Mansur cita presença feminina no PSOL e diz que escolha de candidata deve partir das mulheres
Por Lucas Vieira
O candidato ao Governo da Bahia pelo PSOL, Ronaldo Mansur, afirmou que a legenda tem ampliado a participação feminina nas disputas majoritárias, mas ainda não conseguiu lançar uma mulher como cabeça de chapa no estado ou em Salvador. Para ele, a escolha precisa partir das próprias integrantes do partido. A declaração ocorreu nesta segunda-feira (14), durante entrevista à série especial “Vota BN”, do Projeto Prisma, do Bahia Notícias.
Mansur destacou que as mulheres são maioria na direção do PSOL e participam da definição das candidaturas. Segundo ele, foram elas que escolheram seu nome para disputar o Governo da Bahia em 2026. O candidato citou ainda nomes que participaram de chapas majoritárias da legenda, como Heloísa Helena, Dona Mira, Tamara Azevedo, Adeliana e Meire Reis.
Ele afirmou que essas mulheres seguem atuando na política e na estrutura partidária. “Então, a participação das mulheres no PSOL é real e ela não se dá em quatro ou a cada dois anos. Ela tem participação”, disse. Apesar da presença feminina nas chapas, Mansur reconheceu que o partido ainda não tem uma mulher na disputa pelo principal posto da chapa. “Mas o que falta é termos uma mulher para a cabeça de chapa”, afirmou.
Segundo o candidato, a legenda lançará uma candidatura feminina quando houver uma integrante disposta a disputar e consenso entre as mulheres do partido. “As mulheres decidiram, hoje a maioria das filiadas e das dirigentes são mulheres. No dia que elas disserem que estão aptas e disserem, nós temos aqui uma companheira que se coloca, está à disposição e que tem acordo dentro do partido, nós lançaremos uma candidatura a mulher”, declarou.
Mansur também defendeu que os homens atuem como parceiros na luta contra o machismo e na ampliação da participação feminina na política. Para ele, a construção de uma candidatura não deve, porém, ser imposta às mulheres.
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