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Delliana contesta Mansur e diz que "problema não é falta de mulheres" do PSOL para disputas eleitorais

Por Rebeca Menezes / Lucas Vieira

Foto: Rebeca Menezes e Eduarda Pinto / Bahia Notícias

A candidata ao Senado pela Bahia, Professora Delliana Ricelli (PSOL) contestou, nesta terça-feira (15), a avaliação de Ronaldo Mansur (PSOL) sobre a participação feminina no partido e afirmou que a legenda não sofre com falta de mulheres aptas a ocupar posições de destaque nas disputas eleitorais. A declaração ocorreu após a fala do candidato ao Governo da Bahia sobre a ausência de uma mulher como cabeça de chapa, durante entrevista à série especial “Vota BN”, do Projeto Prisma, do Bahia Notícias.

 

“Eu não acredito que faltam mulheres no PSOL, eu não acredito que faltam mulheres nos partidos da esquerda. Acho que o problema não é falta de mulheres”, afirmou em entrevista ao BN.

 

Para a candidata, a dificuldade de ampliar a presença feminina na política está relacionada à predominância masculina nos espaços de poder. Segundo ela, apesar de haver mulheres participando dos processos internos, elas ainda não são maioria nas principais posições. “Eu resgato um pouco a fala de Ronaldo para dizer que a gente tem colocado mulheres, mas a gente ainda não tem feito a maioria de mulheres, então a gente ainda tem um processo hegemônico de homens”, declarou.

 

Delliana também apontou dificuldades enfrentadas por mulheres que conciliam candidaturas com outras responsabilidades. Ela afirmou que a participação política exige das mulheres um esforço adicional, especialmente diante da divisão de tarefas no cotidiano. A candidata citou ainda o que chamou de “machulência” de homens acostumados a ocupar a centralidade do poder.

 

Para ela, esse cenário torna mais difícil a conquista de espaço pelas mulheres e contribui para a manutenção da desigualdade. Segundo Delliana, a questão deve ser analisada como um processo histórico e estrutural. “Eu acho que essa é a questão que a gente precisa analisar porque a gente não questiona a maioria dos homens nas cadeiras tanto no Congresso quanto no Senado. Mas a gente questiona o porquê uma mulher acha que está preparada para estar nesse espaço também”, afirmou.

 

A candidata defendeu ainda maior apoio entre as próprias mulheres para fortalecer novas candidaturas. Para ela, além de incentivo político, são necessárias condições mais igualitárias e mudanças na divisão sexual do trabalho para permitir maior dedicação à política.

 

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