TÍTULO DE APARECIDA”, que concentrou 53% das publicações e 47% das interações. Segundo o relatório, 80% da produção desse grupo teve origem em perfis classificados como de esquerda.

 

Outro tema de destaque nas redes foi “MOBILIZAÇÃO EVANGÉLICA E O PL DE 2007”. O assunto representou 17% das publicações, mas alcançou 33% das interações. A discussão recuperou o Projeto de Lei 2.623/2007, do deputado Victório Galli, e sua posterior associação ao governo Jair Bolsonaro.

 

Já o cluster “FLÁVIO NEGA E ATACA A GLOBO” concentrou 20% das publicações, das quais 96% foram produzidas por perfis classificados pelo instituto como de extrema-direita. Nesse segmento, a correção feita pela GloboNews tanto na quinta (24) quanto na sexta (25) passou a ser utilizada como argumento para contestar a denúncia original.

 

A memória de episódios envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida em 2022 teve participação menor na mobilização. O tema correspondeu a 11% das publicações e apenas 4% das interações.
 

Revista inglesa compara Bolsonaros à série "Sucession" e fala dos escândalos do clã e da cobiça pelo poder
Foto: Reprodução Redes Sociais

“Escândalo e sucessão”. Em uma comparação com a famosa série "Sucession", o semanário inglês Financial Times colocou em sua capa, na edição deste fim de semana, uma reportagem sobre a tumultuada sucessão no clã Bolsonaro. A capa da revista traz ainda, junto ao título, uma imagem, em desenho, reproduzindo a família Bolsonaro, com Flávio ao meio, Jair Bolsonaro e Michelle ao lado e os irmãos Carlos e Eduardo um pouco atrás. 

 

A imagem da capa do Financial Times é uma referência direta à série de streaming “Sucession”, que mostra uma disputa entre os filhos de um empresário dono de um conglomerado de comunicação e entretenimento. A reportagem dentro da revista, que saiu neste sábado (26), aborda as eleições brasileiras e a sucessão política do ex-presidente Jair Bolsonaro, além do crescimento do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas.  

 

A matéria, que tem o título “Escândalo e sucessão na família Bolsonaro”, diz que os membros do clã oscilam entre o “conservadorismo e o caos. O Financial Times também chama a família Bolsonaro de “clã radical e disfuncional”. 

 

“Casa de Bolsonaro será consolidada como uma dinastia política, em vez de uma anomalia isolada”, afirma o semanário inglês. 

 

A reportagem classifica o patriarca do clã, Jair Bolsonaro, como “porta-estandarte de um movimento populista conservador com tons religiosos que leva o seu nome: o bolsonarismo”. 

 

Além de descrever a trajetória do ex-presidente, a reportagem do Financial Times cota o candidato Flávio Bolsonaro como um “político profissional” desde os 21 anos, mesmo sem nunca ter ocupado um cargo executivo. 

 

“Eles praticam um estilo paranoico de política. Assim como a família Trump, personificam o espírito político dos anos 2020: o superficial e o sinistro, a fusão de celebridade, redes sociais e a busca pelo poder”, descreve a publicação. 

 

O Financial Times também fala sobre prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, e depois traça um perfil do seu filho candidato, Flávio Bolsonaro, assim como questiona: “Será que a primeira família do radicalismo de direita no Brasil está à beira de um retorno?” 

 

Em outro momento, a reportagem detalha um episódio do mês de junho, pouco antes de um jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo. Em um vídeo no Instagram, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acusou o enteado Flávio de humilhá-la em uma disputa interna do partido, e chamou a atitude dele de “uma facada nas costas”.

 

Para o FT, os detalhes da briga, sobre alianças e candidaturas regionais, importavam pouco. O que chamou atenção da publicação ingesa foi a hostilidade aberta, que expôs uma fissura no centro da principal família da direita brasileira justamente quando ela planejava voltar ao poder.

 

Segundo um assessor da campanha ouvido pelo jornal, naquele momento a equipe de Flávio chegou a achar que estava tudo acabado.

 

Madrasta e enteado só fizeram as pazes publicamente em meados de agosto, depois de semanas de mediação de aliados. O jornal registra que a reconciliação, com orações e abraços, não convenceu todo mundo.

 

O pastor Silas Malafaia, aliado próximo da família e que celebrou o casamento de Jair e Michelle, disse ao FT que a disputa é sobre herança política. “A briga é sobre quem vai carregar o nome”, afirmou o pastor.

 

Já Flávio Bolsonaro é apresentado como o "moderado autodeclarado" da família, alguém que se definiu como um "Bolsonaro vacinado". Pessoas próximas o descrevem ao jornal como o filho "mais normal", tranquilo e que não guarda rancor.

 

Em entrevista ao FT no início do ano, ele admitiu não chegar aos pés do pai: "Como comparar o filho do Pelé com o próprio Pelé?".

 

O jornal conta que, na convenção do PL em julho, Jair apareceu no telão na forma de um avatar criado por inteligência artificial para apresentar Flávio como seu sucessor, e que o filho enxugou uma lágrima no palco.

 

O semanário fala também de Carlos Bolsonaro, é descrito como o estrategista das redes sociais creditado pela vitória de 2018, chamado pelo próprio pai e pelo irmão de "pit bull da família". Já Eduardo, 42, é o que mais se parece com Jair no estilo, segundo o FT.

 

Morando no Texas desde 2025, ele teve o mandato de deputado cassado e foi condenado à revelia em junho por pressionar autoridades americanas a interferir no julgamento do pai.

 

O FT dedica ainda boa parte da reportagem à ascensão de Michelle, que o jornal aponta como possível "arma secreta" dos Bolsonaro nesta eleição. Evangélica, 27 anos mais jovem que o marido e um ano mais nova que Flávio, ela deixou de ser uma primeira-dama discreta para se tornar, segundo uma pesquisa citada pelo jornal, a mulher mais poderosa do país.

 

A reportagem lembra que pesquisas do ano passado chegaram a mostrar Michelle com mais chances de derrotar Lula do que Flávio ou Eduardo, o que alimentou a rivalidade com os enteados. Hoje ela é candidata ao Senado pelo Distrito Federal, a pedido do marido.

 

Fake news sobre tirar de Nossa Senhora o título de Padroeira inunda as redes e associa autor da ideia a Flávio
Foto: Reprodução Redes Sociais

Desde esta quinta-feira (24), houve um forte crescimento de publicações em redes sociais que buscam vincular o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) a uma iniciativa de tentar retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Na rede X, o assunto está entre os dez mais comentados nesta manhã de sexta (25). 

 

Já no Google Trends, o termo de pesquisa Nossa Senhora Aparecida chegou ao maior patamar nos últimos três meses. Em outras redes há postagens inclusive de religiosos exaltando o fato de Nossa Senhora Aparecida ser a padroeira do Brasil. 

 

Diante da grande repercussão sobre o assunto e da multiplicação de postagens vinculando Flávio Bolsonaro a um projeto que busca retirar o título da padroeira, o próprio candidato gravou um vídeo para se defender das acusações. 

 

“A máfia do PT inventou uma mentira de que eu iria acabar com a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. Isso é uma grande mentira, não existe esse projeto. Respeito todas as religiões e também quem não tem religião, diferente do Lula que quer se meter até nas regras da Igreja Católica”, se defendeu o senador. 

 

A controvérsia surgiu quando postagens nas redes citaram um projeto apresentado na Câmara dos Deputados em 2007, que buscava retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O projeto foi apresentado pelo deputado Victório Galli, e acabou sendo vinculado à campanha do PL pelo fato de o político ter sido do partido de Jair Bolsonaro, o PSL, e ter tirado diversas fotos com o senador.

 

Galli perdeu a eleição em 2018, e chegou a ser nomeado em 2019 para atuar como assessor especial da Presidência da República no governo de Jair Bolsonaro. Atualmente, Victório Galli concorre a deputado federal pelo Mato Grosso, mas pertence ao PP. 

 

Publicações sobre este mesmo projeto já haviam surgido em 2018, afirmando que o PL 2623/2007 estaria prestes a ser votado. A proposta substituía a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. O projeto, entretanto, foi rejeitado na Comissão de Educação da Câmara e levado ao arquivo em 2008. 

 

Um dos posts de maior alcance nas redes sociais foi publicado pelo perfil Muka. Ele mostrou imagens do Projeto de Lei 2.623/2007 e afirmou: “Aqui está o projeto que tira de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil”. A publicação também dizia que Flávio estaria comprometido com a medida e acumulava cerca de 259 mil visualizações na manhã desta sexta.

 

Outras publicações apresentam Flávio Bolsonaro em fotos junto com o ex-deputado Victório Galli, e afirmam que um “aliado do candidato tenta retirar título de Padroeira do Brasil, além de tentar vaga no Congresso”. As postagens, entretanto, não dizem que o projeto já foi arquivado.

 

Até mesmo a ex-ministra dos Direitos Humanos, Anielle Franco (PT-RJ), que é candidata a deputada, entrou no debate. Ela afirmou que Nossa Senhora Aparecida é “símbolo de fé, resistência e da própria identidade do povo brasileiro” e disse que ‘a fé não é moeda de troca eleitoral”.

 

Já a GloboNews teve que se retratar após um comentário da jornalista Maria Cristina Fernandes sobre o assunto, durante o programa “GloboNews em pauta”, nesta quinta. A jornalista disse que haveria um movimento na Igreja Católica em suposta reação a uma parcela de evangélicos que estaria mobilizando um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

 

Na manhã desta sexta, a GloboNews se retratou, explicou que o referido projeto já foi arquivado e pediu desculpas pelo erro cometida por Maria Cristina Fernandes.

Defesa de Bolsonaro desiste de pedido ao STF para suspender condenação por trama golpista
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro desistiu, nesta quinta-feira (24), do pedido encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a execução de sua pena relacionada à trama golpista. A desistência foi registrada menos de três horas após os advogados terem protocolado o requerimento junto ao ministro Kassio Nunes Marques.

 

Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF em setembro de 2025, a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado no país após as eleições de 2022. O pedido de suspensão havia sido feito no contexto de uma ação de revisão criminal que tramita na corte desde maio, sob a relatoria de Kassio Nunes Marques, e que ainda aguarda julgamento.

 

Com o recuo da defesa, o ex-chefe do Executivo deixa de solicitar a paralisação imediata do cumprimento da pena enquanto o mérito da revisão é analisado. Desta forma, ele permanece sob regime de prisão domiciliar humanitária.

 

A desistência do pedido liminar não paralisa a tramitação da revisão criminal em si, que continuará a ser apreciada pelos ministros com o objetivo de alterar a condenação.aro desiste de pedido ao STF para suspender pena por trama golpista

Empresa que financiou filme sobre Bolsonaro recebeu verba do crime organizado, diz ministro
Foto: Reprodução / Agência Brasil

 O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (24) que a empresa "Entre Investimentos", apontada pelas investigações da Polícia Federal (PF) como intermediária de repasses para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, recebia valores originados do crime organizado.

 

"Nós estamos falando de uma administradora, de um grupo empresarial, que é o Grupo Entre, que recebia dinheiro tanto do Master quanto do crime organizado e dentro de um mesmo bolso. E esse recurso foi utilizado para ocultar patrimônio, para lavar dinheiro, para corromper", diz Durigan.

 

A manifestação do ministro ocorreu após o desdobramento da 3ª fase da Operação Carbono Oculto, promovida pela PF em conjunto com a Receita Federal, que investiga a ligação entre a máfia dos combustíveis e o esquema de precatórios do Banco Master. As informações foram confirmadas pelo G1. 

Lula associa caso do Banco Master à gestão Bolsonaro e vê crise no STF impactando eleições
Foto: Podcast Desce a Letra / Ascom do STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta sexta-feira (18) que a crise em torno do Banco Master, instituição financeira que destacou ter sido criada durante o governo de Jair Bolsonaro, envolve diretamente ou indiretamente 5 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

As declarações foram dadas em entrevista à Rádio Tupi, concedida antes de compromissos no Rio de Janeiro ao lado do governador interino do Estado, o desembargador Ricardo Couto. Para o chefe do Executivo, a situação "contamina tudo" nas eleições e exige uma solução antes de qualquer debate sobre a reforma do Judiciário.

 

Durante a entrevista, o petista citou expressamente os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ressaltando que "ninguém está defendendo" os contratos celebrados por eles com a instituição bancária. Sem mencionar nominalmente o ministro Kassio Nunes Marques, Lula também fez referência a mensagens que indicariam o pagamento de um encontro do magistrado com uma acompanhante por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

 

Ao abordar a relação de opositores políticos com a Suprema Corte, Lula sugeriu a existência de ligações do senador Flávio Bolsonaro (PL) com milícias no Rio de Janeiro e argumentou que a insatisfação do parlamentar com o ministro Alexandre de Moraes se deve às decisões judiciais contra seu pai, Jair Bolsonaro, e não ao escândalo do banco.

Bolsa Família: reajuste eleva gasto para R$ 178,5 bi em 2027
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O programa Bolsa Família vai atingir um custo de R$162,4 bilhões este ano e R$178,5 bilhões em 2027 graças a um reajuste anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (17). O gasto do programa se multiplicou por 15 em duas décadas.

 

A previsão para o ano que vem representa um salto de cerca de 1.380% em relação a 2004, ano de lançamento do benefício. Naquela época, o custo anual, considerando valores atualizados pela inflação, foi de R$ 12,1 bilhões.

 

O reajuste de 15% vai começar a valer na folha de pagamento de outubro, entre o primeiro e o segundo turno das eleições. Desse modo, o custo adicional este ano será de R$ 5,8 bilhões, se somando à dotação orçamentária atual de R$ 156,6 bilhões. 

 

Já para 2027, a estimativa do governo é de que o gasto deve aumentar R$ 22,7 bilhões frente ao valor previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), de R$ 155,8 bilhões.

Vorcaro recebeu pedido de reunião com Flávio no dia em que Eduardo Bolsonaro anunciou que iria morar nos EUA
Foto: Montagem com fotos da Agência Senado, divulgação e reprodução redes sociai

A retirada do sigilo do inquérito relacionado ao filme “Dark Horse” trouxe, entre outras revelações, uma mensagem apreendida no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que cita um pedido de reunião dos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro no mesmo dia em que o então deputado federal anunciou que iria morar nos Estados Unidos. Essa mensagem foi enviada pelo publicitário Thiago Miranda a Vorcaro em 18 de março do ano passado. 

 

Segundo relatório da Polícia Federal anexado ao inquérito que apura o financiamento do filme, o publicitário, que intermediou as tratativas sobre o filme, enviou mensagem a Vorcaro às 9h34 do dia 18 de março de 2025. Disse Thiago Miranda: “Flavio B e Eduardo querem marcar uma agenda com vc. Filme”.

 

No mesmo dia, Eduardo Bolsonaro fez uma postagem às 11h37, convocando seguidores para uma live na qual acabou por anunciar que havia decidido morar nos Estados Unidos. Um dia depois do anúncio, o então deputado afirmou, em entrevista à CNN, que cogitava inclusive abrir mão do seu mandato, segundo ele, porque não tinha “tranquilidade para voltar ao Brasil”. 

 

O relatório não informa qual foi a resposta do dono do Banco Master sobre o pedido de reunião e nem se ela ocorreu. O primeiro repasse de verbas a mando de Vorcaro foi feito pouco mais de um mês antes do anúncio de Eduardo. 

 

Outros dois repasses foram realizados seis dias depois, segundo o relatório. O documento foi tornado público pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O dinheiro para o filme “Dark Horse foi repassado por Vorcaro por meio da empresa Entre Investimentos, que enviou os valores para o fundo Havengate, nos Estados Unidos. O fundo é controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.

 

O então deputado Eduardo Bolsonaro estava nos Estados Unidos desde 27 de fevereiro de 2025. Na época, aquela era a sua quarta viagem ao país no início de ano, todas pagas com recursos próprios. Quando Daniel Vorcaro fez o seu primeiro repasse para o filme, de US$ 2 milhões, em 13 de fevereiro de 2025, Eduardo estava em sua terceira ida aos EUA. 

 

Em 24 de fevereiro, o deputado do PL foi a uma conferência nos Estados Unidos e passou duas semanas em um périplo para falar com autoridades americanas sobre o ministro Alexandre de Moraes, do STF, meses depois sancionado pela Lei Magnitsky.

 

A data do primeiro pagamento é posterior ao que foi combinado na proposta de financiamento: seriam 14 parcelas repassadas todo dia 5 — sendo as duas primeiras no valor de US$ 2 milhões em janeiro de 2025 e outras 12 de US$ 1,66 milhão, como mostra documento anexado pela PF.

 

Em nota à imprensa, Eduardo Bolsonaro diz que nunca conversou ou se reuniu com Vorcaro e nega qualquer relação entre sua mudança para os EUA e o dinheiro do filme. Já a equipe de Flávio vem repetindo a afirmação de que ele não cometeu irregularidades e defende o fim do sigilo da investigação.
 

Flávio Bolsonaro tentou por quatro vezes afastar Flávio Dino da investigação sobre emendas para o "Dark Horse"
Foto: Montagem com fotos Agência Senado e Assessoria de Imprensa STF

O candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) tentou, por quatro vezes, retirar do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a investigação sobre destinação de emendas e desvio de finalidade para financiar o filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na última quinta-feira (10/9), Dino autorizou uma operação contra 29 alvos ligados à investigação sobre o repasse de emendas parlamentares à produtora do filme.

 

Os quatro pedidos feitos pela defesa de Flávio Bolsonaro foram feitos entre os dias 13 e 29 de julho deste ano. Dois dos pedidos foram endereçados ao presidente do STF, Edson Fachin, e dois ao próprio Flávio Dino.

 

A alegação dos advogados de Flávio Bolsonaro era a de que a investigação sobre o filme “Dark Horse” estava sob o comando do ministro André Mendonça, e que, por isso, ele também deveria assumir a apuração sobre eventual uso de recursos públicos na obra.

 

“Demonstrou-se que o protocolo das petições no âmbito da ADPF nº 854 não se deu por acaso, mas se tratou de verdadeira manipulação das regras de competência, a fim de criar uma prevenção artificial e inexistente do Exmo. Min. Flávio Dino para os fatos”, disse a defesa do senador.

 

Na investigação sobre as emendas parlamentares, relatada por Flávio Dino, é apurado o suposto uso irregular de verbas públicas para a produção do filme. A Polícia Federal investiga se verbas destinadas à execução de projetos sociais foram desviadas por meio do Instituto Conhecer Brasil (ICB) para bancar a cinebiografia.

 

Já a investigação que envolve o Caso Master, e que está sob comando de André Mendonça, apura o repasse de milhares de reais feitos por Daniel Vorcaro para financiar o filme. Os investigadores querem saber se houve lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Empresas de Flávio Bolsonaro e do Careca do INSS dividem a mesma sala e possuem o mesmo contador
Foto: Montagem com fotos de Lula Marques / Agência Senado

Reportagem exclusiva do site ICL Notícias revelou, nesta sexta-feira (11), que a empresa de capacetes Bravo Grafeno, de propriedade do senador Flávio Bolsonaro e do seu irmão, Carlos Bolsonaro, divide o mesmo endereço em Brasília com 16 firmas de propriedade do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. 

 

O levantamento do ICL Notícias indica que a empresa de Flávio Bolsonaro usou não apenas a mesma estrutura do Careca do INSS, investigado na Operação Sem Desconto da Polícia Federal e que se encontra preso na Papuda. O candidato a presidente também se utilizava dos mesmos serviços de contabilidade das firmas do Careca do INSS.

 

O contador do Careca do INSS se chama Alexandre Caetano dos Reis, dono da Voga Serviços Contábeis. O contador foi preso em dezembro de 2025, envolvido em negócios ilegais com o Careca do INSS, inclusive sendo sócio dele em uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal no Caribe.

 

Alexandre Caetano dos Reis é responsável também pela contabilidade do escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro. Além disso, o escritório da firma de Reis funciona no mesmo prédio onde estão localizadas as firmas do Careca do INSS e da Bravo Grafeno de Flávio e Carlos Bolsonaro. 

 

O endereço compartilhado entre a empresa de capacetes e as firmas do Careca do INSS, de acordo com a reportagem do site ICL Notícias, é a sala de número 2601 bloco D, do Edifício Connect Towers, em Águas Claras, região administrativa do Distrito Federal.

 

A Bravo Grafeno foi aberta pela família Bolsonaro em junho de 2024 e conta com capital social de R$ 100 mil. A loja online vende dois modelos de capacete por R$ 598,90 e viseiras branca e preta, por R$ 54.

 

O ICL Notícias apurou ainda que outra conexão de Flávio Bolsonaro com personagens investigados no escândalo do INSS se chama Letícia Caetano dos Reis, administradora do escritório de advocacia do senador. Ela é irmã do contador Alexandre Caetano dos Reis, preso na Papuda.

 

Em entrevista à Agência Pública, em 30 junho de 2022, Letícia afirmou que chegou ao escritório de Flávio Bolsonaro por indicação de Willer Tomaz, amigo do senador e advogado que também foi alvo da Operação Sem Desconto. Willer Tomaz tem procuração nos autos da investigação sobre os desvios no INSS para defender Alexandre Caetano dos Reis.

 

O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), que concorre à presidência e se recupera em um hospital, falou sobre a revelação do site ICL Notícias em postagem na rede X. 

 

“Estou dois dias internado e quando fui olhar as notícias de Brasília, dou de cara com essa: Careca do INSS é sócio do Flávio Bolsonaro? É isso mesmo?” questionou Caiado.

PGR aponta que Eduardo Bolsonaro orientou envio de recursos para financiar "Dark Horse", filme de Jair Bolsonaro
Foto: Reprodução

Um documento da Procuradoria-Geral da República (PGR), elaborado com base em investigações da Polícia Federal (PF), aponta que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro orientou a gestão responsável pela remessa de recursos aos Estados Unidos para o financiamento do filme "Dark Horse", biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

O parecer, assinado por Paulo Gonet, procurador-geral da República, deu aval à abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar o financiamento da produção do filme.

 

Investigadores da Polícia Federal obtiveram, durante as investigações, conversas com orientações sobre como operacionalizar o envio dos valores obtidos para fora do país. O documento do inquérito não afirma quem era o destinatário direto da mensagem.

 

No texto, o ex-parlamentar sugere enviar o máximo possível pelo sistema já utilizado, sem especificar qual seria, e coloca um operador à disposição para reuniões.

 

"O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para os EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático, vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de seis meses, calculamos", diz o trecho atribuído a Eduardo Bolsonaro.

 

"Meu receio é que você seja solícito, bom coração, mas tenha essa dificuldade. Solução: enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, como o remetente atual e etc. Será que conseguimos? Nos dá amanhã um feedback desta sua reunião de hoje à noite, por favor? O Altieris Santana está à disposição, inclusive voa para fazer reunião pessoal com quem quer que seja", conclui a mensagem.

 

Altieris Santana, citado no diálogo, é identificado na apuração como diretor do Havengate Development Fund, fundo de investimento sediado no Texas (EUA) responsável por administrar os valores e repassá-los à produtora Go Up Entertainment.

Mendonça mantém sigilo sobre informações do filme "Dark Horse" e investigação que envolve Jaques Wagner
Foto: Assessoria de Imprensa STF / Divulgação

O ministro André Mendonça, conforme determinado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, levantou no final da noite desta quinta-feira (10) o sigilo de diversas investigações relacionadas ao escândalo do Banco Master. Mendonça, entretanto, manteve em segredo de justiça algumas delas, como a petição que investiga o repasse de recursos por Daniel Vorcaro para um fundo de investimento nos Estados Unidos com o objetivo de financiar a produção do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

O presidente do STF, na decisão em que solicitou a retirada do sigilo das investigações do caso Master que tramitam na Corte, autorizou André Mendonça a manter em sigilo o que poderia prejudicar investigações futuras operações e diligências sobre o caso.

 

Nesse sentido, Mendonça manteve fechadas as informações sobre o repasse para o filme “Dark Horse” e também a petição que investiga a relação entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima. Outra investigação mantida em sigilo por Mendonça foi aquela revelada pela Polícia Federal no relatório de inteligência enviado para o ministro Alexandre de Moraes, sobre Antônio Rueda e ACM Neto.

 

Os documentos relacionados à relação entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro estão na lista de processos que se tornaram públicos após determinação de André Mendonça. Os documentos desse processo, entretanto, já tinham sido liberados na última semana por decisão do próprio Mendonça.

 

Na noite desta quinta, o ministro André Mendonça tornou público 14 procedimentos sob sua relatoria no STF. Entre eles estão dois dos principais inquéritos que detalham a engenharia financeira que levou ao rombo bilionário do Banco Master. 

 

O principal deles é o inquérito 5026, da Operação Compliance Zero. Ele foi criado quando o processo ainda estava sob relatoria do ministro Dias Toffoli, momento em que o magistrado determinou a remessa do inquérito que tramitava na Justiça Federal contra Daniel Vorcaro e outros suspeitos.

 

É a partir deste inquérito que outras investigações foram ramificadas. Entre as que tiveram o sigilo levantado por André Mendonça, cinco tratam direta ou indiretamente das operações de prisão e busca e apreensão contra os envolvidos no grupo chamado “A Turma”, utilizado por Vorcaro para intimidação e perseguição de adversários e desafetos.

 

Outro inquérito, que investiga a cooptação de influenciadores, o chamado “Projeto DV”, para influenciar a percepção pública sobre Vorcaro e o Banco Master, também teve seu sigilo levantado pelo ministro André Mendonça.

 

Também consta no material liberado por André Mendonça as informações sobre o pagamento de viagens e jantares internacionais por Daniel Vorcaro para os dois servidores do Banco Central acusados de atuar para favorecer o Banco Master. É o que afirma a Polícia Federal nos relatórios enviados ao STF.

 

De acordo com a investigação, Vorcaro teria custeado parte de uma viagem do ex-chefe de Supervisão Bancária do BC, Belline Santana, junto com a esposa para Paris, assim como do ex-diretor de Fiscalização Paulo Sérgio Neves de Souza para a Disney, nos Estados Unidos.

 

Segundo a investigação, Vorcaro teria organizado uma viagem de Belline e da esposa para Paris. O ex-banqueiro “tratou diretamente com prestadores de serviços no exterior sobre reservas de restaurantes, recepção e logística, chegando inclusive a encaminhar o contato pessoal do servidor para que a programação fosse finalizada”, diz a PF.

 

A decisão tomada por Edson Fachin sobre as investigações do Banco Master ocorre às vésperas da sessão extraordinária do Supremo marcada para 15 de setembro. O plenário deverá analisar a controvérsia envolvendo o relatório da Polícia Federal que revelou diálogos entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) questiona a validade dessa parte da investigação e pediu a nulidade do relatório.

 

O levantamento do sigilo, na visão de Fachin, teve como objetivo permitir que os demais integrantes do STF tenham acesso ao conjunto de informações relacionadas ao caso antes da sessão. 

Renan Santos diz que caso "Dark Horse" não mudará voto em Flávio Bolsonaro porque "brasileiro gosta de bandido"
Foto: Reprodução TV Globo

Renan Santos, candidato do partido Missão à presidência, disse acreditar que novas revelações sobre o filme “Dark Horse” não farão o eleitor do senador Flávio Bolsonaro mudar seu voto. Renan postou um vídeo em suas redes sociais nesta quinta-feira (10) para comentar a operação autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o deputado Mário Frias (PL-SP) e outras pessoas envolvidas com possível uso de dinheiro público para financiar o filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

 

“É óbvio que houve roubalheira no caso Dark Horse, é óbvio que havendo justiça no país, e eu não estou dizendo que haverá, alguns serão presos, e isso vai incluir membros da família do próprio Flávio, e é óbvio que o eleitor do Flávio não liga. Isso não vai mudar nada. O eleitor que vota no Flávio vai olhar isso e falar, dane-se”, afirmou o candidato. 

 

Para Renan Santos, o eleitor do Flávio Bolsonaro já superou denúncias como a das rachadinhas na época em que ele era deputado estadual, já aturou informações sobre a relação do senador com o advogado Willer Tomaz, envolvido no escândalo do INSS, além de outros casos, como compra de mansão com financiamento abaixo dos juros de mercado pelo BRB. 

 

“Eles já aturaram de tudo. Agora vem o escândalo Dark Horse, mas esse pessoal não tem salvação. A desculpa que se usa agora é ´melhor ele do que a turma do Lula´, mas eles estão nos mesmos escândalos, e no primeiro turno o eleitor pode votar em outra pessoa”, afirmou o candidato do Missão. 

 

Ainda no seu vídeo, Renan Santos disse acreditar que a população brasileira “gosta de bandido”, citando, além das denúncias sobre Flávio Bolsonaro, o alto número de seguidores de pessoas como as influenciadoras Virgínia e Deolane Bezerra. 

 

“É muito difícil pegar um eleitor que ama bandido e fala para ele não amar o seu bandido porque ele é bandido. E nem que as pessoas amam o Flávio, elas amam o Jair, e vão se juntando ao Flávio por conveniência”, explicou o candidato do Missão. 
 

Deputada bolsonarista movimentou R$ 3,4 milhões em um ano e destinou emenda para produtora do "Dark Horse"
Fotos: Bruno Spada / Câmara dos Deputado / Divulgação

Relatório do Coaf citado na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), indica que a deputada Bia Kicis, do PL do Distrito Federal, teria movimentado, de maneira atípica, um total de R$ 3,4 milhões no período de um ano. A informação foi divulgada pela coluna Tácio Lorran, do site Metrópoles, nesta quinta-feira (10). 

 

O nome da deputada bolsonarista apareceu na investigação comandada por Flávio Dino sobre envio de emendas parlamentares e dinheiro público para o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, devido ao registro de um repasse pontual de R$ 500,00 realizado a ela pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP), um dos alvos da investigação. Segundo o relatório do Coaf, Bia Kicis teria movimentado, entre maio de 2025 e maio de 2026, R$ 1,7 milhão em créditos e R$ 1,7 milhão em débitos.

 

Bia Kicis também aparece na investigação por ter destinado emenda parlamentar à ANC (Academia Nacional de Cultura), entidade presidida por Karina Gama, alvo da operação Make Up, que investiga suspeitas de irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse”. Os recursos foram destinados, por meio do Governo de São Paulo, ao projeto “Heróis Nacionais”. 

 

O documento da investigação afirma que a emenda não teve execução financeira e que, até a data da análise, nenhum valor havia sido transferido para a ANC. Os registros do Portal da Transparência, porém, mostram que os recursos foram empenhados e pagos ao Estado de São Paulo.

 

Como deputada federal, Bia Kicis tem salário de R$ 46.366,19. Nas eleições deste ano, em que concorre a uma das duas vagas de senadora pelo Distrito Federal, Kicis declarou possuir um imóvel no Lago Sul avaliado em R$ 1,2 milhão e R$ 100 mil em depósitos bancários.
 

Delator detalha repasses de US$ 12,3 mi para fundo de filme sobre Bolsonaro
Foto: Divulgação / Dark Horse / Redes Sociais via LinkedIn

O empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro, detalhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) a realização de sete repasses financeiros, sob o formato de "subscrições de cotas",  para o fundo Havengate, sediado nos Estados Unidos. O fundo é apontado como responsável pelo financiamento do filme "Dark Horse", produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Segundo informações apuradas pelo g1, os repasses ocorreram entre janeiro e setembro de 2025 e totalizaram US$ 12,333 milhões (o equivalente a cerca de R$ 62,8 milhões na cotação de setembro de 2025). As operações teriam sido efetuadas por meio da empresa Entre Investimentos, a pedido do ex-dono do extinto Banco Master, Daniel Vorcaro.

 

A subscrição de cotas consiste na emissão de novas frações por um fundo para ampliação do seu patrimônio mediante investimento. Conforme o depoimento do delator, os recursos haviam sido solicitados a Vorcaro pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atual candidato à Presidência da República.

 

Em seu relato, Freixo Jr. afirmou que Vorcaro o procurou via aplicativo de mensagens entre o final de 2024 e o início de 2025 para solicitar os envios. A intenção inicial do ex-banqueiro previa a transferência de aproximadamente US$ 24 milhões divididos em mais de dez operações, até janeiro de 2026. Contudo, apenas sete transações foram concluídas antes da primeira prisão de Vorcaro, ocorrida em novembro de 2025.

Lula critica gestão Jair Bolsonaro e diz que "basta um salafrário qualquer" para destruir políticas ambientais
Foto: Reprodução Redes Sociais

Em solenidade na tarde desta terça-feira (8) no Palácio do Planalto, para demarcação de Unidades de Conservação em alusão ao Dia da Amazônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez diversas críticas ao governo do seu antecessor, Jair Bolsonaro, especialmente na área de meio ambiente. 

 

No seu discurso, Lula criticou as medidas adotadas pelo governo Bolsonaro e disse que basta um “salafrário qualquer” para rapidamente destruir políticas ambientais que levam décadas para serem elaboradas e implementadas. 

 

“Agora, para destruir isso, é só um salafrário qualquer, que não gosta da questão ambiental, assumir o governo para ele destruir tudo”, disse Lula.

 

O presidente e candidato à reeleição afirmou que as políticas ambientais implementadas pelo seu governo foram construídas ao longo de anos, com reuniões e disputas entre diferentes áreas da administração pública. 

 

“A gente não pode esquecer. Dizem que nós temos memória curta, nós não podemos ter memória curta, porque, pra construir essas políticas que nós estamos anunciando aqui, levou anos, anos de reuniões entre o Ministério do Meio Ambiente, a Casa Civil, o Ministério do Transporte, foram anos e muita briga”, explicou.

 

Lula voltou a fazer referência ao governo Bolsonaro ao criticas políticas adotadas naquele período. 

 

“A menos de quatro anos atrás, a gente tava chorando, porque o discurso era, sabe, vamos quebrar a cerca para passar o gado. Esse era o discurso de quatro anos atrás. A gente não pode esquecer”, reiterou o presidente.

 

Em sua fala de 13 minutos, o presidente Lula não citou a atual crise institucional do Supremo Tribunal Federal, e nem tampouco a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. 

 

O evento no Palácio do Planalto marcou a assinatura de decretos que criam quatro Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) no Amazonas e ampliam o Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí. A cerimônia também contou com a assinatura de contratos de concessão florestal, de um termo de fomento à sociobioeconomia e de aportes financeiros do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 
 

Diego Castro defende Flávio Bolsonaro e pede ‘Fora Moraes’ em ato no Farol
Foto: Divulgação

Durante ato de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizado na manhã desta segunda-feira (7), no Farol da Barra, em Salvador, o deputado estadual Diego Castro (PL) defendeu a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República e reforçou o movimento pela saída do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

A manifestação, realizada no Dia da Independência, reuniu lideranças e militantes da direita baiana e teve como principais bandeiras o apoio a Flávio na disputa pelo Palácio do Planalto e o “Fora Moraes”. Atos com pautas semelhantes foram convocados em outras cidades do país.

 

O parlamentar afirmou que a militância bolsonarista na Bahia estará mobilizada para ampliar a votação de Flávio em um estado onde o PT historicamente obtém vantagem nas disputas presidenciais.

 

“Flávio Bolsonaro representa hoje a continuidade de um projeto que milhões de brasileiros escolheram defender. Aqui na Bahia, sabemos do tamanho do desafio, mas não vamos entregar nenhum voto sem disputa. Vamos para as ruas mostrar que existe uma Bahia conservadora, que defende a liberdade e quer Flávio Bolsonaro presidente”, afirma.

 

A candidatura de Flávio tem apostado nos atos do 7 de Setembro para mobilizar a base bolsonarista na reta final da campanha. O senador também convocou apoiadores para manifestações sob as palavras de ordem “Fora Lula” e “Fora Moraes”. Na Bahia, a mobilização no Farol da Barra já vinha sendo organizada por integrantes do PL como uma demonstração de apoio ao presidenciável.

 

Diego também direcionou críticas a Alexandre de Moraes. A pressão sobre o ministro ganhou novo impulso entre integrantes da oposição após a divulgação de informações da investigação envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que ampliaram a crise interna no STF e passaram a ser exploradas politicamente por aliados de Flávio Bolsonaro.

 

“Ninguém pode estar acima da lei, nem mesmo um ministro do STF. Diante de tudo o que veio à tona, Alexandre de Moraes precisa responder ao país. Por isso dizemos, de forma clara: fora Moraes”, declarou Diego.

 

O deputado baiano ainda relacionou as duas principais bandeiras do ato. Segundo ele, a mobilização em torno de Flávio Bolsonaro e as críticas ao ministro fazem parte de uma mesma agenda política da direita para as eleições deste ano.

 

“O 7 de Setembro é o Dia da Independência, e independência também significa ter coragem para enfrentar abusos, cobrar respostas e defender a liberdade. O recado que sai hoje do Farol da Barra é muito claro: a direita está nas ruas, está mobilizada e vai trabalhar até o último dia para eleger Flávio Bolsonaro e mudar os rumos do Brasil”, completa.

Haddad afirma que Tarcísio recebeu R$ 2 mi do Banco Master para se eleger
Foto: Ricardo Stuckert / PT Divulgação

Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, intensificou suas críticas ao adversário Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante um evento de campanha em São José do Rio Preto, no interior paulista, neste sábado (5/9). Ao lado do ex-presidente Lula, Haddad acusou Tarcísio de ter recebido doações do Banco Master para sua campanha eleitoral, citando uma doação de R$ 2 milhões feita por Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, que também está sob investigação.

 

Haddad destacou que o Banco Master teve relações com três ex-ministros do governo Bolsonaro e mencionou um quarto ministro que também recebeu recursos para sua campanha em 2022. As doações a Tarcísio e Bolsonaro ganharam destaque na mídia após a revelação de uma declaração de Vorcaro, que indicou que os repasses eram, na verdade, propina. Tarcísio respondeu às acusações, chamando-as de “ridículas”, enquanto o governo paulista também se manifestou sobre as alegações.

 

Haddad, por sua vez, afirmou que o escândalo do Banco Master é resultado de uma “máfia” ligada ao governo Bolsonaro. Ele ressaltou que o banco cresceu sob a gestão do presidente do Banco Central nomeado por Bolsonaro, e que diversos políticos, incluindo ministros e candidatos, se beneficiaram financeiramente.

 

"Três ministros, o presidente do Banco Central, o candidato a governador de São Paulo e o candidato à Presidência da República, todo mundo pôs o dinheiro, pôs a mão no dinheiro do Master, e nós não chamamos isso pelo nome que tem? Isso é uma máfia. Quem montou o Banco Master nesse país é uma máfia para se perpetuar no poder", declarou Haddad

 

Além de criticar Tarcísio, Haddad também fez observações sobre Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na corrida presidencial. Ele comparou as posturas dos dois, afirmando que Lula não interfere nas investigações da Polícia Federal para proteger familiares, enquanto Flávio é associado a polêmicas, como a compra de uma mansão em Brasília e pedidos de dinheiro a Vorcaro para financiar um filme sobre seu pai.

Flávio Bolsonaro alega que Tarcísio de Freitas é 'um dos grandes quadros' para a disputa de 2030
Fotos: Reprodução / Agencia Brasil / Mifra

Em agenda de campanha o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou que o aliado "é um dos grandes quadros da direita" para a disputa presidencial de 2030. A declaração ocorre após a recente divulgação da pesquisa Quaest mostrar a importância do eleitorado de centro-direita nessa eleição.

 

Ao público e questionado pelo portal UOL,  Flávio afirmou que "não há dúvidas" sobre a presença de Tarcísio entre os nomes para 2030. Durante a fala, o governador paulista, que busca a reeleição, não fez comentários diretos sobre o assunto, reagindo apenas à passagem de um trem próximo ao local da agenda. 

 

Na ocasião, Flávio brinca: "A gente não consegue nem dar entrevista de tanta ferrovia que ele entregou". Apesar disso, se vencer, Flávio já foi claro que pretende anistiar seu pai, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ou seja, mesmo em caso de vitória o futuro é incerto para o candidato ao Palácio do Planalto em 2030.

 

Esta é a terceira vez que ambos cumprem agenda juntos na campanha. Tarcísio figurava como um dos nomes cotados para a corrida ao Planalto deste ano, mas Flávio foi o indicado por Jair Bolsonaro (PL) para encabeçar a chapa presidencial.


Tarcísio de Freitas, por sua vez, tem mencionado com mais frequência as eleições de 2030, embora evite confirmar oficialmente sua entrada no pleito. No último dia 24, o governador destacou que seu compromisso atual é vencer as eleições de 2026 e cumprir as promessas de campanha, complementando.

 

"O resto aí é projeto de Deus, é o tempo que vai dizer". Anteriormente, no dia 19, ao ser questionado sobre uma possível candidatura à Presidência "no futuro", limitou-se a responder: "Talvez.

AtlasIntel: Hugo Motta é o político mais rejeitado da Paraíba e vê a sua eleição e a de seu pai ameaçadas
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), está no topo da lista dos políticos mais rejeitados do seu estado, a Paraíba. Foi o que revelou pesquisa AtlasIntel realizada na Paraíba e divulgada nesta quinta-feira (3). 

 

Os números da rejeição de Motta apurados pela AtlasIntel colocam em risco não apenas a reeleição do presidente da Câmara, mas também a eleição do seu pai para uma das duas vagas para o Senado Federal. Nabor Wanderley, prefeito da cidade de Patos e pai de Motta, também foi mal avaliado pela população paraibana. 

 

De acordo com a AtlasIntel, Hugo Motta lidera a lista dos políticos mais rejeitados pelos paraibanos, com 63,%% das menções negativas. Motta está à frente de Jair Bolsonaro (56,2%), Flávio Bolsonaro (51,5%), Renan Santos (51,3%) e Romeu Zema (46%). 

 

O pai de Motta, Nabor Wanderley, aparece na sexta posição no ranking da rejeição, com índice de 45,2%. Os dois principais adversários de Wanderley ao Senado possuem rejeição mais baixa: Lucas Ribeiro (PP) tem 32,7% e o atual senador Veneziano Vital do Rego (MDB) tem 29,2% de taxa. 

 

A situação de Hugo Motta é ainda pior na avaliação que a AtlasIntel fez dos políticos que têm imagem mais positiva ou negativa entre os moradores da Paraíba. O presidente da Câmara apareceu na última posição do ranking, com 78% de impressão negativa e apenas 11% positiva.

 

O líder desse ranking é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 54% de menções positivas e 41% negativas. Na segunda colocação está o senador Veneziano, com 53% de impressões positivas e 34% de posições negativas. 

 

O estado da Paraíba possui 12 cadeiras na Câmara. Na última eleição, Hugo Motta foi o mais votado, recebendo 158.171 votos para cumprir o seu quarto mandato consecutivo. 

 

A pesquisa AtlasIntel ouviu 1.207 eleitores na Paraíba entre os dias 28 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04083/2026.
 

Delação: Vorcaro diz que R$ 5 mi doados a Tarcísio e Bolsonaro foram propina
Foto: Alan Santos / Secom

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em uma proposta de delação premiada, que os R$ 5 milhões doados em 2022 para campanhas de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Jair Bolsonaro (PL) teriam sido parte de uma negociação de propina. Segundo Vorcaro, foram destinados R$ 2 milhões à campanha de Tarcísio e R$ 3 milhões à de Bolsonaro. O relato foi revelado pelo UOL nesta quinta-feira (3).

 

Naquele ano, Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro e também investigado na Operação Compliance Zero, foi o maior doador das campanhas. O empresário afirmou que os valores seriam “contrapartidas financeiras” relacionadas a um suposto “ajuste indevido com Gilberto Kassab” para garantir a permanência do Credcesta no governo de São Paulo.

 

De acordo com o relato, Augusto Lima, sócio do Banco Master responsável pela expansão do Credcesta, teria buscado assegurar a continuidade do negócio diante da possibilidade de vitória de Tarcísio nas eleições daquele ano. Vorcaro disse ainda que o pagamento seria inicialmente feito integralmente em dinheiro.

 

Segundo ele, Kassab ou interlocutores teriam informado que era necessário cumprir compromissos com partidos aliados e que, nesse caso, as legendas aceitariam apenas doações oficiais. A proposta de colaboração, porém, foi rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.

 

O presidente do PSD afirmou que nunca tratou de doações com Vorcaro ou Augusto Lima e disse não ter qualquer relação com o ex-banqueiro. A defesa de Tarcísio também negou vínculo com Vorcaro. Em nota, afirmou que a campanha de 2022 teve mais de 600 doadores, seguiu a legislação eleitoral e teve as contas aprovadas pela Justiça Eleitoral.

TSE forma maioria e livra Flávio Bolsonaro de punição por avatar de Bolsonaro com IA
Foto: Carlos Moura / Agência Senado

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria, nesta terça-feira (1º), para não punir a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, pelo uso de um avatar de Jair Bolsonaro criado com inteligência artificial durante a convenção do partido, em julho. Até o momento, quatro ministros votaram nesse sentido: o presidente da Corte, Nunes Marques, além de André Mendonça, Dias Toffoli e Antonio Carlos.

 

O entendimento é de que não cabe multa nem remoção do material exibido no evento. O julgamento também discute uma tese sobre o uso de deepfakes nas eleições. Pela posição majoritária, a restrição a esse tipo de ferramenta deve ocorrer quando houver propaganda antecipada. Relator do caso, Nunes Marques afirmou que a fala reproduzida pelo avatar de Jair Bolsonaro não configurou pedido direto de votos para o filho.

 

Segundo ele, a menção ao cargo pretendido por Flávio não seria suficiente para caracterizar uma convocação do eleitorado. “A expressão não contém pedido de votos. A conclusão não se altera pela frase de encerramento, embora faça referência ao cargo almejado, não conclama os cidadãos”, afirmou o ministro.

 

Uma resolução do TSE estabelece que o uso de deepfake é proibido para prejudicar ou favorecer candidaturas, mesmo quando há autorização da pessoa reproduzida. A prática pode ser enquadrada como abuso do poder político e uso indevido dos meios de comunicação, com possibilidade de cassação do registro.

 

No caso analisado, porém, a maioria entende que a peça exibida na convenção não teve conteúdo suficiente para atrair essas punições. O julgamento ainda está em andamento e discute os limites para utilização de inteligência artificial em peças eleitorais e as situações em que a tecnologia pode resultar em sanções pela Justiça Eleitoral.

Vorcaro repassou mais US$ 1,6 mi para filme sobre Bolsonaro após cobrança de Flávio Bolsonaro
Fotos: Reprodução / PF / Banco Master

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro efetuou uma nova transferência no valor de US$ 1,666 milhão para o financiamento do filme Dark Horse em setembro de 2025, dias após ser cobrado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o atraso em parcelas do projeto. As informações foram reveladas pelo jornalista Breno Pires, em reportagem da Revista Piauí divulgada nesta terça-feira (1º).

 

O novo repasse consta de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) obtido pela publicação. A operação junta-se a outros seis pagamentos de igual valor realizados até maio de 2025, elevando o total destinado por Vorcaro à cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro de US$ 10,6 milhões para US$ 12,3 milhões (equivalente a mais de R$ 65 milhões na cotação da época).


Segundo as apurações jornalísticas, as transferências do controlador do Banco Master eram intermediadas pela empresa Entre Investimentos e Participações, ligada a um aliado de Vorcaro. A firma repassava os valores para o fundo Havengate, sediado nos Estados Unidos e controlado por um advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, de onde o montante seguia para a produtora do longa.

 

Diálogos inéditos obtidos pela revista mostram uma troca de mensagens do dia 22 de outubro de 2025 entre o banqueiro e o publicitário Thiago Miranda, responsável pela captação de recursos da obra. Na ocasião, Miranda questionou: “Consegue liberar as parcelas do filme?”. Vorcaro respondeu afirmando ter liberado “mais uma hoje”, ao passo que o publicitário replicou: “Vou avisá-los. Flávio disse que iria te ligar tb”.

 

Caso a transação mencionada no diálogo tenha se concretizado nos mesmos moldes, o somatório desembolsado pelo empresário alcança US$ 14 milhões (cerca de R$ 72 milhões). Procurado pela piauí, Flávio Bolsonaro não se pronunciou e orientou que os questionamentos fossem direcionados à produtora do filme, a empresa Go Up.

 

“Irmão, preferi te mandar o áudio aqui para você ouvir com calma. [...] Eu sei que você está passando por um momento dificílimo aí também, essa confusão toda, você sem saber exatamente como é que vai caminhar isso tudo. E apesar de você ter dado a liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando, tá?”.

 

A apuração da Piauí desmente declaração dada por Flávio Bolsonaro à GloboNews, na qual o senador afirmava que os pagamentos efetuados pelo banqueiro teriam cessado em maio de 2025.

Eduardo Bolsonaro usa vídeo antigo de Jair para simular ato de Flávio no Nordeste
Foto: Divulgação

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) compartilhou um vídeo antigo como se fosse do primeiro ato do irmão, Flávio Bolsonaro (PL), em Maceió (AL) nesta terça-feira (25). Em publicação no X, o ex-parlamentar respondeu a postagem de um apoiador que vinculava as imagens de uma carreata cercada por uma multidão de verde e amarelo ao evento bolsonarista da primeira agenda de campanha de Flávio no Nordeste.

 

Acontece que as imagens mostram um ato de campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na Praça da Matriz de Gravatá, em Pernambuco, às vésperas da campanha eleitoral de 2024. Na época, a chegada de Jair ao evento foi compartilhada pelo perfil do próprio ex-presidente no Instagram.

 

 

"Bati o olho e achei que era o pai, mas é o @FlavioBolsonaro mesmo! Venha 2026!", escreveu Eduardo, sugerindo que as imagens são de Flávio.

 

No Nordeste, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 53% das intenções de voto no primeiro turno, contra 25% de Flávio, segundo o Datafolha. São 28 pontos de vantagem, a maior distância entre os dois nos recortes regionais.

 

Segundo O Globo, em sua primeira viagem ao Nordeste desde o início oficial da campanha, Flávio reconheceu que Lula “fez algo pelo Nordeste” no passado, prometeu manter o Bolsa Família e dirigiu parte de sua fala ao eleitor “desiludido” com o governo.

 Justiça barra uso do nome 'Bolsonaro' para candidatos sem parentesco com o ex-presidente
Foto: Roberto Jayme / TSE

A Justiça Eleitoral tem barrado o uso do nome 'Bolsonaro' por candidatos que tentaram utilizar a referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro, sem possuir parentesco ou laço sanguíneo. 

 

As decisões, que partiram dos Tribunais Regionais Eleitorais do Rio de Janeiro e do Mato Grosso, determinaram a retira imediata da alusão ao ex-presidente dos nomes escolhidos por candidatos para aparecer na urna eletrônica. Os relatores justificaram que a utilização do sobrenome pode confundir os eleitores.

 

Até o momento, os atingidos foram  Renato de Araújo Corrêa (PL), que concorre a vaga de deputado federal pelo RJ e Flaviane Ramalho de Oliveira (NOVO), candidata a deputada estadual em Mato Grosso. Os candidatos haviam registrado os nomes "Renato Araujo do Bolsonaro" e "Flaviane do Bolsonaro", no entanto a justiça determinou a mudança da identificação nas urnas.

 

Segundo o Ministério Público Eleitoral, as relações politicas e pessoais de Renato e Flaviane com a familia Bolsonaro não justificam a incorporação do sobrenome, e pode levar o eleitor a interpretar como uma indicação de parentesco. 

 

As decisões não impedem a candidatura, mas restringem a forma como os candidatos devem ser identificados na urna eletrônica. Assim como o nome de 'Bolsonaro', o MPE alega ser contra o uso de sobrenome de quaisquer outros líderes politico com o intuito de reunir votos.

 

Atualmente, outro casos ainda aguardam julgamento. Ao todo, 29 candidatos registraram alguma referência a Bolsonaro no nome de urna, enquanto outros 10 tentaram se associar ao nome de Lula. 

Dino autoriza PF a obter dados da produtora de “Dark Horse” e Flávio diz que não vai apresentar prestação de contas
Foto: Reprodução Redes Sociais

Os gastos de R$ 75 milhões com o filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, voltaram à ordem do dia em Brasília, depois de um longo tempo sem novas informações a respeito do tema. Nesta segunda-feira (24), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu ao pedido da Polícia Federal e autorizou que a corporação tenha acesso aos dados da operação contra a produtora do filme. 

 

Pela decisão de Dino, a Polícia Federal poderá acessar informações obtidas após uma operação, realizada em junho pela Polícia Civil de São Paulo, contra Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”. A ação da Polícia Civil mirou suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos.

 

Também nesta segunda (24), o senador Flávio Bolsonaro sinalizou à imprensa, por meio de interlocutores, que não vai apresentar a prestação de contas do que foi gasto para a realização do filme. Em maio, quando vieram à tona vazamentos da sua conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro e o pedido de R$ 61 milhões para fazer o filme, o senador do PL disse publicamente que apresentaria “em no máximo 30 dias” a prestação de contas sobre os recursos repassados a “Dark Horse”. 

 

De acordo com a CNN, a justificativa dada por Flávio Bolsonaro é de que ele não tem acesso a todos os dados necessários para fazer a prestação de contas, já que o filme é feito pela produtora Go Up Entertainment.

 

Nos bastidores, a campanha de Flávio Bolsonaro admite que o candidato errou ao se precipitar em anunciar uma prestação de contas pública sem que fosse possível ter acesso aos dados. E que o candidato a presidente não tem ligação direta com a administração dos recursos e que uma eventual publicidade dos dados depende apenas da produtora.

 

Integrantes da campanha dizem ainda que a responsabilidade pela prestação de contas é e sempre foi da produtora, já que o contrato para a execução do filme foi feito por ela. Entretanto, foi Flávio Bolsonaro quem apareceu em áudios pedindo dinheiro para o filme, e falando com Vorcaro da necessidade de efetuar pagamentos aos atores, à equipe etc. 

 

A Polícia Federal suspeita que os recursos possam ter sido destinados para custear a vida de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, já que o dinheiro dado por Vorcaro passou pela conta do advogado do ex-deputado. Um inquérito sob relatoria do ministro André Mendonça foi aberto em 21 de julho para apurar essas suspeitas.
 

Campanha de Flávio Bolsonaro negocia ampliar viagens de Michelle a palanques fora de Brasília
Foto: Reprodução

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) negocia uma ampliação da participação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na corrida presidencial e tenta viabilizar a presença da madrasta do senador em alguns dos principais palanques fora de Brasília.

 

O desenho discutido internamente com Michelle prevê poucas viagens, concentradas em compromissos considerados estratégicos, para que ela consiga conciliar a campanha nacional com a própria disputa pelo Senado no Distrito Federal e a rotina ao lado de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte estão entre os destinos considerados prioritários.

 

A ideia não é transformar Michelle em uma presença permanente na agenda nacional de Flávio. A cúpula do PL trabalha com deslocamentos curtos, uma espécie de "tiros" de campanha, para que ela participe de atos selecionados e retorne a Brasília. O formato ainda está em negociação, e não há viagens fechadas. A intenção é escolher eventos nos quais a presença da ex-primeira-dama possa ajudar a mobilizar a base bolsonarista e reforçar a imagem de unidade em torno da candidatura presidencial.

 

A discussão representa um avanço em relação ao papel que Michelle vinha reservando para si desde a reconciliação com o enteado. Até agora, ela havia indicado que ajudaria Flávio, mas mantinha a participação presencial praticamente restrita ao Distrito Federal. Nesta semana, afirmou que pretende dividir o palanque com o candidato caso ele faça um evento em Brasília. O passo seguinte, desejado pelo partido e pelo entorno do senador, é conseguir encaixar algumas viagens em sua rotina.

Moraes autoriza Jair Bolsonaro a voltar a receber visitas dos filhos, com exceção de Flávio
Foto: Reprodução / Agência Brasil / AFP

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está autorizado a receber visitas dos seus filhos Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro. O ministro Alexandre de Moraes, que autorizou a ação, determina que os encontros não poderão ter finalidade político-eleitoral e nem viabilizar a divulgação de manifestos políticos-eleitorais.

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, segue proibido de se encontrar com o pai até o fim das eleições. 

 

Em julho, Moraes suspendeu visitas gerais a Bolsonaro por 30 dias, com exceção de visitas permanentes da equipe médica, fisioterapêutica e dos advogados. A medida foi tomada após Flávio Bolsonaro divulgar publicamente a carta intitulada "Carta aos brasileiros", escrita pelo pai, violando uma das restrições impostas pelo Supremo para o cumprimento da prisão domiciliar.

 

Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na chamada trama golpista, recebeu o benefício diante do estado de saúde frágil.

 

A defesa de Jair Bolsonaro comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (21) que iria retomar o agendamento de visitas "gerais" ao ex-presidente. Visitas desse tipo estavam suspensas desde 17 de julho, com o prazo de 30 dias, que acabou semana passada. 

 

Visitas permanentes das equipes médica e fisioterapêutica, além das dos advogados, estavam liberadas.


 

VISITAS POLÍTICO-ELEITORAIS

A defesa de Bolsonaro já recorreu da decisão que proibiu visitas político-eleitorais e divulgação de manifestos com esse teor. Advogados classificaram a restrição como "genérica" e dizem que foi criada uma limitação sem respaldo constitucional ou legal.

 

Além disso, Moraes negou pedido da defesa para uma visita do presidente da Argentina, Javier Milei, ao ex-presidente. O encontro ocorreria em 25 de julho, data em que ocorreu a convenção nacional do PL que oficializou a Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência da República.

Bolsonaro pede ao STF autorização para sair de casa e ir ao dentista
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta sexta-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para deixar a prisão domiciliar e comparecer a uma consulta odontológica. O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes pela defesa de Bolsonaro. A consulta está marcada para a próxima sexta-feira (21), às 14h.

 

A defesa solicitou que o atendimento seja realizado pela dentista Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, esposa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No pedido, os advogados requerem que a saída ocorra exclusivamente para a consulta, considerando o período necessário para deslocamento, atendimento e retorno à residência, além das medidas de fiscalização determinadas pela Justiça.

 

Bolsonaro está proibido de receber visitas de Flávio Bolsonaro após a divulgação, nas redes sociais do senador, de uma carta escrita pelo ex-presidente. Ele também está impedido de realizar publicações em redes sociais, inclusive por meio de terceiros.

 

O ex-presidente foi condenado no ano passado a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à trama golpista. Após passar por uma cirurgia, recebeu autorização para cumprir a pena em prisão domiciliar.

Moraes nega pedido para que filhos visitem Bolsonaro no Dia dos Pais
Foto: Reprodução / Redes sociais

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou neste sábado (8) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber a visita de três de seus filhos neste domingo (9), data em que é comemorado o Dia dos Pais.

 

No recurso apresentado ao STF, a defesa de Bolsonaro solicitava, "em caráter absolutamente excepcional", a liberação das visitas dos filhos Carlos, Jair Renan e Flávio Bolsonaro no período da tarde. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos, não figurava no pedido.

 

Os advogados argumentaram que a solicitação tinha natureza "estritamente humanitária e familiar". "Trata-se de data singular do calendário brasileiro, cuja celebração, ainda que por breve período e nas condições que Vossa Excelência entender cabíveis, permite preservar os vínculos familiares e importante dimensão da convivência entre pai e filhos", afirmou a defesa na petição.

 

Ao negar a solicitação, Moraes fundamentou sua decisão no cumprimento de uma medida anterior que determinou a suspensão de visitas não essenciais pelo prazo de 30 dias. A restrição foi aplicada após o descumprimento de cautelares impostas pela Corte, motivada pela publicação, nas redes sociais, do conteúdo de uma carta manuscrita de Bolsonaro divulgada por seu filho Flávio Bolsonaro.

 

Para o ministro, o episódio caracterizou descumprimento da proibição de uso de redes sociais — seja diretamente ou por intermédio de terceiros — além de configurar desvio de finalidade do direito de visita concedido anteriormente. Na decisão vigente, permanecem autorizados apenas atendimentos médicos, fisioterapêuticos e encontros com advogados.

Jair Bolsonaro pede ao STF para receber filhos no Dia dos Pais
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para receber os filhos Carlos, Jair Renan e Flávio na tarde do próximo domingo (9), Dia dos Pais. Segundo informações do Metrópoles, o pedido foi apresentado como uma visita de “caráter absolutamente excepcional”.

 

Após o primogênito publicar um vídeo nas redes sociais em que leu uma carta escrita pelo pai, Jair, que cumpre prisão domiciliar, atualmente está sujeito a restrições para receber familiares. 

 

Carlos e Jair Renan estão impedidos de visitá-lo por 30 dias, contados a partir de 18 de julho. Já a proibição envolvendo Flávio Bolsonaro tem duração de 90 dias.

Moraes pede parecer da PGR sobre recurso de Bolsonaro contra restrição a Flávio
Foto: Luiz Silveira / STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (4), deu cinco dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o recurso da defesa de Jair Bolsonaro (PL) contra a suspensão das visitas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai.

 

Os advogados pedem que Moraes reveja a decisão que impede o senador, pré-candidato à Presidência, de visitar o ex-presidente durante a prisão domiciliar. Caso o pedido seja negado, a defesa quer que o recurso seja analisado pela Primeira Turma do STF.

 

A restrição foi determinada após Flávio divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo pai durante uma visita. No texto, Bolsonaro pediu apoio à pré-candidatura do filho. Para Moraes, houve desvio da finalidade da visita e descumprimento da proibição de uso das redes sociais.

 

A defesa considera a medida desproporcional e afirma que Flávio, além de filho, integra formalmente a equipe jurídica do ex-presidente. Os advogados também citam a Lei de Execução Penal e normas internacionais para defender a manutenção do contato familiar.

 

Moraes suspendeu as visitas de Flávio por 90 dias e proibiu Bolsonaro de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar após ser condenado pelo STF a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.

Nos EUA, Eduardo Bolsonaro chora ao falar sobre medo de prisão e ataca Kim Kataguiri
Foto: Reprodução / Redes sociais

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) chorou publicamente ao manifestar receio de ser preso e afirmar que a família Bolsonaro sofre perseguição política. As declarações foram dadas durante o lançamento de uma emissora na Flórida (EUA), onde o político reside desde o início de 2025, nesta quinta-feira (30). 

 

Em evento reuniu investigados pela Justiça brasileira, como o blogueiro Allan dos Santos e o ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), Eduardo relembrou em seu discurso a situação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e citou o impacto pessoal das investigações.

 

 

"Você vai para uma viagem, chega em um local e não sabe se vai ser preso. A gente se pergunta por que está fazendo tudo isso, podendo deixar os moleques em casa sem ver o pai", declarou, com a voz embargada, antes de ser abraçado por Allan dos Santos.

 

Além do tom emotivo, o ex-parlamentar usou a palavra para criticar alas da própria direita. Eduardo direcionou ataques ao deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP), que recentemente comentou sobre potenciais rumores envolvendo o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

 

"Estão destruindo uma família e os caras não estão nem aí, falando como se fosse a coisa mais natural do mundo, dando risada. Quando voltar ao Brasil, dá vontade de pegar de porrada esses moleques", afirmou.

 

Após o evento, a escalada de tom continuou nas redes sociais. Eduardo compartilhou uma publicação de Allan dos Santos com ofensas diretas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticando as restrições impostas pela Justiça brasileira a canais e perfis investigados por atos antidemocráticos.

Defesa de Jair Bolsonaro nega ao STF ter autorizado vídeo com inteligência artificial em convenção de Flávio
Fotos: Reprodução / CNJ / Lula Marques (Agencia Brasil)

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro negou ter autorizado o uso de sua imagem em vídeo gerado por inteligência artificial (IA) em documento nesta quarta-feira (29). A declaração foi enviada pelos advogados criminalistas do ex-presidente ao ministro Alexandre de Moraes.

 

No documento, obtido pela GloboNews e apresentado em resposta a um pedido de esclarecimentos no âmbito de sua execução penal, a equipe jurídica justificou que não houve contato entre pai e filho para autorizar a produção da peça. 

 

ENTENDA O CONTEXTO
Na gravação em questão, a imagem recriada do ex-presidente afirma que ele está "preso e calado por uma decisão arbitrária" e declara que "nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança" despertado por seu movimento. O vídeo também apela para que os apoiadores recebam o senador Flávio Bolsonaro "de braços abertos" como candidato à Presidência da República.

 

Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

Por sua vez, os advogados de Flávio Bolsonaro argumentam que a exibição da peça não violou a legislação eleitoral. A defesa sustenta que não houve ocultação da tecnologia utilizada, visto que o público presente no evento foi expressamente informado de que a gravação não se tratava de presença física, transmissão ao vivo ou registro autêntico de Jair Bolsonaro, trazendo tarjas informando sobre a recriação da voz e da imagem por IA.

 

A equipe jurídica sustentou ainda que o recurso não se enquadra no conceito de deepfake, formato criado ou manipulado por inteligência artificial para simular a fala, a imagem ou o vídeo de uma pessoa com aparência de autenticidade. Os advogados compararam a tecnologia empregada ao uso de máscaras e bonecos de papel, apontando-os como recursos gráficos amplamente utilizados em campanhas eleitorais.

 

Segundo a manifestação, não houve qualquer tentativa de enganar o público, manipular fatos ou ocultar a tecnologia. Outro ponto destacado pela defesa foi o formato do evento, descrito como uma reunião fechada, submetida a cadastramento prévio e direcionada a um público específico e determinado, composto por filiados, delegados e convidados, e não ao eleitorado em geral.

 

"Houve apenas a criação de um boneco tecnológico, tudo com as devidas tarjas e anúncios, sem qualquer falseamento ou induzimento em erro, com o apelo que nem de longe sequer tangencia o pedido explícito de voto, de que os convencionais 'recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir'", cita ao STF que exigiu explicações. 

Moraes dá 48 horas para Bolsonaro informar se autorizou vídeo com IA
Foto: Reprodução / Campanha Flávio Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou nesta que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifeste, no prazo de 48 horas, sobre a utilização de sua imagem e voz em um vídeo produzido por meio de inteligência artificial (IA) e exibido durante a Convenção Nacional do Partido Liberal (PL), realizada no último sábado (25). A decisão foi enviada na noite desta terça-feira (28). 

 

No ofício, Moraes afirma que é necessário esclarecer se Bolsonaro autorizou a produção e a divulgação do vídeo, que simulava um pronunciamento em apoio à pré-candidatura de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, à Presidência da República. 

 

Segundo informações da Agência Brasil, a resposta pode determinar se houve novo descumprimento das condições impostas ao ex-presidente durante a prisão domiciliar humanitária. Caso confirmado o descumprimento, Bolsonaro corre o risco de ter o benefício revogado.

 

Por outro lado, se o ex-presidente não tiver autorizado a produção do vídeo, Moraes aponta eventual grave desrespeito à legislação eleitoral por parte de Flávio Bolsonaro e do PL, podendo, inclusive, acarretar em inelegibilidade.

 

"Se não houve autorização do custodiado Jair Messias Bolsonaro para utilização de sua imagem e voz para declarações político-eleitoral, além de constituir desrespeito à ordem judicial por Flávio Nantes Bolsonaro e pelo Partido Liberal (PL), tal conduta poderá tipificar a denominada 'deep fake', prática expressamente vedada pela legislação eleitoral, uma vez que, haverá a caracterização de criação ou divulgação de conteúdo sintético destinado a associar artificialmente a imagem, a voz ou a manifestação de determinada pessoa a candidato, partido ou causa política, sem sua expressa autorização".

 

Na decisão desta terça-feira, Alexandre de Moraes lembra que Bolsonaro está com os direitos políticos suspensos em razão de condenação criminal definitiva por tentativa de golpe de Estado e está proibido de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por intermédio de terceiros.

Defesa de Bolsonaro recorre ao STF contra proibição de visitas
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

 

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (24), para derrubar a proibição de visitas imposta durante o cumprimento de prisão domiciliar. O ministro Alexandre de Moraes determinou a medida na última semana após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente.

 

A restrição de visitas tem prazo de 30 dias. Bolsonaro já cumpria uma proibição de acessar a internet, inclusive por meio de terceiros, e a publicação da carta pelo filho foi interpretada como descumprimento dessa condição.

 

Na mesma decisão que suspendeu as visitas, Moraes também vedou ao ex-presidente o recebimento de visitas com finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições de outubro. A proibição de divulgar manifestos político-eleitorais, inclusive por terceiros e por qualquer meio, também foi estabelecida.

 

No recurso dirigido ao STF, os advogados de Bolsonaro sustentam que as restrições impostas extrapolam os limites da condenação e violam direitos fundamentais. Para a defesa, a decisão "termina por impor restrição que não decorre da sentença, da lei ou da Constituição, além de representar sensível ampliação do alcance tradicionalmente atribuído às limitações próprias da execução penal, convertendo-a em instrumento de limitação ideológica, resultado incompatível com o regime constitucional das liberdades públicas".

 

O argumento central é que as liberdades de pensamento e de manifestação de ideias não podem ser suprimidas em decorrência da condenação penal.

 

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo que apurou a trama golpista. Após passar por uma cirurgia, obteve o direito de cumprir a pena em regime domiciliar. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

Defesa de Bolsonaro recorre ao STF contra veto a manifestações políticas
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou, sexta-feira (24), nesta um novo recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão que endureceu as regras de sua prisão domiciliar. Os advogados contestam a proibição de divulgação de "manifestos político-eleitorais", alegando que a medida restringe a liberdade de pensamento e de manifestação.

 

No documento, a equipe jurídica afirma que impedir ex-presidente de divulgar posicionamentos políticos representa uma "limitação ideológica". Como argumento, os advogados citaram o caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, enquanto esteve preso em Curitiba durante a Operação Lava Jato, divulgou uma carta de apoio à candidatura de Fernando Haddad na eleição presidencial de 2018. 

 

O recurso também faz referência a entendimentos do próprio ministro Alexandre de Moraes sobre liberdade de expressão. Os advogados defendem que a Constituição não permite censura prévia e argumentam que eventuais abusos devem ser analisados posteriormente, sem impedir antecipadamente a divulgação de manifestações políticas.

Vídeo em que Michelle Bolsonaro aceita desculpas tem três vezes mais visualizações do que postagem de Flávio
Foto: Reprodução Redes Sociais

Publicado por volta das 19h desta quinta-feira (23), o vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, em que diz aceitar as desculpas públicas de seu enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), atingiu cerca de 3,4 milhões de visualizações em apenas duas horas no perfil dela no Instagram. Além do vídeo, Michelle publicou uma foto em que ela e Flávio acenam do alto de um carro de som, e com a transcrição do texto do vídeo na legenda da postagem.

 

Já o vídeo do pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro, postado por volta das 16h no Instagram com um pedido de desculpas à sua madrasta, atingiu às 21h desta quinta cerca de 840 mil visualizações. Na legenda do vídeo, Flávio Bolsonaro pede a “união da direita”, mas não faz citações a Michelle no texto da postagem. 

 

O vídeo da ex-primeira-dama também tem números muito superiores ao de Flávio Bolsonaro na quantidade de curtidas e comentários. Enquanto o pedido de desculpas de Flávio recebeu 129 mil curtidas e 18,3 mil comentários até as 21h, o vídeo de Michelle Bolsonaro desculpando o enteado teve 500 mil curtidas e 44,9 mil comentários no mesmo horário. 

 

No vídeo publicado no meio da tarde, o pré-candidato à Presidência pelo PL pediu desculpas à ex-primeira-dama e renovou o convite para que eles caminhem “juntos na missão de defender o Brasil”.

 

“O momento é difícil para todo mundo. Ninguém é perfeito, eu não sou perfeito e mais uma vez peço desculpas por alguns momentos que causaram desconforto. Como somos pessoas públicas, isso acaba sendo explorado pelos nossos opositores”, afirmou.

 

Já Michelle Bolsonaro, em resposta, afirmou que, depois de deixar o PL Mulher, decidiu se recolher e se afastar das articulações políticas. Ela disse ter assistido ao vídeo de Flávio Bolsonaro e recebido as palavras do senador “com muita paz”. 

 

“Todos nós cometemos erros, isso é humano. E o seu gesto de vir a público para pedir desculpas tem muito valor. Poucos homens teriam coragem de fazer isso”, declarou a ex-primeira-dama.

 

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que recentemente fez críticas à sua madrasta, não comentou o vídeo de desculpas do seu irmão. Na rede X, Eduardo postou um vídeo produzido com Inteligência Artificial que mostra a trajetória de Flávio e dos irmãos desde a infância, sem incluir Michelle. 

 

Eduardo diz ainda que “mais do que um vídeo, a história de Flávio Bolsonaro, o primogênito de Jair Bolsonaro, que está na hora certa e no lugar certo para fazer história”. 

 

Já o outro irmão de Flávio, Carlos Bolsonaro, não se pronunciou sobre o pedido de desculpas à Michelle. 
 

STF autoriza que sejam investigados repasses de R$ 61 milhões de Vorcaro a filme "Dark Horse", sobre Bolsonaro
Foto: Reprodução Redes Sociais

Atendendo às manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (23) a abertura de inquérito e o início de uma investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

No início do mês de julho, o ministro havia enviado à PGR um pedido feito pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) para a investigação sobre eventuais irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse” por parte do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Em resposta a Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, disse que há elementos suficientes para pedir a abertura formal de um inquérito que apure os repasses.

 

O pedido do deputado Lindbergh Farias ao STF foi feito após o site The Intercept Brasil revelar, no mês de maio, que Daniel Vorcaro repassou ao menos R$ 61 milhões para financiar o filme. A reportagem mostrou que Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, pediu dinheiro para o ex-banqueiro. 

 

A negociação inicialmente envolvia um valor maior, de R$ 134 milhões para financiar “Dark Horse”. Segundo Lindbergh, apesar de mensagens revelarem que Flávio pediu dinheiro para o filme, é preciso investigar para onde foram os recursos, quem os recebeu, quem os intermediou e se houve desvio de finalidade.

 

Na mesma linha, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pediu a abertura de investigação para apurar o envio de recursos de Daniel Vorcaro aos EUA sob a justificativa de financiar o filme.

 

O caso era inicialmente relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, mas o presidente do STF, Edson Fachin, no final do mês de junho, redistribuiu o pedido para que ele fosse conduzido por André Mendonça. O motivo é que Mendonça já relata outros inquéritos com relação ao “Dark Horse”.
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Ivana Bastos

Ivana Bastos
Foto: Victor Hernandes / Bahia Notícias

"Os próximos passos são ganhar as eleições presidenciais [...] e também a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia, a recondução a esse mandato de presidente da Assembleia". 


Disse a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputada estadual reeleita Ivana Bastos (PSD), que concedeu uma entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (8) para fazer um balanço do processo eleitoral. 

Podcast

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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