Em sabatina, Ronaldo Mansur (PSOL) chama governo Jerônimo de "direita" e critica alianças com Geddel e Otto Alencar
Por Maurício Leiro / Daniel Araújo
O candidato ao governo da Bahia pela federação PSOL-REDE, Ronaldo Mansur, subiu o tom contra a atual gestão estadual e fez questão de demarcar as diferenças entre o seu partido e o governo de Jerônimo Rodrigues (PT). Durante sabatina na TV Aratu, ao ser questionado pelo jornalista Maurício Leiro, do Bahia Notícias, sobre o contraste entre o apoio nacional do PSOL a Lula e o lançamento de candidatura própria na Bahia, Mansur fez críticas aos rumos da política local.
O candidato lembrou que o PSOL apoiou Jerônimo no segundo turno das eleições de 2022, mas acusou o governador de ignorar as pautas apresentadas pela legenda. "Entregamos uma carta compromisso ao Jerônimo Rodrigues. Essa carta deve ter sido amassada e jogada no primeiro lixeiro que foi achado após a nossa reunião", disparou.
JERÔNIMO DE DIREITA
Para justificar a candidatura própria, Mansur listou uma série de insatisfações com o Executivo baiano, citando o que classificou como uma "política de segurança que não existe", além de falhas na saúde e na educação. Sobre este último ponto, criticou a postura do governo estadual diante da recusa dos professores em aderir à aprovação automática nas escolas.
O psolista fez ainda uma separação clara entre a boa relação que mantém com o Partido dos Trabalhadores e a sua visão sobre a atual administração. "Uma coisa é o PT, outra coisa é o governo. É um governo de direita", cravou.
Para embasar a afirmação, Mansur apontou o dedo para as alianças políticas firmadas pela gestão petista. "Quem tem Geddel Vieira Lima ao seu lado não pode fazer uma política de esquerda. Otto Alencar, que é filho do Carlismo, está ao lado do governo Jerônimo. Então, [o governo] não consegue imprimir uma política de esquerda na Assembleia Legislativa", argumentou.
APOIO NO SEGUNDO TURNO
Provocado por Maurício Leiro sobre a possibilidade de o PSOL voltar a apoiar o PT em um eventual segundo turno contra ACM Neto, Mansur preferiu desconversar e inverteu a lógica da pergunta.
"Esse cenário eu não vejo. O futuro a gente discute no futuro. Essa pergunta também era bom ser feita ao Jerônimo: em um eventual segundo turno, se ele apoiaria o PSOL?", rebateu o candidato, reafirmando que a legenda se apresenta como uma alternativa fora do "pacotão de 50 anos" que, segundo ele, governa a Bahia.
