Oceanos completam 100 dias de recordes de calor e temperatura segue alta
Por Redação
Os oceanos completaram, em 10 de setembro, 100 dias de recordes de calor. Desde então, a temperatura da água permanece muito acima do normal, segundo dados da agência climática dos Estados Unidos (Noaa, no inglês).
A marca ocorre após agosto empatar com junho de 2023 como o mês mais quente já registrado e também registrar o recorde diário histórico de temperatura marinha. O calor extremo é resultado da combinação de um forte El Niño, iniciado em junho, com a mudança climática.
A estimativa preliminar da temperatura global da superfície do mar fora das regiões polares em 10 de setembro foi de 21,15°C. Na mesma data de 2015, ano de um El Niño muito forte, a temperatura era de 20,72°C.
As temperaturas globais dos oceanos estão 0,94°C acima da média de 1982 a 2010 para esta época do ano. O cenário atual ocorre após três anos em que as temperaturas da superfície marinha superaram, por ampla margem, os recordes anteriores.
No Brasil, a temperatura da superfície do mar aumentou 0,76°C entre 1985 e 2025, enquanto a cobertura de coral duro caiu cerca de 34% entre 2016 e 2024. Os corais, muito sensíveis às ondas de calor marinhas, sustentam cerca de um quarto de toda a vida marinha, e sua redução afeta também comunidades pesqueiras.
A redução das emissões de gases de efeito estufa, principalmente aquelas associadas a combustíveis fósseis e ao desmatamento, é apontada como principal medida para conter o aquecimento.
PERSPECTIVAS FUTURAS
A expectativa é que o oceano continue aquecido nos próximos meses, especialmente com o agravamento do El Niño. Um oceano mais quente fornece mais calor e umidade para a atmosfera, podendo intensificar chuvas e tempestades. A expansão térmica da água também contribui para a elevação do nível do mar.
