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mansur
A candidata ao Senado pela Bahia, Professora Delliana Ricelli (PSOL) contestou, nesta terça-feira (15), a avaliação de Ronaldo Mansur (PSOL) sobre a participação feminina no partido e afirmou que a legenda não sofre com falta de mulheres aptas a ocupar posições de destaque nas disputas eleitorais. A declaração ocorreu após a fala do candidato ao Governo da Bahia sobre a ausência de uma mulher como cabeça de chapa, durante entrevista à série especial “Vota BN”, do Projeto Prisma, do Bahia Notícias.
“Eu não acredito que faltam mulheres no PSOL, eu não acredito que faltam mulheres nos partidos da esquerda. Acho que o problema não é falta de mulheres”, afirmou em entrevista ao BN.
Para a candidata, a dificuldade de ampliar a presença feminina na política está relacionada à predominância masculina nos espaços de poder. Segundo ela, apesar de haver mulheres participando dos processos internos, elas ainda não são maioria nas principais posições. “Eu resgato um pouco a fala de Ronaldo para dizer que a gente tem colocado mulheres, mas a gente ainda não tem feito a maioria de mulheres, então a gente ainda tem um processo hegemônico de homens”, declarou.
Delliana também apontou dificuldades enfrentadas por mulheres que conciliam candidaturas com outras responsabilidades. Ela afirmou que a participação política exige das mulheres um esforço adicional, especialmente diante da divisão de tarefas no cotidiano. A candidata citou ainda o que chamou de “machulência” de homens acostumados a ocupar a centralidade do poder.
Para ela, esse cenário torna mais difícil a conquista de espaço pelas mulheres e contribui para a manutenção da desigualdade. Segundo Delliana, a questão deve ser analisada como um processo histórico e estrutural. “Eu acho que essa é a questão que a gente precisa analisar porque a gente não questiona a maioria dos homens nas cadeiras tanto no Congresso quanto no Senado. Mas a gente questiona o porquê uma mulher acha que está preparada para estar nesse espaço também”, afirmou.
A candidata defendeu ainda maior apoio entre as próprias mulheres para fortalecer novas candidaturas. Para ela, além de incentivo político, são necessárias condições mais igualitárias e mudanças na divisão sexual do trabalho para permitir maior dedicação à política.
ASSISTA:
O candidato ao governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) projetou, nesta quarta-feira (2), que o partido elegerá quatro deputados estaduais e, pela primeira vez, um deputado federal nas eleições de outubro. A declaração foi dada durante uma sabatina em que o candidato foi questionado pelo editor-chefe do Bahia Notícias, Fernando Duarte.
O evento, promovido pela TV Aratu, também foi palco para que Mansur projetasse como seria seu governo, caso eleito, com promessas de diálogo com a população e com a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), independentemente de partido.
"A gente vai ser um governo de diálogo, vamos dialogar com todos os deputados estaduais na AL-BA, independente do partido. Não será um balcão de negócios o nosso governo. A população participará do nosso orçamento, nós estaremos dialogando com cada deputado, o interesse do povo baiano está em primeiro lugar", disse.
O candidato também destacou o trabalho feito pelo PSOL na Assembleia Legislativa da Bahia, onde o partido conta atualmente com apenas um representante, o deputado Hilton Coelho.
"Nós temos apenas uma representação como deputado estadual, que é o nosso deputado Hilton Coelho. Nós impedimos a reeleição do grande presidente da Assembleia Legislativa. Ali teve uma aliança entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues, nós do PSOL, com um único deputado", disse.
Confira sabatina:
Em entrevista concedida nesta quarta-feira (5) durante sabatina promovida pela TV Aratu, o candidato ao Governo da Bahia pelo PSOL, Ronaldo Mansur, fez duras críticas à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro e à política de preços do setor de combustíveis no estado. Questionado por jornalistas, o postulante acusou o candidato ACM Neto (União) de aliança com a ala bolsonarista por meio do “Genócida Lá ele”, bem como direcionou críticas também ao atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT).
Veja momento em vídeo:
??Ronaldo Mansur cita 'Genocida Lá Ele' para criticar ACM Neto e defende retomada da Landulpho Alves
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) August 5, 2026
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Confira?? pic.twitter.com/KMFOzkQFSc
Ao abordar os preços praticados na Bahia, Mansur cobrou um posicionamento público do adversário do União Brasil sobre a privatização da Refinaria Landulpho Alves (RLAM).
“É preciso perguntar ao candidato ACM qual é a posição dele em relação à venda da Landufo Alves. Porque foi o seu aliado, 'Genocida Lá Ele', quem vendeu a refinaria Landufo Alves. E hoje, se a Bahia tem o combustível, a gasolina mais cara da Bahia, deve-se ao aliado de ACM Neto, o 'Genocida Lá Ele'”, dispara o candidato.
Mansur acrescentou que a coligação de ACM Neto possui postulantes ao Senado alinhados ao bolsonarismo, contrapondo essa composição à chapa apresentada pelo PSOL.
O candidato afirmou que, caso eleito, atuará em alinhamento com o Governo Federal para reverter a venda da refinaria e buscar a equiparação das tarifas baianas com as de outros estados, criticando a postura da atual gestão estadual diante do tema.
“No nosso governo, nós vamos trabalhar junto com o Governo Federal para que a gente retome a refinaria Landufo Alves e não tenha uma política tímida, inexistente, do governador Jerônimo, que não batalhou para que a gente conseguisse de volta essa refinaria, que é um patrimônio não só da Bahia”, afirma.
RELEMBRE O CASO
A Refinaria Landulpho Alves (RLAM) foi privatizada pela Petrobras em novembro de 2021, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, sendo vendida por US$ 1,65 bilhão ao fundo Mubadala Capital, grupo de investimentos de Abu Dhabi pertencente à família real dos Emirados Árabes Unidos.
Um relatório de auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) concluiu que a unidade foi vendida abaixo do preço de mercado. Segundo a CGU, a transação ocorreu em meio à pandemia de Covid-19, período de forte desvalorização dos indicadores econômicos do setor petrolífero.
O órgão apontou que a Petrobras assumiu riscos desnecessários ao manter as negociações naquele momento de turbulência, em vez de aguardar a recuperação e a estabilização do mercado internacional, além de ter utilizado metodologias atípicas na avaliação do ativo.
Ao comparar o mercado baiano com o de outros estados, Mansur citou disparidades de valores em relação a São Paulo: “É inaceitável. Olha que em São Paulo o consumo de combustível é um número significativamente maior do que o da Bahia, e hoje o da Bahia é maior do que o combustível comprado no Estado de São Paulo”, conclui.
Além de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a Polícia Federal (PF) faz buscas em endereços ligados ao empresário baiano Nelson Tanure e a João Carlos Mansur nesta quarta-feira (14). Ambos são alvos da segunda fase da operação Compliance Zero.
Agentes da PF cumprem, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), 42 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Os bens e valores bloqueados superam R$ 5,7 bilhões.
Conhecido por investir e comandar projetos de reestruturação de empresas em crise, Tanure atua em setores diversos da economia. Dentre seus investimentos, estão desde empresas de mídia a área de infraestrutura e até empresas de petróleo.
Já Mansur tem passagens por grandes empresas, como PwC, Monsanto, Trump Realty Brazil e Wtorre, além de ser fundador da Reag Investimentos, criada em 2012.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ana Paula Matos
"Você tem um governo do estado que está dizendo que todas as cidades, todos os prefeitos não estão cuidando da saúde? De quem é o problema? Ou tem algo errado aí?"
Disse a vice-prefeita de Salvador e ex-secretária de Saúde, Ana Paula Matos ao rebater as críticas feitas pela oposição sobre a falta de leitos nos hospitais públicos da capital baiana e a falta de hospitais com “demanda aberta”, aqueles que atendem casos de urgência e emergência mediante necessidade.