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Artigos

Walter Viterbo da Silva Neto
Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência
Foto: Acervo pessoal

Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência

O desafio pode fazer bem. O risco está na pressão sem recuperação — e isso vale para qualquer pessoa que trabalhe sob grande exigência depois dos 80.

Multimídia

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

meio ambiente

Amazonas registra queda de 39% nas queimadas em outubro, segundo INPE
Foto: Divulgação / Ibama

O Amazonas registrou 2.258 focos de queimadas em outubro, uma redução de 39,40% em relação a setembro, quando foram contabilizados 3.726 registros. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

 

Apesar da queda, o estado ocupa a sexta posição no ranking de queimadas em 2026, com 8.515 focos. Fica atrás do Pará (24.146), Maranhão (11.185), Bahia (10.287), Mato Grosso (10.157) e Tocantins (9.384).

 

Entre quinta-feira (29) e sexta-feira (30), os satélites identificaram mais 30 focos em território amazonense.

 

A redução das queimadas, no entanto, não foi acompanhada por uma melhora na qualidade do ar em todos os municípios. Segundo a Defesa Civil estadual, Parintins apresentou a pior classificação, com qualidade do ar péssima.

 

Outros sete municípios registraram condições muito ruins: Barreirinha, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Maués, São Sebastião do Uatumã e Silves. Já Autazes, Boca do Acre, Manaus, Nova Olinda do Norte e Urucurituba apresentaram qualidade do ar ruim.

 

A diminuição do número de focos ocorre em meio às ações de fiscalização e combate a crimes ambientais no estado. Entre 9 e 28 de outubro, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aplicou R$ 8,5 milhões em multas e embargou 916,03 hectares durante a 13ª etapa da Operação Tamoiotatá 6.

 

As fiscalizações ocorreram em Borba, Careiro, Careiro da Várzea, Beruri, Manaquiri e Autazes. Entre as irregularidades identificadas estavam desmatamento sem autorização, queimadas ilegais, danos à vegetação nativa e descumprimento de embargos ambientais.

 

As ações foram realizadas durante a vigência do Decreto Estadual nº 55.339, de 9 de setembro de 2026, que proíbe o uso do fogo no Amazonas por 120 dias.

Decreto proíbe o uso de churrasqueiras na Praia da Ponte de Salinas da Margarida

A Praia da Ponte, cartão-postal do município de Salinas de Margarida, no Recôncavo Baiano, foi alvo de um decreto municipal que proíbe o uso de churrasqueiras de qualquer tipo na faixa de areia, no calçadão e no entorno da praia, localizada na região central do município. O local é um dos mais frequentados da cidade e tem recebido diversas medidas de modernização impopulares nos últimos anos.

 

A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município de Salinas da Margarida, no Decreto nº 1.136, anunciado nesta segunda-feira (26). A determinação também abrange equipamentos que utilizem fogo ou brasas.

 

De acordo com a equipe da prefeita Mara (PSD), a medida busca reforçar a segurança dos frequentadores, além de garantir a limpeza e a preservação ambiental do espaço público. A prefeitura também publicou uma nota alertando que as sanções para banhistas e frequentadores que desobedecerem à medida incluem a apreensão do equipamento e a aplicação de uma multa.

 

Para Crispim Santos, pescador do distrito de Conceição de Salinas e frequentador da praia, a medida 'quebra o clima' de lazer da praia. "Revoltante. Desde que me conheço como gente, essa praia é um ponto de lazer, de um churrasquinho. Agora quem quiser um espetinho tem que pagar caro nas barracas", queixou-se o pescador.

 

MUDANÇAS IMPOPULARES
Popular entre turistas, a orla do município se tornou uma das prioridades do quinto mandato do ex-prefeito Wilson Pedreira (PSD) e sua sucessora, Professora Mara (PSD). Desde o início do último mandato do político, já foi implementado um estacionamento pago, uma base náutica decorrente de uma parceria com o governo do estado, a reformulação do espaço comercial adjacente à Praia da Ponte, e agora a proibição do uso de churrasqueiras.

 

As obras de modernização realizadas pela gestão do PSD acompanham muitos reveses por parte da população do município, que alega que os projetos privilegiam turistas e negligenciam os locais. O estacionamento levantado no último mandato do governo Wilson, por exemplo, ocupou um espaço antes utilizado como estacionamento gratuito para a implementação de uma garagem a céu aberto com uma taxa única de R$ 15.

 

Fui vendedor na antiga região das barracas por mais de dez anos e dividi meu espaço com todo tipo de gente. Quando a prefeitura nos tirou de lá para levantar as barracas modernas, só conseguiu se manter quem podia arcar com o custo", afirmou Eduardo Barroso ao Bahia Notícias, ex-vendedor atuante na Praia da Ponte.

PF investiga rede de mineração ilegal de ouro com dano ambiental de R$ 180 mi na Bahia
Foto: Divulgação

A Polícia Federal (PF) investiga uma rede suspeita de mineração ilegal de ouro em Santaluz, no nordeste da Bahia, cujo dano ambiental estimado supera R$ 180 milhões, segundo relatórios periciais. A apuração envolve a extração irregular do minério e o uso de substâncias altamente tóxicas no processamento de resíduos de garimpo. 

 

A investigação avançou com a Operação Repasse, deflagrada para cumprir dois mandados de busca e apreensão no município. A fase busca recolher bens que já haviam sido sequestrados judicialmente e apreender outros itens identificados durante as diligências. De acordo com a PF, os investigados teriam atuado durante anos na extração ilegal de ouro e ampliado as atividades com a construção de laboratórios para receber e refinar rejeitos de moagens realizadas por garimpeiros ilegais.

 

O ouro era recuperado dos resíduos por meio de lixiviação, processo químico que utiliza cianeto de sódio. A polícia alerta que o uso irregular de substâncias como cianeto de sódio e cianeto de potássio pode provocar impactos à saúde humana e ao meio ambiente. A Operação Repasse é um desdobramento das operações Garça Dourada, Serra Dourada e Lixiviação, realizadas entre junho de 2023 e agosto de 2024.

 

Os investigados foram indiciados por crimes como usurpação de bens da União, associação criminosa, extração ilegal de recursos minerais, posse de artefatos explosivos, uso ou armazenamento ilícito de substâncias tóxicas e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas previstas para os delitos podem chegar a 29 anos de reclusão.

Desmatamento em áreas protegidas da Amazônia atinge o menor nível desde 2008
Foto: Agência Brasil

O desmatamento em unidades de conservação da Amazônia Legal atingiu, em 2026, o menor nível desde o início da série histórica, em 2008. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), apontam a derrubada de 111 km² de vegetação nessas áreas.

 

O resultado representa uma redução de 17% em relação a 2025, quando foram registrados 134 km² desmatados. Na comparação com 2021, ano em que a série contabilizou o pico de 618 km², a queda chega a 82%.

 

Segundo o ICMBio, o resultado está relacionado às ações de fiscalização e proteção ambiental em áreas sob maior pressão. Entre as unidades de conservação que concentram desmatamento estão as Florestas Nacionais de Altamira e Jamanxim, no Pará, a Área de Proteção Ambiental do Tapajós, a Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, e o Parque Nacional do Juruena, entre Mato Grosso e Amazonas.

 

No Cerrado, o desmatamento em unidades de conservação federais também recuou, mas em ritmo menor. Foram registrados 47 km² de vegetação derrubada em 2026, uma queda de 8% em relação ao ano anterior. O número corresponde a 0,9% de toda a área desmatada no bioma.

 

Ao todo, o Cerrado perdeu 5,5 mil km² de vegetação no período, redução de 23% em comparação com 2025. Para o presidente do ICMBio, Mauro Pires, as unidades de conservação são fundamentais para proteger a biodiversidade e preservar o patrimônio natural para as próximas gerações.
 

Inema identifica 29 pontos impróprios para banho em praias de Salvador; veja a lista
Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) identificou 29 pontos impróprios para banho em Salvador, enquanto outros nove trechos foram classificados como próprios. A avaliação considera a qualidade da água em diferentes praias da capital baiana e é atualizada semanalmente.

 

Confira os pontos considerados impróprios:

São Tomé de Paripe - em frente à casa Vila Maria, ao lado da rampa de acesso à praia;

Tubarão - em frente ao conjunto habitacional abandonado, próximo à antiga fábrica de cimento; 

Periperi - na saída de acesso à praia, após a travessia da via férrea;

Penha - em frente à barraca do Valença;

Bogari - em frente ao antigo Colégio João Florêncio Gomes;

Bonfim - ao lado da quadra de esportes, em frente à rampa de acesso à praia;

Pedra Furada - atrás do Hospital Sagrada Família, em frente à ladeira de acesso à praia;

Boa Viagem - ao lado do Forte Monte Serrat, junto ao muro lateral da Fundação Luís Eduardo Magalhães;

Roma - na Rua Professor Roberto Correia, nos fundos do Hospital São Jorge;

Canta Galo - atrás das antigas instalações da FIB, na Rua Agrário Menezes;

Marina Contorno - na Avenida Contorno, entre a Marina e o Restaurante do Amado;

Porto da Barra - na Avenida Sete de Setembro, em frente à Rua César Zama;
Farol da Barra - em frente às escadas de acesso à praia, na Rua Dias d'Ávila;

Ondina - em frente à Rua Milton Santos, próximo ao posto BR e ao Hotel Bahia Sol;

Rio Vermelho - em frente à Rua Bartolomeu de Gusmão, próximo à escada de acesso;

Amaralina - nos fundos da Escola Cupertino de Lacerda, em frente ao painel de Bel Borba;

Amaralina - em frente à Rua do Balneário, ao Edifício Atlântico e à Praça do Budião;

Pituba - em frente à escada de acesso, próximo à Portinox e à Rua Paraíba;

Pituba - próximo à rampa de acesso, em frente ao Edifício Atlântico Empresarial e à Rua Paraná;

Armação - em frente ao Hotel Alah Mar e à Rua João Mendes da Costa;

Boca do Rio - em frente ao posto Salva-Vidas;

Corsário - em frente ao posto Salva-Vidas;

Patamares - em frente ao posto Salva-Vidas, próximo ao Coliseu do Forró e ao Caranguejo de Sergipe;

Lagoa de Pituaçu - em frente à entrada do estacionamento do parque;

Placafor - em frente ao posto Salva-Vidas;

Itapuã - próximo à escada de acesso à praia, em frente à Rua Sargento Waldir Xavier;

Itapuã - em frente à Sereia de Itapuã;

Farol de Itapuã - em frente à Rua da Música, conhecida como Rua K;

Flamengo - em frente à barraca da Pipa, próximo ao Módulo Policial.

 

Confira os pontos considerados próprios:

Canta Galo - atrás das antigas instalações da FIB, na Rua Agrário Menezes, junto à rede coletora de esgotos do Bahia Azul;

Ondina - próximo ao Morro da Sereia, em frente ao Edifício Maria José;

Rio Vermelho - próximo à escada de acesso à praia, em frente à Igreja Nossa Senhora de Santana;

Buracão - em frente às escadarias de acesso à praia;

Armação - em frente ao Hotel Alah Mar e à Rua João Mendes da Costa;

Piatã - em frente ao posto Salva-Vidas, próximo ao Clube Costa Verde;

Lagoa de Abaeté - em frente à placa de fundação do parque;

Farol de Itapuã - em frente à Rua da Música, conhecida como Rua K;

Stella Maris - em frente ao Hotel Grande Stella Maris;

Flamengo - em frente à barraca Doce Vida;

Flamengo - em frente à barraca da Pipa, próximo ao Módulo Policial.

 

O monitoramento do Inema avalia a água em locais destinados à recreação de contato primário, quando há possibilidade de ingestão durante o banho. O órgão recomenda evitar o mar em períodos de chuva e em áreas próximas a saídas de esgoto, rios urbanos, córregos e canais de drenagem, mesmo quando o trecho é considerado próprio.

Greta Thunberg diz que vitória de Flávio Bolsonaro seria “desastre para o planeta”
Foto: Reprodução / Instagram @gretathunberg e Charles Vieira

A ativista ambiental sueca Greta Thunberg afirmou que uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras representaria um “desastre para o planeta”. A declaração foi feita em um vídeo publicado nesta sexta-feira (23), dois dias antes da votação, marcada para domingo (25).

 

Na gravação, Greta alertou para os riscos que, segundo ela, a eleição representa para o futuro da Amazônia, do meio ambiente e da democracia brasileira. A ativista também convocou os jovens do país a se mobilizarem diante do cenário eleitoral. 

 

“A democracia brasileira está em risco e não é segredo que uma vitória de Bolsonaro significaria um desastre para o planeta. [...] Eu me dirijo especialmente aos jovens brasileiros: Vocês têm agora a oportunidade e a responsabilidade de enfrentar este momento e retomar o próprio futuro, que está em jogo nesta eleição e nos próximos anos”, declarou.

 

Greta ainda criticou a influência de potências estrangeiras na América Latina e alegou que há interferência nas eleições por meio de manipulação da Meta.

 

CONFIRA:

Salvador amplia rede e disponibiliza nove ecopontos para descarte gratuito de resíduos
Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

Moradores de Salvador podem utilizar nove ecopontos e um ponto limpo para descartar gratuitamente resíduos domésticos, materiais recicláveis, móveis inutilizados e pequenas quantidades de entulho. Os equipamentos são administrados pela Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) e estão distribuídos por diferentes regiões da capital.

 

Entre janeiro e setembro deste ano, mais de 10 mil toneladas de resíduos foram encaminhadas aos espaços, segundo a Limpurb. A iniciativa busca reduzir o descarte irregular em ruas e terrenos baldios, além de evitar o entupimento de bueiros e a proliferação de animais transmissores de doenças.

 

Entre os materiais recebidos estão papel, papelão, plástico, metal, pneus, colchões, sofás, armários, geladeiras, fogões e resíduos de poda. Também é possível levar restos de obras, como gesso, pisos, blocos e cimento, respeitando o limite de 2 metros cúbicos por gerador ao dia.

 

De acordo com o diretor de Operações da Limpurb, Augusto Guanaes, a rede passou de um equipamento no início da gestão para nove ecopontos, além do ponto limpo em Novo Horizonte. A orientação é separar os resíduos por tipo e acondicioná-los adequadamente antes de levá-los ao local.

 

A Limpurb também recomenda que moradores que contratam serviços particulares para retirada de móveis ou transporte de entulho verifiquem o destino dos materiais, para evitar que sejam abandonados irregularmente.

 

Confira os endereços e horários de funcionamento:
Itaigara: Rua Wanderley de Pinho, s/n, com acesso pela Avenida ACM, atrás do Hiper Posto BR. De segunda a sábado, das 7h às 19h; domingo, das 8h às 12h.
Itapuã: Rua Alto do Abaeté, s/n, em frente à sede do bloco Malê Debalê. De segunda a sábado, das 7h às 19h; domingo, das 8h às 12h.
Bonocô: Avenida Mário Leal Ferreira, próximo ao Posto Ipiranga, em Santa Teresa. De segunda a sábado, das 7h às 19h; domingo, das 8h às 12h.
Alto da Terezinha: Rua Cardeal Jean, s/n. De segunda a sábado, das 7h às 15h20.
Ilha Amarela: Rua Boa Esperança, s/n. De segunda a sábado, das 7h às 17h; domingo, das 8h às 12h.
Ilha de Bom Jesus: Rua da Fonte Nova, s/n, Ilha de Bom Jesus dos Passos. Diariamente, das 7h às 15h20.
Itacaranha: Rua Teskey, s/n. De segunda a sábado, das 7h às 17h; domingo, das 7h às 12h.
Narandiba: Avenida Edgard Santos, s/n, próximo ao camelódromo, no sentido de quem segue da região do Cabula VI. De segunda a sexta, das 7h às 19h; sábado, das 7h às 14h.
Vale da Muriçoca: Rua Sérgio de Carvalho, ao lado da USF Lealdina Barros, no Engenho Velho da Federação. De segunda a sábado, das 7h às 19h; domingo, das 7h às 12h.
Galpão Massaranduba: Rua Lopes Trovão, Massaranduba. De segunda a sábado, das 7h às 17h.

Exame aponta "choque hemorrágico" como provável causa da morte de macaco de Marcell Moraes
Reprodução / Instagram @deputadomarcellmoraes

O exame necroscópico do macaco-prego Alcebíades, que pertencia ao ex-deputado estadual Marcell Moraes, apontou o choque hipovolêmico hemorrágico como provável causa da morte do animal. O relatório descreve hemorragias extensas e lesões em diferentes tecidos e órgãos, além de sinais de traumatismo cranioencefálico. O documento foi produzido pelo Laboratório de Patologia Veterinária Histopathus e obtido pelo Bahia Notícias nesta terça-feira (20).

 

O laudo recomenda exames complementares para aprofundar a investigação sobre as circunstâncias da morte. Entre os procedimentos indicados estão análises histopatológicas e toxicológicas, que podem ajudar a identificar possíveis alterações na coagulação sanguínea ou a presença de substâncias tóxicas. A conclusão sobre a causa da morte ainda depende de investigação complementar.

 

Alcebíades morreu no dia 5 de outubro, após ser resgatado pela Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) no condomínio Alphaville 2, em Salvador, e encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). Segundo o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), o animal chegou à unidade desacordado, debilitado, com lesões na face e na língua, febre e frequência cardíaca elevada.

 

Antes da morte, Marcell Moraes acusou um vizinho de atingir o macaco com uma pá. Em publicação nas redes sociais, o ex-deputado afirmou que o morador teria admitido a agressão e cobrou a responsabilização dos envolvidos. O Inema também informou que havia a possibilidade de o animal ter tido acesso a bebidas alcoólicas e medicamentos encontrados em uma residência.

 

O boletim de ocorrência relatou ainda que o macaco mordeu três pessoas durante as tentativas de contenção e teria colidido contra um box de vidro. A possível exposição a agentes tóxicos foi considerada entre as hipóteses, mas não havia confirmação de ingestão dessas substâncias.

Amazônia registra menor área desmatada desde 1985
Foto: Reprodução / Magnific

A Amazônia registrou o menor índice de desmatamento da série histórica que abrange o uso da terra no Brasil entre 1985 e 2025, conforme o levantamento realizado pelo MapBiomas divulgado nesta quarta-feira (14). 

 

Em 2025 foram registrados 693 mil hectares de desmatamento, desse total, 639 mil hectares (cerca de 92%) correspondiam a vegetação primária (vegetação nativa), enquanto 54 mil hectares eram de vegetação secundária (que já sofreu alguma modificação por conta da ação humana).

 

Para o pesquisador do Imazon e do MapBiomas, Bruno Ferreira, o resultado está alinhado à tendência recente de diminuição no desmatamento, também observada nos dados oficiais do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes).

 

Apesar do menor índice anual da série, a análise aponta que o bioma perdeu 54,7 milhões de hectares de vegetação nativa entre 1985 e 2025. Nesse mesmo período, a área destinada à agropecuária cresceu 440%, e a área acumulada de conversão da vegetação para usos humanos aumentou 492%, chegando a 74,6 milhões de hectares. 

 

Nos territórios localizados a até cinco quilômetros das vias identificadas pelo levantamento, a agropecuária ocupa 40,2% da área, o equivalente a 63 milhões de hectares. A participação da atividade diminui conforme aumenta a distância das estradas. Em um raio de 20 quilômetros, a agropecuária representa 26,7% da área.

 

Já a vegetação nativa corresponde a 56,7% do território localizado a até cinco quilômetros das vias e a 69,3% quando considerado o raio de 20 quilômetros.

Salvador: Inema aponta 27 pontos impróprios para banho no feriadão; confira a lista
Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) identificou 27 pontos do litoral de Salvador como impróprios para banho na capital baiana durante o feriadão de Nossa Senhora Aparecida, entre sábado (10) e segunda-feira (12).

 

Confira os pontos considerados impróprios:

São Tomé de Paripe - em frente à casa Vila Maria, ao lado da rampa de acesso à praia;

Tubarão - em frente ao conjunto habitacional abandonado, próximo à antiga fábrica de cimento;

Periperi - na saída de acesso à praia, após a travessia da via férrea;

Penha - em frente à barraca do Valença;

Bogari - em frente ao antigo Colégio João Florêncio Gomes;

Bonfim - ao lado da quadra de esportes, em frente à rampa de acesso à praia;

Pedra Furada - atrás do Hospital Sagrada Família, em frente à ladeira de acesso à praia;

Boa Viagem - ao lado do Forte Monte Serrat, em frente ao muro lateral da Fundação Luís Eduardo Magalhães;

Roma - na Rua Professor Roberto Correia, junto à descida de acesso à praia, nos fundos do Hospital São Jorge;

Marina Contorno - na Avenida Contorno, entre a Marina e o Restaurante do Amado;

Porto da Barra - na Avenida Sete de Setembro, em frente à Rua César Zama, junto à escada de acesso à praia;

Santa Maria - em frente ao Mar Azul Hotel, próximo ao Hospital Espanhol;

Farol da Barra - em frente às escadas de acesso à praia, na Rua Dias d'Ávila;

Farol da Barra - próximo ao Barra Vento e à escada de acesso à praia, em frente à Avenida Oceânica;

Ondina - próximo à escada de acesso à praia, em frente à Rua Milton Santos, ao posto BR e ao Hotel Bahia Sol;

Rio Vermelho - em frente à Rua Bartolomeu de Gusmão, próximo à escada de acesso à praia;

Amaralina - no fundo da Escola Cupertino de Lacerda, em frente ao painel do artista plástico Bel Borba;

Amaralina - em frente à Rua do Balneário, ao Edifício Atlântico e à Praça do Budião;

Pituba - em frente à escada de acesso à praia, próximo à Portinox e à Rua Paraíba;

Pituba - próximo à rampa de acesso à praia, em frente ao Edifício Atlântico Empresarial e à Rua Paraná;

Boca do Rio - em frente ao posto Salva-Vidas;

Corsário - em frente ao posto Salva-Vidas;

Patamares - em frente ao posto Salva-Vidas, próximo ao Coliseu do Forró e ao Caranguejo de Sergipe;

Lagoa de Pituaçu - em frente à entrada do estacionamento do parque;

Placafor - em frente ao posto Salva-Vidas;

Itapuã - próximo à escada de acesso à praia, em frente à Rua Sargento Waldir Xavier;

Itapuã - em frente à Sereia de Itapuã.

 

Confira os 11 pontos considerados próprios:

Canta Galo - atrás das antigas instalações da FIB, na Rua Agrário Menezes, junto à rede coletora de esgotos do Bahia Azul;

Ondina - próximo ao Morro da Sereia, em frente ao Edifício Maria José;

Rio Vermelho - próximo à escada de acesso à praia, em frente à Igreja Nossa Senhora de Santana;

Buracão - em frente às escadarias de acesso à praia;

Armação - em frente ao Hotel Alah Mar e à Rua João Mendes da Costa;

Piatã - em frente ao posto Salva-Vidas, próximo ao Clube Costa Verde;

Lagoa de Abaeté - em frente à placa de fundação do parque;

Farol de Itapuã - em frente à Rua da Música, conhecida como Rua K;

Stella Maris - em frente ao Hotel Grande Stella Maris;

Flamengo - em frente à barraca Doce Vida;

Flamengo - em frente à barraca da Pipa, próximo ao Módulo Policial.

 

O monitoramento realizado pelo Inema avalia a qualidade da água para recreação de contato primário, quando há contato direto e prolongado com possibilidade de ingestão de quantidade significativa de água. As análises são feitas semanalmente, com coleta de amostras pela manhã em áreas com maior concentração de banhistas.

 

Mesmo em locais classificados como próprios, o Inema recomenda evitar o contato com o mar durante períodos chuvosos e em áreas próximas a saídas de esgoto, rios urbanos, córregos e canais de drenagem.

Marcell Moraes acusa vizinho de matar macaco em condomínio; Inema aponta possível intoxicação
Foto: Reprodução / Instagram @marcellmoraes2908

O ex-deputado estadual Marcell Moraes acusou um vizinho do condomínio Alphaville 2, em Salvador, de ter atingido seu macaco, Alcebíades, com uma pá. Em vídeo publicado no Instagram nesta quinta-feira (8), ele afirma que o morador teria admitido a agressão. O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), por sua vez, informou que a possível exposição a agentes tóxicos está entre as hipóteses para a morte do animal.

 

Na gravação, Marcell aparece ao lado de uma mulher e relata que o macaco tentava brincar nas casas do condomínio quando o vizinho teria usado uma pá para afastá-lo. “Só que uma dessas pegou aqui (na cabeça) em Bill, tanto que a pá caiu na hora.  [...] Vai responder processo, mataram o meu Alcebíades aqui. Assassino!”, afirmou.  

 

Alcebíades morreu às 18h42 da segunda-feira (5), após ser capturado pela Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) e encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Salvador. Segundo o Inema, o macaco-prego-preto chegou à unidade desacordado e em estado debilitado, com lesões na face e na língua, febre e frequência cardíaca superior a 170 batimentos por minuto. O animal recebeu atendimento veterinário, mas não resistiu.

 

O órgão informou que a equipe responsável pela ocorrência relatou a possibilidade de o macaco ter tido acesso a bebidas alcoólicas e medicamentos encontrados em uma residência. O boletim de ocorrência também aponta que o animal mordeu três pessoas durante as tentativas de contenção e teria colidido contra um box de vidro antes de ser localizado sobre um telhado, abaixo de placas solares.

 

Apesar de considerar a possível exposição a agentes tóxicos, o Inema ressaltou que os sinais clínicos não permitem confirmar uma intoxicação nem determinar a causa da morte. O animal será submetido a exame necroscópico, e análises complementares poderão investigar eventual contato com substâncias tóxicas.

 

Após denunciar o caso nas redes sociais, Marcell afirmou suspeitar de envenenamento e cobrou uma perícia independente para esclarecer o ocorrido. O Inema também informou que vai apurar as circunstâncias relacionadas aos cuidados com o animal e verificar eventual negligência por parte do tutor. 

Marcell Moraes denuncia morte de macaco após ser resgatado em condomínio de Salvador
Foto: Reprodução / Instagram @marcellmoraes2908

O ex-deputado estadual Marcell Moraes denunciou, nesta quinta-feira (8), a morte de seu macaco, Alcebíades, após o animal ter sido resgatado pela polícia no condomínio Alphaville 2, em Salvador. Segundo Marcell, o macaco estava saudável quando deixou a residência e foi levado após entrar na casa de vizinhos.

 

O animal teria ficado sob os cuidados do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). Em publicação nas redes sociais, o ex-deputado afirmou que há suspeita de envenenamento e cobrou uma perícia que considere todas as etapas desde o contato com os moradores até o período em que Alcebíades esteve sob responsabilidade dos órgãos ambientais.

 

“Agora meu filho está morto, e eu exijo uma perícia séria e independente. Quero saber o que aconteceu com ele, desde o contato com os vizinhos, durante a ação policial e enquanto esteve sob os cuidados do Cetas e do Inema”, escreveu.

 

Marcell também afirmou que pretende buscar a responsabilização dos envolvidos caso as investigações apontem responsabilidades pela morte do animal. O Bahia Notícias entrou em contato com o Inema e com a Polícia Militar para obter informações sobre o caso. Até a publicação, não houve retorno.

 

O macaco havia sido resgatado na segunda-feira (5), após fugir da residência de Marcell no Alphaville 2. Na ocasião, vídeos obtidos pelo BN mostraram o momento em que o animal foi capturado após permanecer horas no condomínio.

 

Em nota, o Inema informou que o macaco-prego-preto chegou ao Cetas na noite de segunda-feira (5) em estado debilitado, desacordado e com lesões na face e na língua. O animal apresentava temperatura corporal de 42 °C e frequência cardíaca superior a 170 batimentos por minuto.


Segundo o órgão, o boletim de ocorrência relata que o macaco mordeu três pessoas durante as tentativas de contenção e teria colidido contra um box de vidro dentro de uma residência. Também foi relatada a possibilidade de o animal ter tido acesso a bebidas alcoólicas e medicamentos encontrados no imóvel, mas não foi possível confirmar a ingestão.


O Inema afirmou que o animal recebeu atendimento veterinário, mas morreu às 18h42 do dia 5 de outubro. Entre as hipóteses clínicas consideradas estava a exposição a agentes tóxicos, embora os sinais apresentados não sejam suficientes para confirmar uma intoxicação.
O corpo será submetido a exame necroscópico para investigar as circunstâncias da morte. O instituto também informou que vai apurar os cuidados prestados ao animal e verificar eventual negligência por parte do tutor, além de avaliar possíveis medidas administrativas.

 

CONFIRA A PUBLICAÇÃO:

Brasil: 30 milhões de crianças estão expostas aos riscos climáticos
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

Uma nova análise do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alerta que crianças e adolescentes podem sofrer uma desproporcionalmente os impactos do El Niño 2026–2027. O fenômeno chega ao Brasil onde mais de 30 milhões de crianças e adolescentes, seis em cada dez, já estão expostos a dois ou mais riscos climáticos.

 

Desses, 16 milhões convivem com três ou mais riscos. Segundo o Unicef, eventos recentes mostram como extremos podem interromper direitos: em 2024, as enchentes no Rio Grande do Sul afetaram a educação de 741 mil estudantes, enquanto a seca extrema na Amazônia atingiu outros 436 mil. No total, 1,17 milhão de crianças e adolescentes tiveram as aulas interrompidas.

 

O El Niño é parte de um ciclo natural nas temperaturas do Oceano Pacífico equatorial, caracterizado por temperaturas mais altas do oceano que influenciam padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do planeta.

 

Com as mudanças climáticas e a degradação ambiental causadas pela ação humana, as consequências do El Niño têm se agravado a cada novo ciclo. Esses impactos estão relacionados com outros fenômenos meteorológicos, as condições ambientais, as vulnerabilidades existentes e a capacidade dos serviços públicos de se preparar e responder. Ocorre em média a cada dois a sete anos.

 

“Preparar o Brasil, portanto, não significa apenas atravessar o ciclo de 2026–2027, mas construir uma rede de proteção capaz de responder aos próximos El Niños e a outros eventos extremos, com crianças, famílias e serviços essenciais mais protegidos do que no passado”, diz o Unicef.

 

No Brasil, o alerta ganha urgência diante das previsões mais recentes. Boletim divulgado em 1º de setembro por órgãos oficiais aponta mais de 90% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte no trimestre setembro-outubro-novembro.

 

Para o período, há tendência de chuva abaixo da média em grande parte do Norte e Nordeste e acima da média especialmente no Sul, além de temperaturas acima da média em praticamente todo o país. Calor e estiagem também podem prolongar condições favoráveis às queimadas em áreas do Centro e do Norte.

 

Danilo Moura, especialista em Clima e Meio Ambiente do Unicef no Brasil, em entrevista a Agência Brasil, explica que o dado meteorológico mostra onde pode chover mais ou menos e onde o calor ou a seca podem se intensificar. Segundo ele, o papel do Unicef é olhar para o que acontece quando esse extremo chega à vida de uma criança. Uma seca pode significar falta de água segura, fumaça, dificuldade para chegar à escola ou ao posto de saúde.

 

“Uma enchente pode significar escola fechada, vacinação interrompida ou perda da renda da família. E muitos desses impactos podem ser reduzidos se a preparação acontecer antes da emergência”, acrescenta.

 

Para crianças, há uma vulnerabilidade adicional. Por estarem em desenvolvimento, são particularmente sensíveis ao calor extremo, à desidratação, à fumaça, à má nutrição e a doenças favorecidas por mudanças de temperatura e nos padrões de chuva. Ao mesmo tempo, dependem de adultos e de serviços públicos para ter acesso à água, alimentação, escola, saúde e proteção.

 

Por isso, o El Niño pode gerar uma cadeia de impactos que vai muito além das anomalias climáticas, e que podem chegar à infância e a adolescência por diferentes caminhos:

 

Saúde – Calor extremo pode aumentar riscos de desidratação e outros problemas de saúde. Secas e enchentes podem comprometer a disponibilidade e a qualidade da água, favorecer doenças diarreicas e dificultar o acesso a unidades de saúde. Alterações de temperatura e umidade também podem influenciar a transmissão de doenças como a dengue, ao criar condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti. Entre as ações de preparação estão o fortalecimento da vigilância epidemiológica, com atenção específica às doenças que afetam crianças; a garantia da continuidade de serviços como a vacinação e da atuação das equipes de saúde da família; e o pré-posicionamento de medicamentos e insumos essenciais.

 

Alimentação e nutrição – Perdas agrícolas, redução da renda e aumento do preço dos alimentos podem ampliar a insegurança alimentar e a má nutrição. Esses efeitos nem sempre são imediatos e podem aparecer meses depois de uma safra ruim. Por isso, a preparação inclui fortalecer o monitoramento e a vigilância nutricional, ampliar a detecção precoce e garantir que os serviços de saúde, inclusive em áreas remotas ou isoladas, tenham capacidade para identificar e tratar crianças com desnutrição. Também é importante garantir insumos nutricionais essenciais antes que a demanda aumente, com foco nos municípios remotos que podem ficar isolados durante emergências.

 

Água e saneamento – Secas podem reduzir a disponibilidade de água segura, enquanto inundações podem contaminar fontes e danificar sistemas de saneamento. Proteger e monitorar fontes de água, preparar planos de contingência para garantir o funcionamento dos sistemas de água durante eventos extremos e garantir insumos para tratamento estão entre as medidas que podem ser tomadas antecipadamente. Frente a riscos de seca extrema, implementar estratégias comunitárias de armazenamento de água são fundamentais.

 

Educação – Falta de água, perda da navegabilidade, calor extremo, fumaça, inundações ou danos à infraestrutura podem interromper aulas, alimentação escolar e outros serviços. Redes de ensino podem revisar planos de gestão de riscos e preparar alternativas para garantir a continuidade da aprendizagem, como por exemplo em casa.

 

Proteção e renda – Perdas de moradia, trabalho ou produção reduzem a capacidade das famílias de garantir necessidades básicas. Sistemas de proteção social preparados para choques podem manter ou ampliar benefícios e conectar rapidamente famílias afetadas aos serviços essenciais. Municípios podem atualizar o cadastro das famílias vulneráveis em áreas de risco antes dos desastres.

 

Segundo o especialista do Unicef, esperar a escola fechar, o posto de saúde ficar isolado ou uma comunidade perder acesso à água para começar a agir é chegar tarde. “Nós já sabemos que há um El Niño forte em curso e conhecemos os tipos de impacto que podem atingir diferentes regiões. Preparar os serviços agora custa menos, permite responder mais rápido e, principalmente, evita que a emergência climática se transforme em uma emergência para as crianças”, afirma Danilo.

Inema aponta 30 pontos impróprios para banho em Salvador; confira a lista completa
Foto: Igor Santos e Valter Pontes/Secom PMS

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) classificou 30 pontos do litoral de Salvador como impróprios para banho. A lista inclui trechos de praias conhecidas como Porto da Barra, Itapuã, Farol da Barra, Rio Vermelho e Piatã.

 

Confira os pontos considerados impróprios:

São Tomé de Paripe - em frente à casa Vila Maria, ao lado da rampa de acesso;

Tubarão - em frente ao conjunto habitacional abandonado;

Periperi - na saída de acesso à praia, após a travessia da via férrea;

Penha - em frente à barraca do Valença;

Bogari - em frente ao Colégio da PM;

Bonfim - ao lado da quadra de esportes, em frente à rampa de acesso;

Pedra Furada - atrás do Hospital Sagrada Família;

Boa Viagem - ao lado do Forte Monte Serrat, junto à rampa de acesso;

Roma - na Rua Prof. Roberto Correia, no fundo do Hospital São Jorge;

Canta Galo - atrás das antigas instalações da FIB, junto à rede coletora do Bahia Azul;

Porto da Barra - na Avenida Sete de Setembro, em frente à Rua César Zama;

Santa Maria - em frente ao Mar Azul Hotel, próximo ao Hospital Espanhol;

Farol da Barra - em frente às escadas de acesso na Rua Dias d’Ávila;

Farol da Barra - próximo ao Barra Vento e à escada de acesso, em frente à Avenida Oceânica;

Rio Vermelho - em frente à Rua Bartolomeu de Gusmão;

Rio Vermelho - Buracão, em frente às escadarias de acesso à praia;

Armação - em frente ao Hotel Alah Mar e à Rua João Mendes da Costa;

Boca do Rio - em frente ao posto Salva-Vidas;

Corsário - em frente ao posto Salva-Vidas;

Lagoa de Pituaçu - em frente à entrada do estacionamento do parque;

Piatã - em frente ao posto Salva-Vidas, próximo ao Clube Costa Verde;

Placafor - em frente ao posto Salva-Vidas;

Itapuã - próximo à escada de acesso, em frente à Rua Sargento Waldir Xavier;

Itapuã - em frente à Sereia de Itapuã;

Marina Contorno - na Avenida Contorno, entre a Marina e o Restaurante do Amado;

Ondina - próximo à escada de acesso, em frente à Rua Milton Santos;

Ondina - próximo ao Morro da Sereia, em frente ao Edifício Maria José;

Pituba - em frente à escada de acesso, na Portinox/Rua Paraíba;

Pituba - próximo à rampa de acesso, em frente ao Edifício Atlântico Empresarial;

São Tomé de Paripe - em frente à casa Vila Maria, ao lado da rampa de acesso. A área está sob investigação ambiental, com recomendação de evitar o contato com a água.

 

Confira os 8 pontos considerados próprios:

Amaralina - em frente à Rua do Balneário, ao Edifício Atlântico e à Praça do Budião;

Armação - em frente ao Hotel Alah Mar e à Rua João Mendes da Costa;

Farol de Itapuã - em frente à Rua da Música/Rua K;

Flamengo - em frente à barraca Doce Vida;

Flamengo - em frente à barraca da Pipa, próximo ao Módulo Policial;

Lagoa de Abaeté - em frente à placa de fundação do parque;

Rio Vermelho - próximo à escada de acesso à praia, em frente à Igreja Nossa Senhora de Santana;

Stella Maris - em frente ao Hotel Grande Stella Maris.
 

 

O Inema recomenda evitar o contato com o mar em locais que apresentem manchas de coloração suspeita, durante períodos chuvosos e próximo a saídas de esgoto, rios urbanos, córregos e canais de drenagem.

 

O monitoramento avalia a qualidade da água para recreação de contato primário, quando há contato direto e prolongado com possibilidade de ingestão de quantidade significativa de água. As análises são realizadas semanalmente pelo Inema, com coleta de amostras pela manhã em áreas com maior concentração de banhistas.

MP abre investigação para apurar desmatamento ilegal da Caatinga no Centro-Sul Baiano

A Promotoria de Justiça Regional Especializada de Meio Ambiente (MP-BA) instaurou uma série de inquéritos civis para apurar denúncias de desmatamento ilegal no bioma Caatinga, situados no território dos municípios de Condeúba e Tremedal, situados no Centro-Sul Baiano. De acordo com as publicações obtidas pelo site Achei Sudoeste, parceiro do BN, as áreas afetadas ultrapassam 170 hectares de mata nativa destruída.

 

Os procedimentos têm como objetivo identificar as responsabilidades ambientais e adotar medidas para a reparação dos danos provocados ao ecossistema local. As apurações tomam como base normas do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) que regulam a tutela do meio ambiente e o combate a infrações contra a flora.

 

A maior parte dos casos concentra-se no município de Condeúba, onde quatro alvos distintos somam mais de 136 hectares de vegetação do bioma Caatinga retirados de forma irregular. Já em Tremedal, a apuração foca no desmatamento de mais de 37 hectares de área nativa.

 

Com a abertura dos inquéritos, o Ministério Público dará andamento às diligências para apurar a extensão do impacto ambiental e cobrar sanções legais e recomposição das áreas degradadas.

Inema aponta 24 pontos impróprios para banho nas praias de Salvador em novo boletim
Foto: Igor Santos / Secom PMS

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) classificou 24 pontos de praias de Salvador como impróprios para banho no Boletim de Balneabilidade nº 31/2026, divulgado nesta sexta-feira (25).

 

Confira os 24 pontos considerados impróprios:

  1. São Tomé de Paripe - em frente à casa Vila Maria, ao lado da rampa de acesso
  2. Tubarão - em frente ao conjunto habitacional abandonado, próximo à antiga fábrica de cimento
  3. Periperi - na saída de acesso à praia, após a travessia da via férrea
  4. Penha - em frente à barraca do Valença
  5. Bogari - em frente ao Colégio da Polícia Militar
  6. Bonfim - ao lado da quadra de esportes, em frente à rampa de acesso
  7. Pedra Furada - atrás do Hospital Sagrada Família
  8. Boa Viagem - ao lado do Forte Monte Serrat
  9. Roma - Rua Professor Roberto Correia, no fundo do Hospital São Jorge
  10. Canta Galo - atrás das antigas instalações da FIB, junto à rede coletora do Bahia Azul
  11. Marina Contorno - na Avenida Contorno, entre a Marina e o Restaurante do Amado
  12. Porto da Barra - na Avenida Sete de Setembro, em frente à Rua César Zama
  13. Santa Maria - em frente ao Mar Azul Hotel, próximo ao Hospital Espanhol
  14. Farol da Barra - em frente às escadas de acesso, na Rua Dias d'Ávila
  15. Farol da Barra - próximo ao Barra Vento, em frente à Avenida Oceânica
  16. Rio Vermelho - em frente à Rua Bartolomeu de Gusmão, ao lado da Rua Morro da Paciência
  17. Pituba - em frente à escada de acesso, próximo à Portinox e à Rua Paraíba
  18. Pituba - próximo à rampa de acesso, em frente ao Edifício Atlântico Empresarial e à Rua Paraná
  19. Boca do Rio - em frente ao posto Salva-Vidas
  20. Corsário - em frente ao posto Salva-Vidas
  21. Lagoa de Pituaçu - em frente à entrada do estacionamento do parque
  22. Piatã - em frente ao posto Salva-Vidas, próximo ao Clube Costa Verde
  23. Placafor - em frente ao posto Salva-Vidas
  24. Itapuã - próximo à escada de acesso, em frente à Rua Sargento Waldir Xavier

 

Pontos considerados próprios:

  1. Ondina - em frente à Rua Milton Santos, próximo ao posto BR e ao Hotel Bahia Sol
  2. Ondina - próximo ao Morro da Sereia, em frente ao Edifício Maria José
  3. Rio Vermelho - próximo à escada de acesso, em frente à Igreja Nossa Senhora de Santana
  4. Buracão - em frente às escadarias de acesso à praia
  5. Amaralina - fundo da Escola Cupertino de Lacerda, em frente ao painel de Bel Borba
  6. Amaralina - em frente à Rua do Balneário, ao Edifício Atlântico e à Praça do Budião
  7. Armação - em frente ao Hotel Alah Mar e à Rua João Mendes da Costa
  8. Patamares - em frente ao posto Salva-Vidas Patamares, próximo ao Coliseu do Forró
  9. Itapuã - em frente à Sereia de Itapuã
  10. Lagoa de Abaeté - em frente à placa de fundação do parque
  11. Farol de Itapuã - em frente à Rua da Música/Rua K
  12. Stella Maris - em frente ao Hotel Grande Stella Maris
  13. Flamengo - em frente à barraca Doce Vida
  14. Flamengo - em frente à barraca da Pipa, próximo ao Módulo Policial

 

O Inema recomenda evitar o banho de mar em dias chuvosos, devido ao risco de contaminação por detritos carregados pelas galerias pluviais. Também orienta que os banhistas não entrem na água perto de saídas de esgoto, canais de drenagem, desembocaduras de rios urbanos ou locais com manchas de coloração suspeita.

Estudo prevê até 13,3 mil mortes no Brasil com calor do Super El Niño; Bahia é citada 
Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil

O calor extremo causado pelo Super El Niño pode provocar milhares de mortes no Brasil, a maioria nas regiões Norte e Nordeste. Isso é o que diz o relatório do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago, divulgado nesta quarta-feira (23). O número, segundo o estudo, pode chegar a cerca de 13,3 mil.

 

"Há muito tempo, conseguimos prever os impactos das temperaturas nas colheitas e agora podemos prever o impacto no pior cenário possível: a morte", afirma Michael Greenstone, cofundador do Laboratório de Impacto Climático e professor na Universidade de Chicago.

 

O país deve ser o mais afetado na América Latina pelo fenômeno, caracterizado pelo aquecimento fora do normal das águas do Oceano Pacífico. Ao todo, são esperadas, até fevereiro de 2027, 451 mil mortes no planeta com a ocorrência mais intensa do El Niño nos últimos anos. As informações são da Agência Brasil.

 

"Esse número (...) inclui pais e filhos, avós e vizinhos, pessoas que vão trabalhar, cuidam de suas famílias e vivem suas vidas”, acrescentou o cientista norte-americano, ao alertar sobre a mortalidade.

 

Pela projeção dos cientistas, por causa do Super El Niño, que começou em junho de 2026, os dias extremamente quentes devem quase dobrar até fevereiro de 2027, ficando pelo menos 1,2 grau Celsius (ºC) acima do normal, em comparação com anos anteriores, o que pode se intensificar no verão.

 

Segundo o relatório, as regiões que tendem a ser as mais afetadas pelo Super El Niño estão concentradas no Sul global. O Brasil está entre os cinco países com maior número estimado de mortes, na quinta posição do ranking, segundo o relatório. O período mais crítico no país deve ser o verão, entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.

 

O levantamento chama atenção para estimativas mais altas de mortalidade no Norte e Nordeste, com destaque para o Pará, com a morte estimada de 2,3 mil pessoas, Maranhão, com mais 1,3 mil, além de Amazonas e Bahia, com 1,2 mil cada.

 

Em resposta à previsão, o Ministério da Saúde prevê a instalação de bases chamadas de Força Nacional do Sistema Único de Saúde, que contam com equipamentos e pessoal para atuar durante emergências e desastres.

Salvador terá nova microfloresta urbana com 3,6 mil mudas em frente ao Shopping da Bahia; entenda
Fotos ilustrativas: Bruno Concha / Secom da PMS / Redes Sociais

A implantação de uma nova área verde em Salvador transforma um terreno de 5 mil metros quadrados, em frente ao Shopping da Bahia (antigo Shopping Iguatemi), antes coberto por superfícies impermeáveis. O espaço reúne mais de 3.600 mudas de plantas e adota uma técnica de adensamento vegetal baseada em diferentes estágios de crescimento ecológico. O projeto, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), marca o Dia da Árvore, celebrado nesta segunda-feira (21 de setembro).

 

Essa iniciativa prevê a retirada do concreto, a preparação do solo e o plantio de espécies vegetais para criar um novo espaço verde na cidade. O projeto é semelhante a outro implantado em junho de 2026, na região das avenidas Gal Costa e Jayme Figura, onde foram plantadas 1.063 mudas nativas da Mata Atlântica em uma área de aproximadamente mil metros quadrados.

 

Apesar das características semelhantes, trata-se de uma nova intervenção, em outra localização. Com novos avanços na área, há a expectativa de que os benefícios ambientais da intervenção apareçam de forma progressiva, à medida que a vegetação se desenvolva nos próximos anos.

 

O QUE MUDA? 
De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias (BN), a expectativa é que os benefícios ambientais da intervenção apareçam de forma progressiva, à medida que a vegetação se desenvolva nos próximos anos.

 

Um dos principais objetivos da intervenção é a alteração da temperatura no entorno imediato da área. Conforme apurado pelo BN, "a microfloresta tem potencial para melhorar o microclima local à medida que a vegetação se desenvolve". "As árvores proporcionam sombra, reduzem a incidência direta da radiação solar sobre o solo e, por meio da evapotranspiração, ajudam a amenizar a temperatura nas proximidades da área vegetada".

 

ÁGUA E PLANTIO
A estimativa técnica é que esse efeito ganhe força conforme a cobertura do dossel (a copa das árvores) se feche. Outro ponto central da mudança na área é a alteração da permeabilidade do solo. Antes predominantemente impermeável, o terreno agora conta com terra exposta e raízes em crescimento.

 

A alteração busca aumentar a capacidade do solo de absorver a água das chuvas, reduzindo o volume que corre pela superfície e auxiliando na diminuição da carga sobre o sistema de drenagem urbana nos períodos de fortes chuvas.

 

O projeto não utilizou um plantio uniforme, mas sim uma combinação de plantas com ritmos de crescimento distintos:

  • Pioneiras (crescimento rápido): Pata-de-vaca, aroeira-pimenteira, sibipiruna, ingá, quaresmeira e manacá-da-serra foram inseridas para criar sombra e proteger o solo rapidamente.
  • Secundárias e Clímax (crescimento lento e duradouro): Espécies como jacarandá, ipê-branco, ipê-rosa, ipê-roxo, ipê-amarelo, acácia, pau-ferro, aldrago, canafístula, oiti e pau-brasil crescem sob a proteção das pioneiras e formarão a estrutura permanente da floresta.
  • Frutíferas: Foram incluídos pés de caju, araçá e jabuticaba.

 

Segundo a Prefeitura de Salvador ao BN, essa estrutura busca simular a dinâmica natural da floresta: "As pioneiras crescem mais rapidamente, ajudam a criar sombra e a melhorar as condições do ambiente. Com o tempo, as espécies de crescimento mais lento ganham espaço, aumentando a altura, a densidade e a complexidade da vegetação".

 

Foto ilustrativa: Bruno Concha / Secom PMS

 

A presença de árvores frutíferas e flores tende a atrair insetos polinizadores (como abelhas e borboletas), aves e pequenos animais. A gestão alega que "não se trata de uma 'invasão' de animais, mas da reconstrução gradual de um ambiente mais favorável à biodiversidade urbana".

 

Todo o projeto pressupõe que a evolução do espaço será monitorada ao longo do tempo. Conforme apurado, "existe uma preocupação no sentido de acompanhar a evolução ecológica da área", permitindo observar tanto o desenvolvimento da vegetação quanto o comportamento dos animais que passarem a ocupar o local.

Agricultura ganha 11 milhões de hectares em 41 anos na Mata Atlântica
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

A Mata Atlântica perdeu 9,7 milhões de hectares de vegetação madura entre 1985 e 2025, enquanto a área destinada à agricultura avançou cerca de 11 milhões de hectares no mesmo período. Os dados integram um levantamento do MapBiomas divulgado nesta segunda-feira (21), Dia da Árvore.

 

O estudo também aponta que aproximadamente um em cada quatro hectares de vegetação nativa existente atualmente no bioma corresponde a áreas que se regeneraram após terem sido desmatadas desde 1985.

 

As informações fazem parte da Coleção 11 dos mapas anuais de cobertura e uso da terra do Brasil, produzidos pelo MapBiomas, rede que reúne universidades, organizações não governamentais (ONGs) e empresas de tecnologia para acompanhar as transformações no território brasileiro. A série analisada compreende o período entre 1985 e 2025.

 

REGENERAÇÃO E NOVAS PERDAS

Segundo o levantamento, além dos 9,7 milhões de hectares de vegetação madura perdidos ao longo de 41 anos, a Mata Atlântica registrou o crescimento de mais de 8 milhões de hectares de vegetação secundária, formada em áreas que passaram por desmatamento e posteriormente voltaram a apresentar cobertura vegetal.

 

Apesar desse processo de regeneração, o desmatamento passou a atingir de maneira mais significativa justamente as áreas de vegetação secundária. Entre 2021 e 2025, foram suprimidos 1,2 milhão de hectares de vegetação nativa no bioma. Desse total, 700 mil hectares eram de vegetação secundária e 500 mil hectares correspondiam a vegetação madura.

 

Com isso, cerca de 60% da supressão registrada nos últimos cinco anos ocorreu em áreas de vegetação secundária.

 

Ao mesmo tempo, o levantamento identifica uma redução na supressão da vegetação nativa ao longo da série histórica. Desde os anos 2000, a área desmatada em cada período de cinco anos permaneceu abaixo de 2 milhões de hectares.

 

Rio de Janeiro e São Paulo foram os únicos estados que, segundo o MapBiomas, não registraram perda de vegetação nativa no acumulado dos 41 anos analisados.

 

A coordenadora técnica da Mata Atlântica do MapBiomas, Natália Crusco, ressaltou, em entrevista à Agência Brasil, a importância das áreas que passaram por regeneração, mas destacou a necessidade de impedir novas perdas de cobertura vegetal.

 

Segundo ela, a regeneração contribui para a recuperação do bioma por meio tanto da restauração quanto da recuperação natural de áreas degradadas. Natália também afirmou à Agência Brasil que é necessário evitar novos desmatamentos, tanto de vegetação madura quanto secundária, especialmente diante da fragmentação e do histórico de ocupação humana da Mata Atlântica.

 

AGRICULTURA AVANÇA SOBRE O BIOMA

Com aproximadamente 1,3 milhão de quilômetros quadrados, a Mata Atlântica é o bioma brasileiro com a menor proporção de vegetação nativa. Em 2025, a cobertura vegetal nativa correspondia a 32% de seu território, enquanto as áreas destinadas à agropecuária ocupavam 63%.

 

Dentro desse cenário, a agricultura respondia por aproximadamente 20,5 milhões de hectares, equivalentes a 19% da área total do bioma.

 

O crescimento ocorreu, em grande parte, sobre áreas anteriormente utilizadas como pastagens. De acordo com o MapBiomas, as pastagens perderam cerca de 11 milhões de hectares entre 1985 e 2025. A conversão dessas áreas para agricultura representou 19% das mudanças de cobertura e uso da terra registradas no período.

 

A soja foi uma das culturas que mais avançaram. Conforme dados do MapBiomas divulgados à Agência Brasil, a área ocupada pela cultura cresceu 8,7 milhões de hectares em 41 anos e chegou a 11,11 milhões de hectares em 2025, o equivalente a 4,6 vezes a área registrada em 1985.

 

A cana-de-açúcar também apresentou expansão expressiva, com aumento de 5 milhões de hectares e uma área total de 6,15 milhões de hectares em 2025, 5,3 vezes superior à registrada no início da série.

 

No ano passado, a Mata Atlântica concentrava 25% das áreas de soja, 50% das áreas de cana-de-açúcar, 68% das áreas de café e 34% das áreas de citrus mapeadas em todo o país. No caso do café, eram 833 mil hectares, enquanto o citrus ocupava 141 mil hectares.

 

SILVICULTURA TAMBÉM CRESCE

Outro destaque do levantamento é a expansão da silvicultura, atividade que registrou aumento de 3,8 milhões de hectares entre 1985 e 2025. A área chegou a 4,9 milhões de hectares no fim da série.

Em 2025, metade da área de silvicultura identificada em todo o Brasil estava localizada dentro da Mata Atlântica. Paraná e Santa Catarina concentravam, juntos, 46% das áreas destinadas à atividade no bioma.

 

ÁREAS URBANIZADAS CRESCEM

A expansão urbana também foi significativa no período analisado. Entre 1985 e 2025, as áreas urbanizadas da Mata Atlântica aumentaram 2,5 vezes, com acréscimo de 1,3 milhão de hectares.

 

Ao final da série, a área urbanizada do bioma chegou a 2,3 milhões de hectares. Segundo o MapBiomas, 52% de toda a área urbanizada identificada no Brasil em 2025 estava localizada na Mata Atlântica.

 

Em entrevista à Agência Brasil, o MapBiomas informou que mais de 80% dos municípios inseridos no bioma tinham menos de mil hectares de áreas urbanizadas em 2025. Apenas São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba ultrapassavam 30 mil hectares.

 

Os maiores aumentos absolutos de áreas urbanizadas entre 1985 e 2025 foram registrados nos estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais.
 

Voluntários retiram 165 kg de lixo de praia em Mar Grande e pedem avanço da coleta seletiva
Foto: Divulgação / Projeto Mares

Uma ação de limpeza de praia realizada pela ONG Socioambientalista PRÓ-MAR recolheu cerca de 165 quilos de resíduos na manhã deste sábado (19), na localidade de Mar Grande, na Ilha de Itaparica. Promovida pelo Projeto Mares em parceria com a Petrobras, a mobilização reuniu cerca de 40 voluntários e integrantes da iniciativa na retirada de embalagens, itens plásticos, espumas e até restos de móveis.

 

Todo o material recolhido no local foi destinar à coleta municipal. A atividade integrou as ações do World Cleanup Day (Dia Mundial da Limpeza), movimento global coordenado pela organização Let’s Do It World que faz parte do calendário oficial de Dias Internacionais das Nações Unidas.

 

A iniciativa na Ilha contou ainda com o suporte do Instituto Leme da Minha Vida, da Associação Amigos de Mar Grande e da Missão Praia Azul. Além de promover a despoluição direta do ecossistema costeiro, a campanha busca engajar a comunidade na conservação ambiental e alertar para a importância da reciclagem.

 

O coordenador-geral do Projeto Mares, Zé Pescador, enfatizou que grande parte do material retirado poderia ter sido reaproveitada, ressaltando a urgência do fortalecimento de políticas públicas voltadas à implementação gradual da coleta seletiva na região.

 

“A importância da campanha de hoje é gerar engajamento, mais participação comunitária e mostrar a importância de a gente manter o ambiente para a nossa qualidade de vida e para o desenvolvimento sustentável do lugar onde a gente vive”, afirma.

Inema aponta 12 pontos impróprios para banho nas praias de Salvador
Foto: Feijão Almeida / GOV-BA

Doze pontos das praias de Salvador foram classificados como impróprios para banho no boletim de balneabilidade divulgado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) nesta sexta-feira (18). A avaliação considera a presença da bactéria Escherichia coli, conforme as diretrizes do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

 

Confira os 12 pontos considerados impróprios:

  1. São Tomé de Paripe - em frente à casa Vila Maria, ao lado da rampa de acesso à praia
  2. Tubarão - em frente ao conjunto habitacional abandonado, próximo à antiga fábrica de cimento
  3. Periperi - na saída de acesso à praia, após a travessia da via férrea
  4. Penha - em frente à barraca do Valença
  5. Bogari - em frente ao Colégio da Polícia Militar (PM-BA)
  6. Bonfim - ao lado da quadra de esportes, em frente à rampa de acesso à praia
  7. Pedra Furada - atrás do Hospital Sagrada Família, em frente à ladeira que dá acesso à praia
  8. Boa Viagem - ao lado do Forte Monte Serrat, em frente ao muro lateral da Fundação Luís Eduardo Magalhães, junto à rampa de acesso à praia
  9. Farol da Barra - em frente às escadas de acesso à praia, na Rua Dias d'Ávila
  10. Farol da Barra - próximo ao Barra Vento e à escada de acesso à praia, em frente à Avenida Oceânica
  11. Rio Vermelho - em frente à Rua Bartolomeu de Gusmão, próximo à escada de acesso à praia, ao lado da Rua Morro da Paciência
  12. Boca do Rio - em frente ao posto Salva-Vidas
  13. Corsário - em frente ao posto Salva-Vidas

 

Pontos considerados próprios:

  1. Ondina - próximo à escada de acesso à praia, em frente à Rua Milton Santos, ao posto BR e ao Hotel Bahia Sol
  2. Ondina - próximo ao Morro da Sereia, em frente ao Edifício Maria José
  3. Pituba - próximo à rampa de acesso à praia, em frente ao Edifício Atlântico Empresarial e à Rua Paraná, atrás da praça onde funcionava o Clube Português
  4. Armação - em frente ao Hotel Alah Mar e à Rua João Mendes da Costa
  5. Patamares - em frente ao posto Salva-Vidas Patamares, próximo ao Coliseu do Forró e Caranguejo de Sergipe
  6. Flamengo - em frente à barraca Doce Vida
  7. Flamengo - em frente à barraca da Pipa, próximo ao Módulo Policial

 

O Inema recomenda evitar o banho de mar em dias chuvosos, devido ao risco de contaminação por detritos levados pelas galerias pluviais. Também é desaconselhado entrar na água próximo a saídas de esgoto, canais de drenagem, desembocaduras de rios urbanos ou em locais com manchas de cor suspeita.

Incêndio em depósito de óleo atinge área de vegetação em Vitória da Conquista
Foto: Divulgação / BBM-BA

Equipes do 7º Batalhão de Bombeiros Militar (7º BBM), sediado em Vitória da Conquista, combateram, na tarde desta quinta-feira (17), um incêndio em vegetação no Sítio São Pedro. A ocorrência foi registrada por volta das 16h18.

 

De acordo com as primeiras informações, no local estavam armazenados cerca de 50 galões de 200 litros contendo óleo queimado, material altamente inflamável.

 

 Segundo o Corpo de Bombeiros, o combate às chamas foi feito com uso de água e Líquido Gerador de Espuma (LGE), material utilizado em situações que envolvem risco de propagação em substâncias inflamáveis. Após aproximadamente duas horas de atuação, por volta das 18h33, o incêndio foi debelado e o rescaldo concluído.

 

Ninguém ficou ferido. Ainda serão investigadas as possíveis causas do incêndio. Também foram utilizadas 2 viaturas de combate ao fogo. O Corpo de Bombeiros orienta que, em caso de princípio de incêndio, os cidadãos deixem a área e procurem abrigo em local seguro.

Porto Seguro: Prefeitura paga R$ 10 por cada peixe-leão capturado para combater espécie invasora
Foto: Reprodução / Último Segundo

A prefeitura de Porto Seguro, município do Baixo-Sul da Bahia, começou a bonificar pescadores com R$ 10 por exemplar de peixe-leão capturado e entregue à colônia de pescadores Z-22.A medida faz parte de uma campanha de combate contra a espécie exótica que já marca presença no litoral sul da Bahia desde julho de 2025. O espécime de origem asiática é um predador voraz, não possui predadores na costa brasileira e se reproduz rapidamente, sendo apontado por biólogos como uma das espécies invasoras de maior risco à fauna baiana.

 

A medida ambiental entrou em vigor no mês de agosto. Ainda no mês passado, mais de 500 exemplares de peixe-leão foram pescados em Porto Seguro, rendendo mais de R$ 5 mil aos pescadores locais. O controle da espécie também representa um alívio à saúde pública do município, já que o peixe conta com 18 espinhos venenosos que podem causar náuseas, vômitos e convulsões. Apesar da periculosidade, o espécime é considerado uma iguaria gastronômica, sendo amplamente utilizado em moquecas de peixe.

 

Segundo a prefeitura do município, a medida de controle deverá se estender até o final de setembro. A captura na região é restrita a pessoas capacitadas e autorizadas. Os exemplares capturados são enviados para pesquisadores da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), onde passam por triagem, biometria e estudos sobre alimentação e habitat. 

 

Ronaldo Mansur critica localização do Polo de Camaçari e alerta para risco ambiental
Foto: Divulgação

O candidato ao Governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) criticou, nesta terça-feira (15), a forma como o Polo Petroquímico de Camaçari foi implantado e defendeu uma discussão sobre mudanças estruturais no complexo. Ele afirmou que o polo foi construído sobre um dos maiores aquíferos do estado.

 

Segundo Mansur, o reservatório, que possui importância para o abastecimento da região, estaria atualmente comprometido pelas atividades desenvolvidas no complexo industrial. O candidato também questionou a ausência de estudos e da participação de órgãos fiscalizadores durante a implantação.

 

“A gente sabe da importância econômica que tem o Polo Petroquímico de Camaçari, apesar de hoje não empregar tanta gente como se empregava anteriormente. Mas a construção do Polo de Camaçari foi um equívoco desde o processo da implantação, porque ele foi construído em cima de um dos maiores aquíferos da Bahia. E hoje nós temos um aquífero totalmente comprometido, inutilizado”, afirmou em entrevista à Rádio Sociedade.

 

O candidato da Federação PSOL/REDE avaliou ainda que a localização das fábricas representa risco de contaminação e disse que o projeto priorizou a geração de emprego e renda sem considerar adequadamente os impactos ambientais. “Foi um Polo construído sem nenhum planejamento, sem nenhuma responsabilidade apenas na linha do desenvolvimento que iria gerar emprego e renda, mas ignorando a parte ambiental”, finalizou.

Oceanos completam 100 dias de recordes de calor e temperatura segue alta
Foto: Nic Coury / AP Photo

 

Os oceanos completaram, em 10 de setembro, 100 dias de recordes de calor. Desde então, a temperatura da água permanece muito acima do normal, segundo dados da agência climática dos Estados Unidos (Noaa, no inglês).

 

A marca ocorre após agosto empatar com junho de 2023 como o mês mais quente já registrado e também registrar o recorde diário histórico de temperatura marinha. O calor extremo é resultado da combinação de um forte El Niño, iniciado em junho, com a mudança climática.

 

A estimativa preliminar da temperatura global da superfície do mar fora das regiões polares em 10 de setembro foi de 21,15°C. Na mesma data de 2015, ano de um El Niño muito forte, a temperatura era de 20,72°C.

 

As temperaturas globais dos oceanos estão 0,94°C acima da média de 1982 a 2010 para esta época do ano. O cenário atual ocorre após três anos em que as temperaturas da superfície marinha superaram, por ampla margem, os recordes anteriores.

 

No Brasil, a temperatura da superfície do mar aumentou 0,76°C entre 1985 e 2025, enquanto a cobertura de coral duro caiu cerca de 34% entre 2016 e 2024. Os corais, muito sensíveis às ondas de calor marinhas, sustentam cerca de um quarto de toda a vida marinha, e sua redução afeta também comunidades pesqueiras.

 

A redução das emissões de gases de efeito estufa, principalmente aquelas associadas a combustíveis fósseis e ao desmatamento, é apontada como principal medida para conter o aquecimento.

 

PERSPECTIVAS FUTURAS

A expectativa é que o oceano continue aquecido nos próximos meses, especialmente com o agravamento do El Niño. Um oceano mais quente fornece mais calor e umidade para a atmosfera, podendo intensificar chuvas e tempestades. A expansão térmica da água também contribui para a elevação do nível do mar.

Inema aponta 23 praias impróprias para banho em Salvador; confira a lista completa
Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) classificou 23 pontos do litoral de Salvador como impróprios para banho no Boletim de Balneabilidade nº 29/2026, emitido nesta sexta-feira (11). Entre os locais estão trechos de praias conhecidas como Porto da Barra, Itapuã, Farol da Barra, Rio Vermelho e Piatã. 

 

Confira os 23 pontos considerados impróprios:

  • São Tomé de Paripe - em frente à casa Vila Maria, ao lado da rampa de acesso à praia;
  • Tubarão - em frente ao conjunto habitacional abandonado, próximo à antiga fábrica de cimento;
  • Periperi - na saída de acesso à praia, após a travessia da via férrea;
  • Penha - em frente à barraca do Valença;
  • Bogari - em frente ao Colégio da Polícia Militar (PM-BA);
  • Bonfim - ao lado da quadra de esportes, em frente à rampa de acesso à praia;
  • Pedra Furada - atrás do Hospital Sagrada Família;
  • Boa Viagem - ao lado do Forte Monte Serrat, junto à rampa de acesso à praia;
  • Roma - na Rua Prof. Roberto Correia, junto à descida de acesso à praia;
  • Canta Galo - junto à rede coletora de esgotos do Bahia Azul;
  • Porto da Barra - em frente à Rua César Zama;
  • Santa Maria - em frente ao Mar Azul Hotel, próximo ao Hospital Espanhol;
  • Farol da Barra - em frente às escadas de acesso, na Rua Dias d’Ávila;
  • Farol da Barra - próximo ao Barra Vento, em frente à Avenida Oceânica;
  • Rio Vermelho - em frente à Rua Bartolomeu de Gusmão, próximo à Rua Morro da Paciência;
  • Armação - em frente ao Hotel Alah Mar;
  • Boca do Rio - em frente ao posto Salva-Vidas;
  • Corsário - em frente ao posto Salva-Vidas;
  • Lagoa de Pituaçu - em frente à entrada do estacionamento do parque;
  • Piatã - em frente ao posto Salva-Vidas, próximo ao Clube Costa Verde;
  • Placafor - em frente ao posto Salva-Vidas;
  • Itapuã - próximo à escada de acesso, em frente à Rua Sargento Waldir Xavier;
  • Itapuã - em frente à Sereia de Itapuã;
  • Lagoa de Abaeté - em frente à placa de fundação do parque.   


Pontos considerados próprios:

  • Marina Contorno - entre a Marina e o Restaurante do Amado;
  • Ondina - em frente à Rua Milton Santos;
  • Ondina - próximo ao Morro da Sereia;
  • Rio Vermelho - próximo à Igreja Nossa Senhora de Santana;
  • Buracão - em frente às escadarias de acesso;
  • Amaralina - em frente ao painel de Bel Borba;
  • Amaralina - em frente à Rua do Balneário e à Praça do Budião;
  • Pituba - em frente à Portinox e à Rua Paraíba;
  • Pituba - próximo à rampa de acesso, em frente ao Edifício Atlântico Empresarial;
  • Patamares - próximo ao Coliseu do Forró e Caranguejo de Sergipe;
  • Farol de Itapuã - em frente à Rua da Música;
  • Stella Maris - em frente ao Hotel Grande Stella Maris;
  • Flamengo - em frente à barraca Doce Vida;
  • Flamengo - em frente à barraca da Pipa.    


O Inema recomenda evitar o contato com o mar em locais que apresentem manchas de coloração suspeita, durante períodos chuvosos e próximo a saídas de esgoto, rios urbanos, córregos e canais de drenagem.

 

O monitoramento avalia a qualidade da água para recreação de contato primário, quando há contato direto e prolongado com possibilidade de ingestão de quantidade significativa de água. As análises são realizadas semanalmente pelo Inema, com coleta de amostras pela manhã em áreas com maior concentração de banhistas.

Lula critica gestão Jair Bolsonaro e diz que "basta um salafrário qualquer" para destruir políticas ambientais
Foto: Reprodução Redes Sociais

Em solenidade na tarde desta terça-feira (8) no Palácio do Planalto, para demarcação de Unidades de Conservação em alusão ao Dia da Amazônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez diversas críticas ao governo do seu antecessor, Jair Bolsonaro, especialmente na área de meio ambiente. 

 

No seu discurso, Lula criticou as medidas adotadas pelo governo Bolsonaro e disse que basta um “salafrário qualquer” para rapidamente destruir políticas ambientais que levam décadas para serem elaboradas e implementadas. 

 

“Agora, para destruir isso, é só um salafrário qualquer, que não gosta da questão ambiental, assumir o governo para ele destruir tudo”, disse Lula.

 

O presidente e candidato à reeleição afirmou que as políticas ambientais implementadas pelo seu governo foram construídas ao longo de anos, com reuniões e disputas entre diferentes áreas da administração pública. 

 

“A gente não pode esquecer. Dizem que nós temos memória curta, nós não podemos ter memória curta, porque, pra construir essas políticas que nós estamos anunciando aqui, levou anos, anos de reuniões entre o Ministério do Meio Ambiente, a Casa Civil, o Ministério do Transporte, foram anos e muita briga”, explicou.

 

Lula voltou a fazer referência ao governo Bolsonaro ao criticas políticas adotadas naquele período. 

 

“A menos de quatro anos atrás, a gente tava chorando, porque o discurso era, sabe, vamos quebrar a cerca para passar o gado. Esse era o discurso de quatro anos atrás. A gente não pode esquecer”, reiterou o presidente.

 

Em sua fala de 13 minutos, o presidente Lula não citou a atual crise institucional do Supremo Tribunal Federal, e nem tampouco a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. 

 

O evento no Palácio do Planalto marcou a assinatura de decretos que criam quatro Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) no Amazonas e ampliam o Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí. A cerimônia também contou com a assinatura de contratos de concessão florestal, de um termo de fomento à sociobioeconomia e de aportes financeiros do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 
 

Prefeitura de Salvador aprova licença ambiental para novo cemitério vertical e crematório em São Cristóvão
Foto: Reprodução / Google Street View

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur) oficializou a concessão da Licença Ambiental Unificada para a construção do "Cemitério Memorial Salvador". O complexo, gerido pela empresa Memorial Salvador Planos Funerários Ltda., abrigará um cemitério vertical e um crematório no bairro de São Cristóvão. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município.

 

Localizado na Avenida Aliomar Baleeiro, o empreendimento ocupará um terreno de 14.600 m², dos quais 1.772,11 m² serão de área construída. A autorização ambiental tem validade de quatro anos, mas o início das obras e a futura operação do espaço estão vinculados ao cumprimento de 38 condições técnicas, urbanísticas e sanitárias impostas pelo poder público.

 

RIGOR AMBIENTAL E SANITÁRIO
Devido à natureza do empreendimento, o documento estabelece exigências de controle ambiental. Para o funcionamento do crematório, a empresa será obrigada a implantar um programa de monitoramento contínuo das emissões atmosféricas. Laboratórios credenciados deverão realizar medições periódicas nas chaminés para garantir que a liberação de gases (como monóxido de carbono e óxidos de nitrogênio), material particulado e odores permaneça dentro dos limites legais.

 

Outro ponto de atenção é a segurança no sepultamento vertical. O projeto exige a apresentação anual de laudos técnicos que atestem a integridade estrutural e a  impermeabilidade dos lóculos funerários (gavetas). O objetivo é comprovar a total vedação das estruturas, impedindo qualquer vazamento de líquidos oriundos do processo de decomposição (coliquação).

 

O tratamento de água e esgoto também recebeu diretrizes específicas. A concessionária deverá instalar um sistema individual de tratamento que comporte com segurança os efluentes sanitários convencionais e os resíduos líquidos gerados pelas atividades de tanatopraxia (preparação técnica dos corpos).

 

IMPACTO URBANO E VIZINHANÇA
Para minimizar os transtornos aos moradores de São Cristóvão e arredores durante a construção e operação, a Sedur determinou medidas de controle de impacto de vizinhança. A empresa deverá:

  • Controlar rigorosamente a emissão de ruídos;

  • Implantar sinalização e organizar o trânsito local para evitar congestionamentos, restringindo operações de carga e descarga nos horários de pico;

  • Criar e manter um canal direto de comunicação com a comunidade para esclarecimento de dúvidas e registro de demandas;

  • Garantir o descarte e tratamento adequado de todos os resíduos perigosos e da construção civil.

 

CONTRAPARTIDAS DE SUSTENTABILIDADE
A licença também recomenda contrapartidas urbanas ao município. Entre elas, destaca-se a exigência de que as áreas de estacionamento tenham, no mínimo, 50% de piso permeável, favorecendo a drenagem da água da chuva. Há, ainda, a recomendação para que a empresa financie, em articulação com a Secretaria de Sustentabilidade (Secis), a criação ou revitalização de uma área pública de lazer, como uma praça ou parque naturalizado no entorno do projeto.

 

A Sedur ressalta, por fim, que a licença concedida atesta a viabilidade ambiental do projeto na esfera municipal. O início efetivo das obras, contudo, só poderá ocorrer após a emissão do Alvará de Construção e das demais autorizações obrigatórias, como o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e outorgas de uso hídrico.

Leonardo DiCaprio abre álbum de visita ao Brasil e faz alerta: "Proteger a Amazônia é proteger o futuro do planeta"
Foto: Instagram

O ator Leonardo DiCaprio abriu o álbum de viagem pelo Brasil nas redes sociais e compartilhou com os seguidores como foi a passagem pelo país na última semana, que rendeu encontros com lideranças indígenas e com o presidente Lula.

 

Em uma postagem feita no Instagram, o artista falou sobre a experiência no Pantanal. Ativista das causas ambientais, o ator se hospedou com amigos na Fazenda Caiman, em Miranda, na região do Mato Grosso do Sul, espaço conhecido por servir como base para pesquisas e atividades de instituições que estudam espécies na região.

 

Fundador da Re:wild, organização não governamental (ONG) ambiental, que tem como foco a conservação e restauração de áreas selvagens para combater as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade, DiCaprio esteve com o cacique Raoni Metuktire, Cacique Tapi Yawalapiti e e a Liderança Feminina Watatakalu Yawalapiti do Território Indígena do Xingu TIX.

 

"Nos últimos anos, o Brasil tem empreendido esforços incríveis para proteger a Amazônia e outros ecossistemas únicos, liderados por povos indígenas, ONGs locais e o governo. Tenho orgulho de ter visitado alguns dos defensores que atuam na linha de frente e que são apoiados pela minha organização, a Re:wild".

 

De acordo com o presidente Lula, o encontro do artista no Planalto teve duração de 40 minutos e o ator pôde ouvir sobre os impactos das mudanças climáticas e as iniciativas do governo brasileiro de proteção ao meio ambiente.

 

"O Brasil é fundamental para o futuro do planeta, com ecossistemas extraordinários e povos indígenas e comunidades locais que os protegem há gerações. [..] Proteger a Amazônia, o Pantanal e o Cerrado é proteger os povos indígenas, e o futuro do planeta", diz a postagem do ator.

Ministra Margareth Menezes presenteia DiCaprio com arte brasileira em encontro com Lula: "Tesouro da nossa identidade"
Foto: Ricardo Stuckert/ PR

O ator norte-americano Leonardo DiCaprio foi presenteado pela ministra da Cultura e cantora Margareth Menezes durante o encontro na última quarta-feira (2) no Palácio do Planalto, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

O presente escolhido para a estrela de Hollywood foi uma obra de arte popular do Museu do Pontal, no Rio de Janeiro. A informação foi compartilhada pela ministra e pelo secretário executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares.

 

"De presente, demos a ele um pedaço da nossa identidade. Um verdadeiro tesouro da nossa identidade, que preserva a genialidade da arte popular brasileira."

 

 

Ativista das causas ambientais, o ator se hospedou com amigos na Fazenda Caiman, em Miranda, na região do Pantanal do Mato Grosso do Sul, espaço conhecido por servir como base para pesquisas e atividades de instituições que estudam espécies na região.

 

Durante o encontro com o presidente, que durou cerca de 40 minutos, DiCaprio pôde ouvir sobre os impactos das mudanças climáticas e as iniciativas do governo brasileiro de proteção ao meio ambiente, com redução recorde do desmatamento, enfrentamento ao garimpo ilegal e demarcação de terras indígenas.

 

De acordo com relato feito por Lula nas redes sociais, o artista relatou sobre como conheceu o Xingu, há 25 anos, e falou sobre a amizade com o cacique Raoni.

 

A reunião ainda contou com a presença dos ministros Eloy Terena (Povos Indígenas) e João Paulo Capobianco (Meio Ambiente), além do diretor da Re:wild no Brasil, Rodrigo Medeiros; e na América Latina, Christopher Jordan.

Câmara aprova projeto de Valmir Assunção que incentiva práticas agrícolas ambientalmente sustentáveis
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Por meio de votação simbólica, foi aprovado no plenário da Câmara dos Deputados, na sessão plenária desta quarta-feira (2), o projeto de lei nº 3.904/2023, que institui a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. O projeto, de autoria do deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), segue agora para ser apreciado pelo Senado. 

 

Deputados da oposição tentaram retirar o projeto da pauta da sessão desta quarta, mas requerimento neste sentido foi rejeitado pela maioria. Também foi derrotado pela maioria um destaque apresentado pela oposição para modificar pontos do texto do relator, deputado Padre João (PT-MG).

 

O projeto foi batizado pelo deputado Valmir Assunção como “Lei Anna Primavesi”, que foi uma engenheira agrônoma, pesquisadora e professora austríaca radicada no Brasil, considerada uma das maiores pioneiras mundiais da agroecologia e da agricultura orgânica. Anna Primavesi faleceu em 2020 e foi grande referência científica para movimentos sociais que reivindicam a produção de alimentos saudáveis. 

 

“A inspiração veio da experiência da Bahia, depois que o governador instituiu a Política Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica. Entregamos à sociedade diretrizes importantes para a promoção da alimentação saudável que independe de governos. Torna-se política de Estado”, comemorou Valmir Assunção após a aprovação da proposta.

 

A proposição do deputado baiano fomenta práticas agrícolas ambientalmente sustentáveis, amplia a oferta de alimentos saudáveis e apoia a transição de sistemas produtivos menos dependentes de insumos químicos. O texto estabelece diretrizes amplas para o setor, como o fortalecimento de mercados locais e circuitos curtos de comercialização, o incentivo a energias renováveis no campo, a valorização de sementes crioulas e saberes tradicionais, e a promoção da igualdade entre homens e mulheres na agricultura familiar.

 

Entre os principais instrumentos previstos no texto está a criação do PLANAPO (Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica), que deverá ser incorporado ao Plano Plurianual e à Lei de Diretrizes Orçamentárias. A proposta também institui linhas de crédito específicas, seguro para a agricultura familiar, compras públicas preferenciais de produtos orgânicos, incentivos fiscais e um sistema participativo de certificação agroecológica.

 

“Além disso, o projeto cria o Conselho Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO), com participação paritária entre governo e sociedade civil, e a Câmara Interministerial de Agroecologia e Produção Orgânica (CIAPO), responsável por articular a implementação entre os órgãos federais e os entes subnacionais. Iniciativas concretas de participação popular, uma grande conquista dos movimentos sociais de luta por terra e território”, complementa o deputado Valmir Assunção.

 

Segundo o texto aprovado pelos deputados, está prevista a criação de um sistema participativo de certificação da produção agroecológica. O selo será destinado prioritariamente a agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais e empreendimentos solidários.

 

Ainda de acordo com o PL 3904/23, o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo) será coordenado pela Câmara Interministerial de Agroecologia e Produção Orgânica em cooperação com estados e municípios. A sociedade civil participará da elaboração e acompanhamento do plano por meio do Conselho Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica.
 

VÍDEO: Ronaldo Mansur promete endurecer fiscalização ambiental e diz que não vai “afrouxar um milímetro” para empresas
Foto: Fernando Duarte / Bahia Notícias

O candidato ao governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) defendeu o fortalecimento dos órgãos de fiscalização ambiental e criticou a atuação do governo estadual durante sabatina na TV Aratu. Para ele, a Bahia vive uma “verdadeira tragédia ambiental”. Em resposta a pergunta do editor-chefe do Bahia Notícias, Fernando Duarte, sobre a situação da Baía de Todos-os-Santos, o candidato citou o bloqueio judicial de mais de R$ 300 milhões de empresas responsabilizadas pela contaminação da região.

 

Segundo Mansur, comunidades tradicionais estão entre as mais afetadas. “A maioria dessas pessoas que são atingidas são pessoas pretas, são pessoas quilombolas”, afirmou, ao citar moradores da Ilha de Maré, Ilha de Paramana e Ilha de Bom Jesus.

 

O candidato também criticou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), pela condução das questões ambientais. Para enfrentar o problema, Mansur prometeu reforçar o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). O candidato ainda afirmou que pretende mudar a composição do secretariado caso seja eleito. "Secretários incompententes, como esse, não farão parte do meu quadro de governo", afirmou.

 

Na relação com empresários, Mansur disse que não pretende flexibilizar normas ambientais para facilitar investimentos. “A relação que nós teremos com os empresários será uma relação dentro da lei. O empresário que quiser investir na Bahia, ele será bem-vindo. Agora terá que cumprir as leis ambientais”, acrescentou.

 

Mansur reforçou que a proteção ambiental será prioridade em seu eventual governo. “Nós não iremos afrouxar um milímetro para agradar o empresariado. Em primeiro lugar está o meio ambiente”, concluiu.

 

ASSISTA:

Janja e Leonardo DiCaprio discutem pautas ambientais em encontro no Planalto
Foto: Reprodução / Instagram @janjalula

A primeira-dama, Janja Lula da Silva, compartilhou nas redes sociais registros da reunião que teve com Leonardo DiCaprio nesta quarta-feira (2). O ator norte-americano esteve no Palácio do Planalto para discutir pautas ambientais no encontro que contou também com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes.

 

 

"Cuidar da floresta é também cuidar de quem vive e luta por ela. Hoje, conversei com Leonardo DiCaprio sobre o papel fundamental das mulheres na preservação dos nossos territórios e sobre como a bioeconomia pode gerar trabalho, renda e desenvolvimento sem destruir a natureza", escreveu Janja na legenda da publicação feita no Instagram.

 

Segundo a esposa do presidente Lula, discutiram-se temas como a Amazônia, povos indígenas, o combate às mudanças climáticas e "a importância de unir governo, comunidades e sociedade na construção de um futuro sustentável." O ator levou para casa ainda uma lembrança fotográfica do líder indígena brasileiro da etnia caiapó, Cacique Raoni, feita por Ricardo Stuckert.

 

"Seguimos juntos na defesa da nossa floresta e de quem cuida dela", finalizou Janja.

 

Leonardo DiCaprio possui uma atuação de anos nas causas ambientais, enquanto o presidente Lula tem dado destaque à pauta em seus últimos pronunciamentos.

Hilton Coelho celebra criação de Unidade de Conservação na Chapada Diamantina
Foto: Divulgação / PSOL

O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL), autor do projeto que propôs a criação da Unidade de Conservação da Serra da Chapadinha, comemorou a assinatura do decreto pelo governador Jerônimo Rodrigues. A oficialização foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (1°).

 

A área, que abrange os municípios de Itaetê, Ibicoara e Mucugê, na região da Chapada Diamantina, é considerada estratégica para a proteção das nascentes, da biodiversidade e dos recursos naturais da região.

 

Para o deputado, a assinatura representa uma conquista para todos que participaram dessa luta. “É uma vitória importante para a Bahia e, principalmente, para quem há anos luta pela proteção da Serra da Chapadinha. Estamos falando de um território fundamental para as águas, para a biodiversidade e para as comunidades da região. A criação da Unidade de Conservação é um passo concreto para garantir que esse patrimônio seja preservado”, afirmou.

 

A criação da unidade é resultado de uma mobilização que contou com a participação de comunidades, ambientalistas e organizações da sociedade civil. Autor do projeto e atuante na defesa da Serra da Chapadinha, Hilton Coelho também vem cobrando do Governo do Estado a efetivação da medida, inclusive por meio de ações e manifestações públicas do mandato.

 

Hilton destacou ainda que a proteção da Serra tem impacto direto na segurança hídrica e na conservação ambiental da Chapada Diamantina. “Proteger a Serra da Chapadinha é cuidar das nascentes, da biodiversidade e da vida. Depois de tanta mobilização e de muita cobrança para que essa proteção saísse do papel, hoje temos um motivo para comemorar. É uma conquista das comunidades, dos ambientalistas e de toda a sociedade baiana”, concluiu o deputado.

Jerônimo diz que unidade de conservação deve reduzir conflitos entre ambientalistas e mineradoras
Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou sobre o decreto que cria a Unidade de Conservação na Serra da Chapadinha. Em entrevista à imprensa nesta terça-feira (1º), o gestor estadual afirmou que a medida tem como objetivo proteger a biodiversidade local, a mata da Chapada e as nascentes de água, além de fomentar o turismo sustentável e a geração de emprego e renda para a população.

 

Segundo ele, a unidade foi criada para ordenar e organizar o uso da terra, conciliando atividades turísticas e negócios com a preservação ambiental. A medida também deve contribuir para minimizar o histórico de conflitos entre ativistas ambientais e empresas mineradoras da região.

 

“Ter uma unidade de conservação ordena e organiza a exploração para o turismo, a exploração de negócios, com a proteção do patrimônio que ali está. Então, a publicação hoje no Diário Oficial nos garante fazer um plano adequado, com a responsabilidade que temos com o meio ambiente, e garantir, assim, a proteção do nosso patrimônio ambiental”, observou durante a reunião de prefeitos na União dos Municípios da Bahia para discutir prevenção dos efeitos do El Niño nos municípios. 

 

O petista também falou sobre a chegada do fenômeno El Niño à Bahia. Ele alertou que o fenômeno prejudica produtores de todos os portes, mas afeta de forma mais severa os pequenos agricultores. Na ocasião, Jerônimo apresentou medidas compensatórias em parceria com o Governo Federal, além do uso de consórcios para o fornecimento de máquinas, entre outras ações.

 

“O efeito do El Niño não escolhe pequeno, médio ou grande [produtor]. Cria prejuízos para os grandes, mas é claro que ataca mais os pequenos, que não têm a capacidade de investimento em sistemas de irrigação ou tecnologias. Então, é claro que o pagamento é para todo mundo, mas os pequenos e os mais pobres precisam de uma ação compensatória. Em anos anteriores, com o El Niño, o Governo Federal criou uma bolsa para os municípios, em um valor que pudesse compensar”, explicou.

Após cobrança em debate, governo publica decreto que cria refúgio de preservação da Serra da Chapadinha
Foto: Reprodução

O Governo da Bahia publicou nesta terça-feira (1º) o decreto que estabelece a criação do Refúgio de Vida Silvestre Serra da Chapadinha, unidade de conservação de proteção integral situada em municípios da Chapada Diamantina. O refúgio está localizado nos municípios de Itaeté, Ibicoara, Mucugê e Iramaia, no Estado da Bahia.

 

O ato tem como objetivo preservar a biodiversidade regional, proteger ecossistemas nativos, recursos hídricos e garantir a reprodução de espécies locais e migratórias. Segundo a publicação efetuada no Diário Oficial do Estado (DOE), a gestão da área ficará sob responsabilidade do Instituto Do Meio Ambiente E Recursos Hídricos (INEMA). 

 

O órgão deverá  instituir um conselho consultivo e elaborar um plano de manejo em até cinco anos. A medida regulamenta também a permissão para pesquisas científicas e educação ambiental. O decreto proíbe atividades predatórias, como a caça e a mineração e assegura a manutenção de propriedades privadas e assentamentos pré-existentes, desde que suas práticas sejam sustentáveis e compatíveis com as metas de conservação ambiental. 

 

O decreto chega após cobranças realizadas ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) no primeiro debate para governador da Bahia em 2026, exibido pela Band no dia 9 de agosto. Questionado pelo candidato Ronaldo Mansur, ele assumiu o compromisso de criar uma unidade de conservação na Serra da Chapadinha, localizada na porção sul da Chapada Diamantina. 

 

As informações apresentadas mostraram que a proposta abrange cerca de 18 mil hectares. O local abriga nascentes vitais para o Rio Una e a Bacia do Rio Paraguaçu, responsável por abastecer Salvador e dezenas de municípios. Anteriormente, o governador declarou que dará prosseguimento à criação da unidade quando o documento retornar ao seu gabinete. "Assim que chegar à minha mão, vai ser criada a unidade de conservação da Serra da Chapadinha", afirmou.

 

Jerônimo também declarou que a área deverá contar com um plano de gestão. Entre as finalidades citadas pelo governador está a proteção da fauna silvestre, apresentada como um dos eixos da futura administração do território. "São 18 mil hectares, e eu espero que nessa área possamos fazer um plano de gestão da fauna", disse.

 

Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, o deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) cobrou do governador Jerônimo Rodrigues (PT) a publicação do decreto estadual. 

 

“Jerônimo, você se comprometeu, no último debate de TV, a baixar, em uma semana, o decreto para proteger a Serra da Chapadinha. Queria perguntar: cadê o decreto, governador?”, cobrou o parlamentar.

 

Hilton Coelho também relembrou que o local é apontado por especialistas como uma das principais áreas de recarga hídrica da Bahia.

 

“Queria aproveitar, porque tem gente que não sabe, mas a água que se bebe em Salvador é produzida, em grande medida, em uma região que é uma grande ‘caixa-d’água’. Mas querem colocar uma mineradora nas nascentes, o que significa que podemos viver, de forma generalizada, a tragédia que ocorre em Caetité. Precisamos entender o exemplo de Marcos e Alcione, ativistas que estão colocando suas vidas em risco para proteger a água que bebemos. O poder público precisa ter esse compromisso.” afirmou aos apresentadores Maurício Leiro e Rebeca Menezes.

Prefeitura de Salvador concede licença para estação de resíduos em Canabrava para a Battre
Foto: Divulgação / BATTRE

Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur) autorizou o funcionamento da estação de transbordo de resíduos sólidos urbanos da empresa BATTRE, localizada no bairro de Canabrava, por mais quatro anos. A decisão foi formalizada em decreto publicado no Diário Oficial do Município.



Para garantir que a operação não prejudique o meio ambiente e a vizinhança, a prefeitura impôs uma série de exigências rigorosas. O local, que tem capacidade para receber e repassar até 3.200 toneladas de lixo por dia, funciona como um ponto intermediário onde os caminhões de coleta descarregam os resíduos antes de eles serem levados ao destino final.



Para garantir o bem-estar da comunidade do entorno, uma das principais regras estabelecidas é que o lixo coletado não pode ficar armazenado na estação por mais de 24 horas, medida para evitar a proliferação de mau cheiro. Além disso, a BATTRE é obrigada a manter um canal de comunicação direto e constante com os moradores num raio de 500 metros. Isso inclui a realização de pesquisas de opinião anuais com a vizinhança para avaliar especificamente os níveis de odor e garantir que o ar nas imediações mantenha uma boa qualidade.

 

O decreto também impõe responsabilidades estruturais e de controle à empresa. Todos os líquidos gerados pelo lixo, o chamado chorume, devem ser rigorosamente controlados para evitar vazamentos e enviados para tratamento em empresas especializadas. A prefeitura exigiu ainda que o pátio interno seja lavado pelo menos três vezes por semana. No aspecto da sustentabilidade, a BATTRE precisará realizar a coleta seletiva dentro da unidade, destinando os recicláveis prioritariamente para cooperativas reconhecidas, e implementar um sistema de logística reversa para o descarte adequado de produtos perigosos, como pilhas, baterias, pneus e lâmpadas fluorescentes.

 

A segurança dos trabalhadores e o controle da poluição completam o pacote de exigências da licença. A empresa deverá fornecer e fiscalizar o uso de equipamentos de proteção individual, além de promover a educação ambiental de seus funcionários. O monitoramento de ruídos das máquinas, da qualidade do ar e da fumaça preta emitida pelos caminhões deverá ser comprovado por meio de relatórios periódicos. Para evitar acidentes e contaminações do solo, ficou proibido o abastecimento ou a troca de óleo de máquinas e veículos dentro da estação. A manutenção da licença pelos próximos quatro anos dependerá da comprovação contínua de que a BATTRE está cumprindo todas essas condições

Redução da vegetação nativa no Brasil expõe país a eventos extremos do El Niño, diz estudo
Foto: Agência Brasil

Apesar da redução no desmatamento observada nos anos mais recentes, no acumulado dos últimos 41 anos o Brasil viu sua cobertura de vegetação nativa cair de 79% para 65% entre 1985 e 2025. O estudo foi divulgado nesta quarta-feira (12) na Coleção 11 dos mapas anuais de cobertura e uso da terra do Brasil do MapBiomas.

 

O retrato apresentado revela uma paisagem em que áreas naturais continuam a ser reduzidas em detrimento dos usos antrópicos e ficam expostas aos efeitos de extremos climáticos, como secas e enchentes, fenômenos agravados em anos de El Niño.

 

Os dados históricos de precipitação mostram que os biomas brasileiros têm registrado secas ou chuvas cada vez mais intensas em anos com El Niño de maior intensidade, como o que se espera em 2026. 

 

A comparação dos dados da série histórica de cobertura e uso da terra do MapBiomas com as anomalias de precipitação (mm) entre os meses de setembro e novembro durante três eventos recentes de forte El Niño (1997/98, 2015/16, 2023/24) revela que a redução de chuvas vem se agravando, com exceção do Pampa e da região sul da Mata Atlântica, onde há um aumento da precipitação.  

 

Os dados apontam diferenças regionais desses efeitos sobre as áreas com vegetação nativa e as áreas com uso agropecuário. A Amazônia apresentou o maior déficit de precipitação entre os biomas nos três eventos de El Niño analisados. No último El Niño (2023/2024), a maior redução de chuvas foi observada nas áreas de agropecuária no bioma Amazônia (178 mm abaixo da média climatológica). 

 

No Cerrado e na porção norte da Mata Atlântica, a seca se acentua a cada novo evento de El Niño, principalmente nas áreas de vegetação nativa. No Pantanal, o último El Niño teve efeito pronunciado na redução das precipitações, sendo que 2024 foi o ano mais seco da série histórica mapeada.

 

Os eventos de El Niño produziram excesso recorrente de chuva no Sul do Brasil, considerando as anomalias de precipitação entre setembro e novembro. No Pampa, foi constatado que o excesso de chuvas foi maior nas áreas agropecuárias do que nas áreas de vegetação nativa em dois eventos de El Niño analisados.

 

“Esse excesso de chuvas nas áreas agropecuárias provoca, em muitos casos, perdas nas lavouras e erosão dos solos agrícolas, o que é agravado pela redução da vegetação nativa que atua na proteção do solo e na maior infiltração da água da chuva”, explica Eduardo Vélez, da equipe do Pampa no MapBiomas.

 

Ao longo de 41 anos, cerca de um terço (33%) do território brasileiro sofreu pelo menos uma mudança de cobertura e uso da terra, e 67% permaneceu estável. Na comparação direta entre os anos de 1985 e 2025, quase um terço (28%) do Brasil passou por transições na cobertura e no uso da terra, variando entre biomas e dentro de cada bioma. 

 

Nessa análise, considera-se que uma área teve transição quando a classificação em 2025 difere da de 1985 e é classificada como estável quando as classes coincidem nestes dois anos, independentemente de mudanças ao longo do tempo. 

 

As transições registradas englobam, por exemplo, ganho ou redução de superfície de água, o avanço antrópico sobre áreas naturais (e vice-versa), bem como a alternância entre diferentes usos da terra. A área com transições nesse período chega a 241 milhões de hectares, dos quais 56% (136 milhões de hectares) foram de vegetação nativa convertida para áreas de agropecuária. 

 

Essa é a principal transição de cobertura e uso da terra na Amazônia (55 milhões de hectares, que equivalem a 83,6% de todo o território modificado no bioma), Cerrado (52 milhões de hectares, ou 59,4% da área total de transições no período), Caatinga (14,1 milhões de hectares, ou 58,9%) e Pampa (4 milhões de hectares, ou 44,1%). 

 

Por outro lado, Caatinga e Mata Atlântica destacam-se por apresentarem as maiores áreas de transição de uso agropecuário para vegetação nativa, totalizando 4,4 milhões de hectares (18,2% do total das transições na Caatinga) e 6,2 milhões de hectares (13,6% na Mata Atlântica).

 

A Mata Atlântica registrou ainda a maior proporção de expansão da silvicultura, que adicionou 4,1 milhões de hectares (9,1% de toda a área transicionada do bioma entre 1985 e 2025). Por sua vez, a conversão de pastagens para a agricultura consolidou-se com maior expressividade no Cerrado (8,8 milhões de hectares; 10% da área transicionada no bioma) e na Mata Atlântica (8,5 milhões de hectares; 18,8%). 

Novo Marco do Saneamento: 388 cidades ainda mantêm lixões a céu aberto na Bahia
Fotos: Reprodução / MP-BA

O prazo do Novo Marco do Saneamento expirou há quase dois anos, mas 93% das cidades baianas continuam destinando resíduos de forma irregular. O Ministério Público endurece fiscalização, prefeitos alegam falta de recursos e catadores cobram inclusão produtiva para evitar colapso social.

 

O cronômetro zerou em 2 de agosto de 2024, quando terminou o prazo definitivo estabelecido pelo Novo Marco Legal do Saneamento para que todos os municípios brasileiros eliminassem os lixões a céu aberto. Na Bahia, porém, a realidade pouco mudou. Levantamento do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) aponta que 388 dos 417 municípios baianos, cerca de 93% do total, ainda realizam a destinação inadequada dos resíduos sólidos urbanos. Apenas 29 cidades encaminham corretamente seus rejeitos para aterros sanitários licenciados.

 

Os números colocam a Bahia entre os estados com maior passivo na área e revelam um problema que extrapola a questão ambiental. A permanência dos lixões representa risco à saúde pública, contaminação do solo e dos lençóis freáticos, emissão de gases de efeito estufa e, ao mesmo tempo, sustenta economicamente milhares de famílias que sobrevivem da coleta de materiais recicláveis.

 

Diante do cenário, o MP-BA passou a intensificar uma estratégia de atuação baseada em acordos de encerramento humanizado dos lixões, mas deixa claro que o período de tolerância terminou. "O encerramento do prazo legal representou um marco importante. A partir desse momento, a manutenção de lixões deixou de ser uma questão de adequação futura e passou a configurar uma situação objetiva de desconformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos e com o Novo Marco Legal do Saneamento", afirma o coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (Ceama), promotor Augusto César Carvalho de Matos.

 

O promotor ressalta que a prioridade do Ministério Público continua sendo buscar soluções consensuais, mas alerta que municípios que permanecerem inertes passarão a responder judicialmente. "Quando o município deixa de apresentar solução técnica consistente, descumpre injustificadamente os compromissos assumidos ou permanece inerte diante de uma obrigação legal já vencida, as Promotorias de Justiça adotam as medidas cabíveis, inclusive o ajuizamento de ações civis públicas, a execução de termos de ajustamento de conduta e a responsabilização dos agentes públicos nas esferas civil, administrativa e, quando presentes os requisitos legais, criminal."

 

 

NEGOCIAÇÕES
Ao invés de promover uma judicialização imediata, o MP-BA criou o Programa de Encerramento Humanizado dos Lixões, que estabelece cronogramas de adequação para as prefeituras. Até agora, 20 municípios participaram do primeiro ciclo de pactuação, enquanto outros 22 municípios da região de Feira de Santana já executam a mesma metodologia, que deverá ser expandida para outras regiões do estado.

 

Os acordos não se limitam ao fechamento físico dos lixões. Eles determinam uma série de medidas obrigatórias, entre elas:

  • Isolamento e controle de acesso à área de descarte;

  • Interrupção definitiva da disposição de novos resíduos;

  • Encaminhamento dos rejeitos para aterros licenciados;

  • Cadastramento e inclusão dos catadores;

  • Implantação da coleta seletiva;

  • Recuperação ambiental das áreas degradadas;

  • Criação de mecanismos que garantam sustentabilidade financeira ao serviço.

 

Segundo Augusto César, o prazo inicial de 90 dias previsto para medidas emergenciais ainda está sendo acompanhado. "Já é possível observar mobilização administrativa e avanços concretos por parte de diversos municípios, mas seria precipitado afirmar que todos os compromissos foram integralmente cumpridos. O acompanhamento é permanente e individualizado."

 

FALTA DE RECURSOS
Se o MP endurece a fiscalização, os municípios sustentam que o principal entrave é financeiro. Em resposta ao Bahia Notícias, a União dos Municípios da Bahia (UPB) afirmou, em nota, que a destinação adequada dos resíduos é um dos maiores desafios da gestão municipal, especialmente para cidades pequenas.

 

Segundo a entidade, muitos municípios "não possuem condições financeiras e operacionais para realizar sozinhos todas as etapas do manejo dos resíduos sólidos", realidade agravada pela baixa arrecadação, pequenas populações, grandes extensões territoriais e longas distâncias até os aterros licenciados.

 

A entidade defende a ampliação dos consórcios intermunicipais e cobra maior participação financeira da União. "A orientação da UPB é que os gestores busquem soluções regionalizadas e consorciadas entre municípios, permitindo o compartilhamento de custos, ganhos de escala e maior viabilidade econômica para a prestação do serviço."

 

NOVOS ATERROS
Embora reconheça as dificuldades financeiras das prefeituras, o Ministério Público sustenta que repetir a estratégia adotada nas últimas décadas não resolverá o problema.

 

O órgão lembra que entre 1995 e 2007 foram investidos mais de R$ 33 milhões na implantação de 55 aterros públicos na Bahia — sendo 20 convencionais e 35 simplificados. Grande parte dessas estruturas, entretanto, voltou a operar como lixão por falta de manutenção, gestão técnica e sustentabilidade financeira.

 

Por isso, o MP mudou o foco. "A solução para o encerramento célere dos lixões passa menos pela construção de novos aterros públicos e mais pela utilização racional da capacidade instalada existente", afirma Augusto César.

 

Segundo o promotor, hoje praticamente toda a estrutura apta a receber resíduos de forma regular pertence à iniciativa privada, exigindo contratos regionalizados entre municípios e operadores licenciados. O MP também defende a criação de taxas ou tarifas específicas para garantir recursos permanentes ao sistema de limpeza urbana.

 

QUEM VIVE DO LIXO
O fechamento dos lixões, porém, traz um segundo problema que preocupa tanto o Ministério Público quanto os próprios trabalhadores: a sobrevivência dos catadores.

 

Presidente da Rede Recicla Bahia, João Paulo de Jesus afirma que milhares de famílias dependem exclusivamente da atividade desenvolvida dentro dos lixões. "A partir do momento que ele perde essa relação do trabalho, mesmo sabendo nós que esse espaço é totalmente desumano, ele fica sem nenhuma renda, sem nenhum ganho econômico. O poder público precisa garantir imediatamente a sobrevivência desses trabalhadores durante essa transição."

 

Ainda de acordo com a Rede Recicla Bahia, aproximadamente 120 mil pessoas dependem dessa atividade para se sustentar.

 

Segundo ele, muitas famílias estão há duas ou três gerações vivendo da coleta de recicláveis. "Nós encontramos duas, três gerações de pessoas que mantém suas vidas ali. Não basta retirar essas pessoas do lixão. É preciso construir uma alternativa econômica."

 

O Ministério Público compartilha dessa avaliação. Para Augusto César, retirar famílias do lixão sem assegurar renda apenas substitui um problema ambiental por uma crise social. "Retirar uma família do lixão sem assegurar renda, organização produtiva e inserção na coleta seletiva pode resolver formalmente um problema ambiental, mas criar um problema social ainda mais grave. Por isso falamos em encerramento humanizado."

 

O MP firmou um acordo de cooperação com o Ministério Público do Trabalho, a Rede Recicla Bahia e outras entidades para realizar diagnósticos individualizados dos catadores antes do encerramento dos lixões.

 

João Paulo afirma que a principal reivindicação da categoria não é assistência social, mas remuneração pelos serviços ambientais prestados. "Nós não queremos cesta básica, não queremos galpão cedido. Nós queremos que pague o custo da operação. Se a empresa de limpeza recebe para prestar o serviço, por que as cooperativas não podem receber também?"

 

Segundo ele, a coleta seletiva prevista na legislação somente será efetiva se os catadores forem contratados pelos municípios. "Não existe inclusão socioprodutiva sem pagar a conta."

 

FUTURO INCERTO
Apesar da pressão institucional, o próprio Ministério Público evita estabelecer uma data para que a Bahia elimine definitivamente os lixões, segundo Augusto César, anunciar um novo prazo sem alterar a estrutura da política pública significaria repetir erros do passado. "O Ministério Público não deve anunciar uma data artificial. Mais importante do que oferecer uma data simbólica é consolidar uma trajetória irreversível."

 

A estratégia passa por ampliar os acordos regionais, utilizar a capacidade dos aterros já existentes, estruturar a coleta seletiva, remunerar os catadores, recuperar áreas degradadas e responsabilizar municípios que permanecerem omissos.

 

Linha do Tempo: A Luta Contra os Lixões:

  • 1995 a 2007 – Obras fracassadas: O Estado investe mais de R$ 33 milhões em 55 aterros (20 convencionais e 35 simplificados). Grande parte volta a operar de forma inadequada por falta de gestão continuada das prefeituras.
  • 2010 – A Primeira Tentativa: Sancionada a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS - Lei 12.305/2010). A lei determinou o fim dos lixões em todo o país e estipulou, inicialmente, o ano de 2014 como prazo final para a adequação, meta que foi amplamente ignorada pelos municípios.

  • Julho de 2020 – O Novo Marco Legal: Entra em vigor o Novo Marco Legal do Saneamento Básico (Lei 14.026/2020). A nova legislação atualiza a PNRS e cria um escalonamento de prazos para as cidades se adequarem, dependendo de fatores como população e localização.
  • Agosto de 2021 a Agosto de 2023 – Prazos Intermediários: Vencem os prazos para capitais, regiões metropolitanas e cidades com mais de 50 mil habitantes. Na Bahia, a maioria esmagadora das cidades não conseguiu cumprir o cronograma.

  • 2 de Agosto de 2024 – O Prazo Final: Vence a data-limite absoluta, estipulada pelo Marco Legal do Saneamento, para que todas as cidades brasileiras (mesmo as com menos de 50 mil habitantes) encerrassem seus lixões a céu aberto. A data marca o esgotamento legal e coloca as prefeituras inadimplentes sob risco iminente de sanções.

  • 2024 a 2026 – A Ofensiva do MPBA: Diante do descumprimento generalizado, o Ministério Público da Bahia intensifica o Programa de Encerramento Humanizado dos Lixões. O órgão passa a firmar dezenas de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) em série com as prefeituras.

  • 2025/2026 – Prazos Curtos e Inclusão: Nos acordos mais recentes assinados com o MPBA, os municípios baianos estão recebendo determinações rigorosas: em até 90 a 120 dias, devem isolar as áreas de descarte irregular, apresentar Planos de Recuperação de Área Degradada (PRAD) e, fundamentalmente, comprovar a organização e o fornecimento de estrutura (como galpões e EPIs) para a inclusão produtiva dos catadores de materiais recicláveis, antes de fechar o lixão de vez.

Relatório anual de barragens indica 213 estruturas em situação crítica
Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

Das mais de 14 mil barragens no país 213 apresentam risco de acidentes, podendo atingir pessoas ou equipamentos relevantes, como estradas e pontes, de acordo com o Relatório de Segurança de Barragens 2026 (RSB 2026), divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

 

O levantamento, realizado desde 2011, monitora as condições em barragens de mineração, agricultura, abastecimento, controle de vazão, hidrelétricas e outras variedades.  

 

O relatório aponta ainda que, em 2025, aconteceram 18 acidentes e 23 incidentes com barragens no país, sem mortes. Houve, porém, evacuação de áreas urbanizadas e danos em estradas e pontes. Nos acidentes, as estruturas das barragens colapsaram, enquanto nos incidentes elas são afetadas, com risco de rompimentos.

 

As estruturas consideras prioritárias para gestão de segurança são aquelas que, de acordo com a ANA, apresentam problemas de conservação ou para as quais os empreendedores (responsáveis) não cumpriram todos os requisitos de segurança exigidos na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB). Essas estão espalhadas por 19 estados e pelo Distrito Federal, com destaque para estruturas no Ceará, em Mato Grosso e São Paulo.

 

Entre as atividades, a mineração é a que tem maior número de estruturas prioritárias, 55 (26%), enquanto 51 (24%) das dedicadas ao abastecimento de água para a população estão em situação semelhante, seguidas por estruturas para irrigação com 29 (14%), regularização de vazão com 20 (9%), paisagismo com 17 (8%), dessedentação de animais com 16 (8%) e outros usos, com 25 (12%).

 

POLÍTICA NACIONAL

Chama atenção, porém, o lento avanço na implementação da Política Nacional de Segurança de Barragens. Embora haja aumento do cadastro das estruturas cadastradas no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), que passaram de 28.085 em 2024 para 29.761 em 2025, 14.355 (48%) delas têm sua situação como indefinida. Isso significa que o órgão que a cadastrou - são 33 os órgãos com essa especificação no país hoje - não descreveu informações essenciais para enquadrar ou não essas estruturas dentro da PNSB.

 

Daquele total de quase 30 mil barragens, 52% estão classificadas. Delas, 8.797, ou 30% das barragens do país, estão em condições adequadas, enquanto 6.609 (22%) ou têm Dano Potencial Associado alto ou médio ou são classificadas como de Categoria de Risco (CRI) alto.

 

Isso ocorre quando, "mesmo tendo identificado possíveis danos relevantes, os empreendedores não cumpriram todas as exigências necessárias para garantia da segurança".

 

Segundo a ANA, há mais barragens do que municípios no país em condições de representarem risco a pessoas ou estruturas. Já as que cumprem os requisitos de prevenção e fiscalização, a maioria não é considerada crítica, como as 213 citadas anteriormente.  

 

Mas faltam ainda informações sobre 345 barragens. Uma solução para completar essas informações sobre elas ou mesmo sobre as mais de 14 mil com enquadramento indefinido é preciso passar pela estruturação de um sistema robusto de fiscalização e cobrança.

 

O RSB é elaborado anualmente pela ANA com base em informações enviadas pelos 33 órgãos fiscalizadores de segurança de barragens ativos no país. O relatório é enviado ao Conselho Nacional de Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) e ao Congresso Nacional. A íntegra do relatório está disponível no portal do Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens. 

Copernicus: emissão global de gases por incêndios é a menor em 24 anos
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O observatório europeu Copernicus divulgou, nesta segunda-feira (6), que o primeiro semestre de 2026 registrou o menor nível global de emissões de gases do efeito estufa decorrentes de incêndios, desde o início da série histórica em 2003.

 

De 1º de janeiro a 30 de junho, foram menos de 400 megatoneladas (milhões de toneladas) de carbono, reafirmando uma tendência geral de queda. No início das medições, em 2003, o valor ultrapassava um gigaton (bilhão de toneladas) de carbono e a série histórica nunca havia registrado valor abaixo de 500 megatoneladas.

 

De acordo com os dados do Sistema Global de Assimilação de Incêndios (GFAS, na sigla em inglês), a queda nas emissões tem sido impulsionada pela redução dos incêndios sazonais na África tropical.

 

Desde o início do ano, a África registrou aproximadamente 154 megatoneladas de carbono, enquanto no mesmo período de 2025 foram 213 megatoneladas de carbono. A Ásia reduziu as emissões de 164 para 113 megatoneladas de carbono.

 

Para o período de seis meses, a atividade mais intensa de incêndio florestal foi observada no estado de Victoria, no sudeste da Austrália, no início de janeiro. Durante o monitoramento foram observadas temperaturas recordes.

 

Embora a América do Sul historicamente emita menos que esses continentes, as emissões diminuíram ainda mais, passando de 40,9 para 38,8 megatoneladas de carbono.

 

Também foram observados incêndios intensos no continente, durante o primeiro semestre, com destaque para a região de Biobío, no Chile, e na província de Chubut, na Patagônia argentina.

 

EL NIÑO

Segundo o cientista sênior do Serviço de Monitoramento Atmosférico Copernicus, Mark Parrington, em entrevista a Agência Brasil, apesar do recorde, incêndios observademissão de gases por incêndios agência brasilos nas últimas duas semanas na Eurásia e na América do Norte acendem um alerta. E a situação pode ser agravada pelo El Niño, que tende a impactar as condições climáticas e intensificar a seca sazonal.

 

“Olhando mais adiante, as condições previstas para o El Niño têm o potencial de aumentar as emissões globais decorrentes de incêndios, como observamos durante os anos anteriores do fenômeno climático, em 2015 e 2019, quando a queima persistente de biomassa na Indonésia causou neblina regional generalizada e degradou gravemente a qualidade do ar”, alerta.

 

O sistema utilizado pelo Copernicus utiliza observações de satélites para calcular estimativas da potência dos incêndios florestais, determinando as emissões de carbono e outros poluentes. A evolução esperada desses incêndios é prevista por meio da integração com dados do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF).

 

Inema escolhe empresa para operar bicicletário no Parque de Pituaçu; quatro espaços ficam sem interessados
Foto: Thaís Costa / Conder

O Parque Metropolitano de Pituaçu, em Salvador, deve voltar a contar com uma empresa responsável pelo serviço de bicicletário. O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) publicou, no Diário Oficial, o resultado do chamamento público que buscava interessados em explorar atividades comerciais dentro da unidade de conservação.

 

Pelo resultado divulgado, apenas o espaço destinado ao bicicletário teve uma empresa aprovada. A selecionada foi a F1 Comércio Manutenção e Reparação de Bicicletas Ltda, que apresentou proposta no valor de R$ 1.750,00.

 

Na prática, isso significa que a empresa cumpriu as exigências do edital, tanto na parte da proposta financeira quanto na documentação necessária para assumir o espaço. A partir de agora, o processo ainda pode seguir para as próximas etapas administrativas previstas no chamamento, como eventual homologação e formalização da autorização para funcionamento.

 

O chamamento público não tratava apenas do bicicletário. O Inema também colocou à disposição outros quatro espaços comerciais dentro do Parque de Pituaçu: os pontos de apoio Pica-Pau, Teiú, Pituaçu e Carcará. No entanto, todos eles foram considerados desertos.

 

No vocabulário administrativo, um ponto “deserto” é aquele que não recebeu interessados ou não teve nenhuma proposta válida. Ou seja, por enquanto, esses quatro espaços seguem sem empresa definida para exploração comercial.

 

A medida faz parte da tentativa de organizar a ocupação e o funcionamento de serviços dentro do Parque Metropolitano de Pituaçu, uma das principais áreas públicas de lazer e preservação ambiental de Salvador. O parque é conhecido pela área verde, pela lagoa e pelo histórico uso da ciclovia por frequentadores.

 

Com o resultado, o bicicletário foi o único espaço que avançou no processo. Os demais pontos poderão depender de nova avaliação do Inema, que pode decidir pela reabertura do chamamento ou por outro procedimento para tentar atrair interessados.

 

O documento foi assinado em Salvador, na última quarta-feira (17), por Gisele Cristiane Bezerra Alves, presidente da Comissão de Contratação do Inema.

Pesquisadores defendem que urbanismo incorpore florestas urbanas
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O planejamento das cidades precisa passar por uma revolução ecológica urgente. Essa é a principal conclusão de pesquisadores e especialistas ambientais, que defendem a integração definitiva de florestas urbanas ao desenho das grandes metrópoles. Mais do que áreas de lazer, o cultivo de ecossistemas florestais dentro das cidades é apontado como uma estratégia vital para enfrentar as mudanças climáticas e garantir a sobrevivência urbana.

 

De acordo com os cientistas, o modelo tradicional de urbanização, baseado no concreto e no asfalto, exauriu sua capacidade de resposta diante de eventos climáticos extremos, exigindo soluções baseadas na própria natureza.

 

A incorporação de áreas verdes densas e florestadas no tecido urbano traz impactos diretos na saúde pública e na infraestrutura das cidades.

 

A vegetação densa reduz drasticamente a temperatura local, equilibrando o microclima urbano sufocado pelo concreto. O solo florestal funciona como uma esponja natural, aumentando a permeabilidade da terra e absorvendo as águas das chuvas de forma muito mais eficaz que os bueiros tradicionais. Além disso, as florestas urbanas filtram poluentes atmosféricos e criam corredores ecológicos que preservam a fauna e a flora nativas no coração das cidades.

 

Porém, os pesquisadores ressaltam que arborizar uma cidade não significa apenas plantar árvores isoladas em calçadas, mas sim planejar espaços ecológicos contínuos. O grande desafio atual reside na resistência do mercado imobiliário tradicional e na falta de políticas públicas de longo prazo que priorizem o zoneamento verde.

 

Segundo os especialistas, é fundamental que os novos planos diretores dos municípios deixem de enxergar o verde como um "anexo decorativo" e passem a tratá-lo como infraestrutura urbana básica e essencial, tão importante quanto o saneamento ou a iluminação pública.

Projeto na AL-BA prevê preferência para compra de materiais sustentáveis pelo Estado
Reprodução / Magnific

A administração pública da Bahia poderá passar a dar preferência à aquisição de materiais sustentáveis em processos licitatórios. Um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) propõe a criação de uma margem de preferência para a compra de copos descartáveis e papéis recicláveis, reciclados ou biodegradáveis por órgãos estaduais.

 

A iniciativa prevê que esses produtos possam ser contratados mesmo quando apresentarem valor até 10% superior ao de itens convencionais que não atendam aos critérios ambientais estabelecidos na proposta. Segundo o texto, os editais deverão priorizar materiais que possuam certificações emitidas por órgãos competentes, comprovando características como reciclagem, reutilização ou biodegradabilidade, em conformidade com normas técnicas e ambientais.

 

Autor da matéria, o deputado estadual Hassan (PP) argumenta que o projeto utiliza o poder de compra do Estado para estimular práticas sustentáveis e fortalecer setores ligados à reciclagem e à produção de materiais de menor impacto ambiental. A proposta também prevê que uma futura regulamentação defina critérios técnicos para comprovação das características sustentáveis dos produtos, além de mecanismos de fiscalização e monitoramento para garantir a correta aplicação da norma.

 

O projeto ainda relaciona a medida aos desafios ambientais e climáticos atuais, defendendo que o incentivo à reciclagem e ao uso de materiais biodegradáveis pode contribuir para a redução da geração de resíduos sólidos e dos custos futuros com gestão ambiental e saúde pública.

Deputado declara apoio a ambientalistas atacados na Chapada Diamantina
VannerCasaes/AgênciaALBA

O deputado estadual Hilton Coelho (Psol) manifestou apoio aos ambientalistas Alcione Corrêa e Marcos Fantini após o ataque sofrido pelo casal em Itaetê, na Chapada Diamantina. A declaração foi feita por meio de moção apresentada na Assembleia Legislativa da Bahia, na tarde desta terça-feira (5).

 

Durante o pronunciamento, o parlamentar classificou o episódio como um atentado contra defensores dos direitos humanos e do meio ambiente. Segundo informações, o casal teve a residência invadida por homens armados, foi amarrado e teve pertences destruídos. Para o deputado, a situação foi extremamente grave e poderia ter terminado em tragédia.

 

“Esses dois ativistas tiveram sua casa invadida, foram amarrados. Seus pertences foram queimados. Isso só não terminou em algo pior porque poderia chamar atenção de brigadistas”, disse.

 

Hilton Coelho associou o ataque a interesses econômicos na região e cobrou posicionamento do governo estadual. O parlamentar também pediu providências diretas ao governador Jerônimo Rodrigues.

 

“O capital minerador e a especulação imobiliária querem simplesmente exterminar os ativistas que estão defendendo a Serra da Chapadinha. [...] A resposta não pode ser outra senão a criação de uma unidade de conservação. De outra forma, abre-se espaço para devastação de uma área estratégica para o abastecimento de água”, completou.

 

O caso ampliou o alerta sobre a vulnerabilidade de defensores ambientais na Chapada Diamantina. O deputado e entidades da sociedade civil têm cobrado investigações rigorosas e medidas de proteção para evitar novos episódios de violência.

Desmatamento na Amazônia cai 17% no 1° trimestre
Foto: Orlando K Junior / Divulgação

A Amazônia registrou uma queda de 17% no desmatamento do bioma no primeiro trimestre de 2026. O levantamento foi divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), nesta segunda-feira (27), com base nos dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do instituto.

 

Entre janeiro e março, 348 km² de floresta foram derrubados, ante 419 km² no mesmo período do ano passado. No chamado calendário do desmatamento, que vai de agosto de um ano a julho do ano seguinte, a queda foi ainda maior.

 

Os dados da Imazon são obtidos por meio de satélites capazes de detectar áreas devastadas a partir de 1 hectare, enquanto os alertas do Inpe levam em conta áreas maiores que 3 hectares. 

 

Entre agosto de 2025 e março de 2026, a área desmatada passou de 2.296 km² para 1.460 km², uma redução de 36%. Acontece que, apesar da queda nos dados trimestrais e semestrais, o desmatamento no mês de março, que chegou a 196 km², registrou uma alta de 17% em relação a março de 2025, quando foram registrados 167 km² desmatados no bioma. 

 

No acumulado entre agosto de 2025 e março de 2026, Mato Grosso, Roraima e Pará lideraram o ranking de desmatamento na Amazônia do instituto. O Pará registrou 425 km² de floresta derrubada no período, queda de 52% em relação ao ciclo anterior. Mato Grosso teve 270 km², redução de 38%. Já Roraima foi o único estado com alta: a área desmatada passou de 184 km² para 222 km², aumento de 21%.

 

A degradação florestal também caiu em março. Segundo o Imazon, foram 11 km² de floresta degradada no mês, redução de 95% em relação a março de 2025. O resultado é o menor para o mês desde 2014.

Praia de São Tomé de Paripe registra morte de peixes e Câmara de Salvador retoma debate sobre contaminação
Foto: Reprodução / Redes sociais

A praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, segue interdidata para acesso de banhistas após a identificação de uma contaminação por cobre e nitrato no sedimento. Ainda nesta segunda-feira (6), moradores registraram manchas azuladas e amareladas na areia e uma série de mortes de animais marinhos. 

 

Imagens divulgadas pela comunidade nas redes sociais mostram os peixes mortos na faixa de areia da praia. Desde a interdição na região pelo Inema (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos), no dia 11 de março deste ano, a pesca também foi proibida na região.

 

A atualização deste caso foi o tema de um debate sobre preservação ambiental e suporte as comuniades locais na 15ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Salvador (CMS), também nesta segunda-feira (6). 

 

Na ocasião, a vereadora Eliete Paraguassu (PSOL) requereu a adoção de medidas urgentes por parte dos poderes públicos, ao citar que, até o momento, apenas a Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre) se comprometeu com a doação de cestas básicas. Segundo a parlamentar, a situação dos moradores locais que vivem da pesca é crítica.

 

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) advertiu que não apenas a Prefeitura tem responsabilidade, mas também o Governo do Estado e a União. Além disso, convocou as comissões de Planejamento Urbano e Meio Ambiente; Reparação; Saúde; Planejamento Familiar e Previdência Social para que se unam na busca por soluções efetivas.

 

Além das vereadoras, os colegas Téo Senna (PSDB) e Paulo Magalhães Júnior (União) manifestaram apoio à adoção de medidas para solucionar o impasse.

Carne de paca servida a Lula na Páscoa causa polêmica nas redes, vira meme e Janja explica procedência
Foto: Reprodução Redes Sociais

Um dos assuntos mais comentados na rede X desde a manhã desta segunda-feira (6) tem sido o cardápio preparado pela primeira-dama Janja para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo de Páscoa. Janja postou um vídeo em suas redes sociais cozinhando um prato pouco comum na mesa dos brasileiros: carne de paca. 

 

O vídeo, que teve mais de dois milhões de visualizações, mostra Janja preparando e servindo um prato de paca ao presidente Lula, que elogiou a refeição. “Duvido que em algum lugar do país alguém já comeu uma paca tão gostosa como essa que comi hoje. Foi divina. Parabéns, Janjinha”, disse Lula.

 

“Me chama Ana Maria Braga”, brincou a primeira-dama em resposta.

 

Na rede X, o tema “Paca” chegou aos trending topics por conta principalmente das críticas ao preço elevado e as regras rígidas para consumo desse tipo de carne no Brasil. Levantamentos recentes indicam que o quilo da carne de paca varia, em média, entre R$ 150 e R$ 300, podendo alcançar valores mais altos dependendo da região e da oferta.

 

Em alguns casos, especialmente em mercados mais restritos ou restaurantes especializados, o preço pode chegar a R$ 250 ou até R$ 300 por quilo, consolidando o produto como uma iguaria de alto valor gastronômico.

 

Nas críticas feitas ao almoço de Páscoa de Janja e Lula, uma das questões levantadas por internautas foi se o consumo do animal não violava a lei. As pacas são consideradas animais silvestres e, por isso, são protegidas pela legislação brasileira. 

 

No país, a chamada Lei de Proteção à Fauna proíbe a caça, a captura e a comercialização de animais sem autorização. Dados de órgãos de fiscalização indicam que a paca pode representar entre 70% e 80% das apreensões de animais mortos pela caça clandestina no Brasil. 

 

Apesar da caça de pacas silvestres ser considerada crime, criadores com autorização do IBAMA podem comercializar a carne. Esses criadouros funcionam sob regras específicas, com controle sanitário e fiscalização, buscando reduzir a pressão sobre populações nativas.

 

Após a polêmica, a primeira-dama Janja afirmou em um comentário que o almoço foi um presente de um produtor legalizado:

 

“Ei, pessoal! A carne foi presente de um produtor legalizado. Hoje mesmo vimos no Globo Rural uma reportagem sobre a criação de pacas. Desde que proveniente de criadouros autorizados pelo IBAMA, a carne de paca pode ser comercializada em nosso país”, se defendeu a primeira-dama.
 

VÍDEO: Marina Silva é aplaudida e fica emocionada em encerramento da COP 30
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

A Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, recebeu uma longa ovação de pé dos delegados presentes na plenária de encerramento da 30ª Conferência das Partes (COP 30), realizada neste sábado (22).

 

Ainda emocionada, a ministra utilizou seu discurso para convocar a comunidade internacional a refletir sobre o esforço climático global. Marina propôs aos presentes um exercício de voltar no tempo e questionar suas versões na Rio-92: "o que aquelas versões de nós nos diriam ao olharem para os resultados de hoje?".

 

Confira o momento:

 

A mesma respondeu, apontando a distância entre a ambição do passado e o progresso alcançado. "Certamente nos diriam, antes de tudo, que sonhávamos com muito mais resultados. Que esperávamos que a virada ambiental seria mais rápida, que a ciência seria suficiente para mover decisões, que a urgência falaria mais alto do que qualquer outro interesse," afirma a ministra.

 

O discurso finalizou com um agradecimento emocionado aos participantes por terem visitado o "coração do planeta", sendo novamente ovacionada pela plateia. As informações foram confirmadas pelo jornal O Globo, ainda no local.

Órgão ambiental analisa pedido de ampliação de empresa sobre aterro sanitário de Salvador
Foto: Divulgação

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) segue em análise de um pedido de ampliação do aterro sanitário de Salvador, apresentado pela empresa Battre, responsável pela operação do local. O processo tem gerado debates entre ambientalistas, gestores públicos e entidades de fiscalização.

 

Apesar do avanço no processo, o tema enfrenta resistência de ambientalistas, que criticam a renovação do contrato da empresa por mais 20 anos e argumentam que há falta de responsabilidade ambiental na gestão do aterro.

 

O caso também é alvo de investigação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e já chegou ao conhecimento do governador Jerônimo Rodrigues.

 

Em resposta às críticas, técnicos do Inema afirmam que o processo está sendo conduzido de forma técnica, com “máxima transparência”. 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Depois das eleições, o fogo amigo começou mais rápido do que eu imaginava. Enquanto isso, cada um se desobriga a ter coerência e vai tentar garantir o seu quinhão. Difícil tá a vida do Ferragamo, com o clima nos bastidores da prefeitura. Mas o lado do Cacique também não está tão tranquilo assim. E lógico que o primeiro alvo já foi definido. E nem o Correria escapa em Brasília. Já na Câmara, sobrou pra Mumu dizer amém pra Missa Filho. Só falta descobrir quanto tempo o clima de paz vai reinar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto
Foto: Reprodução / CNN Brasil

"Não gostei".


Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. 
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (26). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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