Deputada federal repudia objetificação de mulheres em ato político de ACM Neto
Por Redação
A deputada federal Ivoneide Caetano (PT) criticou o uso de modelos seminuas sobre um carro de som durante uma caminhada política ligada à campanha do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), realizada neste fim de semana, na capital baiana.

Foto: Divulgação
Para a parlamentar, a exposição de corpos femininos em atividades político-eleitorais representa objetificação das mulheres e deve ser repudiada. “É impossível assistir a uma cena como essa e ficar calada. O que aconteceu na carreata de ACM Neto, em Salvador, neste fim de semana é revoltante e precisa ser repudiado”, disse a congressista.
Ivoneide afirmou que, enquanto mulheres e movimentos sociais atuam no combate à violência, à misoginia e ao feminicídio, setores políticos ainda utilizam a exposição do corpo feminino como forma de divulgação e entretenimento em eventos eleitorais.
“Enquanto nós estamos nas ruas ouvindo mulheres, acolhendo, denunciando a violência e lutando para que nossas vidas sejam respeitadas, eles insistem em colocar o corpo da mulher no centro da política como se ele estivesse à disposição para ser usado. Não está”, declarou.
Ainda segundo a deputada, a presença de mulheres seminuas em uma atividade política não deve ser tratada como entretenimento ou estratégia de campanha. Ela também questionou a compatibilidade da prática com discursos de defesa da família e dos bons costumes.
“Mulheres seminuas sendo expostas em cima de um carro de som, em plena atividade política, não pode ser visto como entretenimento. Isso não pode ser visto como estratégia de campanha”, afirmou. A parlamentar também questionou a postura de setores do grupo político que se apresentam como defensores da família e dos bons costumes.
“Que respeito é esse? Que defesa da família é essa, quando o corpo da mulher é usado como atração e propaganda eleitoral?”, questionou.
À frente do Movimento Mulheres Vivas, Ivoneide afirmou que sua atuação em defesa dos direitos das mulheres não permite que permaneça em silêncio diante de situações que, segundo ela, contribuem para a objetificação feminina.
“Como mulher, mãe, evangélica, deputada federal, e à frente do Movimento Mulheres Vivas, que luta todos os dias contra a violência, a misoginia e o feminicídio, não poderia me calar. Mulher não é objeto. Mulher não é atração de carreata. Mulher não é estratégia eleitoral”, disse.
