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A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro negou, nesta terça-feira (3), que ele tenha se irritado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que estivesse dando recados políticos de possível delação premiada. A nota da defesa de Vorcaro procurou negar comentário da jornalista Monica Bergamo, publicado em sua coluna na Folha de S.Paulo.
Segundo a colunista da Folha, o banqueiro teria manifestado irritação cada vez maior com o presidente Lula, pelas declarações contrárias a ele. No dia 23 de janeiro, por exemplo, durante um evento em Maceió, Lula disse que o pobre no Brasil é sacrificado “enquanto que um cidadão do Banco Master deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões”.
Monica Bergamo afirma que Vorcaro, em conversas com interlocutores, teria afirmando que declarações desse tipo do presidente Lula ajudariam a piorar a sua situação jurídica. O banqueiro também teria feito chegar ao Palácio que ele tem conexões com políticos próximos a Lula, como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner (PT-BA), além de ter contratado Guido Mantega e Ricardo Lewandowski a pedido desses políticos.
Interlocutores de Vorcaro disseram ainda à colunista da Folha que ele teria condições de “dragar o PT” para o centro do escândalo se viesse a se decidir por tornar públicas informações e fatos constrangedores para o governo federal.
A nota da defesa de Daniel Vorcaro nega essas conversas e diz que ele não fez qualquer manifestação nesse sentido. Leia abaixo a nota na íntegra:
“É falsa a alegação de que Daniel Vorcaro teria se irritado com o presidente da República ou feito qualquer tipo de manifestação nesse sentido. Também são falsas as ilações sobre vazamentos ou recados políticos atribuídos a ele.
Daniel Vorcaro é, inclusive, um dos maiores prejudicados por vazamentos seletivos e pela divulgação de versões distorcidas dos fatos. Atribuir a ele comportamentos ou intenções sem que tenha sido sequer consultado configura narrativa indevida”.
O líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (PT), confirmou que indicou o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski para atuar como consultor jurídico do Banco Master. Segundo as informações, um escritório da família do jurista recebeu mais de R$ 5 milhões em um contrato que previa o pagamento de R$ 250 mil por mês
As transações continuaram por quase dois anos após a ida de Ricardo Lewandowski para o Ministério da Justiça no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em nota à coluna Andreza Matais, do Metrópoles, Jaques Wagner disse que foi procurado por uma pessoa da direção do Banco Master “um bom jurista e lembrou de Ricardo Lewandowski”.
Na mesma nota, Wagner reiterou que não teria sido o responsável pela indicação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para o Master. No caso de Mantega, o contrato seria ainda maior: cerca de R$ 1 milhão por mês. O objetivo seria ajudar a viabilizar a venda do Master para o BRB.
“Apesar da barrigada da matéria sobre a contratação de Guido Mantega pelo banco, da qual jamais participou, neste caso o senador Jaques Wagner foi consultado sobre um bom jurista e lembrou de Ricardo Lewandowski, que havia acabado de deixar o Supremo Tribunal Federal. Seguramente, o banco achou a sugestão adequada e o contratou”, diz a nota enviada pela assessoria.
A jornalista Andreza Matais revelou nesta segunda-feira (26), em sua coluna no site Metrópóles, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve um encontro no Palácio do Planalto com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e a conversa durou cerca de uma hora e meia. O encontro teria acontecido em dezembro de 2024, e contou também com a participação do então indicado por Lula para presidir o Banco Central, Gabriel Galípolo (ele só viria a tomar posse no dia 1º de janeiro de 2025).
Segundo Andreza Matais, a reunião com Vorcaro no Palácio do Planalto não foi incluída na agenda oficial do presidente Lula. Além do presidente e de Galípolo, também estiveram presentes os ministros da Casa Civil, Rui Costa, da Casa Civil, e das Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Ainda conforme Andreza Matais, o então CEO do Banco Master, Augusto Lima, também esteve presente na reunião e tratou sobre uma suposta articulação dos grandes bancos para prejudicar o Master e concentrar o poder do mercado. O ex-ministro Guido Mantega é apontado como o responsável por conseguir a reunião de Vorcaro com Lula.
Uma nota publicada na coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, antecipou essa informação sobre Mantega. Segundo o colunista, Guido Mantega não só conseguiu um encontro de Vorcaro com Lula, mas ainda teria feito lobby no Banco Central para a aprovação da operação de venda do Master ao BRB e também pela não intervenção no banco de Vorcaro.
O Banco Master contratou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para atuar como assessor, por indicação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A remuneração acertada teria sido de R$ 1 milhão por mês.
Entre julho e novembro de 2025, em sua atuação como consultor do Master, Mantega recebeu cerca de R$ 16 milhões em honorários. O ex-ministro da Fazenda nos dois primeiros mandatos de Lula só chegou ao Master após a intervenção direta de Jaques Wagner. Antes disso, o governo havia recuado da indicação do ex-ministro para o Conselho de Administração da Vale, após questionamentos do mercado.
A coluna da jornalista Andreza Matais expôs ainda que o presidente Lula teria pedido a Gabriel Galípolo para tratar a situação do Master com isenção depois que ele assumisse a presidência do BC. Foi na gestão de Galípolo que o Banco Central vetou a negociação entre o Master e o BRB e decretou a liquidação da instituição financeira de Daniel Vorcaro com a alegação de uma fraude de R$ 12 bilhões.
Banco Master teria contratado Guido Mantega por R$ 1 milhão ao mês após articulação de Jaques Wagner
O Banco Master contratou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para atuar como assessor, por indicação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A remuneração acertada teria sido de R$ 1 milhão por mês, segundo apuração da coluna de Andreza Matais, do portal Metrópoles.
A contratação ocorre em contraste com declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante evento em Maceió (AL), na sexta-feira (23), Lula fez duras críticas ao Master — sem citar o banco nominalmente — ao acusar o controlador da instituição, Daniel Vorcaro, de promover um “golpe de mais de R$ 40 bilhões” e cobrar “falta de vergonha na cara” de quem o defende. O discurso destoou das ligações mantidas anteriormente entre integrantes do núcleo petista e o grupo financeiro.
Mantega só chegou ao Master após a intervenção direta de Jaques Wagner. Antes disso, o governo havia recuado da indicação do ex-ministro para o Conselho de Administração da Vale, após questionamentos do mercado. Apesar de privatizada, a mineradora ainda sofre influência do governo federal por meio de concessões públicas e de investimentos realizados por fundos de pensão de estatais. Interlocutores do mercado chegaram a classificar a indicação de Mantega como uma interferência indevida do presidente Lula na empresa.
No Banco Master, a principal missão de Mantega era facilitar a venda da instituição controlada por Vorcaro ao BRB. Ele prestou serviços de consultoria até poucas semanas antes de o Banco Central decretar a liquidação do Master, em novembro do ano passado. Os valores pagos ao ex-ministro teriam alcançado ao menos R$ 11 milhões.
Dentro do banco, a relação política mais próxima de Jaques Wagner era com Augusto Lima, sócio de Vorcaro e ex-CEO da instituição. Lima também mantém amizade com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e esteve presente no palanque do evento em que Lula fez as críticas ao banco, reforçando os vínculos entre os envolvidos.
Em meio a essas articulações, Mantega esteve ao menos quatro vezes no Palácio do Planalto em 2024, sempre recebido pelo chefe de gabinete de Lula, Marcola. As visitas ocorreram nos dias 22 de janeiro, 1º de abril, 29 de outubro e 4 de dezembro, no 3º andar do prédio. As agendas oficiais registraram apenas a expressão “encaminhamento de pauta”, sem detalhamento.
O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Tássio Brito, destacou que a renovação dos quadros petistas nas chapas proporcionais devem se dar por idade e por ideias. Defendendo a candidatura de Jaques Wagner, um dos principais caciques do partido, ele aponta que apesar da idade e do tempo de política, o líder partidário aponta o senador como um propulsor de renovação.
“O PT faz um debate importante sobre renovação, que tem a ver com a idade e tem a ver com as ideias. Jacques Wagner tem sido, ao longo dos anos, o maior porta-voz de uma política renovada. Eu sou fruto disso, diversas pessoas que estão no partido, que estão ocupando espaço, são fruto disso. O próprio governador Jerônimo é fruto disso”, aponta o líder da legenda.
Ele garante, no entanto, que “nas nossas chapas proporcionais nós estamos no mesmo caminho, temos diversos nomes novos que estão chegando para com força política”. Tássio cita Fabya Reis e Juvenilson Passos, como dois nomes importantes.
Brito avaliou ainda a importância e a validade da Federação Brasil da Esperança, ao lado dos partidos aliados PCdoB e PV. O gestor partidário nega que a federação seja prejudicial à formação de uma bancada petista na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e no Congresso Federal.
“Nós estamos em diálogo constante entre a federação para que a gente possa construir uma chapa onde os três partidos da federação possam se fortalecer, onde a gente consiga ter não só aqueles que vão ganhar a eleição, mas construir nomes que deem a chapa também a robustez necessária para que a gente amplie nossos espaços”, afirma.
Segundo ele, “a conversa está muito boa com o PCdoB e com o PV, acho que nós vamos encontrar o caminho para ter uma chapa onde a gente possa ampliar a nossa votação e ampliar a nossa representação”, conclui.
O União Brasil ingressou com uma representação eleitoral contra o senador Jaques Wagner (PT) no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), nesta quinta-feira (22), por atos relacionados à divulgação de pesquisas eleitorais.
O partido questiona a citação, feita pelo parlamentar em entrevista à TV Baiana, de uma pesquisa do instituto AtlasIntel que apontaria vitória do governador Jerônimo Rodrigues (PT) no primeiro turno. A ação, classificada pelo próprio tribunal, aborda como temas centrais a “Divulgação de Pesquisa Eleitoral Fraudulenta” e a “Divulgação de Pesquisa Eleitoral Sem Prévio Registro”.
O ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), abriu espaço para diálogo com o senador Angelo Coronel na oposição ao grupo petista, como resposta a uma possível chapa “puro-sangue” do Partido dos Trabalhadores (PT) na eleição. Em entrevista coletiva, nesta quinta-feira (15) durante a Lavagem do Bonfim em Salvador, o líder da oposição teceu críticas ao grupo petista e garantiu que, no caso de uma chapa com Jerônimo, Rui Costa e Jaques Wagner, “os três vão perder de uma vez só”.
“Depois de 20 anos, eles não conseguem mais separar o que é o público do que é o partidário. Então, eles se acham numa posição de tal força política que podem impor três do PT. Vão perder os três de uma vez só, é o que eu acredito. Os três vão perder de uma vez só. Nós vamos pegar essa panela, vamos fazer ela entornar e ela vai virar de uma vez só e a gente começa a construir uma nova história em 2026”, afirma.
Sobre o diálogo com o senador Angelo Coronel, que até então não foi confirmado como candidato à reeleição, ACM diz que “se o [Angelo] Coronel quiser fazer parte disso e quiser continuar senador, existe espaço para dialogar conosco. Nós só vamos tratar desse assunto se houver essa possibilidade”.
O vice-presidente nacional do União Brasil comenta ainda sobre a presença do governador do Goiás, Ronaldo Caiado, durante a celebração do Bonfim. Neto afirma que a pré-candidatura do goiano ao Palácio do Planalto segue mantida e tem o apoio do grupo. “A pré-candidatura dele foi lançada aqui em Salvador em abril do ano passado, eu estou com ele [Ronaldo Caiado] e vamos seguir juntos”.
A fala ocorre após o representante do União afirmar, durante evento em Ilhéus, que poderia apoiar “qualquer candidato” contra Lula, incluindo o senador Flávio Bolsonaro. ACM garante, no entanto, que Caiado “é o pré-candidato a presidente do União Brasil, agora até outubro, muitas coisas vão acontecer, muito diálogo pela frente há de se fazer temos que respeitar a possibilidade de conversar com todos os partidos que fazem oposição PT”, afirma.
Ainda sobre as eleições, o ex-prefeito de Salvador afirma que vai deixar a chapa em aberto até abril, no período de oficialização das candidaturas. “Não tem nenhuma razão para ser antes disso. A gente vai acompanhar os fatos, vai ver o desdobramento do que acontece com Jerônimo e companhia. Não que eu dependa dele, mas também não vou resolver o problema deles e eu não tenho pressa”, sucinta.
Ele garante ainda que, o que é possível confirmar é a candidatura do então líder do PL na Bahia, João Roma. “A gente vai ajustando e mudando as coisas, agora, com relação a João Roma, ele é o pré-candidato ao Senado hoje. Claro que isso depende da própria confirmação dele, mas eu acho que é natural hoje a pré-candidatura de João ao Senado, ao nosso lado. Isso seria já uma definição natural e vai se consolidando”, completa.
Ex-integrante da base do governador Jerônimo Rodrigues, o deputado estadual Nelson Leal (PP) ironizou a estratégia adotada por aliados do PT na Bahia, que sugerem que a oposição tem o hábito de “abandonar” aliados. “Vamos fazer uma chapa aonde todos os partidos e todas as lideranças serão contempladas. Nós não temos aqui, diferente do que tem dito [Jaques] Wagner, a característica de abandonar nossos aliados”, defendeu Leal, durante Lavagem do Bonfim na manhã desta quinta-feira (15).
A fala acontece em meio à repercussão da possível saída do senador Angelo Coronel (PSD) da chapa governista para dar lugar ao ex-governador Rui Costa (PT), renunciando à própria reeleição. “Eu tenho certeza, assim como todos, que estamos ansiosos pela definição do senador Coronel. Obviamente que, diferentemente do governo, nós somos inclusivos. Foi assim com Lídice da Mata, é, foi assim com o João Leão e está sendo agora com o Coronel”, provocou o ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
Apesar do tom, que incluiu citações a prefeitos que seriam da base de Jerônimo ou que foram candidatos pela base e perderam as eleições que “foram esquecidos, foram excluídos”, o deputado confessou que o momento da política em que “todos estão conversando”. “o diálogo sempre algo que é muito comum na política”, completou.
Um conjunto de desgastes entre Ricardo Lewandowski com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e com a Secretaria de Comunicação Social (Secom) teria levado à saída do ex-ministro da Justiça da pasta, no Governo Federal. De acordo com publicação do O Globo, Lewandowski estaria ainda sofrendo “fogo amigo” dos colegas de Esplanada.
Ele deixou o cargo em meio a falta da aprovação da principal bandeira de sua administração: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A tramitação pode retardar por conta da incerteza sobre o novo comando do ministério.
Segundo a publicação, Lewandowski estaria se sentido mais contrariado por alguns de seus colegas de governo. Conforme interlocutores da gestão, isso teria ocorrido de uma forma mais clara durante a ideia de criar uma secretaria extraordinária vinculada à Casa Civil para concentrar as ações do governo na área da segurança pública.
Mesmo não sendo aprovada por Lula, Lewandowski entendeu que havia uma pressão interna para enfraquecer o seu ministério. Em uma tensa reunião no mês de novembro, ele chegou a questionar se Rui teria interesse em seu cargo.
“Se quiser a segurança pública, pode ficar para você”, disse.
Nos bastidores da administração federal, Lewandowski apontou que não se sentia “bem tratado” pelo governo e se sentia isolado nas articulações no Congresso.
Após a saída de Lewandowski, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), Rui Costa e o ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, têm defendido uma indicação em conjunto. O nome da ala baiana para comandar a pasta é o de Wellington Cesar Lima e Silva, advogado-geral da Petrobras.
Wagner é um dos principais apoiadores do nome de Wellington ao cargo. Quando era governador da Bahia, ele chegou a indicar César para o comando do Ministério Público do estado. Já Rui e Sidônio atuam de forma mais discreta para indicar o chefe do jurídico da Petrobras.
O senador Jaques Wagner (PT) afirmou que a formação da chapa governista ao Senado será definida com consenso e unidade, destacando que o grupo político iniciado em 2007 deve manter a coesão. Segundo ele, as discussões envolvem a vaga do governador, as duas vagas de senador e os suplentes.
“Estamos discutindo, tem a vaga do governador, a vaga dos dois senadores, vaga de suplentes, e se a gente tiver bom senso e maturidade, der valor àquilo que mais importa, esse grupo que começou em 2007 só fez todo mundo crescer. Esse grupo é fértil, quem entra aqui dentro cresce, quem planta aqui dentro colhe”, disse Wagner.
O senador afirmou que o diálogo tem sido conduzido com equilíbrio e que não vê motivo para divisões internas. “Não vejo motivo para trabalhar com cisão. É óbvio que há um aperto, três bons nomes para duas vagas, mas a gente vai resolver. O importante é que a Bahia leve, a partir do ano que vem, dois senadores de muita pujança, de muita segurança, para defender os interesses do povo baiano e do governo do presidente Lula”, completou.
Wagner também comentou que as conversas com Otto Alencar (PSD), Ângelo Coronel (PSD) e Diego Coronel (PSD) têm ocorrido de forma contínua. “Já tem muito tempo que a gente está amassando esse barro. Todo mundo reconhece que uma chapa com dois ex-governadores e um governador é uma chapa de muito peso político. Os três já estiveram juntos com Jerônimo [Rodrigues]. Quem está apostando em racha vai queimar a língua”, afirmou.
O senador ainda negou que haja qualquer tipo de negociação relacionada à presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) ou à família Coronel como parte da composição da chapa.
“Nunca negociei, todas as conversas que tive não passaram por isso. A família até disse que não tem interesse em vice, e a presidência da Assembleia depende de uma eleição secreta dentro da Casa, no ano que vem, que será com uma composição diferente. Colocar isso na mesa é inócuo, não tem sentido. Vamos resolver essa questão dentro da chapa mesmo, sem mexer em outros cantos”, pontuou.
O senador Jaques Wagner (PT) esclareceu durante entrevista, nesta segunda-feira (22), sobre o caso da condução da votação do Projeto de Lei da Dosimetria no Senado. Segundo o petista baiano, a bancada do governo já estaria derrotada nesta votação.
Wagner apontou um diálogo com o senador Otto Alencar (PSD-BA) e afirmou que o grupo governista não teria mais como reverter este cenário
“O jogo estava jogado. Remanescia uma hipótese que era Otto dar uma vista de 5 dias e iria cair para o ano que vem. E, na minha opinião, a gente não ia ganhar nada. Aí fizemos essa combinação, porque o jogo já estava jogado. O que eu queria também era votar pra poder a gente terminar o ano com o orçamento votado. Então fui lá e fizemos essa combinação”, disse Wagner durante entrevista à rádio Metrópole.
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O senador ainda reforçou que é contra a mudança na dosimetria e explicou sobre a derrota sofrida no Congresso Nacional. “Queria esclarecer, eu nunca defendi e nem votei a favor do PL da dosimetria. O PT fechou contra a dosimetria, o governo do presidente Lula orientou votar contra esse processo, mas cada partido orientou [os senadores] como queria, e infelizmente a votação foi 48 a 25. A votação foi semelhante ao que teve na Câmara”, revelou.
O ex-governador da Bahia disse que fez a condução somente para conseguir um objetivo. "Não vendi democracia nenhuma, o presidente Lula já disse que vai vetar e nós votamos contra. Mas democracia é isso: quem tem maioria ganha. Não tinha maioria nem na Câmara nem no Senado. [...] Só fiz condução para atingir um objetivo que nós tínhamos. Não negociei dosimetria, não negociei nenhuma dessas pautas fundamentais para o governo brasileiro e para minha consciência também que sou contra a dosimetria”, completou.
A advogada Carina Cristiane Canguçu Virgens foi nomeada como desembargadora do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (18), em publicação do Diário Oficial da União (DOU). A vaga, deixada por Vicente Buratto em agosto de 2023, enfrentou reviravoltas jurídicas que atrasaram a nomeação, deixando o posto em aberto por mais de um ano.
No TRE-BA, Canguçu já ocupava a cadeira de juíza substituta, ficando no cargo por dois mandatos consecutivos (2019-2021 e 2022-2024).
Conforme revelado pelo Bahia Notícias em novembro, a nomeação para a vaga deixada por Vicente Buratto foi alvo de disputa entre dois ex-governadores da Bahia, o senador Jaques Wagner (PT), e o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Na lista tríplice, enquanto o congressista apostava no nome de Carina Canguçu, Rui depositava as fichas no advogado Rafael Sá Santana.
Ele, inclusive, já atuou em processos do desembargador e futuro presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), José Edivaldo Rocha Rotondano.
A LISTA
Em agosto de 2024, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção do terceiro nome que integrava a lista, o advogado José Leandro Pinho Gesteira, ao declarar a inidoneidade do causídico para participar da disputa. Com a exclusão, o advogado Fabiano Mota Santana foi convocado pelo Pleno do TJ-BA para compor a lista tríplice final.
Com 52 votos favoráveis, 14 contrários e uma abstenção, em primeiro turno, e com 52 votos favoráveis, 15 contrários e uma abstenção, em segundo turno, o Senado aprovou, na noite desta terça-feira (9), a proposta de emenda à Constituição que estabelece o marco temporal para a demarcação de terras indígenas. A PEC segue agora para análise da Câmara dos Deputados.
A tramitação da proposta, de autoria do senador Dr. Hiran (PP-RR), foi encurtada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O texto não passou por análise da Comissão de Constituição e Justiça e teve debates reduzidos no plenário.
Os senadores aprovaram um substitutivo apresentado por Esperidião Amin (PP-SC). O texto aprovado insere na Constituição a tese do marco temporal, determinando que somente poderão ser demarcadas as terras ocupadas ou disputadas até a data da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988.
Ao apresentar seu relatório, Amin lembrou que, desde 1934, todas as Constituições reconheceram implicitamente o princípio do marco temporal, estabelecendo que os povos indígenas têm direito à posse da terra “em que eles se encontram”. Ele elogiou a conduta do ministro Gilmar Mendes na busca de “uma luz de harmonia, de bom senso e de acordo”.
“O marco temporal, por mais vezes que o Supremo decida que ele não existe ou não vale, ele vale, sim, porque tudo que nós fazemos na nossa vida respeita o marco temporal”, disse Amin.
A PEC ratifica os termos de uma lei sobre o marco temporal aprovada pelo Congresso em 2023, visando conferir segurança jurídica ao processo de demarcação de terras indígenas.
Durante a votação, os senadores ainda incluíram um ponto para prever indenização a fazendeiros e a garantia de que proprietários rurais podem participar do processo de demarcação, além de veto para aumento de territórios.
A decisão final representa uma derrota a comunidades indígenas e para o governo, que se colocava contra a votação da PEC. O senador líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse considerar que a proposta precisava ser mais discutida entre os senadores e retira direitos de comunidades.
“Essa matéria é de uma importância extremamente alta. Foi texto da Constituição de 1988″, afirmou Wagner. “A culpa não é dos indígenas. A responsabilidade é de sucessivos governos que não cumpriram a Constituição”, disse Wagner.
O senador Jaques Wagner votou contra a proposta. O voto “não” foi acompanhado pelo senador Otto Alencar (PSD-BA). Já o senador Angelo Coronel (PSD-BA) votou pela aprovação da PEC.
A CPI do INSS rejeitou, nesta quinta-feira (4), por 19 votos a 12, a convocação de Fábio Luiz Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os 32 membros da comissão, houve uma abstenção, a Bahia contou com apenas um representante, o senador Jaques Wagner (PT).
Líder do governo no Senado, Wagner votou contra o pedido apresentado pela oposição. Ele acompanhou o argumento da base de que a convocação teria caráter político, e não técnico, uma vez que Fábio Luís não é investigado nem figura como alvo formal das apurações conduzidas pela CPI.
Em entrevista à TV Verdes Mares, em Fortaleza, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse não ter entendido o porquê da polêmica em torno da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para assumir a cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Lula está nesta quarta-feira (3) na capital cearense para participar de diversos eventos.
Além de dizer não entender a polêmica, Lula afirmou que espera ver o problema resolvido em breve.
“Não é o primeiro ministro que eu indico. Eu já indiquei oito ministros. Eu simplesmente escolho uma pessoa, mando para o Senado, e o Senado, então, faz um julgamento para saber se a pessoa está qualificada ou não”, disse Lula.
Apesar de ter dito que indicou oito ministros, na verdade, em seus três mandatos, o presidente Lula alcança a sua 11ª indicação ao Supremo agora com Messias. No seu primeiro mandato, entre 2003 e 2006, Lula indicou Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski.
No segundo mandato, entre 2007 e 2010, o líder petista indicou Menezes Direito e Dias Toffoli. Agora no terceiro mandato, Lula já indicou Cristiano Zanin, Flávio Dino e Jorge Messias.
‘Eu estou muito tranquilo com relação a isso, eu cumpri com o meu papel, mandei um nome que entendo que tem qualificação profissional para ser ministro da Suprema Corte. Qualificação comprovada”, afirmou Lula na entrevista.
O presidente Lula fez a indicação de Jorge Messias para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. A escolha de Messias desagradou profundamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que sempre defendeu o seu colega Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
A indicação de Messias levou o presidente do Senado a romper relações com o líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA). Alguns dias depois da decisão de Lula, Alcolumbre marcou a sabatina do indicado para o dia 10 de dezembro, e escolheu o senador Weverton (PDT-MA) como relator.
Diante da insistência de Alcolumbre em não atender aos apelos de lideranças governistas por mais tempo para a realização da sabatina, o Palácio do Planalto passou a atrasar o envio ao Senado da mensagem presidencial contendo a indicação do governo. Sem a mensagem, havia o entendimento que não poderia ser realizada a sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Com a demora do governo no envio da mensagem, o presidente do Senado decidiu nesta terça-feira (2) cancelar a realização da sabatina. Ao fazer o anúncio, Alcolumbre fez críticas à posição do governo de demorar no envio da mensagem.
“Após a definição das datas pelo Poder Legislativo, o Senado Federal foi surpreendido com a ausência do envio da mensagem escrita, referente à indicação já publicada no Diário Oficial da União e amplamente noticiada. Esta omissão, de responsabilidade exclusiva do Poder Executivo, é grave e sem precedentes. É uma interferência no cronograma da sabatina, prerrogativa do Poder Legislativo”, afirmou Davi Alcolumbre.
O presidente do Senado não marcou uma nova data para a realização da sabatina, que ficou para 2026. Lideranças governistas tentam articular um encontro entre o presidente Lula e Alcolumbre para que eles possam conversar sobre o tema e chegar a um entendimento a respeito da indicação ao STF.
O radialista e ex-prefeito de Salvador, Mário Kértesz, comentou sobre sua relação de amizade com o senador Jaques Wagner (PT), o qual governou a Bahia entre 2007 e 2014, e avaliou que o “maior legado” de seu governo foi ter “desarmado” o estado, após encerrar com a sequência de mandatos de governadores ligados ao carlismo. Em entrevista ao podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (1), o radialista também relembrou o início de sua relação pessoal com Wagner e o início das passagens de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela Bahia.
“Quando eu fui para a rádio fui a primeira pessoa a abrir espaço para a oposição. Lula não tinha nenhum cargo a não ser a presidência do PT, quando ele vinha para a Bahia eu entrevistava ele na Band e ele ia à rádio para gravar programas para o PT. Daí abri espaço Wagner e todo pessoal do PT, que eram meus adversários. Com Wagner realmente acabei tendo uma relação muito boa. Eu acho que o maior legado de Wagner não são as obras que ele fez, claro, mas o legado imaterial de ter desarmado a Bahia, porque a Bahia era carlista. Ele é sem dúvida nenhuma, para mim, a maior liderança do PT aqui na Bahia, apesar, ressaltando também a liderança de Rui Costa, que é muito forte”, disse Mário Kértesz.
Questionado sobre quem seria a maior figura política da Bahia, entre Wagner e Antônio Carlos Magalhães (ACM), o radialista evitou “cravar” um nome e afirmou que seria fazer um “distanciamento histórico” para fazer a classificação.
“Eu não classificaria, sabe o porquê? A gente precisaria fazer um distanciamento histórico para poder fazer isso. É difícil. Por exemplo, quando a gente fala de Brasil, muita gente fala de Getúlio Vargas, JK e muita gente bota Lula nisso também. Eu acho que Lula ainda vai estar nesse bolo, mas ele ainda é presidente e o fato dele ser pode fazer com que ele acerte muito como pode fazer com que ele cometa erros terríveis que levem ele para o lixo da história. No caso, ACM já tem o lugar dele e Wagner é realmente um grande líder, mas deixa ele terminar a carreira dele [risos]”, avaliou o radialista.
Otto Alencar lamenta rompimento entre Alcolumbre e Jaques Wagner e revela encontro com Jorge Messias
O senado Otto Alencar (PSD) lamentou o rompimento político entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT), em razão da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao Bahia Notícias, Otto afirmou que conversou com o presidente do Senado para que as tensões não sejam transferidas para o âmbito pessoal e, também, revelou que teve um encontro com Messias durante esta semana.
Otto relembrou o “sonho” de Alcolumbre para a indicação do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para a vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso, mas reforçou que a prerrogativa é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além disso, o senador baiano, que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, responsável por realizar a sabatina de indicados ao STF, também reforçou que os trâmites para a indicação de Messias ao Supremo seguirão o Regimento Interno “de forma ética”.
“E esse rompimento político não pode ser o deixar de se cumprimentar, deixar de se falar, porque não cabe isso no Parlamento. Você pode até discordar do ponto de vista político, ideológico, doutrinário, mas tem que conversar, tem que estabelecer essa relação cordial e respeitosa. Eu conversei com o Davi ontem sobre isso, ele me ouve bastante, eu tenho aconselhado a ele a ouvir e procurar o caminho. É claro que ele sonhava, como muitos senadores sonhavam, com a indicação do Rodrigo Pacheco, mas a indicação do ministro do Supremo é a atribuição exclusiva do presidente da República”, comentou Otto.
“Messias está conversando com os senadores, conversou comigo, inclusive. Eu já o conhecia, e da minha parte, não terá procedimento que não seja dentro do regimento, em termos do Senado Federal, sendo da forma ética e correta”, completou.
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À reportagem, Otto também citou a ausência de Alcolumbre e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) durante a cerimônia de sanção do Projeto de Lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para R$ 5 mil. Segundo Otto, há uma “fissura” o Lula e o Congresso Nacional em razão da indicação de Jorge Messias.
“Ontem, quando o presidente Lula foi sancionar o projeto que isenta o Imposto de Renda, não estavam presentes nem o Davi, nem o Hugo Motta na solenidade. Então, é uma situação que eu acho que tanto o presidente Davi como o Hugo, como o presidente Lula, precisam conversar pelo bem do Brasil, encontrar um entendimento que, pelo menos, as principais matérias de interesse do povo brasileiro sejam aprovadas. Agora, no final do ano, tem uma delas que é vital, que é a aprovação do Orçamento Geral da União, que nós chamamos de LOA”, comentou o senador.
Na terça (25), Davi Alcolumbre, em coletiva junto de Otto Alencar, anunciou que será no próximo dia 10 de dezembro a sabatina de Jorge Messias. Na ocasião, o presidente do Senado também confirmou que o senador Weverton (PDT-MA) será o relator da indicação.
A CCJ é a comissão onde o indicado ao STF será sabatinado pelos senadores. Após a sabatina e posterior, a indicação terá que ser analisada pelo plenário, e Messias precisará de 41 votos para ser confirmado como ministro.
Em meio à ofensiva do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para acelerar a sabatina de Jorge Messias, indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao STF, o governo federal vem buscando o apoio do senador Otto Alencar (PSD-BA) com a intenção de evitar a realização da apreciação do nome do advogado-geral da União.
Otto Alencar é o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que vai realizar a sabatina e votação da indicação de Jorge Messias para a vaga aberta no STF desde a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. A estratégia do governo para evitar a data de 10 de dezembro marcada por Alcolumbre é contar com Otto para adiar a sabatina.
Como forma de municiar uma ação de Otto Alencar para adiar a sabatina, o governo Lula ainda não enviou ao Senado a mensagem oficial com a indicação de Jorge Messias ao STF. Essa mensagem contém também o currículo do indicado por Lula, e que será apreciado pelos senadores da CCJ.
Diante da demora no envio da mensagem, Otto Alencar disse nesta quarta-feira (26) que o calendário da sabatina pode vir a ser alterado.
“O governo não mandou nem a mensagem [presidencial] ainda. Eu pensava que tinha mandado, fiz um calendário e o calendário foi para o telhado”, disse Otto a jornalistas.
Como a indicação de Messias pelo presidente Lula foi publicada no Diário Oficial em 20 de novembro, já se passaram seis dias sem que o governo tenha enviado a mensagem ao Senado. Essa demora é incomum.
No caso das indicações mais recentes feitas neste terceiro mandato de Lula, o envio da mensagem teve trâmite bem mais rápido do que o atual.
O ministro Cristiano Zanin, por exemplo, foi indicado em 1º de junho de 2023 no Diário Oficial e a mensagem ao Senado foi encaminhada no dia 2 de junho. Já Flávio Dino foi indicado em 27 de novembro de 2023 no Diário Oficial e a mensagem ao Senado foi encaminhada na mesma data.
Apesar da demora do governo no envio da mensagem e de declarações do líder Jaques Wagner (PT-BA) de que o ideal seria que a sabatina ocorresse apenas no ano que vem, circulou a informação no final da tarde, no Senado, de que Davi Alcolumbre quer manter a sabatina para 10 de dezembro, mesmo sem o recebimento do comunicado formal que anuncia a indicação de Messias.
Há quem defenda que o envio da mensagem é apenas uma praxe, e que não há uma norma legal que exija esse tipo de procedimento para a realização da sabatina. O que valeria seria a publicação da indicação no Diário Oficial da União, que saiu em uma edição extra em 20 de novembro de 2025, feriado da Consciência Negra.
Nesta queda-de-braço com Alcolumbre, o Palácio do Planalto tenta convencer Otto Alencar a adiar a sabatina, como forma de ganhar tempo e para que Jorge Messias tenha condições de procurar os senadores e conquistar votos. Já aliados do presidente do Senado afirmam que ele não vai acolher a argumentação do Planalto e vai pressionar Otto Alencar para que a sabatina seja mesmo realizada em 10 de dezembro, reduzindo assim as chances de Messias de fazer campanha por sua indicação.
O senador Jaques Wagner (PT) comentou, nesta segunda-feira (24), sua relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à GloboNews, Wagner afirmou que soube que o senador estaria “chateado” com ele, mas disse desconhecer as razões.
“Recebi notícias de que Alcolumbre estava chateado comigo ou rompido comigo. Confesso que não sei o motivo. Sempre tentei colaborar com ele. Nesse episódio agora do Messias, houve uma chateação, mas foi uma escolha do presidente [Lula]. Eu nunca faltei com a verdade nem com o Rodrigo Pacheco, nem com Davi”, declarou.
O mal-estar teria relação com a indicação de Jorge Messias para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente Lula (PT) optou pelo advogado-geral da União, contrariando setores do Congresso que defendiam o nome do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Wagner disse acreditar que Lula deve conversar diretamente com Alcolumbre para dissipar o desconforto.
Uma tensão entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), e o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT), atinge um ponto máximo e foi formalizada por Alcolumbre como uma ruptura definitiva nesta sexta-feira (21). O rompimento, descrito como definitivo por Alcolumbre coloca em xeque a dinâmica de poder no Senado com a base governista.
A informação foi publicada pela colunista Daniela Lima, do UOL. Procurado por senadores preocupados em compreender a extensão do distanciamento entre os dois líderes, Alcolumbre foi direto e taxativo sobre a situação. "Não existe mais relação institucional ou pessoal entre mim e ele. E é definitivo", teria respondido o presidente do Senado.
Com essa declaração, a articulação política da casa muda, visto que a relação entre o presidente da Casa e o líder do governo é crucial para a pauta de votações e a tramitação de projetos de interesse do Executivo.
Aliados de Alcolumbre relataram que a irritação do senador do Amapá aumentou após o petista Jaques Wagner tentar minimizar publicamente o desconforto entre eles, que já haviam travado uma discussão acalorada no plenário no início desta semana.
A indicação para o Supremo Tribunal Federal do advogado-geral da União, Jorge Messias, feita nesta quinta-feira (20) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pode vir a desencadear uma crise sem precedentes na relação entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), e o Palácio do Planalto.
Segundo reportagem da CNN, confirmada também em matéria do site UOL, o presidente do Senado teria se recusado a conversar nesta quinta com o líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA). O petista teria procurado Alcolumbre e o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para conversar, mas as tentativas de contato teriam sido rejeitadas.
Tido como o maior fiador de uma indicação de Rodrigo Pacheco para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no STF, Alcolumbre, segundo os relatos ouvidos pela CNN, contou ter deixado claro que não iria mais atender Wagner. Teria inclusive sugerido que apagassem o número de seu celular.
Antes de ficar incomunicável, diz o Uol, Alcolumbre teria feito questão de avisar a aliados que Lula não o comunicou previamente da escolha e que rompeu com Jaques Wagner.
O governo está ciente do tamanho da confusão. “Vamos fazer o quê?”, disse um ministro de Lula ao Uol. “Deixar o Alcolumbre indicar o ministro Supremo? É crise? Vamos enfrentar”, concluiu essa fonte.
O site afirma ainda que entre os aliados de Alcolumbre, há quem pregue acelerar a tramitação da indicação de Messias ao STF, pautar rapidamente a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e, no mesmo dia, levar o nome do advogado geral ao plenário. Tudo para que o governo não tenha tempo de articular uma reação.
Ainda nesta quinta, o presidente do Senado já teria iniciado uma rodada de ligações a colegas para comunicar que votará contra a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias. Segundo um dos senadores para quem Alcolumbre telefonou, o presidente do Senado disse que irá "trabalhar contra" o nome escolhido por Lula.
Passado mais de um ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não efetivou a nomeação para a vaga de desembargador do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) aberta com o fim do mandato de Vicente Buratto, em agosto de 2023. A lista tríplice para o posto foi formada somente dois meses depois, após a conclusão dos trâmites na advocacia e no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Porém, reviravoltas jurídicas atrasaram a conclusão do processo. No entanto, Carina Cristiane Canguçu, Rafael de Sá Santana e Fabiano Mota Santana aguardam pela indicação de Lula há mais de 12 meses.
No centro da disputa estão padrinhos de peso. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, pendem para Rafael Sá Santana e Carina Cangussú, respectivamente. E, diante do impasse, a lista tríplice segue sem uma definição para a cadeira no TRE-BA.
Nos bastidores, é avaliado que Wagner defende a indicação de Carina Cristiane Canguçu. Em outra frente, Rui seria contrário ao apoio do correligionário, tendendo a pedir pela nomeação de Rafael de Sá Santana. O advogado, inclusive, atuou em processos do desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, candidato à presidência do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), e pode ganhar um reforço extra caso ele seja eleito para comandar a Corte baiana.
FORMAÇÃO DA LISTA
Em agosto de 2024, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção do terceiro nome que integrava a lista, o advogado José Leandro Pinho Gesteira, ao declarar a inidoneidade do causídico para participar da disputa. Com a exclusão, o advogado Fabiano Mota Santana foi convocado pelo Pleno do TJ-BA para compor a lista tríplice final.
Diferentemente dos outros dois concorrentes, Fabiano Mota Santana é tratado como “azarão”, por não reunir um apoiador político de peso como os demais candidatos. Com o ingresso tardio na lista tríplice, o advogado teve menos tempo para iniciar articulações pela nomeação e, ao chegar no processo, Carina Cangussú e Rafael de Sá Santana já figuravam como favoritos.
Enquanto Lula não formaliza uma resolução para o caso — em especial diante do embate nos bastidores entre dois auxiliares próximos —, a vaga para o TRE da Bahia permanece aberta.
Durante a discussão na Comissão de Assuntos Econômicos sobre o projeto que eleva a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, nesta quarta-feira (5), o senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) alertou que o governo federal precisa fazer uma correção anual da faixa de isenção.
Para Oriovisto, sem essa atualização anual dos valores, o projeto acabaria se transformando em um “estelionato eleitoral”.
“Esse projeto pode se transformar na maior fraude eleitoral que o Brasil já assistiu, se não forem tomadas algumas providências”, afirmou o senador Oriovisto.
O senador explicou que se o patamar da isenção não for anualmente corrigido, o projeto estaria enganando os eleitores.
“Se essa tabela não for corrigida, já em 2027, se uma pessoa que ganhava R$ 4900 em 2026, tiver um aumento de 5% no seu salário, ele volta a pagar Imposto de Renda, por ter saído da tabela de isenção. Então é um presente que se está dando ao eleitor com prazo definido”, disse o senador do PSDB, levantando a hipótese de que os contribuintes seriam “beneficiados em um ano e enganados no outro”.
O líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), falou depois e disse concordar com as alegações do senador Oriovisto, de necessidade de haver correção anual da tabela. Jaques Wagner também afirmou que vai sugerir ao Ministério da Fazenda um projeto de lei para estabelecer a correção anual obrigatória.
“Te afianço que vamos corrigir, tanto em cima como embaixo”, declarou Wagner, destacando que também a faixa de cobrança dos chamados “super-ricos”, que ganham acima de R$ 600 mil, precisaria ser retificada a cada ano.
Pela discussão que aconteceu entre os senadores, surgiu a ideia de que o governo federal envie ao Congresso Nacional uma proposição que possa prever uma política nacional de atualização dos valores de isenção do Imposto de Renda sobre a pessoa física.
A ideia sobre o projeto ainda não deixa claro os critérios que poderiam ser estabelecidos sobre a atualização, se será sobre toda a tabela ou somente dos valores do projeto aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos que estabelecem novo patamar de isenção do imposto e a faixa de tributação da alta renda.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou por volta de 10h nesta terça-feira (21) com destino à África do Sul, onde seu voo fará escala antes de prosseguir para a Indonésia. Lula seguiu viagem sem fazer o anúncio da indicação do futuro ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) na vaga deixada por Luís Roberto Barroso.
Havia a expectativa em Brasília de que o presidente Lula indicaria ainda nesta terça o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, para o lugar de Barroso. Lula inclusive teve um encontro na noite desta segunda (20) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para comunicar sua escolha.
Segundo disse o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), ao site G1, Alcolumbre defendeu junto a Lula a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga de Luís Roberto Barroso no STF. Jaques Wagner esteve com Lula antes de o presidente da República embarcar para a Ásia.
Na conversa nesta manhã, Lula teria detalhado como havia sido a reunião a sós com Alcolumbre, no Palácio da Alvorada. O líder do governo disse que, na agenda entre os presidentes, Alcolumbre voltou a defender o nome de Pacheco.
Para Jaques Wagner, no entanto, Lula tem “convicção firmada” em torno da escolha de Jorge Messias para a cadeira.
“Eu que agendei a conversa [entre Lula e Alcolumbre]. Era o que eu esperava: ele [Alcolumbre] foi defender o nome do Pacheco. Se o presidente [Lula] disse se já escolheu ou não escolheu [o indicado], eu não sei. Não gosto de me precipitar. Acho que ele [Lula] está com a convicção firmada”, disse o senador baiano.
O líder confirmou que o presidente Lula só fará a indicação na próxima semana, quando voltar de viagem. Antes da definição, Lula deve se reunir com Rodrigo Pacheco e com o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), para comunicar a sua escolha por Messias.
De acordo com Jaques Wagner, apesar das movimentações de Alcolumbre, o presidente Lula “continua convencido” de que Rodrigo Pacheco deve ser candidato a governador de Minas Gerais em 2026.
“É pública a torcida dele [Alcolumbre] pelo Rodrigo [Pacheco]. Acho absolutamente normal. O presidente continua convencido de que o melhor nome para disputar o governo de Minas é o Rodrigo”, declarou Wagner ao Uol.
A União dos Municípios da Bahia (UPB) e a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Conder) assinaram nesta segunda-feira (20) a autorização para a execução das obras de reforma e ampliação da sede e do auditório da entidade, em Salvador. O convênio foi formalizado durante o encontro estratégico “Parceria que Transforma”, promovido pela própria UPB.
A requalificação do espaço será financiada por recursos provenientes de emenda parlamentar do senador Jaques Wagner (PT). A obra será executada pela Conder, sendo vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Sedur).
Para viabilizar a ampliação, foram cedidos 6 mil metros quadrados de terreno adjacente à área onde a UPB está instalada. O projeto de reforma prevê a requalificação completa do auditório, a construção de um foyer, coxia e camarim, além da pavimentação e ampliação do estacionamento na área externa.
Imagem de políticos dialogando | Foto: Divulgação
O presidente da Conder, José Trindade, alega que a intervenção promete mudanças significativas. “A Conder tem o compromisso de melhorar a qualidade dos equipamentos públicos. Essa obra simboliza o fortalecimento do municipalismo e da integração entre as instituições, garantindo um novo espaço de diálogo e capacitação para os gestores baianos”, afirma.
Wilson Cardoso, presidente da UPB e prefeito de Andaraí, ressaltou a cooperação entre os entes federativos. “Estamos no caminho de um trabalho com muita união entre Município, Estado e Governo Federal, para garantir qualidade de vida para quem vive no interior. Esse é o objetivo maior”, declara.
O evento “Parceria que Transforma” reuniu 252 prefeitos baianos e marcou o lançamento do programa “Nova UPB: Governança de Verdade”. A agenda também incluiu a apresentação das ações da Federação dos Consórcios Públicos da Bahia (FECBahia) e da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb).
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) participou da cerimônia e aproveitou a ocasião para anunciar um novo aporte de investimentos no âmbito da parceria Bahia-Brasil, destinando mais de R$ 365 milhões para a construção de novas unidades de saúde em 129 municípios do estado.
O deputado estadual Niltinho (PP) se reuniu, nesta sexta-feira (17), com representantes do PSB, sigla vinculada à base governista na Bahia, para discutir os termos de uma possível filiação em março do ano que vem. O parlamentar faz parte do grupo de progressistas que já anunciaram a saída do partido após a formalização da federação entre PP e União Brasil, a principal sigla de oposição ao governo de Jerônimo Rodrigues.
A reunião, que ocorreu no escritório do senador Jaques Wagner (PT) em Salvador, contou com a presença do próprio petista, da deputada Lídice da Mata, que também atua como presidente estadual do PSB; o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Angelo Almeida.
Atualmente, Niltinho é o presidente da bancada progressista na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
O senador Otto Alencar (PSD-BA) afirmou que a decisão sobre uma eventual permanência do ministro da Casa Civil, Rui Costa, no governo federal, em vez de disputar as eleições estaduais, é uma questão exclusiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em tom conciliador, o presidente do PSD na Bahia ressaltou que a base aliada na Bahia mantém um pacto sólido, sustentado pela confiança e pela unidade entre Lula, Rui Costa, o senador Jaques Wagner e o governador Jerônimo Rodrigues.
“Essa é uma questão interna do presidente da República. É ele que vai decidir como vai aceitar, como vai fazer. Eu sou aliado e luto, como sempre, pela sustentação da aliança, que é muito sólida. É um pacto de solidez muito grande com Lula, com Wagner, com Rui e com Jerônimo. Então nós vamos encontrar uma solução lá na frente”, afirmou Otto.
Segundo o senador, qualquer definição sobre o papel de Rui Costa no cenário eleitoral será tomada no “primeiro ou no terceiro andar do Palácio do Planalto”, em referência ao gabinete do presidente Lula, ou no “COI com Jerônimo”, como se refere ao núcleo político do governo baiano.
“Quem vai decidir isso são os dois que vão para a reeleição. Sempre quem vai para a reeleição coordena e organiza a sua reeleição. O que vai organizar a de Lula é Lula”, pontuou o senador.
Otto Alencar reforçou ainda que não há pressa nem ansiedade quanto às definições políticas de 2026. Ele destacou sua postura de serenidade e compromisso com o trabalho parlamentar. Caso Rui seja candidato ao Senado, como almeja, é especulada a saída de Angelo Coronel (PSD) da chapa majoritária de 2026, formando o que os petistas chamam de "chapa dos sonhos" com dois ex-governadores, incluindo ele próprio e Wagner, e o atual governador como candidato à reeleição.
“Eu não tenho pressa para isso, não tenho ansiedade. Sou muito tranquilo, a minha vida sempre foi serena. Estou cumprindo meu mandato e tenho procurado trabalhar com dedicação, como fiz ao longo da minha vida inteira, muito intensa no trabalho. Vamos aguardar os fatos”, declarou.
O senador reafirmou a confiança na manutenção da aliança que sustenta o grupo político no estado e no governo federal. Para ele, os compromissos firmados entre as lideranças do campo governista devem ser honrados.
“Acho que não vamos ter problema. Compromisso é para ser cumprido. Há uma frase em latim que diz pacta sunt servanda, que significa que o pacto deve ser cumprido. Ou então dictum et factum: dito e feito. Diga e faça. É por aí”, completou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estará na Bahia, nesta quinta-feira (9). Com agenda em Camaçari, para a inauguração da fábrica da montadora chinesa BYD, e em Maragogipe, para anúncio de investimentos da Petrobras e do Ministério de Portos e Aeroportos, Lula pode trazer na bagagem outra oferta, porém, para o ministro da Casa Civil, Rui Costa.
Aliados do presidente Lula tem indicado ao Bahia Notícias que o presidente irá formalizar um “convite” ao ministro, para que ele seja o responsável pela gestão federal - uma espécie de primeiro-ministro, durante o período de campanha, em 2026. O “apelo” para Rui “comandar” o governo e centralizar as demandas durante a atuação política de Lula a partir do próximo ano, além de demonstrar prestígio, desataria o impasse da chapa majoritária na Bahia.
Os recentes movimentos de Rui, de reafirmar a própria candidatura ao Senado, podem ter como resposta do presidente Lula o convite ao ministro. O ato seria o “primeiro passo” de uma articulação mais ampla, garantindo a possibilidade reeleição de Angelo Coronel, com a presença do senador Jaques Wagner (PT) na chapa e conservando a parceria do PT com o PSD no âmbito estadual. Ao ex-governador Rui Costa seria prometida a vaga para disputar o Senado, em 2030, quando o finaliza o mandato do senador Otto Alencar — que se aposentaria da política.
Para além do protagonismo nacional, a atuação de Lula também iniciaria o processo de pacificação nacional com o PSD, conforme indicaram os mesmos aliados do presidente. A relação ainda teria arestas por aparar, principalmente com relação ao nome que o partido apoiaria para a presidência da República, onde também possui um pré-candidato, o governador do Paraná, Ratinho Jr., Além disso, a relação do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seria outro ponto a ser “contornado” mediante a ação nacional de pacificação.
BIRRA PASSADA?
A escolha do senador Angelo Coronel para a chapa majoritária nesta eleição carrega também a escolha feita em 2018. Anteriormente, ao BN, interlocutores do PT na Bahia indicaram que Lula possuiria uma certa “birra” com Coronel, não somente por conta da atuação do senador após ser eleito. Aliados ao governo baiano também confidenciaram que, já em 2018, durante o processo de escolha de Coronel para integrar a chapa majoritária, em uma troca com a então senadora eleita pelo grupo, a atual deputada federal Lídice da Mata (PSB), Lula já teria sinalizado resistência na escolha.
Inclusive, um caso específico, durante um evento pré-eleitoral, na residência do deputado federal Valmir Assunção (PT) traduziria a birra. Lula teria sido direto sobre o desejo de não trocar Lídice por Coronel. “Mas precisa mesmo trocar? Acho melhor não”, revelou a fonte ao Bahia Notícias.
FUTURO
Como não há um sucessor definido para Lula, Rui Costa também deve ficar de olho nessa possibilidade. Caso assuma o “comando” do governo em 2026, durante a campanha eleitoral, o ministro da Casa Civil permaneceria fortalecido em um virtual segundo mandato, mantendo-o como uma opção para herdar o legado político do presidente.
O interesse de Rui em ser candidato à presidência da República não é novo e esbarra em outros nomes, considerados mais próximos de Lula e do PT de São Paulo, como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Candidato substituto de Lula em 2018, o futuro do ex-prefeito de São Paulo também é incerto em 2026, quando pode ser lançado no pleito ao Senado ou ao governo paulista — para enfrentar um franco-favorito Tarcísio de Freitas (Republicanos), cuja própria candidatura não é confirmada.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou, nesta terça-feira (7), que o Hamas “deve ser exterminado”, durante sessão solene do Senado em homenagem às vítimas dos ataques de 7 de outubro de 2023, em Israel. A declaração foi proferida no plenário durante o ato em memória das vítimas; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não compareceu à solenidade.
Em seu discurso, Wagner, que é judeu, qualificou os ataques de 2023 como “covardes” e ressaltou a importância de não confundir o Estado de Israel com as opções políticas de seu governo. “O Hamas tem que ser exterminado, mas o governo de Israel, não. Hoje é um, amanhã será outro”, declarou o senador.
Wagner também criticou a condução do governo de Benjamin Netanyahu e defendeu que o valor da vida humana não pode ser hierarquizado por crença religiosa. Segundo o parlamentar, parte da população israelense também discorda das escolhas da atual liderança do país.
Ao final, o senador defendeu o diálogo e a busca por um cessar-fogo, afirmando que “o acordo de paz só existe quando as partes beligerantes concordam em encontrá-la”. (Atualizado às 16h14 para adicionar que o senador Jaques Wagner é judeu)
Sem nenhum voto contrário, apesar de parlamentares da oposição atribuírem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a culpa pelo tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos, foi aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, nesta terça-feira (16), projeto que exclui do arcabouço fiscal os gastos emergenciais voltados a mitigar os efeitos do aumento das tarifas.
O projeto, o PLP 168/2025, foi apresentado no mês de agosto pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Na reunião, os senadores da CAE também aprovaram a urgência para a matéria, que agora seguirá direto para ser apreciada no plenário.
De acordo com a proposta do senador baiano, os gastos de medidas para mitigar o tarifaço e beneficiar principalmente o setor exportador não seriam considerados nas metas de resultado primário e no limite de despesas previsto no arcabouço fiscal. O projeto foi relatado na CAE pelo senador Veneziano Vital do Rego (MDB-PB).
Na justificativa do projeto, o senador Jaques Wagner disse que a taxação americana atinge 36% do valor total de produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos em 2024 (US$ 14,5 bilhões de um total exportado de US$ 40,4 bilhões).
Para o líder do governo, as tarifas podem gerar prejuízos a empresas de regiões do país e pôr em risco milhões de empregos.
“A proposição legislativa delineia o escopo, a temporalidade e o custo das medidas a serem adotadas, de modo a não comprometer o compromisso com a gestão fiscal responsável, ao mesmo tempo em que viabiliza medidas de preservação do emprego e apoio aos exportadores brasileiros e seus fornecedores afetados pela taxação unilateral imposta pelos Estados Unidos”, argumentou Jaques Wagner.
O texto do projeto isenta despesas e renúncias fiscais de algumas exigências previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal como a demonstração de que o gasto estava previsto lei orçamentária anual.
As despesas que o projeto retira dos limites do Novo Arcabouço Fiscal, até o final de 2026, dizem respeito aos R$ 30 bilhões para empréstimos e renúncias fiscais anunciados pelo governo no início do mês de agosto, a partir da edição da medida provisória 1.309/2025.
O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou, em reunião realizada neste sábado (23), em Brasília, a nova composição de sua Executiva Nacional. O baiano Éden Valadares, ex-presidente do PT Bahia, foi eleito o novo secretário nacional de Comunicação.
Éden Valadares chega ao cargo com uma trajetória de experiências, a exemplo da coordenação de campanhas majoritárias, como as dos ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa. À frente do PT Bahia, ficou conhecido por sua identificação com um projeto de renovação da sigla.
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Foto: Reprodução
Valadares, em sua primeira declaração no novo cargo, reconheceu os avanços recentes da comunicação do partido, mas defendeu a necessidade de ir além. “Evoluímos muito no quesito comunicação, mas não podemos acomodar. É preciso ter ousadia para inovar e nos aproximar da nossa base, dos nossos eleitores e das novas gerações”, afirmou.
Ao comentar os desafios da nova gestão, o secretário destacou que a orientação do presidente Edinho Silva é clara: “O foco está na reeleição de Lula e em derrotar esse projeto fascista, seja ele apoiado de forma implícita ou explícita”. Valadares também enfatizou o caráter inovador de Edinho, citando a criação da pioneira Secretaria Nacional de Nucleação. “Como Edinho é um inovador na organização partidária, ele aponta que os núcleos de base devem ser instâncias raízes do PT, ele também quer inovação na área da comunicação”, completou.
Além da nomeação de Éden Valadares, a Executiva Nacional do PT terá outro destaque baiano. Vera Lúcia Barbosa, a Lucinha do MST, foi reeleita para comandar a Secretaria Nacional de Movimentos Populares. Sua permanência garante a continuidade do trabalho de diálogo e fortalecimento da relação do partido com os movimentos sociais de todo o país.
O senador Jaques Wagner (PT) se pronunciou, nesta quinta-feira (14), sobre o procedimento ortopédico realizado nesta manhã. Segundo ele, a realização ocorreu com sucesso.
Além disso, o senador agradeceu as mensagens que recebeu, relatou que iniciou o processo de recuperação e, mesmo debilitado, vai acompanhar as discussões e decisões do Congresso Nacional.
"Tudo correu bem com o meu procedimento ortopédico, realizado na manhã de hoje. Agora tem início o processo de recuperação. Agradeço as mensagens de apoio e espero retomar as atividades presenciais o mais rápido possível. Seguirei acompanhando, remotamente, as discussões e decisões do Congresso Nacional", escreveu ele.
O senador baiano é líder do PT no Senado Federal e, enquanto permanecer fora, o seu colega, o senador Rogério Carvalho (PT-SE), torna-se líder do Planalto na Casa Alta, de forma interina.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), vem articulando para que o presidente estadual do PT-BA, Éden Valadares, assuma o comando da secretaria de comunicação do diretório nacional do partido. O cargo é considerado um dos mais importantes do PT e cobiçado por diferentes correntes petistas.
Segundo informações da coluna Igor Gadelha, do Metrópoles, Wagner já começou a trabalhar pela escolha de Éden Valadares, que integra o grupo político do senador na Bahia.
No início de julho, Valadares foi eleito para compor a Direção Nacional do partido durante o 17º Encontro Nacional do Partido dos Trabalhadores, realizado em Brasília.
O dirigente já presidiu o PT da Bahia e coordenou campanhas políticas de Wagner e do atual ministro da Casa Civil, Rui Costa. Valadares também já foi chefe de gabinete do senador.
Uma nova pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas, em parceria com o Bahia Notícias, traz os contornos da disputa pelo Legislativo Federal em 2026 na Bahia. Os levantamentos para o Senado indicam a liderança dos ex-governadores Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) nos cenários estimulados.
No cenário espontâneo, quando o nome dos candidatos não é apresentado, a maioria dos eleitores baianos ainda demonstra indecisão. O percentual de "Não sabe/não opinou" atinge 87,3%. Entre os nomes citados, Jaques Wagner (1,8%) e Rui Costa (1,4%) aparecem com as maiores menções, seguidos por Otto Alencar (PSD) (1,1%) e ACM Neto (União) (0,9%).

Já no primeiro cenário estimulado, onde os eleitores podiam citar até dois candidatos para Senador, os resultados são os seguintes:
Rui Costa soma 44,5% e é seguido por Jaques Wagner (34,4%) e pelo ex-ministro da Cidadania João Roma (PL), com 23,8%. Na sequência aparecem o senador Angelo Coronel (PSD), com 13,4%; Márcio Marinho (Republicanos), com 7,0%; Adolfo Viana (PSDB) 6%; Marcelo Nilo (Republicanos) 4,8% e Zé Cocá (PP) 4,6%. Entre os que não sabe ou não opinaram a porcentagem soma 6,6. Nenhum/Branco/Nulo: 14,9%.

Com a ausência de Angelo Coronel no segundo cenário estimulado, a distribuição dos votos pulveriza, mas a liderança de Rui Costa e Jaques Wagner permanece:
Rui Costa: 45,7%
Jaques Wagner: 35,7%
João Roma: 24,6%
Márcio Marinho: 8,9%
Adolfo Viana: 7,3%
Marcelo Nilo: 6,4%
Zé Cocá: 4,8%
Não sabe/Não opinou: 7,0%
Nenhum/Branco/Nulo: 15,3%

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O levantamento ouviu 1620 eleitores, em 66 municípios, entre os dias 25 e 29 de julho de 2025 e possui intervalo de confiança de 95%, com margem de erro de 2,5%.
Abrir portas, intensificar o diálogo, conversar para buscar soluções sem abdicar da defesa da soberania nacional. Foi desta forma que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), classificou os encontros mantidos nesta terça-feira (29) pela comitiva de senadores que se encontram em Washington, nos Estados Unidos.
A missão oficial do Senado, composta por oito parlamentares, iniciou nesta segunda (28) as primeiras reuniões para estabelecer diálogos em prol do fim da guerra tarifária. O tarifaço aos produtos brasileiros deverá ser colocado em prática pelo governo dos Estados Unidos a partir de 1º de agosto.
“Se você perguntar: tem expectativa imediata? Imediata, não, mas a política é isso mesmo. A gente sai para pescar todo dia, nem todo dia pesca um bom peixe. Mas, se não sai para pescar, não leva peixe nunca. Nós estamos vindo, abrindo portas, conversando”, declarou Jaques Wagner a jornalistas ao sair de um encontro com empresários.
O senador baiano ressaltou que a missão é um processo contínuo: “Estamos fazendo o serviço completo. Falamos com os empresários ontem, aqui vamos falar com a classe política. Estamos acumulando conquistas, abrindo diálogos, fazendo networking”, disse o senador.
Jaques Wagner é um dos oito senadores que estão nos EUA participando desta missão oficial. Os outros senadores são Carlos Viana (Podemos-MG), Rogério Carvalho (PT-SE), Nelsinho Trad (PSD-MS), Esperidião Amin (PP-SC), Teresa Cristina (PP-MS), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e Fernando Farias (MDB-AL).
Wagner disse que após conversar com empresários, os senadores vão se encontrar ainda com a classe política. “Estivemos com um democrata, vamos falar com um republicano”, explicou. “Tem que ser um jogo combinado empresários e a política, e tem que coçar no bolso, tem que falar com as empresas americanas que elas vão perder”, completou o senador Jaques Wagner.
A missão de senadores brasileiros segue até quarta (30) nos Estados Unidos, quando pela manhã os parlamentares participarão de coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil em Washington, para fazer um balanço da missão.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), indicou, nesta segunda-feira (28), que deve ser difícil o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiar a implementação do aumento em 50% das tarifas sobre os produtos brasileiros. Em Washington, capital política dos EUA, Jaques Wagner participa de uma comitiva de senadores que tentam negociar com empresários e parlamentares americanos.
“Eu acho que não (sobre as tarifas serem adidas). O que a gente está fazendo é diplomacia parlamentar. É preciso que os governos se entendam. A gente está aqui para contribuir”, declarou o senador baiano, durante entrevista coletiva. A reunião desta segunda ocorreu na casa da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti, com a presença dos senadores brasileiros e americanos, além do ex-diretor geral da Organização Mundial do Comércio Roberto Azevêdo.
Segundo O Globo, a missão oficial ocorre entre os dias 28 e 30 de julho e até o momento, não há previsão de encontro dos senadores com nenhum representante do governo de Donald Trump. O líder da comitiva, Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, declarou que isso é tarefa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“A nossa missão tem um intuito principal, que é distensionar essa relação entre o Brasil e os Estados Unidos com a nossa contraparte parlamentar. A partir do momento que a gente conquistar isso, penso que a missão já vai ter seu primeiro ponto, no sentido de proporcionar ambiente e caminho para quem tem a prerrogativa de negociar, que não somos nós, mas sim o governo federal, possa assim fazer.”
Os senadores se reúnem com empresários americanos nesta segunda-feira e com parlamentares tanto dos partidos Republicano como Democrata na terça-feira. A comitiva é formada por senadores da oposição e da base do governo Lula, sendo eles Tereza Cristina (PP-MS) e Marcos Pontes (PL-SP), ex-ministros do ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos senadores Rogério Carvalho (PT-SE), Carlos Viana (Podemos-MG), Fernando Farias (MDB-AL) e Esperidião Amin (PP-SC). As informações são di jornal O Globo.
“Vamos nessa defender o Brasil, os nossos empregos e os nossos empresários”. A afirmação foi feita pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), ao falar da missão de senadores que irá aos Estados Unidos tentar negociar um recuo no aumento das tarifas, prometido para o dia 1º de agosto.
A elevação das tarifas em 50% para todos os produtos brasileiros foram anunciadas no dia 14 de julho pelo presidente norte-americano, Donald Trump. No vídeo divulgado nesta quarta-feira (23), Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que não interessa ao Brasil ter uma briga com os Estados Unidos.
“Essa missão é um gesto na política de dizer que o Brasil está disposto a defender os seus interesses, defender a nossa soberania, e queremos dialogar, até porque tem uma carta enviada pelo governo brasileiro desde 16 de maio que até agora não foi respondida”, disse o líder.
Além de Wagner, a comitiva é composta por Nelsinho Trad (PSD-MS), Rogério Carvalho (PT-SE), Tereza Cristina (PP-MS), Fernando Farias (MDB-AL), Marcos Pontes (PL-SP), Esperidião Amin (PP-SC) e Carlos Viana (Podemos-MG). O grupo viajará para Washington, nos Estados Unidos, entre os dias 29 e 31 de julho, durante a última semana do recesso parlamentar brasileiro.
No vídeo, o senador Jaques Wagner disse ainda que o objetivo é defender o Brasil, os empregos e empresários do país. “Espero que a gente tenha sucesso, porque não nos interessa ter uma briga em uma amizade de 206 anos que nós temos com os americanos”, declarou o senador baiano.
A viagem da comitiva de senadores brasileiros vem sofrendo uma tentativa de esvaziamento nos Estados Unidos por ação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do comentarista político Paulo Figueiredo. Os dois vêm atuando há meses para convencer o governo norte-americano a aplicar sanções a autoridades brasileiras.
Paulo Figueiredo disse ao site Uol que ele e Eduardo Bolsonaro se posicionaram contra a realização de reuniões dos senadores brasileiros com autoridades do Departamento de Estado, assim como com o senador republicano Rick Scott, de Illinois. Como resultado, segundo Figueiredo, as agendas com os senadores teriam sido negadas.
Uma emenda do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), no projeto de lei complementar (PLP) que atualiza o Código Eleitoral, sugere que o uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais seja restringido. A medida foi aprovada pelo relator, Marcelo Castro (MDB-PI).
O texto proíbe candidatos de realizar ou compartilhar peças feitas com IA que simulem pessoas físicas ou personagens, baseados ou não em pessoas reais, com o intuito de favorecer ou prejudicar candidaturas, persuadir o eleitor com narrativas de aparência documental ou atuar como apresentador de programa ou propaganda política.
Para Wagner, a emenda tem como objetivo garantir a lisura do processo eleitoral. “A vedação proposta visa impedir que candidaturas se beneficiem de recursos tecnológicos que simulem falas, presenças ou performances, com aparência de veracidade, burlando os limites do discurso político legítimo”, argumenta Wagner.
O senador baiano Jaques Wagner (PT) celebrou, nesta quarta-feira (2), o processo gradual de nacionalização do 2 de julho, data que celebra a Independência do Brasil na Bahia. Em entrevista, o petista garante que esse reconhecimento está cada vez mais próximo.
“O ato do presidente da República, Lula, de assinar ontem um projeto de lei que transforma o dia hoje em Dia Nacional da Consolidação da Independência, é mais um passo nesse sentido. O Brasil precisa conhecer a verdadeira história. Pedro fez um gesto importante, proclamou, e os baianos resistiram a tentativa dos portugueses de nos manter como colônia. Morreu muita gente, estão aí as nossas heroínas, e, portanto, valorizar o dia de julho é valorizar a luta do povo brasileiro, do povo baiano”, disse o senador.
Figura de grandes articulações governistas no Congresso Nacional, Wagner defende que a relação entre os Poderes deve ser harmônica, porém as medidas de judicialização com relação à derrubada do decreto presidencial do IOF pelo Congresso já foram tomadas.
“Os Poderes são independentes, tem uma relação harmônica. O presidente fez o ato, eles deram para o ato. Os indivíduos foram ao Supremo [Tribunal Federal, o STF], porque o Supremo não é condicional. Eu tenho certeza que esse gesto do presidente foi de condicionalidade. Nós queremos é tocar o Brasil para frente”, completou.
O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), comentou sobre a possibilidade de uma chapa puro-sangue do PT para as eleições de 2026 e revelou uma “torcida” para que a composição seja concretizada. Em entrevista à rádio Metrópole na noite desta segunda-feira (1º), Neto criticou as conversas para a formação da chapa, que excluiria o atual senador Angelo Coronel (PSD), e afirmou que comprovaria a “panelinha” entre os petistas.
Vale lembrar que a chapa puro-sangue contaria com a candidatura à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), a recondução do senador Jaques Wagner (PT) e o lançamento do atual ministro do Casa Civil, Rui Costa, ao Senado.
“Eu acho um absurdo depois do PT ter se aproveitado por muitos anos do PSD agora cogitar a possibilidade de não uma vaga a Coronel para disputar o Senado. Ele tem o direito de disputar a reeleição. Eu torço para que seja os três do PT, porque tá comprovado que é a panelinha que roda, roda, roda e para no mesmo lugar”, disse ACM Neto.
Segundo o ex-prefeito e possível candidato a governador no próximo ano, a chapa puro-sangue seria “o melhor dos mundos”. Todavia, Neto afirmou que não lhe cabe escolher os adversários para as eleições de 2026.
“Não é possível que a gente não tenha a consciência de que é momento de dar oportunidade para uma mudança. Então, na minha cabeça, se eles vierem com essa chapa puro-sangue, é o melhor dos mundos. Mas não me cabe escolher. Repito, não me cabe escolher”, avaliou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um projeto de Lei para tornar o 2 de Julho como o “Dia da Consolidação da Independência do Brasil”. A proposta deve ser enviada ao Congresso Nacional para ser apreciada e colocada em votação. O anúncio da assinatura foi feito pelo líder do governo no Senado, o senador Jaques Wagner (PT), por meio de publicação nas redes sociais nesta terça-feira (1º).
“O presidente Lula acaba de assinar o Projeto de Lei que torna o dia 02 de Julho o Dia Nacional da Consolidação da Independência do Brasil. É um reconhecimento da República da luta de baianos e baianas, que, em 1823, expulsaram as tropas portuguesas remanescentes e garantiram a verdadeira independência do Brasil”, disse o senador na publicação.
Confira:
Nesta segunda (30), Lula confirmou sua presença nas celebrações de 202 anos da Independência da Bahia nesta quarta-feira (2), em Salvador. É o quarto ano consecutivo que o chefe do Executivo federal vem ao estado para participar da cerimônia. A presença de Lula foi confirmada pela assessoria de imprensa do presidente.
O petista deve se juntar as celebrações por volta das 9h30, durante a caminhada na altura do Convento da Soledade, após a passagem dos carros da Cabocla e do Caboclo pelo local.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, utilizou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para desembarcar em Brasília após participar da festa de São Pedro na cidade de Ipiaú. A presença do ministro no evento ocorreu entre o sábado (28) e a madrugada de domingo (29). O senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado, "pegou carona" no mesmo voo com destino à capital federal.
De acordo com informações do Comando da Aeronáutica, ligado ao Ministério da Defesa, o voo que transportou Rui Costa e Jaques Wagner partiu de Salvador às 15h30 do próprio domingo (29) pousando em Brasília por volta das 17h05. Não havia nenhum outro passageiro registrado a bordo da aeronave.
Registro do voo da FAB que transportou Rui Costa e Jaques Wagner | Foto: Reprodução / Ministério da Fazenda
Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, o ministro e o senador se dirigiram a Brasília para uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro teve como pauta o impasse envolvendo o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O governo avaliava se acionaria o Supremo Tribunal Federal (STF) após o Congresso Nacional ter derrubado decretos relacionados ao IOF.
É importante ressaltar que, apesar de ter viajado no mesmo voo, Jaques Wagner não esteve presente nas festividades de São Pedro no município de Ipiaú. Rui Costa, por sua vez, é proprietário de uma fazenda na região e posou para fotos com aliados, como o governador Jerônimo Rodrigues (PT).
O USO DO AVIÃO DA FAB
Conforme a própria Força Aérea, as aeronaves da FAB estão disponíveis para uso de autoridades em compromissos oficiais. A lista de quem pode utilizar esses aviões inclui:
- Presidente e vice-presidente da República;
- Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado;
- Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF);
- Ministros de Estado e demais ocupantes de cargos públicos com prerrogativa de ministro;
- Comandantes das Forças Armadas e chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.
O Decreto nº 4.244, de 22 de maio de 2002, é a legislação que detalha o direito dessas autoridades de usar aviões da FAB para viagens oficiais.
Além das viagens oficiais, o decreto permite que a FAB atenda a pedidos de transporte por motivos de segurança ou emergência médica. Há, ainda, a possibilidade de a autoridade usar a aeronave para deslocamentos até sua residência permanente.
Para solicitar uma aeronave, a FAB exige que seja documentado um dos motivos para a viagem. A quantidade de pessoas que acompanharão a autoridade solicitante também deve ser informada ao Comando da Aeronáutica no momento da solicitação.
Menos de duas horas depois de ter sido aprovado pela Câmara, o projeto que susta os efeitos do decreto do governo federal que aumentou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o Senado também aprovou a proposição, na noite desta quarta-feira (25), e a matéria agora será promulgada e publicada no Diário Oficial.
Assim que sair a publicação, o decreto 12.499/25, editado pelo governo para modificar os decretos anteriores sobre as alíquotas do IOF, terá seus efeitos cancelados. Apesar da derrubada do decreto, os recursos que foram arrecadados durante a sua vigência, desde o dia 22 de maio, não serão devolvidos e irão se inserir no reforço de arrecadação que a equipe econômica busca para cumprir as metas do arcabouço fiscal.
A derrubada do decreto fez voltar a valer as regras sobre o IOF que vigoravam anteriormente à publicação do primeiro decreto, em maio. Desta forma, o governo retoma a cobrança do imposto com as alíquotas que eram cobradas até então.
"Como medida de segurança jurídica, inclusive para a atuação da administração fazendária e cobrança regular do imposto em questão, o substitutivo prevê expressamente o restabelecimento da redação do Decreto nº 6.306, de 14 de dezembro de 2007, vigente anteriormente às alterações promovidas pelos três decretos sustados", afirmou o relator no parecer.
No Senado, a votação foi simbólica para a aprovação do projeto de decreto legislativo 214/2025, de autoria do líder da Oposição na Câmara, deputado Zucco (PL-RS). Ao projeto do deputado do PL foram apensados outras 14 propostas com o mesmo teor.
A discussão no plenário do Senado se deu entre os poucos parlamentares presentes na sessão desta quarta. A semana está sendo esvaziada por conta dos festejos juninos.
Em defesa da projeto para sustar a medida, os senadores de oposição fizeram críticas a iniciativas da equipe econômica do governo de aumento de impostos, e afirma que o IOF não é um imposto com fim “arrecadatório”.
Por outro lado, parlamentares governistas defenderam que as mudanças nas alíquotas são necessárias para garantir o equilíbrio fiscal e evitar novo contingenciamento de recursos de programas sociais. Essa foi a linha de argumentação, por exemplo, do líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA).
O senador baiano também criticou a quebra de um acordo para que a matéria fosse votada apenas nas próximas semanas. Wagner disse que esteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final da tarde desta quarta, e que ele disse que estava aguardando a decisão do Senado para depois discutir os próximos passos do governo.
“O Presidente, do alto dos seus 79 anos, da experiência que carrega e da legitimidade que tem, é um homem sempre tranquilo, mesmo nas situações de adversidade, e, portanto, ele vai esperar as nossas votações e, depois, provavelmente, gostará de ter uma conversa tanto com o presidente da Câmara, Hugo Motta, quanto com o do Senado, Davi Alcolumbre. Mas ele acha que o decreto já foi amenizado, o decreto foi fruto de um acordo. E, de repente, o acordo, que é a mola mestra da existência da Câmara dos Deputados e do Senado, não é cumprido”, afirmou o líder do governo.
O decreto editado pelo governo em 11 de junho, que mudou o texto dos decretos anteriores, promoveu uma “recalibragem”, e ajustou a expectativa de arrecadação da elevação do IOF para R$ 10 bilhões no ano de 2025. Antes, a versão original, publicada em maio, previa uma receita de aproximadamente R$ 20 bilhões com a elevação das alíquotas.
O senador Jaques Wagner (PT) reafirmou que acredita na manutenção da base aliada do governador Jerônimo Rodrigues (PT) para as eleições de 2026, mesmo diante de um possível afastamento de Angelo Coronel (PSD) da chapa majoritária. A declaração de Wagner foi dada neste sábado (14), nas redes sociais.
“Eu acredito muito que a base de sustentação do governador Jerônimo, o nosso time político, vai se manter. Eu não tenho dúvida em 2026. Nós vamos pra cima pra ganhar de novo”, declarou Wagner durante agenda recente.
A fala ocorre em meio tensão do PSD na Bahia, partido que é um dos principais aliados de Jerônimo e possui o maior número de prefeitos eleitos no estado. O tensionamento se iniciou após o atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), colocar sem nome para disputar uma cadeira no Senado, “sacando” Coronel da chapa em 2026.
Angelo já demonstrou publicamente que não abrirá mão da candidatura, levantando incertezas sobre um possível rompimento com a base petista.
O senador Jaques Wagner (PT) descartou qualquer relação entre o desempenho eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Bahia e a permanência do PSD na base aliada do governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições de 2026. A declaração foi dada ao Bahia Notícias diante das especulações sobre o futuro da aliança entre os dois partidos no estado.
“Não, tem nada a ver uma coisa com outra. A aliança que a gente tem aqui na Bahia é uma aliança histórica, eu pessoalmente acho indissolúvel essa aliança, uma relação de amizade, é uma família política”, afirmou Wagner ao ser questionado pelo Bahia Notícias nesta quinta-feira (5).
O senador pela Bahia rebateu a ideia de que o cenário nacional possa influenciar diretamente na configuração local da base governista.
Na última semana, a reportagem do BN mostrou que lideranças do PSD analisam o futuro da relação com o grupo petista e apontam que a avaliação do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será preponderante para qualquer decisão sobre "o que fazer" com o partido e com o senador Angelo Coronel (PSD), que afirma não abrir mão de sua candidatura em busca da reeleição.
O senador também comentou sobre os desafios de articulação entre os partidos aliados, mas reforçou que não há divisão no grupo político que governa o estado. “Agora, como toda família que está crescendo, às vezes você tem que ter um trabalho, um esforço para encaixar todo mundo. Mas não tem racha e não tem a ver”, acrescentou.
Wagner também relativizou o impacto das pesquisas de opinião e citou exemplos de eleições anteriores para sustentar sua avaliação. “O presidente Lula independente de sobe ou desce de pesquisa, que eu não me balizo por isso aí, porque eu ganhei saindo lá de trás, o Rui ganhou saindo lá de trás, o Jerônimo ganhou saindo lá de trás, o presidente Lula em 2005, o pessoal achou que ele estava morto e ele se reelegeu em 2006. Então eu acho que tem muita gente que vai queimar a língua daqui para lá”, disse.
O parlamentar finalizou afirmando que acredita na continuidade do projeto político liderado pelo PT no estado e reforçou o apoio à reeleição de Lula em 2026. “Tem muita água para rolar ainda, eu creio que o trabalho do grupo aqui na Bahia é muito consistente. Na minha opinião, a gente vai seguir junto para lá e Lula vai ser o nosso candidato a presidente”.
OS BASTIDORES
No entendimento de algumas lideranças do PSD, procuradas pelo Bahia Notícias, em condição de anonimato, a “reta de chegada” dos governos petistas na Bahia e no Brasil deve pesar na decisão de chancelar a candidatura a reeleição do atual senador Angelo Coronel (PSD).
Com a avaliação questionada em recentes pesquisas, o entendimento dos integrantes do PSD é que se “Lula e Jerônimo não 'emplacarem' até 2026”, o partido pode ser convidado a participar da chapa, com Coronel.
Se os nomes de Rui e Wagner foram dados como certos por ambos, em recente declaração a imprensa, a cúpula do PSD ainda aguarda um cenário mais concreto. “Caso o presidente [Lula] e Jerônimo [Rodrigues] não cheguem tão bem assim, vão precisar da gente para ganhar as eleições”, apontou uma das fontes ao BN.
A decantação do debate para a indicação dos nomes ao Senado no grupo governista, após as recentes declarações do senador Jaques Wagner (PT) e o ministro da Casa Civil Rui Costa (PT), permanece ocorrendo. Alvo direto das articulações, lideranças do PSD avaliam o futuro da relação com o grupo e apontam que a avaliação do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será preponderante para qualquer decisão.
No entendimento de algumas lideranças do PSD, procuradas pelo Bahia Notícias, em condição de anonimato, a “reta de chegada” dos governos petistas na Bahia e no Brasil deve pesar na decisão de chancelar a candidatura a reeleição do atual senador Angelo Coronel (PSD). Com a avaliação questionada em recentes pesquisas, o entendimento dos integrantes do PSD é que se “Lula e Jerônimo não 'emplacarem' até 2026”, o partido pode ser convidado a participar da chapa, com Coronel.
Se os nomes de Rui e Wagner foram dados como certos por ambos, em recente declaração a imprensa, a cúpula do PSD ainda aguarda um cenário mais concreto. “Caso o presidente [Lula] e Jerônimo [Rodrigues] não cheguem tão bem assim, vão precisar da gente para ganhar as eleições”, apontou uma das fontes ao BN.
O senador Angelo Coronel (PSD), inclusive, comentou, em declaração exclusiva ao Bahia Notícias, o “lançamento” da chapa do grupo governista. O desenho da futura composição inclui o nome do governador Jerônimo Rodrigues (PT), em busca da reeleição, fechando uma chapa “puro-sangue” com três candidatos do PT. “Boa chapa. Cada partido tem o direito de indicar seus nomes para concorrer a qualquer cargo. Eu não sou PT, sou PSD”, disse ao ser questionado pelo Bahia Notícias.
O senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD, tem indicado para a manutenção da aliança. “Então, o [Gilberto] Kassab nunca nos deu uma decisão inflexível. Cada estado tem um perfil diferente do outro. De tal forma que vai acontecer o mesmo em 2026. O candidato que vamos apoiar aqui tem um nome e também é muito amigo meu já há muitos anos, sendo o presidente Lula, Luiz Inácio Lula da Silva”, concluiu ele.
A importância do PSD é notória, visando mais um mandato na Bahia. Se mantendo na liderança, o PSD elegeu 115 candidatos nas eleições municipais de 2024. Em 2020 a agremiação deixou as urnas com 107 prefeitos. Todavia, obteve um crescimento de 16,8% desde então, e começou 2024 comandando 125 cidades. O PSD vem se consolidando cada vez mais como um dos partidos mais fortes da Bahia, o partido também foi o que mais elegeu vereadores, chegando aos 932 edis eleitos. De acordo com levantamento realizado pelo Bahia Notícias, o número corresponde a 20,29% dos 4.593 vereadores vitoriosos no estado nas eleições deste ano.
O PSD é parte da base do governo Jerônimo Rodrigues e do Partido dos Trabalhadores, que elegeu 309 prefeitos, espalhados pelos municípios na Bahia. O que aponta o levantamento realizado pelo Bahia Notícias mediante os resultados das eleições municipais. Considerando os nove partidos da base, sendo eles PT, PV, PCdoB, Avante, PSD, Solidariedade, MDB, PSB e Podemos, e desconsiderando os posicionamentos pessoais dos candidatos, a base de Jerônimo controla 73% das prefeituras baianas.
O secretário de Governo de Salvador, Cacá Leão (PP), declarou, nesta segunda-feira (26), que o PT está colocando o senador Angelo Coronel (PSD) em um processo de “fritura pública e de humilhação”. Segundo Cacá, o senador está passando por uma situação similar à de João Leão (PP), deputado federal e Vice-Governador, em 2022.
“Já conhecemos essa estratégia, o PT faz agora com Coronel aquilo que fez com Leão, lá atrás. O senador Angelo Coronel está sendo vítima de um processo de fritura, é uma humilhação pública sistemática. Lá em 2022, mesmo Leão sendo um aliado de lealdade inquestionável, descartaram ele, sem nenhum respeito ou consideração. Hoje, fazem o mesmo com Coronel, sem nenhum pudor”, declarou Cacá, presidente do Progressistas.
As falas ocorrem após o senador Jaques Wagner (PT) e do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), lançarem a chapa governista para o pleito nas eleições de 2026.
Enquanto eles acham que o aliado serve, está tudo bem. Mas quando não precisam mais, descartam sem piedade. O senador Angelo Coronel não merece essa humilhação que está passando. Aliás, quem faz política de forma ética e respeitosa, com certeza, repudia essa prática do PT”, criticou Cacá Leão.
O deputado estadual Júnior Muniz (PT) afirma que a eleição de 2026 deve ser um “momento de fortalecimento do partido”. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (26), o parlamentar comenta sobre a decisão do Partido dos Trabalhadores (PT) de manter uma chapa majoritária “puro-sangue”, composta apenas por correligionários, sendo eles, Jerônimo Rodrigues como candidato a reeleição no governo; Jaques Wagner na reeleição do Senado e Rui Costa como candidato a eleição ao Senado.
Ao ser questionado sobre uma possível “rachadura” na base governista na Bahia devido a concentração de vagas no PT, Muniz afirma:
“Sem sombra de dúvidas é um momento de agregar, mas é um momento também de pensar no fortalecimento do nosso partido. O partido do PT sempre vem dando vagas e contemplando os partidos aliados, nunca deixou ninguém de fora e não tenho dúvidas que dessa vez também vai ser da mesma forma. Vão estar juntos, PSD e PT, nós temos quatro vagas na chapa”, diz.
O parlamentar se refere ao desgaste causado pela “chapa puro-sangue” com as duas figuras importantes do PSD: o senador Otto Alencar e o senador Angelo Coronel, que deseja compor uma das vagas para a reeleição.
“Nós temos grandes nomes da política na Bahia. Hoje, no arco de aliança, o PSD com o PT, temos dois senadores do PSD, um senador do PT e um governador do PT, e temos um ministro, Rui, um ex-governador que saiu [do cargo] bem avaliado”, contextualiza. “Então, Rui, sem sombra de dúvidas, merece sua cadeira na chapa majoritária, até porque fez dois governos de excelência e fez a sucessão do governador Jerônimo. Da mesma forma temos Jaques Wagner, que é um mago, um camisa dez do PT da Bahia e do Brasil, faz um excelente trabalho no Senado Federal”, defende.
Por fim, o deputado afirma que “são dois grandes nomes. E do outro lado temos Otto Alencar, que eu admiro como um dos grandes políticos da Bahia, pela seriedade, postura e construção. E do outro lado temos também Angelo Coronel, que é simpatizante da política baiana, foi presidente da Assembleia Legislativa [AL-BA], fez um grande trabalho no Senado Federal”, ressalta.
“[A coligação] Vai saber decidir ali no finalzinho”, defende. Ao falar sobre o melhor arranjo para acomodar os interesses dos quatro políticos, o deputado petista apenas reafirma seu apoio por Rui: “A Bahia merece um senador como Rui Costa”
Confira o trecho:
O senador Angelo Coronel (PSD) comentou, em declaração exclusiva ao Bahia Notícias, o "lançamento" da chapa do grupo governista para as eleições de 2026, anunciada pelo senador Jaques Wagner (PT) e pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT). O desenho da futura composição inclui o nome do governador Jerônimo Rodrigues (PT), em busca da reeleição, fechando uma chapa "puro-sangue" com três candidatos do PT.
“Boa chapa. Cada partido tem o direito de indicar seus nomes para concorrer a qualquer cargo. Eu não sou PT, sou PSD”, disse ao ser questionado pelo Bahia Notícias.
A fala do senador ocorre após a sinalização de que o Partido dos Trabalhadores pretende concentrar as principais candidaturas da chapa de 2026, descartando a reeleição de Coronel dentro do grupo liderado pelo PT na Bahia.
A movimentação do PT para consolidar uma chapa própria tem repercutido no meio político e pode influenciar na composição de alianças para o próximo pleito estadual. Até o momento, o senador Angelo Coronel não indicou se pretende disputar a reeleição por outro grupo ou apresentar candidatura independente.
Nesta segunda, apesar de declarações frequentes sobre a "antecipação" do processo eleitoral de 2026, Wagner e Rui decidiram lançar a chapa governista para o pleito do próximo ano. Os dois petistas cravaram seus nomes para a disputa ao lado de Jerônimo Rodrigues (PT) e se colocam como pré-candidatos ao Senado.
Em entrevista concedida a um programa da rádio Metrópole, os dois alinharam o discurso para completar os espaços da majoritária.
O posicionamento foi feito após movimentações na última semana indicarem que um eventual "sacrífico" na formação da chapa majoritária pode vir de Jaques Wagner para garantir unidade com o PSD na Bahia.
Diversos interlocutores de Wagner e do presidente do PSD na Bahia relataram que, de fato, existe um tensionamento claro sobre a relação partidária visando a indicação dos dois nomes a concorrer ao Senado. Em contato com o Bahia Notícias, alguns destes interlocutores apontaram que Wagner teria chegado a questionar a Otto Alencar: “Eu terei que me sacrificar para manter a unidade?”.
Em resposta ao que foi veiculado no Bahia Notícias, Wagner afirmou na última sexta-feira que o diálogo sobre a composição da base aliada para a disputa ao Senado está em curso, mas destacou que, no momento, não pretende abrir mão da sua reeleição.
“A unidade vai ser construída sem essa necessidade. Eu acho que as pessoas têm que aguardar um pouco”, afirmou. Ele ressaltou ainda que mencionou a hipótese apenas como uma possibilidade.
Apesar de declarações frequentes sobre a "antecipação" do processo eleitoral de 2026, o senador Jaques Wagner (PT) e o ex-governador da Bahia e ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), decidiram lançar a chapa governista para o pleito do próximo ano. Os dois petistas cravaram seus nomes para a disputa ao lado de Jerônimo Rodrigues (PT) e se colocam como pré-candidatos ao Senado.
Em entrevista concedida à rádio Metrópole, na manhã desta segunda-feira (26), Wagner e Rui alinharam o discurso para completar os espaços da majoritária, deixando o senador Angelo Coronel (PSD) de fora da montagem. Coronel já indicou publicamente que não abre mão de lançar sua candidatura em busca da reeleição.
Questionados se "está combinado" que serão candidatos ao Senado Federal no ano que vem na chapa de reeleição de Jerônimo, os ex-governadores da Bahia foram diretos ao responder que sim.
"Estamos buscando a unidade do grupo. Esse desejo, e vamos encontrar um jeito de não matar o boi e não deixar o freguês sem carne", afirmou Wagner.
As declarações foram feitas após movimentações na última semana indicarem que um eventual "sacrífico" na formação da chapa majoritária pode vir de Jaques Wagner para garantir unidade com o PSD na Bahia.
Diversos interlocutores de Wagner e do presidente do PSD na Bahia relataram que, de fato, existe um tensionamento claro sobre a relação partidária visando a indicação dos dois nomes a concorrer ao Senado. Em contato com o Bahia Notícias, alguns destes interlocutores apontaram que Wagner teria chegado a questionar a Otto Alencar: “Eu terei que me sacrificar para manter a unidade?”.
Em resposta ao que foi veiculado no Bahia Notícias, Wagner afirmou na última sexta-feira que o diálogo sobre a composição da base aliada para a disputa ao Senado está em curso, mas destacou que, no momento, não pretende abrir mão da sua reeleição.
“A unidade vai ser construída sem essa necessidade. Eu acho que as pessoas têm que aguardar um pouco”, afirmou. Ele ressaltou ainda que mencionou a hipótese apenas como uma possibilidade.
Neste domingo, Jaques Wagner também usou as redes sociais para reafirmar que não vai desistir da candidatura pela reeleição ao Senado.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ivana Bastos
"Gostaria que tivesse terminado de outra maneira".
Disse a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), ao lamentar o anúncio de saída do senador Angelo Coronel (PSD) do partido após embates por uma vaga na chapa do Senado do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (3), durante a abertura dos trabalhos da AL-BA, a deputada estadual afirmou que preferia que a tratativas “tivessem terminado de outra maneira”.
