Artigos
Bahia registra menor taxa de desocupação dos últimos 12 anos
Multimídia
João Cláudio Bacelar defende permanência da Câmara na Praça Thomé de Souza
Entrevistas
Diretor do FIDA/ONU no Brasil reforça parcerias na Bahia para geração de emprego e renda no campo
acm neto
As recentes movimentações do grupo político liderado por ACM Neto estariam expondo uma realidade incômoda: falta comando e há excesso disputas internas. À medida que se aproximam as eleições estaduais do próximo ano, em vez de apresentar coesão e estratégia, o grupo estaria dando demonstrações de desorganização e fragilidade, consequência direta da ausência de liderança firme.
Acordos políticos firmados por aliados vêm sendo desrespeitados de forma aberta, evidenciando que a palavra empenhada deixou de ter valor dentro da própria base. Essa postura não só alimenta rivalidades internas, como começa a projetar a imagem de um grupo dividido, mais preocupado em disputar cargos do que em construir um projeto sólido para a Bahia.
São constantes as reclamações sobre investidas de integrantes de peso sobre bases eleitorais de colegas, principalmente de Elmar Nascimento, Elinaldo Araújo e Igor Dominguez, que tem incomodado bastante os colegas. Recentes movimentações tem funcionado como rastro de pólvora, prestes a incendiar o grupo inteiro.
Nesse contexto, salta aos olhos o silêncio de ACM Neto, que se mantém distante das quebras de compromissos e da disputa desenfreada por espaços. Um deputado ouvido, que preferiu o anonimato, desabafou “o que se espera de um líder é a capacidade de arbitrar conflitos e impor disciplina política. No entanto, Neto tem se esquivado do papel de comando, permitindo que o desgaste cresça e fragilize ainda mais o grupo”.
Por outro lado, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, tem adotado uma postura que agrava ainda mais a instabilidade. Ao tentar emplacar a candidatura de Igor Dominguez, seu chefe de Gabinete por mais justificável que seja, tem sido percebido por alguns como falta de compromisso com a coletividade da base.
Se não houver uma intervenção imediata e firme, o grupo corre o risco de chegar às próximas eleições dividido e enfraquecido, incapaz de competir em condições de vitória. O momento exige um freio de arrumação urgente. Sem isso, o que deveria ser um projeto político consistente pode se transformar em palco de disputas pessoais e, inevitavelmente, em derrota.
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, se manifestou nas redes sociais sobre a participação do partido no governo federal. Em publicação nesta quarta-feira (27), ele afirmou nunca ter sido favorável à ocupação de cargos pelo União Brasil na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No texto, Neto declarou que, diante dos acontecimentos recentes, considera necessária uma deliberação da executiva nacional do partido, já marcada para a próxima terça-feira. A proposta, segundo ele, será a imediata entrega de todas as funções atualmente ocupadas por membros da legenda no governo.
“Já passou da hora dessa decisão ser tomada. É por esse motivo que, na condição de membro da executiva, proporei a inclusão na pauta e a votação na próxima semana”, escreveu o dirigente.
Atualmente o União Brasil conta com três nomes ligados ao partido na Esplanada dos Ministérios: Celso Sabino (Turismo), Frederico Siqueira (Comunicações) e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional).
A deputada federal Roberta Roma (PL) e ACM Neto (União Brasil) demonstraram uma possível reconciliação ao aparecerem juntos em uma foto, postada nas redes sociais da deputada. A publicação sinaliza um contato amigável após um período de dois anos de distanciamento e divergências políticas.
Na legenda, a deputada sugere que, apesar dos conflitos, "o propósito de vida falou mais alto" e "o amor voltou a imperar", em uma clara referência ao fim das desavenças. "Quem diria que depois de tantas farpas, viriam abraços?", questiona a parlamentar.
O atrito entre os dois líderes políticos se intensificou durante as eleições estaduais de 2022, quando o marido de Roberta, o ex-ministro João Roma, e ACM Neto foram adversários diretos na disputa pelo governo da Bahia. A campanha foi marcada por trocas de acusações duras e críticas públicas.
Na época, João Roma chegou a afirmar que Neto não estava "psicologicamente preparado para governar o estado", enquanto ACM Neto o classificou como "desleal" e movido por "sede de poder". Apesar da tensão e o silêncio de Roberta com uma "decepção" no conflito político, João Roma declarou apoio a Neto no segundo turno das eleições, em uma clara tentativa de união contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT).
RELEMBRE A RELAÇÃO
A aproximação atual contrasta diretamente com o rompimento público que marcou a relação entre o grupo político de João Roma, marido da deputada, e ACM Neto. Por mais de duas décadas, Roma foi um dos principais aliados de Neto, atuando inclusive como seu chefe de gabinete na Prefeitura de Salvador, mas a amizade chegou ao fim em 2021.
A ruptura ocorreu quando João Roma aceitou o convite para ser ministro do governo de Jair Bolsonaro, contra a vontade de ACM Neto. O ex-prefeito, que é padrinho de um dos filhos de Roma, classificou a decisão como uma "traição política" e uma "decepção indescritível". A vereadora Roberta Caires (Patriota), aliada de Neto, chegou a acusar o ministro de ingratidão.
A própria Roberta Roma já se manifestou sobre o fim da amizade: "Tínhamos uma relação pessoal de mais de 20 anos. Fui testemunha da dedicação de João a Neto durante todo esse tempo. A decepção que senti depois da declaração dada, após a nomeação, foi algo indescritível", disse ela.
O conflito político atingiu seu auge durante as eleições de 2022, quando tanto João Roma quanto ACM Neto se candidataram ao governo da Bahia. A disputa foi marcada por críticas, com Roma questionando a capacidade de Neto de governar o estado, enquanto Neto o acusava de deslealdade.
Apesar das críticas, João Roma declarou voto em ACM Neto no segundo turno, o que foi visto como uma primeira tentativa de reaproximação. João Roma já havia admitido publicamente que uma reaproximação com Neto seria inevitável para as definições do cenário político de 2026. A foto postada por Roberta Roma confirma que o diálogo político já foi retomado.
Levantamento da Quaest, divulgado nesta sexta-feira (22), indica que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) lidera a corrida eleitoral para o governo da Bahia em 2026, com 41% das intenções de voto. O atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT), aparece em segundo lugar, com 34%.
A pesquisa foi contratada pela Genial Investimentos e realizada entre os dias 13 e 17 de agosto, com entrevistas presenciais de 1.200 eleitores baianos com 16 anos ou mais. O nível de confiança é de 95%.
No cenário estimulado, quando o nome dos candidatos é apresentado aos entrevistados, aparecem ainda João Roma (PL): 4%; Kleber Rosa (PSOL): 2%; José Aleluia (Novo): 1%. Indecisos somam 4% e brancos, nulos e os que não vão votar, 14%.
Salvador vai receber no próximo dia 28 de agosto, o 1º Congresso Conexão Jovem Bahia. O evento, que vai ocorrer no Auditório da Casa do Comércio, promete ser o maior encontro da juventude baiana com a política, a inovação e o futuro. Entre os palestrantes confirmados estão o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, a empresária e presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Suarez, o CEO do Grupo Lôro, Pedro Imbassahy, entre outros nomes.
De acordo com o congresso, a realização vai servir como uma chance de dialogar com grandes líderes e construir soluções com quem acredita na juventude como força de transformação.
Além disso, o evento conta ainda com a coordenação científica de Fernanda Lordelo e a coordenação executiva de Eduardo Magalhães. O ex-prefeito da capital baiana estará presente no “Painel 4 – Liderança Jovem: Soluções para a Bahia”.
Segundo a organização da iniciativa, o vice-presidente do União Brasil trará sua experiência para um diálogo aberto sobre inovação, políticas públicas e caminhos possíveis para transformar realidades com protagonismo, escuta e visão de futuro.
Já a presidente da ACB e da “Fundação Bahia Viva!” vai levar suas vivências para o “Painel 2 – Juventude e Sustentabilidade: Educação e Transformação Social". Ela vai abordar á respeito do papel da infraestrutura turística como vetor de desenvolvimento socioeconômico.
Entre outros nomes estão Saulo Brendo, Humberto Miranda, Mariana Lisboa e Victor Kraus
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou, nesta quarta-feira (20), o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), após ele defender o afastamento da federação União-Progressista do governo Lula (PT). Segundo ele, a "máscara" dele "caiu" e que agora é possível "enxergar qual é o lado dele" após ele ter ficado "em cima do muro entre PT e Bolsonaro" na última eleição.
"Ele está tendo um movimento mais claro agora, porque durante a campanha que disputamos em 2022, ele ficou em cima do muro, dizendo que tanto faz o Lula ou Bolsonaro.(...) Agora, pelo menos, está defendendo o bolsonarismo, um grupo que vai para fora do país bater continência e quer que os EUA destrua a economia e os empresários brasileiros. Está caindo a máscara dele e estamos conseguindo enxergar qual o lado que ele tem", declarou o governador ao Globo.
A declaração do petista ocorreu um dia após ACM declarar, em cerimônia da federação da União Progressista, que seu grupo não vai se aproximar de Lula (PT) para as eleições de 2026. Atualmente, quatro ministros da federação ocupam cargos na gestão federal.
"Não estamos cogitando, nesse momento, nenhum tipo de aproximação, alinhamento ou entendimento com o governo. Nós não estaremos no projeto do PT, portanto, não é razoável haver a ocupação de cargos num governo no qual nós certamente não faremos parte nas eleições de 2026", disse ACM.
Falecido desde 2007, o ex-senador Antônio Carlos Magalhães deixou uma residência de alto padrão em um bairro nobre de Brasília. O imóvel, que foi considerado abandonado, gerou questionamentos de vizinhos que apontaram a contaminação de cupins, mosquitos transmissores de dengue e ferrugens nas dependências do imóvel. A informação foi divulgada por uma reportagem da Revista Veja, neste domingo (10).
A casa é considerada “mal assombrada” na vizinhaça. A reportagem destaca que os moradores já entregaram um abaixo-assinado aos órgãos de fiscalização do Distrito Federal pedindo providências após mais de 36 casos de dengue terem sido registrados na vizinhança em 2022. No entanto, ninguém apareceu para receber a notificação.
A residência, que fica a 10 quilômetros do Congresso Nacional, foi a residência da ACM até o seu falecimento. O imóvel teria 782 metros quadrados de área construída e valeria, mesmo abandonada, algo em torno de 10 milhões de reais.
À reportagem, o ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto, explicou o motivo pelo qual a casa segue intocada há quase duas décadas. “Ela está abandonada porque existe uma judicialização em relação ao inventário de meu avô e, em função disso, não se pode mexer em nada”.
Antônio Carlos deixou para seus herdeiros uma fortuna de 345 milhões de reais em valores da época. O espólio inclui, além da casa, emissoras de TV e rádio, gráfica, construtora, ações e dinheiro.
O deputado federal e presidente do Republicanos na Bahia, Márcio Marinho, afirmou que seu nome está entre os cotados para disputar uma vaga ao Senado na chapa liderada por ACM Neto (União), que deve concorrer novamente ao governo da Bahia em 2026. Segundo Marinho, embora esteja focado na campanha de reeleição, a possibilidade não está descartada.
“Sempre serei citado. Tenho seis mandatos. As pessoas me conhecem, não está descartada essa possibilidade. Meu nome está como sugestão para a chapa de Neto, ao Senado. No partido temos vários nomes. Tenho feito a campanha de reeleição, mas não deixo de ser um nome. Se os ventos soprarem e for da vontade”, declarou em conversa com o Bahia Notícias na semana passada.
Na última eleição, o Republicanos ocupou um posto importante na chapa de ACM Neto ao indicar a empresária Ana Coelho para a vice. À época, o nome dela ganhou força pós o partido ter descartado o então deputado federal Marcelo Nilo. Ela inclusive se filiou ao partido no último dia do prazo imposto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro de novos membros (leia mais aqui e aqui).
“Iremos disputar a vaga do Senado. O partido quer essa vaga. Não temos definição, mas o sentimento do partido. Temos uma decisão interna nossa. No momento certo”, disse Marinho.
O parlamentar ainda comentou o cenário eleitoral, após divulgação de um levantamento da Paraná Pesquisas, em parceria com o BN, que aponta ACM Neto à frente na corrida pelo governo estadual. O deputado disse não ter se surpreendido com o resultado e relatou impressões colhidas durante viagens pelo interior da Bahia.
“Eu não tomei como surpresa ACM na frente não. Tenho viajado todos os finais de semana no interior. Às vezes até anônimo, pois não me conhecem. Faço pesquisa de boca, em restaurante, lanchonete, busco ouvir as pessoas sobre as eleições ano que vem. São objetivas em falar do cansaço do governo que hoje está no estado. A segurança pública, estava ontem em Várzea do Poço, dentro de uma roça que nem internet pega, as pessoas revelam o medo. Outra questão é a saúde. São pessoas humildes e pobres que dependem da saúde pública. Nos hospitais, quando chegam, entram na famosa fila”, finalizou.
REPUBLICANOS EM FOCO
Além do próprio Márcio Marinho, o partido tem outros nomes mencionados para possíveis indicações. Entre eles estão o deputado federal Alex Santana e Marcelo Nilo, que hoje atua como assessor especial na prefeitura de Salvador.
As discussões foram aprofundadas recentemente, quando Alex Santana indicou a possibilidade de compor a chapa majoritária no grupo do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União). O deputado negou que vai desistir e sair da política para conseguir conciliar “compromissos religiosos”. O movimento começou a agitar os bastidores do partido para uma possível definição.
Publicamente o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), decidiu não se manifestar sobre os resultados do último levantamento apontado pela Paraná Pesquisas, onde ele aparece liderando as intenções de voto para o governo da Bahia em 2026. Por outro lado, ele debateu em um café da manhã o cenário exposto pela pesquisa.
O Bahia Notícias apurou junto a fontes ligadas ao grupo político que um dos temas centrais do encontro foi a vaga para a futura vice de Neto na chapa. Pelo menos três nomes foram mencionados: Reinaldinho Braga (MDB), Dal Barreto (União) e Zé Cocá (PP).
No caso de Reinaldinho, o saldo apontado na reunião é que ele poderia agregar em votos na região do Vale do São Francisco, onde foi prefeito de Xique-Xique. Por se tratar de uma área em que ACM Neto tem números baixos, ele seria uma liderança forte para tentar melhorar os índices por lá.
Já com Dal Barreto, o cenário colocado é que ele pode levar sua expertise da atuação empresarial para o pleito, algo semelhante ao que foi feito com a empresária Ana Coelho em 2022. Contudo, Dal já faz parte do campo político e não seria considerado um "outsider".
Além disso, sendo alçado ao posto de vice de ACM Neto, ele abre espaço para outros arranjos na disputa pelo legislativo, pulverizando seus votos para o próprio Reinaldinho em eventual candidatura, ou para Rodrigo Hagge (MDB), ex-prefeito de Itapetinga.
Por fim, há ainda Zé Cocá, atual prefeito de Jequié. Com altos índices de aprovação e votação expressiva na última eleição municipal (acima de 91%), ele é um nome bem visto por Neto e traria votos em uma região considerada estratégica. Além do comando de Jequié, Cocá também tem entre 10 e 12 prefeitos aliados.
Contudo, a equação com o nome dele é mais delicada no momento. Isso porque o gestor municipal tem feito afagos ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ainda deixa em aberto sobre qual grupo vai apoiar em 2026.
Relembrando o processo de 2022, pessoas próximas ao ex-prefeito de Salvador também sinalizaram ao BN que o sentimento é que não há espaço para ele errar na escolha do vice, e estão convictos que precisa ser um nome do interior capaz de agregar votos.
CENÁRIO ELEITORAL
Na última quinta-feira (31), o Bahia Notícias publicou os números revelados por um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas. Ele aponta que ACM Neto tem 21,4% das intenções de voto para governador da Bahia.
No cenário espontâneo, quando o nome dos candidatos não é apresentado aos eleitores, Neto lidera a pesquisa e é seguido pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), que acumulou 11,4%. Também figuram na lista o ex-governador Rui Costa (PT), com 1,8%; o prefeito de Salvador, Bruno Reis, com 0,6%, Jaques Wagner (PT), com 0,2% e João Roma (PL), com 0,1%. 58,1% não sabe ou decidiu não opinar.
Já na situação estimulada, quando os nomes dos candidatos foram apresentados para os eleitores baianos, ACM Neto chega a 53,5% das intenções de voto. Em segundo lugar figura Jerônimo Rodrigues com 28,1%, seguido por João Roma com 6,1% e Kléber Rosa com 1,3%. 4,6% não sabe ou decidiu não opinar. Os quatro foram candidatos ao governo da Bahia em 2022.
As movimentações do ex-prefeito de Camaçari, Elinaldo Araújo (União), pré-candidato a deputado estadual, tem provocado desgaste crescente dentro da base de apoio do pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União). Elinaldo tem avançado sobre bases eleitorais de aliados, gerando tensão em diversas regiões.
Lideranças relatam que estão sendo diretamente atingidas pelas movimentações do ex-prefeito, que tem agido de maneira agressiva nas articulações. A conduta, considerada por muitos como invasiva e predatória, tem sido vista como um sinal claro de desorganização dentro do próprio grupo.
Ao atropelar lideranças e concorrer por espaços já consolidados por outros pré-candidatos do grupo, Elinaldo tem comprometido a coesão política necessária para o projeto estadual do grupo. Sua postura tem sido motivo de descontentamento generalizado entre lideranças da base de ACM Neto.
Segundo um político ouvido, o ambiente no grupo, que deveria ser de fortalecimento da unidade, está se tornando um campo de disputas internas, e a ausência de limites por parte de Elinaldo tem sido interpretada como um gesto de desrespeito não apenas aos aliados, mas também à liderança de ACM Neto.
Há relatos de que alguns membros já ameaçam romper com o grupo, caso esse tipo de conduta não seja contida. O ímpeto do ex-prefeito de Camaçari tem colocado em risco alianças estratégicas e que, agora, podem ruir por conta da atuação isolada e descoordenada de um único agente político.
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, tem 21,4% das intenções de voto para governador da Bahia. É o que afirma a pesquisa feita pelo Instituto Paraná Pesquisas em parceria com o Bahia Notícias e divulgada nesta quinta-feira (31).
No cenário espontâneo, quando o nome dos candidatos não é apresentado aos eleitores, Neto lidera a pesquisa e é seguido pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), que acumulou 11,4%. Também figuram na lista o ex-governador Rui Costa (PT), com 1,8%; o prefeito de Salvador, Bruno Reis, com 0,6%, Jaques Wagner (PT), com 0,2% e João Roma (PL), com 0,1%. 58,1% não sabe ou decidiu não opinar.
Já na primeira situação estimulada, quando os nomes dos candidatos foram apresentados para os eleitores baianos, ACM Neto chega a 53,5% das intenções de voto. Em segundo lugar figura Jerônimo Rodrigues com 28,1%, seguido por João Roma com 6,1% e Kléber Rosa com 1,3%. 4,6% não sabe ou decidiu não opinar. Os quatro foram candidatos ao governo da Bahia em 2022.
O levantamento também testou outro cenário estimulado, sem a presença de Jerônimo Rodrigues. Nesse caso, ACM Neto soma 53,3% das intenções de voto e é seguido por Rui Costa, com 28%. Na terceira posição aparece João Roma (6,2%) e em último lugar Kléber Rosa (1,4%). Não sabe ou não opinou representa 4,3% deste recorte.
LEIA TAMBÉM:
- Para não "repetir erros" de 2022, Neto indica que sua base de partida para eleição de 2026 é contar com cinco partidos
- ACM Neto diz que Jerônimo "tem mais problemas" que ele para alianças em 2026 e cita PSD
- "Fico lisonjeado mas não me divide, meu projeto está na Bahia", diz ACM Neto sobre eventual composição nacional como vice
SEGUNDO TURNO
Um cenário de segundo turno foi levantado pela Paraná Pesquisas colocando ACM Neto e Jerônimo frente a frente. O ex-prefeito de Salvador leva vantagem: lidera com 59,4%, contra 30,8% do atual governador da Bahia. Brancos, nulos e nenhum somam 5,9% e não sabe ou não opinou chegou a 4%.
O levantamento ouviu 1620 eleitores, em 66 municípios, entre os dias 25 e 29 de julho de 2025 e possui intervalo de confiança de 95%, com margem de erro de 2,5%.
Águas passadas e foco no futuro. Esse tem sido o tom adotado pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), ao tratar sobre os problemas que causaram o afastamento entre ele e João Roma (PL), ex-deputado federal e ex-ministro da Cidadania.
Depois de um processo considerado por aliados políticos de ambos como "traumático", Neto garante que ambos estão construindo uma reaproximação e que os problemas de 2022 "foram superados". A declaração foi feita durante entrevista ao Projeto Prisma, na redação do Bahia Notícias.
"Nós temos dialogado, temos conversado com João [Roma]. De vez em quando a gente tem se encontrado, tem falado por telefone. Eu acho que os problemas de 2022 foram superados, da minha parte sim, foram superados. Eu gosto de citar que eu conheço João desde 1998, estamos falando de 27 anos. Desses 27 anos, nós passamos separados, distante, dois anos e pouco. Então se for comparar 10% do nosso tempo foi com algum tipo de ruído e problema, o resto foi com muita amizade e relação. Eu prefiro me apegar e ter a memória do tempo que sempre ficamos juntos e trabalhamos juntos", disse.
Ao mencionar 2022, Neto se refere ao processo eleitoral que o colocou frente a frente com João Roma na disputa pelo governo da Bahia. Após o racha na relação política porque seu ex-assessor aceitou ser ministro de Jair Bolsonaro (PL), a crise entre os dois foi escalou ainda mais no período da campanha, com direito a ofensas pessoais.
Apesar de terem aparado as arestas e retomado o diálogo, ACM Neto afirma que a composição para uma eventual chapa ainda não foi tratada por eles.
"E é por isso que temos conversado, construímos uma reaproximação, e temos tratado sobre os desafios futuros do estado e do país. Agora, como compor chapa, aí é uma coisa que não tratamos, não entramos nesse tipo de discussão, não está acontecendo nesse momento", disse.
"O prefeito Bruno [Reis] com a sabedoria e experiência que tem, gosta de dizer uma coisa no nosso círculo interno, que é preciso ter a consciência que a chapa tem que ser com os melhores para ganhar a eleição. Não pode ter preferência pessoal, imposição e veto. Tem que ser com os melhores e é isso que vai me pautar", finalizou.
O ex-prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto (União), afirmou que a base governista do governador Jerônimo Rodrigues (PT) “tem mais problemas” do que a oposição liderada por ele, no que diz respeito a manutenção e formação de alianças para a disputa eleitoral de 2026. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (28), o líder do União Brasil na Bahia rebateu às críticas do governo de que as alianças oposicionistas estariam fragilizadas.
Em sua resposta, ACM Neto citou a situação da base petista com PSD e suas figuras como Otto Alencar e Angelo Coronel. “Qual é maior debate político que ocorre hoje, de mudança ou não de lado? É alguém que está me deixando ou é o PSD que pode deixar o Governo? Ou é a turma do PT que quer fazer chapa puro-sangue e pode tirar Coronel e Otto da equação? Então, eles têm lá as críticas deles que usam como querem, mas desconsideram que eles próprios tem mais problemas do que a gente”, alfineta.
O ex-prefeito da capital baiana contextualiza ainda que essas movimentações são naturais na disputa política e indica que “ainda tem muita água para rodar de baixo dessa ponte”. “Você pode ver que essas mudanças de lideranças políticas são coisas que acontecem na vida política com muita ocorrência. Na campanha passada, de 2022, a principal mudança que aconteceu na Bahia foi o apoio de João Leão, que era vice-governador de Rui Costa, que nos apoiou e trouxe o Progressistas para nos apoiar”, relembra.
“Então, não significa que é só em uma direção, existem movimentos nas duas direções. Segundo, os partidos políticos ainda têm muito a acontecer. Acho que ainda tem muita água para rodar de baixo dessa ponte”, diz ele, se referindo a disputa eleitoral de 2026.
O opositor do governo do estado aponta ainda que “tem um outro elemento que precisa ser colocado na mesa. A gente sabe que o grupo de lá reúne Governo do Estado e Governo Federal, isso tem uma natural força de atração na máquina política. Só que candidatura de oposição é de povo, não de política”, completa.
Confira o trecho:
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, afirmou que não cogita disputar cargos fora da Bahia nas eleições de 2026. A declaração foi feita em resposta a especulações veiculadas na imprensa nacional que o apontam como possível candidato a vice-presidente da República em uma eventual chapa encabeçada, por exemplo, pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
“Fico lisonjeado e feliz de ver meu nome especulado na imprensa nacional com a possibilidade de ser candidato a vice. Mas confesso que isso não me divide, nem minha atenção e nem meu pensamento, porque eu não cogito essa hipótese, meu projeto está na Bahia. Meu desejo é contribuir com meu estado, se possível como candidato a governador”, afirmou ACM Neto durante entrevista ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias.
Sobre outros possíveis caminhos eleitorais, o ex-prefeito reiterou que seu foco permanece no cenário estadual: “Eu sei que é cedo para dizer que descarta qualquer outra possibilidade, mas hoje eu não penso em nenhuma outra: não penso em ser candidato ao Senado, a deputado e nem a vice. Se não der para ser candidato a governador do estado, eu vou ser cabo eleitoral, é o que está na minha cabeça”, disse.
Durante entrevista ao Projeto Prisma, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, indicou que uma das estratégias que pretende adotar para a eleição de 2026 é "enxugar" o número de partidos aliados em uma eventual chapa. Com o desejo de disputar o governo da Bahia mais uma vez, ele aponta que é necessário organizar o que chama de "fortaleza", tendo uma composição entre cinco e seis partidos caminhando ao seu lado.
"Uma das coisas que a gente errou foi ter tido 13 partidos políticos. A gente começou a inventar candidatos, pessoas que não tinham densidade eleitoral. Hoje, meu desejo é montar uma equação com cinco, talvez seis partidos, e está tudo certo. Existe uma base de partida nossa de construção, que é a nossa fortaleza, é o que me importa tentar organizar", disse durante o bate-papo.
"Quem são? União Brasil e PP, que é a federação, PSDB, Republicanos e PL. Esses cinco partidos são a nossa base de partida, se esses cinco estiverem juntos em torno de uma única candidatura, esse candidato já vai ter mais tempo de televisão do que o PT, mais estrutura eleitoral em termos de recursos eleitorais. Está bom aqui, para que vou ter 13? Ao contrário, se eu quero fazer um trabalho de mudança política na Bahia eu não posso chegar cheio de compromisso, com tudo já ocupado", emendou.
O ex-prefeito de Salvador e ex-deputado federal ACM Neto é o único baiano presente no ranking dos 100 políticos mais influentes no Instagram. A análise para medir o alcance do grupo que conquista maior relevância no debate digital foi feita pelas plataformas MonitoraBR e Zeeng com base em publicações postadas entre janeiro e junho deste ano.
ACM Neto aparece na 67ª posição no ranking dos 100 mais influentes. O presidente da Fundação Índigo, do União Brasil, é colocado no estudo como um político de centro.
A análise realizada pelas plataformas MonitoraBR e Zeeng acompanhou os perfis de cerca de 2,6 mil políticos no Instagram, e o resultado do estudo mostrou a dominância de nomes da direita no ranking de interações. No recorte dos 100 mais influentes virtualmente, 56% são nomes da direita, 26% do centro e 18% da esquerda.
Entre os estados dos mais influentes, São Paulo é o que possui a maior quantidade de políticos na lista, com 32. Depois aparecem Rio de Janeiro (15), Rio Grande do Sul (8), Minas Gerais (8), Paraná (6), Santa Catarina (5), Ceará (4), Pernambuco (4), Alagoas (3), Goiás (2), Rio Grande do Norte (2), Distrito Federal (2), Bahia (1), Amazonas (1), Mato Grosso (1), Espírito Santo (1), Maranhão (1), Sergipe (1), Mato Grosso do Sul (1), Amapá (1) e Roraima (1).
Na separação por partidos, o PL é o campeão disparado da lista dos mais influentes, com 42 políticos entre os 100 com maior alcance. Em segundo lugar aparecem o União Brasil e o PSD, com nove nomes cada. Depois vêm o Psol e o Novo, com seis políticos na lista dos 100 mais.
Na sequência figuram os seguintes partidos: Republicanos (5), PT (5), MDB (3), PDT (2), PSB (2), Podemos (2), Sem Partido (2), Avante (1), PRTB (1), Rede (1), PP (1) e PCdoB (1).
Já a distribuição por espectro político revela uma forte predominância da direita entre os que mais possuem relevância no cenário digital. Com 56% dos políticos mais influentes, a direita se estabelece como a força ideológica dominante no Instagram.
De acordo com o relatório do estudo, esse número expressivo sugere que “políticos alinhados a essa ideologia têm demonstrado uma notável capacidade de mobilizar suas bases e gerar altas taxas de interação”.
Abaixo da direita, aparecem o centro como espectro político dos mais influentes, com 26 nomes, e depois a esquerda, com 18. Esse recorte mostra que a direita parece ter dominado a dinâmica de alcançar maior engajamento de forma mais abrangente, consolidando sua presença e capacidade de influência no Instagram.
O campeão em engajamento, de acordo com os dados, é o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), com uma média de 1,5 milhão de interações em cada post que publica. Somente um vídeo publicado pelo parlamentar no mês de janeiro para criticar políticas do governo Lula sobre o Pix, por exemplo, acumulou mais de 300 milhões de visualizações.
Nikolas ultrapassou o político que vinha há alguns anos se mostrando o campeão de influência nas redes sociais, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Atualmente impedido de usar suas redes sociais, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, Bolsonaro tem uma base maior de seguidores do que a de Nikolas, mas perde no engajamento médio, que é de 237,6K por post.
O terceiro colocado do ranking é o prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga, um nome que vem surpreendendo no cenário digital. Combinando carisma, presença constante e um estilo de comunicação direto ao ponto, ele vem conseguindo transformar ações do dia a dia em conteúdo altamente engajável, chegando em 213K de interação média.
Na quarta posição, com 178,7K de engajamento médio por post, aparece a melhor colocada da esquerda, a deputada Erika Hilton (Psol-SP), que vem se firmando como um dos principais nomes da nova geração da política progressista no Brasil. Com uma presença marcante no Instagram, ela vem conseguindo gerar engajamento ao explorar temas como direitos humanos, diversidade, justiça social e representatividade, além de defesas de apelo popular (o maior exemplo é o projeto para mudar a jornada de trabalho 6 x 1).
O presidente Lula, o segundo nome mais forte da esquerda, figura apenas como o oitavo nome da lista dos mais influentes, atrás de André Fernandes (PL-CE) em quinto, Lucas Pavanatto (PL-SP) em sexto e Eduardo Bolsonaro em sétimo (PL-SP). Lula tem um engajamento médio de 97K por post.
A comunicação do presidente da República nas redes é mais sóbria e institucional, mas ainda assim carregada de simbolismo, e nesse ano houve uma mudança de conceito nas postagens, após a entrada do publicitário Sidônio Palmeira na Secretaria de Comunicação da Presidência. Lula utiliza o Instagram para mostrar agendas, encontros e posicionamentos políticos, sempre com uma dose de afeto e memória afetiva para buscar mobilizar seguidores fiéis.
Encerram a lista do Top 10 o senador mineiro Cleitinho (Republicanos), na nona posição, com 82,8K de engajamento, e depois o influenciador Fábio Teruel, nome do espectro da direita que alcança 75,5K em suas postagens. Teruel atua no Instagram além da política tradicional, dialogando com uma base que valoriza a fé e os valores cristãos como pilares da vida pública e pessoal.
Entre os nomes que aparecem como possíveis candidatos a presidente em 2026, o mais bem colocado no ranking após Jair Bolsonaro e Lula é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O governador está na 11ª posição da lista, e possui um engajamento médio de 65,5K em suas postagens.
Logo depois na lista dos presidenciáveis desponta o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que está na 22ª colocação, com engajamento de 32,6K. O cearense Ciro Gomes, do PDT, que sempre aparece nas pesquisas como potencial candidato, está mais abaixo na lista, na 39ª posição, com engajamento médio de 22,3K.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que vem tentando viabilizar sua candidatura presidencial pelo União Brasil, aparece apenas na 64ª posição no ranking, com engajamento médio de 15,7K. Já o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), nome que vem sendo cotado para a disputa presidencial, não figura entre os 100 mais influentes.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que é presidente do PL Mulher, não aparece na lista. Michelle tem seu nome constantemente inserido entre os mais cotados para disputar a presidência em 2026, e possui 7,3 milhões de seguidores no Instagram.
Se Michelle tivesse sido colocada no ranking, poderia melhorar um pouco o desnível na representatividade por gênero. São 75 homens na lista dos 100 mais influentes do Instagram, e apenas 25 mulheres.
Depois da deputada Erika Hilton, a primeira colocada entre as mulheres, aparecem, na sequência, Carla Zambelli (18ª), Zoe Martinez (20ª), Amanda Vettorazzo (25ª), Bia Kicis (27ª) e Thabata Pimenta (37ª).
Para chegar ao resultado do ranking dos 100 mais influentes, as plataformas MonitoraBR e Zeeng analisaram 442 mil publicações e 1,8 bilhão de interações no Instagram de nomes de políticos ou pessoas com atuação na política.
O presidente do Partido dos Trabalhadores da Bahia, Éden Valadares as críticas feitas pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), sobre a formação da chapa governista para o pleito estadual de 2026. Em declaração na noite desta sexta-feira (18), Éden ironizou as alianças de Neto e afirmou que ele “pode falar sobre alijar com propriedade”.
Segundo o petista, descartar aliados é uma "prática comum" do ex-prefeito da capital baiana e não das lideranças petistas no estado.
"Taí alguém que pode falar sobre alijar seus aliados com enorme propriedade: ACM Neto. É só lembrar o que ele fez com João Leão, Marcelo Nilo, o próprio José Ronaldo… a lista é grande. O apelido ‘mandacaru’ é certeiro. Não dá sombra nem encosto. É 'bloco do eu sozinho'", concluiu.Éden Valadares.
Nesta sexta, Neto, afirmou que o senador Ângelo Coronel (PSD) está sendo alijado das articulações do PT para a eleição estadual de 2026. A declaração foi feita durante a missa em comemoração ao aniversário de 74 anos do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União).
“É claro que ele está sendo alijado, isso não há dúvida. Quando os petistas defendem uma chapa puro sangue, desconsideram a contribuição que foi dada ao longo desse tempo pelo PSD e pelo próprio senador Angelo Coronel”, disse Neto.
O deputado federal João Leão (PP) declarou sua vontade de ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) após as eleições de 2026. Nesta sexta-feira (18), o parlamentar indicou que deve disputar o pleito para deputado estadual caso não seja o substituto de ACM Neto (União) em eventual desistência a disputa ao governo do estado.
Em entrevista ao programa Boa Tarde Bahia, da Band Bahia, o ex-prefeito de Lauro de Freitas adiantou que seu filho, o secretário de Governo (Segov) de Salvador, Cacá Leão, deve ser seu sucessor na Câmara dos Deputados. Sobre a possível candidatura ao Executivo, João afirmou que disputaria o governo do estado caso ACM Neto, eventualmente, aceitasse ser candidato a vice na chapa do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à presidência da República.
“Cacá será candidato a deputado federal. Eu quero vir para a Bahia. Ou virei como governador, se Neto desistir, se fosse vice. Tô com Neto fechado. Se dissessem para mim: ‘Leão, quer ser vice de Neto?’ Eu diria não, mas se falar que só ganha com Leão eu tô dentro. O que eu quero mesmo hoje é ser o que nunca fui, deputado estadual. Vou ser deputado estadual aqui”, indicou Leão.
Questionado sobre como seria a relação com os pepistas da AL-BA, que atualmente ensaiam uma “debandada” para partidos da base de Jerônimo Rodrigues (PT), Leão foi incisivo e afirmou que eles terão que deixar o PP.
“Problema deles. Vão para o PT. Terça-feira vou me reunir com dois para definir o futuro. Eles vão ter que sair do partido. Não tem esse negócio da coligação estar com ACM Neto e ‘eu não vou ficar, vou ficar com Jerônimo’. Aí não, aí eu não concordo”, disse o deputado federal.
Em maio deste ano, em entrevista ao podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias, o deputado estadual Niltinho (PP), líder dos pepistas na AL-BA, confirmou a debandada dos parlamentares para partidos da base do governador após anúncio da Federação PP-União Brasil.
“A única decisão que a gente tem já tomada, são seis deputados estaduais do PP, é que sairão do partido e ingressarão em legendas da base do governo. Tem deputados que são mais integrados entre si, eu e mais três, temos dialogado com maior intensidade entre os quatro numa eventual possibilidade de ingressar em uma agremiação os quatro juntos. Já tem Felipe Duarte que irá para o Avante e Nelson Leal acabou pensando outras possibilidades também. Mas, sintetizando isso, está claro que todos sairão”, disse Niltinho.
O vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, afirmou nesta sexta-feira (18) que o senador Ângelo Coronel (PSD) está sendo alijado das articulações do PT para a eleição estadual de 2026. A declaração foi feita durante a missa em comemoração ao aniversário de 74 anos do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), realizada na Igreja Matriz Senhor dos Passos (Padre Ovídio), e que reuniu lideranças como o ex-governador Paulo Souto, o ex-ministro João Roma, deputados estaduais, federais, vereadores e prefeitos da região.
“É claro que ele está sendo alijado, isso não há dúvida. Quando os petistas defendem uma chapa puro sangue, desconsideram a contribuição que foi dada ao longo desse tempo pelo PSD e pelo próprio senador Angelo Coronel”, disse Neto.
O ex-prefeito de Salvador criticou a possível formação de uma chapa majoritária composta exclusivamente por petistas, com os nomes de Jaques Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues.
“É irrazoável que, a essa altura do campeonato, depois de 20 anos no poder, o PT acredite que pode montar uma chapa com três petistas. Quer dizer, é a panelinha de sempre, são os mesmos nomes de sempre”, alfinetou.
Para ACM Neto, o PT estaria colocando os interesses do partido acima das demandas da população.
“O que eles querem com essa mensagem? Dizer: ‘tem que ser todo mundo do PT, é tudo nosso’. Depois de tanto tempo no poder, eles misturam o que é público com o que é do partido. O interesse do PT está acima do interesse da sociedade”, declarou.
Neto indicou acerca da possibilidade de conversa com o PSD, caso o cenário se configure com a exclusividade petista.
“A minha relação com Coronel é de amizade, fraternidade e parceria familiar. Não é uma relação política, porque estamos em campos opostos. Agora, se em algum momento o PSD entender que deve conversar conosco, eu vou estar à disposição. E se o PT, de fato, avançar nessa direção de uma chapa puro sangue, poderá ver espaço para uma conversa entre União Brasil, as nossas forças e o PSD”, concluiu.
O ex-prefeito de Salvador e atual vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, respondeu às acusações de aderir aos opositores mais extremos do Governo Federal em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e à taxação de 50% dos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Em declaração feita neste domingo (13), em uma rádio de Casa Nova, no Sertão do São Francisco, o líder da oposição governista na Bahia alega que é preciso “um governo capaz de enfrentar esta situação”.
“É importante reagir da forma certa, neste caso, com diplomacia, com diálogo, com negociação, agora sempre de cabeça erguida, sempre defendendo os interesses mais elevados do país. Ninguém vai concordar com esse tarifaço. Agora, é preciso ter autoridade e um governo capaz de enfrentar esta situação, deixando de lado as questões ideológicas”, respondeu o líder do União à Rádio Casa Nova FM.
“Nesse momento, não adianta perda de tempo ficar buscando mimimi ou culpados, ou desculpas, é preciso resolver o assunto e, neste caso, com respeito à soberania e de cabeça erguida, como tem que ser do Brasil e dos brasileiros”, conclui.
Mirando em 2026, o União Brasil vem adotando um distanciamento cada vez maior do poder petista no Planalto, na intenção de emplacar o pré-candidato, Ronaldo Caiado (União), governador do Goiás, à presidência da República, e possivelmente ACM Neto ao governo estadual da Bahia.
Apesar da ponderação com relação ao tarifaço, o vice-gestor tece críticas ao governo federal: “O que o governo federal, especialmente o presidente da República, até então, no seu terceiro mandato, vem oferecendo aos brasileiros é muito abaixo do que era a expectativa de tantas pessoas que votaram nele nas eleições de 2022. Não é demais lembrar que foi prometido picanha e cerveja e o que a gente está vendo outra realidade no Brasil.”
O ex-prefeito de Salvador e atual vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, usou as redes sociais neste domingo (13) para manifestar preocupação com a onda de violência que atinge os municípios de Camamu e Cairu, na região do Baixo sul do estado. A manifestação vem próximo após o reforço policial na região.
Em um vídeo publicado em seu perfil, Neto classificou o fim de semana como um "período de terror", após uma série de ataques que assustaram moradores. Ele responsabilizou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) pela atual situação da segurança pública no estado.
"Esse foi um final de semana de terror no Baixo Sul da Bahia. Em Camamu, uma facção criminosa simplesmente atentou contra a casa do comandante da Polícia Militar e também contra a base da PM na cidade. Muitos comércios fecharam, atividades foram paralisadas por medo. Cidades que antes eram sinônimo de paz e tranquilidade viraram palco da ação de facções criminosas", relata o político.
Veja em vídeo:
? VÍDEO: ACM Neto critica escalada da violência em Camamu e Cairu: "Polícia virou vítima do banditismo"
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) July 14, 2025
?? Confira: pic.twitter.com/Zj5iXV56Dp
ACM Neto também criticou a estrutura policial em diversos municípios e cobrou uma resposta urgente do governo estadual. "Muitos lugares estão sem delegacia, outros não têm viatura, e há viaturas que não circulam por falta de combustível. É uma vergonha. A pergunta é: cadê o governador Jerônimo Rodrigues?"
O deputado estadual Pancadinha (Solidariedade) exonerou um aliado do prefeito de Ilhéus, Valderico Jr. (União) de seu gabinete na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). O exonerado foi Geoffrey Pereira de Sá, que atuava como chefe de gabinete da Secretaria Municipal da Casa Civil.
Na AL-BA, ele atuava como Secretário Parlamentar, código 26 (SP-26). O salário de Geoffrey no gabinete de deputado era de R$ 13 mil. A exoneração dele foi publicada no Diário Oficial do Legislativo desta sexta-feira (11).
A movimentação ocorre em meio ao rompimento político entre Pancadinha e o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), principal nome da oposição ao governo do estado. Este ano, o deputado e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) oficializaram uma aliança.
A migração de Pancadinha à base governista foi vista como uma “traição” por ACM Neto. Em evento em Ilhéus, Neto relembrou seu desempenho eleitoral em Itabuna, reduto político de Pancadinha, e afirmou que o povo “dará a resposta nas urnas”.
“O povo de Itabuna não aceita traição. O povo de Itabuna não aceita deslealdade. O povo de Itabuna acompanha as coisas de perto. Nas minhas últimas três eleições eu fui muito bem votado em Itabuna. Em 2022, tive quase 64% dos votos no segundo turno. Se dependesse de Itabuna hoje a gente estaria governando o estado da Bahia (...). Essas respostas serão dadas pela população de Itabuna, muito mais do que eu falar qualquer coisa, quem vai falar é o povo de Itabuna”, afirmou Neto em entrevista ao portal “Pauta Blog”.
O ex-prefeito da cidade de Salvador, ACM Neto (União Brasil), declarou que a segurança pública vai ser o tema central dos debates nas eleições de 2026, independente dos candidatos que estiverem na corrida pelo governo da Bahia. A declaração dele foi feita nesta quarta-feira (2), em meio a festejos da Independência da Bahia.
“É inevitável que o tema segurança pública seja o principal no debate político do próximo ano. Não interessa quem será candidato. Todos os políticos da Bahia vão ser obrigados a discutir segurança pública. Hoje é o maior problema enfrentado pela população. A Bahia é líder em homicídios há dez anos, e o PT governa o estado há 20 [anos]. Isso não é coincidência”, declarou.
O político, que já se articula como principal nome de oposição, também voltou a criticar a possibilidade de o PT lançar uma chapa "puro-sangue" para o governo, o Senado e a presidência da República, repetindo nomes como Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner.
“Um trio do PT mostra soberba. Mostra o quanto eles se acham donos do estado. A panelinha gira, gira e termina no mesmo lugar. Não é possível que só existam eles. Isso mostra o desgaste de 20 anos e a responsabilidade conjunta por tudo que acontece hoje na Bahia”, afirmou.
O opositor afirmou ainda que não escolhe adversário, mas deixou claro que considera esse cenário favorável politicamente. “Se eu pudesse torcer, torceria por isso”, concluiu.
O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) esteve presente no cortejo de 2 de julho, no bairro da Lapinha, em Salvador, e, em meio a festa cívica, comentou sobre o cenário político da Bahia e as perspectivas para a eleição de 2026.
Ao falar sobre o cenário estadual das disputas partidárias, o deputado ironiza a oposição ao governo da Bahia, liderada por ACM Neto, e afirma: “Quem é mais? Porque parece que só sobrou o prefeito Bruno Reis, e os demais, parece que já tem um deslocamento muito intenso. Sério, o governador Jerônimo [Rodrigues] está muito bem avaliado. A oposição ao governo dele está muito fragilizada e eu tenho certeza, não só que Jerônimo vai ser reeleito com a maior votação que o governador já teve na Bahia, como vamos bater o recorde de votos ao presidente Lula que demos na eleição passada”.
O deputado comentou ainda sobre status do processo eleitoral interno do Partido dos Trabalhadores na Bahia, o qual representa no Congresso. O processo, que elege os representantes nacionais, municipais e estaduais da sigla, ocorre neste domingo (6).
Em entrevista, Solla defende que “o único partido no Brasil que chama os seus filiados para eleger os seus dirigentes é o PT". "Muitos dos demais partidos, infelizmente, têm donos. Seriamente, o PT mantém essa capilaridade, esse processo democrático. Como qualquer processo eleitoral e democrático, dá trabalho. Você tem que viajar, começar a dialogar, debater, correr atrás de voto, mas é muito positivo. Isso renova as lideranças, isso acolhe as necessidades do partido. E eu tenho certeza que vai ser um resultado muito bom interno no próximo domingo”, explica o parlamentar.
O evento que celebrou o aniversário do vice-prefeito de Feira de Santana, Pablo Roberto, nesta terça-feira (17), contou com a presença do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente do União Brasil, ACM Neto. No local, um encontro chamou a atenção: Neto esteve ao lado do prefeito da cidade José Ronaldo (União), logo após ser aventada a possibilidade de uma possível aproximação do gestor com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o que movimentou os bastidores da política baiana.
Após o evento, Neto indicou a aproximação com Ronaldo, apontando diretamente que o grupo segue coeso. O ex-prefeito voltou ao município após ter estado recentemente para receber o título de cidadão feirense.
“Mais uma oportunidade de estar aqui em Feira de Santana. Estive há pouquíssimos dias para receber um título de cidadão, agora volto, nessa abertura dos festejos juninos do Estado da Bahia, e é claro para trazer a minha homenagem ao nosso aniversariante, vice-prefeito Pablo Roberto, e reafirmar a minha amizade e parceria com o nosso líder político, liderado pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho, pelos nossos vereadores, aproveitando já para começar essa movimentação do São João de 2025”, indicou Neto ao BN.
Com cenário ainda incerto, o movimento buscar manter a aliança com o prefeito, relação estremecida após a eleição de 2022. No processo de escolha do nome para vice-governador, na chapa do ex-prefeito, Zé Ronaldo era cotado para o posto, sendo nome favorito para a indicação. Entretanto, Neto definiu a empresária Ana Coelho como nome para a vice, deixando um desconforto na relação com Zé Ronaldo.
Em 2024, Ronaldo concorreu a prefeitura de Feira de Santana, saindo vitorioso da disputa. Logo após, alguns movimentos de diálogo com a gestão petista na Bahia ligaram o sinal de alerta para uma possível aliança em 2026, porém sem definições sobre o tema.
O nome do governador de São Paulo, Tarcísio Freitas (Republicanos), tem ganhado força na direita brasileira para a disputa presidencial de 2026, especialmente com a manutenção da inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Interlocutores próximos do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), veem uma chapa encabeçada pelo republicano como "ideal" para vencer o atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), no próximo ano, já que o cenário federal pode ser decisivo para o pleito estadual.
Essa configuração, defendida pelo entorno de Neto, ainda teria um "DNA" bolsonarista, com a ex-primeira-dama e presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, ocupando a vice de Tarcísio. Esse movimento é apoiado por alas ligadas ao ex-presidente, considerando que Michelle faria sua estreia na disputa por cargos eletivos.
Deputados aliados de ACM Neto, em contato com o Bahia Notícias, afirmaram que a chapa Tarcísio-Michelle atrairia o "melhor dos dois mundos". Ela permitiria não manter um elo de grande proximidade com o bolsonarismo, o que poderia afastar uma parcela significativa dos eleitores baianos, ao mesmo tempo, em que manteria afinidade com a direita do estado.
Vale lembrar que, até o momento, Neto declarou apoio público à pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), que lançou seu nome à presidência em um evento em Salvador. Todavia, na avaliação dos parlamentares, Caiado não atrairia tantos votos para uma possível campanha de ACM Neto ao governo da Bahia.
"A chapa ideal é Tarcísio e Michelle. Você tem o melhor dos dois mundos. Atrai a direita bolsonarista, mas também não afasta aqueles do centro que o Bolsonaro tem rejeição. Caiado é ótimo gestor, nome bom, mas não vejo ele sendo puxador de votos aqui", disse um parlamentar em anonimato. "Para mim, a melhor possibilidade é Tarcísio-Michelle. Sem nenhuma dúvida, aumenta nossas chances em 2026", avaliou outro deputado.
Uma avaliação interna sugere que o cenário federal foi um dos fatores decisivos para a derrota de Neto em 2022. Agora, com uma perda de popularidade do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o entorno do ex-prefeito vê uma janela de oportunidade para superar a gestão da máquina pública e vencer a eleição contra Jerônimo.
Na campanha de Neto em 2022, foi adotada uma estratégia de neutralidade em relação ao cenário federal. O então candidato não apoiou publicamente nenhum nome à presidência, nem no primeiro, nem no segundo turno. Essa tática foi usada como munição pelos petistas, que o associaram ao bolsonarismo e a movimentos de extrema-direita com a intenção de afastá-lo dos eleitores.
O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), comentou sobre a situação do deputado estadual Pancadinha (Solidariedade), que deixou sua base política para se aliar ao governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em evento em Ilhéus na noite de sexta-feira (13), Neto relembrou seu desempenho eleitoral em Itabuna, reduto político de Pancadinha, e afirmou que o povo “dará a resposta nas urnas”.
“O povo de Itabuna não aceita traição. O povo de Itabuna não aceita deslealdade. O povo de Itabuna acompanha as coisas de perto. Nas minhas últimas três eleições eu fui muito bem votado em Itabuna. Em 2022, tive quase 64% dos votos no segundo turno. Se dependesse de Itabuna hoje a gente estaria governando o estado da Bahia (...). Essas respostas serão dadas pela população de Itabuna, muito mais do que eu falar qualquer coisa, quem vai falar é o povo de Itabuna”, afirmou Neto em entrevista ao portal “Pauta Blog”.
Segundo o site Políticos do Sul da Bahia, parceiro do Bahia Notícias, Pancadinha confirmou que Neto já foi informado sobre a decisão de integrar a base de Jerônimo. Conforme a reportagem, a decisão de Pancadinha é vista como mais uma jogada no tabuleiro da política baiana, que deve ser movimentada por estratégias até outubro de 2026.
A aposta do ex-prefeito em Itabuna para ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) deve ser o vereador Danilo Freitas (União). “Vem mostrando ser uma pessoa que está sintonizada com que o povo pensa e com o que o povo quer. Danilo é jovem e tem um futuro enorme pela frente. Uma pré-candidatura a deputado está sendo discutida por nós, acho que pode fazer muito sentido.”
O ex-comandante do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, coronel Adson Marchesini, participou nesta quinta-feira (5) do evento SOS Bahia, promovido pelo grupo político do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União). A presença de Marchesini não passou despercebida, já que foi registrada poucos meses após ele criticar sua exoneração, assinada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Ele não se pronunciou durante o encontro, que teve como foco temas ligados à segurança pública — área na qual atuou diretamente durante a gestão estadual. Nos bastidores, a participação do ex-comandante gerou especulações sobre eventuais movimentos de aproximação com a oposição ao governo estadual.
O vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, voltou a falar da crise de segurança pública na Bahia e teceu críticas diretas ao atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT). Em evento da Fundação índigo, entidade civil ligada ao partido União Brasil a qual preside, nesta quinta-feira (5), o ex-prefeito de Salvador afirmou que “o que falta na Bahia é governador”.
O encontro desta quinta recebe nomes da política, incluindo o pré-candidato a Presidência, Ronaldo Caiado (União-GO), para falar de segurança pública. “Nós temos um governador omisso, passivo, que fecha os olhos, que vira as costas e que desconhece o problema tão grave vivido hoje na segurança pública do nosso Estado. A Bahia tem dez anos consecutivos, em primeiro lugar no número de homicídios do país. A Bahia tem sete das dez cidades mais violentas de todo o Brasil e a Bahia se tornou, infelizmente, um péssimo exemplo nacional no enfrentamento à criminalidade, no combate à violência”, destaca.
O gestor da Fundação Índigo, garante, no entanto, que “o propósito desse evento é também trazer luz para caminhos mostrar que existem alternativas”. ACM ressalta que ao final do encontro, o grupo deve enviar uma carta formal ao gabinete do Governo estadual, sugerindo propostas para a melhoria da pasta de segurança.
“Aprendemos que Jerônimo Rodrigues ainda tem um ano e meio de governo pela frente e a gente quer contribuir, para ver se ele muda alguma coisa. Mas não com a postura dele, de um governador que definitivamente não tem mostrado seriedade e compromisso com o enfrentamento de um tema tão sério”, conclui.
A partir da próxima segunda-feira (9), o diretório estadual do União Brasil na Bahia vai contar com uma nova estrutura localizada no mesmo edifício da atual sede, na Avenida Anita Garibaldi, em Salvador. O espaço foi concebido para receber lideranças políticas de todo o estado em encontros com o vice-presidente nacional da legenda, ACM Neto.
De acordo com informações apuradas pelo Bahia Notícias, as segundas-feiras serão dedicadas exclusivamente a reuniões com Neto, que manterá a agenda aberta para atender prefeitos, vereadores e outras lideranças municipais. O objetivo é intensificar o diálogo interno e ampliar a articulação política visando as eleições de 2026.
A iniciativa ocorre em meio a críticas de aliados que, após a derrota de Neto na disputa pelo governo estadual em 2022, apontaram um distanciamento do ex-prefeito de Salvador em relação às bases políticas. Em abril deste ano, Neto reconheceu a necessidade de retomar o contato direto com os baianos e declarou que 2025 seria um ano de articulação política e fortalecimento do partido no estado.
Na última segunda-feira (2), o ex-prefeito de Salvador reuniu membros da Executiva estadual do União Brasil para discutir o cenário político da Bahia e delinear estratégias para o pleito de 2026. O encontro contou com a presença de deputados federais e estaduais, além de prefeitos e outras lideranças do partido.
Parlamentares presentes conversaram com a reportagem do Bahia Notícias e relataram estarem satisfeitos com o conteúdo discutido na reunião. Segundo um dos deputados, ACM Neto apresentou um panorama detalhado do cenário político em cada município baiano, apontando as perspectivas e desafios específicos de cada região.
Com a nova estrutura e a retomada das articulações, o União Brasil busca consolidar sua base no estado e preparar o terreno para as eleições de 2026, nas quais ACM Neto é apontado como candidato ao governo da Bahia, em oposição ao atual governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Uma reunião da Executiva estadual do União Brasil, conduzida pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, marcou esta segunda-feira (2). O encontro teve como objetivo alinhar a atuação do partido na Bahia e já projetar o cenário para as eleições de 2026, quando Neto deve disputar novamente o governo do Estado, enfrentando o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT).
A reunião contou com a presença de importantes quadros da legenda, entre eles Luciano Ribeiro, ex-prefeito de Caculé. Também marcaram presença os deputados estaduais Pedro Tavares, Sandro Régis, Luciano Simões, Kátia Oliveira, Júnior Nascimento e Manuel Rocha, além dos deputados federais Paulo Azi, Arthur Maia, Leur Lomanto Júnior, José Rocha e Dal. Reinaldinho Braga, ex-prefeito de Xique-Xique pelo MDB, e Marcelo Pedreira, ex-prefeito de Governador Mangabeira, também participaram do encontro.
Foto: Reprodução / Instagram
Parlamentares presentes conversaram com a reportagem do Bahia Notícias e relataram estarem satisfeitos com o conteúdo discutido na reunião. Segundo um dos deputados, ACM Neto apresentou um panorama detalhado do cenário político em cada município baiano, apontando as perspectivas e desafios específicos de cada região. “Foi uma apresentação muito completa. Ele mostrou município por município da Bahia, e trouxe a realidade local, o que é essencial para o planejamento eleitoral”, destacou o parlamentar.
A eleição de 2026 é vista como uma oportunidade para ACM Neto tentar retomar o protagonismo político no Estado, após a derrota para Jerônimo Rodrigues em 2022. Na disputa à época, Neto obteve 4.007.023 votos no segundo turno, o que representou 47,21% do total, contra 4.480.464 votos de Jerônimo, equivalente a 52,79%.
O União Brasil busca fortalecer sua base na Bahia e delinear estratégias para enfrentar o PT, que atualmente governa o estado. Segundo as fontes ouvidas pelo BN, a reunião desta segunda-feira reflete esse esforço de articulação e preparação para a próxima disputa majoritária.(Atualizada às 08h34 para adicionar nomes de participantes)
O prefeito de Teixeira de Freitas, Marcelo Belitardo, consta como filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), reforçando a base de apoio ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). Membro até então ao União Brasil, o gestor municipal recebeu apoio de ACM Neto nas eleições municipais de 2024, quando foi reeleito, mas passou a se aproximar de lideranças governistas após o pleito. Ele consta na lista de membros do PT, com data muito anterior ao último pleito — ele foi “abonado” para ingresso na sigla em 2012.
Foto: Reprodução/ Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Durante a disputa de 2024, ACM Neto participou ativamente da campanha e esteve presente na convenção que homologou a candidatura de Belitardo. A vitória em Teixeira de Freitas foi considerada estratégica para o grupo político de Neto no extremo sul do estado. Interlocutores ligados ao grupo do ex-prefeito de Salvador também apontaram que ele abandonou deputados que eram aliados a ele, a exemplo do estadual Sandro Régis (União) e do federal Elmar Nascimento (União).
O nome de Belitardo consta na lista de filiados do PT baiano. O Bahia Notícias teve acesso ao documento, que foi emitido na última semana, e traz a relação com os quadros do partido. Apesar da novidade, o PT indica que a data de filiação do prefeito foi junho de 2012. Membros da sigla, todavia, ponderam que a filiação de prefeitos precisa passar pela executiva estadual, o que ainda não teria acontecido com Belitardo agora.
Com a pretensa filiação ao PT, Belitardo se junta a outros prefeitos que têm deixado a base de oposição ao governo estadual para apoiar a gestão de Jerônimo Rodrigues. (Atualizado às 09h05 para modificar trecho sobre a oficialização da filiação)
Após lançar sua pré-candidatura à Presidência da República em Salvador, Ronaldo Caiado (União) realizou sua primeira viagem ao interior da Bahia, neste sábado (17). O governador goiano disse nesta manhã em Jacobina, no Centro Norte baiano, que os aposentados brasileiros foram assaltados.
“Cidadão que assalta aposentado pode governar o país? Pode governar o Estado? É claro que não pode”, disse Caiado, referindo-se às fraudes e desvios que provocaram um prejuízo de cerca de R$ 6,3 bilhões, de acordo com investigações da Polícia Federal.
Na ocasião, ele ainda pregou e endossou a candidatura do ex-prefeito da capital baiana e vice-presidente da União, ACM Neto, ao governo baiano em 2026.
“Vamos chegar lá (Presidência) e ACM Neto vai chegar aqui (governo da Bahia). E, juntos, vamos transformar o Brasil e a Bahia”.
Caiado cumpriu agenda acompanhado pelo próprio Neto e pelo secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, Pedro Rezende. Políticos e lideranças da região também acompanharam o gestor que visitou Ourolândia, cidade com cerca de 20 mil habitantes localizada no semiárido baiano.
No Parque de Exposições Abelino Correia de Melo, Caiado e ACM Neto participaram do 14º Encontro do Sertão, que contou com a presença de agricultores e agropecuaristas.
Durante o evento, o governador de Goiás recebeu dos participantes um manifesto solicitando apoio à criação da Associação Sertanejo Vencedor.
“Tudo o que precisa ser feito para apoiar agricultores e agropecuaristas, que são responsáveis por grande parte do desenvolvimento do Brasil, tem o meu respaldo”, disse Ronaldo Caiado.
Em seu discurso em Ourolândia, Caiado disse que desde o primeiro dia que assumiu o governo começou a combater a criminalidade em Goiás.
“As famílias, os comerciantes, os empresários, ninguém tinha paz. Tomei posse e disse: de hoje em diante, o bandido muda de profissão ou muda de Estado. E foi assim que acabei com a bandidagem em Goiás”.
O governador disse também que, após acabar com a criminalidade, investiu muito em educação e transformou Goiás em referência no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) em todo o país.
Da discussão a concretização, o PDT voltou a base do governo petista na Bahia. A movimentação, marcada pela insatisfação do presidente estadual do partido, Félix Mendonça, durante as eleições de 2024, pode impactar na permanência de alguns integrantes, inclusive do deputado federal Leo Prates.
Ligado diretamente a oposição na Bahia, principalmente ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), a possibilidade já chegou a ser aventada. O movimento, ainda em 2024, sofreria uma série de fatores, impactando na manutenção da filiação do parlamentar ao partido, podendo fazer com que Leo encontrasse resistência em sua permanência. Mesmo com o “endosso” do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, desde o ano passado, a saída é vista como iminente.
Com o cenário mais "estável", o próprio Leo tem buscado encontrar alternativas para o futuro. Segundo interlocutores ligados a alguns partidos políticos, duas possibilidades foram cogitadas: o Progressistas e o Republicanos. O PP, agora, com o encaminhamento de uma federação com o União Brasil, seria um partido viável para Prates, já que conseguiria manter o posicionamento de oposição, além de uma viabilidade política para os cenários expostos. Um diálogo inicial teria sido feito, inclusive com o assunto passando por lideranças do partido na Bahia.
A alternativa, mais atual, seria o Republicanos. O partido pode ser o destino de Leo, possibilitando o partido a conquistar mais uma cadeira de deputado. Porém, a articulação para a filiação pode ter vista a formação da chapa majoritária. A ida de Leo para o Republicanos abriria outro "caminho", com o parlamentar podendo representar a legenda na chapa, integrando a vice de ACM Neto, que deve disputar o governo em 2026.
O salto significaria um "alavancada" de Leo Prates, que, integrando um eventual governo de Neto na Bahia, poderia manter vivo o principal sonho que é o de disputar a prefeitura de Salvador. Inclusive, o Bahia Notícias apurou que o diálogo de Leo seria diretamente com o presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Hugo Mota. Com forte influência no partido, Hugo teria a missão de conduzir a migração de Leo para a legenda, atuando nos bastidores do partido comandado pelo também deputado federal Marcos Pereira.
Em recente manifestação, Leo sinalizou que, apesar da situação do PDT no estado, a legenda apoiou ACM Neto e que seu posicionamento será de "oposição ao governo" do PT na Bahia, por, segundo ele "respeito à nossa história". "Gosto do PDT, sou amigo de Carlos Lupi e quero continuar no partido. Mas estar onde sempre estive é um princípio — não uma condição. E princípios não se negociam", afirmou, após um encontro com integrantes da legenda.
Leo ainda lembrou o desempenho do partido nas eleições de 2022 no grupo de Neto. "Em 2022, a chapa do PDT para deputado federal na Bahia fez 396.887 votos. Desses, 143.700 foram meus — fui um dos 10 mais votados do estado — e 26.386 de Zé Carlos Araújo, nosso primeiro suplente. Juntos, representamos mais de 1/3 dos votos do partido", completou.
DIZ QUE FICA
Apesar de indicar que pode ficar no PDT, movimento é improvável. Quando do início do debate sobra a possível migração do partido para a base petista, Leo apontou que iria se posicionar "com o grupo de Bruno [Reis] e [ACM] Neto".
“Não vejo como o partido desconsiderar os maiores mandatos e a vice [de Salvador]. Temos federais, o deputado estadual Penalva, quatro vereadores de Salvador. Outro ponto que volto a dizer é que o partido tem que ter vaga na majoritária. Tem sido a defesa que tenho feito. Não vejo condições no PT de nos dar isso”, apontou Leo a época, tendo seu plano frustrado.
O ex-prefeito de Salvador ACM Neto alegou que a conjuntura política fez com que José Ronaldo (União) não formasse a chapa dele nas eleições de 2022. Segundo Neto, o atual prefeito de Feira de Santana era a melhor opção, mas a articulação com partidos aliados, fez com que ele declinasse de José Ronaldo na ocasião.
A declaração foi dada na noite desta quinta-feira (8) quando ACM Neto recebeu o título de cidadão feirense e a comenda Maria Quitéria, na Câmara de Vereadores de Feira de Santana, informou o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias.
“José Ronaldo era o vice que eu desejava ter e eu trabalhei até o último minuto para que ele pudesse ser o vice ao meu lado e não tenho dúvida, era o melhor nome, o nome natural para ser o vice na minha chapa, entretanto, a conjuntura política de articulação com os partidos políticos impediu que isso acontecesse”, afirmou Neto.
O ex-prefeito soteropolitano considerou que na época não podia prever o que a escolha resultaria. Em 2022, Jerônimo Rodrigues quase leva a eleição no primeiro turno, tendo 49,40% dos votos válidos, contra 40,83% de Neto. O petista bateu Neto no segundo turno somando 52,54% dos votos válidos contra 47,46%.
“Ah Neto, você faria diferente? Sem dúvida, e pretendo fazer diferente. Acho que um ponto, por exemplo, é que não dá para deixar para anunciar a chapa na última hora. A gente tem que tentar antecipar essas decisões. Se depender de mim, sendo eu o não candidato, a gente vai virar o ano com um desenho pronto para, de março para abril, ter um anúncio de quem é o candidato a governador, a vice e os dois senadores. O que não aconteceu em 2022”, disse.
União Progressista. Esse é o nome da Federação formada por União Brasil e PP e que teve sua criação sacramentada nesta terça-feira (29).
Em uma cerimônia que lotou o Salão Negro do Congresso Nacional, os presidentes do União Brasil, Antonio de Rueda, e do PP, anunciaram a nova federação partidária. Até que a união dos dois partidos esteja formalizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rueda e Ciro Nogueira vão compartilhar a direção da União Progressista.
Segundo Antonio Rueda, a decisão por uma gestão compartilhada entre ele e Ciro Nogueira foi tomada porque os integrantes de ambos os partidos entenderam que a medida trará "mais harmonia" para a federação neste momento.
Já o presidente do PP, Ciro Nogueira, destacou em sua fala o surgimento de uma das maiores forças políticas do país. A bancada formada pela nova federação será a mais expressiva da Câmara, com 109 deputados, e a segunda maior no Senado, com 14 senadores. Além disso, o grupo reunirá 1.400 prefeitos e 12 mil vereadores em todo o Brasil.
Esses números também foram repetidos pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, um dos mais aplaudidos ao falar no evento. Caiado destacou a força da nova Federação, e garantiu que a União Progressista terá a capacidade de eleger uma bancada ainda maior no Congresso e em assembleias legislativas, além de governos estaduais e até mesmo a presidência da República.
"A União Progressista vai subir a rampa do Palácio do Planalto em 2026", disse Caiado, que é pré-candidato a presidente.
Além de deputados, senadores, governadores, prefeitos e dirigentes do União e do PP, estiveram presentes no evento representantes de diversos partidos. Foi o caso do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
A solenidade também contou com a participação dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Alcolumbre falou na solenidade que a federação representa o caminho da pacificação, do equilíbrio e do bem comum no Brasil. O presidente do Senado reforçou que a União Progressista é a maior dos últimos 20 anos da democracia brasileira.
"Estamos no caminho certo para a pacificação do Brasil. Muitas vezes somos chamados a decidir por um lado ou por outro, mas o caminho do equilíbrio, da ponderação, do diálogo e do entendimento é que faz um país, do tamanho do Brasil, seguir em frente”, disse o senador.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, falou rapidamente, cumprimentou os dirigentes dos dois partidos, e destacou que a União Progressista nasce de um "gesto de maturidade política".
Cotado para presidir a federação quando ela for oficializada, o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), enalteceu os números das bancadas que surge no Congresso e nos estados. Lira disse que o grupo nasce como o "mais importante bloco do Congresso Nacional em números absolutos".
O tamanho da força do bloco político que surge no Congresso Nacional e no Brasil também foi destacada pelo vice-presidente do União Brasil, ACM Neto. Para o ex-prefeito de Salvador, está surgindo nesta terça-feira a "maior força política do Brasil'.
Em uma fala empolgada e muito aplaudida, ACM Neto afirmou que a oficialização da federação é um movimento político que ficará marcado na história.
O manifesto de lançamento da Federação, lido pelo senador Ciro Nogueira, afirma que o Estado não pode continuar sendo um obstáculo à prosperidade.
O documento prega ainda a responsabilidade fiscal e social, uma reforma administrativa e que o Estado seja indutor de desenvolvimento, mas com o capital privado "como motor do crescimento, com protagonismo central na criação de emprego e renda".
"A economia patina, e com ela o bem-estar dos brasileiros", afirma ainda o manifesto da chamada União Progressista.
O vice-presidente do União Brasil e presidente da Fundação Índigo, ACM Neto, engrandeceu a união entre o seu partido e o Progressistas, que formam uma federação partidária a partir desta terça-feira (29). Em entrevista ao Bahia Notícias, ACM declara que a meta da federação é fortalecer as bases políticas nos municípios e estados para conquistar mais cargos em 2026.
A união já registra a maior bancada dentro da Câmara dos Deputados, com 109 parlamentares; o maior número de prefeitos do país e o maior valor em repasses de verba pública para custeio de campanhas e funcionamento das siglas.
“Eu acho que a gente cria o maior e mais importante fato político das últimas duas décadas no Brasil. Com certeza a maior agremiação partidária, não só pelo tamanho que tem no parlamento brasileiro, mas pela sua capilaridade e presença nos estados, a base que vai dar sustentação a um projeto vitorioso em 2026”, destaca ACM.
Para 2026, o vice-presidente reafirma a posição de apoio do partido junto ao nome de Ronaldo Caiado (União), para a presidência e a sua própria, enquanto pré-candidato ao governo estadual.
“A Federação União-Progressistas nasce para apresentar um nome para a disputa presidencial e eu diria que grande perspectiva de vitória nos estados com os projetos de governadores, senadores e deputados para as eleições do próximo ano. Vamos subir a rampa em 2026, é a rampa no Palácio e na Bahia. Se Deus quiser, o nosso objetivo é mostrar aos baianos que 20 anos de PT no poder são suficientes”, reforça. E garante: “Se a gente comparar o horizonte para 2026, a gente está muito mais animado com o que pode acontecer do que aconteceu em 2022”.
Sobre a posição de “unificação da oposição”, sugerida pelo Prefeito Bruno Reis, ACM afirma que já enxerga novas aproximações com outros partidos.
“Esse movimento de união partidária é inevitável e irreversível, e é bom para o Brasil, é saudável, para que a gente não tenha tantos partidos em funcionamento no país. Então, a gente tem um horizonte de afunilamento de partidos, eu enxergo cinco ou seis grandes forças no nosso campo político para interagir, dialogar e construir conosco as eleições do próximo ano e é nisso que a gente vai apostar”, conclui o vice da sigla.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), compareceu ao evento de oficialização da Federação entre os partidos União Brasil e Progressistas (PP), nesta terça-feira (29). Ao Bahia Notícias, a liderança do União em Salvador aponta que a acordo entre os partidos marca o fortalecimento de ambos, ainda que seja necessário a realização de ajustes entre as siglas na Bahia.
“São dois partidos fortes, mas dá para fazer uma união boa para 2026, unir essas forças em 2026. Já marchamos juntos em 2022, tive o apoio do PP na minha reeleição e agora vamos ter o nosso candidato a governador em conjunto”, afirmou. No entanto, alguns nomes dos partidos, especialmente do PP, são parte da base de apoio ao governador Jerônimo Rodrigues em todo o estado.
Sobre isso, Bruno afirma que “é natural que um ou outro, por ventura, não tem o desejo de seguir nessa grande força política. Nós teremos a capacidade de compreender, mas hoje colocamos os interesses do brasileiro e do Brasil acima dos interesses políticos, partidários e das suas lideranças”, destaca.
Sobre os nomes para a majoritária em 2026, o prefeito voltou a cravar o nome de ACM Neto a candidato a governador do estado, mas falou em criar diálogo para garantir a posição de Ronaldo Caiado, governador do estado de Goiás, como pré-candidato a presidência.
“Ronaldo Caiado é um dos nomes [do partido]. Era o nome do União Brasil, agora passa a ganhar mais força com Progressistas. É óbvio que se inicia ainda um processo de diálogo. E nós vamos unir as oposições no Brasil, vamos nos unir ao PL, ao Republicano, a fusão PSDB-Podemos para construir uma grande aliança para mudar o Brasil”, conclui.
O vice-presidente nacional do União Brasil e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), conquistou o apoio do Progressistas de Ilhéus visando sua candidatura ao governo do estado nas eleições de 2026. Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, a confirmação do “casamento” entre Neto e os pepistas da região foi confirmada nesta sexta-feira (25), após encontro com lideranças dos partidos.
As conversas para o apoio a Neto também contaram com articulação do prefeito de Ilhéus, Valderico Jr. (União), do ex-gestor do município, o secretário-geral do PP, Jabes Ribeiro, e o secretário de Governo de Salvador, Cacá Leão (PP). Também estiveram no encontro o deputado federal Leur Lomanto Jr. (União) e o parlamentar estadual Pedro Tavares (União).
A movimentação do PP de Ilhéus ocorre após a confirmação da Federação entre União Brasil e Progressistas pelas lideranças nacionais das legendas. Segundo informações dos bastidores, a junção dos partidos será chamada de “União Progressista” e deve ser oficializada na próxima semana.
Além das movimentações em Brasília, o apoio a Neto também acontece em meio a negociações do PP para integrarem novamente a base do governo do estado, que é liderado atualmente pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). O interesse, inclusive, já foi declarado publicamente pelo presidente estadual do PP, o deputado federal, Mário Negromonte Jr.
O primeiro passo para a expulsão do deputado Marcinho pelo União Brasil, por infidelidade partidária, foi dado nesta segunda-feira (14), quando o filiado Leonardo Barreto de Pinho, do diretório de Araci, encaminhou ao Diretório Estadual do partido um ofício solicitando a exclusão e desfiliação do parlamentar, conforme documento obtido com exclusividade pelo Bahia Notícias.
No documento, Leonardo Pinho, também conhecido como Léo de Garcia, afirma que o deputado adotou a postura de “privilegiar a preferência política pelo governador Jerônimo Rodrigues, do PT, adversário ferrenho do União Brasil”. O parlamentar estadual costuma acompanhar as pautas que interessam à gestão estadual, contrariando orientações do partido. Pela bancada de oposição, hoje, Marcinho já é visto como um legislador da base do governo petista.
LEIA TAMBÉM:
Segundo o filiado, a conduta do deputado em se aproximar do governador Jerônimo pode ser classificada como “transgressão disciplinar” porque violaria um dos fundamentos partidários previstos no estatuto do União Brasil, notadamente a “infidelidade partidária”.
“Por este motivo, este signatário representa a Vossa Excelência (deputado Paulo Azi, presidente do Diretório Estadual) que se adote providências para a instauração do processo partidário disciplinar para a aplicação da penalidade cabível”.
No final do documento, Leonardo Barreto de Pinho solicita que o parlamentar seja “expulso do União Brasil com cancelamento de filiação partidária” por “reiteradas infrações disciplinares”.
O filiado do União Brasil também anexou ao documento diversas reportagens demonstrando que o deputado deixou de seguir as orientações do partido para se aproximar do governo estadual. O documento será encaminhado ao Conselho de Ética do partido para a adoção das devidas providências.
A reportagem entrou em contato com Marcinho para que o deputado se posicionasse em relação ao pedido de expulsão do partido. Ao Bahia Notícias, o parlamentar informou que não tinha conhecimento do documento e ironizou a acusação de “transgressão disciplinar”. O legislador argumentou que a legenda, no cenário nacional, ocupa ministérios do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Eu tô sabendo agora. Esse filiado sabe que o União Brasil tem três ministérios no governo Lula? Eu estou muito tranquilo sobre isso. No momento que União Brasil não fizer mais parte do governo Lula, aí ele poderia ter até a razão. Como eu não posso acompanhar uma inauguração de uma base eleitoral minha, uma entrega de uma base eleitoral minha?”, questionou Marcinho.
Recentemente, o deputado se ausentou do lançamento da pré-candidatura de Ronaldo Caiado (União-GO) à presidência da República em evento que foi realizado em Salvador. No mesmo dia, Marcinho esteve em agenda com Jerônimo no município de Paulo Afonso, o que aumentou as insatisfações no partido.
Nos bastidores da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a tendência do deputado em acompanhar as matérias do governador Jerônimo Rodrigues também já teria gerado desgaste entre os deputados do União Brasil. No ano passado, uma liderança do partido já teria indicado que Marcinho poderia ser alvo de uma notificação de conduta.
“Existe um ambiente de insatisfação. Acho até melhor que se ele quiser ser base do governo, que ele peça a liberação da filiação”, apontou uma liderança do grupo.
Marcinho é apadrinhado politicamente pelo deputado federal Elmar Nascimento (União), um dos principais defensores da manutenção do União Brasil na base do governo Lula, movimento que desagrada o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional da legenda, ACM Neto. Segundo a imprensa nacional, o congressista possui interesse em integrar a gestão, assumindo um ministério.
Também é ventilado que Elmar pode estar de malas prontas, inclusive, para deixar o União Brasil, se filiando a um partido mais pacificado na base do presidente Lula. Uma das siglas cogitadas para a mudança seria o Avante, em movimento que pode ser acompanhado por Marcinho Oliveira, segundo informações obtidas pela reportagem.
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, afirmou que o partido pretende liderar o sentimento de mudança que, segundo ele, cresce entre os baianos. A declaração foi dada em entrevista à rádio Princesa FM, de Feira de Santana, nesta terça-feira (8).
Neto anunciou que até o final de maio dará início a uma série de viagens pelo interior do estado, começando pela região de Ilhéus, no sul da Bahia. O objetivo, segundo ele, é manter contato direto com a população, ouvir demandas e apresentar as ideias e projetos da legenda para o futuro da Bahia.
“O ano de 2025 vai ser um ano de articulação política, de conversa com os partidos, com as lideranças e prospecção e identificação de potenciais candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados, mas também um ano principalmente de muito diálogo direto com a população e um contato permanente com o cidadão baiano, levando essa mensagem de esperança para o futuro”, afirmou.
ACM Neto ressaltou que a legenda já vinha se preparando desde o ano passado para este novo ciclo político. “Nós começamos esse treino para disputar o campeonato. Essa pré-temporada foi iniciada ainda no ano passado, quando o União Brasil procurou dar o máximo possível de apoio e suporte aos seus candidatos a prefeito em todo o estado da Bahia”, disse.
Segundo ele, o partido saiu fortalecido do último pleito e hoje governa a maior quantidade de pessoas na Bahia, com vantagem “bem larga” sobre o PT, principal adversário no estado. “Eu sinto que no coração dos baianos o desejo é de mudança. Há um crescimento muito forte desse sentimento e a gente quer traduzir isso em ideias e projetos para o futuro da Bahia”, concluiu.
ACM Neto, vice-presidente nacional do União Brasil, tem 17,5% das intenções de voto para governador da Bahia. É o que afirma a pesquisa feita pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgada nesta segunda-feira (24).
Em um cenário espontâneo, quando os eleitores foram questionados em quem votariam "se as eleições para Governador do Estado da Bahia fossem hoje", ACM Neto (União) lidera a pesquisa com 17,5% das intenções de votos. Enquanto Jerônimo acumulou apenas 9,1%, Rui Costa teve 1,5%, Bruno Reis 0,7%, João Roma 0,4% e Kléber Rosa 0,1%. 64,7% não sabe ou decidiu não opinar.
Já em uma situação estimulada, quando os nomes dos candidatos foram apresentados para os eleitores, ACM Neto chega a 52% das intenções de voto. Em segundo lugar figura Jerônimo Rodrigues com 27,4%, seguido por João Roma com 8,1% e Kléber Rosa com 1,5%. Esse é o mesmo cenário do primeiro turno de 2022. 4,1% não sabe ou decidiu não opinar.
Em um segundo cenário estimulado, sem a presença do presidente do PL na Bahia, João Roma, ACM Neto permanece na liderança com 56,4% das intenções, seguido por Jerônimo com 30% e por Kleber Rosa com 1,7%. 4,3% não sabe ou decidiu não opinar.
Em uma situação onde ACM Neto disputasse contra Rui Costa (PT), o candidato do União Brasil lideraria com 51,5% dos votos, enquanto o petista tem 27,4%. Em seguida, ficou João Roma com 7,7% e Kléber Rosa com 1,4%. 4,9% não sabe ou decidiu não opinar.
O levantamento ouviu 1640 eleitores, em 65 municípios, entre os dias 17 e 20 de março de 2025 e possui intervalo de confiança de 95%, com margem de erro de 2,5%. (Atualizado às 09h42 para detalhar algumas informações do levantamento)
O presidente da Câmara Municipal de Jacobina, vereador Noelson Oliveira (Solidariedade), afirmou nesta terça-feira (19) que o líder da oposição na Bahia, ACM Neto, não terá palanque político na cidade durante as eleições de 2026.
Segundo Noelson, o ex-prefeito de Salvador traiu seus aliados duas vezes, ao desistir de sua candidatura ao governo do estado em 2018 e ao escolher Ana Coelho (Republicanos) como vice em sua chapa em 2022.
"ACM Neto desistiu em cima da hora em 2018, quando chegou no dia, fez um vídeo chorando declarando amor a Salvador. Tirou Zé Ronaldo da prefeitura de Feira de Santana e deixou ele com a bomba chiando. Isso é ser amigo!? Em 2022, traiu Zé Ronaldo e colocou uma vice do bolso dele, que foi Ana Coelho. Em Jacobina, ele não terá palanque”, afirmou o vereador em entrevista à rádio Jacobina FM.
Além da crítica ao ex-prefeito, Noelson defendeu uma maior aproximação entre a gestão da prefeita Valdice Castro (PMB) e o governador Jerônimo Rodrigues (PT), destacando que a cidade pode se beneficiar dessa aliança.
A fala do presidente da Câmara ocorre um dia após Valdice Castro ter sido recebida pelo governador, sinalizando uma unidade das principais lideranças políticas de Jacobina em apoio à reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT).
Balizadores para compreender o cenário político, as pesquisas e levantamentos seguem tendo protagonismo na Bahia. Pensando em compreender a política baiana, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) vai promover um amplo levantamento com foco em avaliar o percentual de baianos que desejam “uma alteração na gestão” do governo baiano.
Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, a pesquisa para consumo interno faz parte de uma análise completa para o pleito de 2026. Recentemente, em um levantamento da Genial Quaest, Jerônimo Rodrigues (PT) teve aprovação destacada por 61% dos eleitores, frente aos 54% do final de 2024. Apesar da notícia positiva, quando é testado um cenário eleitoral similar a 2022, o governador perderia para o principal adversário, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.
Outra pesquisa muito aguardada pela oposição na Bahia é a avaliação feita pela Paraná Pesquisas. Com divulgação prevista para até o mês de abril, o levantamento deve analisar a aprovação da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Bahia, além da aprovação relacionada ao governo de Jerônimo Rodrigues no estado.
A expectativa do grupo "netista" é que a avaliação de Jerônimo ceda, reduzindo os índices de aprovação da gestão estadual. ACM Neto ainda não confirma a candidatura ao governo baiano em 2026, apesar de reforçar que segue sendo porta-voz da oposição no estado, sinalizando para o desejo de comanda o governo baiano. Em 2022, Neto foi derrotado por Jerônimo, no segundo turno, com o petista atingindo 52,78% dos votos na disputa.
Reeleita como prefeita de Vitória da Conquista, em 2024, com 58,83% dos votos, Sheila Lemos (União) tem sido ventilada como um nome viável para ocupar um espaço na chapa majoritária de oposição. Possivelmente encabeçada pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), Sheila tem ganhado força nos bastidores para estar entre os quatro nomes possíveis da chapa.
Com a chapa governista praticamente montada, contando com a presença dos ex-governadores como o senador Jaques Wagner (PT) e o ministro Rui Costa (PT), a oposição também se articula. Com isso, um dos nomes mencionados repetidas vezes por aliados e lideranças ligadas ao ex-prefeito ACM Neto, é o da prefeita Sheila Lemos.
A prefeita de Conquista seria um desejo do grupo, pensando também em atrelar a “capacidade de impacto político” com a ideia de contemplar o campo feminino. Em 2022, o “espaço das mulheres” ficou reservado para a vice, com a empresária Ana Coelho (Republicanos), que não possuía passado na atuação política. Sheila atuaria, justamente, na representação das mulheres e com carreira na política, porém, não no espaço da vice.
O Bahia Notícias apurou que o espaço reservado para Sheila Lemos seria a de uma das duas vagas para o Senado. Internamente, alguns nomes apontam que Sheila atenderia alguns pré-requisitos, incluindo ser forte liderança da região Sudoeste da Bahia, além da boa aprovação revelada nas eleições de 2026.
Recentemente, o próprio ACM Neto reforçou o nome de Sheila para ocupar um espaço na majoritária de 2026. “Eu não tenho dúvida que sim [tem chance]. Pelas qualidades dela, pela liderança que construiu, pelo peso político de Vitória da Conquista e por representar a força e a competência da mulher na política. No entanto, é preciso ter cautela, por existir uma expectativa de que ela governe a cidade até o fim do mandato”, afirmou ACM Neto.
Apesar disso, a resistência para ocupar o espaço viria da própria Sheila em deixar o mandato de prefeita em Conquista. Aliados próximos a prefeita sinalizam, em condição de anonimato, que o desejo é de permanecer no cargo. Com isso, uma articulação tem sido planejada para “convencer” Sheila a ocupar o espaço.
CHAPA FORMADA?
Os nomes para a chapa ainda tem sido ventilados. ACM Neto, inclusive, elogiou o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), e sugeriu que ele pode ser um nome relevante para integrar a chapa majoritária da oposição nas eleições de 2026.
“Vejo um grande potencial de diálogo daqui para frente, com boas perspectivas para conversarmos com o PP sobre 2026. Zé Cocá é um nome forte e lembrado para integrar uma chapa majoritária e acredito que ele tem todas as qualidades para isso”, disse ACM Neto.
Zé Cocá, que já foi prefeito de Lafaiete Coutinho por dois mandatos e deputado estadual na Bahia, assumiu a prefeitura de Jequié em 2020, com 38,29% dos votos válidos, sendo reeleito em 2024 com 91,93% dos votos.
Membro da Executiva estadual do PDT, o ex-prefeito de Euclides da Cunha, Luciano Pinheiro, rebateu as falas do deputado federal Léo Prates (PDT) em que colocou o PDT como aliado de ACM Neto (União) nas eleições de 2026. Em pronunciamento, Pinheiro afirmou que a legenda não possui nenhum compromisso com o ex-prefeito de Salvador, e disse que Prates é “netista, e não pedetista”.
"Como bem disse o nosso presidente na Bahia, o deputado federal Félix Mendonça Júnior, vamos começar a tratar de 2026 depois do Carnaval. O PDT hoje não tem nenhum compromisso com ACM Neto, ao contrário de Leo Prates, que, como todos sabem, é netista, e não pedetista. E, no que depender de mim e de diversas outras lideranças do interior que são de fato pedetistas, o partido vai marchar com o governador Jerônimo Rodrigues (PT)", disse o ex-prefeito.
Luciano Pinheiro, que é próximo de Félix, afirmou que o PDT precisa voltar a crescer no âmbito estadual. Ele relembrou também a situação que criou uma rusga entre o partido e ACM Neto, quando Débora Régis, hoje prefeita de Lauro de Freitas, deixou o PDT para se filiar ao União Brasil e disputar as eleições.
"Precisamos ter aliados que contribuam com o fortalecimento do nosso partido, e não o contrário. Quem pode garantir que, no futuro, o ex-prefeito de Salvador não faça o que fez em 2024, quando tirou do PDT a prefeita eleita de Lauro de Freitas, Débora Régis, e filiou ela ao União Brasil? Queremos aliados que nos tratem com respeito, e parceria", afirmou.
Luciano Pinheiro é uma das principais apostas do PDT para ampliar sua participação na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Atualmente, a sigla possui apenas uma cadeira, com o deputado estadual Emerson Penalva.
O deputado federal, Leo Prates (PDT), reafirmou o apoio à candidatura de ACM Neto (União) para governador da Bahia em 2026 e reiterou a aliança do partido com a base do ex-prefeito em Salvador. O parlamentar enfatizou que acredita que para governar é preciso estar alinhado com o desejo popular.
“A política se faz em grupo e com democracia. Por isso, como presidente municipal e vice estadual do PDT, defendo a mesma posição que Ana Paula de unir forças para fazer o melhor pelo povo da Bahia junto com Neto. Precisamos de mudanças para o nosso estado e sabemos que os baianos anseiam o mesmo”, afirmou. Atualmente, o PDT compõe o Executivo Municipal ao lado de Bruno Reis (União), na figura da vice, Ana Paula Matos (PDT).
Leo ainda citou o deputado estadual do partido, Emerson Penalva, buscando apoio do político para consolidar ACM Neto como principal opositor ao atual governador do estado, Jerônimo Rodrigues (PT), na corrida eleitoral do próximo ano.
A avaliação do governo Jerônimo Rodrigues (PT) aumentou 7% de dezembro a fevereiro, conforme levantamento da Genial Quaest divulgado nesta quinta-feira (27) pela CNN. Jerônimo é aprovado por 61% dos eleitores, frente aos 54% do final de 2024. Apesar da notícia positiva, quando é testado um cenário eleitoral similar a 2022, o governador perderia para o principal adversário, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União).
A pesquisa mostra ainda que houve uma queda na desaprovação do governador, de 35% em dezembro para 31% agora em fevereiro. Cerca de 11% dos eleitores não souberam ou preferiram não responder – no final de 2024 eram 8%. Foram ouvidas 1.200 pessoas entre os dias 12 e 23 e a pesquisa tem intervalo de confiança de 95%.
ELEIÇÕES 2026
O levantamento fez ainda o seguinte questionamento: “Se as eleições para governador fossem hoje e os candidatos fossem esses, em quem você votaria?”. Nesse cenário, o ex-prefeito de Salvador, derrotado no segundo turno por Jerônimo em 2022, é citado por 42% dos eleitores, enquanto o atual gestor é lembrado por 38%.
A pesquisa testou o mesmo cenário do último pleito majoritário. Assim, João Roma (PL) teve 3% das intenções de voto, enquanto Kleber Rosa (PSOL) ficou com 1%. Indecisos somaram 5% e aqueles que votariam em branco, nulo ou que não votariam chegaram a 11%. (Atualizado às 07h43 para corrigir o percentual de votos de ACM Neto)
Em meios aos festejos do Furdunço, neste domingo (23), o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, celebrou os 40 anos do Axé e ressaltou a evolução do Carnaval da capital baiana. O Furdunço surgiu como uma alternativa para resgatar a folia sem cordas e, atualmente, é um dos principais eventos do pré-Carnaval de Salvador, ao lado do Fuzuê. O evento atrai milhares de foliões para o circuito Orlando Tapajós, entre Ondina e Barra.
Em sua declaração, Neto destacou os avanços na infraestrutura e organização do evento, além de parabenizar o atual prefeito, Bruno Reis (União Brasil), pelos progressos alcançados.
“Fico feliz que a Bahia comemora os 40 anos do Axé. Há 10 anos, celebramos os 30 anos do Axé e o quanto o Carnaval evoluiu. Conseguimos trazer infraestrutura, qualidade de serviço e condições para receber e acolher os foliões da Bahia e os turistas que se juntam a nós. O Carnaval da Bahia se tornou, sem dúvida, a principal atividade econômica da cultura e do entretenimento brasileiro. O prefeito Bruno está de parabéns pelos avanços que conseguiu alcançar nesse período. Eu estou muito feliz de ver isso, porque antes de assumirmos, a Prefeitura tinha dificuldades para realizar o Carnaval", afirmou.
Neto também reforçou a grandiosidade do Carnaval de Salvador e alfinetou outras cidades que tentam replicar o modelo da folia baiana. "De repente, o Carnaval vem com Fuzuê, no sábado, e Furdunço, no domingo. E segue como o maior evento do Brasil. Pode ter gente tentando copiar, imitar e com dor de cotovelo querendo chegar perto de nós, mas não conseguem. Esse é o maior Carnaval do Brasil e do mundo", declarou.
O ex-prefeito foi responsável por expandir eventos como o Fuzuê, o Furdunço e diversas outras festas que antecedem a grande folia.
O secretário municipal de Governo e presidente municipal do PP, Cacá Leão, definiu que o governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republianos), deve ser a melhor opção da oposição na eleição nacional de 2026. Em entrevista ao Projeto Prima, nesta segunda-feira (17), Leão detalha ainda que até a disputa, muitos nomes devem surgir para o pleito, no entanto, a posição de Lula e Bolsonaro ainda é decisiva.
“Por tudo que ele construiu, é um cara até de carreira na política, mas eu acho que o governador de São Paulo, Tarcísio (Republicanos), representa… É um cara equilibrado que tem feito um governo revolucionário no estado de São Paulo, ele tem direito de ir à reeleição ainda”, afirmou. “Se eu fosse ele, eu trocaria, pelo bem do Brasil”.
‘E você tem aí ainda outros nomes, como o governador do Goiás, Ronaldo Caiado (União), é um outro nome experimentado na política, aprovado pelo seu estado. Você tem o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, apesar de se colocar como outsider [fora da oposição]. Mas acho que a gente vai ter aí uma gama até 2026”, ressalta.
O progressista comenta ainda sobre os debates em torno das candidaturas de Lula e Bolsonaro, este último estando inelegível, até o momento. “Eu particularmente não acredito [que Bolsonaro seja candidato em 2026] apesar que isso seria inclusive um desejo do PT, mas eu acredito que o STF embarque nessa questão. Não acho que Bolsonaro esteja errado também, em insistir na sua candidatura, até porque se ele se afastar do debate, ele perde o lugar de fala dele”, conclui.
Ao falar do cenário nacional, Cacá relembra a eleição de 2022, em que o principal candidato da oposição na Bahia, Antonio Carlos Magalhães Neto (União) disputou o cargo de governador sem apoiar formalmente nenhum candidato nacional.
“Eu acho inclusive que esse foi um dos erros da eleição de 2022. Neto tinha uma aliança ampla de partidos, partidos que estavam com Lula, partidos que estavam Bolsonaro. O próprio União Brasil tinha a Soraia ali naquele momento, e ele tomou a decisão de discutir a Bahia. É uma decisão lúcida, de quem estava pensando no seu estado, e queno final das contas acabou não dando certo”, disse.
E completa que o cenário de polarização nacional, muito motivado a política identitária, dificultava o debate de ideias: “Foi uma decisão acertada, mas a população não entendeu, tanto que acabou votando em um governador desconhecido, porque estava [vinculado a Lula] e Lula teve uma vitória maciça aqui na Bahia”.
Sobre o pós-eleição da oposição baiana, o aliado de ACM defende que o líder do grupo vem “fazendo seu papel” enquanto opositor do governo eleito. “É da democracia, perdeu. Qual é o papel de quem perde a eleição? Fazer oposição. Quem ganhou não aceita que Neto faça oposição, quando, na verdade, a oposição também é contribuição. Se você tem do seu lado só quem diz o que você quer ouvir, a gente de você errar é maior”, sucinta. “Então, Neto está cumprindo com o seu papel nesses últimos dois anos pós-eleição”, completa.
No que tange aos rumores de que o candidato do União Brasil poderia não disputa a eleição ao Palácio de Ondina, Cacá nega. “Eu posso afirmar que ACM Neto será candidato a governador em 2026, temos conversado muito, temos intensificado diálogos, conversas, agendas, agora, é obvio que quando você perde a eleição, você tem o papel de oposição, de criticar, mas também você precisa deixar quem está na política tocarem a sua vida, ninguém é dono de ninguém. Acho que Neto sempre procurou dar essa liberdade, mas jamais se furtou de receber ninguém”, conclui.
Confira o trecho:
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Cláudio Villas Boas
"Iniciou esse contrato com a celebração do aditivo em 4 de junho de 25 agora, e a previsão contratual é que precisamos iniciar a construção da ponte em um ano após a assinatura desse contrato. Portanto, em junho de 26 iniciaríamos a construção. Logicamente, para isso, algumas etapas precisam ser desenvolvidas antes".
Disse o CEO do consórcio responsável pela ponte Salvador-Itaparica, Cláudio Villas Boas ao indicar que a data para o início da construção está marcada para junho de 2026.