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Artigos

Georges Humbert
Proteção de Comunidades Tradicionais e Reforma Agrária: Ineficiência e Ineficácia do Regime Vigente no Brasil
Foto: Divulgação

Proteção de Comunidades Tradicionais e Reforma Agrária: Ineficiência e Ineficácia do Regime Vigente no Brasil

O regime atual de reforma agrária e proteção a comunidades tradicionais – abrangendo indígenas, quilombolas, assentados sem-terra, marisqueiras e pescadores – é marcado por ineficiência e ineficácia. Com base em dados oficiais do IBGE, evidências históricas e antropológicas, e comparações internacionais, prova-se que o modelo vigente, fundado em demarcações amplas com critérios questionáveis, falha em promover produtividade, bem-estar e justiça, impondo custos desproporcionais à sociedade, especialmente aos mais vulneráveis. O sistema vigente, ao negligenciar o devido processo legal, a proporcionalidade e a razoabilidade, perpetua a pobreza, o abandono de terras e a vulnerabilidade, demandando reformas urgentes inspiradas em alternativas testadas no Brasil e no exterior, alinhadas aos princípios constitucionais de eficiência administrativa (art. 37, CF/88) e função social da propriedade (art. 5º, XXIII, CF/88), já que não servem às comunidades tradicionais, como revela análise combinada de dados oficiais do IBGE, pesquisas antropológicas e comparações internacionais demonstra que o modelo vigente falha em promover bem-estar, autonomia econômica, segurança territorial e função social da terra, ao mesmo tempo em que impõe ônus desproporcionais à sociedade.

Multimídia

Vicente Neto, diretor-geral da Sudesb, justifica recusa de sistema de biometria em Pituaçu

Vicente Neto, diretor-geral da Sudesb, justifica recusa de sistema de biometria em Pituaçu
Durante participação no Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, o diretor-geral da Sudesb, Vicente Neto, revelou que quase todas as recomendações do Ministério Público da Bahia para o Estádio de Pituaçu foram atendidas, exceto a implementação da biometria. Na conversa, o gestor justificou a falta do recurso e anunciou uma nova reunião entre as entidades para solucionar a questão.

Entrevistas

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
Foto: Fernando Vivas/GOVBA
Florence foi eleito a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2010, tendo assumido quatro legislaturas em Brasília, desde então.

acm neto

Após receber apoio de Cafu Barreto, ACM Neto se reunirá com deputados da AL-BA nesta segunda
Foto: Divulgação

 

O ex-prefeito de Salvador ACM Neto dará mais um passo importante nas estratégias para as eleições de 2026. Conforme apuração da reportagem, o vice-presidente nacional do União Brasil vai se reunir com uma bancada de deputados estaduais da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), nesta segunda-feira (24). 

 

O encontro vai reunir parlamentares do bloco de oposição do Legislativo baiano. A ocasião deve servir como um balanço do ano político do grupo político. A reunião deve ser marcada também para que Neto e outros caciques do grupo possam traçar os planejamentos políticos para a disputa eleitoral do próximo ano. A reunião vai ocorrer na sede do União Brasil, no bairro da Garibaldi, em Salvador. 

 

A reunião deve contar ainda com a participação do deputado estadual Cafu Barreto (PSD), que apesar de ser de um partido da base, anunciou apoio a Neto na disputa pelo Governo do Estado no próximo ano. 

“Não trato de 2026 e não tive mais contato com ACM Neto”, diz prefeito de Luís Eduardo Magalhães
Foto: Luíza Barbosa / Bahia Notícias

O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, no Extremo Oeste, Junior Marabá (PP), voltou a falar sobre o futuro político e sobre a relação marcada por críticas com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto. No início do ano, declarações do gestor contra o ex-aliado repercutiram e mostraram um mal-estar entre os dois não revelado.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, o gestor, que migrou para a base do governador Jerônimo Rodrigues, disse que mantém a avaliação feita e que as colocações se tratavam de uma “análise política”. Desde então, Marabá não mantém diálogo com Neto.

 

Reeleito com 83% dos votos, Junior Marabá afirma que não está envolvido em articulações eleitorais e que a prioridade é concluir o mandato, mesmo admitindo o gosto de concorrer para deputado federal no próximo ano.

 

Na conversa, o prefeito também detalhou as ações da gestão em áreas como segurança pública, educação e sustentabilidade, e comenta como vê a sucessão dele em 2028. Clique aqui e leia a entrevista na íntegra na Coluna Municípios.    

Após estaduais, ACM Neto tenta se aproximar de Ricardo Maia, e deputado seria "nome ideal" para vice em 2026
Foto: Mario Agua / Câmara dos Deputados

As movimentações para o fortalecimento da candidatura do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), ao governo do estado seguem intensas e podem ganhar novos capítulos nas próximas semanas. Após anunciar a chegada dos deputados estaduais Nelson Leal (PP) e Cafu Barreto (PSD), o grupo de Neto agora foca em um nome de “peso” que poderia compor a chapa majoritária: o deputado federal Ricardo Maia (MDB), que poderia ocupar a vaga de vice do ex-prefeito da capital baiana.

 

De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, sondagens já foram feitas, dando início às tratativas de uma possível migração para a base de ACM Neto. O emedebista possui forte influência na região do Semiárido, onde foi prefeito de Ribeira do Pombal (2013-2021) e elegeu seu sucessor no pleito de 2020, e no Sisal, com seu filho, Ricardo Maia Filho (MDB), comandando a prefeitura de Tucano.

 

As regiões são consideradas estratégicas para a campanha de ACM Neto, que visa diminuir a considerável distância de votos que teve nos pequenos municípios quando enfrentou o então candidato a governador, Jerônimo Rodrigues (PT), em 2022. Maia é visto como um forte nome para vice por ser um dos principais municipalistas baianos no Congresso Nacional, transitando com facilidade entre as prefeituras do estado. Além disso, o parlamentar teria forte aporte eleitoral, visto que foi eleito com mais de 136 mil votos em sua primeira disputa para a Câmara dos Deputados.

 

Fontes ouvidas pela reportagem informaram que a oposição prepara um “forte anúncio” de desembarque do governo até o fim do mês de novembro. Segundo informações do Bahia Notícias, a coordenação de campanha de Neto projeta anunciar, em breve, a migração de três parlamentares que estariam “insatisfeitos” na base de Jerônimo, fortalecendo o palanque do ex-prefeito em pontos estratégicos do estado.

 

Maia é visto como um dos nomes insatisfeitos com a gestão, além de, segundo pessoas ligadas a Neto, ser considerado um parlamentar que sempre foi distante dos “ideais defendidos pelo governo do estado”. Em diferentes oportunidades, durante declarações públicas, o deputado federal realizou cobranças ou “alfinetou” a alta cúpula da gestão petista.

 

No mês de março, em discurso na tribuna da Câmara dos Deputados, Maia criticou a falta de pavimentação asfáltica nas estradas vicinais dos municípios e fez cobranças de promessas realizadas por Jerônimo durante a campanha eleitoral.

 

“Aqui, uma cobrança ao meu governador Jerônimo, que ele prometeu. Prometeu ao povo da minha terra, Ribeira do Pombal. Prometeu em Tucano, cidade do meu filho, pavimentação em asfalto nas estradas vicinais. E, infelizmente, cobro eu, cobra o prefeito, cobra a população, mas, meu governador, o senhor não deve ao deputado federal Ricardo Maia. O senhor deve ao povo de Ribeira do Pombal. O senhor deve ao povo de Tucano”, declarou o deputado.

 

Falando sobre as estratégias de 2026, o coordenador da campanha de Neto, Nelson Leal, afirmou que traçou como objetivo a montagem de palanques para o ex-prefeito em todos os 417 municípios da Bahia até o final deste ano. Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (18), ele também avaliou que a campanha atual será “completamente diferente de 2022”.

 

“Não vai ficar um município sem Neto no palanque. Eu já cheguei com esse trabalho sendo realizado. Hoje, poucas são as cidades em que Neto não tem palanque. Eu acho que a gente não finda o ano sem estar com palanque em cada cidade. A realidade desta campanha é completamente diferente da de 2022”, afirmou Leal.

 

ATRITO DO MDB
Os diálogos com Ricardo Maia ocorrem em meio a um estremecimento na relação entre Jerônimo Rodrigues e o MDB. Recentemente, um dos caciques do partido, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, veio a público afirmar que Neto será “extremamente competitivo” em 2026.

 

A declaração, segundo uma fonte do BN, teria motivado uma reunião entre Geddel e o secretário de Relações Institucionais (Serin), Adolpho Loyola, para colocar “panos quentes”. Há uma tensão interna no MDB de que o atual vice-governador, Geraldo Júnior (MDB), seja sacado da chapa majoritária, diminuindo o espaço da legenda em postos de peso na base governista.

Helicóptero que levou ACM Neto e Bruno Reis para Conceição do Coité pertence a baiano do Banco Master preso, diz coluna
Foto: Raimundo Mascarenhas / Calila Notícias

O vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, e o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), utilizaram um helicóptero do sócio do Banco Master, o empresário baiano Augusto Lima, para cumprir uma agenda no município de Conceição do Coité na última sexta-feira (14). A viagem ocorreu três dias antes da prisão de Augusto em operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) por suspeita de cometer fraude bancária.

 

A viagem de Neto e Bruno Reis para Conceição do Coité foi realizada para acompanhar o Natal Luz do município. Por lá, eles encontraram o prefeito de cidade, Marcelo Araújo (União), o prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União), o presidente do PL-BA, João Roma, o secretário de Governo de Salvador, Cacá Leão (PP) e o deputado federal Arthur Maia (União).

 

 

 

Conforme a coluna Andreza Matais, do Metrópoles, o uso da aeronave de Augusto Lima por ACM Neto e Bruno Reis expõe uma certa relação de proximidade entre as partes. Além da prisão do empresário baiano, a operação da PF também alcançou o CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, que foi detido no aeroporto de Guarulhos (SP), enquanto tentava embarcar em um jatinho privado.

 

Daniel Vorcaro comprou três jatos pelo valor total de R$ 258 milhões em apenas dois anos e meio. As aquisições foram feitas entre fevereiro de 2022 e agosto deste ano. Nenhuma delas está alienada a bancos, o que indica que foram compradas e quitadas à vista, sem financiamento.

Deputado do PSD que deixou governo para encaminhar apoio a ACM Neto já foi preso em operação da PF; relembre o caso
Foto: Divulgação / AL-BA

Seguindo o movimento do deputado estadual Nelson Leal (PP), Cafu Barreto (PSD) anunciou que deixaria a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) para apoiar o projeto de ACM Neto (União), ex-prefeito de Salvador que deve disputar o Executivo estadual novamente em 2026.

 

Até então vice-líder do governo na Casa Legislativa, Edicley Souza Barreto, o Cafu, se apresenta como empresário e já foi prefeito de Ibititá, na região de Irecê, por dois mandatos: eleito em 2012 e reeleito em 2016. Filiado ao PSD desde 2011, ele chegou à AL-BA em 2023 após ser eleito com mais de 67 mil votos no último pleito.

 

O deputado também já esteve no centro da Operação Rochedo, deflagrada em 2022 para apurar suspeitas de fraudes em licitações nas áreas de saúde e educação, com período investigado entre 2013 e 2020. Uma aeronave, registrada em nome de empresa do deputado, foi apreendida. O parlamentar também foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e cumpriu mandado de prisão temporária na sede da PF em Salvador.

 

Conforme a apuração, além do prefeito, um grupo formado por empresários, agentes públicos, advogado, contadores e “laranjas” integravam o esquema. A estimativa é que a organização teria desviado mais de R$ 7 milhões durante as gestões de Cafu no município baiano.

 

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Ainda conforme a PF, “o governo federal repassou vultosos recursos para o município de Ibititá oriundos do Pnate (Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar), do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), contratos de repasse, pagamento de parcela dos “precatórios do Fundef” (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério), bem como recursos destinados ao combate da pandemia de Covid-19”.

 

Nas investigações foi revelado que o grupo se apropriou de grande parte desses recursos por meio de licitações com suspeitas de fraudes, superfaturamento de contratos e lavagem de dinheiro. No período de 2013 a 2016, a PF diz que uma única empresa de construção civil firmou 15 contratos superfaturados com o Município de Ibititá, no valor de R$ 11 milhões. Essa mesma empresa, no mesmo período, repassou parte significativa desses valores para empresas constituídas em nome de “laranjas” do ex-gestor.

 

Em agosto deste ano, o Bahia Notícias revelou que a Justiça Federal derrubou um habeas corpus e retomou as investigações contra ele.

 

O mandado havia suspendido as investigações contra o ex-gestor pelos crimes de improbidade administrativa, além de ter anulado as provas coletadas pelas operações.

 

Na determinação proferida no dia 8 de agosto deste ano, a vice-presidente do TRF1, desembargadora federal Gilda Sigmaringa Seixas, divergiu de uma decisão da Terceira Turma do tribunal, que considerou as investigações ilegais “desde sua origem”.

 

“O acórdão recorrido encontra-se em dissonância com o entendimento firmado pelo STJ no ponto em que anulou todos os atos da ação civil que apurava atos de improbidade administrativa, ainda que não haja previsão de foro por prerrogativa de função ação de improbidade administrativa”, diz a decisão.

 

Na decisão da Terceira Turma, os magistrados definiram que a investigação instaurada foi desenvolvida por uma “autoridade incompetente”, no caso, a Procuradoria da República no Município de Irecê. Na ata, foi escrito que a investigação foi considerada ileal desde sua origem, anulando assim as provas colhidas pela entidade.

Após saída de Leal e Cafu, Rosemberg nega debandada: “Estão indo para uma candidatura derrotada”
Foto: Leonardo Almeida / Bahia Notícias

O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Rosemberg Pinto (PT), negou que o grupo aliado do governador Jerônimo Rodrigues esteja vivendo um processo de debandada, ou abandono de aliados. A declaração, dada nesta terça-feira (18), ocorre após os deputados Nelson Leal (PP) e Cafu Barreto (PSD) declararam apoio formal a candidatura do ex-prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto, principal figura da oposição na Bahia. 

 

“Eu acho que não [há debandada], porque há uma relativa satisfação na relação com o governo. Ainda hoje estiveram reunidos os deputados ligados aos partidos da base aliada. O PSB eu tenho conversado, tirado todas as dúvidas que possam ter, e não vi nenhuma insatisfação ao ponto de ser respondido com uma mudança de lado. Esses dois deputados já tinham suas manifestações feitas anteriormente. Eu vim acompanhando todos os dois e o governador também já sabia que havia essa perspectiva”, ressaltou.

 

O parlamentar destaca que não se surpreendeu com o posicionamento dos deputados. “Olha, na realidade, acho que o deputado Nelson volta ao seu espaço. Ele, na eleição passada, não apoiou o governador”, inicia. “Conversei com Cafu, e ele também tem toda a sua base formada na oposição e disse que se sentiria mais confortável para o seu projeto de reeleição no alinhamento com a base de oposição na sua região”, explica. 

 

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Compreendendo o cenário, Rosemberg afirma que essas saídas “não altera o resultado do ponto de vista da pretensão da reeleição do governador”. O líder da base governista ainda defende que não há movimentação de debandada. 

 

O petista destaca ainda que “se me pedissem opinião, eu ia dizer que eles estão errados, porque eles estão indo para uma candidatura, na minha opinião, derrotada. É esse o sentimento dos colegas da oposição aqui na casa, de que é uma candidatura com suas dificuldades”, completa. 

Luciano Simões Filho prevê diminuição de partidos no palanque de ACM Neto em 2026 para “focalizar a atenção”
Foto: Leonardo Almeida / Bahia Notícias

O vice-líder do União Brasil na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado estadual, Luciano Simões Filho, afirmou que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), terá uma diminuição na quantidade de partidos em seu palanque na disputa pelo governo do estado durante as eleições de 2026. Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (18), o parlamentar contou que a estratégia será para “focalizar” melhor “as atenções”, evitando dispersar em mais legendas.

 

Durante a conversa com a imprensa, Luciano também contou que a campanha trabalha em um cenário com, no máximo, oito partidos compondo a aliança com Neto. Além disso, o deputado projetou que a articulação facilitaria a composição da chapa proporcional e majoritária para o pleito do próximo ano.

 

“A gente tem que lembrar que em 2022 o nosso grupo, liderado por ACM Neto, montou 13 partidos, o que na minha opinião e na maioria da nossa bancada não foi muito positivo. A gente perdeu até um pouco da energia para concentrar na majoritária e dispersou a energia para organizar 13 legendas. Isso não se repetirá. A gente deve ir do palácio de a ACM Neto aí com no mínimo 5 a 6 legendas, mas eu acho que não chegará nem a 8 legendas (...).
Então a gente vai fazer uma composição que a abra o máximo de número de cadeiras possíveis com o menor número de voltas para o desempenho das vagas”, disse Luciano Simões.

 

Ainda durante a coletiva, o líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Tiago Correia (PSDB), explicou que a bancada tem investido em dar robustez aos palanques no interior de ACM Neto, visando a sua candidatura para o governo do estado em 2026.

 

“Nós temos acompanhado pesquisas em todos os municípios e temos visto, majoritariamente, Neto com uma frente muito ampla nos grandes municípios. Nos pequenos municípios onde Jerônimo tinha uma diferença muito grande na última eleição, já com a força menor (...). Então um cenário totalmente diferente e eu acho que essas movimentações como o próprio deputado Cafu, inclusive foi ouvindo as pessoas, principalmente os pequenos municípios, entendendo esse desejo de mudança”, discorreu Tiago Correia.

Oposição mira fortalecimento de palanques de Neto no interior para candidatura ao governo do estado: “Diferente de 2022”
Foto: Leonardo Almeida / Bahia Notícias

O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Tiago Correia (PSDB), explicou que a bancada tem investido em dar robustez aos palanques no interior do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), visando a sua candidatura para o governo do estado em 2026. Durante coletiva de imprensa na AL-BA nesta terça-feira (18), com a presença do “recém-chegado” na oposição Cafu Barreto (PSD), Correia avaliou que o cenário do próximo ano é “totalmente diferente” do de 2022.

 

“Nós temos acompanhado pesquisas em todos os municípios e temos visto, majoritariamente, Neto com uma frente muito ampla nos grandes municípios. Nos pequenos municípios onde Jerônimo tinha uma diferença muito grande na última eleição, já com a força menor (...). Então um cenário totalmente diferente e eu acho que essas movimentações como o próprio deputado Cafu, inclusive foi ouvindo as pessoas, principalmente os pequenos municípios, entendendo esse desejo de mudança”, discorreu Tiago Correia.

 

O novo coordenador da campanha de Neto, deputado estadual Nelson Leal (PP), traçou como objetivo a montagem de palanques para o ex-prefeito em todos os 417 municípios da Bahia até o final deste ano. A estratégia visa fortalecer a votação de Neto no interior, onde Jerônimo conquistou uma grande diferença de votos em 2022. 

 

“Não vai ficar um município sem Neto no palanque. Eu já cheguei com esse trabalho sendo realizado. Hoje, poucas são as cidades hoje em que Neto não tem palanque. Eu acho que a gente não finda o ano sem tá com palanque em cada cidade. A realidade desta campanha é completamente diferente de 2022”, afirmou Leal.

Nelson Leal explica desistência de reeleição e faz afagos a eleição de ACM Neto em 2026
Foto: Leonardo Almeida / Bahia Notícias

O deputado estadual Nelson Leal (PP) explicou o motivo da desistência em sua candidatura nas eleições de 2026, para apoiar e coordenar a campanha do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto ao Governo do Estado. Durante entrevista coletiva, nesta terça-feira (18), o parlamentar fez sua escolha por acreditar que o vice-presidente do União teria preparo e “qualificação para resgatar o estado”.

 

Leal disse ainda que já efetuava diálogo com Neto para tratar sobre o tema. 

 

“Tenho dialogado com ACM Neto já há algum tempo. E, por intermédio de vários amigos que aqui estão, deputados estaduais, por sinal, tenho que elogiar. Espero que todos consigam se reeleger, o papel nosso é manter essa bancada aqui na Assembleia. Confesso que foi um desafio que me trouxe muita alegria, que é coordenar uma campanha de alguém que de fato a gente enxerga que tem as condições necessárias para administrar com muita competência o estado da Bahia”, afirmou o progressista. 

 

O parlamentar ainda reforçou que deixa seu mandato de lado para apoiar Neto, e que somente o ex-gestor poderia convencê-lo a não ser candidato no próximo ano. 

 

“Acho que só Neto para me convencer a não ser candidato. Coloco meu mandato de lado em prol de algo muito mais importante que é ter um governador que venha, sem sombra de dúvida, trazer a Bahia de volta para o caminho da prosperidade, do crescimento e do desenvolvimento”, observou. 

 

“Acho que tem algumas pautas que são muito importantes, que nós deixamos de lado, e que a Bahia hoje figura nos piores índices do Brasil. Para a gente fazer esse resgate, acredito que só um homem que tem preparo, tem qualificação. É em função disso que não sou eu, mas todos nós que estamos abraçando essa coordenação que é algo conjunto, tem Marcelo [Nilo], tem Reinaldinho [Braga], tem Luciano [Ribeiro], todos nós, estamos abraçados nesse projeto que vai ser muito importante para a Bahia”, completou.

Jorge Araújo oficializa pré-candidatura a deputado federal para as eleições de 2026
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O vereador Jorge Araújo (PP) oficializou sua pré-candidatura a deputado federal visando as eleições de 2026. O anúncio foi realizado nas redes sociais nesta sexta-feira (14), em vídeo com a presença do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), e o presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira. Nos últimos dias, os três se reuniram em Brasília para discutirem estratégias, alimentando rumores de que Jorge Araújo, atualmente primeiro suplente de deputado federal, poderia assumir a vaga de João Leão (PP).

 

Na publicação, Neto relembrou a votação expressiva de Araújo no pleito de 2024, sendo o vereador mais votado da história da capital baiano, e reforçou que o edil será um forte candidato no próximo ano.

 

“Tá mais que confirmado, Jorge Araújo como pré-candidato a deputado federal e, assim como foi para vereador de Salvador, vai ser um dos candidatos mais votados de toda a Bahia. Se alguém tinha dúvidas da candidatura de Jorge a deputado federal, estão vendo agora, com as bençãos do presidente do PP, tá mais do que confirmado”, disse Neto.

 

Ciro Nogueira também defendeu a candidatura e afirmou que, caso eleito, o vereador será uma importante voz no Congresso Nacional.

 

“Não tenho dúvidas, Jorge, quando você assumir o mandato de deputado federal aqui esse Congresso vai ser outro. Precisamos de uma voz firme em defesa da Bahia, para defender o governo ACM Neto e todas as bandeiras do PP aqui em Brasília”, afirmou o senador.

 

A articulação para lançar a pré-candidatura a federal foi revelada ao Bahia Notícias por Jorge Araújo nesta quinta (13). Contudo, ele também contou que não houve uma concretização de que assumiria a vaga deixada por Leão no Congresso Nacional.

Filiado ao PSD, deputado Cafu Barreto encaminha apoio a ACM Neto nas eleições 2026
Foto: AL-BA

Após o Nelson Leal anunciar saída da base do governo Jerônimo Rodrigues, outro deputado estadual deve estar de malas prontas para migrar para oposição no estado. O deputado Cafu Barreto deve prestar apoio a candidatura do vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, ao governo da Bahia no próximo ano. 

 

Segundo informações apurados pela reportagem com interlocutores da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a nova aliança teria sido firmada, após uma reunião entre Neto e Cafu, no final da manhã desta sexta. O parlamentar é considerado estratégico devido a localização da base eleitoral dele, nas imediações de Irecê, onde Cafu foi prefeito de Ibititá e mantém vínculos fortes.

 

A confirmação do apoio deve ser anunciada pelos dois ainda nesta sexta. Algumas pendências para confirmar o apoio ainda estariam sendo debatidas para o "fechamento" da parceria para o pleito futuro. 

Após Nelson Leal romper com governo, Jerônimo e Adolpho Loyola se reúnem com bancada do PP da AL-BA
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) se reuniu com quatro deputados estaduais do Progressistas em agenda durante a manhã desta quinta-feira (13). O encontro foi a primeira reunião entre o chefe do Executivo e a bancada progressista desde o rompimento do deputado Nelson Leal (PP), que assumiu a coordenação da campanha do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União).

 

A reunião também contou com a presença do secretário de Relações Institucionais (Serin), Adolpho Loyola, um dos principais articuladores políticos do governador.

 

Os parlamentares presentes foram um quarteto formado por Niltinho, líder do PP na AL-BA, Hassan, Antônio Henrique Jr. e Eduardo Salles. Atualmente o grupo articula, em conjunto, sua migração partidária para uma sigla da base de Jerônimo, visto que o Progressitas formou uma federação com o União Brasil, principal partido da Oposição.

 

Segundo o governador, o encontro com a bancada foi realizado para discutir investimentos no interior do estado, recebendo demandas de prefeitos do interior do estado.

 

“Falamos sobre pautas importantes para o desenvolvimento do nosso estado e para fortalecer a relação com os municípios, ouvindo as demandas de prefeitas e prefeitos de todas as regiões. O diálogo permanente com as bancadas é fundamental para que a gente siga trabalhando, juntos, pelos interesses das baianas e dos baianos”, escreveu Jerônimo.

 

Confira:

LOBO SOLITÁRIO?
Desde o início das conversas para deixar o PP, os parlamentares conversavam que Nelson Leal adotaria uma postura “independente”, ou seja, sem tomar uma decisão em conjunto com a bancada. Ainda em outubro, os rumores, ainda sem a explicação dos motivos, de que o deputado poderia desistir da reeleição ganharam força e começaram a circular nos corredores da AL-BA.

 

O motivo foi explicado na última sexta-feira (7), quando Leal anunciou o rompimento político com o governador para assumir a coordenação de campanha de ACM Neto. Na oportunidade, o deputado também informou que abriu mão de disputar a reeleição para se dedicar integralmente à nova missão.

 

“Neto me convidou para coordenar a campanha, e acho que esse é o melhor caminho para a Bahia. Neto fez uma administração primorosa e extraordinária em Salvador, e vai promover a mesma transformação que o nosso estado está precisando”, afirmou Leal.

 

DEBANDADA E O PSB
Com a iminente debandada do quarteto liderado por Niltinho, o PSB se tornou a legenda “favorita” para receber os insatisfeitos com a Federação União Progressistas. Em setembro, os pessebistas chegaram a promover um encontro do presidente nacional da legenda, o prefeito de Recife, João Campos, e Niltinho para discutirem a possível filiação.

 

Segundo os parlamentes, há um cálculo no qual estima que o futuro partido, ao filiar ao quarteto, teria a garantia de pelo menos a formação de três cadeiras na AL-BA.

 

Com uma possível migração ao PSB, a ideia é conseguir uma maior robustez na bancada do partido na Casa Legislativa, ampliando de dois deputados para cinco. Contudo, a permanência da deputada Fabíola Mansur (PSB) na legenda ainda é incerta por conta de “divergências internas”.

 

Falando sobre o sexto deputado da bancada do PP, Felipe Duarte já encaminhou sua filiação ao Avante e, segundo os parlamentares da Casa, ele já responde como membro do partido. Sua migração deve ser oficializada na abertura da janela partidária, em março de 2026.

Marcinho Oliveira nega “rusga” com ACM Neto e revela convencimento de Elmar para saída do União
Foto: Reprodução Antena 1 Salvador

O deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD) negou, nesta quinta-feira (13), um possível desentendimento com o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente do União Brasil, ACM Neto. Em entrevista à rádio antena 1 Salvador, o parlamentar negou que houve uma rusga com Neto no processo de saída da sigla para migrar para a base do Governo do Estado, onde seu antigo partido é oposição. 

 

Marcinho explicou que sua filiação ao PRD ocorreu em decorrência de sua base e aliados apoiarem o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. Segundo ele, sua base é majoritariamente favorável ao governo. O deputado explicou que houve um encontro com Neto para revelar o cenário. 

 

“No dia que foi para sair, estive com Neto. Fui com o deputado Tiago Corrêa na casa dele, conversei olhando nos olhos dele. Falei que existiam dois projetos, o dele e o meu. E que se eu fosse no dele, o meu entrava água. Não ia para o dele para ficar bom e o meu ruim. Então era melhor cada um seguir o seu caminho. Ele entendeu, mostrei a minha base eleitoral que era uma base que era oposição a ele, que era favorável ao governo. Respeito a todos e aos que votam comigo. Respeito toda a minha base eleitoral. Tive que falar isso a ele. Falei tranquilamente, não teve problema. Muitas pessoas jogam muito gasolina dentro de um fogo para colocar incêndio”, disse Oliveira. 

 

Marcinho ainda disse que houve alguns colegas de Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) fomentaram um conflito dele com lideranças do União. O parlamentar disse ainda que o deputado federal Elmar Nascimento foi fundamental neste processo de mudança, pois acreditou e o convenceu sobre a saída de partido. 

 

“Acho que existe uma coisa hoje que na política você tem que ter que é uma correção. O deputado Elmar Nascimento, meu líder político, um cara que é do lado de ACM Neto, mas compreendeu a minha situação. Porque o amigo verdadeiro é aquele que vê a situação no momento que você está passando e lhe orienta da forma correta. Cheguei para ele e mostrei minha planilha e minha relação. Ele falou que minha base era aquela ali. Ele disse que minha base é governista e que eu não tinha como ir contra a minha base eleitoral”, completou. 

Após quase um ano, João Roma relembra retomada de diálogo com ACM Neto: “Foi um momento difícil, mas tivemos uma boa conversa”
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

O presidente do PL na Bahia, João Roma, relembrou, durante participação no Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, a retomada do diálogo com o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), que completará um ano em dezembro.

 

“Foi em dezembro do ano passado que sentei com Neto. Tivemos uma boa conversa. Foi difícil, após quase dois anos sem entendimento. Disputamos a mesma posição, foi um momento muito severo”, contou Roma.

 

O encontro entre os dois aconteceu em um contexto político mais estável, já com Bruno Reis reeleito em Salvador, Zé Ronaldo eleito em Feira de Santana e o PL consolidando novas posições no estado, fatores que ajudaram a reaproximar as lideranças.

 

“Já tendo Bruno Reis, Zé Ronaldo e Sheila Lemos eleitos, houve vários entendimentos dentro do PL. Na conversa com Neto, definimos uma visão de clareza para a Bahia”, afirmou.

 

Roma ainda destacou que, caso ele e ACM Neto, atual vice-presidente nacional do União Brasil, iniciem as eleições de 2026 separados, o principal beneficiado será o PT. “O PT vai estar satisfeito, batendo palma”, concluiu o ex-ministro.

 

"Vai perder novamente", diz Éden sobre mudança de grupo de Nelson Leal
Foto: Divulgação

O secretário de Comunicação Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares, afirmou que “recebeu sem surpresa alguma” o apoio declarado do deputado estadual Nelson Leal (PP) ao ex-prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto. O legislador baiano anunciou, nesta sexta-feira (7), o rompimento com o grupo político do governador Jerônimo Rodrigues (PT) para coordenar a campanha de ACM Neto na eleição estadual de 2026

 

Em comentário sobre o ocorrido, o ex-presidente estadual do PT destacou o grande respeito pelo deputado, mas que não desconsiderava a aliança, visto que Nelson Leal e ACM Neto tem uma relação pessoal de longa data.

 

"Surpreendendo um total de zero pessoas. Eu gosto e tenho respeito pelo deputado Nelson Leal, sempre tivemos muito boa convivência. Mas essa notícia aí é ‘a volta dos que não foram’. Nelsinho já votou em ACM Neto em 2022 e, igual a 2022, vai perder novamente. Zero surpresa", concluiu.

 

Conforme destacado pelo anúncio de Leal, nesta sexta, o deputado, além de coordenar a campanha da oposição, o legislador disse que abriu mão de disputar a reeleição para se dedicar integralmente à candidatura de ACM Neto.

Caiado propõe fim da recém-criada federação com o PP; caciques do União debatem
Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, estaria propondo o fim da recém-criada federação entre União Brasil e Progressistas (PP). Segundo informações de bastidores divulgadas pela jornalista Raquel Landim, Caiado deve se reunir em breve com Antonio Rueda, presidente do União Brasil, e com Antônio Carlos Magalhães Neto, vice-presidente do partido, para tratar do assunto. 

 

Caso confirmado, o rompimento seria possível, pois a federação ainda não foi homologada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Temos que parar com essa história de federação. Cria muita cizânia localmente", Caiado teria dito a pessoas próximas.

 

O pedido de Caiado ocorre após o pré-candidato a presidência da República protagonizar divergências públicas com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do PP. Ciro desejava que o candidato formal apoiado pela federação na disputa de 2026 fosse o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Neste modelo, Ciro almejava ser candidato à vice.

 

Procurados, Ciro Nogueira, presidente do PP, e Antônio Rueda, presidente do União Brasil, não deram entrevista.

Federação União Progressista trabalha para barrar candidatos com "um pé em cada barco" e pode provocar saída de Cajado do PP
Foto: Divulgação/GOVBA/Flickr

A federação União Progressista deve passar por uma verdadeira limpa, principalmente pelo lado do PP na Bahia. Segundo integrantes do alto escalão baiano do União Brasil, após a formalização da federação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o grupo não aceitará parlamentares "com um pé em cada barco".

 

Além de Mário Negromonte Jr., aliado histórico do PT baiano que tem dialogado com o PSB de João Campos, prefeito de Recife, outro nome que deve mudar de partido é o deputado Claudio Cajado. Para alguns interlocutores, ele já estaria de malas prontas para embarcar em uma sigla da base aliada do governo Jerônimo Rodrigues. 

 

Mesmo anunciando apoio a ACM Neto do União Brasil para as eleições de governador da Bahia em 2026, Cajado vem mantendo aparições públicas ao lado do governador Jerônimo Rodrigues. No último dia 13 de setembro, ele participou da entrega de uma escola de tempo integral, da nova delegacia e do pelotão da PM na cidade de Cardeal da Silva. No evento, Cajado elogiou as ações do governo estadual.

 

"Eu não poderia deixar de estar presente neste dia, que a história de Cardeal da Silva falará que foi o dia de maior entrega de obras que essa terra já teve. Por isso prefeito, por isso governador, parabéns", disse ele.

 

Integrantes do partido garantem que a federação será oposição ao governo do PT, tanto na Bahia quanto no Brasil, e que uma postura dividida não será aceita.

 

Em agosto, Claudio Cajado, durante o episódio em que foi convidado no Projeto Prisma, declarou que não tem pé no governo e é um parlamentar independente.

 

"Eu não tenho pé no governo. Eu não frequento secretarias. Eu frequento o palanque do governador Jerônimo quando ele está nos municípios que os prefeitos também me apoiam. Devo dizer que o governador me recebe muito bem, não vou negar, gosto muito dele. Mas eu não tenho nada no governo, não tenho cargo, não tenho participação no governo, pelo contrário", afirmou Cajado.

 

No âmbito nacional, mesmo antes da oficialização da federação pelo TSE, os presidentes das siglas, Ciro Nogueira do PP e Antonio Rueda do União Brasil, já começaram a determinar que filiados que ocupam cargos no governo Luiz Inácio Lula da Silva devem se afastar. No início de setembro, em coletiva conjunta, eles decidiram que todos os filiados deveriam deixar o governo, incluindo os ministros André Fufuca do Esporte e Celso Sabino do Turismo, com prazo de um mês.

 

Após o prazo, no dia 8 de outubro, o PP anunciou o afastamento de André Fufuca de todas as decisões partidárias, incluindo a vice-presidência nacional e a presidência do Diretório Estadual do Maranhão. O comunicado reforçou que a sigla "não faz e não fará parte do atual governo, com o qual não nutre qualquer identificação ideológica ou programática”.

 

O União Brasil, que tem ACM Neto como vice-presidente nacional, tomou medida semelhante. Celso Sabino foi afastado das funções partidárias até a conclusão de processo que pode resultar na expulsão definitiva, cujo prazo máximo é de 60 dias.

 

Nos bastidores, membros do União Brasil fizeram chegar a Claudio Cajado que não será possível "um pé em cada barco". "Ou estará com ACM Neto ou não estará na federação", assegura um cacique partidário em reservado.

ACM Neto destaca prioridade de Caiado, mas reitera independência da eleição estadual: “Não pode vincular nosso projeto na Bahia”
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

O ex-prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães, o ACM Neto (União), destacou que o governador do Goiás, Ronaldo Caiado (União), é a prioridade do União Brasil para as eleições nacionais de 2026. Em evento da Fundação Índigo, nesta terça-feira (30), o prefeito ressaltou o posicionamento da sigla, a qual atua como vice-presidente, mas reiterou a condição de independência a corrida eleitoral no estado. 

 

“A gente não pode vincular o nosso projeto aqui na Bahia se A, B ou C vai ser candidato a presidente da República, por esse ou aquele partido. A gente tem que ter um projeto nosso no campo de oposição, que unifique as oposições, que trate do futuro da Bahia, que tenha responsabilidade com quase 20 anos de luta, enfrentando o PT no Estado”, destacou ACM. 

 

Ele reforça, por sua vez, que apesar da luta pela “unificação da oposição” contra o PT, o União mantém o apoio a Ronaldo Caiado, ainda que o governador Tarcísio de Freitas seja candidato na ocasião. “Nesse momento a nossa preocupação é com a pré-candidatura do União Brasil, que é de Ronaldo Caiado. O governador Tarcísio, que é um grande quadro da vida pública nacional, é governador, hoje filiado aos Republicanos. Eu tenho defendido e quero aqui repetir que o melhor caminho é uma aliança que junte do centro à direita todas as correntes que possam fazer oposição ao PT”, afirmou o presidente da Fundação Índigo. 

 

“Hoje, para a União Brasil, o que importa é o nome de Caiado, que é o nosso pré-candidato à presidência da República”, completa. ACM Neto ainda reflete que a candidatura atual se difere da última eleição, especialmente na ausência de Jair Bolsonaro.

 

“Uma coisa fato diferente do que aconteceu em 2022 dadas as circunstâncias daquela eleição. Eu espero que o União Brasil possa, para 2026, ter uma candidatura, seja própria ou em aliança e que não acompanhemos essa candidatura [do PT], inclusive numa aliança aqui no estado da Bahia. Então, muita coisa ainda vai acontecer”, conclui. 

 

ANISTIA 
O pré-candidato ao Governo do Estado, ACM Neto, comentou ainda sobre o projeto da anistia, que tramita no Congresso Nacional e prevê o perdão total ou o reajuste das penas aos denunciados pelos atos de 08 de janeiro.

 

“Na minha opinião, o Congresso Nacional, seja para aprovar ou rejeitar, seja para aplicar ou não dosimetria, precisa votar esse tema, precisa apreciar essa matéria e permitir que a agenda nacional continue e que os problemas do futuro do Brasil possam ser tratados”, afirma.
 

ACM Neto nega apoio a PEC da Blindagem e articulação para “acobertar” Rueda: “Claramente não sou a favor”
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, comentou pela primeira vez em relação a PEC da Blindagem durante o Fórum S.O.S Bahia, na noite desta terça-feira (30), organizado pela Fundação Índigo na capital baiana. Em conversa com a imprensa, Neto afirmou que não havia opinado pelo assunto, pois não tinha sido questionado e informou ser “claramente” contrário a proposta.

 

O ex-prefeito também negou que a inclusão de presidentes de partidos seria uma manobra para acobertar o chefe do diretório nacional do União Brasil, Antônio Rueda, que foi incluído em investigação da Polícia Federal por suposto envolvimento com o PCC.

 

“Você não me perguntaram, não me ligaram, a gente teve vários eventos, inclusive no interior, que eu tive a disposição da imprensa, eu sempre sou uma pessoa disponível para comentar qualquer tema e responder sobre qualquer assunto. Se tivesse sido perguntado, teria dito claramente a vocês que não sou a favor, não era a favor e não sou a favor da PEC da Blindagem, não houve, não é verdade, não houve uma articulação para proteger o presidente da União Brasil, eu tenho certeza disso”, afirmou Neto.

 

O vice-presidente do União também declarou ser uma “irresponsabilidade” a suposição de que Rueda estaria ligado ao PCC. Para Neto, a relação foi “plantada” após o líder partidário anunciar que a legenda estaria se afastando do governo de Luiz Inácio lula da Silva após a formação da federação com o Progressistas.

 

“Ligar e relacionar o presidente do União Brasil com PCC. Isso é uma irresponsabilidade, é um absurdo e tem um motivo e eu posso dizer a vocês qual é o motivo. Há poucos dias, o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, ao lado do presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, anunciaram que estavam se distanciando de qualquer relacionamento com o governo federal, ou com o presidente da República, e tomaram a decisão de recomendar todos os seus filiados que entreguem os cargos que ocupam no governo federal. Então, aqui não tem nenhuma criança, não tem nenhum menino, e não é coincidência (...). Matéria tentando insinuar uma ligação que não existe do presidente Antônio Rueda com PCC, isso é um absurdo, é algo muito leviano e que o próprio presidente Antônio Rueda rebateu categoricamente”, declarou o ex-prefeito.

 

PEC ENTERRADA
Na semana passada, por decisão unânime, com 26 votos a favor, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou a PEC 3/2021, conhecida popularmente como PEC da Blindagem

 

A PEC, que restringe operações policiais e inquéritos contra congressistas, que só avançariam por decisão deles próprios por meio de voto secreto, foi aprovada a toque de caixa pela Câmara dos Deputados. O projeto teve uma repercussão muito ruim nas redes sociais e perante a sociedade. 

 

Todos os senadores da CCJ concordaram com o parecer apresentado pelo relator, Alessandro Vieira (MDB-SE), que pediu a rejeição do projeto. Vieira argumentou que a proposta, que formalmente afirma ser um instrumento de defesa do Parlamento, seria, na verdade, um golpe fatal na sua legitimidade.

 

Na Câmara, dos 39 deputados da bancada baiana, 22 votaram a favor do projeto de emenda constitucional. Outros 14 votaram contra o projeto, um se absteve e outros dois não participaram da votação. Todos os parlamentares da Bahia filiados ao União Brasil votaram a favor da PEC da Blindagem.

 

A FAVOR
Adolfo Viana (PSDB-BA)
Arthur O. Maia (União-BA)
Bacelar (PV-BA)
Capitão Alden (PL-BA)
Claudio Cajado (PP-BA)
Dal Barreto (União-BA)
Diego Coronel (PSD-BA)
Elmar Nascimento (União-BA)
Félix Mendonça Jr (PDT-BA)
Gabriel Nunes (PSD-BA)
José Rocha (União-BA)
Leo Prates (PDT-BA)
Leur Lomanto Jr. (União-BA)
Márcio Marinho (Republicanos-BA)
Mário Negromonte Jr (PP-BA)
Neto Carletto (Avante-BA)
Paulo Azi (União-BA)
Paulo Magalhães (PSD-BA)
Raimundo Costa (Podemos-BA)
Ricardo Maia (MDB-BA)
Roberta Roma (PL-BA)
Rogéria Santos (Republicanos-BA) 

 

CONTRA
Alice Portugal (PCdoB-BA)
Antonio Brito (PSD-BA) 
Charles Fernandes (PSD-BA)
Daniel Almeida (PCdoB-BA)
Ivoneide Caetano (PT-BA)
Jorge Solla (PT-BA)
Joseildo Ramos (PT-BA)
Josias Gomes (PT-BA)
Lídice da Mata (PSB-BA)
Otto Alencar Filho (PSD-BA)
Pastor Isidório (Avante-BA)
Valmir Assunção (PT-BA)
Waldenor Pereira (PT-BA) 
Zé Neto (PT-BA) 

 

ABSTENÇÃO
Alex Santana (Republicanos-BA) 

 

NÃO VOTOU 
João Leão (PP-BA)
João Carlos Bacelar (PL-BA)

ACM Neto critica saúde pública e aponta segurança como outro grande problema da Bahia
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, comentou nesta terça-feira (30) sobre a situação da saúde pública na Bahia. Ele destacou que, ao lado da segurança, a saúde é um dos principais problemas enfrentados pela população do estado.

 

“Não tenho dúvida de que esses dois elementos, segurança e saúde, são hoje as maiores preocupações do cidadão baiano. Afinal de contas, os problemas na rede estadual de saúde, a deficiência no atendimento médico e hospitalar, sobretudo no interior do estado, além das dificuldades relacionadas à fila da regulação, que o governador prometeu zerar e que só cresce, mostram a gravidade da situação”, declarou Neto durante o Fórum S.O.S Bahia – Saúde, realizado no Terminal Marítimo de Salvador.

 

Segundo ele, o objetivo do evento (que já teve uma primeira edição voltada à segurança pública) é expor as fragilidades da gestão de Jerônimo Rodrigues em relação à saúde.

 

“O nosso objetivo é chamar atenção para a grave crise enfrentada pelo setor e, ao mesmo tempo, apresentar soluções, mostrando experiências bem-sucedidas em outras partes do Brasil, que podem garantir uma gestão mais eficiente dos recursos e, principalmente, salvar vidas. Hoje, a forma como o governo do estado trata a saúde pública revela um descompromisso com a vida das pessoas. O governador prometeu, durante a campanha de 2022, zerar a fila da regulação e ampliar a rede hospitalar no interior, mas a realidade, quase três anos depois, é completamente diferente”, concluiu ACM Neto.

Líder da oposição minimiza rumores de desistência de candidatura de ACM Neto em 2026: "Fake news da base do governo"
Foto: JulianaAndrade/AgênciaALBA

O deputado estadual e líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Tiago Correia (PSDB), comentou nesta sexta-feira (19) os rumores de que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), poderia desistir de disputar o governo da Bahia em 2026. A corrente ganhou força nos bastidores e o Bahia Notícias trouxe o cenário em publicação hoje.

 

Segundo apuração da reportagem, o entorno de ACM Neto evita se posicionar publicamente sobre o assunto, embora reconheça incômodo com a insistência de aliados em antecipar compromissos eleitorais. A postura tem colocado o ex-prefeito em posição de “apagar incêndios”, diante de constrangimentos gerados por declarações e articulações externas.

 

Em resposta, Tiago Correia classificou os rumores como uma estratégia da base do governo de Jerônimo Rodrigues (PT). Contudo, as fontes consultadas pelo BN são ligadas ao ex-prefeito de Salvador.

 

“Mais uma fake news da base do governo, que agora tenta implementar o discurso que ACM Neto pode não ser candidato. Quando na verdade o medo deles é que Neto seja o candidato. Ele é o mais competitivo e que lidera as pesquisas. Na eleição passada eles fizeram o mesmo”, disse o parlamentar.

 

O parlamentar também afirmou que há indefinições no grupo político liderado pelo PT. “Agora, as informações que vem de Brasília é que a candidatura de Jerônimo Rodrigues ainda está na berlinda e o grupo de lá avalia a possibilidade de colocar Rui Costa. Estão fazendo pesquisas constantes para ver quando tomarão a decisão”, acrescentou.

 

Durante o contato com o Bahia Notícias, o deputado também comentou as influências e impatos do processo nacional para o pleito baiano. Para Correia, caso Jerônimo seja candidato a reeleição ele será testado como o atual governador, e não mais como um mero candidato do PT.

 

“O governo Lula não consegue se organizar, o presidente dá reiteradas declarações desastrosas. A sua avaliação melhorou um pouco por conta do atrito com os Estados Unidos, mas ainda é muito ruim e a tendência é que esse quadro só piore. Ele nunca teve uma avaliação tão ruim e principalmente nos estados do Nordeste. E Jerônimo ainda não mostrou para que veio, não tem uma marca de governo. E se ele for o candidato em vez de Rui, ele será confrontado como Jerônimo, e não como número 13”, avaliou.

 

Ao final, o líder da oposição também mencionou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como peça relevante no tabuleiro e sua possível candidatura para a Presidência.
 

"Tarcísio é um nome que tem rejeição baixíssima. É um governador que tem dados excelentes resultados no estado de São Paulo e com certeza desequilibraria o pleito nos estados aonde a oposição a ele é o PT", concluiu.

Rumores da desistência de ACM Neto em disputa pelo governo se sustentam por incômodo de aliados; entenda
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Têm tomado tração rumores de que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), estaria avaliando a hipótese de não concorrer ao governo da Bahia em 2026. O movimento é celebrado por adversários, enquanto aliados enxergam com ceticismo qualquer movimento nesse sentido. No entanto, mesmo diante da emergência do tema, o entorno de ACM Neto evita falar abertamente sobre o tema, ainda que o incômodo exista com as abordagens.

 

Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, o ex-prefeito reage a sucessivas tentativas de aliados em firmar compromissos eleitorais com antecedência, causando constrangimento e o tornando uma espécie de apagador de incêndios criados por outrem. Publicamente, ninguém reclama das atuações desses aliados, porém é crescente a “indignação” do núcleo mais próximo ao ainda pré-candidato ao governo baiano.

 

Dentre as indisposições, há a ofensiva do governo de Jerônimo Rodrigues (PT) para, desde 2023, “capturar” grupos políticos que no ano anterior marcharam ao lado do ex-prefeito. Somado a isso, um interlocutor revelou que pré-candidatos a deputados federal e estadual têm agido de maneira acintosa para “criar dificuldades para vender facilidades”. A pressão estaria tirando a paciência não somente de ACM Neto, mas também daqueles compartilham perspectivas semelhantes do ponto de vista eleitoral.

 

“Querem que ACM Neto assuma compromissos desde agora, como se fosse possível. Não é ano de política, isso deveria acontecer só no próximo ano. Tem gente querendo fechar lista de candidatos, como se isso fosse possível agora”, reclamou uma figura ligada ao ex-prefeito, em condição de anonimato. As queixas recorrentes, de falta de atenção a críticas pelo “sumiço” do pré-candidato do União Brasil a governador da Bahia, fazem crescer um mal-estar, cujos esforços para superação geram ainda mais tensão no grupo.

 

A leitura é que, por mais que virtualmente não haja uma candidatura a presidente de oposição definida, a musculatura do ex-prefeito para enfrentar Jerônimo Rodrigues garantiria desempenho bom para os oposicionistas locais. Por isso, quem trata como factível o abortamento prematuro da campanha é visto com reticência pela coxia do União Brasil na Bahia. “Querem que ACM Neto seja candidato nas condições deles, quando as condições para candidatura têm que vir do próprio ACM Neto”, sugere um dos articuladores.

 

Todavia, os rumores de uma eventual desistência da candidatura, a tanto tempo das definições, acendem o alerta para o futuro político de ACM Neto. “Seria a morte política dele”, vaticina um aliado.

 

FUTURO E POSSIBILIDADES
Os encontros recentes com aliados, seja durante agendas no interior do estado ou até mesmo em Brasília, como aconteceu na última quarta-feira (17), ilustram o tom da “antecipação” das negociações para disputa do próximo ano. Mesmo sem pressa, Neto sofrido também com a ameaça de alguns aliados próximos, indicando que a incerteza de uma candidatura na Bahia, ou até mesmo a possibilidade de integrar uma chapa nacional, pode repercutir na relação. 

 

A ideia de “repetição” do cenário apresentado em 2018, quando o então prefeito da capital baiana refugou em ir ao embate estadual com o governador da época Rui Costa (PT), indicando o atual prefeito de Feira de Santana José Ronaldo (União) para a empreitada, ainda assusta alguns. O pleito seria de “carimbar” antecipadamente a presença nas eleições, confirmando a chapa que puxaria os candidatos a proporcional pelo grupo, mantendo um cenário “mais estável” para uma disputa extremamente concorrida e difícil, apontam aliados do ex-prefeito. 

 

Com o “sinal amarelo” de Neto, alguns nomes também estariam ensaiando uma “condicionante” para conseguir uma liberação em garantir sua eleição legislativa, caso ele não esteja nas urnas baianas. Presentes em algumas reuniões, aliados próximos indicaram a reportagem que “a incerteza pode gerar dissidentes”. 

Bruno Reis e ACM Neto ainda divergem sobre estratégia de composição de partidos para disputa pelo governo em 2026; entenda
Foto: Valter Pontes/SECOM

Muito ou pouco? Pensando na formatação da melhor estratégia eleitoral para a disputa ao governo da Bahia, em 2026, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) já deixou claro que não quer se preocupar com o número de partidos. Em declaração recente ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, Neto sinalizou que não quer “repetir erros” e indicou que deseja contar com cinco partidos no arco de aliança. Porém, no grupo de aliados, há quem discorde. 

 

Um dos mais próximos ao ex-prefeito, o atual gestor da capital baiana Bruno Reis (União) teria opinião distinta sobre o número de partidos no grupo. Segundo aliados próximos aos dois políticos, Bruno ainda teria a ideia de ampliar o número de partidos para conseguir ter “o maior número de candidatos” nas eleições de 2026. “Bruno tem um perfil de montador de legenda, entende que quanto mais candidatos, melhor”, indicou um interlocutor ao atual prefeito. 

 

Conhecido por conseguir realizar a estruturação de partidos, o prefeito já teria sinalizado aos mais próximos que poderia realizar a montagem de legendas menores. A iniciativa serviria para conseguir compensar o espaço perdido com a federação entre PP e União Brasil — juntos, os partidos terão 40 candidatos — já que a Bahia possui 39 cadeiras disponíveis na disputa, no caso da Câmara dos Deputados. Com um foco mais direto para a eleição da Câmara, a ideia ainda segue em debate. 

 

A ideia de Bruno conflita com o projeto de ACM Neto. “Uma das coisas que a gente errou foi ter tido 13 partidos políticos. A gente começou a inventar candidatos, pessoas que não tinham densidade eleitoral. Hoje, meu desejo é montar uma equação com cinco, talvez seis partidos, e está tudo certo. Existe uma base de partida nossa de construção, sendo a nossa fortaleza, é o que me importa tentar organizar”, disse durante o bate-papo.

 

Focado na “construção” dos mais próximos, Neto indicou que o foco seria na montagem do União Brasil e PP, com a federação, PSDB, Republicanos e PL. “Esses cinco partidos são a nossa base de partida, se esses cinco estiverem juntos em torno de uma única candidatura, esse candidato já vai ter mais tempo de televisão do que o PT, mais estrutura eleitoral em termos de recursos eleitorais. Está bom aqui, para que vou ter 13? Ao contrário, se quero fazer um trabalho de mudança política na Bahia, eu não posso chegar cheio de compromisso, com tudo já ocupado”, emendou Neto.

 

Em 2022, ACM Neto contou com uma coligação que teve 13 partidos: União Brasil, PP, Republicanos, PSDB, PDT, PSC, Solidariedade, Cidadania, Podemos, PRTB, PTB, DC e PMN. Com o cenário, Neto conseguiu “ampliar” o número de candidatos, porém segundo o ex-prefeito a “montagem” teria custado um tempo desnecessário para o sucesso nas urnas. 

 

BRUNO REIS E OS PARTIDOS
A “habilidade” de montador de partidos de Bruno se reflete nas eleições disputadas pelo gestor. Em 2024, o prefeito contou com 15 partidos em seu arco de apoio, com. Federação PSDB-Cidadania, Republicanos, PP, PDT, PTB, Podemos, PSC, DC, PRTB, União Brasil, Solidariedade e PMN. Outra prova da atuação de Bruno na gestão das chapas foi sua primeira eleição na capital, em 2020, quando, montou um “exército” de candidatos a vereador. Ao todo também foram 15 legendas. 

Cláudio Tinoco descarta candidatura em 2026 e avalia licença para "engrossar" campanha de ACM Neto ao governo
Foto: Paulo Dourado / Bahia Notícias

O vereador Cláudio Tinoco (União) negou a possibilidade de disputar uma vaga como deputado estadual ou federal no próximo ano. Em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, ele afirmou que seu objetivo para 2026 é contribuir para a eleição de um nome ao governo da Bahia, argumentando que o Partido dos Trabalhadores (PT) já ocupa o Executivo estadual "há quase um quarto de século".

 

"Eu fui candidato nos últimos quatro anos três vezes. A vereador em 2020, a deputado estadual em 2022 e novamente a vereador em 2024. Então, a minha decisão pessoal é de não ser candidato em 2026. Acho que mais importante do que eu ter um mandato de deputado estadual, federal ou senador é devolver ao nosso grupo o comando da Bahia, não por outro motivo que não seja a importância da alternância de poder", afirmou o vereador.

 

O parlamentar também sinalizou, em entrevista ao BN, que o principal nome que pretende apoiar é o do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, que ainda não oficializou sua pré-candidatura ao governo da Bahia.

 

"Espero que em breve ACM Neto possa admitir a sua candidatura ao governo do Estado. Estarei ao lado dele para exercer qualquer função necessária, das mais simples às mais estratégicas, de qualquer forma que eu possa ajudar", ressaltou.

 

Além disso, o vereador declarou que avalia solicitar uma licença na Câmara Municipal de Salvador para participar de forma mais ativa do processo eleitoral do candidato indicado pela oposição.

 

"Não descarto me licenciar no período eleitoral para poder ajudar de forma mais direta na campanha, então sair da Câmara por três meses e me dedicar integralmente à disputa", disse.

 

Apesar desse posicionamento, Tinoco destacou que, além da oposição ao governo de Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições de 2026, também pretende trabalhar para ajudar na eleição de aliados, citando os deputados Léo Prates (PDT) e Sandro Regis (União).

 

"É claro que estarei também ao lado de deputados federais e estaduais, contribuindo com a minha base em Salvador e com a minha capacidade de trabalho para ajudar alguns amigos e correligionários a se elegerem. Tenho um compromisso com o deputado federal Léo Prates, sobretudo pelo bom trabalho que ele vem fazendo nesse primeiro mandato, e considero importante a sua reeleição. Também destaco o deputado estadual Sandro Regis", declarou.

Roma não vê "dificuldades" em relação com União Brasil após confirmar Flávio Matos como candidato a deputado federal
Foto: Max Haack / Divulgação

Consolidando o processo de estreitar relações políticas com o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, o presidente do PL na Bahia, João Roma, não vê dificuldades na candidatura de Flávio Matos a deputado federal pelo Partido Liberal. Na avaliação do ex-ministro da Cidadania e ex-parlamentar, a relação entre os partidos não deve ser afetada em 2026, ao que considera movimento "natural" no xadrez eleitoral.

 

Isso porque, no mês de julho, Flávio Matos trocou o União Brasil pelo PL, levantando dúvidas sobre o clima entre as siglas para o pleito do próximo ano, em especial em Camaçari, município da Região Metropolitana de Salvador (RMS). Por lá, além do apoio maciço do União Brasil, Flávio Matos contou com esforços conjuntos do grupo político aliado a ACM Neto e Bruno Reis na tentativa de ser eleito prefeito. Apesar disso, foi derrotado em segundo turno por Luiz Caetano (PT).

 

"Ele é uma grande opção para deputado federal, ele é pré-candidato atualmente a deputado federal, não só para representar a Camaçari, como toda a Bahia, um jovem, dinâmico, que defende suas ideias, e eu não vejo maiores dificuldades em relação a isso, são processos naturais, e eu acho que vai ser uma grande força para que a gente possa justamente poder fazer a mudança verdadeira na nossa Bahia", disse Roma em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Nos bastidores, a tensão criada com a eventual candidatura de Flávio se deve também a uma eventual ruptura do acordo firmado no ano passado. Segundo o ex-prefeito de Camaçari e principal padrinho de Flávio até então, Elinaldo Araújo (União), o compromisso estabelecido para Camaçari foi com os deputados Paulo Azi e Manuel Rocha, ambos do União Brasil. O primeiro busca a reeleição e tem base consolidada no município, e o segundo pretende deixar a Assembleia Legislativa (AL-BA) para alçar novos voos na Câmara dos Deputados.

 

O ex-gestor chegou a citar mudanças no comportamento do aliado desde a derrota nas urnas em 2024. "Eu tenho dito que tem três Flávios: o vereador, o candidato e o pós-eleição. Eu não tenho que falar do Flávio vereador nem do Flávio candidato. O Flávio pós-eleição… eu acho que ele vem se perdendo, ouvindo os 'palpiteiros e os cientistas políticos'", declarou.

 

Recentemente o Bahia Notícias mostrou que a candidatura de Flávio Matos pode impactar a divisão de votos em Camaçari. Segundo informações obtidas pela reportagem, a repartição seria em 60% para Azi e 40% para Manuel, conforme alinhamento com Elinaldo. No entanto, interlocutores do União Brasil na cidade já apontam que ambos já trabalham com margens menores no número de votos no município e recalculam a distribuição para conseguir êxito na disputa eleitoral.

Tiago Correia comenta sobre rumores de racha entre PSDB e União Brasil após candidatura em Conquista: “Ninguém esperava”
Foto: Vanner Casaes / AL-BA

O deputado estadual e presidente do PSDB na Bahia, Tiago Correia, comentou sobre o possível racha entre os tucanos e a base do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), após o anúncio da pré-candidatura a deputado estadual de Wagner Lemos (União), marido da prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União). Em entrevista nesta quinta-feira (4), o parlamentar revelou que a movimentação foi uma “surpresa”, mas evitou falar em racha na base de ACM Neto.

 

Com Vitória da Conquista sendo uma das bases eleitorais de Correia, o deputado comentou sobre as ações de seu mandato no terceiro maior colégio eleitoral da Bahia e afirmou que esperava crescer sua votação no município em relação a 2022. Segundo o presidente do PSDB-BA, a tendência é que haja uma conversa com a prefeita Sheila Lemos para ver como “os espaços serão preservados”.

 

“É lógico que essa informação pegou a todos de surpresa, não só o meio político, como também a imprensa. Ninguém esperava que o Wagner quisesse ser candidato a deputado estadual. É totalmente legítimo o desejo de Wagner a deputado, ninguém pode tirar esse desejo dele. É legítimo também a prefeita querer lançar o marido dela candidato. Mas é claro que a gente foi pego de surpresa dado a todo o esforço e trabalho que a gente tem na cidade buscando expectativa nas próximas eleições (...).  Acho que no momento certo ela [Sheila] deve se sentar, não só comigo, mas com outros deputados que têm votação no município”, comentou Tiago durante entrevista ao programa Boa Tarde Bahia, da Band.

 

“O que estamos aguardando no momento é sentar para ver de que forma seria desenhada essa movimentação, de que forma os espaços serão preservados. Não posso falar pelos outros, mas eu, por exemplo, investi muito em Vitória da Conquista (...). Foram diversas colocações, indicações de emenda para Conquista e, é claro, entendendo essa parceria que existe com a prefeita Sheila Lemos, nessa parceria que existe com o povo de Conquista, na expectativa de ter uma votação maior do que eu tive na eleição passada em Vitória da Conquista”, completou.

 

Durante a entrevista, Tiago foi questionado pelo jornalista Victor Pinto em relação a uma declaração do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), sobre as movimentações em Vitória da Conquista. Na oportunidade, o gestor descartou que haja um desgaste entre PSDB e União e afastou a responsabilidade da movimentação dele e de ACM Neto.

 

“A relação do União com o PSDB é a melhor possível. Agora, essas questões locais precisam estar restritas. Acho que é demais exigir de ACM Neto que ele possa interferir em uma decisão da prefeita, de lançar ou não o seu marido. Isso não pode ser atribuído a mim e a Neto, até porque essas dinâmicas municipais elas ocorrem”, disse o prefeito em coletiva na manhã desta quinta.

 

Em resposta, Correia afirmou que ACM Neto já tem participado das articulações para que haja um diálogo entre o deputado e Sheila Lemos para que “tudo fique claro”. 

 

“Com esse novo cenário da candidatura de Wagner, o tabuleiro todo muda. Tivemos a comunicação da prefeita que ele é pré-candidato, mas imagino que em certo momento vamos sentar para ver de que maneira a gente consegue distribuir, respeitar os espaços (...). ACM Neto já está participando dessa construção dessa conversa. Como eu disse, deve acontecer uma conversa para que tudo fique claro, para que tudo fique delimitado e para que não aconteça o que vem acontecendo que são manifestações individuais contrárias a essa movimentação. Tenho preferido ficar em silêncio, como falei, Sheila sempre foi uma grande amiga. Acredito que com uma boa conversa tudo vai se resolver”, finalizou.

Sinal amarelo no grupo de ACM Neto: Movimentações de alguns pode fazer ruir a unidade do grupo inteiro
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias

As recentes movimentações do grupo político liderado por ACM Neto estariam expondo uma realidade incômoda: falta comando e há excesso disputas internas. À medida que se aproximam as eleições estaduais do próximo ano, em vez de apresentar coesão e estratégia, o grupo estaria dando demonstrações de desorganização e fragilidade, consequência direta da ausência de liderança firme.

 

Acordos políticos firmados por aliados vêm sendo desrespeitados de forma aberta, evidenciando que a palavra empenhada deixou de ter valor dentro da própria base. Essa postura não só alimenta rivalidades internas, como começa a projetar a imagem de um grupo dividido, mais preocupado em disputar cargos do que em construir um projeto sólido para a Bahia.

 

São constantes as reclamações sobre investidas de integrantes de peso sobre bases eleitorais de colegas, principalmente de Elmar Nascimento, Elinaldo Araújo e Igor Dominguez, que tem incomodado bastante os colegas. Recentes movimentações tem funcionado como rastro de pólvora, prestes a incendiar o grupo inteiro.

 

Nesse contexto, salta aos olhos o silêncio de ACM Neto, que se mantém distante das quebras de compromissos e da disputa desenfreada por espaços. Um deputado ouvido, que preferiu o anonimato, desabafou “o que se espera de um líder é a capacidade de arbitrar conflitos e impor disciplina política. No entanto, Neto tem se esquivado do papel de comando, permitindo que o desgaste cresça e fragilize ainda mais o grupo”.

 

Por outro lado, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, tem adotado uma postura que agrava ainda mais a instabilidade. Ao tentar emplacar a candidatura de Igor Dominguez, seu chefe de Gabinete por mais justificável que seja, tem sido percebido por alguns como falta de compromisso com a coletividade da base.

 

Se não houver uma intervenção imediata e firme, o grupo corre o risco de chegar às próximas eleições dividido e enfraquecido, incapaz de competir em condições de vitória. O momento exige um freio de arrumação urgente. Sem isso, o que deveria ser um projeto político consistente pode se transformar em palco de disputas pessoais e, inevitavelmente, em derrota.

ACM Neto defende entrega imediata de cargos do União Brasil no governo Lula e projeta definição na próxima semana
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, se manifestou nas redes sociais sobre a participação do partido no governo federal. Em publicação nesta quarta-feira (27), ele afirmou nunca ter sido favorável à ocupação de cargos pelo União Brasil na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

No texto, Neto declarou que, diante dos acontecimentos recentes, considera necessária uma deliberação da executiva nacional do partido, já marcada para a próxima terça-feira. A proposta, segundo ele, será a imediata entrega de todas as funções atualmente ocupadas por membros da legenda no governo.

 

“Já passou da hora dessa decisão ser tomada. É por esse motivo que, na condição de membro da executiva, proporei a inclusão na pauta e a votação na próxima semana”, escreveu o dirigente.

 

Atualmente o União Brasil conta com três nomes ligados ao partido na Esplanada dos Ministérios: Celso Sabino (Turismo), Frederico Siqueira (Comunicações) e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional).

Após atritos por anos, deputada Roberta Roma e ACM Neto se reconciliam publicamente
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A deputada federal Roberta Roma (PL) e ACM Neto (União Brasil) demonstraram uma possível reconciliação ao aparecerem juntos em uma foto, postada nas redes sociais da deputada. A publicação sinaliza um contato amigável após um período de dois anos de distanciamento e divergências políticas.

 

Na legenda, a deputada sugere que, apesar dos conflitos, "o propósito de vida falou mais alto" e "o amor voltou a imperar", em uma clara referência ao fim das desavenças. "Quem diria que depois de tantas farpas, viriam abraços?", questiona a parlamentar.

 

O atrito entre os dois líderes políticos se intensificou durante as eleições estaduais de 2022, quando o marido de Roberta, o ex-ministro João Roma, e ACM Neto foram adversários diretos na disputa pelo governo da Bahia. A campanha foi marcada por trocas de acusações duras e críticas públicas.

 

Na época, João Roma chegou a afirmar que Neto não estava "psicologicamente preparado para governar o estado", enquanto ACM Neto o classificou como "desleal" e movido por "sede de poder". Apesar da tensão e o silêncio de Roberta com uma "decepção" no conflito político, João Roma declarou apoio a Neto no segundo turno das eleições, em uma clara tentativa de união contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT).

 

RELEMBRE A RELAÇÃO

A aproximação atual contrasta diretamente com o rompimento público que marcou a relação entre o grupo político de João Roma, marido da deputada, e ACM Neto. Por mais de duas décadas, Roma foi um dos principais aliados de Neto, atuando inclusive como seu chefe de gabinete na Prefeitura de Salvador, mas a amizade chegou ao fim em 2021.

 

A ruptura ocorreu quando João Roma aceitou o convite para ser ministro do governo de Jair Bolsonaro, contra a vontade de ACM Neto. O ex-prefeito, que é padrinho de um dos filhos de Roma, classificou a decisão como uma "traição política" e uma "decepção indescritível". A vereadora Roberta Caires (Patriota), aliada de Neto, chegou a acusar o ministro de ingratidão.

 

A própria Roberta Roma já se manifestou sobre o fim da amizade: "Tínhamos uma relação pessoal de mais de 20 anos. Fui testemunha da dedicação de João a Neto durante todo esse tempo. A decepção que senti depois da declaração dada, após a nomeação, foi algo indescritível", disse ela.

 

O conflito político atingiu seu auge durante as eleições de 2022, quando tanto João Roma quanto ACM Neto se candidataram ao governo da Bahia. A disputa foi marcada por críticas, com Roma questionando a capacidade de Neto de governar o estado, enquanto Neto o acusava de deslealdade.

 

Apesar das críticas, João Roma declarou voto em ACM Neto no segundo turno, o que foi visto como uma primeira tentativa de reaproximação. João Roma já havia admitido publicamente que uma reaproximação com Neto seria inevitável para as definições do cenário político de 2026. A foto postada por Roberta Roma confirma que o diálogo político já foi retomado.

 

Quaest: ACM Neto aparece com 41% e Jerônimo Rodrigues tem 34% na disputa pelo governo da Bahia em 2026
Fotos: Divulgação

Levantamento da Quaest, divulgado nesta sexta-feira (22), indica que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) lidera a corrida eleitoral para o governo da Bahia em 2026, com 41% das intenções de voto. O atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT), aparece em segundo lugar, com 34%.

 

 

A pesquisa foi contratada pela Genial Investimentos e realizada entre os dias 13 e 17 de agosto, com entrevistas presenciais de 1.200 eleitores baianos com 16 anos ou mais. O nível de confiança é de 95%.

 

No cenário estimulado, quando o nome dos candidatos é apresentado aos entrevistados, aparecem ainda João Roma (PL): 4%; Kleber Rosa (PSOL): 2%; José Aleluia (Novo): 1%. Indecisos somam 4% e brancos, nulos e os que não vão votar, 14%.

Congresso sobre política, inovação e futuro reúne nomes como ACM Neto, Isabela Suarez e Pedro Imbassahy
Foto: Reprodução Redes Sociais

Salvador vai receber no próximo dia 28 de agosto, o 1º Congresso Conexão Jovem Bahia. O evento, que vai ocorrer no Auditório da Casa do Comércio, promete ser o maior encontro da juventude baiana com a política, a inovação e o futuro. Entre os palestrantes confirmados estão o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, a empresária e presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Suarez, o CEO do Grupo Lôro, Pedro Imbassahy, entre outros nomes. 

 

De acordo com o congresso, a realização vai servir como uma chance de dialogar com grandes líderes e construir soluções com quem acredita na juventude como força de transformação. 

 

Além disso, o evento conta ainda com a coordenação científica de Fernanda Lordelo e a coordenação executiva de Eduardo Magalhães. O ex-prefeito da capital baiana estará presente no “Painel 4 – Liderança Jovem: Soluções para a Bahia”. 

 

Segundo a organização da iniciativa, o vice-presidente do União Brasil trará sua experiência para um diálogo aberto sobre inovação, políticas públicas e caminhos possíveis para transformar realidades com protagonismo, escuta e visão de futuro.

 

Já a presidente da ACB e da “Fundação Bahia Viva!” vai levar suas vivências para o “Painel 2 – Juventude e Sustentabilidade: Educação e Transformação Social". Ela vai abordar á respeito  do papel da infraestrutura turística como vetor de desenvolvimento socioeconômico.

 

Entre outros nomes estão Saulo Brendo, Humberto Miranda, Mariana Lisboa e Victor Kraus

Jerônimo Rodrigues diz que ‘caiu a máscara’ de ACM Neto após críticas ao governo Lula
Fotos: Reprodução / TV Bahia e Reprodução / Youtube

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou, nesta quarta-feira (20), o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), após ele defender o afastamento da federação União-Progressista do governo Lula (PT). Segundo ele, a "máscara" dele "caiu" e que agora é possível "enxergar qual é o lado dele" após ele ter ficado "em cima do muro entre PT e Bolsonaro" na última eleição. 

 

"Ele está tendo um movimento mais claro agora, porque durante a campanha que disputamos em 2022, ele ficou em cima do muro, dizendo que tanto faz o Lula ou Bolsonaro.(...) Agora, pelo menos, está defendendo o bolsonarismo, um grupo que vai para fora do país bater continência e quer que os EUA destrua a economia e os empresários brasileiros. Está caindo a máscara dele e estamos conseguindo enxergar qual o lado que ele tem", declarou o governador ao Globo. 

 

A declaração do petista ocorreu um dia após ACM declarar, em cerimônia da federação da União Progressista, que seu grupo não vai se aproximar de Lula (PT) para as eleições de 2026. Atualmente, quatro ministros da federação ocupam cargos na gestão federal. 

 

"Não estamos cogitando, nesse momento, nenhum tipo de aproximação, alinhamento ou entendimento com o governo. Nós não estaremos no projeto do PT, portanto, não é razoável haver a ocupação de cargos num governo no qual nós certamente não faremos parte nas eleições de 2026", disse ACM. 

ACM deixa mansão “mal-assombrada” em Brasília e família ainda ajusta inventário
Foto: Jane de Araújo / Agência Senado

Falecido desde 2007, o ex-senador Antônio Carlos Magalhães deixou uma residência de alto padrão em um bairro nobre de Brasília. O imóvel, que foi considerado abandonado, gerou questionamentos de vizinhos que apontaram a contaminação de cupins, mosquitos transmissores de dengue e ferrugens nas dependências do imóvel. A informação foi divulgada por uma reportagem da Revista Veja, neste domingo (10). 

 

A casa é considerada “mal assombrada” na vizinhaça. A reportagem destaca que os moradores já entregaram um abaixo-assinado aos órgãos de fiscalização do Distrito Federal pedindo providências após mais de 36 casos de dengue terem sido registrados na vizinhança em 2022. No entanto, ninguém apareceu para receber a notificação. 

 

A residência, que fica a 10 quilômetros do Congresso Nacional, foi a residência da ACM até o seu falecimento. O imóvel teria 782 metros quadrados de área construída e valeria, mesmo abandonada, algo em torno de 10 milhões de reais. 

 

À reportagem, o ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto, explicou o motivo pelo qual a casa segue intocada há quase duas décadas. “Ela está abandonada porque existe uma judicialização em relação ao inventário de meu avô e, em função disso, não se pode mexer em nada”. 

 

Antônio Carlos deixou para seus herdeiros uma fortuna de 345 milhões de reais em valores da época. O espólio inclui, além da casa, emissoras de TV e rádio, gráfica, construtora, ações e dinheiro.

Com vice em 2022, Marinho aponta para "decisão interna" do Republicanos em desejo de indicar vaga ao Senado
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O deputado federal e presidente do Republicanos na Bahia, Márcio Marinho, afirmou que seu nome está entre os cotados para disputar uma vaga ao Senado na chapa liderada por ACM Neto (União), que deve concorrer novamente ao governo da Bahia em 2026. Segundo Marinho, embora esteja focado na campanha de reeleição, a possibilidade não está descartada.

 

“Sempre serei citado. Tenho seis mandatos. As pessoas me conhecem, não está descartada essa possibilidade. Meu nome está como sugestão para a chapa de Neto, ao Senado. No partido temos vários nomes. Tenho feito a campanha de reeleição, mas não deixo de ser um nome. Se os ventos soprarem e for da vontade”, declarou em conversa com o Bahia Notícias na semana passada.

 

Na última eleição, o Republicanos ocupou um posto importante na chapa de ACM Neto ao indicar a empresária Ana Coelho para a vice. À época, o nome dela ganhou força pós o partido ter descartado o então deputado federal Marcelo Nilo. Ela inclusive se filiou ao partido no último dia do prazo imposto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro de novos membros (leia mais aqui e aqui).

 

“Iremos disputar a vaga do Senado. O partido quer essa vaga. Não temos definição, mas o sentimento do partido. Temos uma decisão interna nossa. No momento certo”, disse Marinho.

 

O parlamentar ainda comentou o cenário eleitoral, após divulgação de um levantamento da Paraná Pesquisas, em parceria com o BN, que aponta ACM Neto à frente na corrida pelo governo estadual. O deputado disse não ter se surpreendido com o resultado e relatou impressões colhidas durante viagens pelo interior da Bahia.

 

“Eu não tomei como surpresa ACM na frente não. Tenho viajado todos os finais de semana no interior. Às vezes até anônimo, pois não me conhecem. Faço pesquisa de boca, em restaurante, lanchonete, busco ouvir as pessoas sobre as eleições ano que vem. São objetivas em falar do cansaço do governo que hoje está no estado. A segurança pública, estava ontem em Várzea do Poço, dentro de uma roça que nem internet pega, as pessoas revelam o medo. Outra questão é a saúde. São pessoas humildes e pobres que dependem da saúde pública. Nos hospitais, quando chegam, entram na famosa fila”, finalizou.

 

REPUBLICANOS EM FOCO
Além do próprio Márcio Marinho, o partido tem outros nomes mencionados para possíveis indicações. Entre eles estão o deputado federal Alex Santana e Marcelo Nilo, que hoje atua como assessor especial na prefeitura de Salvador.

 

As discussões foram aprofundadas recentemente, quando Alex Santana indicou a possibilidade de compor a chapa majoritária no grupo do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União). O deputado negou que vai desistir e sair da política para conseguir conciliar “compromissos religiosos”. O movimento começou a agitar os bastidores do partido para uma possível definição.

ACM Neto reúne aliados para discutir 2026, e lista com potenciais vices começa a circular
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

Publicamente o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), decidiu não se manifestar sobre os resultados do último levantamento apontado pela Paraná Pesquisas, onde ele aparece liderando as intenções de voto para o governo da Bahia em 2026. Por outro lado, ele debateu em um café da manhã o cenário exposto pela pesquisa.

 

O Bahia Notícias apurou junto a fontes ligadas ao grupo político que um dos temas centrais do encontro foi a vaga para a futura vice de Neto na chapa. Pelo menos três nomes foram mencionados: Reinaldinho Braga (MDB), Dal Barreto (União) e Zé Cocá (PP).

 

No caso de Reinaldinho, o saldo apontado na reunião é que ele poderia agregar em votos na região do Vale do São Francisco, onde foi prefeito de Xique-Xique. Por se tratar de uma área em que ACM Neto tem números baixos, ele seria uma liderança forte para tentar melhorar os índices por lá.

 

Já com Dal Barreto, o cenário colocado é que ele pode levar sua expertise da atuação empresarial para o pleito, algo semelhante ao que foi feito com a empresária Ana Coelho em 2022. Contudo, Dal já faz parte do campo político e não seria considerado um "outsider".

 

Além disso, sendo alçado ao posto de vice de ACM Neto, ele abre espaço para outros arranjos na disputa pelo legislativo, pulverizando seus votos para o próprio Reinaldinho em eventual candidatura, ou para Rodrigo Hagge (MDB), ex-prefeito de Itapetinga.

 

Por fim, há ainda Zé Cocá, atual prefeito de Jequié. Com altos índices de aprovação e votação expressiva na última eleição municipal (acima de 91%), ele é um nome bem visto por Neto e traria votos em uma região considerada estratégica. Além do comando de Jequié, Cocá também tem entre 10 e 12 prefeitos aliados.

 

Contudo, a equação com o nome dele é mais delicada no momento. Isso porque o gestor municipal tem feito afagos ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ainda deixa em aberto sobre qual grupo vai apoiar em 2026.

 

Relembrando o processo de 2022, pessoas próximas ao ex-prefeito de Salvador também sinalizaram ao BN que o sentimento é que não há espaço para ele errar na escolha do vice, e estão convictos que precisa ser um nome do interior capaz de agregar votos.

 

CENÁRIO ELEITORAL
Na última quinta-feira (31), o Bahia Notícias publicou os números revelados por um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas. Ele aponta que ACM Neto tem 21,4% das intenções de voto para governador da Bahia.

 

No cenário espontâneo, quando o nome dos candidatos não é apresentado aos eleitores, Neto lidera a pesquisa e é seguido pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), que acumulou 11,4%. Também figuram na lista o ex-governador Rui Costa (PT), com 1,8%; o prefeito de Salvador, Bruno Reis, com 0,6%, Jaques Wagner (PT), com 0,2% e João Roma (PL), com 0,1%. 58,1% não sabe ou decidiu não opinar.

 

Já na situação estimulada, quando os nomes dos candidatos foram apresentados para os eleitores baianos, ACM Neto chega a 53,5% das intenções de voto. Em segundo lugar figura Jerônimo Rodrigues com 28,1%, seguido por João Roma com 6,1% e Kléber Rosa com 1,3%. 4,6% não sabe ou decidiu não opinar. Os quatro foram candidatos ao governo da Bahia em 2022.

Movimentos de Elinaldo já começam a criar fissuras no grupo de ACM Neto
Foto: Divulgação

As movimentações do ex-prefeito de Camaçari, Elinaldo Araújo (União), pré-candidato a deputado estadual, tem provocado desgaste crescente dentro da base de apoio do pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União). Elinaldo tem avançado sobre bases eleitorais de aliados, gerando tensão em diversas regiões.

 

Lideranças relatam que estão sendo diretamente atingidas pelas movimentações do ex-prefeito, que tem agido de maneira agressiva nas articulações. A conduta, considerada por muitos como invasiva e predatória, tem sido vista como um sinal claro de desorganização dentro do próprio grupo.

 

Ao atropelar lideranças e concorrer por espaços já consolidados por outros pré-candidatos do grupo, Elinaldo tem comprometido a coesão política necessária para o projeto estadual do grupo. Sua postura tem sido motivo de descontentamento generalizado entre lideranças da base de ACM Neto.

 

Segundo um político ouvido, o ambiente no grupo, que deveria ser de fortalecimento da unidade, está se tornando um campo de disputas internas, e a ausência de limites por parte de Elinaldo tem sido interpretada como um gesto de desrespeito não apenas aos aliados, mas também à liderança de ACM Neto.

 

Há relatos de que alguns membros já ameaçam romper com o grupo, caso esse tipo de conduta não seja contida. O ímpeto do ex-prefeito de Camaçari tem colocado em risco alianças estratégicas e que, agora, podem ruir por conta da atuação isolada e descoordenada de um único agente político.

BN/ Paraná Pesquisas: ACM Neto lidera corrida pelo governo da Bahia com 53,5%
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, tem 21,4% das intenções de voto para governador da Bahia. É o que afirma a pesquisa feita pelo Instituto Paraná Pesquisas em parceria com o Bahia Notícias e divulgada nesta quinta-feira (31).

 

No cenário espontâneo, quando o nome dos candidatos não é apresentado aos eleitores, Neto lidera a pesquisa e é seguido pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), que acumulou 11,4%. Também figuram na lista o ex-governador Rui Costa (PT), com 1,8%; o prefeito de Salvador, Bruno Reis, com 0,6%, Jaques Wagner (PT), com 0,2% e João Roma (PL), com 0,1%. 58,1% não sabe ou decidiu não opinar.

 

 

Já na primeira situação estimulada, quando os nomes dos candidatos foram apresentados para os eleitores baianos, ACM Neto chega a 53,5% das intenções de voto. Em segundo lugar figura Jerônimo Rodrigues com 28,1%, seguido por João Roma com 6,1% e Kléber Rosa com 1,3%. 4,6% não sabe ou decidiu não opinar. Os quatro foram candidatos ao governo da Bahia em 2022.

 

O levantamento também testou outro cenário estimulado, sem a presença de Jerônimo Rodrigues. Nesse caso, ACM Neto soma 53,3% das intenções de voto e é seguido por Rui Costa, com 28%. Na terceira posição aparece João Roma (6,2%) e em último lugar Kléber Rosa (1,4%). Não sabe ou não opinou representa 4,3% deste recorte.

 

 

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SEGUNDO TURNO
Um cenário de segundo turno foi levantado pela Paraná Pesquisas colocando ACM Neto e Jerônimo frente a frente. O ex-prefeito de Salvador leva vantagem: lidera com 59,4%, contra 30,8% do atual governador da Bahia. Brancos, nulos e nenhum somam 5,9% e não sabe ou não opinou chegou a 4%.

 

 

O levantamento ouviu 1620 eleitores, em 66 municípios, entre os dias 25 e 29 de julho de 2025 e possui intervalo de confiança de 95%, com margem de erro de 2,5%.

"Construímos uma reaproximação, os problemas foram superados", diz ACM Neto sobre relação com João Roma
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

Águas passadas e foco no futuro. Esse tem sido o tom adotado pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), ao tratar sobre os problemas que causaram o afastamento entre ele e João Roma (PL), ex-deputado federal e ex-ministro da Cidadania.

 

Depois de um processo considerado por aliados políticos de ambos como "traumático", Neto garante que ambos estão construindo uma reaproximação e que os problemas de 2022 "foram superados". A declaração foi feita durante entrevista ao Projeto Prisma, na redação do Bahia Notícias.

 

"Nós temos dialogado, temos conversado com João [Roma]. De vez em quando a gente tem se encontrado, tem falado por telefone. Eu acho que os problemas de 2022 foram superados, da minha parte sim, foram superados. Eu gosto de citar que eu conheço João desde 1998, estamos falando de 27 anos. Desses 27 anos, nós passamos separados, distante, dois anos e pouco. Então se for comparar 10% do nosso tempo foi com algum tipo de ruído e problema, o resto foi com muita amizade e relação. Eu prefiro me apegar e ter a memória do tempo que sempre ficamos juntos e trabalhamos juntos", disse.

 

Ao mencionar 2022, Neto se refere ao processo eleitoral que o colocou frente a frente com João Roma na disputa pelo governo da Bahia. Após o racha na relação política porque seu ex-assessor aceitou ser ministro de Jair Bolsonaro (PL), a crise entre os dois foi escalou ainda mais no período da campanha, com direito a ofensas pessoais.

 

Apesar de terem aparado as arestas e retomado o diálogo, ACM Neto afirma que a composição para uma eventual chapa ainda não foi tratada por eles.

 

"E é por isso que temos conversado, construímos uma reaproximação, e temos tratado sobre os desafios futuros do estado e do país. Agora, como compor chapa, aí é uma coisa que não tratamos, não entramos nesse tipo de discussão, não está acontecendo nesse momento", disse.

 

"O prefeito Bruno [Reis] com a sabedoria e experiência que tem, gosta de dizer uma coisa no nosso círculo interno, que é preciso ter a consciência que a chapa tem que ser com os melhores para ganhar a eleição. Não pode ter preferência pessoal, imposição e veto. Tem que ser com os melhores e é isso que vai me pautar", finalizou.

 

ACM Neto diz que Jerônimo "tem mais problemas" que ele para alianças em 2026 e cita PSD
Foto: Reprodução / Youtube

O ex-prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto (União), afirmou que a base governista do governador Jerônimo Rodrigues (PT) “tem mais problemas” do que a oposição liderada por ele, no que diz respeito a manutenção e formação de alianças para a disputa eleitoral de 2026. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (28), o líder do União Brasil na Bahia rebateu às críticas do governo de que as alianças oposicionistas estariam fragilizadas. 

 

Em sua resposta, ACM Neto citou a situação da base petista com PSD e suas figuras como Otto Alencar e Angelo Coronel. “Qual é maior debate político que ocorre hoje, de mudança ou não de lado? É alguém que está me deixando ou é o PSD que pode deixar o Governo? Ou é a turma do PT que quer fazer chapa puro-sangue e pode tirar Coronel e Otto da equação? Então, eles têm lá as críticas deles que usam como querem, mas desconsideram que eles próprios tem mais problemas do que a gente”, alfineta. 

 

O ex-prefeito da capital baiana contextualiza ainda que essas movimentações são naturais na disputa política e indica que “ainda tem muita água para rodar de baixo dessa ponte”. “Você pode ver que essas mudanças de lideranças políticas são coisas que acontecem na vida política com muita ocorrência. Na campanha passada, de 2022, a principal mudança que aconteceu na Bahia foi o apoio de João Leão, que era vice-governador de Rui Costa, que nos apoiou e trouxe o Progressistas para nos apoiar”, relembra. 

 

“Então, não significa que é só em uma direção, existem movimentos nas duas direções. Segundo, os partidos políticos ainda têm muito a acontecer. Acho que ainda tem muita água para rodar de baixo dessa ponte”, diz ele, se referindo a disputa eleitoral de 2026.

 

O opositor do governo do estado aponta ainda que “tem um outro elemento que precisa ser colocado na mesa. A gente sabe que o grupo de lá reúne Governo do Estado e Governo Federal, isso tem uma natural força de atração na máquina política. Só que candidatura de oposição é de povo, não de política”, completa. 

 

Confira o trecho:

 

"Fico lisonjeado mas não me divide, meu projeto está na Bahia", diz ACM Neto sobre eventual composição nacional como vice
Foto: Bahia Notícias

O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, afirmou que não cogita disputar cargos fora da Bahia nas eleições de 2026. A declaração foi feita em resposta a especulações veiculadas na imprensa nacional que o apontam como possível candidato a vice-presidente da República em uma eventual chapa encabeçada, por exemplo, pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

 

“Fico lisonjeado e feliz de ver meu nome especulado na imprensa nacional com a possibilidade de ser candidato a vice. Mas confesso que isso não me divide, nem minha atenção e nem meu pensamento, porque eu não cogito essa hipótese, meu projeto está na Bahia. Meu desejo é contribuir com meu estado, se possível como candidato a governador”, afirmou ACM Neto durante entrevista ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias.

 

Sobre outros possíveis caminhos eleitorais, o ex-prefeito reiterou que seu foco permanece no cenário estadual: “Eu sei que é cedo para dizer que descarta qualquer outra possibilidade, mas hoje eu não penso em nenhuma outra: não penso em ser candidato ao Senado, a deputado e nem a vice. Se não der para ser candidato a governador do estado, eu vou ser cabo eleitoral, é o que está na minha cabeça”, disse.

 

Para não "repetir erros" de 2022, Neto indica que sua base de partida para eleição de 2026 é contar com cinco partidos
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

Durante entrevista ao Projeto Prisma, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, indicou que uma das estratégias que pretende adotar para a eleição de 2026 é "enxugar" o número de partidos aliados em uma eventual chapa. Com o desejo de disputar o governo da Bahia mais uma vez, ele aponta que é necessário organizar o que chama de "fortaleza", tendo uma composição entre cinco e seis partidos caminhando ao seu lado.

 

"Uma das coisas que a gente errou foi ter tido 13 partidos políticos. A gente começou a inventar candidatos, pessoas que não tinham densidade eleitoral. Hoje, meu desejo é montar uma equação com cinco, talvez seis partidos, e está tudo certo. Existe uma base de partida nossa de construção, que é a nossa fortaleza, é o que me importa tentar organizar", disse durante o bate-papo.

 

"Quem são? União Brasil e PP, que é a federação, PSDB, Republicanos e PL. Esses cinco partidos são a nossa base de partida, se esses cinco estiverem juntos em torno de uma única candidatura, esse candidato já vai ter mais tempo de televisão do que o PT, mais estrutura eleitoral em termos de recursos eleitorais. Está bom aqui, para que vou ter 13? Ao contrário, se eu quero fazer um trabalho de mudança política na Bahia eu não posso chegar cheio de compromisso, com tudo já ocupado", emendou.

 

ACM Neto é o único baiano no ranking dos 100 políticos mais influentes no Instagram; confira os melhores colocados
Foto: Edu Mota / Brasília

O ex-prefeito de Salvador e ex-deputado federal ACM Neto é o único baiano presente no ranking dos 100 políticos mais influentes no Instagram. A análise para medir o alcance do grupo que conquista maior relevância no debate digital foi feita pelas plataformas MonitoraBR e Zeeng com base em publicações postadas entre janeiro e junho deste ano.

 

ACM Neto aparece na 67ª posição no ranking dos 100 mais influentes. O presidente da Fundação Índigo, do União Brasil, é colocado no estudo como um político de centro. 

 

A análise realizada pelas plataformas MonitoraBR e Zeeng acompanhou os perfis de cerca de 2,6 mil políticos no Instagram, e o resultado do estudo mostrou a dominância de nomes da direita no ranking de interações. No recorte dos 100 mais influentes virtualmente, 56% são nomes da direita, 26% do centro e 18% da esquerda.

 

Entre os estados dos mais influentes, São Paulo é o que possui a maior quantidade de políticos na lista, com 32. Depois aparecem Rio de Janeiro (15), Rio Grande do Sul (8), Minas Gerais (8), Paraná (6), Santa Catarina (5), Ceará (4), Pernambuco (4), Alagoas (3), Goiás (2), Rio Grande do Norte (2), Distrito Federal (2), Bahia (1), Amazonas (1), Mato Grosso (1), Espírito Santo (1), Maranhão (1), Sergipe (1), Mato Grosso do Sul (1), Amapá (1) e Roraima (1). 

 

Na separação por partidos, o PL é o campeão disparado da lista dos mais influentes, com 42 políticos entre os 100 com maior alcance. Em segundo lugar aparecem o União Brasil e o PSD, com nove nomes cada. Depois vêm o Psol e o Novo, com seis políticos na lista dos 100 mais. 

 

Na sequência figuram os seguintes partidos: Republicanos (5), PT (5), MDB (3), PDT (2), PSB (2), Podemos (2), Sem Partido (2), Avante (1), PRTB (1), Rede (1), PP (1) e PCdoB (1). 

 

Já a distribuição por espectro político revela uma forte predominância da direita entre os que mais possuem relevância no cenário digital. Com 56% dos políticos mais influentes, a direita se estabelece como a força ideológica dominante no Instagram. 

 

De acordo com o relatório do estudo, esse número expressivo sugere que “políticos alinhados a essa ideologia têm demonstrado uma notável capacidade de mobilizar suas bases e gerar altas taxas de interação”. 

 

Abaixo da direita, aparecem o centro como espectro político dos mais influentes, com 26 nomes, e depois a esquerda, com 18. Esse recorte mostra que a direita parece ter dominado a dinâmica de alcançar maior engajamento de forma mais abrangente, consolidando sua presença e capacidade de influência no Instagram.

 

O campeão em engajamento, de acordo com os dados, é o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), com uma média de 1,5 milhão de interações em cada post que publica. Somente um vídeo publicado pelo parlamentar no mês de janeiro para criticar políticas do governo Lula sobre o Pix, por exemplo, acumulou mais de 300 milhões de visualizações. 

 

Nikolas ultrapassou o político que vinha há alguns anos se mostrando o campeão de influência nas redes sociais, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Atualmente impedido de usar suas redes sociais, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, Bolsonaro tem uma base maior de seguidores do que a de Nikolas, mas perde no engajamento médio, que é de 237,6K por post. 

 

O terceiro colocado do ranking é o prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga, um nome que vem surpreendendo no cenário digital. Combinando carisma, presença constante e um estilo de comunicação direto ao ponto, ele vem conseguindo transformar ações do dia a dia em conteúdo altamente engajável, chegando em 213K de interação média. 

 

Na quarta posição, com 178,7K de engajamento médio por post, aparece a melhor colocada da esquerda, a deputada Erika Hilton (Psol-SP), que vem se firmando como um dos principais nomes da nova geração da política progressista no Brasil. Com uma presença marcante no Instagram, ela vem conseguindo gerar engajamento ao explorar temas como direitos humanos, diversidade, justiça social e representatividade, além de defesas de apelo popular (o maior exemplo é o projeto para mudar a jornada de trabalho 6 x 1).

 

O presidente Lula, o segundo nome mais forte da esquerda, figura apenas como o oitavo nome da lista dos mais influentes, atrás de André Fernandes (PL-CE) em quinto, Lucas Pavanatto (PL-SP) em sexto e Eduardo Bolsonaro em sétimo (PL-SP). Lula tem um engajamento médio de 97K por post. 

 

A comunicação do presidente da República nas redes é mais sóbria e institucional, mas ainda assim carregada de simbolismo, e nesse ano houve uma mudança de conceito nas postagens, após a entrada do publicitário Sidônio Palmeira na Secretaria de Comunicação da Presidência. Lula utiliza o Instagram para mostrar agendas, encontros e posicionamentos políticos, sempre com uma dose de afeto e memória afetiva para buscar mobilizar seguidores fiéis.

 

Encerram a lista do Top 10 o senador mineiro Cleitinho (Republicanos), na nona posição, com 82,8K de engajamento, e depois o influenciador Fábio Teruel, nome do espectro da direita que alcança 75,5K em suas postagens. Teruel atua no Instagram além da política tradicional, dialogando com uma base que valoriza a fé e os valores cristãos como pilares da vida pública e pessoal.

 

Entre os nomes que aparecem como possíveis candidatos a presidente em 2026, o mais bem colocado no ranking após Jair Bolsonaro e Lula é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O governador está na 11ª posição da lista, e possui um engajamento médio de 65,5K em suas postagens. 

 

Logo depois na lista dos presidenciáveis desponta o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que está na 22ª colocação, com engajamento de 32,6K. O cearense Ciro Gomes, do PDT, que sempre aparece nas pesquisas como potencial candidato, está mais abaixo na lista, na 39ª posição, com engajamento médio de 22,3K. 

 

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que vem tentando viabilizar sua candidatura presidencial pelo União Brasil, aparece apenas na 64ª posição no ranking, com engajamento médio de 15,7K. Já o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), nome que vem sendo cotado para a disputa presidencial, não figura entre os 100 mais influentes.

 

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que é presidente do PL Mulher, não aparece na lista. Michelle tem seu nome constantemente inserido entre os mais cotados para disputar a presidência em 2026, e possui 7,3 milhões de seguidores no Instagram. 

 

Se Michelle tivesse sido colocada no ranking, poderia melhorar um pouco o desnível na representatividade por gênero. São 75 homens na lista dos 100 mais influentes do Instagram, e apenas 25 mulheres. 

 

Depois da deputada Erika Hilton, a primeira colocada entre as mulheres, aparecem, na sequência, Carla Zambelli (18ª), Zoe Martinez (20ª), Amanda Vettorazzo (25ª), Bia Kicis (27ª) e Thabata Pimenta (37ª). 

 

Para chegar ao resultado do ranking dos 100 mais influentes, as plataformas MonitoraBR e Zeeng analisaram 442 mil publicações e 1,8 bilhão de interações no Instagram de nomes de políticos ou pessoas com atuação na política.

Éden rebate ACM Neto sobre diálogos com PSD em caso de “ceifamento” de Coronel: “Pode falar de alijar com propriedade”
Foto: João Valadares

O presidente do Partido dos Trabalhadores da Bahia, Éden Valadares as críticas feitas pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), sobre a formação da chapa governista para o pleito estadual de 2026. Em declaração na noite desta sexta-feira (18), Éden ironizou as alianças de Neto e afirmou que ele “pode falar sobre alijar com propriedade”.

 

Segundo o petista, descartar aliados é uma "prática comum" do ex-prefeito da capital baiana e não das lideranças petistas no estado. 

 

"Taí alguém que pode falar sobre alijar seus aliados com enorme propriedade: ACM Neto. É só lembrar o que ele fez com João Leão, Marcelo Nilo, o próprio José Ronaldo… a lista é grande. O apelido ‘mandacaru’ é certeiro. Não dá sombra nem encosto. É 'bloco do eu sozinho'", concluiu.Éden Valadares.

 

Nesta sexta, Neto, afirmou que o senador Ângelo Coronel (PSD) está sendo alijado das articulações do PT para a eleição estadual de 2026. A declaração foi feita durante a missa em comemoração ao aniversário de 74 anos do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União).

 

“É claro que ele está sendo alijado, isso não há dúvida. Quando os petistas defendem uma chapa puro sangue, desconsideram a contribuição que foi dada ao longo desse tempo pelo PSD e pelo próprio senador Angelo Coronel”, disse Neto.

João Leão confirma candidatura à AL-BA e sugere disputa ao governo do estado em eventual desistência de ACM Neto
Foto: André Carvalho / Bahia Notícias

O deputado federal João Leão (PP) declarou sua vontade de ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) após as eleições de 2026. Nesta sexta-feira (18), o parlamentar indicou que deve disputar o pleito para deputado estadual caso não seja o substituto de ACM Neto (União) em eventual desistência a disputa ao governo do estado.

 

Em entrevista ao programa Boa Tarde Bahia, da Band Bahia, o ex-prefeito de Lauro de Freitas adiantou que seu filho, o secretário de Governo (Segov) de Salvador, Cacá Leão, deve ser seu sucessor na Câmara dos Deputados. Sobre a possível candidatura ao Executivo, João afirmou que disputaria o governo do estado caso ACM Neto, eventualmente, aceitasse ser candidato a vice na chapa do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à presidência da República.

 

“Cacá será candidato a deputado federal. Eu quero vir para a Bahia. Ou virei como governador, se Neto desistir, se fosse vice. Tô com Neto fechado. Se dissessem para mim: ‘Leão, quer ser vice de Neto?’ Eu diria não, mas se falar que só ganha com Leão eu tô dentro. O que eu quero mesmo hoje é ser o que nunca fui, deputado estadual. Vou ser deputado estadual aqui”, indicou Leão.

 

Questionado sobre como seria a relação com os pepistas da AL-BA, que atualmente ensaiam uma “debandada” para partidos da base de Jerônimo Rodrigues (PT), Leão foi incisivo e afirmou que eles terão que deixar o PP. 

 

“Problema deles. Vão para o PT. Terça-feira vou me reunir com dois para definir o futuro. Eles vão ter que sair do partido. Não tem esse negócio da coligação estar com ACM Neto e ‘eu não vou ficar, vou ficar com Jerônimo’. Aí não, aí eu não concordo”, disse o deputado federal.

 

Em maio deste ano, em entrevista ao podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias, o deputado estadual Niltinho (PP), líder dos pepistas na AL-BA, confirmou a debandada dos parlamentares para partidos da base do governador após anúncio da Federação PP-União Brasil.

 

“A única decisão que a gente tem já tomada, são seis deputados estaduais do PP, é que sairão do partido e ingressarão em legendas da base do governo. Tem deputados que são mais integrados entre si, eu e mais três, temos dialogado com maior intensidade entre os quatro numa eventual possibilidade de ingressar em uma agremiação os quatro juntos. Já tem Felipe Duarte que irá para o Avante e Nelson Leal acabou pensando outras possibilidades também. Mas, sintetizando isso, está claro que todos sairão”, disse Niltinho.

ACM Neto admite possível diálogo com PSD em caso de chapa “puro sangue” petista e retirada de Coronel
Foto: Max Haack / Bahia Notícias

O vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, afirmou nesta sexta-feira (18) que o senador Ângelo Coronel (PSD) está sendo alijado das articulações do PT para a eleição estadual de 2026. A declaração foi feita durante a missa em comemoração ao aniversário de 74 anos do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), realizada na Igreja Matriz Senhor dos Passos (Padre Ovídio), e que reuniu lideranças como o ex-governador Paulo Souto, o ex-ministro João Roma, deputados estaduais, federais, vereadores e prefeitos da região.

 

“É claro que ele está sendo alijado, isso não há dúvida. Quando os petistas defendem uma chapa puro sangue, desconsideram a contribuição que foi dada ao longo desse tempo pelo PSD e pelo próprio senador Angelo Coronel”, disse Neto.

 

O ex-prefeito de Salvador criticou a possível formação de uma chapa majoritária composta exclusivamente por petistas, com os nomes de Jaques Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues. 

 

“É irrazoável que, a essa altura do campeonato, depois de 20 anos no poder, o PT acredite que pode montar uma chapa com três petistas. Quer dizer, é a panelinha de sempre, são os mesmos nomes de sempre”, alfinetou.

 

Para ACM Neto, o PT estaria colocando os interesses do partido acima das demandas da população. 

 

“O que eles querem com essa mensagem? Dizer: ‘tem que ser todo mundo do PT, é tudo nosso’. Depois de tanto tempo no poder, eles misturam o que é público com o que é do partido. O interesse do PT está acima do interesse da sociedade”, declarou.

 

Neto indicou acerca da possibilidade de conversa com o PSD, caso o cenário se configure com a exclusividade petista. 

 

“A minha relação com Coronel é de amizade, fraternidade e parceria familiar. Não é uma relação política, porque estamos em campos opostos. Agora, se em algum momento o PSD entender que deve conversar conosco, eu vou estar à disposição. E se o PT, de fato, avançar nessa direção de uma chapa puro sangue, poderá ver espaço para uma conversa entre União Brasil, as nossas forças e o PSD”, concluiu.

Acusado de apoiar Bolsonaro por taxação dos EUA, ACM Neto afirma: “Ninguém vai concordar com esse tarifaço”
Foto: Fundação Índigo

O ex-prefeito de Salvador e atual vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, respondeu às acusações de aderir aos opositores mais extremos do Governo Federal em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e à taxação de 50% dos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Em declaração feita neste domingo (13), em uma rádio de Casa Nova, no Sertão do São Francisco, o líder da oposição governista na Bahia alega que é preciso “um governo capaz de enfrentar esta situação”. 

 

“É importante reagir da forma certa, neste caso, com diplomacia, com diálogo, com negociação, agora sempre de cabeça erguida, sempre defendendo os interesses mais elevados do país. Ninguém vai concordar com esse tarifaço. Agora, é preciso ter autoridade e um governo capaz de enfrentar esta situação, deixando de lado as questões ideológicas”, respondeu o líder do União à Rádio Casa Nova FM. 

 

“Nesse momento, não adianta perda de tempo ficar buscando mimimi ou culpados, ou desculpas, é preciso resolver o assunto e, neste caso, com respeito à soberania e de cabeça erguida, como tem que ser do Brasil e dos brasileiros”, conclui. 

 

Mirando em 2026, o União Brasil vem adotando um distanciamento cada vez maior do poder petista no Planalto, na intenção de emplacar o pré-candidato, Ronaldo Caiado (União), governador do Goiás, à presidência da República, e possivelmente ACM Neto ao governo estadual da Bahia.

 

Apesar da ponderação com relação ao tarifaço, o vice-gestor tece críticas ao governo federal: “O que o governo federal, especialmente o presidente da República, até então, no seu terceiro mandato, vem oferecendo aos brasileiros é muito abaixo do que era a expectativa de tantas pessoas que votaram nele nas eleições de 2022. Não é demais lembrar que foi prometido picanha e cerveja e o que a gente está vendo outra realidade no Brasil.”

VÍDEO: ACM Neto critica escalada da violência em Camamu e Cairu: "Polícia virou vítima do banditismo"
Fotos: Redes Sociais / Bahia Notícias

O ex-prefeito de Salvador e atual vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, usou as redes sociais neste domingo (13) para manifestar preocupação com a onda de violência que atinge os municípios de Camamu Cairu, na região do Baixo sul do estado. A manifestação vem próximo após o reforço policial na região.

 

Em um vídeo publicado em seu perfil, Neto classificou o fim de semana como um "período de terror", após uma série de ataques que assustaram moradores. Ele responsabilizou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) pela atual situação da segurança pública no estado.

 

"Esse foi um final de semana de terror no Baixo Sul da Bahia. Em Camamu, uma facção criminosa simplesmente atentou contra a casa do comandante da Polícia Militar e também contra a base da PM na cidade. Muitos comércios fecharam, atividades foram paralisadas por medo. Cidades que antes eram sinônimo de paz e tranquilidade viraram palco da ação de facções criminosas", relata o político.

 

Veja em vídeo:

 

ACM Neto também criticou a estrutura policial em diversos municípios e cobrou uma resposta urgente do governo estadual. "Muitos lugares estão sem delegacia, outros não têm viatura, e há viaturas que não circulam por falta de combustível. É uma vergonha. A pergunta é: cadê o governador Jerônimo Rodrigues?"

 

 

Pancadinha exonera aliado do prefeito de Ilhéus após rompimento político com ACM Neto
Foto: Reprodução / AL-BA

O deputado estadual Pancadinha (Solidariedade) exonerou um aliado do prefeito de Ilhéus, Valderico Jr. (União) de seu gabinete na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). O exonerado foi Geoffrey Pereira de Sá, que atuava como chefe de gabinete da Secretaria Municipal da Casa Civil. 

 

Na AL-BA, ele atuava como Secretário Parlamentar, código 26 (SP-26). O salário de Geoffrey no gabinete de deputado era de R$ 13 mil. A exoneração dele foi publicada no Diário Oficial do Legislativo desta sexta-feira (11).

 

A movimentação ocorre em meio ao rompimento político entre Pancadinha e o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), principal nome da oposição ao governo do estado. Este ano, o deputado e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) oficializaram uma aliança.

 

A migração de Pancadinha à base governista foi vista como uma “traição” por ACM Neto. Em evento em Ilhéus, Neto relembrou seu desempenho eleitoral em Itabuna, reduto político de Pancadinha, e afirmou que o povo “dará a resposta nas urnas”.

 

“O povo de Itabuna não aceita traição. O povo de Itabuna não aceita deslealdade. O povo de Itabuna acompanha as coisas de perto. Nas minhas últimas três eleições eu fui muito bem votado em Itabuna. Em 2022, tive quase 64% dos votos no segundo turno. Se dependesse de Itabuna hoje a gente estaria governando o estado da Bahia (...). Essas respostas serão dadas pela população de Itabuna, muito mais do que eu falar qualquer coisa, quem vai falar é o povo de Itabuna”, afirmou Neto em entrevista ao portal “Pauta Blog”.

Segurança pública será tema central em 2026, diz ACM Neto sobre as eleições
Foto: Waltemy Brandão / Bahia Notícias

O ex-prefeito da cidade de Salvador, ACM Neto (União Brasil), declarou que a segurança pública vai ser o tema central dos debates nas eleições de 2026, independente dos candidatos que estiverem na corrida pelo governo da Bahia. A declaração dele foi feita nesta quarta-feira (2), em meio a festejos da Independência da Bahia. 

 

“É inevitável que o tema segurança pública seja o principal no debate político do próximo ano. Não interessa quem será candidato. Todos os políticos da Bahia vão ser obrigados a discutir segurança pública. Hoje é o maior problema enfrentado pela população. A Bahia é líder em homicídios há dez anos, e o PT governa o estado há 20 [anos]. Isso não é coincidência”, declarou.

 

O político, que já se articula como principal nome de oposição, também voltou a criticar a possibilidade de o PT lançar uma chapa "puro-sangue" para o governo, o Senado e a presidência da República, repetindo nomes como Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner.

 

“Um trio do PT mostra soberba. Mostra o quanto eles se acham donos do estado. A panelinha gira, gira e termina no mesmo lugar. Não é possível que só existam eles. Isso mostra o desgaste de 20 anos e a responsabilidade conjunta por tudo que acontece hoje na Bahia”, afirmou.

 

O opositor afirmou ainda que não escolhe adversário, mas deixou claro que considera esse cenário favorável politicamente. “Se eu pudesse torcer, torceria por isso”, concluiu.

Jorge Solla ignora ACM Neto e ironiza oposição para 2026: “Quem mais? Parece que só sobrou o Bruno Reis”
Foto: André Carvalho / Bahia Notícias

O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) esteve presente no cortejo de 2 de julho, no bairro da Lapinha, em Salvador, e, em meio a festa cívica, comentou sobre o cenário político da Bahia e as perspectivas para a eleição de 2026. 

 

Ao falar sobre o cenário estadual das disputas partidárias, o deputado ironiza a oposição ao governo da Bahia, liderada por ACM Neto, e afirma: “Quem é mais? Porque parece que só sobrou o prefeito Bruno Reis, e os demais, parece que já tem um deslocamento muito intenso. Sério, o governador Jerônimo [Rodrigues] está muito bem avaliado. A oposição ao governo dele está muito fragilizada e eu tenho certeza, não só que Jerônimo vai ser reeleito com a maior votação que o governador já teve na Bahia, como vamos bater o recorde de votos ao presidente Lula que demos na eleição passada”. 

 

O deputado comentou ainda sobre status do processo eleitoral interno do Partido dos Trabalhadores na Bahia, o qual representa no Congresso. O processo, que elege os representantes nacionais, municipais e estaduais da sigla, ocorre neste domingo (6). 

 

Em entrevista, Solla defende que “o único partido no Brasil que chama os seus filiados para eleger os seus dirigentes é o PT". "Muitos dos demais partidos, infelizmente, têm donos. Seriamente, o PT mantém essa capilaridade, esse processo democrático. Como qualquer processo eleitoral e democrático, dá trabalho. Você tem que viajar, começar a dialogar, debater, correr atrás de voto, mas é muito positivo. Isso renova as lideranças, isso acolhe as necessidades do partido. E eu tenho certeza que vai ser um resultado muito bom interno no próximo domingo”, explica o parlamentar. 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Na eleição do TJ, Roto mostrou a força que um showmício pode ter. Pior que ainda sobrou pro Galego a fama de ter ajudado o novo presidente. E na Bahia tem os políticos que se recusam a aceitar que a idade chegou, enquanto outros já passaram da fase da negação. E tivemos mais um exemplo de alianças que envelheceram igual a leite fora da geladeira. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Dr Gabriel Almeida

Dr Gabriel Almeida
Foto: Reprodução / Redes Sociais

"Lei brasileira permite a manipulação da Tirzepatida". 

 

Disse o médico baiano Gabriel Almeida ao rebater as acusações de envolvimento em um suposto esquema de produção e venda irregular de medicamentos para emagrecimento. 

Podcast

Projeto Prisma entrevista radialista Mário Kertész nesta segunda-feira

Projeto Prisma entrevista radialista Mário Kertész nesta segunda-feira
O radialista e comunicador Mário Kertész é o entrevistado do Projeto Prisma na próxima segunda-feira (28). O programa é exibido ao vivo no YouTube do Bahia Notícias a partir das 15h, com apresentação de Fernando Duarte.

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