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O candidato ao governo da Bahia pela federação PSOL-REDE, Ronaldo Mansur, subiu o tom contra a atual gestão estadual e fez questão de demarcar as diferenças entre o seu partido e o governo de Jerônimo Rodrigues (PT). Durante sabatina na TV Aratu, ao ser questionado pelo jornalista Maurício Leiro, do Bahia Notícias, sobre o contraste entre o apoio nacional do PSOL a Lula e o lançamento de candidatura própria na Bahia, Mansur fez críticas aos rumos da política local.
O candidato lembrou que o PSOL apoiou Jerônimo no segundo turno das eleições de 2022, mas acusou o governador de ignorar as pautas apresentadas pela legenda. "Entregamos uma carta compromisso ao Jerônimo Rodrigues. Essa carta deve ter sido amassada e jogada no primeiro lixeiro que foi achado após a nossa reunião", disparou.
JERÔNIMO DE DIREITA
Para justificar a candidatura própria, Mansur listou uma série de insatisfações com o Executivo baiano, citando o que classificou como uma "política de segurança que não existe", além de falhas na saúde e na educação. Sobre este último ponto, criticou a postura do governo estadual diante da recusa dos professores em aderir à aprovação automática nas escolas.
O psolista fez ainda uma separação clara entre a boa relação que mantém com o Partido dos Trabalhadores e a sua visão sobre a atual administração. "Uma coisa é o PT, outra coisa é o governo. É um governo de direita", cravou.
Para embasar a afirmação, Mansur apontou o dedo para as alianças políticas firmadas pela gestão petista. "Quem tem Geddel Vieira Lima ao seu lado não pode fazer uma política de esquerda. Otto Alencar, que é filho do Carlismo, está ao lado do governo Jerônimo. Então, [o governo] não consegue imprimir uma política de esquerda na Assembleia Legislativa", argumentou.
APOIO NO SEGUNDO TURNO
Provocado por Maurício Leiro sobre a possibilidade de o PSOL voltar a apoiar o PT em um eventual segundo turno contra ACM Neto, Mansur preferiu desconversar e inverteu a lógica da pergunta.
"Esse cenário eu não vejo. O futuro a gente discute no futuro. Essa pergunta também era bom ser feita ao Jerônimo: em um eventual segundo turno, se ele apoiaria o PSOL?", rebateu o candidato, reafirmando que a legenda se apresenta como uma alternativa fora do "pacotão de 50 anos" que, segundo ele, governa a Bahia.
Um dos caciques do MDB na Bahia, o ex-deputado federal e ex-ministro, Geddel Vieira Lima afirmou que o partido não será “barriga de aluguel” em meio às articulações políticas para a formação da chapa majoritária de 2026. A declaração foi publicada nas redes sociais neste domingo (29), após conversa com o deputado federal Elmar Nascimento (União) sobre o cargo de candidato a vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Na publicação, Geddel destacou que a legenda está aberta a novos quadros, mas impõe limites quanto à forma de ingresso. “O MDB estará sempre aberto a receber tantos quantos queiram participar como militantes, galgando seus espaços [...] mas sempre hermeticamente fechado aos que imaginam que o partido possa se prestar ao papel de barriga de aluguel”, escreveu.
O emedebista também afirmou que o partido não aceita que novos integrantes cheguem já ocupando posições de destaque. “No MDB, não dá para entrar e já sentar na janela”, disse, ao comentar especulações sobre possíveis filiações estimuladas “de fora para dentro”.
A manifestação ocorre após o Bahia Notícias revelar que o governador Jerônimo Rodrigues teria convidado Elmar Nascimento para integrar a chapa da reeleição em 2026, possivelmente como vice ou indicando um nome de sua confiança. Entre as alternativas discutidas estaria o deputado estadual Marcinho Oliveira.
Segundo a apuração, a negociação envolveria também a possibilidade de Elmar deixar o União Brasil, partido do ex-prefeito de Salvador ACM Neto, principal adversário de Jerônimo, e se filiar ao MDB até o início de abril.
Geddel já criticou o deputado federal publicamente em diversas oportunidades, inclusive, quando o parlamenar era ventilado como um possível ministro no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com isso, na publicação deste domingo, Geddel reforçou que o MDB já tem posição definida dentro da base governista e indicou que o nome do partido para a vice é o atual vice-governador Geraldo Júnior.
“Quando viemos apoiar a então frágil candidatura de Jerônimo Rodrigues, viemos inteiro [...] e o candidato a vice foi Geraldo Júnior. Ao se aproximar a reeleição, deixamos claro que, pela lealdade ao projeto, ao governador e ao partido, seria Geraldo Júnior o nome do MDB na chapa, e que não sentaríamos para negociar essa questão”, afirmou.
Um ataque contra a família brasileira. Assim o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente nas eleições de outubro, qualificou o desfile da Acadêmicos de Niterói, realizado na noite deste domingo (15). A escola fez uma homenagem à trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em postagens feitas em suas redes sociais, o senador condenou a homenagem da escola de samba, tachou o desfile de propaganda antecipada e disse que o Brasil “vive uma depravação moral generalizada, sem precedentes em sua história”. O candidato afirmou que vai protocolar ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Nossa ação contra os crimes do PT na Sapucaí, com dinheiro público, será protocolada rapidamente no TSE. Além dos ataques pessoais a Bolsonaro, eles atacaram o maior projeto de Deus na Terra: a família”, afirmou o senador do Rio de Janeiro.
Além de criticar o desfile em homenagem a Lula, Flávio Bolsonaro disparou também contra o ex-deputado Geddel Vieira Lima. O candidato a presidente lembrou vídeo recente que mostra Geddel dançando no Camarote Salvador na noite da última sexta (13).
“Se isso não lhe causa indignação, o vídeo de Geddel Vieira Lima, que teve aquelas famosas malas de dinheiro roubado apreendidas no seu apartamento, sapateando livre, leve e solto no carnaval também não devem lhe fazer mal né?”, disse.
Em suas postagens, Flávio Bolsonaro critica ainda a destinação de verbas públicas para o desfile da Acadêmicos de Niterói, e retoma a acusação de que a passagem da escola pela Sapucaí se travestiu de propaganda eleitoral favorável a Lula.
“Lula esfola o povo com aumento de impostos e usa esse mesmo dinheiro arrecadado para fazer campanha antecipada pra ele mesmo Sim, o dinheiro do suor do povo trabalhador brasileiro, que deveria ser devolvido à sociedade em forma de serviços públicos de qualidade, está sendo torrado num desfile de carnaval na cara de todos os brasileiros”, declarou o senador na rede X.
“Jair Bolsonaro foi tornado inelegível, na mão grande, por uma reunião com embaixadores e por discursar num carro de som que não custou um centavo de dinheiro público. Isso não ficará impune!”, finalizou o pré-candidato e principal adversário do presidente Lula.
O ex-deputado e ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) registrou um boletim de ocorrência após se envolver em uma briga dentro do condomínio Interlagos, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. O episódio ocorreu na madrugada desta quinta-feira (1°).
Segundo o site Informe Baiano, Geddel estava sozinho em uma mesa quando um homem, ainda não identificado, se aproximou e passou a fazer provocações verbais ao político. Diante da situação, o ex-ministro teria reagido de forma imediata, desferindo um soco.
A discussão evoluiu em seguida para uma troca de agressões físicas, com os dois envolvidos chegando a cair no chão durante a confusão. Seguranças do condomínio intervieram para separar a briga e evitar que o confronto tomasse maiores proporções.
Amigos de Geddel Vieira Lima também ajudaram a conter os ânimos e encerrar o episódio. Após o ocorrido, foi registrado um boletim de ocorrência. A Polícia Civil já colheu o depoimento do ex-ministro, e o caso segue sob apuração.
Jaime Vieira Lima, primo do ex-ministro Geddel e ex-deputado federal Lúcio assumiu a presidência do MDB na Bahia nesta segunda-feira (8).
Jaime, que é vice do partido, assumiu o cargo após o comandante estadual da legenda, Alex Futuca sair do posto para se dedicar à pré-candidatura à prefeitura de Ibirataia, município do Médio Rio de Contas.
Com o clipe da música "Boca de Lobo", o rapper Criolo retrata o cenário sociopolítico do Brasil. As imagens abordam fatos, como o rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, confrontos policiais e o recente incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Outra referência apontada no vídeo é o bunker com R$ 51 milhões, atribuído ao ex-ministro baiano Geddel Vieira Lima (MDB).
O político foi preso em decorrência da operação que detectou o montante armazenado em caixas e malas, em um apartamento no bairro da Graça, em Salvador, em setembro do ano passado. Atualmente, ele cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, e responde pelos crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro (saiba mais aqui e aqui).
Dirigido por Denis Cisma, o vídeo traz ainda um clima apocalíptico de ficção científica, com ratos e cobras gigantes tomando o espaço público em meio à destruição. Já a letra da música, composta por Criolo em parceria com com Nave e Daniel Ganjaman, rebate também o racismo, o tráfico de drogas e as condições de saúde pública no país.
Desafeto notório de Geddel Vieira Lima, o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, repercutiu nas redes sociais a descoberta de um bunker usado pelo político baiano para guardar dinheiro proveniente de propina (clique aqui e saiba mais). “Não posso dizer que estou propriamente surpreso. Mas, de fato, é espantoso”, escreveu Calero ao compartilhar a notícia. “Que República é essa? Depois de testemunhar o ‘homem de mais inteira confiança’ de Temer correndo com mala de dinheiro, hoje descobre bunker do seu mais próximo Ministro, por quem pediu favores especiais, e que se vangloriava de amizade de décadas. Detalhe: envolvidos soltos”, acrescentou ele, lembrando ainda o caso de Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor de Temer que foi flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil de propina paga pela JBS. Ao final, Calero diz ainda: “Agradeço a Deus todos os dias pelo discernimento, pela fortaleza, e por ter me livrado dessa gente inescrupulosa”. O ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, deixou o governo Temer após denunciar as investidas de Geddel Vieira Lima que tentava pressioná-lo para que o Iphan liberasse a construção do La Vue, edifício situado em Salvador, no qual o político baiano possuía um imóvel.
Demais, demais! Agradeço a Deus todos os dias pelo discernimento, pela fortaleza, e por ter me livrado dessa gente inescrupulosa. https://t.co/7IspgBr4fb
— Marcelo Calero (@caleromarcelo) 5 de setembro de 2017
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.