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Maria Marighella enxerga 2028 como momento decisivo para o PT disputar Prefeitura de Salvador e de grandes cidades

Por Victor Hernandes

Foto: Antena 1 Salvador

A deputada federal eleita em 2026, Maria Marighella (Partido dos Trabalhadores (Partido dos Trabalhadores (PT))), defendeu que o partido assuma o protagonismo na renovação de seus quadros e na retomada de prefeituras de grandes cidades da Bahia, como Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista. A declaração foi dada durante entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta terça-feira (13).

 

Durante a conversa, Marighella também comentou a possibilidade de ter seu nome colocado como uma das alternativas do grupo petista para disputar a Prefeitura de Salvador nas eleições de 2028. Para ela, o partido precisa voltar a priorizar a disputa municipal e ampliar sua presença no comando das cidades baianas.

 

“O meu partido, PT, precisa se responsabilizar com essa renovação e com os números e com os marcos que já tivemos. O PT já teve 100 prefeituras, e nós vamos precisar retomar isso em Salvador, e em Vitória da Conquista e Feira de Santana. Óbvio, precisam estar na nossa linha de atenção máxima, e eu farei isso acontecer”, afirmou.

 

Questionada sobre o fato de o PT nunca ter vencido uma eleição para a Prefeitura de Salvador, apesar do histórico de vitórias da sigla nas disputas estaduais e nacionais, a parlamentar atribuiu essa lacuna à concentração de esforços do partido nesses dois níveis eleitorais.

 

“Eu acho que não tem um motivo. Acredito que a questão agora é uma pergunta. Acho que é tão importante quanto a resposta, acho que é a pergunta. A pergunta é: ‘Vamos governar Salvador?’ Acho que essa é a pergunta que deve ser feita”, declarou.

 

Na avaliação de Marighella, o partido precisa encarar diretamente o debate sobre a capital baiana e deixar de adiar a discussão sobre a possibilidade de assumir o comando da cidade.

 

A petista também criticou a gestão do transporte público de Salvador, que classificou como cara e insegura, e citou a expansão do metrô e a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no Subúrbio Ferroviário como iniciativas estaduais relacionadas à mobilidade urbana.

 

Ao abordar o cenário político para 2028, Marighella criticou o ex-prefeito de Salvador e candidato derrotado ao governo da Bahia, ACM Neto, e o atual prefeito Bruno Reis, ambos do União Brasil. Ela questionou a aproximação dos dois com o bolsonarismo e afirmou que Salvador não é uma cidade bolsonarista.

 

“Acho que a gente agora tem uma conjuntura, tem um momento em que essa pergunta virá de maneira mais contundente e agora a gente não vai poder evitar o confronto, sobretudo quando o nosso ex-prefeito ACM Neto e o prefeito Bruno Reis fazem uma adesão automática, sem necessidade, à agenda do candidato Bolsonaro”, disse.

 

“Salvador nunca foi bolsonarista. Salvador, inclusive, tentou fazer um ‘Lula-Neto’ sem sucesso, por óbvio, porque o nosso papel era expor. Mas uma campanha que se apoiou no ‘Lula-Neto’ não poderia ter feito uma adesão tão imediata ao bolsonarismo. E acho que, por tudo isso, as urnas em 2028 podem mudar muito a sua densidade”, acrescentou.

 

Ao final, a parlamentar defendeu que o PT amplie o debate sobre o futuro da capital, considerando não apenas sua importância histórica, mas também seu potencial de inserção internacional.

 

“Então, eu acho que é a hora de a gente defender Salvador, debater Salvador não apenas como uma cidade importantíssima, primeira capital do Brasil, mas uma cidade internacionalista. Salvador pode ser uma referência internacional e diria conectada às grandes cidades do mundo”, concluiu.