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Por “retorno ao Senado” e “força em Salvador”, nome de Lídice da Mata ganha força para suplência de Wagner

Por Victor Hernandes

Foto: Rafael Martins/GOVBA

 

A indefinição sobre quem será o suplente dos senadores da chapa governista, liderada pelo atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) ainda possui uma pendência: o suplente do senador Jaques Wagner (PT). Com algumas alternativas e nomes, um deles tem crescido e parece ser o mais provável, o da deputada federal Lídice da Mata (PSB). 

 

De acordo com o Bahia Notícias, Wagner teria feito contato com Lídice para fazer o convite na última semana. A indicação do senador teria dupla motivação, visto que a deputada federal ainda estaria resistindo em aceitar assumir a suplência. A primeira motivação teria vínculo com a “gratidão” de Wagner à deputada, já que, em 2018, Lídice, que era senadora pela Bahia, foi preterida na chapa majoritária. 

 

No momento, o nome do então presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) Angelo Coronel foi indicado, se consagrando vencedor no pleito. Nesta eleição, o senador rompeu com o grupo governista e, hoje, disputará a reeleição na chapa do ex-prefeito de Salvador ACM Neto. 

 

Outra razão da escolha teria relação com a capital baiana. Pesquisas internas da base governista indicam que Lídice teria uma certa vantagem entre os postulantes à Câmara Federal, levando em conta os votos de Salvador, de acordo com fontes ligadas ao governo. 

 

Com isso, Lídice teria um papel importante de “aproximar” o senador ainda mais de Salvador, facilitando também no período de campanha, onde Wagner poderia focar na interiorização da campanha e a deputada ficaria na capital. 

 

Apesar disso, Lídice teria pedido reflexão sobre o tema ao senador. “Ela está focada na disputa à federal, é presidente do PSB Bahia”, indicou um aliado próxima a ex-senadora. Mesmo assim, a possibilidade não estaria totalmente descartada pela parlamentar, apontam interlocutores da deputada.

Foto: Paula Fróes / Divulgação Wagner 

 

INDEFINIÇÕES NO CARGO
Há pouco mais de três meses para o prazo de formalização das chapas para as eleições nacionais, as vagas para suplência de Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT) na disputa ao Senado Federal ainda não definidas e anunciadas oficialmente. Nos bastidores, aponta-se que os caciques do Partido dos Trabalhadores aguardam a indicação de um dos maiores aliados do grupo, Otto Alencar (PSD). 

 

O fato é que, em março deste ano, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), integrante da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), formalizou a indicação da vereadora Aladilce Souza para compor a chapa majoritária, como suplente de um dos dois candidatos majoritários, na frente liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues.

 

Na época, a vereadora e ex-líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador destacou que “é realmente uma alegria muito grande ter meu nome indicado pelo partido para essa suplência”. O partido não indicou para qual suplência a vereadora seria indicada, o cenário que se forma, no entanto, é que a principal vaga em aberto é a suplência do senador Jaques Wagner. 

 

O senador petista Jaques Wagner indicou que as chapas estariam “quase formadas”. “Não definimos ainda a primeira e segunda suplência, nem minha nem de Rui. Tem vários nomes citados, vários partidos que têm interesse em participar; a gente vai ter que amadurecer isso. Tem muito nome bom que quer entrar”, afirmou. 

 

Por outro lado, fontes nos bastidores do grupo governista apontam que a indicação do Partido Comunista à suplência estaria “de molho” até que novos nomes também fossem apresentados. A indicativa é que a chapa petista deve priorizar as indicações do presidente estadual do Partido Social Democrata (PSD), Otto Alencar, que não se manifestou, até o momento.