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O deputado estadual Vitor Bonfim confirmou sua filiação ao PSB neste sábado (4) e passa a integrar o partido de olho na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados na disputa de outubro.
Em terceiro mandato na Assembleia Legislativa da Bahia, Vitor deixa o PV, legenda pela qual vinha atuando até então, agora com foco na pré-candidatura a deputado federal.
Ao anunciar a mudança, o parlamentar agradeceu ao PV e ao presidente estadual da sigla, Ivanilson Passos, pela relação construída ao longo dos últimos anos.
“Levo comigo a gratidão ao PV, partido que me acolheu até aqui, e um agradecimento especial ao presidente Ivanilson Passos, pela parceria, confiança e caminhada construída”, afirmou.
A chegada ao PSB também aproxima Vitor de uma nova configuração partidária na Bahia, ao lado de lideranças como a deputada federal Lídice da Mata, que preside a sigla no estado.
Segundo Vitor, a filiação representa a continuidade de sua atuação política, agora em um novo espaço partidário. “Chego ao PSB com o compromisso de seguir trabalhando pela nossa gente, ao lado de grandes lideranças, fortalecendo ainda mais esse projeto coletivo”, declarou o parlamentar.
O deputado federal Mario Negromonte Jr. anunciou sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) nesta sexta-feira (3). O parlamentar havia confirmado a saída do Progressistas e estava em negociação com alguns partidos, incluindo o Podemos.
Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, nesta segunda-feira (30), na rádio Antena 1 Salvador, o parlamentar indicou maior proximidade com o Podemos. Apesar disso, Negromonte Jr. anunciou a filiação ao socialista em foto ao lado de Lídice da Mata e seu pai, o ex-deputado federal Mário Negromonte.
A mudança foi oficializada em evento na sede do partido. Estavam presentes também outros parlamentares e autoridades, como o vereador Silvio Humberto e o deputado estadual Ângelo Almeida.
O deputado deixou a liderança do PP no estado após conversa com o presidente nacional da legenda, Ciro Nogueira. Segundo ele, mudanças internas e a formação de federações partidárias influenciaram o cenário atual da sigla.
A deputada federal e presidente estadual do PSB, Lídice da Mata, teceu críticas ao novo formato de filiação e domicílio eleitoral, promovido pelas atualizações da legislação. Presente no evento oficial da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às obras de implantação do VLT em Salvador, nesta quinta-feira (2), a líder partidária destaca que, com a redução do tempo de migração entre os candidatos na janela partidária, de 1 ano para 6 meses, as discussões políticas foram substituídas pelas análises matemáticas.
“Isso é o resultado de um sistema absolutamente esquizofrênico que criamos na Câmara dos Deputados, que define como prazo de filiação seis meses antes da eleição. Isso é um absurdo. Sempre foi, historicamente, um ano. Não tem partido que se organize dessa maneira. Vai ser a maior mudança de cadeiras de um partido para outro, de toda a história política do país. Então, se isso está acontecendo, obviamente está errado”, afirmou a deputada.
Segundo Lídice, a nova modalidade complexifica e dificulta discussões relacionadas a ideologias e projetos partidários. “Fala-se que era para fortalecer os partidos, estão enfraquecendo os partidos, porque ninguém mais discute qual é a ideia do partido. A pessoa senta e quer saber onde eu vou me eleger. Claro que não pode se eleger todo mundo, todo partido vai eleger meia dúzia, e olha lá”, destaca.
Especialmente sobre a organização dentro do PSB, liderado nacionalmente pelo prefeito de Recife, João Campos, a representante baiana afirma que buscou ir na contramão da “tendência”, privilegiando a formação de uma chapa conceitualmente sólida.
“O PSB entrou nessa discussão com uma chapa, com pessoas que queriam vir para o partido e depois cada um foi mudando seus planos de acordo com o seu interesse particular, porque o processo indica que os interesses coletivos são minoritários. É isso, eu estou lutando muito, acho que vou conseguir, porque não vou parar de lutar, vamos fazer uma chapa e vamos disputar”, garante.
Ela ainda comenta sobre a saída de um forte quadro do PSB baiano, Fabíola Mansur, apontada como novo quadro do PSD. Sobre a desfiliação da ex-correligionária, Lídice aponta que “as pessoas estão compreendendo que esse é o resultado desse sistema". "Fabíola foi, nessa mesma lógica. Ela saiu do PSB, mas ainda nem decidiu qual é o partido para o qual vai. Então, está fazendo conta. Nós atualmente não discutimos ideias, discutimos matemática”, conclui.
A deputada estadual Fabíola Mansur possui um futuro encaminhado com o PSD e pode anunciar sua filiação já nesta quarta-feira (31). A parlamentar se despediu do PSB, partido que esteve filiada por 18 anos, nesta terça (30) e chegou a realizar um discurso emocionada na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, as tratativas estão bastante avançadas e dependem apenas de pequenos ajustes para se concretizar. Até então, Fabíola tinha conversas com o PDT, PV e chegou a ser convidada pelo deputado estadual Robinson Almeida (PT) a ingressar no PT.
Figura querida dentro da Casa, Fabíola acabou ficando na suplência do PSB após o resultado das eleições de 2022. Todavia, ela ocupou o mandato praticamente em toda legislatura, pois o titular, Angelo Almeida, esteve à frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). No último pleito, a ex-PSB registrou 58 mil votos.
Com Irecê sendo um de seus redutos eleitorais, Fabíola chega ao PSD depois da saída de Cafu Barreto para o grupo de oposição. O parlamentar era um dos políticos da sigla com forte atuação na região. Vale ressaltar que o PSD ainda mantém o deputado estadual Ricardo Rodrigues, que também é atuante no território de Irecê.
Recentemente, o partido comandado pelo senador Otto Alencar também filiou os deputados estaduais Niltinho (ex-PP) e a deputada Ludmilla Fiscina (ex-PV).
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) realizou um convite informal para Fabíola Mansur se filiar ao Partido dos Trabalhadores (PT), que compõe a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), após ela anunciar sua saída do PSB. Em carta aberta, a parlamentar publicou nesta terça-feira (31) a sua desfiliação do da legenda após 17 anos de militância.
Em discurso no púlpito da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Robinson exaltou a trajetória de Fabíola e informou que sua saída da AL-BA se trata de um “até logo”, visto que a deputada irá deixar o cargo após o retorno de Angelo Almeida (PSB), o qual está na Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) e irá se desincompatibilizar.
“Não tenho dúvida que seu mandato [de Fabíola] orgulha todos os seus eleitores. Li que você saiu do PSB e se for por falta de convite, quero lhe convidar aqui publicamente, no meu nome e creio que no nome dos deputados do PT, para você ingressar na Federação para você se filiar ao PT e se somar conosco na defesa do projeto de Lula e Jerônimo”, afirmou Robinson.
Conforme o deputado, a militância de Fabíola “converge” com as ideologias pregadas pelo PT na Bahia. Além disso, Robinson destacou a vontade no aumento da bancada feminina dentro da AL-BA.
“Que a força das mulheres seja crescente aqui neste parlamento. Tenho certeza que sua identidade, , sua trajetória, sua história, as suas opções de luta convergem com as da federação, convergem com o nosso partido. Quero deixar aqui o convite para seguir conosco em sua próxima trajetória”, completou.
A deputada estadual Fabíola Mansur anunciou, nesta segunda-feira (30), sua desfiliação do Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda em que esteve filiada desde 2008. Em carta direcionada à direção estadual e nacional da sigla, a parlamentar destacou a trajetória de 18 anos construída dentro do partido.
No documento, endereçado à presidente estadual do PSB, deputada federal Lídice da Mata, Fabíola classificou a decisão como política. "Levo comigo o respeito pelas lutas que travamos, pelos companheiros e companheiras de caminhada e pelas amizades construídas. Trata-se, no entanto, de uma decisão política, tomada com maturidade e responsabilidade, a partir de reflexões sobre o cenário atual", escreveu a parlamentar.
A parlamentar também agradeceu à direção nacional da legenda, citando os presidentes João Campos e Carlos Siqueira, além de fazer um reconhecimento especial à própria Lídice, a quem chamou de companheira de importantes lutas na Bahia e no Brasil.
Apesar da saída do PSB, Fabíola Mansur afirmou que seguirá sua trajetória política alinhada ao presidente Lula, ao governador Jerônimo Rodrigues, aos senadores Jaques Wagner e Otto Alencar, e ao ministro Rui Costa.
Nos bastidores, a previsão é de que a deputada migre para o PDT ou o PV. Segundo apuração, ela já teria iniciado negociações com ambas as legendas com o objetivo de se filiar antes do fim da janela partidária, que se encerra neste sábado (4).
Ainda chegou a ser cogitada uma possível ida para o PSD, mas, por conta do alto percentual de corte exigido pela sigla, a tendência é que a parlamentar opte por uma das outras duas opções.
O deputado estadual Niltinho (PSD) afirmou, nesta segunda-feira (30), que a migração conjunta de parlamentares que deixaram o PP após a federação com o União Brasil acabou não se concretizando após impasses nas negociações com o PSB. O grupo incluía os deputados Antônio Henrique, Hassan Youssef e Eduardo Salles.
Em entrevista ao projeto Prisma, Niltinho disse que os quatro planejavam seguir juntos para uma nova legenda e chegaram a conversar com partidos como PDT, PSD, Avante e Podemos. Segundo ele, o PSB era uma das principais opções, e houve inclusive reunião com o presidente nacional da sigla, João Campos.
“O plano era irmos juntos, os quatro, para uma nova agremiação”, afirmou.
A articulação, no entanto, foi alterada após mudanças no cenário político em Jequié, o que levou Hassan a permanecer no PP por causa de sua base eleitoral. Com isso, os demais deputados voltaram a reavaliar as alternativas.
De acordo com Niltinho, a possibilidade de ida ao PSB avançou, mas acabou descartada após cálculos eleitorais. “Manter juntos poderia colocar eleição em risco”, disse.
Ele afirmou ainda que, diante do cenário, o grupo decidiu liberar cada integrante para escolher o partido com maior viabilidade política. “Tomamos a decisão de que cada um seguiria o caminho de maior conforto”, declarou.
Niltinho acabou se filiando ao PSD, partido que, segundo ele, já era uma preferência. Os demais deputados ainda não anunciaram suas definições.
Um grupo expressivo de prefeitos do interior baiano manifestou apoio e indicou o atual presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso (PSB), para compor a chapa de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) como candidato a vice-governador em 2026.
A articulação ocorre após sucessivas reuniões no interior do estado, onde Cardoso mobilizou o apoio de prefeitos e bases municipalistas. O movimento visa fortalecer a presença do interior na chapa majoritária, aproveitando o trânsito político de Wilson Cardoso na UPB para garantir capilaridade eleitoral ao governo.
Como presidente da UPB, Cardoso tem sido a voz dos prefeitos junto aos governos estadual e federal, o que lhe confere um trânsito único entre os gestores das diversas regiões da Bahia.
A deputada federal Lídice da Mata (PSB) afirmou que as negociações para uma possível filiação do deputado estadual Hassan Iossef (PP) ao PSB foram interrompidas. A declaração aconteceu em entrevista à Antena 1, na manhã desta segunda-feira (23), após a possível saída do prefeito de Jequié da base governista.
A possibilidade do atual prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), deixar a base de Jerônimo mudou o curso das articulações do PSB, que buscava uma filiação dos egressos do PP. Os quatro deputados decidiram sair do partido para acompanhar o atual governador na disputa à reeleição. Lídice destacou que, neste momento, a discussão segue com os outros três parlamentares.
“A negociação com Hassan se dissolveu enquanto grupo e a partir daí há um debate nos outros três, se eles permaneceriam no projeto de ir para o PSB. A conversa com alguns desses três já está caminhando de forma mais efetiva para que, no mínimo, um deles permaneça no PSB”, afirmou a deputada.
Hassan é considerado o principal aliado de Cocá na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Com uma possível migração do gestor de Jequié para a base de ACM Neto, o parlamentar deve acompanhar essa movimentação. Sem citar nomes, a deputada federal ainda criticou a postura de parlamentares que mudam de posição repentinamente.
“É sobre isso que eu me refiro, pessoas que estavam trabalhando juntas há alguns anos, buscaram um projeto comum, mas aí a insegurança sobre a possibilidade de eleição, principalmente como se trata de deputados que têm mandatos já e que têm muito voto, terminam enxergando mais um projeto individual do que um projeto coletivo”, completou
A deputada federal Elisângela Araújo decidiu se filiar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) e irá disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Ela se encontrou com o presidente nacional do PSB, o prefeito de Recife João Campos, que ressaltou a importância da filiação da parlamentar na sigla.
O prefeito da capital pernambucana afirmou que o objetivo é ampliar a bancada federal socialista e ressaltou que é um orgulho para o partido receber um quadro político como Elisângela.
A deputada federal Lídice da Mata, presidente do PSB na Bahia, também reforçou a importância da chegada da parlamentar. Ela também afirmou que a legenda da Bahia pretende montar uma chapa forte para a disputa eleitoral, com o objetivo de ampliar a presença do partido na Câmara.
“Elisângela enriquece o nosso projeto político, pois é um quadro qualificado, com experiência eleitoral e base nos movimentos sociais”, afirmou.
A ex-secretária de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM) era disputada por outras siglas, mas, segundo PSB, optou pela legenda por afinidade com as teses ideológicas do partido e pela aproximação com Lídice da Mata, que a convidou para ingressar na legenda.
A deputada federal Lídice da Mata também reforçou a importância da chegada da parlamentar e afirmou que o PSB da Bahia pretende montar uma chapa forte para a disputa eleitoral, com o objetivo de ampliar a presença do partido na Câmara. “Elisângela enriquece o nosso projeto político, pois é um quadro qualificado, com experiência eleitoral e base nos movimentos sociais”, afirmou.
Elisângela Araújo nasceu em 29 de agosto de 1973, no município de Valente, na Bahia. Militante dos movimentos sociais, integrou o Partido dos Trabalhadores (PT) e teve atuação voltada principalmente para três áreas: agricultura — tendo sido titular da Comissão de Agricultura —, políticas para as mulheres e a defesa dos direitos da classe trabalhadora, em parceria com o movimento sindical ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Nas eleições de Eleições de 2022, foi candidata a deputada federal, obtendo 73.138 votos, ficando como suplente da bancada do PT, tendo assumido duas vezes uma vaga na Câmara dos Deputados.
“Iniciou, mas ainda não é conclusivo”, diz Lídice sobre conversas de Jerônimo para chapa majoritária
A deputada federal Lídice da Mata, presidente estadual do Partido Socialista Brasileiro na Bahia, afirmou que já foram iniciados os diálogos com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) sobre a definição da chapa majoritária para as eleições de 2026. Segundo ela, as conversas começaram, mas ainda não chegaram a uma conclusão.
“O governador tem feito diálogo, mas ainda não é terminativo. Nós temos uma demanda para que continue”, afirmou a parlamentar em entrevista ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (16).
Lídice também destacou que Jerônimo tem demonstrado atenção à necessidade de dialogar com outros partidos da base aliada, especialmente aqueles que não fazem parte de federações partidárias e buscam ampliar sua participação política.
“O governador está atento a isso. Está buscando formas de estipular o crescimento dos partidos aliados”, declarou.
A deputada federal Lídice da Mata, presidente estadual do Partido Socialista Brasileiro na Bahia, comentou as articulações da sigla para as eleições de 2026, criticou o atual sistema eleitoral e falou sobre as expectativas de cadeiras do partido no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa. As declarações foram dadas durante entrevista ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (16).
Ao abordar o cenário político atual, Lídice criticou o modelo eleitoral brasileiro, afirmando que ele estimula candidatos a buscar partidos com maior chance de eleição, o que, segundo ela, enfraquece a organização partidária tradicional e prejudica legendas pequenas e médias.
“A participação do partido está sendo calculada. Claro que nós estamos conversando com muita gente. O nosso sistema eleitoral é extremamente ruim. O sistema que está aí está para acabar com os partidos pequenos e médios nesse momento. E a consequência é a destruição dos partidos, mesmo os grandes. Os partidos deixaram de se organizar apenas pela ideia e passaram a ser formados pela conta de onde o parlamentar pode se eleger”, declarou.
A parlamentar também comentou as articulações políticas no âmbito estadual, incluindo conversas com políticos que estão de saída do Progressistas (PP). Segundo ela, embora exista diálogo com esse grupo, eles não são os únicos em negociação com o PSB.
“Aqui na Bahia estamos conversando com esse grupo de egressos do PP, que já estavam apoiando o governador Jerônimo Rodrigues, mas não paramos de conversar com outros grupos. De maneira que temos duas chapas prontas para o que for possível”, afirmou.
No cenário federal, Lídice avaliou que a formação de chapas é mais complexa devido ao número menor de candidatos competitivos e ao impacto que essas candidaturas têm na divisão de recursos partidários.
“Para deputado federal, a situação é mais delicada, porque temos menos candidatos na praça. A candidatura para deputado federal impacta mais nos partidos, porque necessita mais do fundo eleitoral e tempo de televisão. A nossa meta é fazer de dois a três deputados federais e de cinco a seis estaduais”, disse.
Sobre as expectativas de representação política, a deputada afirmou que o partido trabalha com a projeção de eleger entre duas e três cadeiras para a Câmara dos Deputados e entre cinco e seis para a Assembleia Legislativa da Bahia.
Segundo Lídice, a definição final das chapas deve ocorrer nas próximas semanas, diante de um cenário ainda marcado por negociações entre partidos.
“Não há confirmação de quase ninguém em quase nenhum partido. Se for pedir para os presidentes estaduais os nomes, vai ter nomes de partidos em diferentes partidos. Vamos apresentar a chapa até 2 de abril”, concluiu.
O acordo para a chegada de deputados no PSB da Bahia para dar robustez ao partido nas eleições deste ano ganhou novos capítulos e pode colapsar. De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, a saída do quadro histórico e pré-candidato Bebeto Galvão, agora filiado ao PSD, e a possibilidade de rompimento do Podemos trouxeram instabilidade para a chegada de nomes para a chapa proporcional da legenda comandada pela deputada federal Lídice da Mata (PSB).
A reportagem apurou que a saída do ex-vice-prefeito de Ilhéus, Bebeto Galvão, impacta na margem de cálculo para o Quociente Partidário (QP) de possíveis filiados que visavam a candidatura à Câmara dos Deputados. Um dos afetados, inclusive, seria o deputado estadual Vitor Bonfim (PV), que já tinha sua filiação encaminhada, e até anunciada pelo presidente nacional do PSB, João Campos, mas que poderia recuar do acordo para “recalcular a rota”.
Outro fator que impactou é a “ameaça” de rompimento do Podemos com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O partido está no centro das atenções após a presidente nacional da legenda, a deputada federal Renata Abreu (SP), abrir negociações com o senador Angelo Coronel (PSD) para o receber na sigla, concedendo o poder de comandar as articulações da sigla na Bahia.
Uma fonte da reportagem apurou que, para se manter na base de Jerônimo, a deputada teria exigido uma maior robustez para o partido na disputa das eleições para o legislativo. O Podemos aguardava a chegada de Bacelar (PV), mas ele acabou recusando o convite de filiação, justamente pela falta de “força” dentro do governo.
“Se a gente conseguisse formar um partido mais forte na base do governo. (...) Houve uma dificuldade na montagem da chapa. Me dei muito bem com o PV. Se a gente conseguisse formar um partido mais forte na base do governo. Houve uma dificuldade na montagem da chapa. Teria que ser uma proposta extraordinária. Me dou bem com a militância, minha pauta tem sido muito direcionada ao meio ambiente”, disse Bacelar em entrevista ao Bahia Notícias em fevereiro deste ano.
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As conversas com o Podemos ainda podem impactar na encaminhada filiação do quarteto de egressos do PP na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA): Niltinho, Hassan, Antônio Henrique Jr. e Eduardo Salles. O grupo, que já anunciou sua saída do Progressistas, ainda não cravou seu futuro destino partidário e ainda articula sua migração conjunta.
O Podemos perdeu seu único representante na AL-BA nesta semana, com o deputado Laerte do Vando se filiando ao Avante. Agora, a legenda busca recompor suas perdas, ou com a chegada de Coronel e seus aliados, ou com o compromisso de Jerônimo em fortalecer o partido de Renata Abreu na Bahia.
O suplente de senador e pré-candidato a deputado federal Bebeto Galvão emitiu um comunicado oficial neste domingo (08) anunciando sua saída do Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda em que militou por 23 anos.
Durante sua trajetória na sigla, Bebeto ocupou diversos cargos, inclusive na direção nacional do partido. Ele também foi deputado federal pelo PSB, eleito com 97 mil votos para o mandato entre 2015 e 2019, período em que atuou como vice-líder da bancada socialista na Câmara dos Deputados.
Após esse período, Bebeto abriu mão de disputar a reeleição para apoiar a candidatura de Lídice da Mata a deputada federal em 2018, quando a socialista ficou de fora da chapa majoritária ao Senado. Na ocasião, ele destinou sua base eleitoral para ajudar na eleição de Lídice, em nome da unidade do grupo político.
Na carta divulgada, Bebeto relembra sua trajetória dentro do partido e agradece à direção e à militância pelas conquistas alcançadas ao longo dos anos. Ele também reafirma sua pré-candidatura a deputado federal e o compromisso político com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.
Confira a carta na íntegra abaixo:
"Escrevo essa carta para compartilhar com o povo da Bahia uma importante decisão da minha trajetória política. Após mais de duas décadas de militância no Partido Socialista Brasileiro (PSB), inicio agora um novo ciclo em minha vida partidária.
Foram mais de 23 anos de caminhada, de construção coletiva e de profunda dedicação a um projeto político que sempre procurei honrar com lealdade, coerência e compromisso público.
Ao longo desse tempo, tive a oportunidade de contribuir com o partido em diferentes espaços, nas direções municipal, estadual e nacional, ajudando a fortalecer sua presença no interior da Bahia e participando ativamente da construção de vitórias importantes, que elegeram vereadores e prefeitos comprometidos com a transformação social.
Na Câmara dos Deputados, onde tive a honra de representar o povo baiano como deputado federal pelo PSB, vivi um dos momentos mais marcantes da minha vida pública. Ali também exerci a função de vice-líder da bancada do partido composta por 34 parlamentares, participando da condução de importantes votações e defendendo posições que sempre buscaram proteger a democracia, os direitos sociais e os interesses do nosso povo.
Em momentos decisivos da política brasileira, mantive minha postura guiada pela coerência e pelos princípios que sempre orientaram minha trajetória, como a minha posição contra o impeachment de Dilma Rousseff e outras decisões.
Ao longo dessa caminhada, também fiz gestos que traduzem o espírito coletivo que sempre procurei cultivar na política. Um dos mais significativos ocorreu em 2018, quando a companheira Lídice da Mata, após não integrar a chapa majoritária ao Senado, precisou disputar uma vaga na Câmara Federal. Naquele momento, renunciei à minha própria reeleição, abrindo mão da continuidade do meu mandato para contribuir com a unidade do grupo e garantir a sua eleição. Fiz isso com a convicção de que a política precisa ser maior do que os projetos individuais.
Registro também meu agradecimento ao presidente nacional do partido, João Campos, por sua liderança e pelo diálogo respeitoso ao longo desse processo. Reafirmo aqui minha admiração por sua trajetória. Tive também o privilégio de conviver de perto com seu pai, o inesquecível Eduardo Campos, com quem compartilhei importantes momentos da minha caminhada e de quem guardo ensinamentos e memórias que permanecem vivos na minha história.
Foram anos intensos, de muito aprendizado, desafios e conquistas ao lado de companheiros e companheiras que ajudaram a construir uma história importante dentro do partido. A todos eles registro minha profunda gratidão pela convivência, pelo diálogo e pela luta compartilhada. Saio deste ciclo com serenidade e consciência tranquila.
Levo comigo a certeza de que minha história de luta e compromisso permanece intacta. Continuarei defendendo os valores que sempre orientaram minha vida pública: a democracia, a justiça social, o desenvolvimento do nosso país e, sobretudo, a luta permanente em defesa dos trabalhadores e dos que mais precisam.
A política é feita de ciclos. E quando um ciclo se encerra, não significa um ponto final, muitas vezes é apenas o começo de um novo caminho. E esse caminho que preciso seguir, atendendo ao chamado do povo da minha região para voltar a ser deputado federal, exige um novo projeto partidário.
Reafirmo o meu compromisso com o governador Jerônimo Rodrigues, o senador Jaques Wagner, o senador Otto Alencar e o ministro Rui Costa, que lideram o nosso grupo. Juntos lutaremos pela reeleição da dupla Lula e Jerônimo.
Sigo adiante com a mesma disposição de servir ao povo, com o mesmo compromisso com a Bahia e com o Brasil, e com a convicção de que ainda há muito a fazer para construir uma sociedade mais justa, solidária e cheia de oportunidades para todos.
Ao Partido Socialista Brasileiro, deixo meu respeito, minha gratidão e o reconhecimento por tudo que construímos juntos ao longo desses anos. A caminhada continua."
O prefeito de Recife João Campos (PSB) e a deputada federal Tabata Amaral (PSB) oficializaram a união neste sábado (21) em uma cerimônia intimista realizada na icônica Praia dos Carneiros no litoral sul de Pernambuco o evento reuniu familiares amigos próximos e figuras centrais da política brasileira
Em vídeo gravado por um dos convidados é possível ver o político entrando com a música "De Janeiro a janeiro" (2008) de Roberta Campos Confira em trecho abaixo:
??VÍDEO: João Campos e Tabata Amaral se casam em cerimônia pequena em Pernambuco
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) February 21, 2026
Confira ??????: pic.twitter.com/1mBWKYbrGv
Toda a cerimônia foi pensada, apesar de reservada, contou com uma lista de convidados de peso refletindo a influência do casal no cenário nacional:
- Geraldo Alckmin o presidente em exercício marcou presença no evento
- José Múcio Monteiro ministro da Defesa
- Wolney Queiroz secretário-executivo do Ministério da Previdência
- Aliados e lideranças regionais diversos parlamentares e prefeitos do estado
O local escolhido, a Praia dos Carneiros é conhecido por sua beleza natural e pela famosa Capela de São Benedito em Pernambuco, a celebração focou na discrição com forte esquema de segurança para garantir a privacidade dos noivos e das autoridades presentes
O casal que está junto desde 2019 é considerado uma das power couples da política jovem no Brasil, ambos pertencem ao PSB (Partido Socialista Brasileiro) e têm trajetórias marcadas pela renovação política em seus respectivos redutos eleitorais
A deputada federal Lídice da Mata, presidente do PSB na Bahia, afirmou que o partido trabalha com uma meta considerada “concreta e possível” para as eleições de 2026, que inclui a eleição de sete deputados estaduais e três federais no estado. A declaração foi feita neste sábado (7) ao comentar uma reunião recente com o prefeito de Recife e presidente nacional do PSB, João Campos.
“Eu acho que sim. Por tudo o que nós estamos planejando e pelas respostas que estamos tendo, nós temos condições de alcançar essa meta. Essa não é uma meta ilusória, é uma meta concreta, possível. Eventualmente, pode uma coisa ou outra não dar certo, mas a nossa expectativa é que, no Brasil inteiro, o PSB cresça, dobre a sua bancada federal e, aqui na Bahia, triplique”, completou.
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A parlamentar também comentou sobre a reunião realizada na última quinta-feira (5) entre os partidos da base do governo estadual. Segundo Lídice, não houve qualquer tipo de tensão no encontro, que teria sido marcado por unidade entre os aliados e pela apresentação de resultados do governo.
“Não teve tensão nenhuma, estou falando com muita sinceridade. Até entramos na reunião sem saber muito bem qual seria a pauta e foi uma pauta muito boa, muito leve, tranquila. Os partidos estavam todos muito solidários. No momento em que um sai, quem fica se une e se une com força. O governo apresentou os resultados de diversas áreas, inclusive uma revista com esses resultados, e depois começamos a discutir a estratégia”, relatou.
A presidente do PSB destacou que a base aliada reúne atualmente dez partidos e demonstrou confiança no desempenho eleitoral do grupo.
“Todos compreendem que nós temos toda capacidade e condição de ganhar essa eleição. Estamos muito confiantes nisso, sem ser arrogantes. Confiança é uma coisa, arrogância é outra”, pontuou.
Segundo ela, já existe um encaminhamento para a organização da campanha: “Definimos, pelo menos, um cronograma de novas reuniões, não com datas fechadas, mas com tarefas e próximos passos. Acho que vamos funcionar muito bem nessa campanha. A política baiana tem um marco em que a gente começa atrás, vai crescendo e ganha. Desta vez, estamos mais numa situação em que já começamos muito mais em cima”, avaliou.
Após rumores sugerirem que o senador Angelo Coronel e os filhos dele, o deputado federal Diego Coronel e o deputado estadual Angelo Filho, poderiam migrar para o PSB, lideranças socialistas negaram a hipótese. Conforme apuração do Bahia Notícias, o deputado federal Felipe Carreras (PSB-PE) foi quem ensaiou o movimento, numa reação direta à aproximação do ministro Rui Costa da governadora Raquel Lyra (PSD).
O prefeito de Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, negou que o partido tenha interesse em "retrucar" qualquer mobilização de aproximação do governo federal da adversária dele nas urnas em outubro, a governadora Raquel Lyra.
"O presidente Lula é um republicano nato", defendeu Campos, em uma referência a suposta determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em manter boas relações com governadores que, eventualmente, não tenham apoiado a candidatura do petista em 2022.
Em Pernambuco, o palanque de João Campos deve firmar aliança com o PT, com o senador Humberto Costa candidato à reeleição e a prima do prefeito, Marília Arraz, como candidata ao Senado. Já Raquel Lyra deve seguir com a iminente candidato do PSD ao Palácio do Planalto, que tem opções como Ratinho Jr., Eduardo Leite e Ronaldo Caiado.
A suposta proposta para que a família Coronel migrasse para o PSB teria nascido a partir da insatisfação de setores do partido, com alinhamento mais pragmático à direita, e que desejam o afastamento dos governos petistas. Entretanto, dada as condições das relações entre as siglas, inclusive na Bahia, o enlace é considerado improvável, segundo líderes da legenda.
A deputada federal e presidente do PSB baiano, Lídice da Mata, disse que as negociações para filiação de deputados à sigla, está em avanço. A informação foi dita por Lídice, durante entrevista à imprensa, nesta sexta-feira (6), durante a entrega de ambulâncias do SAMU 192, em Salvador, com a participação do presidente Lula.
Na ocasião, a parlamentar comentou que o foco das discussões é garantir alternativas reais para os deputados estaduais, que visam migrar ao grupo.
“As negociações são com os deputados que querem ter no PSB uma alternativa real. Nós estamos avançando nessa conversa. Eu diria que está avançando firmemente nessa direção. Os deputados estaduais estamos lançando uma chapa junto, um esforço coletivo. É a nossa meta fazer sete deputados estaduais”, disse da Mata.
Ela ainda observou acerca da possível chegada do prefeito de Jequié, Zé Coca ao PSB.
“ Zé Cocá também discute com a gente. tem participado de reunião conosco. Ontem mesmo pela manhã nos reunimos”, revelou.
Antes, a ex-prefeita de Salvador contou sobre a reunião realizada pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) com deputados da base e com o conselho político.
“A reunião foi ótima, foi a apresentação das conquistas do governo, foi uma discussão dos próximos espaços, da próxima reunião, dos objetivos de organização, claro, dos dez partidos que estão apoiando o governo do Estado da Bahia. Estamos agora criando uma conversa paralela para ir ajustando a vida de cada um”, afirmou.
Lídice ainda apontou que a saída de Angelo Coronel foi considerada um evento já superado e não representa uma ameaça atual à chapa.
“Não é uma ameaça de nada. Houve essa discussão estabelecida mas não houve nenhuma discussão [...] Você discute o que aconteceu ontem, discute o presente”, apontou.
O deputado federal Raimundo Costa (Podemos), o ex-prefeito de Serrinha, Adriano Lima (PP) e o ex-deputado federal, Bebeto Galvão (PSB), formalizaram, nesta terça-feira (03), um pacto de aliança político-partidária. Em comunicado oficial, o trio afirmou que, após avaliação conjunta do cenário político do Brasil e da Bahia e das projeções eleitorais para o próximo ciclo, deverão atuar de forma integrada para decidir sobre filiação partidária, reafirmando um compromisso de unidade e coordenação política.
A aliança entre eles reúne bases em diferentes regiões do estado. Raimundo Costa possui inserção entre pescadores, comunidades ribeirinhas e no Baixo-Sul; Adriano Lima, médico oftalmologista e ex-prefeito por dois mandatos, concentra liderança no território do Sisal; e Bebeto Galvão tem trajetória na defesa dos direitos da classe trabalhadora, com representatividade no sul da Bahia.
Os três serão candidatos a deputado federal, e as lideranças das bases dos pré-candidatos avaliam que, do ponto de vista matemático e eleitoral, juntos eles projetam um potencial estimado em 220 mil votos, podendo chegar próximo dos 300 mil votos com a incorporação de outros nomes que dialogam com o grupo. A expectativa pode ser determinante para a escolha do futuro partidário.
Bebeto Galvão tem sinalizado sobre a conjuntura e viabilidades do seu partido, o PSB, "convidando os demais a assinarem com a sua legenda em uma aliança estratégica estadual e nacional". Já os aliados, Raimundo e Adriano, têm apontado sobre o cenário do Podemos e as chances de vitória. "Ambas as legendas são consideradas como caminhos naturais, mas a definição será tomada de forma conjunta, observando os critérios políticos dos partidos que enxergarem e priorizarem essa agenda coletiva e garantam condições de disputa competitivas", concluem.
A deputada federal e presidente do PSB na Bahia, Lídice da Mata, detalhou o andamento das negociações para uma possível filiação do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), e de deputados estaduais do Progressistas que desejam deixar a legenda. Em entrevista nesta sexta-feira (23), durante evento de aniversário do MST no Parque de Exposições, em Salvador, ela revelou que negocia uma reunião entre o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o presidente nacional do PSB, prefeito de Recife (PE), João Campos, para alinhar os últimos ajustes.
“Levemos alguns e tivemos uma reunião Ele foi convidado pelo prefeito Wilson Cardoso, companheiro de militância na União dos Prefeitos da Bahia (UPB), mas ainda falta, digamos assim, foi uma alinhada, mas ainda falta uma costura final. Nós estamos muito esperançosos de que isso resulte um grande crescimento do PSB, tanto numa condição de fazer uma chapa que eleja entre seis e sete deputados estaduais, e uma chapa na Federal que eleja dois a três, com ênfase no terceiro”, disse Lídice da Mata.
Questionada sobre a participação de João Campos nas conversas, a parlamentar afirmou que o prefeito tem acompanhado as negociações com proximidade: “Totalmente, está acompanhando de perto. Eu estou inclusive nesse momento negociando uma data para um encontro entre ele, Jerônimo, e alguns dos companheiros com que nós estamos discutindo a vinda para o PSB.”
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Lídice também foi perguntada em relação a uma possível saída de Angelo Coronel (PSD) da chapa para o senado nas eleições deste ano. Sendo relembrada que viveu uma situação semelhante em 2018, a deputada afirmou que a atual situação “não era problema dela”, evitou dar conselhos sobre a questão e lamentou uma possível ausência de uma representação feminina na chapa do governador Jerônimo no pleito.
“Não é um problema meu nesse momento. Eu estou cuidando da chapa de deputado federal e da chapa de deputado estadual. E acho que os dois candidatos que estão pleiteando, tanto Wagner como Rui, tem total legitimidade para pleitear. Também Coronel que está no mandato, mas está de sair para entrar outro (...). Eu não posso dar conselho a ninguém, imagine uma mulher dando conselho aos homens que são os comandantes da política nacional majoritariamente. Não, eu não tenho nenhuma capacidade para dar esse tipo de conselho a ninguém, muito menos a ele. O que eu acho é que eu lamento que não tenhamos até então encontrado um caminho para garantir uma representação feminina na chapa. E como ainda não terminou o prazo, vamos ver se isso é possível ou não isso”, respondeu.
A senadora e ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), tem uma reunião marcada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tratar de seu futuro político. Aliados do petista articulam a possibilidade de ela integrar uma candidatura em São Paulo, enquanto Tebet também tem em mãos um convite do PSB para disputar o pleito no estado.
O encontro atende ao interesse do Palácio do Planalto em construir um palanque robusto no maior colégio eleitoral do país, com cerca de 33,5 milhões de eleitores, considerado estratégico para a tentativa de reeleição do presidente.
Uma eventual candidatura em São Paulo, no entanto, pode significar a saída de Tebet do MDB, partido ao qual é filiada há 27 anos. A sigla atualmente comanda a Prefeitura da capital paulista, com Ricardo Nunes, e integra a base de apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), dois nomes alinhados à candidatura presidencial da oposição.
Lula solicitou uma conversa reservada com a ministra durante a cúpula do Mercosul, que será realizada em Foz do Iguaçu, no Paraná. O retorno a Brasília ocorreu no mesmo voo, ocasião em que ambos combinaram discutir, já no início de 2026, o papel eleitoral de Tebet.
A ministra já comunicou a aliados que estará ao lado de Lula na disputa presidencial e que aceitará o desafio político que lhe for proposto. Procurada, Simone Tebet não se manifestou.
Aliados do presidente avaliam que a ministra tem potencial eleitoral para disputar um cargo majoritário em São Paulo, seja uma vaga ao Senado, a vice-governadoria ou até mesmo encabeçar a chapa, caso o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente Geraldo Alckmin não aceitem a missão. As informações são do Globo.
Durante a Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15), o deputado estadual Eduardo Sales comentou sobre a saída do PP após aliança do partido com União Brasil. O parlamentar, que tem até março para migrar de sigla, ainda não definiu a nova legenda.
A pretensão dos correligionários é saírem todos para o mesmo partido. Deputados estaduais do Progressistas, Niltinho, Hassan Iossef, e Antonio Henrique Júnior devem acompanhar o movimento para continuar na base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
“Nosso objetivo é estar todo mundo em bloco. A decisão dos deputados é que iremos para um partido que contemple a vontade que nós temos de ser um grupo forte e que possa avançar junto ao governo. Apesar de termos o prazo de março, até fevereiro teremos o martelo batido”, garantiu.
Questionado sobre a migração para o PSB, o parlamentar admitiu a possibilidade de passar a fazer parte do quadro de deputados do partido.
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“Temos uma conversa bem andada com o PSB. O João Campos tem trazido uma força muito importante a nível nacional e estamos estudando. Essa possibilidade sem dúvida é uma das cogitadas”, afirmou Sales.
O deputado estadual Niltinho (PP) avaliou que a Lavagem do Bonfim, festa que abre o calendário popular de Salvador, funciona como a primeira ação da “pré-campanha” eleitoral. Presente no cortejo entre a Igreja da Conceição da Praia e a Colina Sagrada no Bonfim, nesta quinta-feira (15), o parlamentar aponta que é uma oportunidade para os grupos demonstrarem união e força política.
“É o início da campanha, pré-campanha do ano da eleição. Seja no ano das eleições municipais ou agora na eleição do estado. Já começa a movimentação, as pessoas começam realmente a participar com o olhar, pensando em outubro de 2026. Eu tenho certeza que o governo está aqui demonstrando a própria força que tem”, sucinta.
Niltinho garante, no entanto, que a festa tem uma importância ainda maior. “Já percorri esse início aqui da Igreja e vi diversas pessoas participando falando da política, mas eu acho que, muito mais do que isso, é uma festa sagrada, uma festa que celebra o nosso Senhor do Bonfim, que celebra a energia da nossa Bahia. Aqui a gente tem a oportunidade de receber não só o baiano, mas pessoas que vêm de diversos estados e de outros países. Eu tenho certeza que essas pessoas não estão tão preocupadas com o termômetro político”, afirma.
Ele, que vive um momento de transição política, para se manter ao lado da base governista, evitou cravar seu destino após a saída do Partido Progressistas, durante a janela partidária. Questionado sobre a possibilidade de ingressar no PSB ou no PSD, Niltinho disse apenas que “estamos conversando ainda, tem muita conversa, tem até março”.
O deputado alega que deve seguir o posicionamento de outras lideranças para a tomar a decisão. “Os senadores, e eu já ouvi o governador dizendo que tem até março para decidir, então nós estamos nessa mesma posição, nessa mesma janela”, conclui.
O prefeito de Madre de Deus, Dailton Filho (PSB), se manifestou publicamente nesta nesta sexta-feira (12) após a gestão ter sido alvo da Operação Xeque-Mate, do Ministério Público da Bahia (MP-BA). Em nota pública a Prefeitura destacou que “está à disposição dos órgãos de controle para colaborar plenamente com qualquer esclarecimento necessário.”
“A gestão municipal reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a correta aplicação dos recursos públicos, pilares que orientam todas as ações da Administração.”, diz a manifestação.
A ação do MP no município investiga fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo agentes políticos do município. Ao todo, a Unidade de Assessoramento e Investigação (Unai) e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) cumpriram 16 mandados de busca e apreensão em endereços de Madre de Deus, São Francisco do Conde, Senhor do Bonfim, Salvador e Lauro de Freitas.
De acordo com o MP-BA, o esquema utilizava essas empresas para dar "aparência de legalidade às contratações". As investigações revelaram que o grupo simulava competitividade em credenciamentos e pregões eletrônicos, beneficiando empresas vinculadas a agentes políticos e seus familiares.
A nota ainda destaca que o gestor municipal “não compactua com irregularidades e adota continuamente medidas de controle interno para assegurar a lisura dos processos administrativos e licitatórios”.
“O prefeito destaca que acompanha com responsabilidade o andamento das investigações e reforça que qualquer prática que contrarie os princípios da administração pública deve ser apurada com rigor, garantindo sempre o devido processo legal.”, garante.
A nota é concluída com a garantia da manutenção das atividades na gestão municipal. “Por fim, o prefeito Dailton Filho reafirma sua confiança no trabalho das instituições e seu compromisso com a população de Madre de Deus, garantindo que as atividades do município seguirão regularmente, com foco na prestação de serviços de qualidade e na manutenção da ordem administrativa enquanto os fatos são devidamente esclarecidos pelas autoridades competentes.”, finaliza.
Confira a nota na íntegra:
“O prefeito de Madre de Deus, Dailton Filho (PSB), vem a público manifestar-se sobre a operação deflagrada nesta sexta-feira (12) pelo Ministério Público da Bahia. A gestão municipal reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a correta aplicação dos recursos públicos, pilares que orientam todas as ações da Administração. O município está à disposição dos órgãos de controle para colaborar plenamente com qualquer esclarecimento necessário.
O prefeito destaca que acompanha com responsabilidade o andamento das investigações e reforça que qualquer prática que contrarie os princípios da administração pública deve ser apurada com rigor, garantindo sempre o devido processo legal. A Prefeitura não compactua com irregularidades e adota continuamente medidas de controle interno para assegurar a lisura dos processos administrativos e licitatórios.
Por fim, o prefeito Dailton Filho reafirma sua confiança no trabalho das instituições e seu compromisso com a população de Madre de Deus, garantindo que as atividades do município seguirão regularmente, com foco na prestação de serviços de qualidade e na manutenção da ordem administrativa enquanto os fatos são devidamente esclarecidos pelas autoridades competentes.”
O deputado estadual Marcone Amaral (PSD) gastou R$ 393,8 mil em verbas da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) utilizando empresas “de fachada”. Conforme apuração do Bahia Notícias, duas empresas que seriam ligadas a laranjas estariam sendo utilizadas para divulgação de atividade parlamentar desde que o deputado assumiu o mandato, no final de janeiro deste ano.
Os pagamentos foram realizados no valor de R$ 35,8 mil mensalmente, com a quantia total dividida entre duas empresas com endereço no município de Jaguaquara, localizado na região do Baixo Sul da Bahia.

Além disso, o Bahia Notícias encontrou nas redes sociais de Elson divulgações de seu trabalho enquanto motorista. Na apuração, a reportagem detectou que ele prestaria serviços para a empresa Mello’s Propaganda e Publicidade, liderada pelo ex-secretário de Cultura de Jaguaquara, Weder Mello, que também é ligado a diversos políticos do interior do estado.

Foto: Reprodução / LindkedIn
Inclusive, o número de telefone cadastrado no CNPJ da Toca Notícias é o de Weber Mello, que, na descrição, se autointitula como membro do gabinete do ex-deputado estadual e prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro (PSD). O parlamentar deixou a cadeira da AL-BA este ano, dando vaga, inclusive, para Marcone Amaral após Jusmari Oliveira permanecer como titular da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur).

Foto: Acervo Pessoal
A segunda empresa supostamente utilizada como laranja seria a intitulada como “Zenildo Ribeiro dos Santos”, também conhecida como “Portal do Vale Midia”. Buscando detalhes do endereço da companhia, a reportagem encontrou um logradouro residencial em Jaguaquara.

Endereço da empresa de Zenildo | Foto: Google Street View
O Bahia Notícias também obteve informações de que Zenildo seria sócio de companhias ligadas ao setor de Saúde em Jequié, inclusive, utilizando o mesmo CNPJ que presta serviços de divulgação da atividade parlamentar ao deputado Marcone do Amaral.
A reportagem buscou a assessoria de imprensa de Marcone Amaral antes da divulgação da matéria para questionar os valores envolvidos nas empresas que seriam ligadas a laranjas, mas, até o momento, não foi respondida. Veja a mensagem enviada pelo Bahia Notícias:
Prezado,
Gostaríamos de obter esclarecimentos sobre alguns temas referentes ao mandato do deputado estadual Marcone Amaral (PSD). Consta, entre as notas pagas pelo mandato do deputado o custeio de divulgação da atuação parlamentar emitidas em nome de Elson Santos Brito. Duas empresas, uma em nome de Elson, com registros em localizações em residências, na cidade de Jaguaquara. Outra, também em Jaguaquara, com o mesmo perfil de localização, em nome de Zenilson Santos Ribeiro. As notas totalizaram R$ 393.800,00 - referentes a mesma divulgação parlamentar.
Com essas informações, seguem os questionamentos:
Marcone Amaral possui alguma relação com Weber Mello?
O parlamentar consultou o CNPJ das empresas contratadas antes das verbas indenizatórias?
Caso sim, o gabinete do deputado identificou que o número de telefone da empresa seria de Weber e que a outra companhia possui endereço em logradouro residencial?
Como o deputado encontrou as empresas? Recebeu indicações de outros deputados?
O deputado tinha ciência de um possível risco de empresas ligadas a laranjas?
(Matéria atualizada às 12h deste sábado, 13, para corrigir a informação inicialmente veiculada a respeito de uma suposta relação entre o prefeito de Feira de Santana Zé Ronaldo e o motorista mencionado na matéria. Veja aqui.)
O deputado estadual Vitor Bonfim (PV) e o presidente nacional do PSB, o prefeito de Recife de João Campos, se reuniram em Brasília durante a tarde desta terça-feira (25). O encontro ocorreu em meio a discussões sobre o futuro partidário do parlamentar, que busca viabilizar sua candidatura a deputado federal nas eleições de 2026.
"Uma boa conversa com João Campos. Um jovem que se destaca pela visão, pela gestão e pela capacidade de construir caminhos", escreveu Bonfim em publicação nas redes sociais.
Vitor Bonfim deve deixar o PV para disputar a Câmara dos Deputados no próximo ano e tem mantido conversas com partidos da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Conforme informações obtidas pelo Bahia Notícias, ele já teria recebido um convite do PT e também foi procurado pelo Podemos. Contudo, apesar das opções, ele ainda não definiu sua futura sigla e, agora, o PSB pode surgir como uma possibilidade.
Uma fonte da reportagem apontou que o verde tem adotado cautela e vem buscando articulação com prefeitos para atingir uma votação robusta em 2026. Conforme relatos de parlamentares que têm buscado a vaga na Câmara, existe um “número mágico” de atingir 100 mil votos para garantir uma cadeira na Casa Legislativa federal.
Além de Bonfim, João Campos também tem centrado suas atenções para a “debandada” de deputados estaduais do PP, que buscam um novo partido após o Progressistas formar uma federação com o União Brasil. Em setembro, o líder da sigla na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Niltinho, se reuniu com o prefeito de Recife e deu início às negociações.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) julga nesta segunda-feira (17) uma ação que investiga uma possível fraude à cota de gênero na última eleição municipal de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O caso tem como alvo as candidaturas de Lia (PSB) e Bete Paes (PSD), ambas da chapa proporcional vinculada ao então candidato a prefeito Antonio Rosalvo (PT).
A Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (Aime) foi movida pelo partido Avante, que acusa as legendas de registrarem as duas candidatas apenas para cumprir formalmente a exigência legal de 30% de candidaturas femininas, sem intenção real de participação no pleito.
Segundo a acusação, há indícios de que Lia (PSB) não teria feito campanha e nem votado em si mesma. A filha da candidata, registrada como coordenadora de campanha, também não votou nela, o que, segundo os autos, reforçaria a tese de ausência de disputa real.
Lia substituiu outra candidata que estava inelegível por não prestar contas nas eleições anteriores. Para o Avante, essa substituição tardia teria servido apenas para regularizar o Drap (Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários) e possibilitar a inclusão de dois homens na chapa proporcional.
Situação semelhante é apontada no caso de Bete Paes (PSD), que também entrou como substituta após o prazo legal de filiação, o que apontaria, segundo a ação, um padrão coordenado entre PSB e PSD para atender a cota mínima feminina sem ofertar candidaturas competitivas.
De acordo com a investigação, não foram identificados atos públicos, materiais impressos, peças digitais, postagens, agendas de campanha ou movimentação nas redes sociais das duas candidatas. Ambas teriam votado em outros candidatos. O processo é relatado pelo desembargador eleitoral Ricardo Maracajá.
Caso o TRE-BA reconheça a fraude, a composição da Câmara de Vereadores de Lauro de Freitas pode mudar. Se a fraude for reconhecida apenas no PSD perdem o mandato: Joélio e Beço. No caso assumem Flor (Avante) e Criolo (MDB).
Caso a fraude for reconhecida apenas no PSB. Perde o mandato Cezar da Lindóia, e assume Criolo (MDB). Se a fraude for reconhecida no PSD e no PSB, assumem Felipe Manassés (PP), Flor (Avante) e Criolo (MDB).
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) se reuniu com quatro deputados estaduais do Progressistas em agenda durante a manhã desta quinta-feira (13). O encontro foi a primeira reunião entre o chefe do Executivo e a bancada progressista desde o rompimento do deputado Nelson Leal (PP), que assumiu a coordenação da campanha do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União).
A reunião também contou com a presença do secretário de Relações Institucionais (Serin), Adolpho Loyola, um dos principais articuladores políticos do governador.
Os parlamentares presentes foram um quarteto formado por Niltinho, líder do PP na AL-BA, Hassan, Antônio Henrique Jr. e Eduardo Salles. Atualmente o grupo articula, em conjunto, sua migração partidária para uma sigla da base de Jerônimo, visto que o Progressitas formou uma federação com o União Brasil, principal partido da Oposição.
Segundo o governador, o encontro com a bancada foi realizado para discutir investimentos no interior do estado, recebendo demandas de prefeitos do interior do estado.
“Falamos sobre pautas importantes para o desenvolvimento do nosso estado e para fortalecer a relação com os municípios, ouvindo as demandas de prefeitas e prefeitos de todas as regiões. O diálogo permanente com as bancadas é fundamental para que a gente siga trabalhando, juntos, pelos interesses das baianas e dos baianos”, escreveu Jerônimo.
Confira:
LOBO SOLITÁRIO?
Desde o início das conversas para deixar o PP, os parlamentares conversavam que Nelson Leal adotaria uma postura “independente”, ou seja, sem tomar uma decisão em conjunto com a bancada. Ainda em outubro, os rumores, ainda sem a explicação dos motivos, de que o deputado poderia desistir da reeleição ganharam força e começaram a circular nos corredores da AL-BA.
O motivo foi explicado na última sexta-feira (7), quando Leal anunciou o rompimento político com o governador para assumir a coordenação de campanha de ACM Neto. Na oportunidade, o deputado também informou que abriu mão de disputar a reeleição para se dedicar integralmente à nova missão.
“Neto me convidou para coordenar a campanha, e acho que esse é o melhor caminho para a Bahia. Neto fez uma administração primorosa e extraordinária em Salvador, e vai promover a mesma transformação que o nosso estado está precisando”, afirmou Leal.
DEBANDADA E O PSB
Com a iminente debandada do quarteto liderado por Niltinho, o PSB se tornou a legenda “favorita” para receber os insatisfeitos com a Federação União Progressistas. Em setembro, os pessebistas chegaram a promover um encontro do presidente nacional da legenda, o prefeito de Recife, João Campos, e Niltinho para discutirem a possível filiação.
Segundo os parlamentes, há um cálculo no qual estima que o futuro partido, ao filiar ao quarteto, teria a garantia de pelo menos a formação de três cadeiras na AL-BA.
Com uma possível migração ao PSB, a ideia é conseguir uma maior robustez na bancada do partido na Casa Legislativa, ampliando de dois deputados para cinco. Contudo, a permanência da deputada Fabíola Mansur (PSB) na legenda ainda é incerta por conta de “divergências internas”.
Falando sobre o sexto deputado da bancada do PP, Felipe Duarte já encaminhou sua filiação ao Avante e, segundo os parlamentares da Casa, ele já responde como membro do partido. Sua migração deve ser oficializada na abertura da janela partidária, em março de 2026.
A migração dos deputados estaduais do PP para o PSB segue sendo costurada. Com acenos positivos dos parlamentares e do partido, alguns temas têm sido debatidos, inclusive como seria a distribuição de votos e como seria viável a chegada dos deputados ao partido. No somatório, a filiação é vista com bons olhos por boa parte dos participantes do movimento.
De acordo lideranças, deputados e interlocutores de ambos grupos, dos deputados estaduais do PP e o PSB, existe uma vontade “mútua”. Um dos motivos, que seria o principal “entrave” é a acomodação dos votos pela Bahia, pensando na viabilidade eleitoral de todos os candidatos, e que já estaria pacificado. Os possíveis seis candidatos de mandato — dois do PSB e quatro do PP — já partiriam de um ponto em comum, todos ligados ao governo.
Além disso, as regiões de obtenção de votos na Bahia encontraria entendimento. Para os nomes do PSB, o do atual secretário de Desenvolvimento Econômico Angelo Almeida e da deputada Fabíola Mansur, a chegada de votos não passaria por problema. Angelo tem ligação com a região de Feira de Santana, já Fabíola com identificação com Salvador e alguns outros municípios do interior, como Irecê. Apesar disso, Fabiola ainda segue com sua permanência em dúvida.
A outra deputada eleita pelo partido, Soane Galvão, não irá disputar a reeleição. A parlamentar é esposa do ex-prefeito de Ilhéus Marão, que recentemente se filiou ao Avante e representará o grupo na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Dos deputados do PP que podem migrar, também não existiria conflito. Entre eles, o deputado Antônio Henrique possui suas bases eleitorais no Oeste da Bahia, Hassan Youssef tem a maioria dos votos na região de Jequié. Outros dois nomes também tem votos mais “espalhados” pelo interior da Bahia, não conflitando entre ele e os demais, no caso de Eduardo Salles e do deputado Niltinho.
DIÁLOGO AMPLO
Com o anúncio da saída dos deputados estaduais do Progressistas, após a federação da sigla com o União Brasil, o movimento passou a ser debatido nos bastidores da política baiana nos últimos meses. Isso porque, parlamentares do grupo iniciaram e oficializaram a debandada do partido, para encontrar abrigo em outras siglas do grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), visando a disputa eleitoral de 2026.
Dos partidos da base, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) passou a iniciar negociações com alguns dos nomes ligados ao PP, a exemplo do deputado estadual Niltinho. Um novo capítulo passou a fazer parte deste enredo iniciado neste ano e que ainda se arrasta. Segundo informações obtidas pela reportagem do Bahia Notícias, o PSB iniciou tratativas para filiar o deputado Mário Negromonte Jr.
Além das discussões para estadual, a formação de uma chapa para deputados federais também está em debate. O diálogo segue sendo feito pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e o presidente nacional do PSB, João Campos. Além disso, a dirigente estadual, deputada federal Lídice da Mata, também teria dado aval para a chegada do novo membro. O chefe do Executivo baiano teria apontado que o parlamentar da AL-BA deveria migrar para um partido considerado de centro.
O atual secretário estadual de Desenvolvimento Econômico (SDE) e deputado licenciado, Angelo Almeida (PSB), confirmou sua candidatura à reeleição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). No Projeto Prisma, nesta segunda-feira (3), o parlamentar conta que a decisão já foi acertada junto a gestão do seu partido, PSB.
“Em 2026, seguramente é buscar mais uma vez o diálogo e me lançar na jornada política eleitoral pelo meu partido, PSB, com a certeza que vou, com certeza, contribuir para a democracia”, afirma. Ao falar sobre a campanha política, o deputado relembrou sua trajetória de candidaturas vitoriosas e outra nem tanto.
Natural de Feira de Santana, o então odontologista vinculado ao PDT, se candidatou à Câmara Municipal de Feira de Santana em 2004, e foi derrotado. No pleito seguinte, em 2008, se elegeu para a vaga no legislativo municipal e a partir daí passou a buscar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A cadeira própria no parlamento baiano só chegou em 2022, após ter ficado na suplência em duas campanhas, em 2014 e 2018.
“A única eleição que eu ganhei de primeira foi a de 2008, como vereador, e 2022, como deputado, com 80 mil votos. Mas isso me fortaleceu muito, desde a derrota em 2004, mas isso me fortaleceu muito e isso me deu uma musculatura para construir a política da forma que eu sempre fiz. Acreditando que em 2026, por exemplo, pode ser um ano de muita afirmação para mim.”
Questionado sobre as eleições municipais de 2028, o Angelo Almeida respondeu, sem citar a possibilidade tentar concorrer à prefeitura da Princesa do Sertão, que sua meta é fortalecer a participação do PSB na Bahia. “Estou buscando, junto com a presidente [a deputada federal, Lídice da Mata], construir um PSB forte, fortalecer o nosso partido, o PSB merece ser um partido fortalecido na Bahia e eu espero contribuir com isso”, concluiu.
Confira o trecho:
O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico (SDE), Angelo Almeida (PSB), avaliou as críticas relacionadas a fragilidade do sistema de logística e escoamento de produtos e serviços na Bahia. Durante entrevista no Projeto Prisma, nesta segunda-feira (3), o gestor afirmou que “toda a crítica é construtiva”, porém destacou que a falta de investimento nacional atrasaram a evolução estadual neste sentido.
“Acho que toda crítica é construtiva. Eu aceito a crítica da oposição, mas também convido a oposição a fazer uma reflexão, até porque, no lugar em que eu estou, eu vi o que aconteceu com a Bahia”, afirmou o secretário. Ele que relembrou o cenário de “vazio” durante as gestões federais de Michel Temer e Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto, tendo o PT na Bahia como “oposição”.
“Entre os anos de 2016 e 2022, a Bahia caminhou em um vazio de investimentos por parte do Governo Federal”, afirmou. “Então nos eramos tidos como um estado governado pelo PT que a federação não poderia olhar para nós, não poderia abrir as expectativas de investimentos. Daí, nos temos sofrido tanto com o vazio das linhas de transmissões [energéticas]”, destaca.
Para ele, a conexão atual entre os governos estaduais e federais deve facilitar o andamento dessas medidas. “O presidente Lula assume em janeiro de 2023 e rapidamente a gente tem essa chave virada. São 15 bilhões de investimentos em linhas de transmissões no nordeste brasileiro, destes 15 bilhões, 10 estão investidos na Bahia”, revela. Angelo Almeida ainda retoma o comentário sobre as críticas dos opositores: “Então a gente vê essa crítica, mas é uma crítica que, antes de ser feita, tem que ser [revisada], tudo tem o porquê da coisa”, ressaltou o secretário.
“Infelizmente nós temos esse gargalo, mas estamos enfrentando com trabalho, com dignidade. Em apenas dois anos, o governador consegue atrair os dois maiores investimentos da América Latina, um é a Ponte Salvador-Itaparica, eque vai desobstruir muito nossos canais de logística, vai abrir outro modelo de desenvolvimento em direção ao Recôncavo e o sul da Bahia”, completa Almeida.
Confira o trecho:
Fabíola Mansur sinaliza dificuldade com possível vinda de deputados do PP e não descarta sair do PSB
A possível migração e debandada de Progressistas para o PSB na Bahia tem reverberado entre lideranças e posto à mesa de debates e discussões entre deputados do grupo, que pretendem entrar na disputa eleitoral do próximo ano. A possibilidade da chegada de parlamentares do PP da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), leia-se Niltinho, Mário Negromonte Jr. e outros nomes, pode gerar contas e cálculos a serem feitas pelos caciques do PSB, para que sejam abrigados todos os membros que almejam uma cadeira no Legislativo.
Em entrevista à reportagem, a deputada estadual do PSB, Fabíola Mansur, observou que a sigla busca crescimento e o surgimento de novas lideranças. No entanto, ela pregou que sejam feitos debates acerca das condições dessas mudanças. Fabíola enfatizou ainda que cálculos e diálogos devem ser feitos com a executiva do partido e com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) para a arrumação da base.
“Logicamente, todo partido quer crescer, quer agregar pessoas, quer trazer novas lideranças, novos deputados. Os quatro deputados [do PP] são parceiros aqui. Claro que a gente precisa fazer cálculo, discutir isso na executiva do partido, da qual faço parte, também com o nosso governador Jerônimo Rodrigues para fazer a arrumação devida da base. Vejo com bons olhos, mas a gente precisa dialogar em que condições será isso, como é que será feita a arrumação do partido”, revelou Mansur.
Filiada há 17 anos no partido, a parlamentar demonstrou tranquilidade em relação à sua candidatura e à de outros membros do PSB.
“Estou tranquila em relação a isso. Estamos esperando a presidente que está conduzindo essas negociações, a deputada Lídice da Mata, junto com o presidente nacional, prefeito João Campos, que é o atual presidente do PSB. Eles estão debatendo para a gente ver mesmo com que condições, como é que a gente pode ser um time. Porque o partido, antes de tudo, é base do governador Jerônimo. Também tem a participação do governador Jerônimo, que a gente, claro, que a base toda unida", sinaliza.
Apesar de demonstrar tranquilidade, a deputada reconheceu os riscos envolvidos neste cenário de uma possível disputa interna no partido. Ela considerou que a chegada dos antigos progressistas para a eleição de 2026, pode tornar a eleição mais “difícil”.
“Não sei se virão os quatro, não sei se não virão. A eleição é sempre um risco. A gente não pode ter medo também porque você tem que buscar o voto através do trabalho. É claro que se torna mais difícil, pois são deputados que já apresentaram na eleição passada mais votação que a gente. Mas também você tem um somatório que pode potencializar a eleição de mais deputados. Então é cálculo. Do ponto de vista político, o partido cresce com a vinda. E do ponto de vista de chances eleitorais, eu preciso fazer os devidos cálculos, junto com a nossa presidenta, Lídice da Mata, junto com o governador Jerônimo", pondera.
SAÍDA DO PSB?
Questionada se poderia sair do PSB caso a filiação dos novos integrantes acontecesse e desorganizasse a sua candidatura, Mansur reforçou sua identificação com a sigla. Entretanto, ela ponderou que, caso se sinta ameaçada, pode cogitar buscar outro partido com alinhamento programático.
“Não há interesse nenhum em sair do partido. Agora, vou fazer os devidos cálculos. A gente precisa fazer isso, acho que todos os deputados, em tese, estão fazendo isso. Não há interesse de sair, porque ideologicamente, eu sou a cara do PSB, tem 17 anos, não precisa nem dizer mais nada. Mas, com certeza, até para a gente ser deputado e para defender as bandeiras partidárias, é preciso ter um mandato. Esse mandato precisa estar assegurado que, para além do meu trabalho, para além da gente que é pré-candidata à reeleição a deputado estadual, a gente tem chances reais, expectativas de votação real para a eleição”, contou.
“Se me sentir altamente ameaçada, que não é o caso, posso sim cogitar a possibilidade de buscar outro partido que tenha programaticamente alianças com o que eu defendo. Mas, por enquanto, isso é muito precoce. Isso é uma coisa que a gente vai decidir lá em março. Mas esses diálogos são bem-vindos. Tenho dialogado, inclusive, com os deputados, com os quatro colegas meus. E com a deputada Lídice da Mata. A gente espera uma reunião da executiva para debater esse assunto”, apontou.
O anúncio de saída dos deputados estaduais do Progressistas, após a federação da sigla com o União Brasil, passou a movimentar os bastidores da política baiana nos últimos meses. Isso porque, parlamentares do grupo iniciaram e oficializaram a debandada do partido, para encontrar abrigo em outras siglas do grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), visando a disputa eleitoral de 2026.
Dos partidos da base, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) passou a iniciar negociações com alguns dos nomes ligados ao PP, a exemplo do deputado estadual Niltinho. Nesta semana, um novo capítulo passou a fazer parte deste enredo iniciado neste ano e que ainda se arrasta. Segundo informações obtidas pela reportagem do Bahia Notícias, o PSB iniciou tratativas para filiar o deputado Mário Negromonte Jr.
Interlocutores do grupo apontaram ao BN que o desembarque do parlamentar no novo partido, aliado histórico do PT baiano, seria um desejo do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e do presidente nacional do PSB, João Campos. Além disso, a dirigente estadual, deputada federal Lídice da Mata, também teria dado aval para a chegada do novo membro. O chefe do Executivo baiano teria apontado que o parlamentar da AL-BA deveria migrar para um partido considerado de Centro.
No molho desse debate, também consta a lista tríplice de procuradores do Ministério Público de Contas junto ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), em que consta a esposa de Negromonte Jr., Camila Vasquez, para ocupar uma cadeira de conselheira - no lugar do sogro, Mário Negromonte, aposentado desde o último mês de julho. O governador Jerônimo Rodrigues sentou sob a decisão e Camila e outros dois procuradores, Guilherme Costa Macêdo e Aline Paim Monteiro, e há cerca de dois meses não confirma qual a escolha dele para a Corte de contas.
De acordo com lideranças do grupo, as discussões se iniciaram no último dia 16 de setembro. Mesma data em que Jerônimo se reuniu com Campos, Lídice e o Secretário de Relações Institucionais da Bahia, Adolpho Loyola. A data foi a mesma em que ocorreu um encontro entre o governador e Negromonte. No entanto, o gestor não levou a informação e levantou a hipótese para o deputado.
Além dele, o prefeito de Jequié, no sudoeste da Bahia, Zé Coca, também seria outra liderança que estaria sendo cortejada pelos caciques do grupo.
Contrariado na federação do PP e União, Mário Jr. demonstrou e indicou que não deveria continuar entre os Progressistas. Entretanto, segundo apuração da reportagem, o parlamentar ainda não bateu o martelo a respeito do PSB ser seu novo reduto. Ele estaria ciente do interesse e movimentação do grupo, tanto a nível local quanto nacional, porém estaria resguardado esperando o avanço das movimentações.
AVAL DE LÍDICE
A equipe do Bahia Notícias, a deputada Lídice da Mata comentou sobre a possível chegada ao seu grupo. A ex-prefeita de Salvador revelou que tem estratégia já definida e planeja formar uma chapa com candidaturas para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e Câmara dos Deputados. Segundo ela, a composição ocorre em meio a dificuldades com a disputa e concorrência existente na Federação Cidadania-PSB.
“O PSB compreende sua tarefa e seu desafio de fazer uma chapa para a deputado estadual e federal. Desafio que nós já realizamos com sucesso na eleição passada. Apesar das dificuldades do momento, ou seja, já temos realizado isso no passado, a reconcentração de poder com o que acontece com as federações, as novas federações, nós mantemos o nosso desafio de concorrer com uma pequena federação, que é a Federação do Cidadania-PSB”, afirmou.
A presidente do PSB-BA confirmou as tratativas e debates com lideranças de diferentes partidos para as disputas no Legislativo baiano e Congresso Nacional.
“Mas ainda assim estamos fazendo o nosso esforço para o partido crescer, conversando com lideranças de diversos partidos e partidos que desejam concorrer para os dois pleitos”, disse.
A prioridade do grupo seria a composição e formação da chapa. “Essa é a nossa prioridade. Nós estamos muito esperançosos de que possamos conseguir isso em breve. Claro que se tratando de parlamentares, o que podemos fazer são compromissos, pois temos que respeitar a lei que determina a janela para que os parlamentares possam se afastar dos seus atuais partidos”, concluiu Da Mata.
Os planos do grupo, no entanto, enfrentaram alguns entraves e problemas, após declarações públicas sobre o tema, efetuadas pelo prefeito de Andaraí e presidente da Wilson da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso. Fontes apontaram ao BN que ele estaria expondo as negociações iniciais das aproximações entre os nomes da cena política, colocando-os em situações desconfortáveis.
O deputado estadual Niltinho (PP) se reuniu, nesta sexta-feira (17), com representantes do PSB, sigla vinculada à base governista na Bahia, para discutir os termos de uma possível filiação em março do ano que vem. O parlamentar faz parte do grupo de progressistas que já anunciaram a saída do partido após a formalização da federação entre PP e União Brasil, a principal sigla de oposição ao governo de Jerônimo Rodrigues.
A reunião, que ocorreu no escritório do senador Jaques Wagner (PT) em Salvador, contou com a presença do próprio petista, da deputada Lídice da Mata, que também atua como presidente estadual do PSB; o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Angelo Almeida.
Atualmente, Niltinho é o presidente da bancada progressista na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), deferiu parcialmente, na quinta-feira (16), um pedido de liminar para suspender os efeitos do artigo 103 da Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo (LOUOS) de Salvador, que dispensava a exigência de estudo de sombreamento para determinados empreendimentos na faixa litorânea da cidade. A decisão foi assinada pelo desembargador José Cícero Landim Neto.
A controvérsia gira em torno de um debate envolvendo a preservação ambiental, o desenvolvimento urbano e a legalidade de leis municipais chegou ao TJ-BA, através de partidos políticos que questionaram a constitucionalidade de dispositivos legais de Salvador que dispensavam a realização de estudos de sombreamento para edificações na orla da cidade.
A Ação Direta de Inconstitucionalidade foi movida pelas legendas PSOL, PT, PSB e PCdoB. Os partidos argumentavam que o artigo 103 da Lei Municipal n.º 9.148/2016 e o artigo 275, IV da Lei Municipal n.º 9.069/2016 criavam uma exceção perigosa ao permitir que empreendimentos na Borda Atlântica fossem licenciados sem a apresentação de estudos que avaliassem o impacto do sombreamento sobre as faixas de areia das praias.
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Segundo a argumentação dos autores, a dispensa do estudo de sombreamento representava uma autorização para que edificações projetassem sombras sobre as praias em qualquer horário, afetando o conforto ambiental, a paisagem urbana e o uso público desses espaços. Eles sustentavam que a norma municipal colidia com preceitos constitucionais estaduais, particularmente com o artigo 214, IV da Constituição da Bahia, que exige estudo prévio de impacto ambiental para obras potencialmente causadoras de significativa degradação do meio ambiente.
"Nestes oito anos, a exceção, conforme sinalizado pelo Relator, foi pouco usada e passou despercebida pela sociedade civil, tendo repercutido após denúncias recentes, após o sombreamento da Praia das Divas e a possibilidade de sombreamento permanente da Praia do Buracão. Ademais, tal antinomia deveria ser avaliada como inválida pelo próprio Município, que não deveria considerar a dispensa de estudo de sombra como algo a ser considerado, principalmente porque se estabelece que o estudo de sombra/solar é justamente o parâmetro que limita a altura das edificações que possam provocar sombra nas faixas de areia das praias de Salvador", afirmam os autores na ação.
O município de Salvador, na defesa, afirmou que as normas estão em vigor desde 2016 e só foram questionadas oito anos após sua edição, o que demonstraria ausência de urgência para concessão de medida liminar. A prefeitura destacou que a dispensa não era irrestrita, mas sim condicionada a critérios técnicos e à aprovação por órgão competente, com base em estudos elaborados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas. A administração municipal sustentou ainda que atuou dentro de sua competência constitucional suplementar para legislar sobre ordenamento urbano.
"Outra inverdade reiterada no agravo interno é que as normas impugnadas teriam sido aprovadas sem embasamento técnico. Essa alegação já foi amplamente rebatida tanto nas informações prestadas pelo Município quanto na própria decisão monocrática. O Município de Salvador contratou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – FIPE, respeitada entidade de renome nacional, para elaboração de estudos técnicos no âmbito da revisão da LOUOS e do PDDU. Estes estudos subsidiaram a construção das normas com base em critérios urbanísticos, ambientais e sociais", pontua a defesa do município.
DECISÃO JUDICIAL
O desembargador José Cícero Landin Neto, relator do caso, reconsiderou a decisão que havia negado o pedido liminar e concedeu parcialmente o pleito. O magistrado reconheceu a urgência do caso diante da existência de empreendimentos potencialmente contemplados pelos dispositivos em discussão e da relevância do direito ao meio ambiente saudável.
Quanto ao mérito, o relator entendeu que o artigo 103 da Lei 9.148/2016, ao dispensar o estudo de sombreamento, não está alinhada com as disposições constitucionais estaduais. A decisão destacou que a própria legislação municipal reconhece o sombreamento das praias como interferência negativa na paisagem urbana e no conforto ambiental, e que a dispensa de estudo de impacto ambiental para obras que podem causar degradação significativa viola expressa disposição constitucional.
"Com base em tais prismas, e em análise não exauriente da matéria, nota-se que o artigo 103 da Lei Municipal n. 9.148/2016 de Salvador, ao dispensar o estudo de sombreamento, encontra-se em desalinho com as disposições constitucionais do estado, em especial o artigo 214, IV, da Constituição Estadual, haja vista que autoriza a realização de empreendimentos com impacto ao meio ambiente sem prévio estudo técnico", destacou o desembargador.
Em relação ao artigo 275, IV da Lei 9.069/2016, que estabelece diretrizes para controle de altura das edificações visando ao controle do sombreamento da praia no período das 9h às 15h, o relator manteve a eficácia da norma. A decisão ponderou que a suspensão deste dispositivo poderia criar situação de ausência absoluta de proteção, requerendo maior aprofundamento na análise de sua suposta inconstitucionalidade.
A decisão liminar foi modulada em seus efeitos, incidindo apenas sobre obras e empreendimentos que ainda não foram concluídos, em observância à segurança jurídica. O processo segue para manifestação da Procuradoria-Geral do Estado e posterior análise definitiva do mérito pela corte judicial.
Com o andamento da negociação para a formação da federação entre PSB e Cidadania no cenário nacional, a representante do PSB na Bahia, a deputada federal Lídice de Mata “vê com alegria” a perspectiva da união entre os partidos. Em Brasília, os presidentes do Cidadania, Comte Bittencourt, e do PSB, João Campos, teriam acertado as bases para a união entre os partidos, durante reunião nesta quarta (2). Até as eleições de 2026, o Cidadania segue federado ao PSDB.
Em entrevista ao Bahia Notícias, a líder da sigla avalia a movimentação na cúpula do partido. “O PSB da Bahia vê com alegria a possibilidade de fazer uma federação com Cidadania, no sentido do esforço maior do crescimento do nosso partido e do nosso campo político, de uma esquerda democrática”, diz.
No Congresso, o PSB tem 15 deputados e o Cidadania, cinco. Com a junção, os partidos cumprem todas as metas de desempenho da cláusula de barreira (entenda o cenário abaixo). No cenário político, federação será levada em conta como um único partido, e deve estar alinhada em diversos aspectos, como a divisão de cadeiras nas comissões legislativas e o apoio aos candidatos à presidência e governadores estaduais.
Sobre o tema, que ainda é um gargalo nas parcerias partidárias, Lídice foi sucinta: “E claro que em cada local vamos ter que resolver algumas dificuldades de posicionamentos em relação à política regional, mas eu farei todo esforço para que a gente possa viabilizar este encontro”, afirma.
Em Salvador, o alinhamento pode ser complexo, considerando que a liderança do Cidadania na Bahia, na figura da vereadora de Salvador, Isabela Sousa, está vinculada ao prefeito Bruno Reis (União), na Câmara Municipal de Salvador. Ela foi eleita pela federação PSDB-Cidadania, que, em tese, deve permanecer existindo até o próximo ano. Por outro lado, o PSB, na figura do vereador Silvio Humberto, representante socialista na Casa, está vinculado à oposição. Para 2026, a base municipal de Bruno Reis deve apoiar o candidato ACM Neto (União) ao Palácio de Ondina e a oposição, incluindo o PSB, deve apoiar a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Na Bahia, o cenário da federação privilegia o PSB. Após a última eleição municipal, o partido de Lídice garantiu 24 prefeituras e 283 vereadores pelo estado, enquanto o Cidadania elegeu apenas 9 vereadores.
ENTENDA A CLÁUSULA DE BARREIRA
A união entre os partidos é uma tentativa de superar a cláusula da barreira. A Emenda Constitucional nº 97, promulgada em 2017, impõe critérios de desempenho para que os partidos tenham acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda em rádio e televisão.
Entre os critérios, estão a eleição de pelo menos 13 Deputados Federais distribuídos em pelo menos nove unidades da Federação, ou ainda a obtenção de no mínimo 2,5% dos votos válidos nas eleições para a Câmara dos Deputados, também distribuídos em pelo menos nove estados, com um mínimo de 1,5% dos votos válidos em cada uma delas.
A cúpula do PSB e Cidadania organizaram a formação de uma federação entre as duas legendas. Em reunião nesta quarta-feira (2), em Brasília, os presidentes do PSB, João Campos, e do Cidadania, Comte Bittencourt, teriam acertados as bases para a união entre os partidos.
Ao jornal O Globo, Bittencourt informou que “está bem encaminhado esse entendimento de um projeto conjunto. Temos agora que cumprir os prazos legais. Politicamente, o desejo de ambos os partidos é construir um projeto em conjunto”, disse.
A união ocorre em meio a busca de soluções dos partidos para escapar da cláusula de barreira, lei que estabelece que os partidos precisarão cumprir uma série de metas para acessar o fundo partidário e o tempo de propaganda em rádio e televisão.
O texto indica que as siglas devem eleger ao menos 13 deputados federais ou ter 2,5% dos votos válidos para Câmara em 2026. A medida impõe ainda que as siglas precisam garantir 1,5% dos votos em pelo menos nove estados. No Congresso, o PSB tem 15 deputados e o Cidadania, cinco. Com a junção, os partidos cumprem todas as metas de desempenho.
Obrigados a atuarem juntos na Câmara, a federação será levada em conta como um único partido e devem apoiar o mesmo candidato a presidente em 2026. Em 2022, o PSB se alinhou com a candidatura de Lula e indicou Geraldo Alckmin para vice da chapa. Já o Cidadania apoiou Simone Tebet (MDB) no primeiro turno e aderiu à candidatura do petista na etapa final.
As conversas para a formação de uma federação partidária entre o PSB e o Cidadania têm avançado nos bastidores e devem resultar em um anúncio formal da aliança em julho deste ano. Os presidentes nacionais das siglas, Carlos Siqueira (PSB) e Comte Bittencourt (Cidadania), já realizaram encontros e, segundo interlocutores, a união é vista com simpatia por ambos os lados.
A federação, no entanto, só poderá ser formalizada em 2026, quando se encerra o vínculo legal entre o Cidadania e o PSDB, firmado em 2022. Apesar de o rompimento político já ter ocorrido, a legislação exige que federações cumpram um período mínimo de quatro anos.
“O PSB é um partido do nosso campo político, próximo à nossa história, e é natural que atraia a simpatia dos nossos companheiros. Estive algumas vezes com Carlos Siqueira. Ainda há um processo em andamento, seguimos debatendo internamente, e até julho devemos definir como vamos construir esse cenário para 2026 e o pós-2026”, afirmou Comte Bittencourt em entrevista ao jornal O Globo.
Mesmo com o tom otimista, Bittencourt adotou cautela ao relembrar os desafios enfrentados na primeira experiência de federação com o PSDB, que deve se fundir com o Podemos. “É preciso cautela, porque a primeira experiência não foi positiva, não houve liga política”, disse.
Do lado do PSB, o partido passará por mudanças em breve. Carlos Siqueira deve deixar o comando da legenda ainda este mês, durante o Congresso Nacional do partido. O nome mais cotado para sucedê-lo é o do prefeito de Recife, João Campos. A legenda também pode mudar de nome, adotando a sigla Partido Social Brasileiro.
Além do PSB, o Cidadania tem mantido diálogos com outras legendas do campo da centro-esquerda, como Rede e Solidariedade. Ambas avaliam que as federações criadas em 2022, como a entre PSOL e Rede, não atingiram os resultados esperados. Ainda assim, o modelo segue sendo considerado uma alternativa viável para a sobrevivência partidária no cenário político atual.
Sancionada em 2021, a lei das federações partidárias obriga os partidos a atuarem em conjunto por no mínimo quatro anos, funcionando como uma única legenda. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou os primeiros registros desse modelo em agosto de 2022.
O PSB da Bahia realizou neste sábado (26), em Salvador, a etapa estadual do Congresso do partido. O evento, que antecede o encontro nacional que acontecerá em Brasília, reuniu prefeitos, vereadores, ex-prefeitos, parlamentares e lideranças socialistas na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB).
Durante o encontro, a deputada federal Lídice da Mata foi reconduzida à presidência do PSB no estado. No discurso, a deputada defendeu o fortalecimento do PSB para enfrentar a extrema-direita e se preparar para as eleições de 2026. Lídice também destacou a importância do movimento sindical no congresso, especialmente ao levantar a pauta do fim da escala de trabalho 6x1.
“Os congressos partidários são momentos de debate de ideias, e este, em especial, contou com uma contribuição muito rica do movimento sindical, que trouxe a pauta do fim da escala 6x1”, afirmou.
No evento, também foram escolhidos os delegados que representarão a Bahia no Congresso Nacional do partido. Ao longo do Congresso, Cássia Magalhães, presidente municipal do partido em Salvador, pediu que a esquerda retome o diálogo com a sociedade.
Ao longo do Congresso, entre as pautas defendidas pelos presentes estavam: segurança pública, mais espaço para a diversidade no partido, valores socialistas e a necessidade de o PSB seguir ao lado dos trabalhadores.
O vereador Sílvio Humberto defendeu mais espaço para negros e mulheres nas direções do partido e reforçou a importância de aumentar a presença do PSB no Congresso e na Assembleia Legislativa.
O deputado estadual Ângelo Almeida, que esteve presente no Congresso, ressaltou a atuação do PSB no governo de Jerônimo Rodrigues e a necessidade de ampliar empregos e renda na Bahia, enquanto o vice-presidente estadual Rodrigo Hita afirmou que o partido está organizando chapas fortes para 2026.
Outros nomes também participaram dos debates no Congresso, como o ex-deputado Bebeto Galvão, que falou sobre a importância de discutir segurança pública, enquanto Domingos Leonelli, dirigente nacional, defendeu os valores socialistas e citou a China como exemplo de desenvolvimento sem guerra.
Derrotada nas eleições internas da Rede Sustentabilidade, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi convidada a se filiar ao PSB. O convite partiu do presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira, e também teria sido estendido a aliados próximos, como a deputada estadual Marina Helou (SP).
A possível migração para o PSB representaria, na prática, um retorno. Marina disputou a Presidência da República em 2014 pelo partido, após a morte do ex-governador Eduardo Campos, com quem formava chapa. Na ocasião, terminou em terceiro lugar, alcançando sua maior votação em eleições presidenciais.
Apesar da sinalização, aliados da ministra afirmam que, por enquanto, a saída da Rede está descartada — embora reconheçam que a reversão do cenário interno no partido é pouco provável.
A tensão interna cresceu após a eleição de Paulo Lamac, secretário da prefeitura de Belo Horizonte e ligado à ex-senadora Heloísa Helena, como novo porta-voz da sigla. O grupo de Marina investe em ações judiciais contra a ala adversária e contesta a condução do processo interno.
Antes mesmo da escolha de Lamac, a disputa já estava judicializada. A ala da ministra acusa Heloísa Helena de arbitrariedade, enquanto a direção atual rebate, alegando desrespeito às decisões democráticas da legenda.
Mesmo com o racha, Marina e seus aliados ainda insistem na permanência na Rede — partido que ela ajudou a fundar em 2013 como alternativa ao PT e à oposição tradicional. Já Heloísa Helena, ex-PSOL, entrou na legenda em 2015. As informações são do site O Globo.
A deputada federal e presidente estadual do PSB, Lídice da Mata, revelou que foi contra a filiação do cantor e ex-deputado, Igor Kannário, ao partido para a disputa das eleições de 2024. Em entrevista ao podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (27), a parlamentar afirmou que “não viu vantagem” na chegada do pagodeiro ao PSB e avaliou que a vida política não seria o “talento principal de Kannário”.
“Não vi vantagem dele estar no PSB. Eu própria não fui uma entusiasta da sua vinda, não tenho anda pessoal contra ele. Não acho que esse seja o talento principal dele, a política. Ele é um artista. Tem artistas que conseguem, mas a experiência dele não demonstrou isso, nem na Câmara Municipal, nem na Câmara Federal. Então eu tinha essa opinião. Mas compreendo os companheiros que o trouxe, porque precisávamos de candidaturas e acreditaram que a candidatura dele poderia ser maior e que pudesse ajudar o partido a conseguir mais um vereador. Ele não tem essa dedicação a vida política. Nessa eleição ele fez muito sucesso como cantor, fez um jingle que fez um grande sucesso. O talento dele está demonstrado qual é”, disse Lídice.
Acompanhe a entrevista:
Kannário se filiou ao PSB na reta final da janela partidária, em abril de 2024, deixando o grupo liderado por ACM Neto (União) e Bruno Reis (União) para se juntar à base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A movimentação, no entanto, não agradou totalmente a ala governista.
Em 2022, Kannário disputou a eleição, recebeu 20.514 votos e não conseguiu se reeleger para o cargo de deputado federal pelo União Brasil. Ele já foi ligado ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, e já havia trocado de partido, já que em 2018 foi eleito para a Câmara dos Deputados pelo PHS, incorporado ao Podemos, com uma votação de 54.858 votos.
Rodrigo Hita ainda busca seu rumo após não ter sucesso nas eleições municipais, quando disputou uma cadeira na Câmara Municipal Salvador (CMS). Antes de disputar o pleito, Hita presidia a Fundação Luis Eduardo Magalhães (FLEM), vinculado ao seu partido PSB, mas o seu retorno à presidência vem encontrando entraves. O seu destino, no final, pode ser a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), sendo assessor do ex-prefeito de Irecê, Elmo Vaz (PSB).
De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, a deputada federal e presidente estadual do PSB, Lídice da Mata, que é uma “madrinha política” de Hita, buscou articular a volta dele à FLEM. Contudo, acabou esbarrando na indicação do secretário Desenvolvimento Econômico do Estado (SDE), Angelo Almeida (PSB), que atualmente está na posição. Hita ocupou a presidência da instituição por 4 anos, entre 2020 e 2024.
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Agora, o ex-candidato a vereador pode estar a caminho do gabinete de Elmo Vaz, ocupando o cargo de assessor. O gestor é um dos cotados para substituir Leonardo Goés na liderança da Embasa, sendo considerado como favorito, segundo publicado por alguns veículos de imprensa. Sua indicação para ocupar a assessoria poderia ganhar mais força caso seja confirmada a escolha pelo ex-prefeito para o comando da companhia estatal.
Elmo já foi presidente da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb) e da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), sendo indicado pelo ex-governador e atual senador Jaques Wagner (PT).
Uma fonte indicou à reportagem que Hita, atual primeiro suplente do PSB na CMS, ensaiou realizar uma “manobra” para exercer o mandato de vereador na Câmara de Salvador, mas o edil Sílvio Humberto (PSB), titular da cadeira, não aceitou renunciar a seu espaço no legislativo municipal.
A expectativa para o PSB na eleição de Salvador era conseguir formar uma bancada de dois ou três vereadores, o que acabou não se concretizando. Silvio Humberto foi o único eleito, recebendo 6.904 votos, enquanto Hita somou 5.489.
Atualmente, Rodrigo Hita é vice-presidente do diretório estadual do PSB.
Presente em evento de lançamento da programação sócio-cultural de Verão do Governo do Estado, nesta sexta-feira (10), o vereador de Salvador, Sílvio Humberto, revelou o desejo de pleitear cargos de liderança nas comissões permanentes da Câmara Municipal de Salvador.
O representante do PSB, que era líder da bancada de oposição até o ano de 2024, explicou que o diálogo com os pares é de extrema importância para a conquista dos cargos para o grupo, que possui a minoria na Casa.
“Nós fazemos uma pactuação. Então, assim, eu vou pleitear onde eu estou, que é a comissão de cultura. A educação, normalmente a gente vem a reparação, planejamento urbano, a gente já está aí, são quatro mandatos, então eu venho nessas áreas. É essa área que eu acredito, onde eu posso dar a maior contribuição”, afirma.
“E isso precisa ser acertado com os pares, porque você é eleito.Você não acorda de manhã dizendo assim, agora é o seu presidente. Você precisa construir um acordo com os pares e é isso que está sendo pactuado”, conclui.
Candidato à presidência da União dos Municípios da Bahia (UPB), o prefeito de Andaraí, Wilson Cardos (PSB), não terá o apoio de todos os colegas de partido na disputa pela presidência da UPB. Ao invés disso, o prefeito de Ituaçu, Phellipe Brito (PSD) contabiliza o apoio de seis dos 24 gestores eleitos ou reeleitos em outubro pela sigla socialista
Principal oponente de Wilson, o prefeito de Ituaçu, Phellipe Brito, recebeu de apoio de alguns prefeitos da legenda. Alguns, inclusive, já gravaram vídeos declarando o voto. Confira o vídeo:
? Wilson Cardoso perde apoio de prefeitos do próprio partido na disputa pela presidência do UPB
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) December 4, 2024
Saiba mais ?https://t.co/ibwcszczpj
Confira ? pic.twitter.com/UCRCCMAx8I
“Passando aqui para dar o meu total apoio ao nosso amigo Phellipe Brito, candidato à presidência da UPB. Espero que a gente possa chegar num denominador comum para que a gente possa sair vencedor e o municipalismo fique cada vez mais forte”, disse o prefeito reeleito de Ibotirama, Laércio Santana (PSB).
O prefeito eleito de Boquira, Alan França (PSB), também gravou um vídeo com o mesmo objetivo. “Boquira está firme e forte com você, Phellipe, nessa caminhada para a presidência da UPB”, confirma o prefeito. O candidato do PSD tem feito uma campanha com o tema “de prefeito para prefeito”, e já anunciou propostas como a criação de núcleos regionais da UPB, visando descentralizar a unidade.
Vice-prefeito de Ilhéus, no Sul, até 31 de dezembro, Bebeto Galvão (PSB) já colocou o “bloco na rua” na tentativa de voltar à política, e por Brasília (DF). Em 2026, Galvão pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
“Fui deputado federal, vereador na minha cidade e vice-prefeito. Obviamente, enquanto membro de um partido que pensa o seu crescimento e os desafios para a eleição de 2026, meu nome está colocado como um pré-candidato ao deputado federal de 2026”, disse Bebeto Galvão ao Bahia Notícias.
O vice de Ilhéus participa do encontro estadual do PSB com prefeitos e vereadores eleitos neste ano. Ao avaliar as condições de o PSB emplacar candidatos em 2026 [atualmente, apenas Lídice da Mata ocupa a vaga de deputada federal do partido], Bebeto acredita no sucesso da legenda. Uma das possibilidades de sucesso é conseguir ingressar em uma federação. Uma das discussões é se unir com o PDT.
Nas eleições deste ano, Bebeto Galvão se lançou como pré-candidato a prefeito de Ilhéus após romper com o atual gestor, Mário Alexandre (PSD). Depois, anunciou apoio à ex-secretária estadual Adélia Pinheiro (PT), que ficou em segundo lugar, perdendo para Valderico Júnior (União).
Presente no evento de comemoração da vitória de Luiz Caetano após o 2° turno, neste domingo (27), a deputada federal e líder do PSB na Bahia, Lídice da Mata reforçou a importância do resultado positivo para a base governista.
“A vitória de Caetano foi uma vitória decisiva porque Camaçari é a principal cidade da região metropolitana, em tamanho de população e a importância econômica, é o segundo PIB da Bahia. Então tudo isso transforma Camaçari em uma cidade fundamental para a estratégia política a ser construída para 2026”, afirma a líder.
Em entrevista coletiva, a líder afirmou que os caciques do União Brasil saíram derrotados após o desempenho de Flávio Matos (União), nas urnas. “Ele [Caetano] ganhou essa eleição com o apoio de todos, a concentração do esforço todos nós no segundo turno, mas eles [o União] também concentraram o esforço deles, então para aqui veio o senhor ACM Neto, que passou dias aqui e foi um grande derrotado dessa eleição; Débora, que acabou de sair vitoriosa lá, vem para cá e foi derrotada; derrotado o prefeito o Zé Ronaldo, que ganhou em Feira de Santana. Então nós derrotamos aqui todos os principais caciques do União Brasil que tiveram vitória [em primeiro turno]”, detalha Lídice.
Em sua fala, a parlamentar endossa ainda o potencial político de Caetano para governar o município. “Caetano é um candidato experiente, já foi prefeito outras vezes, entra sabendo o que é que tem que fazer e ganha tempo. É um político também muito aguerrido”, diz.
Após reunião nesta segunda-feira (21), os vereadores Augusto Vasconcelos e Aladilce Souza, do PCdoB, Marta Rodrigues, do PT, e Silvio Humberto, do PSB, declararam apoio à reeleição do presidente da Câmara de Salvador, o vereador Carlos Muniz (PSDB), para a eleição em 2025.
Sem nenhum opositor declarado até o momento, o líder da Casa já teve o endosso de 40 dos 43 vereadores em busca da reeleição. Os integrantes das bancadas do União Brasil, PP, PL, PDT, DC, PRD, PSDB, Podemos, PV, MDB e Cidadania já referendaram o voto para a sua permanência na Presidência da Casa.
Durante o encontro desta segunda, os integrantes da bancada apresentaram uma pauta com 16 itens, que foram acordados com o presidente do Legislativo. Entre eles, está a manutenção da autonomia diante do Poder Executivo e a garantia da proporcionalidade das bancadas na composição das comissões temáticas da Casa.
O líder da oposição, o vereador Silvio Humberto, ressaltou que o grupo faz uma avaliação positiva da atual gestão. “Fizemos uma avaliação positiva desses dois anos e decidimos apoiar a reeleição do presidente Carlos Muniz”, afirmou. O representante do PSB destaca que todos os pontos da “carta compromisso” foram acatados por Muniz, “o que reforça a autonomia da Casa, os espaços legislativos e assim, o fortalecimento institucional da Câmara de Salvador”.
O prefeito do município de Laje Kledson Duarte Mota, conhecido como Binho de Mota (PSB), se envolveu em um acidente de trânsito na BR-420, no Vale do Jiquiriçá, na noite desta quinta-feira (5).
Segundo o site Blog Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias, o acidente ocorreu por volta das 23h30, quando um jumento atravessou a pista e foi atingido pelo veículo Nissan Kicks, conduzido pelo prefeito.
Binho de Mota estava acompanhado. Apesar do susto, ambos saíram sem ferimentos.
Foi encerrado nesta quinta-feira (15) o prazo para que os partidos políticos, federações e coligações registrassem os candidatos que vão concorrer nas eleições de 2024. Com a lista fechada, um dos partidos que busca manter pelo menos uma representação no Legislativo de Salvador é o PSB.
A nível nacional o partido vem enfrentando uma retração desde as últimas eleições, em especial após o processo de 2022. A sigla perdeu 18 deputados federais e viu sua bancada cair mais da metade na Câmara Federal: de 32 eleitos em 2018 o partido teve apenas 14 parlamentares eleitos no último pleito.
A queda é atribuída por lideranças partidárias ao fato de o PSB ter ficado de fora da federação entre PT, PCdoB e PV. Os três partidos se juntaram ainda em março de 2022, antes do processo eleitoral.
O impacto também é sentido na Bahia. A presidente estadual e deputada federal Lídice da Mata chegou a falar sobre a dificuldade de ampliar a bancada do PSB na Câmara de Salvador. De acordo com a parlamentar os entraves começaram ainda no período de filiação e na montagem da chapa, justamente por não integrar uma federação.
"Não é o que eu gostaria, é o que é possível, nós temos hoje um vereador. Já tivemos dois, já tivemos três, mas neste momento, sem federação é mais difícil para nós. Estamos com um projeto, um planejamento para tentar eleger três vereadores, mas não é uma tarefa fácil", disse a deputada ao Bahia Notícias no mês de março.
LISTA FECHADA
Agora com a nominata fechada, as fichas do PSB são colocadas em pelo menos quatro nomes para o sucesso nas urnas em outubro. Entre eles o vereador Silvio Humberto, que vai em busca de mais uma reeleição.
Eleito para o Legislativo soteropolitano pela primeira vez em 2012, obteve sucesso nos pleitos seguintes em 2016 e 2020. Também tentou alçar novos voos na política em 2018 e em 2022, quando foi candidato a deputado federal e estadual respectivamente. Nas duas ocasiões ficou na suplência.
Atualmente ocupa a liderança do bloco de oposição na Câmara de Salvador e tem a luta antirracista e busca por equidade para a população negra como uma de suas principais bandeiras.
Outro nome já conhecido em Salvador é o cantor Igor Kannário. Ex-deputado federal e ex-vereador, ele busca retornar à vida pública após fracassar na tentativa de reeleição para a Câmara dos Deputados. Foi eleito vereador na capital em 2016 e renunciou ao mandato para assumir o cargo de deputado federal apenas dois anos depois. Em 2022 recebeu pouco mais de 20 mil votos e ficou apenas na 5ª suplência do União Brasil.
A chegada do pagodeiro ao PSB neste ano foi conturbada. Sua filiação foi confirmada pelo Bahia Notícias em primeira mão dois meses depois do Carnaval de Salvador, onde uma troca de farpas pública foi registrada entre o artista e o atual prefeito, Bruno Reis (União).
A ida para o ninho socialista em um partido próximo da gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) causou desconforto na base e no próprio PSB. A filiação foi feita sem alarde, no apagar das luzes do prazo para disputar as eleições 2024 e colocou frente a frente duas alas do partido.
De um lado, dirigentes insatisfeitos tentaram articular o cancelamento da ficha de filiação. Do outro, o vice-presidente estadual da sigla, Rodrigo Hita, grande artífice da chegada do artista. Fato é que a filiação foi mantida e após convenção realizada no início do mês, o nome do "Príncipe do Gueto" passou a integrar a lista e sua candidatura já foi registrada junto ao TSE.
Outro candidato a ser destacado é o próprio Rodrigo Hita. Até abril deste ano, Hita atuava como presidente da Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM), controlada pelo PSB. Ele é um dos nomes mais ligados à deputada federal Lídice da Mata.
Rodrigo Hita também foi superintendente estadual da Defesa Civil e chefe de gabinete da prefeitura de Andaraí. Em 2014, foi candidato a deputado estadual e ficou na primeira suplência após obter 15.040 votos. Sem espaço em cargos eletivos, Hita foi migrando em cargos até chegar à FLEM.
Quem também busca uma cadeira na Câmara é Bruno Carianha. Terceiro vice-presidente do diretório municipal, ele é diretor do Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador (Sindseps). Servidor público, está de licença da Guarda Civil Municipal (GCM) da capital, onde é lotado. Em 2020, tentou chegar ao Legislativo mas ficou na suplência.
Confira abaixo a lista de candidatos a vereador pelo PSB:
- Ananias Pimentel
- Anderson Ferreia
- Andréah Fraga
- Ary Bezerra
- Bruno Carianha
- Cá Berger
- Clara Martins
- Clarisvaldo Liborio
- Daltro Guerreiro
- Dja de Armando
- Edison Salvador
- Eliel
- Elmo Luciano
- Evilasio da Saúde
- Gabby Santana
- Geovani Azevedo
- Igor Kannário
- Indaiane Abade
- Ivone da Saúde
- Jair Puridade
- Jane Calina
- Jorge Emanoel
- Marcos Santana
- Marcos Xavier
- Marisol Duran
- Marizete Pires
- Mauro do Celta
- Michelle Leal
- Moraes
- Nei Vovô
- Pastor Josevando
- Professor Antonio Jorge Jô
- Professor Reginaldo Alves
- Professora Eurides Libras
- Professora Nilza
- Rodrigo Hita
- Rubem Reis
- Saback do Tadalão
- Samuel Nonato
- Silvio Humberto
- Taina Reis
- Tia Bilu
- Tiago Gonçalves
- Valdir Rodrigues
EFEITO FEDERAÇÃO
Depois do tombo de 2022 o PSB voltou a debater a possibilidade de concretizar uma federação, dessa vez com o PDT, para as eleições de 2026. As discussões nesse sentido têm se tornado cada vez mais frequente em Brasília e consiste na aglutinação de partidos para uma atuação de forma unificada, como uma única agremiação.
A federação também tem sido utilizada pelas legendas como forma de sobrevivência. No caso de PSB e PDT, a ideia era uma tentativa de ambos superarem a cláusula de desempenho (ou de barreira) e evitar que ficassem sem direito ao fundo partidário e propaganda no rádio e na TV. A ideia, no entanto, não saiu do papel.
Atualmente o Brasil possui três federações registradas no TSE: Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV); PSDB/Cidadania e PSOL/Rede. Todas foram aprovadas ainda em 2022. As eleições de 2024, que ocorrem no dia 6 de outubro (primeiro turno), serão os primeiros pleitos municipais com a participação de federações partidárias.
O ex-deputado federal Joseph Bandeira (PSB) retirou sua candidatura e anunciou apoio à reeleição da atual prefeita de Juazeiro, Suzana Ramos (PSDB), após discordar das articulações da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), principalmente do PT, para a montagem das chapas no município. A decisão, portanto, não foi apoiada pelo PSB, que irá manter seu apoio ao candidato escolhido pela Federação.
Ao Bahia Notícias, um membro da legenda afirmou que a escolha de Bandeira em apoiar Suzana foi vista como algo totalmente “pessoal”. Além disso, foi reforçado que “a Executiva Estadual marchará com o candidato que for homologado pelo governo”.
Interlocutores envolvidos nas eleições em Juazeiro afirmaram ao BN que Joseph chegou a negociar a formação de uma chapa com o candidato Andrei da Caixa (MDB), porém tudo foi por “água abaixo”. O pessebista teria se desentendido com o senador Jaques Wagner (PT) sobre a condução das candidaturas, o levando a apoiar um nome de fora da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Na última quarta-feira (7), Suzana anunciou o nome de Vitória Bandeira (Solidariedade), filha de Joseph, para ser vice na chapa. Antes dela, o posto de vice pertencia a Leonardo Bandeira, também filho do ex-deputado federal, presidente municipal do PSB, que também declarou apoio à atual prefeita de Juazeiro.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Precisamos jogar fora o complexo de vira-lata, de achar que somos pequenos e que não temos nada. A gente precisa querer ter para poder fazer".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao afirmar que o Brasil precisa “jogar fora o complexo de vira-lata”. A declaração foi feita durante um evento em São Paulo.