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Adriano Sampaio
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?

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Modelo proprietário desenvolvido pela Duplamente Inteligência de Mercado desafia a distribuição proporcional dos votos e propõe uma nova leitura das trajetórias eleitorais brasileiras

Multimídia

Mansur diz que candidatura feminina no PSOL deve ser decidida pelas mulheres

Mansur diz que candidatura feminina no PSOL deve ser decidida pelas mulheres
O candidato ao Governo da Bahia pelo PSOL, Ronaldo Mansur, afirmou que a legenda tem ampliado a participação feminina nas disputas majoritárias, mas é necessário que "as mulheres decidam" disputar um lugar na majoritária. A declaração ocorreu durante entrevista à série especial “Vota BN”, do Projeto Prisma, do Bahia Notícias, com Fernando Duarte. Para ele, a escolha precisa partir das próprias integrantes do partido.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

psol

Eleições 2026: Quem são os candidatos ao Senado pela Bahia?
Fotos: Divulgação

Nas eleições de 2026, os eleitores baianos irão escolher dois senadores para representar o estado no Senado Federal. A disputa reúne candidatos de diferentes partidos e trajetórias políticas e profissionais.

 

A seguir, o Bahia Notícias apresenta quem são os candidatos ao Senado pela Bahia em 2026, com informações sobre idade, cidade de nascimento, profissão, trajetória política e participação em eleições anteriores.

 

Angelo Coronel (Republicanos)

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

 

O senador Angelo Coronel (Republicanos) é candidato à reeleição ao Senado Federal pela Bahia nas eleições de 2026. Engenheiro civil e empresário de 68 anos, iniciou sua trajetória na vida pública em 1989 como prefeito de sua cidade natal, Coração de Maria (BA). Coronel construiu uma longa carreira no Legislativo baiano, onde atuou como deputado estadual por mais de duas décadas e chegou a presidir a Assembleia Legislativa (2017-2019). Eleito para o Senado pela primeira vez em 2018 pelo PSD, ele busca agora um novo mandato, desta vez filiado ao partido Republicanos, e diferente de 2018, concorre em oposição ao PT.

 

Carlos Sodré (MOBILIZA) 

Foto: Divulgação

 

Carlos Eduardo Sodré (Mobiliza) é advogado e procurador federal aposentado, o candidato de 80 anos é natural de Itapé, no sul do estado, cidade onde concorreu ao cargo de prefeito nas eleições de 2012 mas não conseguiu se eleger. Com uma trajetória ligada ao meio jurídico e institucional, Sodré também já atuou como cônsul da Costa do Marfim na Bahia.

 

Gregório Gould (Unidade Popular)

Foto: Divulgação / Unidade Popular

 

Gregório Gould (UP) tem 40 anos e é natural do Rio de Janeiro, ele iniciou sua militância política no movimento estudantil, período em que presidiu a Associação Estadual dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro (AERJ) e foi vice-presidente nacional da UBES. Um dos fundadores do partido Unidade Popular, Gould construiu sua trajetória atrelada diretamente a movimentos sociais: na Bahia, coordenou as ocupações urbanas Luisa Mahin e Carlos Marighella pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), na região da Praça Castro Alves, em Salvador, e atualmente concentra sua atuação no movimento sindical, trabalhando junto aos operários do Polo Petroquímico de Camaçari por meio do Movimento Luta de Classes (MLC).

 

Jaques Wagner (PT)

Foto: Ton Molina/Agência Senado

 

Jaques Wagner (PT) é uma figura histórica da política baiana e nacional. Carioca radicado na Bahia iniciou sua trajetória na vida pública nos anos 1980 como técnico de manutenção no Polo Petroquímico de Camaçari, onde destacou-se como líder sindical (pelo Sindiquímica) e participou ativamente da fundação do PT e da CUT na Bahia. Foi deputado federal, ministro de Estado (Trabalho, Defesa e Casa Civil) e governou a Bahia por dois mandatos (2007-2014), período que marcou o início da hegemonia do PT no governo estadual. Eleito senador em 2018, Wagner ocupou a liderança do governo no Senado até junho de 2026, quando se afastou do cargo para se dedicar à sua defesa após ser alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, no escândalo envolvendo o Banco Master.

 

João Roma (PL)

Foto: Reprodução

 

João Inácio Ribeiro Roma Neto (PL) é candidato ao Senado Federal pela Bahia nas eleições de 2026. Nascido no Recife e radicado na Bahia, construiu sua trajetória política inicialmente na Câmara dos Deputados, sendo eleito em 2018, mas ganhou maior projeção nacional ao assumir o Ministério da Cidadania durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022). Como presidente do diretório estadual do Partido Liberal, consolidou-se como a principal liderança da direita conservadora no estado. Após disputar o governo baiano em 2022 e não ser eleito, o também produtor agropecuário foca agora em retornar ao Legislativo, apresentando-se como o nome do bolsonarismo na disputa por uma das duas vagas ao Senado.

 

Marcelo Carvalho (REDE)

Foto: Divulgação

 

Marcelo Carvalho Lavigne (Rede) tem 45 anos, é professor de Filosofia, nascido em João Pinheiro (MG) e radicado no estado, construiu sua base política no movimento sindical. Ele preside, atualmente licenciado, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) na Bahia, além de atuar como dirigente estadual da Rede Sustentabilidade. Com trajetória em eleições proporcionais na capital, disputou a Câmara Municipal de Salvador em 2020, quando não foi eleito, e em 2024, ano em que obteve a suplência —, ele concorre pela primeira vez a um cargo majoritário pela Federação PSOL-Rede, apresentando uma candidatura focada nos movimentos sociais e no fortalecimento de um polo progressista alternativo na política baiana.

 

Marcelo Millet (PCO)

Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

Natural de Salvador, Marcelo Millet tem 40 anos, ele atua como motorista de aplicativo e acumula experiência em disputas majoritárias recentes pelo Partido da Causa Operária: em 2020, foi candidato a vice-prefeito da capital baiana na chapa de Rodrigo Pereira, e em 2022, concorreu ao governo do estado, não sendo eleito em ambas as tentativas. Possui um histórico de militância ligado às bases operárias e participação em mobilizações de rua como as campanhas contra a prisão do presidente Lula e o movimento "Fora Bolsonaro".

 

Marcelo Santana (DC)

Foto: Divulgação

 

Marcelino José Guimarães Santana, que adota o nome de urna Marcelo Santana (DC), é advogado e natural de Salvador, ele possui um extenso histórico de participações em disputas proporcionais ao longo das últimas duas décadas. No âmbito municipal, concentrou suas campanhas na cidade de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, onde concorreu ao cargo de vereador em 2004 (não eleito), alcançando a suplência nos pleitos de 2008, 2012 e 2016, além de retornar à disputa local em 2020 e 2024. Já em nível nacional, tentou uma vaga de deputado federal em 2006 (média), em 2018 (pelo próprio DC) e em 2022 (à época filiado ao PTB). Após essas sucessivas candidaturas legislativas, ele retorna ao Democracia Cristã neste ano para tentar pela primeira vez um cargo majoritário.

 

Professora Delliana (PSOL)

Foto: Bruno Hierro 

 

Delliana Ricelli Ribeiro da Silva, que adota o nome de urna Professora Delliana (PSOL), é Natural de Ubaitaba, no sul do estado, e radicada há cerca de duas décadas em Itabuna, a candidata de 43 anos é professora de ensino médio e construiu sua trajetória na militância ligada à educação e às pautas sociais. Representando a Federação PSOL-Rede na corrida majoritária, ela é a única mulher a disputar uma das duas vagas baianas ao Senado neste pleito. Com uma campanha focada na defesa dos serviços públicos, das minorias e dos direitos da classe trabalhadora.

 

Rui Costa (PT)

Foto: Reprodução

 

Rui Costa (PT) é economista de 63 anos e natural de Salvador, iniciou sua trajetória na vida pública nos anos 1980 como liderança no movimento sindical do Polo Petroquímico de Camaçari — atuando na direção do Sindiquímica — e como um dos fundadores do PT no estado. No Legislativo, foi vereador da capital baiana (2005-2007) e deputado federal eleito em 2010, conciliando a atuação parlamentar com o comando de secretarias estaduais de Governo e das Relações Institucionais nas gestões Jaques Wagner. Sua projeção política consolidou-se ao governar a Bahia por dois mandatos consecutivos (2015-2022). Em 2023, assumiu o Ministério da Casa Civil no governo do presidente Lula e retorna agora às urnas locais como um dos candidatos da coligação governista na disputa por uma das vagas ao Senado.

 

QUANDO SERÁ A ELEIÇÃO AO SENADO
O primeiro turno das eleições de 2026 será realizado no dia 4 de outubro. Na Bahia, os eleitores irão escolher dois representantes para o Senado Federal, além dos candidatos aos demais cargos em disputa.

Delliana contesta Mansur e diz que "problema não é falta de mulheres" do PSOL para disputas eleitorais
Foto: Rebeca Menezes e Eduarda Pinto / Bahia Notícias

A candidata ao Senado pela Bahia, Professora Delliana Ricelli (PSOL) contestou, nesta terça-feira (15), a avaliação de Ronaldo Mansur (PSOL) sobre a participação feminina no partido e afirmou que a legenda não sofre com falta de mulheres aptas a ocupar posições de destaque nas disputas eleitorais. A declaração ocorreu após a fala do candidato ao Governo da Bahia sobre a ausência de uma mulher como cabeça de chapa, durante entrevista à série especial “Vota BN”, do Projeto Prisma, do Bahia Notícias.

 

“Eu não acredito que faltam mulheres no PSOL, eu não acredito que faltam mulheres nos partidos da esquerda. Acho que o problema não é falta de mulheres”, afirmou em entrevista ao BN.

 

Para a candidata, a dificuldade de ampliar a presença feminina na política está relacionada à predominância masculina nos espaços de poder. Segundo ela, apesar de haver mulheres participando dos processos internos, elas ainda não são maioria nas principais posições. “Eu resgato um pouco a fala de Ronaldo para dizer que a gente tem colocado mulheres, mas a gente ainda não tem feito a maioria de mulheres, então a gente ainda tem um processo hegemônico de homens”, declarou.

 

Delliana também apontou dificuldades enfrentadas por mulheres que conciliam candidaturas com outras responsabilidades. Ela afirmou que a participação política exige das mulheres um esforço adicional, especialmente diante da divisão de tarefas no cotidiano. A candidata citou ainda o que chamou de “machulência” de homens acostumados a ocupar a centralidade do poder.

 

Para ela, esse cenário torna mais difícil a conquista de espaço pelas mulheres e contribui para a manutenção da desigualdade. Segundo Delliana, a questão deve ser analisada como um processo histórico e estrutural. “Eu acho que essa é a questão que a gente precisa analisar porque a gente não questiona a maioria dos homens nas cadeiras tanto no Congresso quanto no Senado. Mas a gente questiona o porquê uma mulher acha que está preparada para estar nesse espaço também”, afirmou.

 

A candidata defendeu ainda maior apoio entre as próprias mulheres para fortalecer novas candidaturas. Para ela, além de incentivo político, são necessárias condições mais igualitárias e mudanças na divisão sexual do trabalho para permitir maior dedicação à política.

 

ASSISTA:

Mansur cita presença feminina no PSOL e diz que escolha de candidata deve partir das mulheres
Foto: Divulgação / @ronaldomansur.psol

O candidato ao Governo da Bahia pelo PSOL, Ronaldo Mansur, afirmou que a legenda tem ampliado a participação feminina nas disputas majoritárias, mas ainda não conseguiu lançar uma mulher como cabeça de chapa no estado ou em Salvador. Para ele, a escolha precisa partir das próprias integrantes do partido. A declaração ocorreu nesta segunda-feira (14), durante entrevista à série especial “Vota BN”, do Projeto Prisma, do Bahia Notícias.

 

Mansur destacou que as mulheres são maioria na direção do PSOL e participam da definição das candidaturas. Segundo ele, foram elas que escolheram seu nome para disputar o Governo da Bahia em 2026. O candidato citou ainda nomes que participaram de chapas majoritárias da legenda, como Heloísa Helena, Dona Mira, Tamara Azevedo, Adeliana e Meire Reis. 

 

Ele afirmou que essas mulheres seguem atuando na política e na estrutura partidária. “Então, a participação das mulheres no PSOL é real e ela não se dá em quatro ou a cada dois anos. Ela tem participação”, disse. Apesar da presença feminina nas chapas, Mansur reconheceu que o partido ainda não tem uma mulher na disputa pelo principal posto da chapa. “Mas o que falta é termos uma mulher para a cabeça de chapa”, afirmou.

 

Segundo o candidato, a legenda lançará uma candidatura feminina quando houver uma integrante disposta a disputar e consenso entre as mulheres do partido. “As mulheres decidiram, hoje a maioria das filiadas e das dirigentes são mulheres. No dia que elas disserem que estão aptas e disserem, nós temos aqui uma companheira que se coloca, está à disposição e que tem acordo dentro do partido, nós lançaremos uma candidatura a mulher”, declarou.

 

Mansur também defendeu que os homens atuem como parceiros na luta contra o machismo e na ampliação da participação feminina na política. Para ele, a construção de uma candidatura não deve, porém, ser imposta às mulheres.

 

ASSISTA O PROGRAMA COMPLETO:

Vota BN: Ronaldo Mansur promete novos hospitais regionais e concurso para a saúde na Bahia
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

O candidato ao governo da Bahia e presidente do PSOL estadual, Ronaldo Mansur, fez, em sabatina ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, duas promessas para a área da saúde.

 

Segundo ele, para melhorar a área da saúde, é necessário construir mais hospitais regionais e realizar mais concursos públicos para a saúde, já que o último foi feito em 2008, há 18 anos.

 

"A construção de hospitais regionais, como foram construídos cerca de 15, se construirmos 30 ainda é pouco. Então temos que construir hospitais com planejamento financeiro e fazendo concurso público para a área de saúde", disse ele, nesta segunda-feira (14).

 

Além disso, ele também criticou a pejotização dos trabalhadores do estado, defendendo a volta mais forte da CLT, afirmando que é melhor para a continuidade do tratamento de pacientes com os mesmos profissionais de saúde.

 

"A política de pejotização é ruim para o profissional, porque não tem nenhuma política de continuidade no tratamento daqueles pacientes", disse ele.

 

Confira entrevista:

 

PSOL enfrenta disputa difícil por vaga federal e mira ampliar bancada na AL-BA
Foto: Antonio Queirós / CMS e Luan Guerra / Divulgação

A federação PSOL-Rede enfrenta um cenário considerado difícil para conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026, segundo apuração do Bahia Notícias. Entre os nomes cotados para a disputa estão Hamilton Assis, Eliete Paraguassu, Professor Reginaldo Alves e Uldurico Pinto.

 

Na corrida por uma vaga considerada internamente como um "sonho distante", Hamilton Assis e Eliete Paraguassu são vereadores de Salvador, enquanto Professor Reginaldo Alves atua como diretor sindical do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB). Já Uldurico Pinto, da Rede, é ex-deputado federal - e pai do ex-deputado federal Uldurico Jr., preso pela Operação Duas Rosas.

 

O quadro é mais favorável na disputa pela Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). As projeções apontam que a federação pode eleger pelo menos dois deputados estaduais, com possibilidade de chegar a três cadeiras. Atualmente, a legenda conta somente com o deputado Hilton Coelho na Casa, que aparece como principal nome para a reeleição.

 

LEIA TAMBÉM:

 

Para a segunda vaga, Kleber Rosa, ex-candidato a prefeito de Salvador, desponta à frente, mas ainda disputa espaço com Jonatas Monteiro, ex-vereador de Feira de Santana. 

 

Também está no radar Magno Lavigne, da Rede, ex-presidente da União Geral dos Trabalhadores na Bahia e ex-secretário nacional de Qualificação, Emprego e Renda do Ministério do Trabalho.

Mansur critica 'aprovação automática' e promete profissionalizantes e piso da segurança
Foto: Divulgação

O candidato ao Governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) criticou, nesta terça-feira (8), o Regime de Progressão Parcial (RPP) adotado pela rede estadual de ensino. Segundo a Secretaria da Educação, a regra permite que estudantes avancem de ano mesmo após reprovação em algumas disciplinas. Mansur classificou a medida como uma forma de “aprovação automática” e afirmou que ela pode prejudicar a formação dos alunos.

 

“O governo diz que não, mas nós reafirmamos que existe sim aprovação automática na rede estadual da Bahia. Se um aluno perder em sete matérias, ele é aprovado de ano, para poder recuperar no ano seguinte. Mas eu pergunto: um estudante que teve dificuldades de passar em 10 matérias em um ano vai passar em 17 no ano seguinte? Isso é ilusão, é roubar a esperança da nossa juventude”, declarou durante sabatina na Rádio Metrópole.

 

Na área educacional, o candidato também prometeu ampliar a oferta de cursos profissionalizantes em bairros periféricos caso seja eleito. A proposta, segundo ele, seria acompanhada de ações de esporte, cultura e lazer para a juventude. Mansur ainda defendeu a criação de um piso nacional para profissionais da segurança pública. “O policial deve ser valorizado, desde as suas condições de trabalho até o salário que ele recebe. A Bahia é um dos estados que paga menos ao policial, por isso defendemos um piso nacional da segurança pública”, afirmou.

 

Para ele, a medida ajudaria a reduzir as diferenças salariais entre policiais de estados como Bahia, Sergipe, Pernambuco, Alagoas e Maranhão.

Hilton Coelho celebra criação de Unidade de Conservação na Chapada Diamantina
Foto: Divulgação / PSOL

O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL), autor do projeto que propôs a criação da Unidade de Conservação da Serra da Chapadinha, comemorou a assinatura do decreto pelo governador Jerônimo Rodrigues. A oficialização foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (1°).

 

A área, que abrange os municípios de Itaetê, Ibicoara e Mucugê, na região da Chapada Diamantina, é considerada estratégica para a proteção das nascentes, da biodiversidade e dos recursos naturais da região.

 

Para o deputado, a assinatura representa uma conquista para todos que participaram dessa luta. “É uma vitória importante para a Bahia e, principalmente, para quem há anos luta pela proteção da Serra da Chapadinha. Estamos falando de um território fundamental para as águas, para a biodiversidade e para as comunidades da região. A criação da Unidade de Conservação é um passo concreto para garantir que esse patrimônio seja preservado”, afirmou.

 

A criação da unidade é resultado de uma mobilização que contou com a participação de comunidades, ambientalistas e organizações da sociedade civil. Autor do projeto e atuante na defesa da Serra da Chapadinha, Hilton Coelho também vem cobrando do Governo do Estado a efetivação da medida, inclusive por meio de ações e manifestações públicas do mandato.

 

Hilton destacou ainda que a proteção da Serra tem impacto direto na segurança hídrica e na conservação ambiental da Chapada Diamantina. “Proteger a Serra da Chapadinha é cuidar das nascentes, da biodiversidade e da vida. Depois de tanta mobilização e de muita cobrança para que essa proteção saísse do papel, hoje temos um motivo para comemorar. É uma conquista das comunidades, dos ambientalistas e de toda a sociedade baiana”, concluiu o deputado.

ACM Neto, Jerônimo e Mansur cumprem agenda no interior baiano neste domingo
Foto: Divulgação

Neste domingo (30), ACM Neto (União Brasil), Jerônimo Rodrigues (PT) e Ronaldo Mansur (PSOL), os principais nomes da corrida pelo Governo da Bahia, agenda no interior e na capital baiana.

 

Desde o dia 16 de agosto, que marca o início oficial da campanha, o portal Bahia Notícias (BN) tem realizado uma coletânea das agendas dos candidatos. Até o primeiro turno, agendado para 4 de outubro, o BN acompanha os compromissos diários dos três concorrentes.

 

ACM NETO

No domingo, 30 de agosto de 2026, ACM Neto participará de uma carreata pelo Subúrbio de Salvador às 9h, seguido de um encontro com lideranças políticas de Salvador e de outros municípios baianos à tarde. À noite, ele se reunirá com sua equipe de comunicação e coordenação de campanha.

 

JERÔNIMO

O governador Jerônimo Rodrigues também tem uma agenda cheia. No mesmo dia, em Itatim, haverá uma caminhada com concentração às 8h30. Em Milagres, a concentração para outra caminhada está marcada para as 10h. Às 14h30, em Iaçu, ocorrerá uma carreata, e, por fim, em Itaberaba, um comício está programado para as 17h.

 

RONALDO MANSUR

Ronaldo Mansur, por sua vez, começará o domingo com um ato político na Barra contra a escala 6x1 às 9h, seguido de uma visita à Ilha de Maré às 11h50. À tarde, ele terá uma reunião com seus apoiadores às 17h.

 

 

 

 

Candidatos ao governo da Bahia mantêm agenda concentrada em Salvador nesta segunda-feira
Fotos: Divulgação

Os três principais candidatos ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), Jerônimo Rodrigues (PT) e Ronaldo Mansur (PSOL) cumprem mais compromissos de suas agendas de campanha, nesta segunda-feira (24), no 8º dia da corrida eleitoral. 

 

Desde domingo (16), primeiro dia oficial da campanha, o portal Bahia Notícias realiza uma coletânea das agendas. Até o primeiro turno, previsto para 4 de outubro, o BN acompanha os compromissos diários dos três candidatos.

 

ACM NETO - União Brasil
Pela manhã, o candidato realiza uma reunião com a coordenação política e com candidatos e lideranças de diversas regiões da Bahia.

Durante o turno vespertino, se reúne com candidatos e lideranças e participa de uma caminhada, às 16h, nos bairros de Fazenda Coutos e Paripe, em Salvador.

Finaliza a agenda do dia, à noite, em reunião com lideranças políticas e representantes de diferentes regiões da Bahia, além de realizar gravação de programa eleitoral.

 

JERÔNIMO RODRIGUES - PT
Nesta manhã, o candidato à reeleição cumpre agenda em Salvador, onde participa de reuniões com a equipe de campanha.

O turno vespertino do governador também acontece na capital baiana, dedicado a gravações para o programa eleitoral.

 

RONALDO MANSUR - PSOL
Pela manhã, o candidato do PSOL realiza gravação de TV, às 9h.

À tarde, às 13h30, ele concede entrevista na TV Record, no Programa Balanço Geral.

Ele finaliza o dia à noite, às 18h, participando de uma entrevista na Rádio Educadora FM.

Professora Delliana explica mudança do PSOL para 2026 e diz que “inimigo maior é a extrema-direita”
Fotos: Eduarda Pinto / Francis Juliano / Bahia Notícias

A candidata ao Senado Federal pela Bahia, Professora Delliana Ricelli (PSOL), falou sobre as mudanças de posicionamento do PSOL para as eleições de 2026 no cenário baiano e nacional. Durante a sabatina em entrevista ao Projeto Prisma nesta segunda-feira (17), a candidata deixou claro que o "inimigo é a extrema-direita", mas pontuou que não é possível deixar de enxergar as diferenças entre seus adversários na Bahia.

 

"Ao contrário da esquerda tradicional, que vive refém do processo eleitoral, então num cenário que a gente tivesse uma extrema-direita que não representasse 30% do eleitorado do Brasil, a gente não teria essa adesão a Lula. Mas a gente precisa, nosso inimigo maior é a extrema-direita, que vem o tempo inteiro tentando cassar os nossos direitos", afirmou Delliana.

 

Além disso, a postura marca uma mudança em relação ao pleito anterior na esfera estadual. Em 2022, o partido apoiou a candidatura de Jerônimo Rodrigues (PT) ao Palácio de Ondina. Contudo, para as eleições de 2026, o PSOL foca em seu próprio nome, lançando Ronaldo Mansur na disputa pelo governo do estado da Bahia.

 

"Nossos esforços estão voltados para Mansur [candidato do partido]." Alguns sinais e conselhos não foram seguidos, não teria por que agora a gente ter uma adesão à de Jerônimo Rodrigues (PT). Temos a compreensão clara de que ACM e Jerônimo não são farinha do mesmo saco, existem diferenças. Temos um muito ruim e outro que não é bom", explica a candidata.

 

Sobre o eixo federal, a postulante deixou clara a postura da legenda em relação ao Palácio do Planalto: o apoio ao quarto mandato presidencial de Lula da Silva (PT) se dá somente pelo fato de que a extrema-direita, representada pelo Partido Liberal (PL), segue firme nas pesquisas, tornando o candidato Lula o mais aceitável em um segundo turno.

 

"Nosso compromisso é apoiar a reeleição do presidente Lula, mas o fato de a gente apoiar não quer dizer que isso é um cheque em branco e que isso não será acompanhado e cobrado", complementa a candidata. 

 

Confira a entrevista completa logo abaixo: 

Campanha eleitoral começa neste domingo; veja a agenda dos principais candidatos ao Governo da Bahia
Foto: Divulgação

Os candidatos ao Governo da Bahia iniciam neste domingo (16) a campanha eleitoral com agendas espalhadas por diferentes regiões do estado. O primeiro dia oficial de campanha de ACM Neto (União Brasil), Jerônimo Rodrigues (PT) e Ronaldo Mansur (PSOL) será marcado por caminhadas, comícios, panfletagens e encontros com apoiadores.

 

Candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues divide o dia entre Salvador e Irecê. Pela manhã, às 7h, participa de uma missa na Basílica do Senhor do Bonfim, em Salvador, e, em seguida, de uma caminhada com apoiadores e lideranças, com concentração no Largo do Bonfim. A agenda reúne o vice-governador e também candidato à reeleição, Geraldo Júnior, além dos candidatos ao Senado Jaques Wagner e Rui Costa, que integram a chapa majoritária. À tarde, o petista segue para Irecê, onde faz o primeiro grande comício da campanha, às 17h, na Praça do Feijão.

 

ACM Neto concentra o primeiro dia no oeste baiano, com atos em três municípios. A agenda começa às 10h, em Carinhanha, com o primeiro ato oficial de campanha. Às 16h, ele participa de uma carreata seguida de comício em Correntina, e encerra o dia em Coribe, às 22h.

 

Já Ronaldo Mansur mantém a programação em Salvador. O candidato do PSOL começa às 8h, com panfletagem no Nordeste de Amaralina, seguida de caminhada no Vale das Pedrinhas e da inauguração de um comitê de campanha. À tarde, faz novas caminhadas e ações de panfletagem, encerrando a agenda no Barradão.

"Falta de vergonha na cara dele", diz Mansur após Neto falar em jogo combinado entre PT e PSOL no debate
Foto: Fernando Duarte / Bahia Notícias

O candidato do PSOL ao Governo da Bahia, Ronaldo Mansur, reagiu com irritação, neste domingo (9), à afirmação de ACM Neto (União Brasil) de que teria havido um "jogo combinado" entre PT e PSOL durante o primeiro debate da disputa, realizado na Band. Mansur negou a articulação e devolveu a acusação, apontando o que classificou como aliança de Neto com o bolsonarismo no estado.

 

"Falta de vergonha na cara dele. Ele tem jogo combinado com os bolsonaristas aqui na Bahia e fala que tem jogo combinado entre PSOL e PT. É pura desonestidade do candidato", afirmou o candidato do PSOL.

 

A reação veio depois de ACM Neto avaliar seu desempenho no debate como positivo e sugerir que enfrentou, no confronto, uma articulação entre os adversários, dando a entender que os candidatos do PT e do PSOL teriam atuado de forma combinada contra ele.

Vereadora do PSOL tenta declarar Neymar “persona non grata” em Belém após confusão com o Remo
Foto: Baltaza Costa / Alepa | Raul Baretta / Santos FC

A confusão entre Neymar e jogadores do Remo após a classificação do Santos na Copa do Brasil ganhou repercussão política em Belém. A vereadora Marinor Brito (PSOL) tentou apresentar um requerimento para declarar o atacante como “persona non grata” na capital paraense.

 

A iniciativa ocorreu depois do tumulto registrado na noite da última terça-feira (4), no Mangueirão, após o Santos vencer o Remo por 1 a 0 e avançar às quartas de final da Copa do Brasil.

 

Depois do apito final, Neymar provocou integrantes da equipe paraense durante a comemoração da vaga. O camisa 10 do Santos chegou a gritar em direção aos adversários e precisou ser contido por membros da comissão técnica e da segurança.

 

Marinor Brito, que é torcedora declarada do Remo, criticou a postura do jogador e avaliou que o episódio ultrapassou a rivalidade esportiva. Para a parlamentar, o comportamento de Neymar representou desrespeito ao clube, aos atletas paraenses e à região.

 

A vereadora afirmou que o requerimento não chegou a ser colocado em votação na Câmara Municipal de Belém, mas prometeu insistir na proposta.

 

"Um bilionário chega a Belém e trata nossos jogadores paraenses com desrespeito", afirmou Marinor.

 

A parlamentar também classificou a atitude como “desrespeito com a Amazônia”, em referência à representação simbólica do Remo e do futebol paraense no cenário nacional.

 

A reação ocorreu em meio à forte repercussão do episódio. O presidente do Remo, Antônio Carlos Teixeira, conhecido como Tonhão, também criticou Neymar de forma dura após a partida. O dirigente condenou a postura do jogador e afirmou que o comportamento do atacante não condiz com a idolatria que ele recebe no futebol brasileiro.

 

Dentro de campo, Neymar foi decisivo para a classificação santista. Foi dele a assistência para Rony marcar o gol da vitória no Mangueirão. O resultado garantiu o Santos nas quartas de final da Copa do Brasil.

 

Após a partida, o atacante publicou uma foto em uma lancha particular com a frase "Vagabundiando", em tom de provocação. 

 


Foto: Instagram

 

VÍDEO: Ronaldo Mansur cita 'Genocida Lá Ele' para criticar ACM Neto e defende retomada da Refinaria Landulpho Alves
Fotos: TV Aratu / Petrobras

Em entrevista concedida nesta quarta-feira (5) durante sabatina promovida pela TV Aratu, o candidato ao Governo da Bahia pelo PSOL, Ronaldo Mansur, fez duras críticas à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro e à política de preços do setor de combustíveis no estado. Questionado por jornalistas, o postulante acusou o candidato ACM Neto (União) de aliança com a ala bolsonarista por meio do “Genócida Lá ele”, bem como direcionou críticas também ao atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT).

 

Veja momento em vídeo:

 

Ao abordar os preços praticados na Bahia, Mansur cobrou um posicionamento público do adversário do União Brasil sobre a privatização da Refinaria Landulpho Alves (RLAM).

 

“É preciso perguntar ao candidato ACM qual é a posição dele em relação à venda da Landufo Alves. Porque foi o seu aliado, 'Genocida Lá Ele', quem vendeu a refinaria Landufo Alves. E hoje, se a Bahia tem o combustível, a gasolina mais cara da Bahia, deve-se ao aliado de ACM Neto, o 'Genocida Lá Ele'”, dispara o candidato.

 

Mansur acrescentou que a coligação de ACM Neto possui postulantes ao Senado alinhados ao bolsonarismo, contrapondo essa composição à chapa apresentada pelo PSOL.

 

O candidato afirmou que, caso eleito, atuará em alinhamento com o Governo Federal para reverter a venda da refinaria e buscar a equiparação das tarifas baianas com as de outros estados, criticando a postura da atual gestão estadual diante do tema.

 

“No nosso governo, nós vamos trabalhar junto com o Governo Federal para que a gente retome a refinaria Landufo Alves e não tenha uma política tímida, inexistente, do governador Jerônimo, que não batalhou para que a gente conseguisse de volta essa refinaria, que é um patrimônio não só da Bahia”, afirma.

 

RELEMBRE O CASO
A Refinaria Landulpho Alves (RLAM) foi privatizada pela Petrobras em novembro de 2021, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, sendo vendida por US$ 1,65 bilhão ao fundo Mubadala Capital, grupo de investimentos de Abu Dhabi pertencente à família real dos Emirados Árabes Unidos.

 

Um relatório de auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) concluiu que a unidade foi vendida abaixo do preço de mercado. Segundo a CGU, a transação ocorreu em meio à pandemia de Covid-19, período de forte desvalorização dos indicadores econômicos do setor petrolífero

 

O órgão apontou que a Petrobras assumiu riscos desnecessários ao manter as negociações naquele momento de turbulência, em vez de aguardar a recuperação e a estabilização do mercado internacional, além de ter utilizado metodologias atípicas na avaliação do ativo.

 

Ao comparar o mercado baiano com o de outros estados, Mansur citou disparidades de valores em relação a São Paulo: “É inaceitável. Olha que em São Paulo o consumo de combustível é um número significativamente maior do que o da Bahia, e hoje o da Bahia é maior do que o combustível comprado no Estado de São Paulo”, conclui.

Ronaldo Mansur classifica candidatura como alternativa popular para “romper polarização” entre Jerônimo e ACM Neto
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

O candidato ao Governo da Bahia, Ronaldo Mansur (PSOL), divulgou seu plano de governo para as eleições de 2026. O representante da federação PSOL-REDE destacou em seu programa e propôs romper com o que classificou como "polarização reinante" entre o grupo político do Partido dos Trabalhadores (PT) e o grupo,que denominou de carlista e atribuiu ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União) e seus aliados. 

 

Ele argumentou que esse cenário atual beneficia apenas o "andar de cima" da sociedade. O candidato convocou ainda a população a encerrar o "ciclo petista", após quase 20 anos de gestão na Bahia. 

 

Ronaldo disse ainda que pretende evitar o retorno do grupo de Neto ao Executivo baiano. A federação se apresenta como uma opção que busca construir uma nova síntese política.  

 

O programa ainda trouxe aspectos relacionados ao desenvolvimento sustentável e econômico. O programa propõe um novo modelo econômico que rompe com a dependência histórica e foca no fortalecimento do mercado interno.

 

Uma das propostas centrais é a suspensão negociada do pagamento da dívida estadual com a União, visando liberar recursos para investimentos sociais e infraestrutura. O desenvolvimento será alavancado por uma estratégia que utiliza o mercado, redes de permutas, economia solidária e a agricultura familiar.

 

Ronaldo disse também que pretende abrir campos de relação econômica e cultural com a África e com países da América do Sul (especialmente do Pacífico), buscando alternativas ao imperialismo tradicional.

 

O candidato do PSOL disse que haverá estímulo às alternativas ferroviárias, fluviais e metroviárias, além da defesa do patrimônio socioambiental e energético, focando na expansão de fontes renováveis a preços compatíveis.

Ronaldo Mansur formaliza candidatura ao governo estadual pelo PSOL; veja dados 
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

O candidato ao governo do estado da Bahia, Ronaldo Mansur formalizou a submissão dos dados de sua candidatura ao sistema da Justiça Eleitoral. No painel oficial constam, até a tarde desta quinta-feira (30), as candidaturas de apenas dois dos cinco principais postulantes ao Palácio de Ondina: Ronaldo Mansur (PSOL) e ACM Neto (União).

 

O perfil dos candidatos no Tribunal Superior Eleitoral concentra as principais informações dos candidatos aos cargos eletivos, como dados de perfil, limite de gastos, filiações e coligações partidárias, além da declaração de bens dos candidatos. 

 

No que diz respeito aos bens, o representante do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) declarou R$91,3 mil em patrimônio. O valor inclui um imóvel orçado em R$60 mil em Salvador, participação societária em uma empresa e contas poupança. 

 

A filiação e coligação contou apenas com o apoio da Federação PSOL-Rede, com dois partidos PSOL (50) e Rede (18). Já os dados de perfil foram preenchidos como homem cisgênero, heterossexual, de cor parda, solteiro e com ensino médio completo. 

 

No histórico de registros do candidato em eleições, o perfil aponta participações em quatro eleições, incluindo esta. Ele pleiteou, duas vezes, o cargo de vice-governador do estado nos anos de 2014 e 2022 e foi candidato a deputado federal em 2018, todas pelo PSOL. 

 

A ficha do TSE ainda adiciona informações sobre o limite legal de gastos na campanha. No primeiro turno, o valor despendido na campanha de Mansur está limitado ao teto de R$17,7 milhões. Já no segundo turno, os valores podem chegar a R$8,8 milhões.

Jerônimo Rodrigues lidera índice de rejeição entre candidatos ao governo do estado, afirma Quaest
Foto: Divulgação / PT Bahia

 

O governador Jerônimo Rodrigues lidera o índice de rejeição entre os candidatos à eleição estadual na Bahia. Segundo o levantamento divulgado pela Quaest, nesta quarta-feira (29), 40% dos eleitores baianos conhecem e não votaria no atual governador, que é pré-candidato à reeleição pelo PT. 

 

O levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-05856/2026 e BA-02331/2026 ouviu presencialmente 1.200 eleitores de 16 anos ou mais, residentes na Bahia, entre os dias 23 e 27 deste mês. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.  

 

A Quaest avaliou o conhecimento, potencial de voto e rejeição dos candidatos os candidatos e pré-candidatos ACM Neto, Aroldo Felix (UP), Jerônimo Rodrigues (PT), José Estêvão (DC) e Ronaldo Mansur (PSOL) frente aos eleitores. 

 


Foto: Gráfico disponibilizado pela Quaest

 

Ao citarem o candidato ACM Neto, 90% dos eleitores disseram conhecê-lo, sendo que 57% conhecem e votariam nele, e outros 33% conhecem e não votariam. 10% disseram não conhecer o candidato. 

 

No caso do atual governador, Jerônimo Rodrigues, ele também é conhecido por 90% dos eleitores questionados e dentre eles, 50% deles votariam nele para a reeleição e outros 40% não votariam. 10% disseram que não conhecem. 

 

Ronaldo Mansur, candidato pelo PSOL, foi reconhecido por apenas 21% dos eleitores. Entre os que o conheciam, 17% disseram que não votariam e 4% votariam. 79% dos eleitores disseram não conhecer o candidato. No caso de João Estevão, 16% dos eleitores o disseram conhecer o candidato, sendo que apenas 3% votariam nele e outros 13% alegaram que não votariam. 84% não o reconheceram. 

 

Já o candidato Aroldo Félix foi reconhecido por 10% dos entrevistados, sendo que 1% votaria nele e 9% disseram que não votariam. 90% dos eleitores não reconheceram o candidato.

Kleber Rosa oficializa pré-candidatura a deputado estadual, defende apoio a Lula e projeta até três cadeiras do PSOL na AL-BA
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

Durante a convenção estadual da Federação Rede-PSOL, Kleber Rosa formalizou sua pré-candidatura a deputado estadual e anunciou a aceleração das agendas de campanha pelo estado. Ex-candidato ao Governo e à Prefeitura de Salvador, Rosa destacou que o evento consolida um "time pronto e formalizado" para apresentar um programa de esquerda consistente e incidir de forma marcante no pleito deste ano.

 

ALINHAMENTO NACIONAL E AUTONOMIA ESTADUAL

Questionado sobre a tática eleitoral da sigla — que apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no âmbito nacional, mas mantém candidatura própria ao Governo da Bahia —, Kleber Rosa explicou que o PSOL não abre mão de sua identidade programática, mas reconhece a gravidade do momento político do país.

 

Para o pré-candidato, o apoio ao governo federal é uma medida necessária de proteção às instituições democráticas. "Sabemos que a gente vive um momento histórico extremamente sensível, passamos recentemente por uma tentativa de golpe no Brasil [...] e nós não podemos correr o risco de que esse grupo, que são os Bolsonaros e sua família, retorne ao poder. Apoiamos Lula [...] porque Lula é o que nós temos, de fato, como muro de contenção para o retorno desse grupo autoritário, da extrema direita, e é o que nós temos para a garantia do espaço democrático de direito", pontuou Rosa.

 

PROJEÇÃO DE BANCADA

Apesar dos desafios financeiros e da estrutura de grandes coligações adversárias, Kleber Rosa demonstrou otimismo quanto ao desempenho da federação nas urnas. Ele apontou o crescimento recente do PSOL nas eleições municipais — como o aumento do número de vereadores no interior do estado e o dobramento da bancada na Câmara Municipal de Salvador — como indicativo de um novo patamar eleitoral.

 

Expectativas da Federação Rede-PSOL para a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA):

  • Intensificação de agenda: Rota de viagens e mobilização em ritmo acelerado em todas as regiões do estado.

  • Meta de bancada: Eleger até três deputados estaduais, consolidando a expansão da representação de esquerda na ALBA.

  • Capilaridade: Capitalizar o desempenho recente das urnas municipais para converter votos na disputa proporcional estadual.

 

"A gente não tem dúvida de que o nosso crescimento numérico se refletirá nesta eleição, na Assembleia Legislativa, com a ampliação do nosso tamanho", finalizou o pré-candidato.

Hilton Coelho diz que Boulos está "deslocado" no PSOL após derrota sobre federação com o PT
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

O deputado estadual Hilton Coelho (PSol) afirmou nesta quinta-feira (24), durante a convenção da federação PSol-Rede, em Salvador, que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), está "deslocado" dentro do partido após a maioria dos filiados rejeitar a proposta de federação com o Partido dos Trabalhadores (PT).

 

Segundo Hilton, Boulos defendia que o PSol integrasse uma federação com o PT e outros partidos da base governista, mas a ideia foi derrotada internamente. "O Guilherme Boulos está precisando de apoio dentro do PSOL. Ele defendeu que o PSOL participasse da federação com o PT e simplesmente 76% do PSOL disse não. Então, se tem alguém que está deslocado dentro do PSOL, não é o companheiro Ronaldo Mansur, é o companheiro Guilherme Boulos", declarou.

 

Na entrevista, o parlamentar também rebateu críticas de que o Partido Socialismo e Liberdade atuaria como um acessório ao partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Hilton destacou que, embora a legenda apoie Lula no cenário nacional, na Bahia optou por lançar candidatura própria ao Palácio de Ondina com Ronaldo Mansur (PSol).

 

Ao comentar a segurança pública, Hilton criticou os índices de letalidade policial na Bahia e defendeu mudanças na estratégia de combate ao crime organizado. Segundo ele, o Estado precisa ampliar investimentos em inteligência e políticas sociais voltadas à juventude, além de direcionar o enfrentamento às organizações criminosas.

 

"Nós não podemos continuar sendo o estado com o pior índice de letalidade policial do Brasil. A Bahia, em 2025, matou simplesmente 1.600 pessoas em ações policiais seguidas de morte. Quando o segundo lugar, que foi São Paulo, ficou com 900 mortes. Isso é um número macabro", disse.

 

Na área ambiental, o parlamentar também cobrou medidas para proteger o Cerrado baiano e defendeu a criação da Unidade de Conservação da Serra da Chapadinha, argumentando que a região é estratégica para o abastecimento hídrico da Bahia e deve ser preservada diante do avanço de atividades minerárias.

Hamilton Assis rechaça polarização entre "carlismo e petismo" e faz duras críticas à gestão de Bruno Reis em Salvador
Fotos: Maurício Leiro / Bahia Notícias

Durante a convenção da Federação Rede-PSOL, o vereador de Salvador e pré-candidato a deputado federal, Hamilton Assis (PSOL), reforçou o tom de oposição da sigla na Bahia. Em seu discurso, Assis defendeu a autonomia da federação para apresentar um projeto focado no desenvolvimento econômico e no combate às desigualdades, posicionando a chapa como uma alternativa à histórica polarização política no estado.

 

Para o vereador, a aliança que lança Ronaldo Mansur e a professora Meire Reis ao Governo do Estado demarca um campo político distinto das forças tradicionais. "Nós temos diferença, tanto com o carlismo quanto com o petismo. Então, nós queremos preservar essa autonomia porque nós temos um programa que está muito bem representado", afirmou Assis.

 

METAS ELEITORAIS

Hamilton Assis destacou o capital político acumulado pelo PSOL nas eleições municipais de 2024, citando o bom desempenho da sigla com a candidatura de Kleber Rosa em Salvador. Para o pleito estadual e nacional, a federação traçou metas ambiciosas para o Legislativo, apostando na boa avaliação de seus quadros atuais.

 

Os principais objetivos legislativos da federação incluem:

  • Reeleição e ampliação: Garantir a reeleição do deputado estadual Hilton Coelho — classificado por Assis como muito bem avaliado — e ampliar a bancada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) para até três parlamentares.

  • Câmara dos Deputados: Eleger representação federal para fortalecer o projeto nacional do partido.

  • Construção de alternativa: Consolidar a federação como uma terceira força política capaz de romper com a dicotomia baiana.]

 

OPOSIÇÃO

Atuando no Legislativo soteropolitano, Assis não poupou críticas à atual gestão da capital. Questionado sobre a margem política do grupo liderado pelo ex-prefeito ACM Neto, o vereador foi taxativo ao afirmar que esse capital "evaporou" devido aos desgastes da administração do atual prefeito, Bruno Reis (União Brasil).

 

Segundo o parlamentar, a base governista na Câmara Municipal tem blindado a prefeitura de investigações, barrando pedidos de apuração sobre recentes escândalos e denúncias na cidade. Assis cobrou maior celeridade do Ministério Público nas apurações e criticou as prioridades da gestão municipal. "O grande problema [...] é o próprio Bruno Reis, porque está desidratando e não tem conseguido responder às principais contradições, e tem privilegiado a relação com seus aliados, principalmente empresários da cidade", pontuou.

 

Para concluir sua fala, o vereador traçou um panorama negativo dos serviços públicos em Salvador, afirmando que os soteropolitanos convivem diariamente com "lixo pela rua" e um "transporte coletivo que não funciona", acusando a prefeitura de entregar a cidade aos interesses do grande empresariado urbano.

 

Ronaldo Mansur critica atual governo e descarta qualquer possibilidade de apoio a Jerônimo Rodrigues
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

Nesta sexta-feira (24), o presidente estadual do PSOL e da Federação PSOL-Rede, Ronaldo Mansur, oficializa sua candidatura ao Governo da Bahia durante convenção partidária realizada no Fiesta Bahia Hotel, em Salvador. Durante coletiva de imprensa, Mansur concentrou críticas ao atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) que tenta a reeleição. 

 

O candidato destacou que o governo não cumpriu promessas cruciais de 2022, como a instalação de câmeras no fardamento de policiais militares e o fim da fila da regulação na saúde. Ronaldo também fez comentários sobre o crescimento do crime organizado no estado.

 

“A Bahia hoje está entregue ao crime organizado e o governo não teve coragem nem política de segurança para combater a criminalidade", afirma.

 

Ao ser questionado sobre o apoio do PSOL a Jerônimo no segundo turno das eleições de 2022, Mansur esclareceu que aquela foi uma decisão pontual por considerá-lo o "menos pior", mas que isso nunca significou adesão ao projeto petista.

 

“O menos pior não significa que a gente acha que ele seria mil maravilhas, tanto que nós continuamos com a nossa independência na Assembleia Legislativa, com o nosso deputado estadual Hilton Coelho, fazendo o enfrentamento.”, explica.

Única pré-candidata ao Senado pela Bahia, Deliana Ricelli destaca PSOL em convenção
Foto: Reprodução

A professora Deliana Ricelli (PSOL) é a única pré-candidata mulher ao Senado pela Bahia neste processo eleitoral. O tema foi destacado por ela nesta sexta-feira (24), durante a convenção partidária do PSOL-Rede.

 

Segundo Ricelli, sua candidatura reforça o compromisso do partido em democratizar o acesso à política e garantir que mulheres ocupem espaços de poder. "Até agora nós somos a única mulher candidata ao Senado, então a gente vem reforçando o compromisso que o PSOL tem em democratizar o acesso e dizer que, de fato, as mulheres ocupam espaço de poder, e a gente vem com essa tarefa", afirmou.

 

A pré-candidata destacou ainda que a chapa reúne outros nomes ligados à educação, com destaque para a presença de três professores.

 

"Na chapa, a gente tem mais uma mulher, que é a professora Maruzzi. O professor Nilo também está com a gente, então são três professores na chapa, eu, o professor Nilo e a professora Maruzzi. A gente vem num processo de desenvolver e pensar políticas públicas para as mulheres, autonomia para o povo negro e também a educação, que é o nosso ponto central, aquilo que a gente acredita que é capaz de transformar a sociedade", disse.

 

Questionada sobre a estratégia do PSOL para fortalecer sua bancada no Legislativo, ampliando a representação na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, Ricelli afirmou que o partido tem buscado um processo pedagógico, e não apenas discursivo, na formação de suas candidaturas femininas.

 

"Não é apenas o discurso. A gente não quer utilizar a figura da mulher só para garantir um percentual mínimo. O nosso partido tem um histórico de trazer mulheres com capacidade técnica para desenvolver, de fato, projetos que venham a alterar a vida do povo baiano e do povo do Brasil também", declarou.

Meire Reis destaca crescimento do PSOL na Bahia e avalia candidaturas femininas no país
Foto: Reprodução

A pré-candidata a vice-governadora pelo PSOL, Meire Reis, destacou nesta sexta-feira (24), durante convenção partidária do PSOL-Solidariedade, a força do partido no cenário político baiano e nacional, além de comentar o avanço das candidaturas femininas neste processo eleitoral.

 

Segundo Meire Reis, o fato de o PSOL já ser um partido conhecido facilita a comunicação das propostas defendidas pela legenda. "Essa expectativa ajuda, primeiro porque coloca o PSOL como elemento importante, como já conhecido. Nós temos proposta que é conhecida em todo o Brasil, então não fazemos nada de novo", afirmou.

 

A pré-candidata destacou que temas como educação, saúde, segurança, moradia, dignidade do povo, questão racial e combate ao aumento da violência contra a mulher fazem parte das pautas centrais do partido. "Para a gente, só ajuda a saber que o PSOL é lembrado pelo povo baiano, assim como é lembrado pelo povo brasileiro. Nós temos uma bancada federal que é vista como muito importante, por tratar de temas que a gente considera fundamentais para a sociedade brasileira, por denunciar e por bancar algumas denúncias, e a gente consegue fazer isso", disse.

 

Questionada sobre como avalia as candidaturas femininas neste processo eleitoral e as movimentações do PSOL para promover mais mulheres na política, Meire Reis afirmou que o partido tem historicamente buscado ampliar a presença feminina em seus espaços. "O PSOL tradicionalmente tem sempre uma preocupação de ter a presença das mulheres no seu espaço. Essa é uma conquista que as mulheres têm produzido ao longo desses últimos 20 anos, então nós estamos no lugar em que nós construímos para estar", declarou.

 

Apesar do avanço, a pré-candidata reconheceu que o momento atual ainda é desafiador para as mulheres na política, marcado por episódios de violência política e discursos misóginos. 

 

Mesmo diante desses obstáculos, Meire Reis afirmou que segue confiante na força da trajetória das mulheres na política, citando sua própria experiência como mulher negra em espaços historicamente difíceis. "Não adianta você colocar uma barreira em mim, porque eu vou quebrar isso", concluiu.

Marcelo Carvalho mira no PT, lança chapa ao Senado e afirma ser a "única opção à esquerda" na Bahia
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

Durante a convenção partidária estadual da Federação Rede-PSOL, realizada nesta sexta-feira (24), o porta-voz da Rede Sustentabilidade na Bahia, Marcelo Carvalho, confirmou sua pré-candidatura ao Senado Federal. Em um discurso contundente, Carvalho teceu duras críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e posicionou a federação como a única alternativa genuína para o eleitorado progressista baiano.

 

Carvalho destacou que a união entre Rede e PSOL reflete um diálogo direto com a base social do estado e criticou a forma como os grandes partidos têm conduzido a escolha de seus representantes. "Nós somos a única alternativa ao Senado do campo de esquerda [...] O que mais acontece em volta ao Senado são grandes partidos políticos que escolhem uma figura que é muito distante da população, que não debate diretamente com os trabalhadores", declarou o pré-candidato.

CRÍTICAS A GESTÃO PETISTA

Segundo ele, o PT abandonou suas raízes e deixou de representar os interesses da classe trabalhadora e do movimento sindical após duas décadas no poder. "Você tem um governo que está cansado. Você tem 20 anos de história de um governo que diz ser de esquerda, mas ao mesmo tempo que flerta com os trabalhadores, dorme na cama com os patrões", disparou Carvalho.

 

O pré-candidato também apontou o que ele avalia como contradições do atual grupo governista em pautas trabalhistas nacionais, como o debate sobre o fim da jornada de trabalho precarizada (referindo-se à luta pelo fim da escala 6x1), acusando a sigla de criar impeditivos no Congresso Nacional enquanto discursa a favor dos trabalhadores.


 

Viabilidade da chapa e disputa pelo Governo

Além de sua postulação ao Senado, Carvalho reforçou a viabilidade da chapa majoritária da federação, que conta com Ronaldo Mansur (PSOL) como pré-candidato ao Governo da Bahia. De acordo com o porta-voz, a candidatura de Mansur é uma "candidatura real", focada em elevar o nível de desenvolvimento e educação no estado.
 

Os principais objetivos da Federação Rede-PSOL destacados no evento incluem:

  • Aproximação com as bases: Retomar o diálogo direto com os trabalhadores baianos.

  • Renovação no Senado: Quebrar a tradição de candidatos "distantes da população".

  • Ocupação de espaços de poder: Eleger representantes na Câmara Federal, Assembleia Legislativa (ALBA), Senado e Governo do Estado para governar "pela população baiana, para o bem da população baiana"..

PSOL e Rede realizam convenção no próximo dia 24/7 para definir candidatos às eleições de 2026
Foto: Divulgação

O partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e a Rede Sustentabilidade, federados desde 2022, realizam no próximo dia 24/7 (sexta-feira), às 14h30, no Fiesta Bahia Hotel (Itaigara), a convenção que irá confirmar as candidaturas ao Governo, Senado e proporcionais nas eleições de 2026.

 

A chapa majoritária é composta por Ronaldo Mansur (pré-candidato ao Governo), Meire Reis (pré-candidata a vice) e Delliana Ricelli (pré-candidata ao Senado) - a segunda vaga será definida pela Rede. O encontro deve atrair militantes de vários cantos do Estado, dirigentes das duas siglas, apoiadores políticos e convidados.

 

Segundo Mansur, presidente estadual do PSOL e da Federação PSOL-Rede, o lançamento de uma candidatura própria para Governo e Senado representa uma alternativa política de esquerda para a Bahia. Uma resposta às gestões petistas de Jaques Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues, bem como aos governos carlistas.

 

"A meta é reeleger Lula presidente, impedir o avanço da extrema-direita, mas entendemos que o PT não representa as bandeiras de esquerda. Assim como entendemos que o atraso do carlismo não contempla as reivindicações e necessidades do povo baiano", diz.

 

De acordo com o pré-candidato, a convenção do dia 24 também irá oficializar as candidaturas proporcionais, que irão representar PSOL e Rede na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa da Bahia. Até o momento, 40 nomes foram lançados a deputado federal e 52 a deputado estadual (número que pode aumentar).

Briga pelo fundão: Erika Hilton reclama da divisão de recursos do Psol e de privilégios para Manuela D´Ávila
Foto: Reprodução Redes Sociais Erika Hilton

Considerada atualmente a maior liderança política do Psol, a deputada federal Erika Hilton (SP) manifestou sua insatisfação e decepção com a decisão tomada por seu partido para a divisão dos recursos do fundo eleitoral. Em postagem nas redes sociais nesta terça-feira (23), a deputada paulista denunciou publicamente o que chamou de descumprimento de acordos internos, além de apontar a desigualdade na distribuição de recursos voltados às campanhas eleitorais.

 

No texto divulgado na rede, Erika Hilton disse que estava “simplesmente chocada e decepcionada” com a cúpula nacional do Psol, segundo ela, por receber menos apoio estrutural e financeiro do que a ex-deputada Manuela D’Ávila, que se filiou à legenda no ano passado e vai concorrer ao Senado pelo Rio Grande do Sul.

 

“Pra mim, vocês sabem, a política real se faz nas ruas, nas redes, com transparência, papo reto e propósito. Não se faz escondendo os problemas debaixo do tapete ou com tentativas de sabotagem”, disse a deputada. 

 

Erika Hilton argumenta que, “como uma mulher negra e travesti” no maior estado do país, necessita de uma logística robusta e segurança reforçada, mas sente que suas necessidades estão sendo ignoradas pela burocracia partidária. A deputada apontou inclusive o privilégio que estaria sendo dado à candidatura do presidente nacional do partido, Juliano Medeiros. 

 

“Hoje, Juliano Medeiros, presidente da Federação PSOL-Rede, em sua primeira candidatura, teria exatamente a mesma prioridade que eu. Manuela D´Ávila, que acabou de chegar ao partido, tem previsão de receber mais que o dobro. Respeito a trajetória deles e adoraria vê-los eleitos, mas isso é o privilégio branco e cis sobrepondo tudo: os acordos feitos conosco, cálculos eleitorais sérios… A inteligência política passou longe. É uma tentativa de asfixiar quem está na linha de frente em detrimento de um perfil de pré-candidaturas bem específico, de grupos que só pensam em si mesmos e estão, mais uma vez, arriscando a viabilidade do Psol”, apontou Hilton.

 

Manuela D´Ávila é vista pela legenda como uma peça-chave para a estratégia de crescimento no Congresso Nacional em 2027. O partido não possui um senador há mais de dez anos e pretende investir pesado para garantir essa cadeira. 

 

A disputa interna no Psol ocorre justamente pelo controle do fundo eleitoral, o dinheiro público destinado às campanhas, que é limitado e gera conflitos entre as diferentes correntes da sigla. De acordo com a Justiça Eleitoral, a Federação PSOL-Rede deve contar com um total de R$ 162,5 milhões do Fundo Eleitoral de Financiamento de Campanha (FEFC). 

 

“Ninguém quer tirar o básico ou negar importância de quem está nas suas primeiras campanhas. O que não podemos aceitar é a falta de transparência e o suicídio político de sufocar quem tem a força popular para garantir a sobrevivência do partido. Nós ficamos no Psol para superar a cláusula de barreira e eleger bancadas fortes. Agora, exigimos que a direção cumpra a sua palavra”, concluiu Erika Hilton em seu manifesto na rede X.

Deputada Erika Hilton aciona MPF para que que proíba comentaristas de estimular apostas esportivas em transmissões
Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) apresentou uma representação ao Ministério Público Federal (MPF) solicitando que a Justiça proíba a divulgação de apostas esportivas por comentaristas durante transmissões de partidas. As informações são da Veja.

 

No documento, a parlamentar sustenta que profissionais do esporte têm se valido da credibilidade inerente à função para incentivar o público a realizar apostas, inclusive com a sugestão de palpites e odds, cotações que indicam os possíveis ganhos em caso de resultado favorável. Segundo a deputada, a prática ocorre enquanto os jogos estão no ar, o que agrava o impacto sobre os telespectadores.

 

Embora não mencione nomes de comentaristas ou emissoras, Erika Hilton critica a forma como essa publicidade tem sido veiculada e defende que a promoção de plataformas de apostas seja submetida a regras mais rigorosas de transparência e sinalização. A representação não detalha medidas específicas, mas sinaliza a necessidade de maior controle sobre o conteúdo apresentado durante as transmissões.

 

Crítica da expansão do mercado de bets no Brasil, a deputada relaciona as apostas esportivas a problemas como endividamento e dependência psicológica. “É inaceitável um comentarista usar a sua posição de especialista para induzir os telespectadores a apostarem”, afirmou. Em outro trecho, ela declarou: “Bet não é esporte. E jogo de azar”. O pedido agora aguarda análise do MPF, que decidirá se encaminhará a demanda à Justiça.

PSOL cobra Hugo Motta por demora em processos contra deputados punidos por ocupar Mesa Diretora
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O líder do PSOL na Câmara, deputado Tarcísio Motta, entregou pessoalmente ao presidente da Casa, Hugo Motta, um documento cobrando explicações pela demora no andamento dos processos contra os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC). 

 

O Conselho de Ética já havia aprovado a suspensão de dois meses para os três parlamentares em decorrência da ocupação da Mesa Diretora em 2025.

 

O problema apontado por Tarcísio Motta é que os recursos apresentados pelos deputados ainda não foram encaminhados à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), o que impede o prosseguimento das penalidades. 

 

O líder do PSOL compara o caso com processos de outros deputados, como Chiquinho Brazão, Glauber Braga e Flordelis, cujos recursos foram despachados pela Mesa Diretora em prazos muito menores, em alguns casos no próprio dia do recebimento.

 

A paralisação preocupa especialmente por ser ano eleitoral. A Câmara tradicionalmente encerra suas atividades após o recesso de julho e retoma os trabalhos apenas no fim de outubro, o que reduziria ainda mais o prazo para a aplicação das penalidades.

 

No documento, Tarcísio Motta pede que, caso não haja justificativa para a demora, "os despachos sejam feitos imediatamente para que seja possível o prosseguimento regimental das matérias".

Parlamentares pedem que Mendonça inclua financiamento de filme sobre Bolsonaro em inquérito do Banco Master
Fotos: Reprodução / CNJ / Redes Sociais via Instagram @flaviobolsonaro

Parlamentares de esquerda acionaram o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, para solicitar que o financiamento do documentário "Dark Horse", que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, seja investigado no âmbito do inquérito do Banco Master, sob relatoria do ministro. A informação foi originalmente revelada pelo Lauro Jardim, do jornal O Globo.

 

De acordo com a petição apresentada à Corte, há indícios de conexões entre o núcleo econômico-financeiro ligado ao banco e a produção do longa-metragem, que foi financiado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Os parlamentares também apontam suspeitas envolvendo a produtora e a Organização Não Governamental (ONG) associadas ao filme, além de contratos firmados com a Prefeitura de São Paulo.

 

RECURSOS PÚBLICOS 
O documento enviado ao STF cita, como exemplo, uma recente operação realizada pela Polícia Civil de São Paulo que investiga suspeitas de irregularidades no programa municipal "Wi-Fi Livre SP", voltado à instalação de pontos públicos de internet. Entre os alvos dessa apuração em território paulista figuram entidades relacionadas ao documentário "Dark Horse" e a produtora Karina Gama.

 

Outro ponto destacado pelos parlamentares refere-se ao patrocínio de R$ 3,5 milhões concedido pelo município de São Paulo a uma feira gospel. A organização desse evento evangélico também esteve sob a responsabilidade de Karina Gama.

 

Para os autores da petição, as transações financeiras revelam um "eixo comum" e uma possível circulação de verbas públicas e privadas envolvendo o mesmo grupo de pessoas, entidades e estruturas empresariais, o que justificaria a unificação dos casos sob a relatoria do ministro André Mendonça.

 

"A apuração fragmentada pode impedir a compreensão global dos fatos, especialmente quanto à origem, circulação, destino e eventual triangulação de recursos", sustenta trecho da petição à qual o jornal O Globo teve acesso.

 

Os deputados Luciene Cavalcante (Psol) e Carlos Giannazi (Psol), em conjunto com o vereador paulistano Celso Giannazi, solicitaram que o magistrado determine a preservação de todos os documentos, mensagens e registros de comunicação dos envolvidos. Eles também pedem que o STF requisite o envio de inquéritos policiais e processos administrativos em andamento em outros órgãos que versem sobre o tema.


Em outra frente de investigação na Suprema Corte, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste a respeito de um pedido para ampliar o escopo do inquérito que apura a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A manifestação solicitada visa avaliar a inclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro no rol de investigados desse caso.

PSOL aciona STF para exigir regulamentação da exploração de terras-raras e questiona venda de mineradora
Foto: Sigma Lithium/Divulgação

O PSOL protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF), na última segunda-feira (25), uma Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) para que a Corte reconheça uma suposta omissão da União e do Congresso Nacional na regulamentação da exploração de minerais considerados críticos e estratégicos para o país, especialmente as chamadas terras-raras.

 

Na ação, o partido argumenta que a falta de uma legislação específica para o setor representa riscos à soberania nacional, à autonomia tecnológica e ao controle de recursos minerais considerados essenciais para a indústria de alta tecnologia e para a transição energética.

 

O pedido foi motivado, entre outros fatores, pela venda da mineradora Serra Verde, que atua na exploração de terras-raras em Goiás, para a empresa norte-americana USA Rare Earth. A operação, anunciada por cerca de US$ 2,8 bilhões, é apontada pelo PSOL como um exemplo da vulnerabilidade do país diante da ausência de mecanismos de controle sobre ativos estratégicos.

 

Segundo a legenda, a negociação evidencia uma "vulnerabilidade ampla e atual" na proteção dos interesses nacionais relacionados à exploração desses minerais.

 

Na ação apresentada ao STF, o partido pede que operações envolvendo minerais críticos e estratégicos passem a ser submetidas a controle prévio do governo federal. A proposta prevê que transações do setor sejam analisadas sob critérios relacionados ao interesse nacional, soberania econômica, autonomia tecnológica e preservação do mercado interno.

 

O processo foi distribuído ao ministro Nunes Marques, que será o relator da ação na Suprema Corte.

 

Além da iniciativa no STF, quatro parlamentares do PSOL já haviam encaminhado uma representação à Procuradoria-Geral da República solicitando a anulação da venda da Serra Verde. Os congressistas argumentam que a operação teria violado princípios constitucionais ligados à proteção de recursos estratégicos nacionais.

 

As terras-raras são um grupo de minerais utilizados na fabricação de equipamentos eletrônicos, baterias, turbinas eólicas, veículos elétricos, sistemas de defesa e diversas tecnologias consideradas fundamentais para a economia global. Nos últimos anos, esses recursos ganharam relevância geopolítica diante da disputa internacional por cadeias de suprimentos de minerais estratégicos.

Psol aciona PGR para investigar deputado Mario Frias por suspeita de 'rachadinha'
Fotos: Reprodução / Agência Brasil / PSOL

O deputado federal Chico Alencar (Psol) protocolou, neste sábado (23), uma representação criminal na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a abertura de investigação contra o deputado federal e ex-secretário especial da Cultura, Mario Frias (PL). A peça jurídica baseia-se em suspeitas de desvio de salários de servidores públicos, prática popularmente conhecida como "rachadinha".

 

A iniciativa do parlamentar do Psol fundamenta-se em informações reveladas pelo G1 sobre Gardênia Morais, ex-assessora que atuou no gabinete de Frias entre 2023 e 2024. Segundo os relatos, ela repassava grande parte de seus vencimentos ao então chefe de gabinete e efetuava o pagamento de despesas de familiares do deputado.


De acordo com registros bancários apresentados na reportagem, a ex-funcionária realizou transações financeiras para cobrir despesas pessoais ligadas ao parlamentar. Entre os comprovantes, constam o pagamento de uma fatura de cartão de crédito da esposa de Mario Frias e uma transferência via Pix no valor de R$ 1.000,00 destinada à mãe do deputado.

 

Ambas as operações foram custeadas com recursos da conta de Gardênia, alimentada por seu salário da Câmara Federal. "O deputado sabia, o deputado estava ciente de todas as devoluções. Foi um combinado inicial, o deputado sempre participa", declarou a ex-assessora ao G1.

 

Em contrapartida, o atual chefe de gabinete do parlamentar, Diego Ramos, negou ter conhecimento sobre as suspeitas e declarou estar convicto de que o próprio Mario Frias também não sabia das transações apontadas.

 

Na denúncia encaminhada à PGR, obtida pelo jornal O Globo, Chico Alencar argumenta que a conduta relatada aponta para a suposta prática de seis crimes distintos: concussão, peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

 

Recentemente, Mario Frias também esteve no centro do debate político por sua atuação como produtor executivo do filme Dark Horse, obra inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro e financiada pelo empresário Daniel Vorcaro. Em mensagens obtidas e publicadas pelo veículo Intercept Brasil, o deputado refere-se ao dono do Banco Master de maneira informal, chamando-o de "irmão" e "meu brother".

Em sessão do Plano de Segurança, Câmara de Salvador aprova 479 textos e rejeita moção de aplausos a Erika Hilton; veja detalhes
Foto: Reprodução / Youtube

Além do Plano Municipal de Segurança Pública, a Câmara Municipal de Salvador aprovou, nesta quarta-feira (6), um total de 479 proposições durante sessão no plenário. O único texto rejeitado foi a Moção de Aplausos nº 72/2026, de autoria do vereador Hamilton Assis (PSOL), que manifestava apoio à deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.

 

Entre os textos aprovados estão 18 projetos de resolução, que incluem concessões de medalhas Thomé de Souza e títulos de cidadão soteropolitano. Foram contemplados nomes como o técnico do Esporte Clube Bahia, Rogério Ceni, o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, José Alberto Simonetti, e o secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner.

 

Também foram aprovados 137 projetos de indicação, voltados tanto à Prefeitura de Salvador quanto ao Governo do Estado. Entre eles, propostas que sugerem a oferta gratuita de gelo a vendedores credenciados no Carnaval por meio de parcerias com patrocinadores; o pagamento de direitos de imagem a ambulantes; a gratuidade no transporte público para estudantes de cursos técnicos e pré-vestibulares; a destinação de recursos para aquisição de tornozeleiras eletrônicas em casos de violência doméstica; e a ampliação do atendimento a pessoas com deficiência e com Transtorno do Espectro Autista (TEA) por meio de parcerias com clínicas privadas.

 

Outras indicações incluem a possibilidade de abono de faltas para servidores municipais que precisem acompanhar animais domésticos em situações de urgência veterinária, a implantação de miniusinas solares em comunidades de baixa renda e a criação de um programa estadual de saúde mental voltado a profissionais da segurança pública.

 

A sessão também aprovou 120 moções de aplauso, destinadas a organizações, entidades e pessoas físicas, além de 98 requerimentos relacionados a ações internas da Casa, como a criação de comissões e a realização de sessões especiais.

Deputada do Psol chama Sérgio Moro de "juiz ladrão" e senador responde: "nem sei o seu nome"
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Em meio às muitas discussões que envolveram parlamentares governistas e de partidos de direita, na sessão do Congresso Nacional desta quinta-feira (30), se destacou um bate-boca entre a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) e o senador Sérgio Moro (PL-PR). Durante a discussão do veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria de penas, a deputada do Psol chamou Moro de “juiz ladrão”. 

 

Fernanda Melchionna fez a acusação em meio a críticas à bancada de oposição. Segundo ela, haveria uma contradição entre o discurso moralizante e a atuação de setores que teriam apoiado medidas de proteção a corruptos. A deputada do Psol também afirmou que Moro tenta se apresentar como “paladino da moral”, apesar de controvérsias sobre sua atuação na Operação Lava Jato.

 

“A cantilena enfadonha da extrema direita e dos bolsonaristas chega a doer o ouvido. Um juiz, que foi um juiz ladrão, como mostrou a Vaza Jato, vem aqui tentar se mostrar como paladino da moral, como se lutasse contra a corrupção. É muita falta de vergonha na cara daqueles que votaram na PEC da bandidagem na Câmara dos Deputados vir aqui dizer que estão contra os corruptos”, disse a deputada gaúcha.

 

O senador Sérgio Moro pediu a palavra para rebater a deputada do Psol, e disse que não sabia “o nome da parlamentar”. Moro disse ter “consciência tranquila” sobre sua atuação na Lava Jato e voltou a afirmar que houve corrupção na Petrobras durante os governos do PT.

 

“Eu tenho a absoluta consciência tranquila do que eu fiz na Operação Lava Jato e o roubo da Petrobras foi real. A Petrobras recuperou R$ 6 bilhões e tudo isso aconteceu no governo Lula. Como se não bastasse, agora a gente está vendo toda essa roubalheira dos aposentados e pensionistas com suspeita do envolvimento do filho do presidente Lula”, afirmou o senador do PL.
 

Deputada do Psol quer proibir armadilha de rato e Véio da Havan pergunta: "O que vamos fazer, levar pra casa dela?"
Foto: Reprodução Instagram Duda Salabert

Em postagem nesta semana nas redes sociais, a deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) anunciou a apresentação de um projeto de lei para proibir a venda em todo o Brasil da chamada “fita cola-rato”. A deputada condenou o uso dessa fita que é uma armadilha que prende o rato e que, segundo ela, causa sofrimento prolongado a esse animal e pode “gerar problemas sanitários”. 

 

O vídeo foi postado na conta da parlamentar no Instagram na última terça-feira (14), com um alerta de “conteúdo sensível”, já que a deputada exibia imagens de ratos sendo capturados pela armadilha. Depois da repercussão nas redes sociais, Duda Salabert apagou o vídeo. 

 

Segundo a deputada, o método da “fita cola-rato” usado para capturar roedores causa sofrimento prolongado aos animais e pode gerar problemas sanitários. Ela afirma que a armadilha prende o rato por longos períodos, o que pode resultar em morte por exaustão, fome ou infecção.

 

“Você conhece a fita cola rato? Essa fita é uma armadilha que prende o rato e deixa ele agonizando por horas, às vezes dias. O rato tenta fugir, se debate e acaba arrancando a própria pele até morrer de exaustão ou fome. Enquanto não morre, o rato continua urinando e defecando no lugar porque está preso nessa fita. Ou seja, além da crueldade, vira também um foco de contaminação de doenças”, disse Duda Salabert.

 

A parlamentar também afirmou que o equipamento pode prender outros animais, como aves e filhotes de gatos. Segundo ela, isso aumenta os riscos sanitários e reforça a necessidade de discutir o controle de pragas com outras medidas.

 

“Essas armadilhas que são vendidas no supermercado não escolhem a espécie. Prendem aves, filhotes de gato e é muito comum, pasmem, para matar pombos”, afirmou.

 

Apesar do anúncio da apresentação do projeto, no sistema da Câmara ainda não há uma proposta com esse objetivo protocolada no sistema. A ideia da proposta recebeu diversas críticas nas redes sociais, entre elas do empresário Luciano Hang.

 

Em resposta às falas da deputada Duda Salabert, Luciano Hang, proprietário da rede de lojas Havan, questionou o que a população deveria fazer com os ratos: “Deixar tomar conta das casas? Resolver com abraço? Levar para a casa da deputada?”, perguntou.

 

“Enquanto isso, o país afunda em problemas reais: impostos altos, dívida pública disparando, poder de compra despencando, combustível caro… e essa é a prioridade?”, questionou o empreendedor, conhecido como Véio da Havan.
 

Chapa de ACM Neto lidera tempo de propaganda em TV e rádio na Bahia; governistas terão mais de um minuto a menos
Foto: Divulgação

Com o fim da janela partidária, período de 30 dias que permite a deputados e senadores trocarem de partido sem perda de mandato, tem início uma das fases mais intensas da pré-campanha eleitoral. Nesse contexto, ganha relevância o tempo de exibição da propaganda em rádio e televisão. O Bahia Notícias obteve, com exclusividade, o levantamento prévio realizado pelo escritório Ismerim Advogados Associados com os cálculos de minutos disponíveis para as chapas (extraoficialmente) estabelecidas até aqui.

 

Na Bahia, após o deputado federal José Carlos Aleluia (Novo) desistir da pré-candidatura ao governo e anunciar apoio ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), três chapas devem concentrar a maior parte da exposição: a da oposição, liderada por ACM Neto; a governista, encabeçada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT); e uma terceira, liderada por Ronaldo Mansur (PSOL).

 

Na disputa pelo governo, ACM Neto e o pré-candidato a vice, Zé Cocá, lideram no tempo de propaganda. Com uma coligação formada por sete partidos, sendo seis considerados no cálculo, o grupo reúne União Brasil/Progressistas (federação), PL, Republicanos, PSDB/Cidadania (federação), Podemos, PRD/Solidariedade e DC. Ao todo, serão 297 segundos, o equivalente a 4 minutos e 57 segundos por bloco.

 

Em seguida aparece o grupo governista, liderado por Jerônimo Rodrigues (PT) e com Geraldo Júnior (MDB) como pré-candidato a vice. A coligação reúne a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), além de PSD, MDB, PSB, Avante e PDT, somando 211 segundos, ou 3 minutos e 31 segundos.

 

A terceira chapa, formada apenas pela federação PSOL/Rede, com Ronaldo Mansur e Meire Reis como pré-candidatos a governador e vice, respectivamente, terá 31 segundos de propaganda.

 

Além do tempo em blocos, os candidatos também contam com inserções diárias de 30 segundos ao longo da programação. Nesse critério, a coligação de ACM Neto lidera com 38 inserções por dia, seguida pela de Jerônimo, com 27, e pela federação PSOL/Rede, com 4.

 

Na disputa pelo Senado, a ordem das chapas se mantém, com variação apenas no tempo de propaganda.

 

A chapa liderada por ACM Neto tem como pré-candidatos o senador Angelo Coronel (Republicanos), que busca a reeleição, e o ex-ministro João Roma (PL). O grupo contará com 231 segundos de propaganda, o equivalente a 3 minutos e 51 segundos.

 

Já a chapa governista reúne o senador Jaques Wagner (PT) e o ex-governador Rui Costa (PT), somando 164 segundos, ou 2 minutos e 44 segundos.

 

A federação PSOL/Rede, que ainda não definiu seus nomes para o Senado, terá 24 segundos de propaganda.

 

ENTENDA OS HORÁRIOS
As propagandas em blocos fixos são exibidas em dias e horários definidos pela Justiça Eleitoral durante o período oficial de campanha. A divisão do tempo segue dois critérios: 10% igualitário, dividido entre os candidatos, e 90% proporcional, conforme o tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados.

 

Para os cargos do Executivo, como governador, serão disponibilizados 9 minutos de exibição. Já para o Senado, o tempo total será de 7 minutos.

 

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As campanhas para Senado e governo estadual vão ao ar às segundas, quartas e sextas-feiras. No rádio, o Senado será exibido das 7h às 7h07 e das 12h às 12h07; e governo estadual, das 7h16 às 7h25 e das 12h16 às 12h25. Na TV, os horários são: Senado, das 13h às 13h07 e das 20h30 às 20h37; e governo estadual, das 13h16 às 13h25 e das 20h16 às 20h25.

 

Além dos blocos fixos, as emissoras devem veicular inserções de 30 ou 60 segundos ao longo da programação. Ao todo, são 70 minutos diários destinados a esse formato, também divididos entre tempo igualitário (10%) e proporcional (90%).

 

Desse total, 35 minutos são reservados às campanhas majoritárias (presidente, governador e senador) e 35 minutos às proporcionais (deputados federal e estadual). Dentro de cada grupo, 7 minutos são distribuídos de forma igualitária entre os partidos, enquanto 63 minutos seguem o critério proporcional.

Jones Manoel se filiará ao PSOL para disputar vaga de deputado federal por Pernambuco
Foto: Divulgação

O historiador e youtuber Jones Manoel vai se filiar ao PSOL para concorrer a deputado federal por Pernambuco. A executiva nacional do partido aprovou a filiação após ele concordar com os termos estabelecidos pela sigla, entre eles o alinhamento com a estratégia eleitoral do PSOL e o apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva desde o primeiro turno.

 

O acordo também prevê a preservação da imagem pública do partido e não concede a Jones participação em instâncias internas de decisão.

 

A presidente do PSOL, Paula Coradi, aposta na ampliação da bancada federal da legenda nas próximas eleições.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, em janeiro, Jones afirmou que o PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário) definiu como estratégia lançar candidaturas, mas, diante da ausência de registro oficial da sigla, a alternativa foi buscar filiação em outro partido. Segundo ele, as conversas com o PSOL avançaram de forma positiva para viabilizar a candidatura.

Boulos confirma permanência de grupo no PSol após rejeição de federação com PT
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), confirmou que seu grupo político permanecerá no partido para a disputa das eleições deste ano. A corrente reúne nomes como a deputada Erika Hilton (SP), o deputado Hilton Coelho e o vereador de Salvador, Hamilton Assis. 

 

O grupo passou a discutir seu futuro após a maioria do PSol rejeitar a proposta de federação com o PT. Em nota, Boulos afirmou que a decisão busca evitar a possível “inviabilização institucional” da legenda com a saída de quadros relevantes.

 

“Uma saída imediata dessas figuras do PSol tornaria praticamente impossível ao partido ultrapassar a cláusula de barreira, levando à inviabilização institucional”, disse.

Ex-prefeito de Itabuna deixa PT após décadas e anuncia filiação ao Psol com foco em Brasília
Foto: Reprodução / Políticos do Sul da Bahia

Ex-prefeito de Itabuna, no Sul, Geraldo Simões confirmou que deixará o PT após décadas de atuação política na sigla. Segundo o site Políticos do Sul da Bahia, parceiro do Bahia Notícias, a decisão foi tomada com o objetivo de se filiar ao Psol e disputar uma vaga como deputado federal.

 

“Estou deixando o PT para me filiar ao PSOL e ser candidato a deputado federal”, afirmou. Geraldo Simões foi um dos fundadores do PT e teve atuação de destaque no partido, sobretudo entre as décadas de 1990 e 2010, período em que ocupou cargos relevantes e exerceu influência política.

 

Nos últimos anos, no entanto, o ex-prefeito acumulou derrotas eleitorais, perdeu espaço dentro da legenda e passou a divergir da condução interna do partido.

 

Ainda segundo o site, nos bastidores, a avaliação é de que Simões já não encontrava condições políticas no PT para viabilizar um novo projeto eleitoral. A filiação ao Psol surge como alternativa para retomar protagonismo político e viabilizar a candidatura federal. 

Deputada do PT recebe email com mensagem de extrema violência e ameaças: "Você vai morrer, sua preta de m****"
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A deputada federal Carol Dartora (PT-PR) ingressou nesta segunda-feira (16) com representações na Polícia Federal, no Ministério da Justiça, na Procuradoria-Geral da República e na Mesa Diretora da Câmara relatando ameaças de morte que recebeu. Nos ofícios enviados aos órgãos, a deputada revelou que as agressões e ameaças dirigidas a ela chegaram pelo email institucional da Câmara. 

 

Carol Dartora relata que recebeu a mensagem na madrugada de domingo (15), a partir de um usuário identificado como Lucas Bovolini Martins. 

 

“Então, sua p…, vou comprar uma passagem só de ida para a sua cidade. Vou te encontrar e fazer você pagar por cada palavra de m**** que você já disse. Vou te estuprar até você não aguentar mais… Você vai morrer, sua preta de m****.  E quando eu terminar, vou cuspir no seu cadáver e dizer que você mereceu cada segundo de dor. No final, vou enfiar uma bala na minha cabeça”, diz a mensagem. 

 

No ofício enviado ao presidente da Câmara, Carol Dartora menciona o conteúdo de extrema violência da mensagem, e pede que sua segurança seja reforçada com agentes da Polícia Legislativa. A deputada afirma ser alvo específico de ódio por ser uma mulher negra em posição de poder político institucional. 

 

“Mulheres negras conquistaram, através de muita luta, o direito de ocupar cadeiras nesta Casa. Não podemos permitir que o terror racial e de gênero nos expulse desses espaços. Não podemos permitir que a violência cibernética e o terrorismo político silenciem vozes fundamentais para a democracia brasileira”, afirma Carol no ofício a Motta. 

 

O autor do email, Lucas Bovolini Martins, havia feito ameaças de morte a uma outra deputada no início do mês de fevereiro. O e-mail foi enviado à deputada estadual Lívia Duarte, do Psol do Pará. 

 

Segundo denúncia da deputada Lívia Duarte, a mensagem recebida por e-mail continha ameaças explícitas contra a sua integridade física. A parlamentar é considerada a primeira deputada negra na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa).

 

“Seu assassinato será tão real quanto a dor que você sentiu ao ler isso”, dizia a mensagem criminosa enviada com o nome Lucas Bovolini Martins no remetente.

 

O texto prosseguia com mais ameaças: “Deputada Lívia Duarte, sua existência é uma piada. Não é suficiente que eu quebre todos os seus ossos”, diz o email. 

 

Após o recebimento da mensagem, a deputada Lívia Andrade encaminhou ofícios ao presidente da Alepa, deputado Chicão (MDB), e ao gabinete militar da Casa, com pedidos para reforço da sua segurança. A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado também foi requisitada para proceder com a investigação da autoria da mensagem por meio do serviço de inteligência. 

PSOL consegue liminar contra uso da Bíblia nas escolas de Salvador
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) obteve uma liminar no âmbito de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) que questiona a Lei nº 9.893/2025, que autoriza o uso da Bíblia como material paradidático nas escolas públicas e privadas de Salvador. A ação proposta pelo mandato do vereador Professor Hamilton Assis, questionou a medida proposta na legislação, sob alegação de que abre espaço para o proselitismo religioso no ambiente escolar.

 

A lei, que já foi sancionada pelo prefeito Bruno Reis (União), autorizava a utilização da Bíblia em disciplinas como História, Literatura, Ensino Religioso, Artes e Filosofia. Durante a audiência, nesta quarta-feira (11), o PSOL argumentou que a legislação fere o princípio constitucional do Estado laico. 

 

O relator do processo votou pela concessão da liminar e ao final, 13 magistrados votaram com o mesmo entendimento, garantindo a maioria necessária para o deferimento da medida. Para o vereador Professor Hamilton Assis, que acompanhou a audiência, o deferimento da liminar representa uma defesa importante dos princípios constitucionais que regem a educação pública.

 

“Sou professor concursado da rede municipal de Salvador há mais de duas décadas e atualmente estou licenciado da função de coordenador pedagógico. Como educador e pesquisador da área, considero inaceitável ver desrespeitado nas escolas um princípio garantido pela Constituição: a laicidade do Estado. A escola pública deve ser um espaço de pluralidade, respeito e liberdade de crença. Quem luta contra o racismo religioso e pela garantia da liberdade de práticas religiosas, seja qual for a fé, não pode aceitar esse tipo de retrocesso”, afirma o vereador.

 

O parlamentar destacou ainda que o PSOL já havia se posicionado contra o projeto durante sua tramitação na Câmara Municipal.

Erika Hilton vence obstrução do PL e se transforma na primeira mulher trans a presidir a Comissão da Mulher na Câmara
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Apesar de uma forte mobilização contrária e protestos de parlamentares do PL e de ideologia conservadora, a deputada Erika Hilton, do Psol de São Paulo, foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. O mandato da deputada vai até o final de janeiro do ano que vem. 

 

Pela divisão de comissões entre partidos e blocos, coube ao Psol a indicação para a Comissão dos Direitos da Mulher. A Comissão foi uma das últimas a ter seu comando decidido, por conta da forte oposição do PL ao nome de Erika Hilton. 

 

O líder do PL, o deputado Sóstenes Cavacalnte (RJ), foi um dos que protestou contra a eleição de Erika Hilton.

 

“Deveria haver uma regra que restringisse o comando dessa comissão a quem é mulher biologicamente”, defendeu Sóstenes. 

 

Por conta da obstrução do PL, foram necessários dois turnos de votação para eleger Hilton. No primeiro turno da eleição, apesar de a votação ocorrer com chapa única, a deputada não alcançou o número necessário para ser confirmada no cargo, pois foram registrados dez votos favoráveis e 12 em branco, o que impediu a eleição naquele momento. 

 

Como os votos em branco não atingiram a maioria absoluta, que seria de 13, a então presidente da comissão, Célia Xakriabá (PSol-MG), abriu um segundo turno. Na nova votação, em que bastava maioria simples, Erika Hilton foi eleita com 11 votos favoráveis e dez em branco.

 

Após assumir o cargo, a deputada Erika Hilton afirmou que pretende concentrar o trabalho da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na construção de políticas públicas voltadas à proteção e à dignidade das mulheres. A deputada minimizou as críticas à sua eleição e disse que o foco da comissão deve ser o enfrentamento de problemas estruturais que afetam as mulheres no país.

 

“Eu estou preocupada mais em que nós vamos trabalhar em prol da dignidade das mulheres. Precisamos enfrentar o feminicídio, a cultura do estupro, a violência doméstica e facilitar legislações que salvem a vida das mulheres”, afirmou.

 

A deputada acrescentou que pretende transformar a comissão em um espaço de acolhimento e debate sobre propostas legislativas relacionadas à pauta feminina. Segundo ela, o objetivo é evitar disputas políticas que, em sua avaliação, desviem o foco das políticas públicas.

 

“Eu quero fazer da comissão um espaço de escuta e acolhimento das mulheres, mas também de discussão de legislações que tratem da vida das mulheres”, disse. 

 

“Está decidido por maioria: fui eleita a primeira travesti, mulher trans, presidenta da Comissão das Mulheres, criando um marco histórico. Vamos trabalhar por todas as mulheres, pelas meninas, pelas mulheres trans, pelas mulheres cis, pelas mães e por todas as dignidades das mulheres”, concluiu a deputada.

 

Diversas deputadas presentes durante a votação defenderam a eleição de Erika Hilton para o cargo, e celebraram o que chamaram de avanço da Câmara na luta por maior diversidade. Foi o caso da deputada federal Talíria Petrone (Psol-RJ). 

 

“A presidência da Comissão da Mulher nas mãos da Erika Hilton é uma vitória histórica. É o reconhecimento de uma trajetória de luta e da necessidade de ampliar as vozes que defendem os direitos das mulheres no Congresso”, declarou a parlamentar.

 

Também do PSOL, a deputada Célia Xakriabá (MG), que presidia anteriormente o colegiado, celebrou a continuidade da condução da comissão por uma parlamentar comprometida com a pauta feminista e de direitos humanos. Segundo ela, a eleição de Hilton "representa a força das mulheres diversas que ocupam a política e seguem lutando contra a violência, o racismo e o machismo".

 

Deputadas de oposição lamentaram a eleição de Erika Hilton e afirmaram que a comissão deveria ser presidida por uma mulher cisgênero. Elas também criticaram o que chamaram de "ideologização" da comissão.

 

"Não podemos concordar com a entrega desta comissão, que deveria zelar pela dignidade da mulher, da vida e da família, a uma pauta que desvirtua a própria essência feminina", disse Chris Tonietto (PL-RJ).

Deputado Hilton Coelho critica proposta de federação do PSOL com o PT: “PSOL não nasceu para ser auxiliar de ninguém” 
Foto: Divulgação

O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) se manifestou publicamente, nesta segunda-feira (2), com relação à proposta de federação partidária entre o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), do qual é filiado, e o Partido dos Trabalhadores (PT). A fala ocorre em meio ao final do primeiro ciclo de federações partidárias, iniciado em 2021, com possibilidade de renovação ou novas alianças até 04 de abril. Segundo o representante psolista na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), “a independência do PSOL é inegociável”. 

 

 

“O PSOL não nasceu para ser auxiliar de ninguém. Guilherme Boulos e militantes do seu grupo, dentro do PSOL, estão defendendo a possibilidade de uma federação com o PT. Isso não é um detalhe técnico, não é apenas uma estratégia eleitoral, é uma decisão política que mexe com a identidade do nosso partido”, destacou o deputado em uma publicação nas redes sociais. 

 

Segundo ele, “o PT escolheu governar ao lado dos setores sempre dominantes desse país” e, por isso, os espaços de ambos os partidos são distintos. “Nossa marca é enfrentar a concentração de riqueza, combater a desigualdade e lutar contra todas as formas de opressão. E não se enfrenta a extrema-direita neofascista abrindo mão dessa autonomia. Não se constrói a alternativa real diluindo o pessoal num projeto que já demonstrou seus limites históricos”, destacou Hilto, citando a justificativa dos correligionários para promover a mudança, a ideia de combater a ascensão da extrema direita. 

 

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E finaliza dizendo que “o desafio do nosso tempo é derrotar a extrema-direita e a direita tradicional, e ao mesmo tempo, apontar um novo caminho. Romper com a dependência em relação ao capital financeiro, enfrentar as elites e não repetir a lógica de conciliar com esses mesmos setores que tantas vezes frustrou o nosso povo”. Segundo o deputado, o fórum para a avaliação da proposta deve ocorrer no próximo dia 7 de março. 

 

“Tenho certeza, vai derrotar essa posição de federação com o PT e mostrar que a maioria do pessoal tem a convicção. Independência não se negocia”, conclui.

Erika Hilton aciona PGR contra Nikolas por atuação em área de enchente em MG
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) anunciou, na última quinta-feira (26), que irá acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Segundo ela, o parlamentar teria atrapalhado os trabalhos de resgate e reconstrução em Ubá, na Zona da Mata mineira, atingida por fortes chuvas que deixaram ao menos 62 mortos e milhares de desabrigados.

 

Na rede social X, Hilton compartilhou um vídeo em que um morador, filmando da sacada de um imóvel, critica a presença do deputado em uma rua tomada por entulhos e lama. De acordo com o relato, o trânsito teria sido bloqueado e integrantes do Exército e da Guarda Municipal teriam interrompido temporariamente as atividades para garantir a segurança do parlamentar durante gravação de vídeos.

 

“Sabe por que está tudo parado desse jeito, máquina querendo trabalhar, uma outra máquina impossibilitada de trabalhar, o trânsito todo fechado ali por conta do Nikolas, que está aqui fazendo mídia, fazendo vídeo, atrapalhando no meio da obra, no meio do canteiro”, afirma o morador na gravação.

 

Em publicação, Hilton citou o artigo 265 do Código Penal, que trata de atentado contra o funcionamento de serviço de utilidade pública, e afirmou que Nikolas teria interrompido os trabalhos para realizar uma ligação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a quem teria relatado a situação das chuvas.

 

O vídeo também foi compartilhado por outras lideranças da oposição, entre elas o vereador Pedro Rousseff (PT-BH).

 

Nikolas respondeu indiretamente à deputada. Também no X, compartilhou imagem de uma manchete que informava a denúncia e escreveu: “Já são mais de 2 milhões de reais que levantei pra atrapalhar. Atrapalhe você também”.

 

O parlamentar divulgou o link de uma vaquinha destinada às vítimas das enchentes, com recursos direcionados à Cruz Vermelha Brasileira e outras entidades de apoio emergencial. Até a publicação desta matéria, a campanha havia arrecadado cerca de R$ 2,2 milhões.

Republicanos e PSOL lideram filiações partidárias em Salvador; veja ranking
Foto: Divulgação / Logo Republicanos | Divulgação / PSOL

O partido Republicanos e PSOL são os partidos com maior inserção no eleitorado soteropolitano, considerando o número de filiados. É o que apontam as informações obtidas pelo Bahia Notícias junto ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), com base em dados de 1º de janeiro de 2026. Ambos os partidos concentram a maior parte de suas forças justamente na capital. 

 

O balanço do TRE-BA aponta que, em ano de eleições nacionais e estaduais, a capital baiana representa quase um quinto (1/5) do eleitorado baiano, com 1.926.767 (um milhão, novecentos e vinte seis mil) eleitores. Entre eles, 121.468 mil soteropolitanos possuem alguma filiação partidária, ou seja, tem vínculo comprovado com partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral. 

 

No que diz respeito aos partidos, foram identificados 50 com filiações em Salvador. O maior deles, em número de filiados, é o Republicanos, com 18.223 eleitores. A sigla, vinculada a Igreja Universal do Reino de Deus, concentra 33,18% dos seus filiados estaduais em Salvador. Com 44 cadeiras na Câmara dos Deputados, é um dos partidos que "lidera" a Casa, na figura do presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB). Na capital baiana, a inserção política se refletiu na eleição de quatro cadeiras na Câmara Municipal de Salvador (CMS) e uma secretaria na gestão municipal. 

 

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Por outro lado, o partido na vice-liderança de filiados é Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que ocupa o outro lado do espectro político. Segundo os dados do TRE-BA, o partido concentra 35,35% de suas filiações na capital baiana, com 15.520 eleitores vinculados. A legenda é parte da oposição política à gestão municipal, hoje ocupada pelo União Brasil e, nesse contexto, possui apenas duas cadeiras no Legislativo municipal. Já na Câmara dos Deputados, o PSOL elegeu 11 parlamentares. 

 

Na sequência, fechando os cinco maiores partidos em Salvador, aparecem os seguintes partidos: Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Progressistas (PP) e Podemos (Pode). No caso do PT, partido com maior inserção política no estado, foram registrados 14.634 filiados em Salvador, que representa apenas 16,58% do total de filiados. 

 

O Partido Progressistas, que possui a segunda maior bancada da Câmara Municipal de Salvador, com cinco cadeiras, tem 10.281 eleitores soteropolitanos filiados, conforme o TRE-BA. Já o Podemos, concentra 9.166 das filiações partidárias em Salvador. Na CMS, o partido tem duas cadeiras, vinculadas à oposição política do governo municipal. 

 

O União Brasil, partido que lidera o governo municipal e com maior representatividade legislativa, com sete nomes na Câmara, ficou em 12° lugar no ranking. O partido possui 4.716 filiados em Salvador e concentra pouco mais de 5,6% de seus filiados estaduais na capital. 

 

Do outro lado do ranking, estão os partidos Unidade Popular (UP/157), Partido da Causa Operária (PCO/110), Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU/89), Partido Comunista Brasileiro (PCB/39) e Partido Socialista Cristão (PSC/12).

Kleber Rosa projeta ampliação do PSOL na AL-BA e aposta em até três deputados em 2026
Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias

O pré-candidato a deputado estadual pelo PSOL, Kleber Rosa, comentou, nesta sexta-feira (23), o crescimento do partido e as expectativas para as eleições de 2026. Segundo ele, a legenda projeta manter a única cadeira que ocupa atualmente na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e ampliar a bancada com a eleição de mais um ou dois parlamentares.

 

“A gente vende um processo de crescimento. Vocês viram isso no resultado eleitoral de 2024, quando a gente cresceu na Câmara de Vereadores, teve um resultado significativo na majoritária, e a gente espera manter essa força para chegar à Assembleia com um número maior de deputados. A gente calcula dois ou três deputados. A ideia é manter o que tem e avançar com a representação”, declarou, durante o 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), pontuou ele.

 

Além da disputa para a AL-BA, o psolista também falou sobre outros nomes do partido que devem concorrer nas eleições de 2026, incluindo os candidatos ao governo da Bahia e ao Senado.

 

“Nós temos Ronaldo Mansur como candidato a governador e a professora Deliana, que inclusive representa o Sul da Bahia na nossa chapa majoritária, como candidata ao Senado”, concluiu.

 

Ainda sobre o pleito de 2026, o vereador Hamilton Assis (PSOL) confirmou, em entrevista ao Bahia Notícias, em outubro de 2025, que será candidato a deputado federal.

Hilton Coelho vê importância em “unidade contra a extrema-direita”, mas descarta federação entre PT e PSOL
Foto: Leonardo Almeida / Bahia Notícias | Reprodução / AL-BA

O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) avaliou como improvável a formação de uma federação entre PT e PSOL, apesar de considerar positiva a sinalização pública feita por setores petistas. Em entrevista ao Bahia Notícias, o parlamentar afirmou que há limites estruturais e programáticos para uma unificação entre as duas legendas para as eleições de 2026.

 

Hilton destacou que há convergências na disputa política cotidiana, especialmente diante do avanço da extrema-direita. Segundo ele, “é importante destacar elementos de unidade, na prática, na luta política cotidiana, especialmente o enfrentamento à extrema-direita, onde precisa ser feito de maneira vigorosa”.

 

Apesar disso, o deputado disse não enxergar viabilidade para uma federação. Ele argumentou que, para além do cenário atual, existem diferenças profundas entre as formulações estratégicas de PSOL e PT. “Eu não acredito ser possível um processo de unificação, porque para além dessa situação momentânea, que é grave, nós temos também diferenças importantes com as elaborações mais estratégicas do PT”, afirmou.

 

Hilton também avaliou que uma federação poderia gerar incoerências no dia a dia das decisões políticas. “Causaria uma situação de artificialidade na hora de fazer uma intervenção prática. Nós poderemos ter posições bastante diferenciadas no cotidiano”, disse.

 

O parlamentar reforçou que reconhece o gesto político vindo do PT, mas reafirmou seu ceticismo quanto à concretização da proposta. “Valorizo essa sinalização, mas não acho viável que essa federação entre PT e PSOL se viabilize na prática”.

 

Vale destacar que nesta semana, o diretório nacional do Partido dos Trabalhadores realizou à sigla socialista uma proposta para o partido aderir à Federação Brasil da Esperança (FE Brasil), que hoje é integrada pelo próprio pelo PT e mais o PCdoB e o PV.

 

Conforme a CNN, a movimentação faz parte de uma estratégia a legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a criação de uma grande coalização da centro-esquerda. A ideia seria, ainda, convidar o PSB e o PDT para formarem a nova federação.

 

O PSOL
O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) foi fundado em 2005 a partir de um rompimento entre membros do PT. Dois anos antes, a sigla petista expulsou quatro membros do partido: a senadora Heloísa Helena e os deputados João Fontes, Luciana Genro e João Batista de Araújo, conhecido como Babá. 

 

A movimentação ocorreu quando os quatro votaram contra o projeto do governo para a reforma da previdência, revelando divergências na cúpula do partido. Cerca de 67% dos membros do Diretório Nacional votaram pela expulsão em uma reunião conturbada. Após 15 meses recolhendo assinaturas, os quatro dissidentes fundaram o PSOL, registrado no TSE em 15 de setembro de 2005. 

 

Apesar da fissura entre os partido, atualmente, o PSOL possui membros compondo o governo Lula. A exemplo do deputado federal licenciado, Guilherme Boulos, que recentemente assumiu ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, e Sônia Guajajara, atual ministra dos Povos Indígenas.

“Movimentação contra o povo brasileiro”, diz Hilton Coelho sobre resposta de Motta a Glauber Braga no Congresso
Foto: Leonardo Almeida / Bahia Notícias

O deputado estadual Hilton Coelho defendeu o correligionário Glauber Braga, que foi retirado a força da Mesa Diretora da Câmara de Deputados durante um protesto contra a cassação do próprio mandato, nesta terça-feira (10). Em entrevista ao Bahia Notícias nesta quarta-feira (10), o deputado destacou que a retirada do parlamentar a força foi uma “movimentação contra o povo brasileiro”. 

 

“Em verdade, é uma movimentação contra o povo brasileiro. A intenção da maioria do Congresso Nacional liderada por Hugo Motta foi fazer o movimento de anistia de Bolsonaro e de seus comparsas, portanto legitimando uma movimentação que era de suspensão, tentativa de suspensão das liberdades democráticas do país”, afirma. 

 

Hilton destaca, que “a tentativa de cassação de Glauber entra nesse contexto, é um dia inteiro de ameaças ao companheiro, nosso companheiro deputado, porque o entendimento deles, com certeza, é de que Glauber representa uma voz muito firme de contraposição a esse estado de coisas, e não deu outra”, destacou o deputado estadual. 

 

O baiano ressaltou ainda a violência aplicada ao deputado psolista no Congresso foi de “absurda truculência, aliás, nunca vista depois do processo de democratização do Congresso Nacional”. “Arrastar um deputado pelo pescoço, atropelar deputadas, colocar a imprensa para fora do Plenário da Câmara dos Deputados, suspender o sinal da TV, tudo isso depois de Glauber ter marcado um protesto que começou com o assumimento dele da mesa diretora, porque o presidente não estava precisava começar”. 

 

Hilton, destaca ainda que a situação registrada no Congresso demonstra que “primeiro, essa direita e essa extrema-direita estão dispostas a atropelar a legalidade no país e o sentimento do povo brasileiro”. “Segundo, nós temos um campo hoje com a principal referência no companheiro Glauber Braga, que tem força para fazer esse enfrentamento fora do Congresso”.

 

Ele completa: “Agora nós precisamos responder nas ruas, no domingo nós precisamos fazer o que fizemos com o PEC da bandidagem, ocupar as ruas e derrotar os intentos dessa extrema-direita e dessa direita conservadora golpistas.”

Glauber Braga se manifesta após retirada a força do plenário e chama decisão de “ofensiva golpista”
Foto: Reprodução / GloboNews

O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) se manifestou publicamente após ter sido retirado a força da cadeira da presidência da Câmara dos Deputados por agentes da Polícia Legislativa do Congresso. Em coletiva na noite desta terça-feira (9), o parlamentar afirmou que a ação da força de segurança e o corte da transmissão da TV Câmara, canal oficial de transmissão das ações legislativas, são parte de uma “ofensiva golpista”. 

 

“Eu estou aqui há algum tempo pelo menos e até hoje não tinha ouvido falar de cortarem o sinal da TV Câmara para que as pessoas não acompanhassem o que estava acontecendo dentro do plenário”, disse o gestor. 

 

“A única coisa que eu pedi ao presidente da Câmara Hugo Motta foi que ele tivesse 1% do tratamento para comigo que teve com aqueles que sequestraram a mesa Diretora da Câmara por 48 horas por três dias em associação com o deputado que está conspirando contra o nosso país”, continuou o deputado. Glauber Braga fez referência ao episódio em que parlamentares vinculados ao ex-presidente Jair Bolsonaro se amarraram à mesa diretora da Câmara em protesto pela pauta da anistia. 

 

Ainda sobre isso, o parlamentar diz que na época, “sobrou negociação, sobrou diálogo. Em nenhum momento foi considerada a retirada a força daqueles deputados pela Polícia Legislativa. O que está acontecendo agora é uma ofensiva golpista”. 

 

Considerando que sua ação de ocupar o assento era parte de um protesto contra o processo que pauta sua própria cassação, ele garante que o projeto em questão foi pautado em meio a uma série de outros textos. 

 

“A votação da minha cassação com uma inegibilidade de 8 anos não é um fato isolado, nesse mesmo pacote está uma anistia que não é dosimetria, levando a possibilidade de que Jair Bolsonaro só tenha 2 anos de pena”, destacou o psolista. “Combinados com isso, eles querem manter os direitos políticos de Eduardo Bolsonaro”, completa. 

 

Ele finalizou que “com os golpistas sobrou docilidade e com quem não entra no jogo deles, é porrada”. 

VÍDEO: Glauber Braga é retirado a força da cadeira de Hugo Motta na Câmara 
Foto: Reprodução / Redes sociais

O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) foi retirado da cadeira da presidência da Câmara por agentes de segurança do Congresso. O momento, registrado por parlamentares na tarde desta terça-feira (9), ocorreu momentos após o parlamentar sentar no local reservado ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e alegar que ficaria no local “até o limite das minhas forças”. 

 

 

Nas imagens divulgadas nas redes sociais, é possível ver o momento em que o deputado é levantado por agentes da Polícia Legislativa enquanto resiste a ação. A deputada Sâmia Bonfim aparece tentando separar o grupo. 

 

O protesto ocorreu em meio a decisão de Motta de pautar a votação que pode resultar na perda de seu mandato. O parlamentar é acusado de empurrar e chutar um integrante do MBL (Movimento Brasil Livre) durante um protesto no Congresso, em abril do ano passado. Ele nega ter cometido agressões. 

STF reconhece omissão do Congresso e defende implementação de taxação de grandes fortunas no Brasil
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, nesta quinta-feira (6), a omissão constitucional do Congresso por não criar e aprovar o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), prevista no Artigo 153 da Constituição desde 1988. Com único voto contrário do ministro Luis Fux, a Corte declarou procedente a tese defendida por uma a ADO (Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão), aberta pelo PSOL em 2019. 

 

Na ação, o partido socialista sustentou que o Artigo 153 da Constituição prevê que compete à União aprovar uma lei complementar para instituir o imposto sobre grandes fortunas. A advogada Bruna Freitas do Amaral, representante do PSOL, argumentou que a aprovação é necessária para concretizar a justiça social e a erradicação da pobreza, valores que também estão previstos na Constituição.

 

O julgamento do STF não fixou prazo para o Congresso aprovar a medida, já que o Judiciário não poderá criar o imposto se os parlamentares não cumprirem o prazo. 

 

Segundo informações da Agência Brasil, o ministro Flávio Dino defendeu que seja declarada a omissão inconstitucional do Congresso para aprovar a taxação, destacando que o sistema tributário brasileiro é injusto, regressivo e prejudica pessoas vulneráveis. Já a ministra Cármen Lúcia ressaltou que a Constituição tem 37 anos e o imposto ainda não foi instituído.

 

"Na hora em que não se cobra, o sistema fica capenga em relação a uma parcela da sociedade. Me parece que, em 37 anos de vigência da Constituição, efetivamente, se tem uma omissão que pode ser declarada inconstitucional", afirmou a ministra. 

 

A omissão também foi reconhecida pelos ministros Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. O ministro Luiz Fux divergiu e entendeu que não há omissão dos parlamentares. "Não há omissão constitucional. O Parlamento tem se debruçado sobre o tema, e nós temos que respeitar a opção política do Congresso", defendeu.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Do jeito que as coisas vão, não sei se o Soberano chega inteiro em outubro. Mas não foi o único que levou bola nas costas também. Tiveram que recorrer até ao passado pra lembrar da conexão entre o Pernambucano e o Capitão, por exemplo. Enquanto isso, o passado deixa outros tristes. Não é, Ferragamo? Mas o futuro também tira o sono de alguns. Alice no País das Maravilhas, por exemplo, já tem seu plano B. Saiba mais!

Pérolas do Dia

ACM Neto

ACM Neto
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

"Tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento". 

 

Disse o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) ao se pronunciar sobre o pedido da Polícia Federal (PF) para realizar uma busca e apreensão relacionada a ele no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17). A medida, no entanto, foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) nesta segunda

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a sabatinar as principais lideranças políticas na disputa pelo Executivo estadual e pelo Senado nas eleições de 2026. O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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