Silogismo no PSD aponta Edvaldo Brito como suplente de Jaques Wagner ao Senado
Por Mauricio Leiro
Para os desavisados, o silogismo é a estrutura básica do raciocínio dedutivo na lógica aristotélica. Por base, ela consiste em um argumento formado por três proposições, de forma interligada: duas premissas - uma geral e uma específica - que conduzem a uma conclusão. Essa tem sido a aposta do PSD para emplacar o ex-vereador de Salvador Edvaldo Brito na suplência do senador Jaques Wagner (PT).
O espaço, que ainda segue sendo alvo de forte disputa, principalmente entre o PSD e o PSB. A disputa pela primeira suplência de Wagner envolve atualmente dois nomes que vêm sendo citados nos bastidores políticos: a deputada federal Lídice da Mata, presidente estadual do PSB, e o ex-prefeito de Salvador Edvaldo Brito, ligado ao PSD. Lídice aposta no diálogo direto com Wagner. O movimento teria também relação com uma "volta" da deputada ao Senado como forma de gratidão, além da atuação da parlamentar em Salvador.
Edvaldo tem como âncora o próprio partido. Em ato mais recente, a bancada do PSD na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) divulgou apoio público à indicação de Edvaldo para a vaga.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou, durante a caminhada do 2 de Julho, que a primeira suplência do senador Jaques Wagner (PT) está acordada para o PSD, mas deixa claro que não tem nada fechado até o momento. "Existe um acordo feito com o PSD para que a suplência seja do PSD. Estamos dialogando com Otto [Alencar, presidente do PSD na Bahia] e Wagner está mediando. Estamos no prazo e vamos construir isso com muita naturalidade", disse Jerônimo.
Por isso, a cúpula do partido tem analisado a situação pela lente de Aristóteles: "Se Jerônimo Rodrigues sinalizou ao PSD. O PSD definiu Edvaldo, logo… é Edvaldo". O apontamento tem encontrado ressonância dentro do partido. Veremos se a conclusão será acompanhada de um martelo batido.
