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Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
suplencia
O vereador Claudio Tinoco (União Brasil) desistiu da ideia de se licenciar da Câmara Municipal de Salvador para atuar como coordenador de campanha do pré-candidato ao governo ACM Neto.
Segundo apuração do Bahia Notícias com interlocutor próximo, o vereador avaliou que é possível equilibrar as duas atividades e deve manter o mandato.
A avaliação levou em conta que Tinoco não perdeu uma única sessão até agora, mesmo com os compromissos junto ao pré-candidato ao governo no interior do estado.
Outro fator considerado foi o recesso da Câmara, que deve reduzir o volume de trabalho dos vereadores nas próximas semanas, facilitando a conciliação das duas funções.
Em janeiro, a apuração do Bahia Notícias indicava que o vereador poderia se licenciar do mandato para atuar na coordenação de campanha de ACM Neto na capital baiana e na Região Metropolitana de Salvador.
Na época, o entendimento era de que a vaga aberta recairia sobre a ex-vereadora e segunda suplente Cátia Rodrigues, já que o primeiro suplente, Palhinha, havia assumido o mandato no lugar de Alberto Braga, atual secretário municipal de Inovação e Tecnologia.
A definição da primeira suplência da candidatura à reeleição do senador Jaques Wagner (PT) continua sem anúncio oficial. Durante entrevista ao Bahia Notícias, nesta segunda-feira (8), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou que a base governista trata o assunto com tranquilidade e dentro do calendário eleitoral.
O gestor ressaltou que as principais posições da chapa já estão definidas e que as conversas sobre as vagas restantes continuam em andamento. “Estamos tranquilos porque estamos no prazo. [...] Temos o governador, o vice e os dois senadores. O PT está dialogando isso com os partidos, mas o que é importante é que já temos a chapa completa”, declarou.
A disputa pela primeira suplência de Wagner envolve atualmente dois nomes que vêm sendo citados nos bastidores políticos: a deputada federal Lídice da Mata, presidente estadual do PSB, e o ex-prefeito de Salvador Edvaldo Brito, ligado ao PSD. Na última semana, a bancada do PSD na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) divulgou apoio público à indicação de Edvaldo para a vaga.
Já Lídice aparece entre os nomes cotados para compor a chapa de Wagner. Informações de bastidores apontam que a deputada avalia a possibilidade de abrir mão da disputa por mais um mandato na Câmara Federal para assumir a suplência ao Senado.
A composição da chapa majoritária do grupo governista na Bahia segue sem definição e com ruídos internos. Um integrante da base aliada afirmou, em reserva, que o anúncio do ex-deputado federal Ronaldo Carletto (Avante) como primeiro suplente de Rui Costa (PT) foi feito sem consulta prévia aos demais aliados. O mesmo interlocutor apontou, inclusive, que a primeira suplência do senador Jaques Wagner (PT) também não está definida e que a chapa completa só deve ser fechada perto das convenções partidárias, marcadas entre 20 de julho e 5 de agosto.
O nome de Carletto foi confirmado na última quinta-feira (28) durante evento em Ilhéus com prefeitos das regiões Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia. O anúncio, feito sem alinhamento prévio com os demais grupos políticos da base governista, teria sido uma surpresa aos aliados.
Do lado de Wagner, a disputa pela primeira suplência envolve ao menos três nomes. A bancada do PSD na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) divulgou nota pública nesta terça-feira (2) em apoio ao ex-prefeito de Salvador Edvaldo Brito, destacando sua trajetória política e acadêmica. O ex-prefeito de Belo Campo, Quinho Tigre (PSD), também chegou a externalizar articulação para a vaga.
Já o PCdoB, que integra a Federação Brasil da Esperança ao lado do PV e do PT, formalizou a indicação da vereadora Aladilce Souza para compor a chapa majoritária.
O Bahia Notícias havia divulgado na última quarta-feira (27) que o nome da deputada federal Lídice da Mata (PSB), presidente estadual do partido, já teria sido definido para a suplência de Wagner, após ela aceitar convite feito pelo próprio senador.
"A suplência de Wagner só não será de Lídice se ela renunciar ao aceite. Porque aceitar, já aceitou", revelou, em reserva, um aliado próximo ao senador petista.
Mesmo com esse aceite divulgado, a fonte ouvida agora pelo Bahia Notícias contradiz a informação e reforça que nada está fechado, e que o ritmo das negociações indica que a definição só virá perto do prazo das convenções.
A novela da chapa já acumulou outros capítulos. A manutenção de Geraldo Jr. (MDB) na vice-governadoria foi anunciada após desgaste interno, assim como a formação da dobradinha Jaques Wagner e Rui Costa no Senado, decisão que deixou o senador Angelo Coronel (Republicanos) fora da composição.
PRESSÃO SOBRE LÍDICE
A deputada federal Lídice da Mata enfrenta um dos cenários mais delicados de sua trajetória política na disputa de 2026. Ao aceitar a suplência de Wagner, ela abriria mão da reeleição à Câmara Federal num momento em que o PSB filiou nomes de peso para a corrida federal, criando concorrência direta dentro do próprio partido.
Na reta final da janela partidária, o PSB incorporou Mário Negromonte Jr., Vitor Bonfim e Elisângela, todos com potencial eleitoral consolidado. Os números de 2022 ajudam a entender o tamanho do problema: Negromonte Jr. somou 147.711 votos, superando Lídice, que obteve 112.385. Vitor Bonfim, então candidato a deputado estadual, teve 68.043 votos, e Elisângela alcançou 73.138. Com a migração desses nomes para a disputa federal, a tendência é de pulverização dos votos dentro do próprio partido.
O convite de Wagner a Lídice teria dupla motivação. A primeira seria a gratidão do senador petista à deputada: em 2018, ela foi preterida na chapa majoritária pelo nome de Angelo Coronel, que depois migrou para a oposição. A segunda razão teria relação com Salvador. Pesquisas internas da base governista apontam que Lídice teria vantagem entre os postulantes à Câmara Federal quando considerados os votos da capital, de acordo com fontes ligadas ao governo. Em 2022, dos 112.385 votos obtidos pela deputada, 51.105 vieram de Salvador.
A saída de Lídice da disputa proporcional, portanto, representaria uma conta extra para viabilizar a eleição dos recém-chegados Mario Jr. e Vitor Bonfim pelo PSB.
O senador e presidente estadual do PSD, Otto Alencar, negou nesta segunda-feira (25) qualquer conversa oficial com o senador Jaques Wagner sobre a indicação do ex-prefeito de Belo Campo, José Henrique Silva Tigre, o Quinho (PSD), para uma vaga de suplência ao Senado.
Segundo Otto, não houve indicação formal nem tratativas diretas envolvendo o nome do ex-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB).
“Não tem nenhuma indicação formalizada do ex-prefeito para primeiro nem segundo suplente de Wagner. Até porque tenho que tratar com ele [Wagner]”, afirmou ao Bahia Notícias.
Apesar de negar negociações, Otto elogiou Quinho e afirmou que o ex-prefeito reúne condições para uma eventual indicação.
“Claro que Quinho é um bom nome, foi presidente da UPB, foi prefeito, mas ainda não tem nenhum nome confirmado com o senador Jaques Wagner. Eu nunca tratei oficialmente com ele nem diretamente com ele. Mas, pelo que conheço do Quinho, ele reúne as condições para a vaga”, disse.
INDEFINIÇÕES NA CHAPA
As definições sobre as suplências das candidaturas de Jaques Wagner e Rui Costa ao Senado seguem indefinidas a poucos meses do prazo de formalização das chapas para as eleições de 2026.
Em março deste ano, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), integrante da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), formalizou a indicação da vereadora Aladilce Souza para compor a chapa majoritária, como suplente de um dos dois candidatos majoritários, na frente liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues.
Na época, a vereadora e ex-líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador destacou que “é uma alegria muito grande ter meu nome indicado pelo partido para essa suplência”. O partido não indicou para qual suplência a vereadora seria indicada, o cenário que se forma, no entanto, é que a principal vaga em aberto fosse a suplência do senador Jaques Wagner.
O petista chegou a apontar que as chapas estariam “quase formadas”. “Não definimos ainda a primeira e segunda suplência, nem minha nem de Rui. Tem vários nomes citados, vários partidos que têm interesse em participar; a gente vai ter que amadurecer isso. Tem muito nome bom que quer entrar”, afirmou.
Por outro lado, fontes nos bastidores do grupo governista apontam que a indicação do Partido Comunista à suplência estaria “de molho” até que novos nomes também fossem apresentados. A indicativa é que a chapa petista deve priorizar as indicações do presidente estadual do Partido Social Democrata (PSD), Otto Alencar, que não se manifestou, até o momento.
A indefinição sobre quem será o suplente dos senadores da chapa governista, liderada pelo atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) ainda possui uma pendência: o suplente do senador Jaques Wagner (PT). Com algumas alternativas e nomes, um deles tem crescido e parece ser o mais provável, o da deputada federal Lídice da Mata (PSB).
De acordo com o Bahia Notícias, Wagner teria feito contato com Lídice para fazer o convite na última semana. A indicação do senador teria dupla motivação, visto que a deputada federal ainda estaria resistindo em aceitar assumir a suplência. A primeira motivação teria vínculo com a “gratidão” de Wagner à deputada, já que, em 2018, Lídice, que era senadora pela Bahia, foi preterida na chapa majoritária.
No momento, o nome do então presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) Angelo Coronel foi indicado, se consagrando vencedor no pleito. Nesta eleição, o senador rompeu com o grupo governista e, hoje, disputará a reeleição na chapa do ex-prefeito de Salvador ACM Neto.
Outra razão da escolha teria relação com a capital baiana. Pesquisas internas da base governista indicam que Lídice teria uma certa vantagem entre os postulantes à Câmara Federal, levando em conta os votos de Salvador, de acordo com fontes ligadas ao governo.
Com isso, Lídice teria um papel importante de “aproximar” o senador ainda mais de Salvador, facilitando também no período de campanha, onde Wagner poderia focar na interiorização da campanha e a deputada ficaria na capital.
Apesar disso, Lídice teria pedido reflexão sobre o tema ao senador. “Ela está focada na disputa à federal, é presidente do PSB Bahia”, indicou um aliado próxima a ex-senadora. Mesmo assim, a possibilidade não estaria totalmente descartada pela parlamentar, apontam interlocutores da deputada.

Foto: Paula Fróes / Divulgação Wagner
INDEFINIÇÕES NO CARGO
Há pouco mais de três meses para o prazo de formalização das chapas para as eleições nacionais, as vagas para suplência de Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT) na disputa ao Senado Federal ainda não definidas e anunciadas oficialmente. Nos bastidores, aponta-se que os caciques do Partido dos Trabalhadores aguardam a indicação de um dos maiores aliados do grupo, Otto Alencar (PSD).
O fato é que, em março deste ano, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), integrante da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), formalizou a indicação da vereadora Aladilce Souza para compor a chapa majoritária, como suplente de um dos dois candidatos majoritários, na frente liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues.
Na época, a vereadora e ex-líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador destacou que “é realmente uma alegria muito grande ter meu nome indicado pelo partido para essa suplência”. O partido não indicou para qual suplência a vereadora seria indicada, o cenário que se forma, no entanto, é que a principal vaga em aberto é a suplência do senador Jaques Wagner.
O senador petista Jaques Wagner indicou que as chapas estariam “quase formadas”. “Não definimos ainda a primeira e segunda suplência, nem minha nem de Rui. Tem vários nomes citados, vários partidos que têm interesse em participar; a gente vai ter que amadurecer isso. Tem muito nome bom que quer entrar”, afirmou.
Por outro lado, fontes nos bastidores do grupo governista apontam que a indicação do Partido Comunista à suplência estaria “de molho” até que novos nomes também fossem apresentados. A indicativa é que a chapa petista deve priorizar as indicações do presidente estadual do Partido Social Democrata (PSD), Otto Alencar, que não se manifestou, até o momento.
O senador Angelo Coronel afirmou não ter definido o nome para ocupar a suplência de sua vaga no Senado. Recém-filiado ao Republicanos, o parlamentar comentou sobre as especulações de que Marcelo Guimarães Filho (Podemos) seria seu suplente nesta quinta-feira (7).
“Ainda não temos nenhum fechamento, Marcelinho é um bom nome, estamos analisando, como também os outros candidatos ainda não escolheram os seus nomes, isso não é problema nenhum, está tudo pacificado”, afirmou.
Apesar do anúncio de ACM Neto (União) que colocou o ex-deputado federal Marcelo Guimarães como primeiro suplente do congressista, Coronel segue em busca do melhor nome. Guimarães Filho assumiu a presidência estadual do Podemos, numa articulação do prórpio Neto, pré-candidato do União Brasil ao governo do estado. No entanto, o senador não confirmou que o posto será ocupado por ele mesmo com o pleito do Podemos a indicação.
O ex-deputado estadual Marcelo Nilo publicou nesta segunda-feira (6) em suas redes sociais um vídeo confirmando o nome de Marcelo Guimarães Filho, presidente do Democracia Cristã (DC) na Bahia, como escolhido para ocupar a suplência de Angelo Coronel (Republicanos) no Senado.
?? Marcelo Nilo confirma indicação de Marcelo Guimarães Filho para suplência de Coronel ao Senado
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) April 6, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/qLLbe9CnVG
Nilo desistiu da sua candidatura ao Senado e se aliou ao grupo de oposição na disputa de outubro. A indicação faz parte do acordo do ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia com o grupo do pré-candidato ACM Neto.
O pacto também garantiu a ele um curto mandato na Câmara dos Deputados, com a renúncia de Alex Santana (Republicanos) ao cargo.
No vídeo, Nilo explica os motivos da escolha. "Estou indicando Marcelinho por dois motivos, primeiro pela relação fraternal que eu contruí na família durante 36 anos, e o segundo motivo é que ele foi muito correto nesse processo político de organizar a candidatura ao Senado pelo DC", afirmou.
Após receber promessas para assumir uma vaga como suplente no Senado Federal nas eleições de 2026, o senador Angelo Coronel demonstrou que não vai se contentar com a oferta feita por lideranças do Partido dos Trabalhadores. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, na rádio Antena 1 Salvador, Coronel questionou o motivo pelo qual desejam rifar seu nome na chapa majoritária do grupo do governo.
"Já que está todo mundo absoluto, todo mundo cheio de voto e eleito, porque querem tirar Angelo Coronel do jogo? Não sei, fico a me perguntar. Fui eleito sempre apoiado por todo mundo, não tenho nenhuma força política, porque essa polêmica em querer rifar o meu nome?”, disse aos apresentadores Rebeca Menezes e Maurício Leiro.
Na sequência, Coronel afirmou “não estar mendigando” por um espaço no grupo. No entanto, segundo ele, a briga para manter seu nome na cabeça da chapa é por conta do tamanho do PSD no grupo.
“Não estou mendigando espaço. Quem achar que estou mendigando espaço para participar da chapa majoritária está equivocado. O que eu quero é que o partido tenha a prerrogativa de manter seus espaços pelo tamanho que é o PSD. Acho que é inadmissível um partido do tamanho do PSD não ter um espaço do nível que tem hoje que é o senador da República”, revelou.
O senador ironizou a oferta de lideranças do PT, que indicaram a possibilidade dele ser suplente do senador Jaques Wagner ou do ministro da Casa Civil, Rui Costa, na corrida pelas vagas ao Senado Federal.
“Esse negócio de suplência de Senado, quero até deixar um recado. Quem está me propondo que seja suplente, pode vir ser meu suplente porque eu também aceito. Já que é um cargo nobre, um cargo realmente de proa da política. É só vim que estou aberto também. São duas suplências sem nenhum problema”, comentou.
Coronel criticou também declarações dos ex-governadores da Bahia sobre a chance dele assumir uma vaga na suplência. De acordo com o senador, somente este cargo que está em negociação para ser abdicado.
“Essa suplência também de Rui e de Wagner, tão badaladas, estão oferecendo a todo mundo. Mas ninguém quer largar a cabeça, ninguém quer largar a titularidade. Só falam em negociar suplência e vice”, observou.
“Não quero desmerecer. Tem gente que gosta, mas tem gente que não tem prerrogativa. O gosto de um e de outro não tem que ser o meu gosto”, completou.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.