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Moradores de São Tomé de Paripe denunciam a falta de sinalização adequada na praia de São Tomé de Paripe, interditada após suspeita de contaminação por altos níveis de cobre, nitrato e nitrito na água e na areia. Em entrevista à Antena 1, o líder comunitário Jocival David chamou atenção para o problema e ressaltou que voluntários têm orientado banhistas e pescadores aos finais de semana.
“Até hoje a praia não foi sinalizada, nós moradores que fazemos uma força-tarefa e começamos a orientar as pessoas que não conhecem o problema. Nos sentimentos desassistidos, todo dia cobramos o Inema, a vigilância sanitária. Tem gente de fora vindo pescar aqui na nossa costa”, afirmou Jocival.
A localidade tem apenas uma placa de sinalização do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) indicando o risco. Segundo o líder, o problema foi descoberto após jovens ficarem doentes depois do contato com a lama da praia. No entanto, ainda não há registros de quantas pessoas adoeceram após contato com a praia por dificuldade de identificar a contaminação no atendimento médico.
“É um problema complexo, foi feito um gabinete de crise junto ao Ministério Público, Secretaria de Saúde e vigilância sanitária para que os postos médicos da vizinhança fizessem um atendimento diferenciado para pacientes de São Tomé, mas na prática isso não acontece”,completou.
Até o momento, as empresas envolvidas no episódio não reconheceram a responsabilidade pelo acidente químico. A intermarítima atribui à empresa Gerdau e alega não trabalhar com os produtos encontrados na praia.
Aconteceu na manhã desta quinta-feira (23) uma audiência pública na Câmara Municipal de Salvador para discutir a contaminação em São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. A praia foi interditada devido à contaminação química por altos níveis de cobre, nitrato e nitrito na água e na areia.
O debate foi proposto pela vereadora Eliete Paraguassu (PSOL) e contou com o apoio das parlamentares Aladilce Souza (PCdoB) e Marta Rodrigues (PT). Participaram das discussões uma representante da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social do Estado da Bahia (SEADES), da Secretaria do Mar (Semar), além de entidades da sociedade civil como o Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP) e Associação de Moradores de Paripe.
A principal pauta foi a necessidade de um auxílio financeiro para profisionais que dependem da pesca e do comércio na praia. Moradores ressaltaram o impacto socioeconômico da interdição da praia e da morte de animais marinhos registradas na região. Também foi questionada a falta de sinalização e orientação a banhistas e pescadores na faixa de areia. Segundo moradores, a localidade tem apenas uma placa de sinalização do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) indicando o risco.
Durante a sessão, a vereadora Aladilce ainda informou que a oposição deve elaborar um Projeto de Indicação para que a Prefeitura de Salvador decrete situação de emergência na região. O objetivo, segundo a parlamentar, é facilitar a liberação de recursos. "Quero propor que a gente faça um Projeto de Indicação decretando estado de emergência. Se for decretado, tem verba federal que pode ser liberada para a indenização das pessoas", afirmou ela.
O momento também contou com depoimentos de professores e pesquisadores que apontam os riscos da contaminação da região. Já se passaram 67 dias do primeiro registro de produtos químicos na faixa de areia, que aconteceu em fevereiro deste ano.
Um mês depois da interdição da empresa Terminal Itapuã, localizada na região da Praia de São Tomé de Paripe, o resultado final da análise realizada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) ainda não foi disponibilizado. Os moradores convivem com efeitos da contaminação no local, que continua acontecendo sem grandes intervenções do poder público. O tema será debatido em audiência pública do Ministério Público Federal (MPF).
De acordo com moradores, além de um líquido azul, são observadas substâncias verdes e amarelas na faixa de areia. Sem a definição do que de fato está causando a contaminação, marisqueiros e pescadores relatam a morte de diversas espécies e prejuízo no comércio local.
Na tentativa de garantir a subsistência a comunidade, líderes comunitários e representantes solicitaram auxílio para autoridades locais, mas até o momento não obtiveram nenhuma resposta. Como medida de assistência, as secretarias municipais de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre) e Especial do Mar (Semar) entregaram cestas básicas e realizaram cadastros das famílias ao Cadastro Único.
Para Jocival do Nascimento, morador da região, a ausência das atividades pesqueiras e do turismo na praia tem prejudicado a economia local, o que reforça a necessidade de auxílio financeiro. “Eu só busco que meu bairro seja respeitado, a praia é o ganha-pão de muita gente e até o momento, não tivemos nenhuma proposta de valor”, afirmou.
Em imagens enviadas ao Bahia Notícias, é possível observar a permanência de líquidos de origem desconhecida na praia do subúrbio de Salvador. Nesta segunda-feira (13), um líquido verde surgiu em alguns pontos da faixa de areia próximos a locais de convivência, conta Jocival.
“A água começou a sair esverdeada mais próximo ainda da gente. Como vamos superar isso? É bem próximo do campo de futebol.. A situação está ficando cada vez mais crítica”, desabafou o morador de Paripe.
A reportagem entrou em contato com o Ministério Público Federal para saber mais detalhes sobre a audiência, mas não obteve resposta. O Inema também foi questionado sobre o resultado dos laudos, mas ainda não apresentou o relatório sobre análises laboratoriais
O Terminal Itapuã, em São Tomé de Paripe, foi interditado após suspeita de que suas atividades contribuam com a contaminação da praia. A determinação aconteceu nesta terça-feira (10) pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).
A medida foi adotada com o objetivo de resguardar a saúde pública e proteger ecossistema do local. Em nota, a entidade informou que análises laboratoriais indicam "existência de contaminação e apontam correlação com as atividades operacionais do terminal".
A suspensão das atividades do terminal acontece após análises que apontaram altas concentrações de nitrato e presença significativa de cobre em líquido azul encontrado na praia de Paripe.
Diante do cenário, o Inema entendeu ser necessária a adoção imediata da interdição temporária, para "evitar o agravamento da situação ambiental identificada".
"O órgão segue atuando para compreender a dimensão e a profundidade da contaminação, bem como para identificar possíveis passivos ambientais existentes na área", conclui o comunicado.
A Operação Pura Origem, da Polícia Civil da Bahia, investigou o comércio irregular de bebidas adulteradas em Salvador e Feira de Santana nesta sexta-feira (3). A ação faz parte da investigação sobre a morte de Marcos Evandro Santana da Costa, de 56 anos, em Feira de Santana, após contaminação de metanol em bebidas alcoólicas.
A operação acontece de forma integrada com o Departamento de Polícia Técnica (DPT), Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), Diretoria de Vigilância Sanitária e Ambiental (Divisa) e Vigilância Sanitária Municipal (Visa), reforçando a importância da fiscalização sanitária e criminal.

Foto: Divulgação / Ascom PC-BA
Um inquérito policial foi instaurado para aprofundar a apuração, com a expedição de guias periciais para os trabalhos do DPT e da Sesab, a fim de esclarecer a autoria, materialidade e circunstâncias do fato.
Uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) identificou a presença de bactérias perigosas em todas as amostras de tilápias vendidas nas feiras livres de Itapetinga. O resultado do estudo, conduzido pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciências de Alimentos, acende um alerta sobre a segurança alimentar na região.
Para Ícaro Bastos, mestrando e um dos autores da pesquisa, as análises detectaram a presença de Salmonella, Escherichia coli e Staphylococcus nos peixes. "A presença de Salmonella, que pode causar infecções intestinais graves, representa um alerta sério para a saúde pública", explica o pesquisador. Ele reforça que, mesmo com o cozimento, o calor não é suficiente para eliminar todas as toxinas e esporos produzidos por essas bactérias.
A contaminação representa um risco maior para crianças, idosos e pessoas com a imunidade comprometida, podendo causar desde diarreia e vômitos a casos mais graves que exigem hospitalização.
O estudo aponta a necessidade urgente de medidas para garantir a higiene e a refrigeração do pescado, do transporte à comercialização. A pesquisa destaca que a contaminação generalizada sinaliza uma falha sistêmica nas boas práticas sanitárias. Os pesquisadores recomendam a implementação de políticas públicas mais eficazes, fiscalização rigorosa e programas de conscientização para comerciantes e consumidores.
Não há risco de contaminação nas águas do Rio Tocantins, na região onde caiu a ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, entre o Maranhão e o Tocantins. Com isso, a água está liberada para o consumo. A informação foi repassada pelo governador do Maranhão, Carlos Brandão, em uma rede social.
Segundo Brandão, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) emitiu um parecer técnico de que não há risco de contaminação nas águas do rio. Havia o risco de a queda de três caminhões no desabamento da ponte, em 22 de dezembro, transportando cerca de 25 mil litros de defensivos agrícolas e 76 toneladas de ácido sulfúrico, produto químico corrosivo, pudesse contaminar as águas.
“A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) acaba de emitir parecer técnico informando que não há risco de contaminação nas águas do rio Tocantins quanto ao processo referente ao consumo. Com isso, informo que a captação da água para abastecimento de Imperatriz será retomada imediatamente. Outras análises estão sendo realizadas, com apoio das equipes do nosso @GovernoMA, para garantir a segurança integral de todos”, disse Brandão na noite de ontem (24).
Na segunda-feira (23), autoridades do Tocantins e do Maranhão lançaram um alerta para a população evitar o consumo, utilização e banhos nas águas do Rio Tocantins, na região onde a ponte caiu.
O aviso foi lançado após a confirmação da presença de cargas com substâncias perigosas, incluindo defensivos agrícolas e produtos químicos corrosivos, como ácido sulfúrico. A orientação foi destinada, especialmente, às populações de Aguiarnópolis, Maurilândia do Tocantins, Tocantinópolis, São Miguel do Tocantins, Praia Norte, Carrasco Bonito, Sampaio, Itaguatins, São Sebastião do Tocantins e Esperantina, no Tocantins.
No Maranhão, o alerta vale para as cidades de Estreito, Porto Franco, Campestre, Ribamar Fiquene, Governador Edson Lobão, Imperatriz, Cidelândia, Vila Nova dos Martírios e São Pedro da Água Branca.
Além da recomendação para que os moradores dos municípios afetados evitassem qualquer contato direto com a água do Rio Tocantins, incluindo banhos e o consumo de água, a captação de água para o abastecimento de água de Imperatriz também foi suspenso.
A ANA, juntamente com a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão (SEMA) realizou a coleta de amostras de qualidade da água do Rio Tocantins em cinco pontos desde a barragem da usina hidrelétrica de Estreito, na divisa entre o Tocantins e o Maranhão até o município de Imperatriz (MA), localizado rio abaixo do ponto do desabamento.
Após o parecer, a agência informou que os testes vão continuar sendo realizados. O Governo do Tocantins ainda não informou se também liberou o consumo para os municípios.
A queda da ponte deixou quatro pessoas mortas (três mulheres e um homem). Outras 13 pessoas continuam desaparecidas. As buscas foram retomadas nesta quarta-feira (25) com botes pelo Corpo de Bombeiros.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Edson Gomes
"Quero que você prove".
Disse o cantor Edson Gomes ao rebater a cantora Daniela Mercury que, ao receber o prêmio de música do carnaval 2026 pela canção “É Terreiro”, pedir que ele tratasse sua esposa com"carinho", indicando que o artista teria comportamento agressivo.