“Posição política eleitoral”, diz Lídice da Mata sobre rejeição de Messias para o STF
Por Liz Barretto / Victor Hernandes
A deputada federal, Lídice da Mata (PSB), comentou sobre a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O nome de Messias foi rejeitado após votação no Senado, onde recebeu apenas 34 votos favoráveis, abaixo dos 41 necessários para ter seu nome aprovado como novo ministro.
Em entrevista nesta quinta-feira (30), a parlamentar classificou o ato como “posição política eleitoral” dos senadores brasileiros.
“O que percebo, portanto, é que vai se estabelecendo uma compreensão de que a posição do Senado foi muito mais política eleitoral do que uma posição consistente. Em relação à possibilidade, à postura e mesmo à capacidade do ministro, ele se saiu muito bem em toda a sabatina, durante oito horas. Eu conheço aquela sabatina, não é fácil, e nos dias atuais piora o nível de agressividade”, observou a deputada.
Lídice relembrou ainda quando era senadora e participou da sabatina do presidente do STF, Edson Fachin.
“O ministro Fachin foi o que teve a maior sabatina, quando eu era senadora. Foram doze horas de sabatina, e ainda assim foi eleito, porque é a tradição do Senado eleger quem o presidente indica. O que cabe ao presidente é essa indicação, não cabe ao Senado. [...] Os senadoras diminuíram toda a capacidade do presidente cumprir uma função que é dele”, afirmou.
“Só tenho a lamentar a posição que o Senado tomou ontem, que foi uma posição grave.Se juntou essa insatisfação do presidente da casa com a ação dos bolsonaristas eufóricos, em tese, querendo derrotar o presidente Lula, e fizeram isso, que é uma coisa que, na minha opinião, desbota as cores do Senado Federal”, completou.
