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IPCA-15 sobe em setembro na RM Salvador, mas registra 2ª menor alta entre locais pesquisados

Por Redação

Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,50% em setembro na Região Metropolitana de Salvador (RMS), segundo dados do IBGE. O resultado representa uma retomada da inflação após dois meses consecutivos de queda nos preços, com índices de -0,10% em julho e -0,71% em agosto.

 

O IPCA-15 considera os preços coletados entre 15 de agosto e 15 de setembro. Apesar da alta, o resultado da RMS ficou abaixo da média nacional, de 0,70%, e foi o segundo menor entre as 11 áreas pesquisadas, atrás apenas da Região Metropolitana de Recife (0,44%).

 

As maiores variações foram observadas em Goiânia (0,95%), na Região Metropolitana de Belo Horizonte (0,79%) e na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (0,77%).

 

Com o resultado de setembro, a inflação acumulada na RMS em 2026 chegou a 3,50%, abaixo da taxa nacional, de 3,82%. O índice também foi o segundo menor entre as 11 localidades analisadas, ficando acima apenas da Região Metropolitana de Curitiba, que acumulou 2,55%.

 

Considerando os 12 meses encerrados em setembro, o IPCA-15 da RMS acumula 3,93%, também abaixo da média brasileira, de 4,47%. Nesse recorte, a região apresentou a quarta menor taxa entre os locais pesquisados.

 

HABITAÇÃO LIDERA ALTA DE PREÇOS

A alta registrada em setembro na RMS foi influenciada pelo aumento de preços em sete dos nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA-15.

 

O grupo Habitação, com avanço de 2,03%, apresentou a maior variação e exerceu a principal pressão sobre a inflação da região. O segmento voltou a registrar aumento após dois meses de deflação.

 

O resultado foi puxado principalmente pela energia elétrica residencial, que subiu 7,41% e foi o item que mais contribuiu individualmente para a alta do índice. Em sentido contrário, o gás de botijão caiu 1,84%, ajudando a reduzir a pressão do grupo.

 

ALIMENTAÇÃO TEM SEGUNDA MAIOR PRESSÃO

O grupo Alimentação e bebidas apresentou alta de 0,39%, também interrompendo uma sequência de dois meses de deflação. Embora tenha registrado apenas a sexta maior variação entre os grupos, o segmento exerce peso significativo no orçamento das famílias da RMS e teve a segunda maior contribuição para a inflação de setembro.

 

Entre os produtos que ficaram mais caros estão o leite longa vida (4,66%), a refeição fora do domicílio (0,73%) e o tomate (14,87%).

 

Já o café moído (-3,21%), a batata-doce (-19,36%) e o feijão-carioca (-7,94%) registraram quedas e ajudaram a conter o avanço dos preços dos alimentos.

 

COMBUSTÍVEIS AJUDAM A CONTER INFLAÇÃO

Dois dos nove grupos analisados apresentaram deflação em setembro na RMS: Transportes (-0,04%) e Saúde e cuidados pessoais (-0,02%).

 

Em Transportes, a queda foi influenciada principalmente pelos combustíveis, que recuaram 3,12%. A gasolina teve redução de 3,11%, enquanto o etanol caiu 4,46%. A gasolina foi o item que mais contribuiu para conter a inflação da região no mês.

 

Por outro lado, os preços das passagens aéreas subiram 18,29%, enquanto o conserto de automóveis teve alta de 1,84%, reduzindo o impacto da queda dos combustíveis sobre o grupo.

 

Em Saúde e cuidados pessoais, a retração foi influenciada principalmente pela queda de 0,50% nos produtos de higiene pessoal, com destaque para os produtos para cabelo, que recuaram 2,44%. Os produtos farmacêuticos também registraram baixa, de 0,13%, puxada pela redução de 1,86% nos preços de hipotensores e hipocolesterolêmicos.