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O grupo de oposição ao governo na Bahia aguarda o posicionamento do senador Angelo Coronel para revelar sua chapa para as eleições estaduais. Isso é o que aponta o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), que deve ser um dos principais coordenadores da campanha de Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto na Bahia. Em entrevista ao Projeto Prisma nesta segunda-feira (12), o prefeito garante que “estamos aguardando o desfecho do lado de lá” para finalização da chapa.
"Nós falamos [com Angelo Coronel] no final do ano, éramos amigos na época de deputados. [O grupo oposicionista] Estamos aguardando o desfecho do lado de lá, quem tem que resolver esse problema são eles", destaca.
O prefeito garante, no entanto, que não está 100% dependente desta resolução para o sucesso da oposição: "Então, caso Coronel não seja candidato lá, vocês têm interesse em ter uma conversa para construir algum tipo de parceria? Com certeza! Estamos dependendo disso? Não, enquanto isso estamos conversando com as pessoas do nosso grupo, nos preparando para ir para o enfrentamento", garante o gestor.
Apesar disso, “evidente que caso, ele seja rifado da chapa lá [junto ao grupo petista], estamos abertos ao diálogo", diz Bruno. O aliado de ACM Neto comenta ainda sobre a chapa “puro-sangue” do PT, que seria composta por Jerônimo Rodrigues, em caráter de reeleição, e Jaques Wagner e Rui Costa como candidatos às vagas no Senado Federal.
Ele afirma que a esta formação petista é "a panelinha, ou seja, vão disputar os três que são os principais responsáveis pela situação da Bahia como se encontra hoje". "Então, tenho certeza que essa é a melhor chapa para a gente enfrentar, ela é que traz o desgaste dos 24 anos que eles querem ir de poder", aponta.
Já sobre o que seria a chapa “dos sonhos” para o grupo da oposição, o prefeito evita cravar nomes para além de ACM Neto e João Roma. "Temos nomes aqui, alguns já, digamos assim, definidos ou a se definir. Temos ACM Neto definido como candidato a governador, João Roma, como senador, então estamos aqui aguardando como vai se comportar, como vai ser a posição do governo [com Coronel]”, conclui.
Ele finaliza dizendo que “agora temos outros nomes aqui, mas não é o momento [de revelar os nomes]".
Confira o trecho da entrevista:
O deputado federal pelo União Brasil, Paulo Azi, afirmou que “torce” para que o Partido dos Trabalhadores escolha disputar as eleições estaduais e federais de 2026 com uma chapa “puro-sangue”. O parlamentar, que é um dos caciques do União Brasil, disse em entrevista nesta terça-feira (6), que uma chapa com Jerônimo, Rui Costa e Jacques Wagner, poderia garantir uma vitória do seu grupo ao lado de ACM Neto, como oposição ao PT na Bahia.
“O voto 13 vai se resumir aos três votos do candidato a governador de dois senadores. Eu, pessoalmente, torço muito para que eles tomem essa decisão de colocar os três juntos, porque aí nós teremos a oportunidade de derrotar todos de uma única vez”, afirma. Na formação sugerida, Jerônimo Rodrigues sairia como candidato a reeleição no governo estadual, ao lado de Rui Costa e Jacques Wagner, ambos concorrendo as vagas no Senado.
Sobre o viés nacional da disputa eleitoral, o veterano do União destacou que ainda é cedo para fechar o apoio do União ao pré-candidato Flávio Bolsonaro, que disputa pelo PL. “Nós ainda estamos com um cenário muito aberto em relação à eleição presidencial. Existem inúmeros candidatos, o próprio União Brasil tem um pré-candidato que é o [Ronaldo] Caiado, outros candidatos no campo do centro, no campo da direita”, explica o parlamentar.
O deputado disse ainda que “torço muito para que nós possamos sentar a mesa e buscar um nome que possa agregar a todos”. “Se isso não for possível, cada partido deve lançar o seu candidato com o compromisso de que todos possam estar com aquele que for ao segundo turno disputar a eleição, provavelmente contra o presidente Lula”, completa.
Aventado como possível vice na chapa de oposição encabeçada pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), o deputado federal Ricardo Maia (MDB) descartou qualquer movimento de migração do seu apoio para 2026. Em conversa com o Bahia Notícias, nesta terça-feira (6), durante posse da nova mesa diretora do Tribunal de Constas do Estado (TCE), o parlamentar reforçou o apoio ao governador Jerônimo Rodrigues.
“Sim [estive em contato com aliados de ACM Neto]. Conversamos com todo mundo. Colegas deputados federais, temos a disputa dos dias de campanhas, mas depois abrimos o diálogo com todos os partidos. Mas nada foi formalmente dito, pois acredito que minha postura política é de estar ao lado de Jerônimo”, revelou Maia.
“Eu não costumo colocar um passo a frente do que não me pertence. Sou pré-candidato a deputado federal. A gente é da base do governador Jerônimo, estamos com o governador. Ele esteve na nossa região, com obras estruturantes. Vinhamos reivindicando, muitas vezes taxados como não sendo da base, mas estamos aqui para cobrar o desenvolvimento do Sertão”, completou.
Além disso, o deputado também confirmou a permanência no MDB, partido pelo qual foi eleito deputado federal em 2022. “Sempre aprendi na política que se tem que estar dialogando, existe divergência e disputa política, mas não leva inimizade. Conversamos com todo mundo, a conjuntura politica nesse período é salutar. Sou pré-candidato a deputado federal, estou no MDB e irei permanecer no MDB. Juntamente com nosso grupo politico, estaduais, federais, o vice-governador. Nossa meta é reeleição como deputado federal”, disse.
Recentemente, informações obtidas pelo Bahia Notícias apontaram que sondagens ao parlamentar teriam sido feitas, dando início às tratativas de uma possível migração para a base de ACM Neto. O emedebista possui forte influência na região do Semiárido, onde foi prefeito de Ribeira do Pombal (2013-2021) e elegeu seu sucessor no pleito de 2020, e no Sisal, com seu filho, Ricardo Maia Filho (MDB), comandando a prefeitura de Tucano.
As regiões são consideradas estratégicas para a campanha de ACM Neto, que visa diminuir a considerável distância de votos que teve nos pequenos municípios quando enfrentou o então candidato a governador, Jerônimo Rodrigues (PT), em 2022. Maia é visto como um forte nome para vice por ser um dos principais municipalistas baianos no Congresso Nacional, transitando com facilidade entre as prefeituras do estado. Além disso, o parlamentar teria forte aporte eleitoral, visto que foi eleito com mais de 136 mil votos em sua primeira disputa para a Câmara dos Deputados.
Fontes ouvidas pela reportagem informaram que a oposição prepara um “forte anúncio” de desembarque do governo até o fim do mês de novembro. Segundo informações do Bahia Notícias, a coordenação de campanha de Neto projeta anunciar, em breve, a migração de três parlamentares que estariam “insatisfeitos” na base de Jerônimo, fortalecendo o palanque do ex-prefeito em pontos estratégicos do estado.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis, confirmou a descompatibilização de, ao menos, dois secretários municipais para a disputa eleitoral de 2026. Em entrevista coletiva nesta terça-feira (6), o gestor municipal garantiu que dois nomes já estão totalmente confirmados, sendo eles o secretário de governo, Cacá Leão e Igor Dominguez, chefe de gabinete do prefeito.
“Tem datas definidas, mas nós temos aí pelo menos dois ou mais secretários, que serão candidatos. Cacá Leão [secretário de Governo] é candidato a deputado federal, Igor Dominguez [secretário do Gabinete] é candidato a deputado estadual”, disse Bruno Reis. Além dos cargos públicos, ambos os nomes também possuem forte influência na política partidária: Cacá ocupa o cargo de presidente do Partido Progressista em Salvador e Dominguez é ex-presidente do partido Democracia Cristã na Bahia.
Sobre os demais nomes, o prefeito garante que o grupo mantém as possibilidades em aberto. “Luiz Carlos [titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas] pode ser ou não candidato a deputado federal e pode ser que, daqui para lá, o desejo da política bata no coração de mais alguém, que tenha vontade de ser [candidato], terá nosso apoio e ajuda, naturalmente, e compreensão”, afirma o prefeito.
Ele explica que a janela até o prazo limite da descompatibilização permite que sejam avaliados “os melhores” candidatos para a disputa do grupo de ACM Neto. “Até para ver quais são os melhores nomes disponíveis para, junto com ACM Neto, disputar a eleição. O que eu tenho dito a todos do grupo é que precisamos ir para a disputa com os melhores que tenham disponibilidade para o enfrentamento r peço que todos tenham essa compreensão. Afinal de contas, nós vamos enfrentar uma máquina estadual, uma máquina federal e temos que ir para esta disputa com os melhores que possam entrar em campo”, completa.
A confirmação da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto ainda repercute em solo baiano. Suposto herdeiro do espólio eleitoral do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — preso desde 2025 — , o nome de Flávio reabriu o debate sobre a condução da direita em 2026. A indefinição sobre um nome de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também divide dois aliados na Bahia: o prefeito de Salvador Bruno Reis (União) e o ex-prefeito da capital ACM Neto (União).
Em conversas reservadas com aliados, Bruno e Neto têm sinalizado avaliações sobre a continuidade de Flávio na disputa, o que também traria uma mudança da estratégia do grupo, na Bahia. Para ACM Neto, a confirmação do nome de Flávio seria “martelo batido”, não dando margem para um retorno do senador em retirar seu nome da disputa presidencial. Interlocutores indicaram ao BN que a avaliação é que o ex-presidente Jair Bolsonaro só teria essa forma de garantir a manutenção do “bolsonarismo”.
Já para o prefeito Bruno Reis, o cenário seria distinto. O gestor estaria pregando mais "cautela" com o movimento. Na percepção de Reis, o foco de Flávio seria na liberdade do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o que, de certa forma, dificultaria a candidatura. Para além disso, com esse foco e percebendo que a única viabilidade para uma alteração de panorama sobre a prisão de Bolsonaro ser uma vitória da oposição, em 2026, Flávio ficaria "emparedado" por outra candidatura. O nome é um velho conhecido, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, também aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em um encontro recente em Porto Seguro, que contou com as principais lideranças da oposição na Bahia, além do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, o tema foi debatido. O líder nacional do PL confirmou que Flávio Bolsonaro deve manter sua candidatura para as eleições presidenciais de 2026 e, na Bahia, o grupo vinculado ao ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser unir em torno da candidatura do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto.
“Vamos estar juntos de um jeito ou de outro, porque nós queremos estar com os melhores e aqui na Bahia, nós vamos com o ACM Neto”, afirma o presidente do PL, que garantiu que “o candidato nosso é o Flávio Bolsonaro, vamos seguir em frente e vamos ganhar essa eleição”.
No evento, inclusive, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), cravou sua candidatura ao governo da Bahia e ainda se colocou contrário a Lula em qualquer cenário no segundo turno. Questionado sobre um eventual embate presidencial entre Lula — que pode disputar um quarto mandato — e um nome da oposição, como Flávio Bolsonaro (PL) ou outro representante da direita, Neto foi direto. “Ficarei contra o PT”, confirma ACM Neto.
Outro aceno feito durante o evento em Porto Seguro feito pelo ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto foi o apoio ao nome de João Roma (PL) para a disputa ao Senado Federal nas eleições de 2026. Ao comentar a formação da chapa majoritária da oposição no estado, Neto defende a importância da unidade entre os partidos do campo conservador e de centro-direita. “Se depender de mim, um dos nomes a concorrer ao Senado Federal está aqui do lado, o presidente do PL em nosso estado”, afirma, apontando para João Roma.
O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) revelou, nesta quinta-feira (25), que pretende levar mais deputados e outros caciques e lideranças políticas da base do Governo do Estado para o grupo de oposição. A declaração chega após os deputados estaduais Nelson Leal (PP) e Cafu Barreto (PSD) anunciarem apoio ao atual vice-presidente do União nas eleições de 2026.
Em entrevista à reportagem do Bahia Notícias, o ex-gestor municipal apontou que há negociações para a chegada de novos nomes da base governista no grupo opositor, a exemplo de deputados e prefeitos, entre outros caciques.
“Sim, estamos conversando com muita gente, deputados, prefeitos, ex-prefeitos. Existe um sentimento hoje crescente na Bahia de mudança. As pessoas deixam hoje essa expressão clara. O coração das pessoas está dizendo que a gente quer mudança. Então, isso impacta nos políticos. Isso faz com que deputados da base do governo comecem a conversar conosco. Isso faz com que lideranças da base de Jerônimo queiram falar conosco”, disse ao BN durante o show de Frei Gilson, na festa de Natal de Salvador.
Segundo Neto, o desejo de lideranças políticas deixarem o governo petista ocorre em meio a frustração devido a promessas não cumpridas pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).
“Isso se soma a uma certa frustração do lado de lá, porque foram muitas promessas não cumpridas. Jerônimo tentando cooptar pessoas nossas, abriu o seu saco de promessas e foi para a estratosfera. Isso trouxe uma chateação para a base dele, porque a turma estava aqui comigo e ele em cima prometendo. Ele não consegue cumprir nem com os que ele tentou trazer para o nosso lado, nem com os deles. Acho que é um sentimento de insatisfação política grande que reflete também no sentimento de mudança dos baianos”, comentou ao BN.
Nelson Leal, que agora é coordenador da campanha de ACM Neto para 2026, e Cafu Barreto deixaram a base de Jerônimo no mês de novembro. A ofensiva do grupo do ex-prefeito faz parte de uma estratégia de fortalecer os votos de Neto no interior do estado, onde Jerônimo conseguiu ampla vantagem na disputa pelo Palácio de Ondina em 2022.
Durante o encontro político que confirmou a pré-candidatura de ACM Neto ao governo baiano ocorrido nesta segunda-feira (22) em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, os realizadores do evento fizeram uma surpresa ao ex-prefeito de Salvador. Em um telão, apareceu uma imagem feita por inteligência artificial do avô e ex-chefe político Antônio Carlos Magalhães, o ACM.
Na onda da pré-candidatura ao governo do estado em 2026, o ACM virtual faz um discurso, desejando sorte para o herdeiro no pleito do próximo ano. “E a você, meu neto, deixe o meu amor, o meu coração e a minha história. E espere Deus que o povo da Bahia o ame como eu amei profundamente quando existi. E escute as pessoas, as mesmas que um dia me escutaram. Tenho certeza de que, assim, você ocupará um lugar no coração do povo baiano”, disse o ACM virtual em um trecho da surpresa.
?? ACM virtual manda sorte a Neto durante encontro de oposição em Porto Seguro
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) December 23, 2025
Confira ?? pic.twitter.com/hxXxR6KjgU
Derrotado na eleição de 2022 em que era tido como favorito, Neto admitiu no encontro que vai tentar de novo o cargo de governador em 2026.
Além dele, estiveram presentes no evento, realizado no Hotel Solar do Imperador, o prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal; o prefeito de Salvador, Bruno Reis; o presidente estadual do PL, João Roma; e o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto. Na ocasião, Valdemar chegou a declarar que Flávio Bolsonaro (PL) deve ser candidato a presidente da República em 2026.
Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, durante o evento, ACM Neto e Valdemar Costa Neto também foram homenageados com o título de cidadão portosegurense.
O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Tiago Correia (PSDB), destacou que a oficialização da candidatura de ACM Neto as eleições estaduais de 2026 não foram uma surpresa. Em entrevista durante a última sessão plenária da AL-BA nesta segunda-feira (22), o parlamentar destaca que “não restava nenhuma dúvida de que Neto seria candidato”.
“[Recebemos a notícia] De maneira muito tranquila, afinal de contas, esse já era um discurso que a gente vinha dizendo. Neto já vem viajando a Bahia há algum tempo, já tem uma estrutura de pré-campanha montada. Então não restava nenhuma dúvida de que Neto seria candidato, apenas o momento em que ele faria esse anúncio. O momento foi hoje, mas independente do momento, nós não temos outro nome colocado para disputar o governo contra o governador Jerônimo”, ressalta.
O anúncio da candidatura do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente do União Brasil ocorreu em evento do União e PL em Porto Seguro, no Extremo Sul da Bahia. Ao lado de Jânio Natal, João Roma e Valdemar Costa Neto, ACM Neto anunciou sua candidatura ao Palácio de Ondina e firmou apoio a candidatura de Flávio Bolsonaro no cenário nacional.
Na ocasião, Neto afirmou que estaria disposto a apoiar “qualquer candidato contra Lula”. “Eu acho que é um gesto a todos os candidatos. Como a imprensa tem noticiado, diversos partidos têm levantado a hipótese de lançar candidatos, não só Flávio Bolsonaro, mas diversos outros nomes, e eu acho que Neto se posiciona como um candidato que está aberto ao diálogo, independente do União Brasil lançar candidato ou não, ele está aberto a conversar com qualquer candidato que esteja no campo da oposição ao presidente Lula”, aponta o líder da oposição.
Com relação ao “clima eleitoral” e as expectativas para a disputa em 2026, Correia afirma que “Na verdade, o que a gente sente é um nervosismo da bancada do governo diante dos números mostrados nas pesquisas, que mostram o governador Jerônimo como governador em exercício, que tem a pior avaliação na história”, conclui.
O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, confirmou que Flávio Bolsonaro deve manter sua candidatura para as eleições presidenciais de 2026 e, na Bahia, o grupo vinculado ao ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser unir em torno da candidatura do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto. A declaração foi dada em evento do partido em Porto Seguro, no Extremo Sul da Bahia, nesta segunda-feira (22).
“Vamos estar juntos de um jeito ou de outro, porque nós queremos estar com os melhores e aqui na Bahia, nós vamos com o ACM Neto”, afirma o presidente do PL, que garantiu que “o candidato nosso é o Flávio Bolsonaro, vamos seguir em frente e vamos ganhar essa eleição”.
Ao firmar Flávio como herdeiro de Jair nas próximas eleições, o presidente do PL negou, por sua vez, que haja resistência do campo da direita com o nome do primogênito do ex-presidente. “Não, todos estão dispostos para o Flávio Bolsonaro. Anunciado, de repente, sem o conhecimento dos outros partidos, gerou um mal-estar, mas isso já passou, nós vamos contornar. O Flávio é o nosso candidato, vai crescer e nós vamos ganhar as eleições. Nós temos muita coisa pela frente, muito trabalho para fazer e vamos fazer o melhor para que o Flávio ganhe as eleições”, ressalta.
Durante o anúncio do apoio, Costa Neto relembrou o governo e a influência do ex-senador Antonio Carlos Magalhães (ACM) na Bahia. “Há 30 anos, eu era líder do partido e viajava muito o Brasil. Chegava no interior da Bahia, cedia água, luz e orelhão, naquele tempo. Você ia ao interior de Pernambuco, era um lixo, o interior do Ceará era um lixo, porque o Antônio Carlos Magalhães, muito inteligente, ele elegia 30, 35 deputados federais dele e levava para Brasília, mandava para o partido, que era um grande partido, e nomeava a gente qualificada para ser ministro e para trabalhar”, relembra.
Com o repertório do avô, o líder do PL elogia o pré-candidato ao governo da Bahia e o compara com o ex-presidente Jair Bolsonaro: “Veja bem, o neto seguiu o exemplo do avô. Escolheu o Bruno Reis para prefeito de Salvador. Ele foi um grande prefeito. O ACM é um grande prefeito, mas ele escolheu uma pessoa séria e com habilidade para substituir. Por que o Bolsonaro foi bem? Porque só põe gente séria no governo e colheu muito resultado, só que pegou dois anos de pandemia. Isso foi uma desgraça no Brasil e no mundo”, completa. (A reportagem foi atualizada às 18h23, para adicionar um novo pronunciamento de Valdemar Costa Neto.)
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, reforçou publicamente apoio ao nome de João Roma (PL) para a disputa ao Senado Federal nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante um encontro da oposição realizado nesta segunda-feira (22), no Hotel Solar Imperador, em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia.
Ao comentar a formação da chapa majoritária da oposição no estado, Neto defende a importância da unidade entre os partidos do campo conservador e de centro-direita. “Se depender de mim, um dos nomes a concorrer ao Senado Federal está aqui do lado, o presidente do PL em nosso estado”, afirma, apontando para João Roma.
A fala consolida uma reaproximação política entre as lideranças, que estiveram em campos distintos em disputas anteriores, mas agora articulam uma frente comum para enfrentar o grupo governista na Bahia. Confira momento em vídeo:
? ACM Neto reforça apoio a João Roma para disputa ao Senado em 2026 pic.twitter.com/A8EuKlDnSw
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) December 22, 2025
Roma, ex-ministro e ex-candidato ao governo estadual, desponta como o principal nome do Partido Liberal no estado. O evento foi marcado pelos questionamentos do prefeito Jânio natal (PL) para as figuras e durante as respostas ACM neto reforçou seu apoio, endossado pelo presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.
Com lideranças regionais e locais da oposição em evento realizado nesta segunda-feira (22), no Hotel Solar Imperador, em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, o cenário político para as eleições de 2026 ganhou novos contornos. O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), cravou sua candidatura ao governo da Bahia e ainda se colocou contrário a Lula em qualquer cenário no segundo turno.
Questionado sobre um eventual embate presidencial entre Lula — que pode disputar um quarto mandato — e um nome da oposição, como Flávio Bolsonaro (PL) ou outro representante da direita, Neto foi direto. “Ficarei contra o PT”, confirma ACM Neto.
Confira momento em vídeo:
A afirmação reforça o alinhamento de ACM Neto com o campo oposicionista ao governo federal e sinaliza que o União Brasil na Bahia deve caminhar junto com forças de direita e centro-direita no pleito nacional com uma aliança entre o Partido Liberal (PL).
O discurso também busca consolidar uma narrativa unificada da oposição no estado, tanto no plano estadual quanto federal.
Durante a inauguração da nova sede do União Brasil em Feira de Santana, a postura do prefeito José Ronaldo diante de elogios públicos feitos por ACM Neto chamou a atenção de lideranças políticas e participantes do evento. Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a solenidade, ocorrida na tarde desta quinta-feira (18), reuniu dirigentes partidários e nomes influentes da política baiana.
No discurso, ACM Neto, apontado de novo como possível candidato da oposição ao governo da Bahia em 2026, fez rasgos de elogios ao prefeito feirense. “[Esse é] um dos maiores líderes políticos de todo o Estado da Bahia e o maior prefeito de toda a história em Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho”, afirmou Neto.

Inauguração de sede do União Brasil em Feira / Foto: Paulo José / Acorda Cidade
Apesar das palmas do público, a reação do prefeito foi considerada discreta por parte dos presentes, o que gerou comentários nos bastidores do evento. A postura de José Ronaldo reacendeu especulações sobre possíveis desconfortos que remetem à fatídica eleição de 2022 para os oposicionistas baianos, quando Ronaldo foi descartado no dia de lançamento da chapa.
No lugar, ACM Neto escolheu para candidata a vice a empresária Ana Coelho (Republicanos), após rearranjos partidários. O movimento foi interpretado, à época, como um desgaste político entre aliados.
Após o fato, José Ronaldo declarou publicamente que ficou abalado com a decisão, mas afirmou que o episódio foi superado e que não guardava ressentimentos. No entanto, a reação observada no evento desta quinta levanta diferentes interpretações entre lideranças políticas, que avaliam se o comportamento do prefeito foi apenas circunstancial ou se sinaliza posicionamentos futuros no cenário eleitoral baiano.
Até o momento, nenhuma manifestação oficial foi feita por José Ronaldo ou ACM Neto sobre o assunto. O episódio segue sendo acompanhado como parte das movimentações políticas com vistas às eleições de 2026.
O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado Tiago Correia (PSDB), negou que a candidatura de Luciano Araújo tenha sido uma articulação exclusiva do bloco oposicionista e afirmou que o nome surgiu a partir de um movimento interno do próprio Parlamento. As declarações foram feitas nesta terça-feira, na AL-BA.
Segundo Correia, Luciano Araújo conseguiu apoio tanto de deputados da base governista quanto da oposição, o que descaracteriza qualquer tentativa de polarização política na iniciativa.
“Na verdade, ele conseguiu reunir assinaturas de membros tanto da base do governo quanto da oposição. Foi uma candidatura de colegas do Parlamento, com uma bandeira específica”, afirmou.
Ao comentar o cenário político para 2026, Tiago Correia também minimizou a ausência de um candidato presidencial forte que possa servir de cabo eleitoral para o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). Para ele, a experiência da eleição estadual de 2022 demonstra que isso não é determinante.
“Esse quesito se desmonta quando você analisa a eleição anterior. ACM Neto não teve um candidato nacional e praticamente empatou com Jerônimo, numa disputa de 51% a 49%”, disse.
O deputado avaliou que o resultado apertado daquela eleição foi influenciado diretamente pela força do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, que apoiava o atual governador. Correia afirmou ainda que o cenário atual é diferente, destacando a queda na avaliação do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
“As pesquisas internas mostram um governador em exercício que nunca esteve tão mal avaliado como Jerônimo está hoje. Já não existe aquela força nacional que desequilibrou a eleição passada a favor do PT”, afirmou.
Por fim, o tucano ressaltou que o campo oposicionista ainda não definiu quem será o nome para a disputa presidencial em 2026.
“No bloco de oposição, não há ainda uma definição de qual será o candidato à Presidência, inclusive não sendo o Flávio Bolsonaro colocado como esse nome”, concluiu.
O senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar, comentou sobre a migração do deputado estadual Cafu Barreto (PSD) para a base do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), e afirmou ter se surpreendido com a movimentação. Em entrevista ao Bahia Notícias, o congressista descartou expulsar Cafu do PSD, mas informou que o deputado precisará procurar uma nova legenda na abertura da janela partidária em março do próximo ano.
Em conversa com a reportagem, Otto afirmou que “não tem o costume” de convocar reuniões do diretório estadual para expulsar filiados e desejou “boa sorte” a Cafu em seu futuro partido. O senador também relembrou que foi um dos principais apoiadores da campanha do parlamentar quando venceu a disputa para a prefeitura de Ibititá em 2012 e 2016.
“Esse caso de Cafu me surpreendeu. Ele não falou comigo. Ele foi prefeito lá em Ibititá, por minhas mãos. Eu ajudei ele duas vezes na época. Ele nasceu no PSD e agora, certamente, ele deve buscar outro partido, né? Eu não tenho o perfil de reunir o diretório do estado para expulsar ninguém, mas, certamente, diante disso, eu vou aceitar que ele possa tomar o caminho que ele quiser, desejo boa sorte a ele. Não tem nenhum problema comigo, Cafu tomou a decisão dele e vai cumprir a decisão dele", disse Otto Alencar.
Ao BN, no entanto, o senador revelou uma “mágoa” com Cafu Barreto e afirmou ter se sentido desrespeitado pelo parlamentar. O presidente do PSD-BA relembrou uma fala do deputado durante coletiva de imprensa realizada em novembro, quando, ao ser questionado sobre uma possível visão negativa de Otto Alencar em relação à migração para a base de ACM Neto, ele respondeu: “Com todo respeito ao meu líder, mas não sabia que ele era Mãe Dináh não”.
“Até deu entrevista usando uma frase jocosa contra mim, eu não esperava dele dizer que eu não era uma ‘Mãe Dináh’, um adivinho. Eu fui desrespeitado por ele, tá certo? Até porque eu sempre respeitei muito ele (...). Eu só achei que, pelas relações de respeito, pela família dele, inclusive, eu tinha uma relação familiar com a mãe dele, eu não merecia que ele formulasse uma frase jocosa a meu respeito, até porque eu não tenho um perfil de ser ‘adivinho’”, contou Otto.
DEBANDADA?
A reportagem também questionou o senador se ele teria preocupações com uma possível “debandada” de filiados do PSD rumo à base oposicionista. Contudo, Otto informou que, em conversas com lideranças do interior, ele não teria sido informado de uma procura do grupo do ex-prefeito ACM Neto.
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“Não tem nenhum líder meu de base que tenha me consultado a respeito de conversa com ACM Neto. Assim, esses meus amigos que me seguem há muitos anos, que eu chamo PSD de raiz, esses nunca me falaram que o Neto assediou, que conversou com o Neto. Eu converso com os prefeitos e ex-prefeitos quase que semanalmente, todos eles. Semana passada estiveram aqui vários prefeitos e não disseram absolutamente nada”, comentou o presidente do PSD.
“Nesse momento, que precede uma formação da chapa, exige de cada um de nós um bom senso, um equilíbrio, compostura e linguagem ética e correta para respeitar todo mundo, até aqueles que saem do nosso grupo, que nos deixam, entendeu?”, completou.
O deputado estadual Nelson Leal (PP) contou mais detalhes sobres as razões que motivaram seu rompimento com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e adesão ao grupo do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União). O parlamentar contou, nesta quarta-feira (3), que vinha mantendo diálogos com a bancada oposicionista “há um tempo” e afirmou que Jerônimo “perdeu o controle do Estado”
“Confesso que essa decisão não é em função de nenhum problema político, ela está sendo maturada há algum tempo. Eu comecei a ver que o governador perdeu o controle total do Estado. Não quero nem falar de uma área específica, ele perdeu a condição que se colocou na época da eleição, mas a gente começou a ver que todas as áreas que são importantes para o crescimento de um estado foram abandonadas”, declarou Nelson Leal em entrevista ao Boa Tarde Bahia, da Band.
O parlamentar também disse que os recorrentes pedidos de empréstimos do governo do estado influenciaram na decisão. Além disso, Leal informou que a “inquietação” para deixar a base governista começou há mais de 1 ano e chegou ao ponto de “não aguentar mais”.
“Culminou com esse exagero de pedidos de empréstimos. São 22 empréstimos totalizando quase R$ 26 bilhões em 35 meses de administração. É quase R$ 800 milhões por mês (...). Eu não votei em nenhum dos empréstimos, você não tem como captar quase metade de um orçamento em cima de recursos que obviamente impactarão no futuro da Bahia (...). É uma situação que me incomodava há muito tempo e chega um dia que você não suporta mais. Essa inquietação existe dentro de mim há mais de 1 ano”, criticou o deputado do Progressistas.
Sobre a desistência de disputar a reeleição, Nelson Leal informou que a decisão veio para focar exclusivamente na coordenação da campanha de ACM Neto ao governo do estado em 2026. Em razão disso, o parlamentar relatou que foi preciso “deixar o projeto pessoal de lado”.
“Eu conversei com ACM Neto e há algum tempo eu vinha conversando com ele esse meu desconforto de fazer parte do trabalho do governo. Isso já tem muito tempo. Um dia eu falei que não estava aguentando mais e queria contribuir com esse projeto de mudança e automaticamente ele [ACM Neto] me convidou para coordenar a campanha dele [...]. Se eu tiver trabalhando única e exclusivamente na coordenação, deixando de lado o projeto pessoal, eu acho que posso desenvolver muito melhor essa função”, afirmou Nelson Leal.
PALANQUE
Leal também criticou a agenda extensa de Jerônimo Rodrigues e comentou que o governador não teria tempo para “despachar com os secretários”. Para o deputado, o petista não deixar de realizar campanhas políticas mesmo após assumir o mandato no Palácio do Rio Branco em janeiro de 2023.
“É inadmissível que um governador saia às 5h00 e retorne às 23h00 todos os dias da semana. Como que um governador não despacha com seus secretários? Ele vive hoje em uma bolha (...). Ele não desceu do palanque, ele está em campanha eleitoral desde a eleição passada. Não tem um dia que ele senta”, discorreu o parlamentar.
No Projeto Prisma, o radialista baiano e ex-prefeito de Salvador, Mário Kertesz, revela que ajudou a montar duas das principais candidaturas eleitorais da Bahianos últimos anos. Em entrevista nesta segunda-feira (1°), Kertesz dia que acompanhou as tentativas do PT em emplacar uma candidatura vitoriosa na Bahia, mas acabou dando força a formação da chapa de Bruno Reis, atual prefeito de Salvador, na sucessão de ACM Neto, ambos do União Brasil.
“Em termos de Salvador, o PT é aquele que diz assim ‘faço questão de errar tudo’”, sucitou Mário. Ele relembra que “desde que eu fui candidato a prefeito em 1985, todas as eleições de lá para cá o PT teve candidato, e não ganhou uma”.
Para Kertesz, falta “o povo”. “O PT tem uma visão, o próprio Wagner [Jaques Wagner, atual senador brasileiro e ex-governador da Bahia entre 2007 e 2014] apoiava três candidatos. A teoria deles é o seguinte: um candidato tem um determinado filão do eleitorado, outro tem outro e eles juntos levam a gente para o segundo turno. Nunca levaram”, afirma.
Ao falar sobre o cenário eletoral de 2020, nas eleições municipais, o radialista conta que possuía, pessoalmente, um “pré-candidato” favorito: Guilherme Bellintani, soteropolitano e então presidente do Esporte Clube Bahia. Mário relembra que o presidente tricolor foi convidado pelo PT a disputar a eleição ao Palácio Thomé de Souza.
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Foto: Montagem / Reprodução. Fotos: Felipe Oliveira / EC Bahia e Reprodução / Facebook.
“Dessa vez, estava tudo armado para Bellintani ser candidato, Guilherme Bellintani, que eu acho um excelente quadro. Eu gostaria muito de ver Bellintani oocupando um cargo de prefeito ou governador da Bahia. Uma renovação, um sujeito de uma mente aberta, inteligente, pagil. Bellintani estava tudo certo para ser o candidato do PT e foi conversar com Rui, então governador”, explica.
Mário conta que o posicionamento de Rui foi o mesmo que o Partido do Trabalhadores vinda adotando há décadas: “Rui diz assim: ‘Eu não posso ter um candidato único porque eu não posso me arriscar a perder essa eleição’ - não sei que raciocínio é esse de Rui, que é um homem inteligente -, e ainda ‘Então, não vou colocar a máquina para trabalhar e nós vamos ter três candidatos’”, relata.
“E Bellintani vem conversar comigo e eu digo: ‘Não vá nessa rapaz, é esparro, você vai ser queimado’. Ele desistiu e comunicou a Rui, ai no domingo, Rui me chama para tomar café com ele em Ondina [no Palácio de Ondina, sede do governo estadual] na segunda e eu fui. Chegando lá, ele me diz: ‘estou decepcionado com Belintani, ele frouxou’, ai eu digo: ‘Como é, rapaz? Ele frouxou? Você que frouxou, venha cá você acha que essa é proposta a se fazer para ele? Você tinha que chegar, se você quisesse, não é meu candidato, vamos fazer toda a força política para te eleger e ele seguiria como candidato viável, e bom candidato”, completa o radialista.
Ele reforça que foi neste cenário, que a candidatura de Bruno Reis (União), atual prefeito de Salvador, se consolidou, tendo se tornado vitoriosa em outubro de 2020. Eleição que só veio após a resolução de um impasse entre União e MDB, partido liderado por Gedel e Lúcio Vieira Lima, na Bahia.
Confira o trecho:
O ex-prefeito de Salvador ACM Neto dará mais um passo importante nas estratégias para as eleições de 2026. Conforme apuração da reportagem, o vice-presidente nacional do União Brasil vai se reunir com uma bancada de deputados estaduais da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), nesta segunda-feira (24).
O encontro vai reunir parlamentares do bloco de oposição do Legislativo baiano. A ocasião deve servir como um balanço do ano político do grupo político. A reunião deve ser marcada também para que Neto e outros caciques do grupo possam traçar os planejamentos políticos para a disputa eleitoral do próximo ano. A reunião vai ocorrer na sede do União Brasil, no bairro da Garibaldi, em Salvador.
A reunião deve contar ainda com a participação do deputado estadual Cafu Barreto (PSD), que apesar de ser de um partido da base, anunciou apoio a Neto na disputa pelo Governo do Estado no próximo ano.
O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, no Extremo Oeste, Junior Marabá (PP), voltou a falar sobre o futuro político e sobre a relação marcada por críticas com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto. No início do ano, declarações do gestor contra o ex-aliado repercutiram e mostraram um mal-estar entre os dois não revelado.
Em entrevista ao Bahia Notícias, o gestor, que migrou para a base do governador Jerônimo Rodrigues, disse que mantém a avaliação feita e que as colocações se tratavam de uma “análise política”. Desde então, Marabá não mantém diálogo com Neto.
Reeleito com 83% dos votos, Junior Marabá afirma que não está envolvido em articulações eleitorais e que a prioridade é concluir o mandato, mesmo admitindo o gosto de concorrer para deputado federal no próximo ano.
Na conversa, o prefeito também detalhou as ações da gestão em áreas como segurança pública, educação e sustentabilidade, e comenta como vê a sucessão dele em 2028. Clique aqui e leia a entrevista na íntegra na Coluna Municípios.
As movimentações para o fortalecimento da candidatura do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), ao governo do estado seguem intensas e podem ganhar novos capítulos nas próximas semanas. Após anunciar a chegada dos deputados estaduais Nelson Leal (PP) e Cafu Barreto (PSD), o grupo de Neto agora foca em um nome de “peso” que poderia compor a chapa majoritária: o deputado federal Ricardo Maia (MDB), que poderia ocupar a vaga de vice do ex-prefeito da capital baiana.
De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, sondagens já foram feitas, dando início às tratativas de uma possível migração para a base de ACM Neto. O emedebista possui forte influência na região do Semiárido, onde foi prefeito de Ribeira do Pombal (2013-2021) e elegeu seu sucessor no pleito de 2020, e no Sisal, com seu filho, Ricardo Maia Filho (MDB), comandando a prefeitura de Tucano.
As regiões são consideradas estratégicas para a campanha de ACM Neto, que visa diminuir a considerável distância de votos que teve nos pequenos municípios quando enfrentou o então candidato a governador, Jerônimo Rodrigues (PT), em 2022. Maia é visto como um forte nome para vice por ser um dos principais municipalistas baianos no Congresso Nacional, transitando com facilidade entre as prefeituras do estado. Além disso, o parlamentar teria forte aporte eleitoral, visto que foi eleito com mais de 136 mil votos em sua primeira disputa para a Câmara dos Deputados.
Fontes ouvidas pela reportagem informaram que a oposição prepara um “forte anúncio” de desembarque do governo até o fim do mês de novembro. Segundo informações do Bahia Notícias, a coordenação de campanha de Neto projeta anunciar, em breve, a migração de três parlamentares que estariam “insatisfeitos” na base de Jerônimo, fortalecendo o palanque do ex-prefeito em pontos estratégicos do estado.
Maia é visto como um dos nomes insatisfeitos com a gestão, além de, segundo pessoas ligadas a Neto, ser considerado um parlamentar que sempre foi distante dos “ideais defendidos pelo governo do estado”. Em diferentes oportunidades, durante declarações públicas, o deputado federal realizou cobranças ou “alfinetou” a alta cúpula da gestão petista.
No mês de março, em discurso na tribuna da Câmara dos Deputados, Maia criticou a falta de pavimentação asfáltica nas estradas vicinais dos municípios e fez cobranças de promessas realizadas por Jerônimo durante a campanha eleitoral.
“Aqui, uma cobrança ao meu governador Jerônimo, que ele prometeu. Prometeu ao povo da minha terra, Ribeira do Pombal. Prometeu em Tucano, cidade do meu filho, pavimentação em asfalto nas estradas vicinais. E, infelizmente, cobro eu, cobra o prefeito, cobra a população, mas, meu governador, o senhor não deve ao deputado federal Ricardo Maia. O senhor deve ao povo de Ribeira do Pombal. O senhor deve ao povo de Tucano”, declarou o deputado.
Falando sobre as estratégias de 2026, o coordenador da campanha de Neto, Nelson Leal, afirmou que traçou como objetivo a montagem de palanques para o ex-prefeito em todos os 417 municípios da Bahia até o final deste ano. Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (18), ele também avaliou que a campanha atual será “completamente diferente de 2022”.
“Não vai ficar um município sem Neto no palanque. Eu já cheguei com esse trabalho sendo realizado. Hoje, poucas são as cidades em que Neto não tem palanque. Eu acho que a gente não finda o ano sem estar com palanque em cada cidade. A realidade desta campanha é completamente diferente da de 2022”, afirmou Leal.
ATRITO DO MDB
Os diálogos com Ricardo Maia ocorrem em meio a um estremecimento na relação entre Jerônimo Rodrigues e o MDB. Recentemente, um dos caciques do partido, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, veio a público afirmar que Neto será “extremamente competitivo” em 2026.
A declaração, segundo uma fonte do BN, teria motivado uma reunião entre Geddel e o secretário de Relações Institucionais (Serin), Adolpho Loyola, para colocar “panos quentes”. Há uma tensão interna no MDB de que o atual vice-governador, Geraldo Júnior (MDB), seja sacado da chapa majoritária, diminuindo o espaço da legenda em postos de peso na base governista.
O vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, e o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), utilizaram um helicóptero do sócio do Banco Master, o empresário baiano Augusto Lima, para cumprir uma agenda no município de Conceição do Coité na última sexta-feira (14). A viagem ocorreu três dias antes da prisão de Augusto em operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) por suspeita de cometer fraude bancária.
A viagem de Neto e Bruno Reis para Conceição do Coité foi realizada para acompanhar o Natal Luz do município. Por lá, eles encontraram o prefeito de cidade, Marcelo Araújo (União), o prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União), o presidente do PL-BA, João Roma, o secretário de Governo de Salvador, Cacá Leão (PP) e o deputado federal Arthur Maia (União).
Conforme a coluna Andreza Matais, do Metrópoles, o uso da aeronave de Augusto Lima por ACM Neto e Bruno Reis expõe uma certa relação de proximidade entre as partes. Além da prisão do empresário baiano, a operação da PF também alcançou o CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, que foi detido no aeroporto de Guarulhos (SP), enquanto tentava embarcar em um jatinho privado.
Daniel Vorcaro comprou três jatos pelo valor total de R$ 258 milhões em apenas dois anos e meio. As aquisições foram feitas entre fevereiro de 2022 e agosto deste ano. Nenhuma delas está alienada a bancos, o que indica que foram compradas e quitadas à vista, sem financiamento.
Seguindo o movimento do deputado estadual Nelson Leal (PP), Cafu Barreto (PSD) anunciou que deixaria a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) para apoiar o projeto de ACM Neto (União), ex-prefeito de Salvador que deve disputar o Executivo estadual novamente em 2026.
Até então vice-líder do governo na Casa Legislativa, Edicley Souza Barreto, o Cafu, se apresenta como empresário e já foi prefeito de Ibititá, na região de Irecê, por dois mandatos: eleito em 2012 e reeleito em 2016. Filiado ao PSD desde 2011, ele chegou à AL-BA em 2023 após ser eleito com mais de 67 mil votos no último pleito.
O deputado também já esteve no centro da Operação Rochedo, deflagrada em 2022 para apurar suspeitas de fraudes em licitações nas áreas de saúde e educação, com período investigado entre 2013 e 2020. Uma aeronave, registrada em nome de empresa do deputado, foi apreendida. O parlamentar também foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e cumpriu mandado de prisão temporária na sede da PF em Salvador.
Conforme a apuração, além do prefeito, um grupo formado por empresários, agentes públicos, advogado, contadores e “laranjas” integravam o esquema. A estimativa é que a organização teria desviado mais de R$ 7 milhões durante as gestões de Cafu no município baiano.
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Ainda conforme a PF, “o governo federal repassou vultosos recursos para o município de Ibititá oriundos do Pnate (Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar), do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), contratos de repasse, pagamento de parcela dos “precatórios do Fundef” (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério), bem como recursos destinados ao combate da pandemia de Covid-19”.
Nas investigações foi revelado que o grupo se apropriou de grande parte desses recursos por meio de licitações com suspeitas de fraudes, superfaturamento de contratos e lavagem de dinheiro. No período de 2013 a 2016, a PF diz que uma única empresa de construção civil firmou 15 contratos superfaturados com o Município de Ibititá, no valor de R$ 11 milhões. Essa mesma empresa, no mesmo período, repassou parte significativa desses valores para empresas constituídas em nome de “laranjas” do ex-gestor.
Em agosto deste ano, o Bahia Notícias revelou que a Justiça Federal derrubou um habeas corpus e retomou as investigações contra ele.
O mandado havia suspendido as investigações contra o ex-gestor pelos crimes de improbidade administrativa, além de ter anulado as provas coletadas pelas operações.
Na determinação proferida no dia 8 de agosto deste ano, a vice-presidente do TRF1, desembargadora federal Gilda Sigmaringa Seixas, divergiu de uma decisão da Terceira Turma do tribunal, que considerou as investigações ilegais “desde sua origem”.
“O acórdão recorrido encontra-se em dissonância com o entendimento firmado pelo STJ no ponto em que anulou todos os atos da ação civil que apurava atos de improbidade administrativa, ainda que não haja previsão de foro por prerrogativa de função ação de improbidade administrativa”, diz a decisão.
Na decisão da Terceira Turma, os magistrados definiram que a investigação instaurada foi desenvolvida por uma “autoridade incompetente”, no caso, a Procuradoria da República no Município de Irecê. Na ata, foi escrito que a investigação foi considerada ileal desde sua origem, anulando assim as provas colhidas pela entidade.
O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Rosemberg Pinto (PT), negou que o grupo aliado do governador Jerônimo Rodrigues esteja vivendo um processo de debandada, ou abandono de aliados. A declaração, dada nesta terça-feira (18), ocorre após os deputados Nelson Leal (PP) e Cafu Barreto (PSD) declararam apoio formal a candidatura do ex-prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto, principal figura da oposição na Bahia.
“Eu acho que não [há debandada], porque há uma relativa satisfação na relação com o governo. Ainda hoje estiveram reunidos os deputados ligados aos partidos da base aliada. O PSB eu tenho conversado, tirado todas as dúvidas que possam ter, e não vi nenhuma insatisfação ao ponto de ser respondido com uma mudança de lado. Esses dois deputados já tinham suas manifestações feitas anteriormente. Eu vim acompanhando todos os dois e o governador também já sabia que havia essa perspectiva”, ressaltou.
O parlamentar destaca que não se surpreendeu com o posicionamento dos deputados. “Olha, na realidade, acho que o deputado Nelson volta ao seu espaço. Ele, na eleição passada, não apoiou o governador”, inicia. “Conversei com Cafu, e ele também tem toda a sua base formada na oposição e disse que se sentiria mais confortável para o seu projeto de reeleição no alinhamento com a base de oposição na sua região”, explica.
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Compreendendo o cenário, Rosemberg afirma que essas saídas “não altera o resultado do ponto de vista da pretensão da reeleição do governador”. O líder da base governista ainda defende que não há movimentação de debandada.
O petista destaca ainda que “se me pedissem opinião, eu ia dizer que eles estão errados, porque eles estão indo para uma candidatura, na minha opinião, derrotada. É esse o sentimento dos colegas da oposição aqui na casa, de que é uma candidatura com suas dificuldades”, completa.
O vice-líder do União Brasil na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado estadual, Luciano Simões Filho, afirmou que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), terá uma diminuição na quantidade de partidos em seu palanque na disputa pelo governo do estado durante as eleições de 2026. Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (18), o parlamentar contou que a estratégia será para “focalizar” melhor “as atenções”, evitando dispersar em mais legendas.
Durante a conversa com a imprensa, Luciano também contou que a campanha trabalha em um cenário com, no máximo, oito partidos compondo a aliança com Neto. Além disso, o deputado projetou que a articulação facilitaria a composição da chapa proporcional e majoritária para o pleito do próximo ano.
“A gente tem que lembrar que em 2022 o nosso grupo, liderado por ACM Neto, montou 13 partidos, o que na minha opinião e na maioria da nossa bancada não foi muito positivo. A gente perdeu até um pouco da energia para concentrar na majoritária e dispersou a energia para organizar 13 legendas. Isso não se repetirá. A gente deve ir do palácio de a ACM Neto aí com no mínimo 5 a 6 legendas, mas eu acho que não chegará nem a 8 legendas (...).
Então a gente vai fazer uma composição que a abra o máximo de número de cadeiras possíveis com o menor número de voltas para o desempenho das vagas”, disse Luciano Simões.
Ainda durante a coletiva, o líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Tiago Correia (PSDB), explicou que a bancada tem investido em dar robustez aos palanques no interior de ACM Neto, visando a sua candidatura para o governo do estado em 2026.
“Nós temos acompanhado pesquisas em todos os municípios e temos visto, majoritariamente, Neto com uma frente muito ampla nos grandes municípios. Nos pequenos municípios onde Jerônimo tinha uma diferença muito grande na última eleição, já com a força menor (...). Então um cenário totalmente diferente e eu acho que essas movimentações como o próprio deputado Cafu, inclusive foi ouvindo as pessoas, principalmente os pequenos municípios, entendendo esse desejo de mudança”, discorreu Tiago Correia.
O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Tiago Correia (PSDB), explicou que a bancada tem investido em dar robustez aos palanques no interior do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), visando a sua candidatura para o governo do estado em 2026. Durante coletiva de imprensa na AL-BA nesta terça-feira (18), com a presença do “recém-chegado” na oposição Cafu Barreto (PSD), Correia avaliou que o cenário do próximo ano é “totalmente diferente” do de 2022.
“Nós temos acompanhado pesquisas em todos os municípios e temos visto, majoritariamente, Neto com uma frente muito ampla nos grandes municípios. Nos pequenos municípios onde Jerônimo tinha uma diferença muito grande na última eleição, já com a força menor (...). Então um cenário totalmente diferente e eu acho que essas movimentações como o próprio deputado Cafu, inclusive foi ouvindo as pessoas, principalmente os pequenos municípios, entendendo esse desejo de mudança”, discorreu Tiago Correia.
O novo coordenador da campanha de Neto, deputado estadual Nelson Leal (PP), traçou como objetivo a montagem de palanques para o ex-prefeito em todos os 417 municípios da Bahia até o final deste ano. A estratégia visa fortalecer a votação de Neto no interior, onde Jerônimo conquistou uma grande diferença de votos em 2022.
“Não vai ficar um município sem Neto no palanque. Eu já cheguei com esse trabalho sendo realizado. Hoje, poucas são as cidades hoje em que Neto não tem palanque. Eu acho que a gente não finda o ano sem tá com palanque em cada cidade. A realidade desta campanha é completamente diferente de 2022”, afirmou Leal.
O deputado estadual Nelson Leal (PP) explicou o motivo da desistência em sua candidatura nas eleições de 2026, para apoiar e coordenar a campanha do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto ao Governo do Estado. Durante entrevista coletiva, nesta terça-feira (18), o parlamentar fez sua escolha por acreditar que o vice-presidente do União teria preparo e “qualificação para resgatar o estado”.
Leal disse ainda que já efetuava diálogo com Neto para tratar sobre o tema.
“Tenho dialogado com ACM Neto já há algum tempo. E, por intermédio de vários amigos que aqui estão, deputados estaduais, por sinal, tenho que elogiar. Espero que todos consigam se reeleger, o papel nosso é manter essa bancada aqui na Assembleia. Confesso que foi um desafio que me trouxe muita alegria, que é coordenar uma campanha de alguém que de fato a gente enxerga que tem as condições necessárias para administrar com muita competência o estado da Bahia”, afirmou o progressista.
O parlamentar ainda reforçou que deixa seu mandato de lado para apoiar Neto, e que somente o ex-gestor poderia convencê-lo a não ser candidato no próximo ano.
“Acho que só Neto para me convencer a não ser candidato. Coloco meu mandato de lado em prol de algo muito mais importante que é ter um governador que venha, sem sombra de dúvida, trazer a Bahia de volta para o caminho da prosperidade, do crescimento e do desenvolvimento”, observou.
“Acho que tem algumas pautas que são muito importantes, que nós deixamos de lado, e que a Bahia hoje figura nos piores índices do Brasil. Para a gente fazer esse resgate, acredito que só um homem que tem preparo, tem qualificação. É em função disso que não sou eu, mas todos nós que estamos abraçando essa coordenação que é algo conjunto, tem Marcelo [Nilo], tem Reinaldinho [Braga], tem Luciano [Ribeiro], todos nós, estamos abraçados nesse projeto que vai ser muito importante para a Bahia”, completou.
O vereador Jorge Araújo (PP) oficializou sua pré-candidatura a deputado federal visando as eleições de 2026. O anúncio foi realizado nas redes sociais nesta sexta-feira (14), em vídeo com a presença do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), e o presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira. Nos últimos dias, os três se reuniram em Brasília para discutirem estratégias, alimentando rumores de que Jorge Araújo, atualmente primeiro suplente de deputado federal, poderia assumir a vaga de João Leão (PP).
Na publicação, Neto relembrou a votação expressiva de Araújo no pleito de 2024, sendo o vereador mais votado da história da capital baiano, e reforçou que o edil será um forte candidato no próximo ano.
“Tá mais que confirmado, Jorge Araújo como pré-candidato a deputado federal e, assim como foi para vereador de Salvador, vai ser um dos candidatos mais votados de toda a Bahia. Se alguém tinha dúvidas da candidatura de Jorge a deputado federal, estão vendo agora, com as bençãos do presidente do PP, tá mais do que confirmado”, disse Neto.
Ciro Nogueira também defendeu a candidatura e afirmou que, caso eleito, o vereador será uma importante voz no Congresso Nacional.
“Não tenho dúvidas, Jorge, quando você assumir o mandato de deputado federal aqui esse Congresso vai ser outro. Precisamos de uma voz firme em defesa da Bahia, para defender o governo ACM Neto e todas as bandeiras do PP aqui em Brasília”, afirmou o senador.
A articulação para lançar a pré-candidatura a federal foi revelada ao Bahia Notícias por Jorge Araújo nesta quinta (13). Contudo, ele também contou que não houve uma concretização de que assumiria a vaga deixada por Leão no Congresso Nacional.
Após o Nelson Leal anunciar saída da base do governo Jerônimo Rodrigues, outro deputado estadual deve estar de malas prontas para migrar para oposição no estado. O deputado Cafu Barreto deve prestar apoio a candidatura do vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, ao governo da Bahia no próximo ano.
Segundo informações apurados pela reportagem com interlocutores da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a nova aliança teria sido firmada, após uma reunião entre Neto e Cafu, no final da manhã desta sexta. O parlamentar é considerado estratégico devido a localização da base eleitoral dele, nas imediações de Irecê, onde Cafu foi prefeito de Ibititá e mantém vínculos fortes.
A confirmação do apoio deve ser anunciada pelos dois ainda nesta sexta. Algumas pendências para confirmar o apoio ainda estariam sendo debatidas para o "fechamento" da parceria para o pleito futuro.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) se reuniu com quatro deputados estaduais do Progressistas em agenda durante a manhã desta quinta-feira (13). O encontro foi a primeira reunião entre o chefe do Executivo e a bancada progressista desde o rompimento do deputado Nelson Leal (PP), que assumiu a coordenação da campanha do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União).
A reunião também contou com a presença do secretário de Relações Institucionais (Serin), Adolpho Loyola, um dos principais articuladores políticos do governador.
Os parlamentares presentes foram um quarteto formado por Niltinho, líder do PP na AL-BA, Hassan, Antônio Henrique Jr. e Eduardo Salles. Atualmente o grupo articula, em conjunto, sua migração partidária para uma sigla da base de Jerônimo, visto que o Progressitas formou uma federação com o União Brasil, principal partido da Oposição.
Segundo o governador, o encontro com a bancada foi realizado para discutir investimentos no interior do estado, recebendo demandas de prefeitos do interior do estado.
“Falamos sobre pautas importantes para o desenvolvimento do nosso estado e para fortalecer a relação com os municípios, ouvindo as demandas de prefeitas e prefeitos de todas as regiões. O diálogo permanente com as bancadas é fundamental para que a gente siga trabalhando, juntos, pelos interesses das baianas e dos baianos”, escreveu Jerônimo.
Confira:
LOBO SOLITÁRIO?
Desde o início das conversas para deixar o PP, os parlamentares conversavam que Nelson Leal adotaria uma postura “independente”, ou seja, sem tomar uma decisão em conjunto com a bancada. Ainda em outubro, os rumores, ainda sem a explicação dos motivos, de que o deputado poderia desistir da reeleição ganharam força e começaram a circular nos corredores da AL-BA.
O motivo foi explicado na última sexta-feira (7), quando Leal anunciou o rompimento político com o governador para assumir a coordenação de campanha de ACM Neto. Na oportunidade, o deputado também informou que abriu mão de disputar a reeleição para se dedicar integralmente à nova missão.
“Neto me convidou para coordenar a campanha, e acho que esse é o melhor caminho para a Bahia. Neto fez uma administração primorosa e extraordinária em Salvador, e vai promover a mesma transformação que o nosso estado está precisando”, afirmou Leal.
DEBANDADA E O PSB
Com a iminente debandada do quarteto liderado por Niltinho, o PSB se tornou a legenda “favorita” para receber os insatisfeitos com a Federação União Progressistas. Em setembro, os pessebistas chegaram a promover um encontro do presidente nacional da legenda, o prefeito de Recife, João Campos, e Niltinho para discutirem a possível filiação.
Segundo os parlamentes, há um cálculo no qual estima que o futuro partido, ao filiar ao quarteto, teria a garantia de pelo menos a formação de três cadeiras na AL-BA.
Com uma possível migração ao PSB, a ideia é conseguir uma maior robustez na bancada do partido na Casa Legislativa, ampliando de dois deputados para cinco. Contudo, a permanência da deputada Fabíola Mansur (PSB) na legenda ainda é incerta por conta de “divergências internas”.
Falando sobre o sexto deputado da bancada do PP, Felipe Duarte já encaminhou sua filiação ao Avante e, segundo os parlamentares da Casa, ele já responde como membro do partido. Sua migração deve ser oficializada na abertura da janela partidária, em março de 2026.
O deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD) negou, nesta quinta-feira (13), um possível desentendimento com o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente do União Brasil, ACM Neto. Em entrevista à rádio antena 1 Salvador, o parlamentar negou que houve uma rusga com Neto no processo de saída da sigla para migrar para a base do Governo do Estado, onde seu antigo partido é oposição.
Marcinho explicou que sua filiação ao PRD ocorreu em decorrência de sua base e aliados apoiarem o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. Segundo ele, sua base é majoritariamente favorável ao governo. O deputado explicou que houve um encontro com Neto para revelar o cenário.
“No dia que foi para sair, estive com Neto. Fui com o deputado Tiago Corrêa na casa dele, conversei olhando nos olhos dele. Falei que existiam dois projetos, o dele e o meu. E que se eu fosse no dele, o meu entrava água. Não ia para o dele para ficar bom e o meu ruim. Então era melhor cada um seguir o seu caminho. Ele entendeu, mostrei a minha base eleitoral que era uma base que era oposição a ele, que era favorável ao governo. Respeito a todos e aos que votam comigo. Respeito toda a minha base eleitoral. Tive que falar isso a ele. Falei tranquilamente, não teve problema. Muitas pessoas jogam muito gasolina dentro de um fogo para colocar incêndio”, disse Oliveira.
Marcinho ainda disse que houve alguns colegas de Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) fomentaram um conflito dele com lideranças do União. O parlamentar disse ainda que o deputado federal Elmar Nascimento foi fundamental neste processo de mudança, pois acreditou e o convenceu sobre a saída de partido.
“Acho que existe uma coisa hoje que na política você tem que ter que é uma correção. O deputado Elmar Nascimento, meu líder político, um cara que é do lado de ACM Neto, mas compreendeu a minha situação. Porque o amigo verdadeiro é aquele que vê a situação no momento que você está passando e lhe orienta da forma correta. Cheguei para ele e mostrei minha planilha e minha relação. Ele falou que minha base era aquela ali. Ele disse que minha base é governista e que eu não tinha como ir contra a minha base eleitoral”, completou.
O presidente do PL na Bahia, João Roma, relembrou, durante participação no Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, a retomada do diálogo com o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), que completará um ano em dezembro.
“Foi em dezembro do ano passado que sentei com Neto. Tivemos uma boa conversa. Foi difícil, após quase dois anos sem entendimento. Disputamos a mesma posição, foi um momento muito severo”, contou Roma.
O encontro entre os dois aconteceu em um contexto político mais estável, já com Bruno Reis reeleito em Salvador, Zé Ronaldo eleito em Feira de Santana e o PL consolidando novas posições no estado, fatores que ajudaram a reaproximar as lideranças.
“Já tendo Bruno Reis, Zé Ronaldo e Sheila Lemos eleitos, houve vários entendimentos dentro do PL. Na conversa com Neto, definimos uma visão de clareza para a Bahia”, afirmou.
Roma ainda destacou que, caso ele e ACM Neto, atual vice-presidente nacional do União Brasil, iniciem as eleições de 2026 separados, o principal beneficiado será o PT. “O PT vai estar satisfeito, batendo palma”, concluiu o ex-ministro.
O secretário de Comunicação Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares, afirmou que “recebeu sem surpresa alguma” o apoio declarado do deputado estadual Nelson Leal (PP) ao ex-prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto. O legislador baiano anunciou, nesta sexta-feira (7), o rompimento com o grupo político do governador Jerônimo Rodrigues (PT) para coordenar a campanha de ACM Neto na eleição estadual de 2026.
Em comentário sobre o ocorrido, o ex-presidente estadual do PT destacou o grande respeito pelo deputado, mas que não desconsiderava a aliança, visto que Nelson Leal e ACM Neto tem uma relação pessoal de longa data.
"Surpreendendo um total de zero pessoas. Eu gosto e tenho respeito pelo deputado Nelson Leal, sempre tivemos muito boa convivência. Mas essa notícia aí é ‘a volta dos que não foram’. Nelsinho já votou em ACM Neto em 2022 e, igual a 2022, vai perder novamente. Zero surpresa", concluiu.
Conforme destacado pelo anúncio de Leal, nesta sexta, o deputado, além de coordenar a campanha da oposição, o legislador disse que abriu mão de disputar a reeleição para se dedicar integralmente à candidatura de ACM Neto.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, estaria propondo o fim da recém-criada federação entre União Brasil e Progressistas (PP). Segundo informações de bastidores divulgadas pela jornalista Raquel Landim, Caiado deve se reunir em breve com Antonio Rueda, presidente do União Brasil, e com Antônio Carlos Magalhães Neto, vice-presidente do partido, para tratar do assunto.
Caso confirmado, o rompimento seria possível, pois a federação ainda não foi homologada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Temos que parar com essa história de federação. Cria muita cizânia localmente", Caiado teria dito a pessoas próximas.
O pedido de Caiado ocorre após o pré-candidato a presidência da República protagonizar divergências públicas com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do PP. Ciro desejava que o candidato formal apoiado pela federação na disputa de 2026 fosse o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Neste modelo, Ciro almejava ser candidato à vice.
Procurados, Ciro Nogueira, presidente do PP, e Antônio Rueda, presidente do União Brasil, não deram entrevista.
A federação União Progressista deve passar por uma verdadeira limpa, principalmente pelo lado do PP na Bahia. Segundo integrantes do alto escalão baiano do União Brasil, após a formalização da federação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o grupo não aceitará parlamentares "com um pé em cada barco".
Além de Mário Negromonte Jr., aliado histórico do PT baiano que tem dialogado com o PSB de João Campos, prefeito de Recife, outro nome que deve mudar de partido é o deputado Claudio Cajado. Para alguns interlocutores, ele já estaria de malas prontas para embarcar em uma sigla da base aliada do governo Jerônimo Rodrigues.
Mesmo anunciando apoio a ACM Neto do União Brasil para as eleições de governador da Bahia em 2026, Cajado vem mantendo aparições públicas ao lado do governador Jerônimo Rodrigues. No último dia 13 de setembro, ele participou da entrega de uma escola de tempo integral, da nova delegacia e do pelotão da PM na cidade de Cardeal da Silva. No evento, Cajado elogiou as ações do governo estadual.
"Eu não poderia deixar de estar presente neste dia, que a história de Cardeal da Silva falará que foi o dia de maior entrega de obras que essa terra já teve. Por isso prefeito, por isso governador, parabéns", disse ele.
Integrantes do partido garantem que a federação será oposição ao governo do PT, tanto na Bahia quanto no Brasil, e que uma postura dividida não será aceita.
Em agosto, Claudio Cajado, durante o episódio em que foi convidado no Projeto Prisma, declarou que não tem pé no governo e é um parlamentar independente.
"Eu não tenho pé no governo. Eu não frequento secretarias. Eu frequento o palanque do governador Jerônimo quando ele está nos municípios que os prefeitos também me apoiam. Devo dizer que o governador me recebe muito bem, não vou negar, gosto muito dele. Mas eu não tenho nada no governo, não tenho cargo, não tenho participação no governo, pelo contrário", afirmou Cajado.
No âmbito nacional, mesmo antes da oficialização da federação pelo TSE, os presidentes das siglas, Ciro Nogueira do PP e Antonio Rueda do União Brasil, já começaram a determinar que filiados que ocupam cargos no governo Luiz Inácio Lula da Silva devem se afastar. No início de setembro, em coletiva conjunta, eles decidiram que todos os filiados deveriam deixar o governo, incluindo os ministros André Fufuca do Esporte e Celso Sabino do Turismo, com prazo de um mês.
Após o prazo, no dia 8 de outubro, o PP anunciou o afastamento de André Fufuca de todas as decisões partidárias, incluindo a vice-presidência nacional e a presidência do Diretório Estadual do Maranhão. O comunicado reforçou que a sigla "não faz e não fará parte do atual governo, com o qual não nutre qualquer identificação ideológica ou programática”.
O União Brasil, que tem ACM Neto como vice-presidente nacional, tomou medida semelhante. Celso Sabino foi afastado das funções partidárias até a conclusão de processo que pode resultar na expulsão definitiva, cujo prazo máximo é de 60 dias.
Nos bastidores, membros do União Brasil fizeram chegar a Claudio Cajado que não será possível "um pé em cada barco". "Ou estará com ACM Neto ou não estará na federação", assegura um cacique partidário em reservado.
O ex-prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães, o ACM Neto (União), destacou que o governador do Goiás, Ronaldo Caiado (União), é a prioridade do União Brasil para as eleições nacionais de 2026. Em evento da Fundação Índigo, nesta terça-feira (30), o prefeito ressaltou o posicionamento da sigla, a qual atua como vice-presidente, mas reiterou a condição de independência a corrida eleitoral no estado.
“A gente não pode vincular o nosso projeto aqui na Bahia se A, B ou C vai ser candidato a presidente da República, por esse ou aquele partido. A gente tem que ter um projeto nosso no campo de oposição, que unifique as oposições, que trate do futuro da Bahia, que tenha responsabilidade com quase 20 anos de luta, enfrentando o PT no Estado”, destacou ACM.
Ele reforça, por sua vez, que apesar da luta pela “unificação da oposição” contra o PT, o União mantém o apoio a Ronaldo Caiado, ainda que o governador Tarcísio de Freitas seja candidato na ocasião. “Nesse momento a nossa preocupação é com a pré-candidatura do União Brasil, que é de Ronaldo Caiado. O governador Tarcísio, que é um grande quadro da vida pública nacional, é governador, hoje filiado aos Republicanos. Eu tenho defendido e quero aqui repetir que o melhor caminho é uma aliança que junte do centro à direita todas as correntes que possam fazer oposição ao PT”, afirmou o presidente da Fundação Índigo.
“Hoje, para a União Brasil, o que importa é o nome de Caiado, que é o nosso pré-candidato à presidência da República”, completa. ACM Neto ainda reflete que a candidatura atual se difere da última eleição, especialmente na ausência de Jair Bolsonaro.
“Uma coisa fato diferente do que aconteceu em 2022 dadas as circunstâncias daquela eleição. Eu espero que o União Brasil possa, para 2026, ter uma candidatura, seja própria ou em aliança e que não acompanhemos essa candidatura [do PT], inclusive numa aliança aqui no estado da Bahia. Então, muita coisa ainda vai acontecer”, conclui.
ANISTIA
O pré-candidato ao Governo do Estado, ACM Neto, comentou ainda sobre o projeto da anistia, que tramita no Congresso Nacional e prevê o perdão total ou o reajuste das penas aos denunciados pelos atos de 08 de janeiro.
“Na minha opinião, o Congresso Nacional, seja para aprovar ou rejeitar, seja para aplicar ou não dosimetria, precisa votar esse tema, precisa apreciar essa matéria e permitir que a agenda nacional continue e que os problemas do futuro do Brasil possam ser tratados”, afirma.
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, comentou pela primeira vez em relação a PEC da Blindagem durante o Fórum S.O.S Bahia, na noite desta terça-feira (30), organizado pela Fundação Índigo na capital baiana. Em conversa com a imprensa, Neto afirmou que não havia opinado pelo assunto, pois não tinha sido questionado e informou ser “claramente” contrário a proposta.
O ex-prefeito também negou que a inclusão de presidentes de partidos seria uma manobra para acobertar o chefe do diretório nacional do União Brasil, Antônio Rueda, que foi incluído em investigação da Polícia Federal por suposto envolvimento com o PCC.
“Você não me perguntaram, não me ligaram, a gente teve vários eventos, inclusive no interior, que eu tive a disposição da imprensa, eu sempre sou uma pessoa disponível para comentar qualquer tema e responder sobre qualquer assunto. Se tivesse sido perguntado, teria dito claramente a vocês que não sou a favor, não era a favor e não sou a favor da PEC da Blindagem, não houve, não é verdade, não houve uma articulação para proteger o presidente da União Brasil, eu tenho certeza disso”, afirmou Neto.
O vice-presidente do União também declarou ser uma “irresponsabilidade” a suposição de que Rueda estaria ligado ao PCC. Para Neto, a relação foi “plantada” após o líder partidário anunciar que a legenda estaria se afastando do governo de Luiz Inácio lula da Silva após a formação da federação com o Progressistas.
“Ligar e relacionar o presidente do União Brasil com PCC. Isso é uma irresponsabilidade, é um absurdo e tem um motivo e eu posso dizer a vocês qual é o motivo. Há poucos dias, o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, ao lado do presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, anunciaram que estavam se distanciando de qualquer relacionamento com o governo federal, ou com o presidente da República, e tomaram a decisão de recomendar todos os seus filiados que entreguem os cargos que ocupam no governo federal. Então, aqui não tem nenhuma criança, não tem nenhum menino, e não é coincidência (...). Matéria tentando insinuar uma ligação que não existe do presidente Antônio Rueda com PCC, isso é um absurdo, é algo muito leviano e que o próprio presidente Antônio Rueda rebateu categoricamente”, declarou o ex-prefeito.
PEC ENTERRADA
Na semana passada, por decisão unânime, com 26 votos a favor, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou a PEC 3/2021, conhecida popularmente como PEC da Blindagem.
A PEC, que restringe operações policiais e inquéritos contra congressistas, que só avançariam por decisão deles próprios por meio de voto secreto, foi aprovada a toque de caixa pela Câmara dos Deputados. O projeto teve uma repercussão muito ruim nas redes sociais e perante a sociedade.
Todos os senadores da CCJ concordaram com o parecer apresentado pelo relator, Alessandro Vieira (MDB-SE), que pediu a rejeição do projeto. Vieira argumentou que a proposta, que formalmente afirma ser um instrumento de defesa do Parlamento, seria, na verdade, um golpe fatal na sua legitimidade.
Na Câmara, dos 39 deputados da bancada baiana, 22 votaram a favor do projeto de emenda constitucional. Outros 14 votaram contra o projeto, um se absteve e outros dois não participaram da votação. Todos os parlamentares da Bahia filiados ao União Brasil votaram a favor da PEC da Blindagem.
A FAVOR
Adolfo Viana (PSDB-BA)
Arthur O. Maia (União-BA)
Bacelar (PV-BA)
Capitão Alden (PL-BA)
Claudio Cajado (PP-BA)
Dal Barreto (União-BA)
Diego Coronel (PSD-BA)
Elmar Nascimento (União-BA)
Félix Mendonça Jr (PDT-BA)
Gabriel Nunes (PSD-BA)
José Rocha (União-BA)
Leo Prates (PDT-BA)
Leur Lomanto Jr. (União-BA)
Márcio Marinho (Republicanos-BA)
Mário Negromonte Jr (PP-BA)
Neto Carletto (Avante-BA)
Paulo Azi (União-BA)
Paulo Magalhães (PSD-BA)
Raimundo Costa (Podemos-BA)
Ricardo Maia (MDB-BA)
Roberta Roma (PL-BA)
Rogéria Santos (Republicanos-BA)
CONTRA
Alice Portugal (PCdoB-BA)
Antonio Brito (PSD-BA)
Charles Fernandes (PSD-BA)
Daniel Almeida (PCdoB-BA)
Ivoneide Caetano (PT-BA)
Jorge Solla (PT-BA)
Joseildo Ramos (PT-BA)
Josias Gomes (PT-BA)
Lídice da Mata (PSB-BA)
Otto Alencar Filho (PSD-BA)
Pastor Isidório (Avante-BA)
Valmir Assunção (PT-BA)
Waldenor Pereira (PT-BA)
Zé Neto (PT-BA)
ABSTENÇÃO
Alex Santana (Republicanos-BA)
NÃO VOTOU
João Leão (PP-BA)
João Carlos Bacelar (PL-BA)
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, comentou nesta terça-feira (30) sobre a situação da saúde pública na Bahia. Ele destacou que, ao lado da segurança, a saúde é um dos principais problemas enfrentados pela população do estado.
“Não tenho dúvida de que esses dois elementos, segurança e saúde, são hoje as maiores preocupações do cidadão baiano. Afinal de contas, os problemas na rede estadual de saúde, a deficiência no atendimento médico e hospitalar, sobretudo no interior do estado, além das dificuldades relacionadas à fila da regulação, que o governador prometeu zerar e que só cresce, mostram a gravidade da situação”, declarou Neto durante o Fórum S.O.S Bahia – Saúde, realizado no Terminal Marítimo de Salvador.
Segundo ele, o objetivo do evento (que já teve uma primeira edição voltada à segurança pública) é expor as fragilidades da gestão de Jerônimo Rodrigues em relação à saúde.
“O nosso objetivo é chamar atenção para a grave crise enfrentada pelo setor e, ao mesmo tempo, apresentar soluções, mostrando experiências bem-sucedidas em outras partes do Brasil, que podem garantir uma gestão mais eficiente dos recursos e, principalmente, salvar vidas. Hoje, a forma como o governo do estado trata a saúde pública revela um descompromisso com a vida das pessoas. O governador prometeu, durante a campanha de 2022, zerar a fila da regulação e ampliar a rede hospitalar no interior, mas a realidade, quase três anos depois, é completamente diferente”, concluiu ACM Neto.
O deputado estadual e líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Tiago Correia (PSDB), comentou nesta sexta-feira (19) os rumores de que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), poderia desistir de disputar o governo da Bahia em 2026. A corrente ganhou força nos bastidores e o Bahia Notícias trouxe o cenário em publicação hoje.
Segundo apuração da reportagem, o entorno de ACM Neto evita se posicionar publicamente sobre o assunto, embora reconheça incômodo com a insistência de aliados em antecipar compromissos eleitorais. A postura tem colocado o ex-prefeito em posição de “apagar incêndios”, diante de constrangimentos gerados por declarações e articulações externas.
Em resposta, Tiago Correia classificou os rumores como uma estratégia da base do governo de Jerônimo Rodrigues (PT). Contudo, as fontes consultadas pelo BN são ligadas ao ex-prefeito de Salvador.
“Mais uma fake news da base do governo, que agora tenta implementar o discurso que ACM Neto pode não ser candidato. Quando na verdade o medo deles é que Neto seja o candidato. Ele é o mais competitivo e que lidera as pesquisas. Na eleição passada eles fizeram o mesmo”, disse o parlamentar.
O parlamentar também afirmou que há indefinições no grupo político liderado pelo PT. “Agora, as informações que vem de Brasília é que a candidatura de Jerônimo Rodrigues ainda está na berlinda e o grupo de lá avalia a possibilidade de colocar Rui Costa. Estão fazendo pesquisas constantes para ver quando tomarão a decisão”, acrescentou.
Durante o contato com o Bahia Notícias, o deputado também comentou as influências e impatos do processo nacional para o pleito baiano. Para Correia, caso Jerônimo seja candidato a reeleição ele será testado como o atual governador, e não mais como um mero candidato do PT.
“O governo Lula não consegue se organizar, o presidente dá reiteradas declarações desastrosas. A sua avaliação melhorou um pouco por conta do atrito com os Estados Unidos, mas ainda é muito ruim e a tendência é que esse quadro só piore. Ele nunca teve uma avaliação tão ruim e principalmente nos estados do Nordeste. E Jerônimo ainda não mostrou para que veio, não tem uma marca de governo. E se ele for o candidato em vez de Rui, ele será confrontado como Jerônimo, e não como número 13”, avaliou.
Ao final, o líder da oposição também mencionou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como peça relevante no tabuleiro e sua possível candidatura para a Presidência.
"Tarcísio é um nome que tem rejeição baixíssima. É um governador que tem dados excelentes resultados no estado de São Paulo e com certeza desequilibraria o pleito nos estados aonde a oposição a ele é o PT", concluiu.
Têm tomado tração rumores de que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), estaria avaliando a hipótese de não concorrer ao governo da Bahia em 2026. O movimento é celebrado por adversários, enquanto aliados enxergam com ceticismo qualquer movimento nesse sentido. No entanto, mesmo diante da emergência do tema, o entorno de ACM Neto evita falar abertamente sobre o tema, ainda que o incômodo exista com as abordagens.
Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, o ex-prefeito reage a sucessivas tentativas de aliados em firmar compromissos eleitorais com antecedência, causando constrangimento e o tornando uma espécie de apagador de incêndios criados por outrem. Publicamente, ninguém reclama das atuações desses aliados, porém é crescente a “indignação” do núcleo mais próximo ao ainda pré-candidato ao governo baiano.
Dentre as indisposições, há a ofensiva do governo de Jerônimo Rodrigues (PT) para, desde 2023, “capturar” grupos políticos que no ano anterior marcharam ao lado do ex-prefeito. Somado a isso, um interlocutor revelou que pré-candidatos a deputados federal e estadual têm agido de maneira acintosa para “criar dificuldades para vender facilidades”. A pressão estaria tirando a paciência não somente de ACM Neto, mas também daqueles compartilham perspectivas semelhantes do ponto de vista eleitoral.
“Querem que ACM Neto assuma compromissos desde agora, como se fosse possível. Não é ano de política, isso deveria acontecer só no próximo ano. Tem gente querendo fechar lista de candidatos, como se isso fosse possível agora”, reclamou uma figura ligada ao ex-prefeito, em condição de anonimato. As queixas recorrentes, de falta de atenção a críticas pelo “sumiço” do pré-candidato do União Brasil a governador da Bahia, fazem crescer um mal-estar, cujos esforços para superação geram ainda mais tensão no grupo.
A leitura é que, por mais que virtualmente não haja uma candidatura a presidente de oposição definida, a musculatura do ex-prefeito para enfrentar Jerônimo Rodrigues garantiria desempenho bom para os oposicionistas locais. Por isso, quem trata como factível o abortamento prematuro da campanha é visto com reticência pela coxia do União Brasil na Bahia. “Querem que ACM Neto seja candidato nas condições deles, quando as condições para candidatura têm que vir do próprio ACM Neto”, sugere um dos articuladores.
Todavia, os rumores de uma eventual desistência da candidatura, a tanto tempo das definições, acendem o alerta para o futuro político de ACM Neto. “Seria a morte política dele”, vaticina um aliado.
FUTURO E POSSIBILIDADES
Os encontros recentes com aliados, seja durante agendas no interior do estado ou até mesmo em Brasília, como aconteceu na última quarta-feira (17), ilustram o tom da “antecipação” das negociações para disputa do próximo ano. Mesmo sem pressa, Neto sofrido também com a ameaça de alguns aliados próximos, indicando que a incerteza de uma candidatura na Bahia, ou até mesmo a possibilidade de integrar uma chapa nacional, pode repercutir na relação.
A ideia de “repetição” do cenário apresentado em 2018, quando o então prefeito da capital baiana refugou em ir ao embate estadual com o governador da época Rui Costa (PT), indicando o atual prefeito de Feira de Santana José Ronaldo (União) para a empreitada, ainda assusta alguns. O pleito seria de “carimbar” antecipadamente a presença nas eleições, confirmando a chapa que puxaria os candidatos a proporcional pelo grupo, mantendo um cenário “mais estável” para uma disputa extremamente concorrida e difícil, apontam aliados do ex-prefeito.
Com o “sinal amarelo” de Neto, alguns nomes também estariam ensaiando uma “condicionante” para conseguir uma liberação em garantir sua eleição legislativa, caso ele não esteja nas urnas baianas. Presentes em algumas reuniões, aliados próximos indicaram a reportagem que “a incerteza pode gerar dissidentes”.
Muito ou pouco? Pensando na formatação da melhor estratégia eleitoral para a disputa ao governo da Bahia, em 2026, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) já deixou claro que não quer se preocupar com o número de partidos. Em declaração recente ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, Neto sinalizou que não quer “repetir erros” e indicou que deseja contar com cinco partidos no arco de aliança. Porém, no grupo de aliados, há quem discorde.
Um dos mais próximos ao ex-prefeito, o atual gestor da capital baiana Bruno Reis (União) teria opinião distinta sobre o número de partidos no grupo. Segundo aliados próximos aos dois políticos, Bruno ainda teria a ideia de ampliar o número de partidos para conseguir ter “o maior número de candidatos” nas eleições de 2026. “Bruno tem um perfil de montador de legenda, entende que quanto mais candidatos, melhor”, indicou um interlocutor ao atual prefeito.
Conhecido por conseguir realizar a estruturação de partidos, o prefeito já teria sinalizado aos mais próximos que poderia realizar a montagem de legendas menores. A iniciativa serviria para conseguir compensar o espaço perdido com a federação entre PP e União Brasil — juntos, os partidos terão 40 candidatos — já que a Bahia possui 39 cadeiras disponíveis na disputa, no caso da Câmara dos Deputados. Com um foco mais direto para a eleição da Câmara, a ideia ainda segue em debate.
A ideia de Bruno conflita com o projeto de ACM Neto. “Uma das coisas que a gente errou foi ter tido 13 partidos políticos. A gente começou a inventar candidatos, pessoas que não tinham densidade eleitoral. Hoje, meu desejo é montar uma equação com cinco, talvez seis partidos, e está tudo certo. Existe uma base de partida nossa de construção, sendo a nossa fortaleza, é o que me importa tentar organizar”, disse durante o bate-papo.
Focado na “construção” dos mais próximos, Neto indicou que o foco seria na montagem do União Brasil e PP, com a federação, PSDB, Republicanos e PL. “Esses cinco partidos são a nossa base de partida, se esses cinco estiverem juntos em torno de uma única candidatura, esse candidato já vai ter mais tempo de televisão do que o PT, mais estrutura eleitoral em termos de recursos eleitorais. Está bom aqui, para que vou ter 13? Ao contrário, se quero fazer um trabalho de mudança política na Bahia, eu não posso chegar cheio de compromisso, com tudo já ocupado”, emendou Neto.
Em 2022, ACM Neto contou com uma coligação que teve 13 partidos: União Brasil, PP, Republicanos, PSDB, PDT, PSC, Solidariedade, Cidadania, Podemos, PRTB, PTB, DC e PMN. Com o cenário, Neto conseguiu “ampliar” o número de candidatos, porém segundo o ex-prefeito a “montagem” teria custado um tempo desnecessário para o sucesso nas urnas.
BRUNO REIS E OS PARTIDOS
A “habilidade” de montador de partidos de Bruno se reflete nas eleições disputadas pelo gestor. Em 2024, o prefeito contou com 15 partidos em seu arco de apoio, com. Federação PSDB-Cidadania, Republicanos, PP, PDT, PTB, Podemos, PSC, DC, PRTB, União Brasil, Solidariedade e PMN. Outra prova da atuação de Bruno na gestão das chapas foi sua primeira eleição na capital, em 2020, quando, montou um “exército” de candidatos a vereador. Ao todo também foram 15 legendas.
O vereador Cláudio Tinoco (União) negou a possibilidade de disputar uma vaga como deputado estadual ou federal no próximo ano. Em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, ele afirmou que seu objetivo para 2026 é contribuir para a eleição de um nome ao governo da Bahia, argumentando que o Partido dos Trabalhadores (PT) já ocupa o Executivo estadual "há quase um quarto de século".
"Eu fui candidato nos últimos quatro anos três vezes. A vereador em 2020, a deputado estadual em 2022 e novamente a vereador em 2024. Então, a minha decisão pessoal é de não ser candidato em 2026. Acho que mais importante do que eu ter um mandato de deputado estadual, federal ou senador é devolver ao nosso grupo o comando da Bahia, não por outro motivo que não seja a importância da alternância de poder", afirmou o vereador.
O parlamentar também sinalizou, em entrevista ao BN, que o principal nome que pretende apoiar é o do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, que ainda não oficializou sua pré-candidatura ao governo da Bahia.
"Espero que em breve ACM Neto possa admitir a sua candidatura ao governo do Estado. Estarei ao lado dele para exercer qualquer função necessária, das mais simples às mais estratégicas, de qualquer forma que eu possa ajudar", ressaltou.
Além disso, o vereador declarou que avalia solicitar uma licença na Câmara Municipal de Salvador para participar de forma mais ativa do processo eleitoral do candidato indicado pela oposição.
"Não descarto me licenciar no período eleitoral para poder ajudar de forma mais direta na campanha, então sair da Câmara por três meses e me dedicar integralmente à disputa", disse.
Apesar desse posicionamento, Tinoco destacou que, além da oposição ao governo de Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições de 2026, também pretende trabalhar para ajudar na eleição de aliados, citando os deputados Léo Prates (PDT) e Sandro Regis (União).
"É claro que estarei também ao lado de deputados federais e estaduais, contribuindo com a minha base em Salvador e com a minha capacidade de trabalho para ajudar alguns amigos e correligionários a se elegerem. Tenho um compromisso com o deputado federal Léo Prates, sobretudo pelo bom trabalho que ele vem fazendo nesse primeiro mandato, e considero importante a sua reeleição. Também destaco o deputado estadual Sandro Regis", declarou.
Consolidando o processo de estreitar relações políticas com o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, o presidente do PL na Bahia, João Roma, não vê dificuldades na candidatura de Flávio Matos a deputado federal pelo Partido Liberal. Na avaliação do ex-ministro da Cidadania e ex-parlamentar, a relação entre os partidos não deve ser afetada em 2026, ao que considera movimento "natural" no xadrez eleitoral.
Isso porque, no mês de julho, Flávio Matos trocou o União Brasil pelo PL, levantando dúvidas sobre o clima entre as siglas para o pleito do próximo ano, em especial em Camaçari, município da Região Metropolitana de Salvador (RMS). Por lá, além do apoio maciço do União Brasil, Flávio Matos contou com esforços conjuntos do grupo político aliado a ACM Neto e Bruno Reis na tentativa de ser eleito prefeito. Apesar disso, foi derrotado em segundo turno por Luiz Caetano (PT).
"Ele é uma grande opção para deputado federal, ele é pré-candidato atualmente a deputado federal, não só para representar a Camaçari, como toda a Bahia, um jovem, dinâmico, que defende suas ideias, e eu não vejo maiores dificuldades em relação a isso, são processos naturais, e eu acho que vai ser uma grande força para que a gente possa justamente poder fazer a mudança verdadeira na nossa Bahia", disse Roma em entrevista ao Bahia Notícias.
Nos bastidores, a tensão criada com a eventual candidatura de Flávio se deve também a uma eventual ruptura do acordo firmado no ano passado. Segundo o ex-prefeito de Camaçari e principal padrinho de Flávio até então, Elinaldo Araújo (União), o compromisso estabelecido para Camaçari foi com os deputados Paulo Azi e Manuel Rocha, ambos do União Brasil. O primeiro busca a reeleição e tem base consolidada no município, e o segundo pretende deixar a Assembleia Legislativa (AL-BA) para alçar novos voos na Câmara dos Deputados.
O ex-gestor chegou a citar mudanças no comportamento do aliado desde a derrota nas urnas em 2024. "Eu tenho dito que tem três Flávios: o vereador, o candidato e o pós-eleição. Eu não tenho que falar do Flávio vereador nem do Flávio candidato. O Flávio pós-eleição… eu acho que ele vem se perdendo, ouvindo os 'palpiteiros e os cientistas políticos'", declarou.
Recentemente o Bahia Notícias mostrou que a candidatura de Flávio Matos pode impactar a divisão de votos em Camaçari. Segundo informações obtidas pela reportagem, a repartição seria em 60% para Azi e 40% para Manuel, conforme alinhamento com Elinaldo. No entanto, interlocutores do União Brasil na cidade já apontam que ambos já trabalham com margens menores no número de votos no município e recalculam a distribuição para conseguir êxito na disputa eleitoral.
O deputado estadual e presidente do PSDB na Bahia, Tiago Correia, comentou sobre o possível racha entre os tucanos e a base do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), após o anúncio da pré-candidatura a deputado estadual de Wagner Lemos (União), marido da prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União). Em entrevista nesta quinta-feira (4), o parlamentar revelou que a movimentação foi uma “surpresa”, mas evitou falar em racha na base de ACM Neto.
Com Vitória da Conquista sendo uma das bases eleitorais de Correia, o deputado comentou sobre as ações de seu mandato no terceiro maior colégio eleitoral da Bahia e afirmou que esperava crescer sua votação no município em relação a 2022. Segundo o presidente do PSDB-BA, a tendência é que haja uma conversa com a prefeita Sheila Lemos para ver como “os espaços serão preservados”.
“É lógico que essa informação pegou a todos de surpresa, não só o meio político, como também a imprensa. Ninguém esperava que o Wagner quisesse ser candidato a deputado estadual. É totalmente legítimo o desejo de Wagner a deputado, ninguém pode tirar esse desejo dele. É legítimo também a prefeita querer lançar o marido dela candidato. Mas é claro que a gente foi pego de surpresa dado a todo o esforço e trabalho que a gente tem na cidade buscando expectativa nas próximas eleições (...). Acho que no momento certo ela [Sheila] deve se sentar, não só comigo, mas com outros deputados que têm votação no município”, comentou Tiago durante entrevista ao programa Boa Tarde Bahia, da Band.
“O que estamos aguardando no momento é sentar para ver de que forma seria desenhada essa movimentação, de que forma os espaços serão preservados. Não posso falar pelos outros, mas eu, por exemplo, investi muito em Vitória da Conquista (...). Foram diversas colocações, indicações de emenda para Conquista e, é claro, entendendo essa parceria que existe com a prefeita Sheila Lemos, nessa parceria que existe com o povo de Conquista, na expectativa de ter uma votação maior do que eu tive na eleição passada em Vitória da Conquista”, completou.
Durante a entrevista, Tiago foi questionado pelo jornalista Victor Pinto em relação a uma declaração do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), sobre as movimentações em Vitória da Conquista. Na oportunidade, o gestor descartou que haja um desgaste entre PSDB e União e afastou a responsabilidade da movimentação dele e de ACM Neto.
“A relação do União com o PSDB é a melhor possível. Agora, essas questões locais precisam estar restritas. Acho que é demais exigir de ACM Neto que ele possa interferir em uma decisão da prefeita, de lançar ou não o seu marido. Isso não pode ser atribuído a mim e a Neto, até porque essas dinâmicas municipais elas ocorrem”, disse o prefeito em coletiva na manhã desta quinta.
Em resposta, Correia afirmou que ACM Neto já tem participado das articulações para que haja um diálogo entre o deputado e Sheila Lemos para que “tudo fique claro”.
“Com esse novo cenário da candidatura de Wagner, o tabuleiro todo muda. Tivemos a comunicação da prefeita que ele é pré-candidato, mas imagino que em certo momento vamos sentar para ver de que maneira a gente consegue distribuir, respeitar os espaços (...). ACM Neto já está participando dessa construção dessa conversa. Como eu disse, deve acontecer uma conversa para que tudo fique claro, para que tudo fique delimitado e para que não aconteça o que vem acontecendo que são manifestações individuais contrárias a essa movimentação. Tenho preferido ficar em silêncio, como falei, Sheila sempre foi uma grande amiga. Acredito que com uma boa conversa tudo vai se resolver”, finalizou.
As recentes movimentações do grupo político liderado por ACM Neto estariam expondo uma realidade incômoda: falta comando e há excesso disputas internas. À medida que se aproximam as eleições estaduais do próximo ano, em vez de apresentar coesão e estratégia, o grupo estaria dando demonstrações de desorganização e fragilidade, consequência direta da ausência de liderança firme.
Acordos políticos firmados por aliados vêm sendo desrespeitados de forma aberta, evidenciando que a palavra empenhada deixou de ter valor dentro da própria base. Essa postura não só alimenta rivalidades internas, como começa a projetar a imagem de um grupo dividido, mais preocupado em disputar cargos do que em construir um projeto sólido para a Bahia.
São constantes as reclamações sobre investidas de integrantes de peso sobre bases eleitorais de colegas, principalmente de Elmar Nascimento, Elinaldo Araújo e Igor Dominguez, que tem incomodado bastante os colegas. Recentes movimentações tem funcionado como rastro de pólvora, prestes a incendiar o grupo inteiro.
Nesse contexto, salta aos olhos o silêncio de ACM Neto, que se mantém distante das quebras de compromissos e da disputa desenfreada por espaços. Um deputado ouvido, que preferiu o anonimato, desabafou “o que se espera de um líder é a capacidade de arbitrar conflitos e impor disciplina política. No entanto, Neto tem se esquivado do papel de comando, permitindo que o desgaste cresça e fragilize ainda mais o grupo”.
Por outro lado, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, tem adotado uma postura que agrava ainda mais a instabilidade. Ao tentar emplacar a candidatura de Igor Dominguez, seu chefe de Gabinete por mais justificável que seja, tem sido percebido por alguns como falta de compromisso com a coletividade da base.
Se não houver uma intervenção imediata e firme, o grupo corre o risco de chegar às próximas eleições dividido e enfraquecido, incapaz de competir em condições de vitória. O momento exige um freio de arrumação urgente. Sem isso, o que deveria ser um projeto político consistente pode se transformar em palco de disputas pessoais e, inevitavelmente, em derrota.
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, se manifestou nas redes sociais sobre a participação do partido no governo federal. Em publicação nesta quarta-feira (27), ele afirmou nunca ter sido favorável à ocupação de cargos pelo União Brasil na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No texto, Neto declarou que, diante dos acontecimentos recentes, considera necessária uma deliberação da executiva nacional do partido, já marcada para a próxima terça-feira. A proposta, segundo ele, será a imediata entrega de todas as funções atualmente ocupadas por membros da legenda no governo.
“Já passou da hora dessa decisão ser tomada. É por esse motivo que, na condição de membro da executiva, proporei a inclusão na pauta e a votação na próxima semana”, escreveu o dirigente.
Atualmente o União Brasil conta com três nomes ligados ao partido na Esplanada dos Ministérios: Celso Sabino (Turismo), Frederico Siqueira (Comunicações) e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional).
A deputada federal Roberta Roma (PL) e ACM Neto (União Brasil) demonstraram uma possível reconciliação ao aparecerem juntos em uma foto, postada nas redes sociais da deputada. A publicação sinaliza um contato amigável após um período de dois anos de distanciamento e divergências políticas.
Na legenda, a deputada sugere que, apesar dos conflitos, "o propósito de vida falou mais alto" e "o amor voltou a imperar", em uma clara referência ao fim das desavenças. "Quem diria que depois de tantas farpas, viriam abraços?", questiona a parlamentar.
O atrito entre os dois líderes políticos se intensificou durante as eleições estaduais de 2022, quando o marido de Roberta, o ex-ministro João Roma, e ACM Neto foram adversários diretos na disputa pelo governo da Bahia. A campanha foi marcada por trocas de acusações duras e críticas públicas.
Na época, João Roma chegou a afirmar que Neto não estava "psicologicamente preparado para governar o estado", enquanto ACM Neto o classificou como "desleal" e movido por "sede de poder". Apesar da tensão e o silêncio de Roberta com uma "decepção" no conflito político, João Roma declarou apoio a Neto no segundo turno das eleições, em uma clara tentativa de união contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT).
RELEMBRE A RELAÇÃO
A aproximação atual contrasta diretamente com o rompimento público que marcou a relação entre o grupo político de João Roma, marido da deputada, e ACM Neto. Por mais de duas décadas, Roma foi um dos principais aliados de Neto, atuando inclusive como seu chefe de gabinete na Prefeitura de Salvador, mas a amizade chegou ao fim em 2021.
A ruptura ocorreu quando João Roma aceitou o convite para ser ministro do governo de Jair Bolsonaro, contra a vontade de ACM Neto. O ex-prefeito, que é padrinho de um dos filhos de Roma, classificou a decisão como uma "traição política" e uma "decepção indescritível". A vereadora Roberta Caires (Patriota), aliada de Neto, chegou a acusar o ministro de ingratidão.
A própria Roberta Roma já se manifestou sobre o fim da amizade: "Tínhamos uma relação pessoal de mais de 20 anos. Fui testemunha da dedicação de João a Neto durante todo esse tempo. A decepção que senti depois da declaração dada, após a nomeação, foi algo indescritível", disse ela.
O conflito político atingiu seu auge durante as eleições de 2022, quando tanto João Roma quanto ACM Neto se candidataram ao governo da Bahia. A disputa foi marcada por críticas, com Roma questionando a capacidade de Neto de governar o estado, enquanto Neto o acusava de deslealdade.
Apesar das críticas, João Roma declarou voto em ACM Neto no segundo turno, o que foi visto como uma primeira tentativa de reaproximação. João Roma já havia admitido publicamente que uma reaproximação com Neto seria inevitável para as definições do cenário político de 2026. A foto postada por Roberta Roma confirma que o diálogo político já foi retomado.
Levantamento da Quaest, divulgado nesta sexta-feira (22), indica que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) lidera a corrida eleitoral para o governo da Bahia em 2026, com 41% das intenções de voto. O atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT), aparece em segundo lugar, com 34%.
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A pesquisa foi contratada pela Genial Investimentos e realizada entre os dias 13 e 17 de agosto, com entrevistas presenciais de 1.200 eleitores baianos com 16 anos ou mais. O nível de confiança é de 95%.
No cenário estimulado, quando o nome dos candidatos é apresentado aos entrevistados, aparecem ainda João Roma (PL): 4%; Kleber Rosa (PSOL): 2%; José Aleluia (Novo): 1%. Indecisos somam 4% e brancos, nulos e os que não vão votar, 14%.
Salvador vai receber no próximo dia 28 de agosto, o 1º Congresso Conexão Jovem Bahia. O evento, que vai ocorrer no Auditório da Casa do Comércio, promete ser o maior encontro da juventude baiana com a política, a inovação e o futuro. Entre os palestrantes confirmados estão o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, a empresária e presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Suarez, o CEO do Grupo Lôro, Pedro Imbassahy, entre outros nomes.
De acordo com o congresso, a realização vai servir como uma chance de dialogar com grandes líderes e construir soluções com quem acredita na juventude como força de transformação.
Além disso, o evento conta ainda com a coordenação científica de Fernanda Lordelo e a coordenação executiva de Eduardo Magalhães. O ex-prefeito da capital baiana estará presente no “Painel 4 – Liderança Jovem: Soluções para a Bahia”.
Segundo a organização da iniciativa, o vice-presidente do União Brasil trará sua experiência para um diálogo aberto sobre inovação, políticas públicas e caminhos possíveis para transformar realidades com protagonismo, escuta e visão de futuro.
Já a presidente da ACB e da “Fundação Bahia Viva!” vai levar suas vivências para o “Painel 2 – Juventude e Sustentabilidade: Educação e Transformação Social". Ela vai abordar á respeito do papel da infraestrutura turística como vetor de desenvolvimento socioeconômico.
Entre outros nomes estão Saulo Brendo, Humberto Miranda, Mariana Lisboa e Victor Kraus
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou, nesta quarta-feira (20), o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), após ele defender o afastamento da federação União-Progressista do governo Lula (PT). Segundo ele, a "máscara" dele "caiu" e que agora é possível "enxergar qual é o lado dele" após ele ter ficado "em cima do muro entre PT e Bolsonaro" na última eleição.
"Ele está tendo um movimento mais claro agora, porque durante a campanha que disputamos em 2022, ele ficou em cima do muro, dizendo que tanto faz o Lula ou Bolsonaro.(...) Agora, pelo menos, está defendendo o bolsonarismo, um grupo que vai para fora do país bater continência e quer que os EUA destrua a economia e os empresários brasileiros. Está caindo a máscara dele e estamos conseguindo enxergar qual o lado que ele tem", declarou o governador ao Globo.
A declaração do petista ocorreu um dia após ACM declarar, em cerimônia da federação da União Progressista, que seu grupo não vai se aproximar de Lula (PT) para as eleições de 2026. Atualmente, quatro ministros da federação ocupam cargos na gestão federal.
"Não estamos cogitando, nesse momento, nenhum tipo de aproximação, alinhamento ou entendimento com o governo. Nós não estaremos no projeto do PT, portanto, não é razoável haver a ocupação de cargos num governo no qual nós certamente não faremos parte nas eleições de 2026", disse ACM.
Falecido desde 2007, o ex-senador Antônio Carlos Magalhães deixou uma residência de alto padrão em um bairro nobre de Brasília. O imóvel, que foi considerado abandonado, gerou questionamentos de vizinhos que apontaram a contaminação de cupins, mosquitos transmissores de dengue e ferrugens nas dependências do imóvel. A informação foi divulgada por uma reportagem da Revista Veja, neste domingo (10).
A casa é considerada “mal assombrada” na vizinhaça. A reportagem destaca que os moradores já entregaram um abaixo-assinado aos órgãos de fiscalização do Distrito Federal pedindo providências após mais de 36 casos de dengue terem sido registrados na vizinhança em 2022. No entanto, ninguém apareceu para receber a notificação.
A residência, que fica a 10 quilômetros do Congresso Nacional, foi a residência da ACM até o seu falecimento. O imóvel teria 782 metros quadrados de área construída e valeria, mesmo abandonada, algo em torno de 10 milhões de reais.
À reportagem, o ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto, explicou o motivo pelo qual a casa segue intocada há quase duas décadas. “Ela está abandonada porque existe uma judicialização em relação ao inventário de meu avô e, em função disso, não se pode mexer em nada”.
Antônio Carlos deixou para seus herdeiros uma fortuna de 345 milhões de reais em valores da época. O espólio inclui, além da casa, emissoras de TV e rádio, gráfica, construtora, ações e dinheiro.
O deputado federal e presidente do Republicanos na Bahia, Márcio Marinho, afirmou que seu nome está entre os cotados para disputar uma vaga ao Senado na chapa liderada por ACM Neto (União), que deve concorrer novamente ao governo da Bahia em 2026. Segundo Marinho, embora esteja focado na campanha de reeleição, a possibilidade não está descartada.
“Sempre serei citado. Tenho seis mandatos. As pessoas me conhecem, não está descartada essa possibilidade. Meu nome está como sugestão para a chapa de Neto, ao Senado. No partido temos vários nomes. Tenho feito a campanha de reeleição, mas não deixo de ser um nome. Se os ventos soprarem e for da vontade”, declarou em conversa com o Bahia Notícias na semana passada.
Na última eleição, o Republicanos ocupou um posto importante na chapa de ACM Neto ao indicar a empresária Ana Coelho para a vice. À época, o nome dela ganhou força pós o partido ter descartado o então deputado federal Marcelo Nilo. Ela inclusive se filiou ao partido no último dia do prazo imposto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro de novos membros (leia mais aqui e aqui).
“Iremos disputar a vaga do Senado. O partido quer essa vaga. Não temos definição, mas o sentimento do partido. Temos uma decisão interna nossa. No momento certo”, disse Marinho.
O parlamentar ainda comentou o cenário eleitoral, após divulgação de um levantamento da Paraná Pesquisas, em parceria com o BN, que aponta ACM Neto à frente na corrida pelo governo estadual. O deputado disse não ter se surpreendido com o resultado e relatou impressões colhidas durante viagens pelo interior da Bahia.
“Eu não tomei como surpresa ACM na frente não. Tenho viajado todos os finais de semana no interior. Às vezes até anônimo, pois não me conhecem. Faço pesquisa de boca, em restaurante, lanchonete, busco ouvir as pessoas sobre as eleições ano que vem. São objetivas em falar do cansaço do governo que hoje está no estado. A segurança pública, estava ontem em Várzea do Poço, dentro de uma roça que nem internet pega, as pessoas revelam o medo. Outra questão é a saúde. São pessoas humildes e pobres que dependem da saúde pública. Nos hospitais, quando chegam, entram na famosa fila”, finalizou.
REPUBLICANOS EM FOCO
Além do próprio Márcio Marinho, o partido tem outros nomes mencionados para possíveis indicações. Entre eles estão o deputado federal Alex Santana e Marcelo Nilo, que hoje atua como assessor especial na prefeitura de Salvador.
As discussões foram aprofundadas recentemente, quando Alex Santana indicou a possibilidade de compor a chapa majoritária no grupo do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União). O deputado negou que vai desistir e sair da política para conseguir conciliar “compromissos religiosos”. O movimento começou a agitar os bastidores do partido para uma possível definição.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Damares Alves
"Vai colocar muita gente na cadeia".
Disse a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) ao revelar que a CPMI do INSS possui documentos que envolvem “grandes igrejas” e “grandes pastores” nos desvios de dinheiro obtido por meio de descontos ilegais nos benefícios dos aposentados.