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Professores da rede privada da Bahia aprovam estado de greve após impasse nas negociações salariais

Por Lucas Vieira

Reprodução/Instagram @sinprobahia

Os professores da educação básica das escolas particulares da Bahia aprovaram, de forma unanime, estado de greve nesta terça-feira (9), durante assembleia realizada em Salvador pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA).

 

A decisão foi tomada após cinco encontros com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinepe-BA), responsável por representar as instituições privadas de ensino nas negociações. As tratativas não avançaram o suficiente para atender às reivindicações apresentadas pela categoria, o que levou os professores a aprovar um estado de mobilização permanente. 

 

Ao Bahia Notícias, Allysson Mustafá, Coordenador do Sinpro, afirmou que o Indicativo de Greve aprovado significa dizer que a greve pode ser deflagrada numa próxima reúnião. Ele também confirmou uma nova paralisação para realização de assembleia, a ocorrer no dia 17 de junho, que poderá deflagrar greve caso o patronal não mude sua posição no processo negocial. 

 

"O patronal diz que não vai garantir nenhum tipo de avanço na norma coletiva para resolver a questão. Ou seja, o patronal entende que professoras e professores devem continuar trabalhando de graça para suas escolas", afirmou Allysson.

 

Entre as reivindicações defendidas pelos professores estão:

 

  • Regulamentação das atividades extraclasse exigidas pelas escolas.
  • Manutenção dos dias de recesso escolar no meio do ano, sem redução do período atualmente garantido.
  • Preservação da bolsa de estudos para filhos de professores, benefício que o sindicato afirma estar ameaçado pela proposta patronal.
  • Reconhecimento formal das horas trabalhadas fora da sala de aula, incluindo elaboração, correção e aplicação de atividades e avaliações.

 

Segundo o Sinepe-BA, uma nova reunião de negociação já foi agendada e confirmada para a próxima segunda-feira (15), e a entidade realizará, nesta quarta-feira (10), uma Assembleia Geral Extraordinária com representantes das escolas associadas, par avaliar o andamento das tratativas e alinhar as diretrizes para a reunião da próxima semana.