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A candidata ao Senado pela Bahia, Professora Delliana Ricelli (PSOL) contestou, nesta terça-feira (15), a avaliação de Ronaldo Mansur (PSOL) sobre a participação feminina no partido e afirmou que a legenda não sofre com falta de mulheres aptas a ocupar posições de destaque nas disputas eleitorais. A declaração ocorreu após a fala do candidato ao Governo da Bahia sobre a ausência de uma mulher como cabeça de chapa, durante entrevista à série especial “Vota BN”, do Projeto Prisma, do Bahia Notícias.
“Eu não acredito que faltam mulheres no PSOL, eu não acredito que faltam mulheres nos partidos da esquerda. Acho que o problema não é falta de mulheres”, afirmou em entrevista ao BN.
Para a candidata, a dificuldade de ampliar a presença feminina na política está relacionada à predominância masculina nos espaços de poder. Segundo ela, apesar de haver mulheres participando dos processos internos, elas ainda não são maioria nas principais posições. “Eu resgato um pouco a fala de Ronaldo para dizer que a gente tem colocado mulheres, mas a gente ainda não tem feito a maioria de mulheres, então a gente ainda tem um processo hegemônico de homens”, declarou.
Delliana também apontou dificuldades enfrentadas por mulheres que conciliam candidaturas com outras responsabilidades. Ela afirmou que a participação política exige das mulheres um esforço adicional, especialmente diante da divisão de tarefas no cotidiano. A candidata citou ainda o que chamou de “machulência” de homens acostumados a ocupar a centralidade do poder.
Para ela, esse cenário torna mais difícil a conquista de espaço pelas mulheres e contribui para a manutenção da desigualdade. Segundo Delliana, a questão deve ser analisada como um processo histórico e estrutural. “Eu acho que essa é a questão que a gente precisa analisar porque a gente não questiona a maioria dos homens nas cadeiras tanto no Congresso quanto no Senado. Mas a gente questiona o porquê uma mulher acha que está preparada para estar nesse espaço também”, afirmou.
A candidata defendeu ainda maior apoio entre as próprias mulheres para fortalecer novas candidaturas. Para ela, além de incentivo político, são necessárias condições mais igualitárias e mudanças na divisão sexual do trabalho para permitir maior dedicação à política.
ASSISTA:
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Eduardo Girão
“O Senado está totalmente prostrado. A gente vê uma comissão de ética que não foi instalada na legislatura do Davi Alcolumbre. A condução dele como presidente é uma tragédia anunciada, tanto é que eu votei contra ele. Não apenas isso, eu fui candidato contra ele até o final. Eu fico extremamente preocupado quando vejo o PL, por exemplo, que é um partido grande da oposição, apoiar o Alcolumbre e votar nele. Com a exceção do senador Marcos Pontes que se rebelou contra o próprio partido e foi até o final também. Eu tive quatro votos, o astronauta Marcos Pontes teve quatro votos, e o Davi nadou de braçada".
Disse o senador Eduardo Girão (Novo) ao fazer uma série de críticas à gestão do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), o candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema disse que a Comissão de Ética do Senado não tem funcionado e acusou Alcolumbre de engavetar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).