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Auditor apontado como líder de esquema no Porto do Rio foi chefe da alfândega sob Bolsonaro

Por Redação

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Operação Mare Liberum, deflagrada pela Corregedoria da Receita Federal em conjunto com a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) nesta terça-feira (28), revelou um esquema criminoso de facilitação de contrabando e de descaminho no Porto do Rio de Janeiro e afastou 17 auditores-fiscais. Um deles, Pedro Antônio Pereira Thiago, foi nomeado delegado da Alfândega da Receita no Porto do Rio de Janeiro no governo de Jair Bolsonaro. 

 

Segundo informações divulgadas pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, Pedro Thiago foi nomeado em dezembro de 2020 pelo ex-presidente Bolsonaro, e substituído na gestão de Lula, em novembro de 2023. No âmbito as investigações, ele foi apontado como um dos líderes do esquema.

 

As ações ilegais no Porto do Rio de Janeiro começaram a ser investigadas em 2022, a partir de controles internos da corregedoria e denúncias, e movimentou R$ 86,6 bilhões em mercadorias, de julho de 2021 a março de 2026, com pagamento de dezenas de milhões de reais em propinas.

 

Segundo informação da reportagem do Globo, houve pressão interna contra a substituição de Pedro Thiago, que seria conhecido dentro da Receita como bolsonarista, e inclusive segue membros da família com Michelle e Flávio nas redes sociais.

 

No início deste mês, Pedro Thiago ganhou aposentadoria voluntária com proventos integrais. A portaria que concedeu o benefício foi publicada no Diário Oficial da União em 8 de abril.