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“A gente não tem soberania nacional porque faz discurso”, diz Lula ao defender submarino nuclear

Por Lucas Vieira

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quarta-feira (19), que o Brasil tenha mais investimentos e continuidade orçamentária para o projeto do submarino de propulsão nuclear da Marinha. A declaração ocorreu durante agenda em Iperó, no interior de São Paulo, onde Lula acompanhou o início da montagem da seção nuclear do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (Labgene).

 

“A gente não tem soberania nacional porque a gente faz discurso. O discurso é só palavra, que o adversário às vezes nem escuta. A gente tem que estar preparado para eles saberem que a gente vai ter força para poder dizer não. Que a gente vai ter força para poder dizer que vamos competir”, afirmou.

 

Para Lula, o país não pode manter uma postura de “cabeça baixa” e precisa desenvolver capacidade própria em áreas estratégicas. O presidente destacou que o submarino tem importância para a soberania brasileira, além de representar avanço tecnológico e geração de empregos qualificados.

 

Durante o evento, Lula lembrou que, em 2007, havia liberado R$ 1,4 bilhão para o projeto. Segundo ele, a expectativa era de que o orçamento tivesse continuidade para permitir o avanço da iniciativa. “Eu imaginava que depois daquela liberação, a gente não teria mais problema que ali o orçamento ia fluir de acordo com as necessidades para que tivesse continuidade na construção do nosso navio de propulsão nuclear, mas não aconteceu”, afirmou.

 

O presidente voltou a criticar a oscilação dos recursos destinados ao programa. Para ele, projetos dessa dimensão precisam ser tratados de forma diferente na elaboração do orçamento federal. “Isso tem que ser tratado como uma coisa especial”, declarou.

 

Lula também afirmou que o governo deverá buscar o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Petrobras para ampliar os investimentos no projeto. O presidente também defendeu o enriquecimento de urânio para fins pacíficos, como previsto na Constituição, e citou a possibilidade de desenvolvimento tecnológico voltado à produção de energia. 

 

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