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Interdição de praia em Paripe paralisa negócios e afeta trabalhadores locais, segundo Defensoria Pública

Por Daniel Araújo / Eduarda Moitinho

Foto: Daniel Araújo / Bahia Notícias

Diante dos prejuízos causados pelas recentes contaminações da praia de São Tomé de Paripe, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) realiza nesta quarta-feira (04) uma audiência de instrução aos moradores afetados. Marina Pimenta, Coordenadora de Gestão Ambiental da Defensoria Pública da Bahia (DP-BA) analisa as consequências do acidente químico  dentro das atividades econômicas e de subsistência.

 

“Hoje viemos tratar com a comunidade São Tomé de Paripe acerca dessa ajuda humanitária que a Gerdau vem negociando junto com essa força-tarefa, com a participação da Defensoria, para que a gente possa dialogar com a comunidade sobre isso e trazer uma reparação mais imediata para essa população que está carente de reparação social", explica a coordenadora. 

 

Com a praia interditada, a comunidade segue impedida de realizar quaisquer atividades no local, que vão além do lazer. Marina cita pescadores, marisqueiros e comerciantes como algumas das ocupações prejudicadas economicamente e reforça o acompanhamento da Defensoria neste momento. 

 

"Esse acidente químico ampliado, atinge a população do entorno em todos esses aspectos. A praia foi interditada, pescadores, marisqueiros, comerciantes tiveram seus negócios paralisados momentaneamente, estão paralisados ainda, a comunidade está impedida de utilizar a praia, que é um bem de uso público. Então todos esses impactos estão sendo avaliados", afirma.

 

O QUE ACONTECE EM PARIPE?

Por conta do derramamento de produtos químicos em ambientes lacustres, fluviais, marinhos e aquíferos, a faixa litorânea de São Tomé de Paripe passa por um desastre ambiental. A área atingida foi delimitada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), que identificou níveis elevados de metais pesados, como ferro, cobre e zinco, em organismos marinhos coletados na região.