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Os vereadores do União Brasil afastados na Operação Promitente, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em Juazeiro, no Sertão do São Francisco, acumulam entre dois e quatro mandatos na Câmara Municipal.
O legislador com maior tempo de atuação é Anderson Alves da Cruz, conhecido como Anderson da Iluminação, de 48 anos, que exerce o quarto mandato. Ele foi eleito pela primeira vez em 2012, quando concorreu pelo PP, partido pelo qual também foi reconduzido em 2016 e 2020, neste último pleito, na condição de suplente.
Nas eleições de 2024, já filiado ao União Brasil, Anderson da Iluminação obteve 1.550 votos, garantindo uma vaga na Câmara ao ocupar a 19ª posição entre as 21 cadeiras disponíveis.
O outro investigado, Hitallo Rodrigues Marcelino, de 34 anos, está no segundo mandato consecutivo. Ele foi eleito em 2020 pelo partido Democracia Cristã (DC) e, em 2024, já pelo União Brasil, permaneceu no Legislativo municipal.
Nesta eleição mais recente, Hitallo Rodrigues Marcelino recebeu 2.831 votos, alcançando a segunda maior votação do pleito em Juazeiro. Hitallo ainda ocupa a presidência do União Brasil em Juazeiro, condição que teria sido usada para cometer as irregularidades apontadas pela PF.
As investigações apontam que os dois vereadores teriam fraudado o sistema de cota de gênero. O esquema consistia no pagamento de valores a mulheres recrutadas para figurarem formalmente como candidatas, sem participação efetiva em campanha, inclusive com o recebimento de recursos da cota eleitoral.
Ainda de acordo com a apuração, após a realização da fraude, os investigados, junto com o advogado do partido, teriam solicitado a uma das mulheres envolvidas que reconhecesse a irregularidade em cartório.
A medida teria como objetivo beneficiar um suplente, resultando na perda do mandato de um candidato eleito legitimamente.
A Assembleia Legislativa do Estado da Bahia se pronunciopu sobre a operação da Polícia Federal que tinha o deputado Marcinho Oliveira como um dos alvos. O comunicado foi divulgado na tarde desta quarta-feira (1º).
Equipes da PF cumpriram mandados em Salvador, na residência do parlamentar, que fica localizada no condomínio Le Parc, na Avenida Paralela. Além disso, também foram realizadas ações na própria Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), e nos municípios de Serrinha, Santaluz, Araci e Feira de Santana.
Em nota, a Casa informou que "agentes estiveram em suas dependências para o cumprimento de ordem judicial de busca e apreensão no gabinete de um deputado estadual".
A Assembleia ressaltou que a investigação em curso não se confunde com as atividades institucionais do Parlamento e reafirmou a reocupação seu com "princípios constitucionais da legalidade, da transparência e da governança pública".
"A Casa reitera, ainda, que mantém postura de absoluta colaboração com as autoridades competentes, não criando qualquer embaraço ao exercício das funções do Poder Judiciário, do Ministério Público e das instituições policiais", conclui o comunicado.
De acordo com a PF, as investigações são decorrentes de investigação relativa a desvio de verbas públicas decorrentes da execução de contrato de locação de veículos no município de Serrinha, além de crime de fraude à licitação, lavagem de capitais e organização criminosa.
A Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã desta quarta-feira (1º), mandados judiciais de busca e apreensão nas cidades de Serrinha, Santaluz, Araci, Salvador e Feira de Santana, decorrentes de investigação relativa a desvio de verbas públicas decorrentes da execução de contrato de locação de veículos no município de Serrinha, além de crime de fraude à licitação, lavagem de capitais e organização criminosa.
A investigação apontou que o então gestor municipal, juntamente com diversos outros servidores públicos do município de Serrinha, em conluio com a empresa vencedora, e outras empresas cooptadas, fraudaram as licitações de locação de veículos no município entre 2017 e 2024.
Após a fraude na licitação, o proprietário da empresa, que é ex-vice-prefeito de Santaluz e atualmente ocupa o cargo eletivo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), realizava transferências e pagamentos em espécies aos servidores e gestores, tais valores eram oriundos do superfaturamento e não execução dos serviços. Segundo apuração da reportagem, o parlamentar é Marcinho Oliveira (PRD).
Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Nos locais foram apreendidos aparelhos eletrônicos e documentos em poder dos investigados, os quais serão submetidos à perícia com a finalidade de constatar a ocorrência deste e de outros crimes, além de valores em espécie.
A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) anunciou, nesta quinta-feira (26), a aprovação de estado de greve da categoria, em meio a reivindicações por melhorias nas condições de trabalho. Com a decisão, policiais federais podem paralisar as atividades nos próximos dias.
Segundo a entidade, a medida busca pressionar o governo federal a apresentar propostas que evitem uma eventual paralisação da Polícia Federal (PF). Entre as principais demandas estão a valorização da carreira e o reajuste salarial.
De acordo com o vice-presidente da Fenapef, Marcos Avelino, houve abertura de diálogo com o governo após a aprovação do indicativo.
“Tão logo foi aprovado o indicativo de estado de greve, o governo federal abriu um canal de comunicação. Neste momento, a gente conversa, nós temos interlocução com dois importantes ministérios. Aguardamos alguma proposta a ser apresentada pelo governo”, afirmou.
A decisão foi tomada após três dias de reunião no Distrito Federal, com a participação de representantes dos 27 sindicatos federais da categoria. O encontro foi encerrado na quinta-feira (26).
Ainda segundo Marcos Avelino, novos encaminhamentos devem ser definidos nos próximos dias. “Na próxima semana, todos os sindicatos farão assembleias para deliberar novas providências em face desse movimento de negociação”, informou.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (25), uma operação para desarticular a organização criminosa responsável por fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, estelionato e lavagem de dinheiro. A ação denominada de Operação Falaxx ocorre na Bahia, em São Paulo e no Rio de Janeiro.
De acordo com a PF, estão sendo cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo. As cidades em que a operação acontece ainda não foram informadas pela PF.
Foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, de veículos e de ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, para descapitalizar a organização criminosa. As fraudes investigadas podem alcançar valores superiores a R$ 500 milhões.
Foram ainda autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas. A PF explicou que a investigação teve início em 2024, quando foram identificados indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas.
O grupo criminoso atuava por meio da cooptação de funcionários de instituições financeiras e da utilização de empresas, inclusive vinculadas a grupo econômico específico, para a movimentação de valores e para a ocultação de recursos ilícitos.
Segundo as investigações, a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras inseriram dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de luxo e em criptoativos, com o intuito de dificultar o rastreamento.


A Polícia Federal (PF) indiciou nesta terça-feira (24) dois investigados no inquérito sobre venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça e enviou relatório parcial ao Supremo Tribunal Federal. No entanto, as juízes investigados não foram associados ao esquema.
Anderson de Oliveira Gonçalves e Márcio José Toledo Pinto foram indiciados por exploração de prestígio e integrar organização criminosa. No relatório, a PF alega “indícios da existência de uma organização criminosa estruturada para negociar decisões judiciais, com atuação dentro e fora de tribunais, lavagem de dinheiro e tráfico de influência”.
O documento cita servidores de gabinetes de ministros como Og Fernandes, Isabel Gallotti, Nancy Andrighi e Moura Ribeiro. Apesar disso, a organização descartou a participação de qualquer magistrado nessa conclusão parcial.
Márcio encontrava-se lotado no gabinete da ministra Nancy Andrighi e segundo as investigações ele “se aproveitou dessa condição, criou, editou e extraiu minutas de decisões”.
Segundo a Polícia Federal, as provas reunidas não permitem concluir que os servidores investigados atuavam em conluio com ministros, nem foram identificadas movimentações financeiras que indiquem pagamento de vantagens a magistrados.
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal, na noite desta quinta-feira (19). A movimentação ocorre após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. A expectativa é de que o banqueiro realize uma delação premiada.
Segundo o Metrópoles, Vorcaro embarcou em um helicóptero por volta das 18h50 e chegou na Superintendência da PF às 19h05.
Na quarta (18), o advogado de Vorcaro, José Luís Oliveira Lima, conhecido como “Juca”, procurou a PF e o ministro André Mendonça para informar sobre o interesse do banqueiro em firmar um acordo de delação premiada.
Questionado pela TV Globo, o advogado de Vorcaro afirmou que não vai comentar o caso neste momento. Segundo ele, a decisão se deve à "sensibilidade do caso".
Daniel Vorcaro foi preso no início do mês durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
No dia 6 de março, ele foi transferido do Complexo Penitenciário de Potim (SP), no interior paulista, para a Penitenciária Federal em Brasília.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) deverá se defender em 15 dias do processo administrativo (PAD) aberto pela Polícia Federal que apura o abandono do seu cargo de escrivão na delegacia da corporação em Angra dos Reis (RJ). Ele foi formalmente citado nesta segunda-feira (16) e deve apresentar sua defesa, já que após a citação passam a correr os prazos da ação.
A citação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e destaca que Eduardo está em "lugar incerto e não sabido". O processo, instaurado em 27 de janeiro deste ano, apura faltas injustificadas do ex-deputado, que está morando nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.
Eduardo está afastado desde fevereiro, em portaria assinada pelo corregedor regional da PF no estado. Ele também foi obrigado a entregar a carteira funcional e a arma de fogo.
O ex-deputado alegou perseguição por parte da Justiça e deixou o Brasil. Ele também é réu por coação no curso do processo em razão de sua atuação nos EUA contra autoridades brasileiras.
A Polícia Federal cumpriu nesta segunda-feira (9) um mandado de prisão contra um delegado federal no Rio de Janeiro. Segundo o portal Metrópoles, a prisão foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e acontece em meio a uma investigação que apura o vazamento de informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho.
O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, deputado Rodrigo Bacellar (União), já havia sido preso no âmbito destas investigações.
Em fevereiro, a PF indiciou Bacellar e o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, por vazar dados à facção criminosa. Também foram indiciadas outras três pessoas.
TH Joias também foi preso por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, suspeito de negociar armamentos ilegalmente. Ele assumiu o mandato em junho, mas deixou de ser deputado após sua prisão.
A Polícia Federal trata com cautela as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e não vê até o momento nenhum indício de conduta suspeita do magistrado. Segundo informações da Folha de S. Paulo, a corporação não viu indícios nas conversas que demandem uma apuração sobre a relação de Moraes com o ex-banqueiro.
A PF encontrou no celular de Vorcaro ligações e troca de mensagens com Moraes, inclusive no dia de sua prisão. A existência desses diálogos foi revelada pelo jornal O Globo. Os horários das trocas coincidem com imagens do bloco de notas do ex-banqueiro no qual estão escritas mensagens que indicam se tratar de um processo para evitar a liquidação do Banco Master.
As imagens do bloco de notas constam em documento enviado pela PF à CPI do INSS. O diálogo entre Moraes e Vorcaro ocorreu por meio de mensagens de visualização única, onde o ex-banqueiro escrevia as mensagens que queria enviar em seu bloco de notas e, depois, encaminhava ao seu remetente como uma imagem que apagava logo após ser vista.
Segundo o jornal O Globo, no dia 17, Vorcaro narrou a Moraes negociações para tentar salvar o Master, com referências a tratativas com a financeira Fictor. "Estou tentando antecipar os investidores e tenho chances de conseguir assinar e anunciar ainda hoje uma parte", disse Vorcaro em um dos textos enviados.
Moraes nega ter recebido as mensagens e afirma, em nota, que elas foram encaminhadas a outra pessoa. Apesar de os horários da troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes coincidirem com o dos blocos de notas encontrados no celular do ex-banqueiro, um investigador diz não ser possível recuperar as fotos do bloco de notas que teriam sido enviadas pelo WhatsApp. E reitera que, até o momento, não há razão para investigar nem há menção ao ministro Moraes em relatórios da apuração.
Neste cenário, o contato com Moraes difere da situação envolvendo o ministro Dias Toffoli. No caso de Toffoli, a PF apresentou, em fevereiro, um documento entregue a Edson Fachin com informações sobre as relações de Toffoli com o Master que apontariam suspeitas de eventuais crimes financeiros.
O magistrado não é investigado pela PF, embora as apurações sobre o Master envolvam fundos que foram sócios do resort Tayayá, do qual ele e seus irmãos também eram sócios.
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira (5) a Operação Novo Oeste, com o objetivo de combater uma organização criminosa suspeita de atuar com tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro na região Oeste da Bahia.
Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão na Bahia, Sergipe, Maranhão, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.
Na Bahia, as ações ocorrem em Barreiras, onde foi cumprido um mandado, e em Luís Eduardo Magalhães, que concentrou dois mandados de busca. Durante o cumprimento das ordens judiciais, um dos investigados foi preso em flagrante por porte de drogas.
Além disso, os agentes também cumpriram um mandado de prisão em aberto na cidade de Aracaju, em Sergipe (SE).
De acordo com a PF, as investigações têm como foco o rastreamento patrimonial dos suspeitos e a desarticulação da organização criminosa.
Dois suspeitos foram presos preventivamente na manhã desta quarta-feira (4), os mandados foram cumpridos nos municípios de Poções e Salvador. As prisões ocorrem no âmbito da operação Salvamento, deflagrada hoje pela Polícia Federal para combater crimes de armazenamento e compartilhamento de conteúdo de abuso sexual infantojuvenil praticados por meio da internet.
A ação tem por objetivo identificar e interromper a atuação de indivíduos que, além de compartilhar material ilegal, mantinham diálogos sobre a possibilidade de produzir fotos e vídeos envolvendo seus próprios filhos e irmãos menores de idade.
Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos celulares, que serão submetidos à perícia para ajudar na identificação dos arquivos armazenados, de possíveis novas vítimas e de outros envolvidos na rede criminosa.
As investigações tiveram início após a equipe da Polícia Federal ter acesso a conversas mantidas em uma rede social, nas quais os investigados comentavam e trocavam arquivos contendo cenas de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes, além de discutir formas de produzir novos registros.
Embora o termo “pornografia” ainda seja utilizado na legislação brasileira para definir qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, ou exibição dos órgãos genitais para fins primordialmente sexuais, a comunidade internacional entende que o mais adequado é referir-se a crimes de “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual de crianças e adolescentes”, para dimensionar a gravidade da violência infligida às vítimas.
CUIDADOS NA INTERNET
A Polícia Federal alerta pais e responsáveis sobre a importância de monitorar e orientar seus filhos no mundo virtual e físico, protegendo-os dos riscos de abusos sexuais. Dentre as recomendações, estão conversar abertamente sobre os perigos do ambiente on-line, explicar como utilizar redes sociais de forma segura e acompanhar de perto as atividades digitais dos jovens são medidas essenciais de proteção.
Estar atento a mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou sigilo excessivo em relação ao uso do celular e do computador, também foram apontadas como ações que ajudam a identificar situações de risco. Também é fundamental ensinar crianças e adolescentes sobre como agir diante de contatos inadequados em ambientes virtuais, reforçando que podem e devem procurar ajuda.
A Polícia Federal encontrou mensagens no celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que indicavam uma tentativa de assalto contra um jornalista como mecanismo de intimidação. O nome do jornalista não foi divulgado pela PF. A decisão de prender Vorcaro, foi determinada após a polícia encontrar as mensagens, segundo a Folha de S.Paulo.
O relator do caso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, recebeu alguns materiais da PF relacionados ao empresário. No entanto, segundo a reportagem, no material recebido por Mendonça, não havia indício de envolvimento dos advogados de Vorcaro no esquema de ameaça ao jornalista.
Não foi encontrado uma menção a ligações de Vorcaro com Dias Toffoli ou Alexandre de Moraes. De acordo com a Folha, o ministro tarjou o nome do jornalista no processo, mas o profissional foi informado sobre a tentativa de assalto. Somente o profissional poderá abrir a informação.
Além disso, foi constatada ainda invasão indevida de sistemas, inclusive da própria PF, Ministério Público Federal (MPF) e falsificação de documentos públicos. Houve ainda a simulação da assinatura de um membro do Ministério Público.
Nas mensagens, foram vistas também, um grupo chamado de "A Turma", comandado por uma pessoa com o apelido "Sicário". Ele fez ameaças a integridade física também de outras pessoas.
Agentes públicos envolvidos também são suspeitos, entre eles dois ocupantes de altos cargos no Banco Central, que auxiliavam Vorcaro e atendiam os interesses deles. Os dois foram afastados do cargo pela decisão.

Cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel é um dos alvos da nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (4), pela Polícia Federal (PF). Segundo as informações, um mandado de prisão preventiva foi expedido contra ele, mas ainda não foi localizado pelos agentes.
Na mesma operação, o próprio Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso em São Paulo e encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal.
A ação desta quarta ocorre no âmbito das investigações que apuram esquema bilionário de fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do sistema financeiro.
O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi preso nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal em São Paulo.
A prisão ocorreu no âmbito de uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras relacionado à venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.
Segundo as investigações, a operação recebeu esse nome em referência à suposta ausência de controles internos nas instituições envolvidas, o que, de acordo com a Polícia Federal, teria permitido a ocorrência de crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.
Contra Vorcaro havia um mandado de prisão preventiva. Após ser detido, ele foi encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal na capital paulista, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel também é um dos alvos da nova fase da operação. Segundo as informações, um mandado de prisão preventiva foi expedido contra ele, mas ainda não foi localizado pelos agentes.
A Polícia Federal informou que, no âmbito da Operação Hydra, foi realizada uma prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo no município de Paulo Afonso, no norte da Bahia. A detenção ocorreu durante o cumprimento das medidas relacionadas à operação. Não foram divulgados outros detalhes sobre as circunstâncias da prisão.
De acordo com a PF, as investigações indicam um prejuízo estimado em R$ 1,2 milhão. A apuração aponta que os investigados utilizavam documentos falsos para abrir contas bancárias em nome de terceiros. Em seguida, eram contratadas operações de crédito, com posterior realização de saques considerados ilícitos dos valores obtidos.
Além da capital baiana, os mandados foram cumpridos nos municípios de Camaçari e Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, Paulo Afonso, no norte do estado, e Itabuna, no sul da Bahia.
O ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) e o seu filho, o deputado Fernando Coelho Filho (União-PE) são alvos da Polícia Federal, na Operação Vassalos, nesta quarta-feira (25). A ação cumpre 42 mandados de busca e apreensão na investigação sobre suspeitas de desvios de emendas. A apuração foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.
A ação desta quarta visa apurar e desarticular suspeitas de crimes em licitações e fraudes em licitações e contratos, além de peculato, corrupção, de dinheiro e organização criminosa. Fernando Bezerra Coelho já foi ministro da Integração Nacional de Dilma Rousseff (PT) e líder do governo de Jair Bolsonaro (PL) no Senado. Seu filho, o atual deputado, já foi ministro de Minas e Energia no governo Michel Temer (MDB).
Além deles, segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, a operação tem como alvos Carlos Neto e Pedro Souza. Um deles é um dos sócios de uma empresa que foi apontada por receber cerca de R$ 74 milhões de emendas do relator, conhecidas como orçamento secreto, entre 2019 e 2024.
Os mandados desta quarta são cumpridos em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal. A investigação da PF aponta para existência de uma organização composta por agentes públicos e privados suspeita de desviar recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, por meio do direcionamento de licitações para empresa vinculada ao grupo, com posterior utilização dos valores desviados no pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio.
A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira (25), dez mandados de busca e apreensão durante a Operação Hydra, que investiga um grupo suspeito de aplicar fraudes contra a Caixa Econômica Federal na Bahia. As ações ocorreram em Salvador e em outros quatro municípios do estado.
De acordo com a PF, as investigações indicam um prejuízo estimado em R$ 1,2 milhão. A apuração aponta que os investigados utilizavam documentos falsos para abrir contas bancárias em nome de terceiros. Em seguida, eram contratadas operações de crédito, com posterior realização de saques considerados ilícitos dos valores obtidos.
Além da capital baiana, os mandados foram cumpridos nos municípios de Camaçari e Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, Paulo Afonso, no norte do estado, e Itabuna, no sul da Bahia.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), uma operação que mira desvio de verbas, com ações realizadas em bairros nobres de Salvador.
Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, a operação tem como alvos Carlos Neto e Pedro Souza. Um deles é um dos sócios de uma empresa que foi apontada por receber cerca de R$ 74 milhões de emendas do relator, conhecidas como orçamento secreto, entre 2019 e 2024.
Até o momento, não foram divulgados pela Polícia Federal detalhes sobre as medidas judiciais cumpridas, nem informações oficiais sobre o objetivo específico desta fase da operação.
A Bahia aparece na 8ª colocação entre as unidades da federação com maior número de inquéritos policiais instaurados pela Polícia Federal (PF) para apurar crimes cibernéticos relacionados ao abuso sexual infantojuvenil. Os dados foram elaborados pela Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos (DCIBER) da corporação, com levantamento anual entre 2023 e 2025.
De acordo com a planilha oficial da PF, foram instaurados 56 inquéritos no estado em 2023, número que subiu para 78 em 2024 e chegou a 88 investigações em 2025. O crescimento registrado no último ano colocou a Bahia entre os oito estados brasileiros que apresentaram aumento nas apurações desse tipo de crime na comparação entre 2024 e 2025.
Além da Bahia, também houve alta no número de investigações no Amazonas, no Espírito Santo, no Maranhão, em Minas Gerais, em Rondônia, em Roraima e no Tocantins. Os números foram divulgados pela Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência pública.
No ranking nacional referente a 2025, os maiores volumes de inquéritos foram registrados em São Paulo (400), Minas Gerais (201), Paraná (179), Rio Grande do Sul (138), Rio de Janeiro (115), Santa Catarina (86) e Paraíba (82), seguidos pela Bahia, com 88 procedimentos instaurados.
Os dados mostram ainda que, em âmbito nacional, a Polícia Federal instaurou 1.999 inquéritos relacionados ao abuso sexual infantojuvenil praticado pela internet em 2025. O número representa uma redução de 8% em relação a 2024, quando foram abertas 2.173 investigações. Apesar da queda anual, o volume permanece superior ao registrado em 2023, que contabilizou 1.431 casos.
Segundo a Polícia Federal, cada inquérito policial pode apurar uma ou mais condutas criminosas e envolver múltiplas vítimas e suspeitos. Dessa forma, o total de crimes efetivamente investigados pode ser maior do que o número de procedimentos instaurados.
A violência sexual contra crianças e adolescentes é classificada como crime hediondo no Brasil desde 2014.
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (19) a Operação Espelho Fumegante 2 com o objetivo de reprimir o contrabando de cigarros eletrônicos em Ilhéus, no Litoral Sul da Bahia.
Durante a ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Federal da Subseção Judiciária de Ilhéus.
Segundo a PF, os cigarros eletrônicos são dispositivos cuja importação, comercialização e propaganda são proibidas no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009, conforme a Resolução nº 46/2009.
Os alvos dos mandados devem responder pelo crime de contrabando, caracterizado pela importação, armazenamento e comercialização de mercadoria proibida, com pena prevista de reclusão de dois a cinco anos.
Dias Toffoli determinou nesta quinta-feira (12) que a Polícia Federal (PF) envie os dados de todos os celulares apreendidos e periciados na investigação. A medida do ministro, relator do caso Master, acontece depois da entrega da perícia dos celulares de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.
Segundo a coluna de Julia Dualibi no G1, a decisão define que a PF deve encaminhar, na íntegra, o conteúdo de todos os aparelhos e mídias apreendidas, os laudos periciais, incluindo dados telemáticos, informáticos e telefônicos. Segundo as investigações, o nome de Toffoli foi citado em mensagens contidas no aparelho.
Ao enviar o documento ao Supremo, a PF citou a possibilidade de suspeição, ato em que um juiz desiste de conduzir uma investigação por entender que há algum impedimento que ponha em jogo a sua imparcialidade. O ministro negou qualquer relação com o empresário.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), a Operação Zona Cinzenta, para apurar possíveis irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP). A investigação desta está relacionada com a aplicação de R$ 400 milhões de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, operação considerada de alto risco.
De acordo com a corporação, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara de Justiça Federal, no município de Macapá. São investigados ainda os crimes de gestão temerária e de gestão fraudulenta. Entre os alvos da ação estão o presidente da entidade, Jocildo Silva Lemos e os membros do comitê de investimentos Jackson Rubens de Oliveira e José Milton Afonso Gonçalves.
A Zona Cinzenta busca esclarecer a existência de prejuízo ao patrimônio público e encontrar os responsáveis pelas decisões investigadas.Vale lembrar que o Banco Master foi liquidado no mês de novembro do ano passado pelo Banco Central, após ser identificada uma profunda crise de liquidez.
A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (4), um suspeito de integrar uma organização criminosa responsável por inserir grandes quantidades de drogas em cargas destinadas ao exterior por meio do Porto de Salvador. Segundo a PF, ao longo das investigações, foram apreendidas aproximadamente 1,7 tonelada de cocaína.
De acordo com as apurações, o suspeito atuava de forma estratégica na cadeia logística, o que permitia a chamada “contaminação” de mercadorias lícitas com cocaína. A droga tinha como destino principal países da Europa.
O esquema criminoso utilizava métodos considerados sofisticados para introduzir o entorpecente em contêineres de exportação sem levantar suspeitas iniciais.
As cargas adulteradas foram identificadas em operações distintas da Polícia Federal, que resultaram, em cada ação, na apreensão de centenas de quilos de cocaína.
As investigações indicaram que a atuação do grupo era contínua e bem estruturada, explorando falhas logísticas e o grande volume de movimentação do porto para tentar burlar a fiscalização.
A prisão contou com o apoio da Polícia Militar da Bahia. A Polícia Federal segue com as investigações para identificar outros envolvidos no esquema e aprofundar o rastreamento das rotas utilizadas para o envio da droga ao exterior.
A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (04), um integrante de organização criminosa responsável por inserir grandes quantidades de drogas em cargas destinadas ao exterior por meio do Porto de Salvador. As investigações da PF mostraram que o suspeito atuava de forma estratégica na cadeia logística, inserindo cocaína em mercadorias lícitas com cocaína que seria enviada para a Europa.
Foram apreendidos aproximadamente 1,7 tonelada de entorpecentes durante a operação. A apuração apontou ainda que o esquema utilizava métodos sofisticados para introduzir a droga em contêineres de exportação.
As cargas contaminadas foram identificadas em operações distintas, que resultaram na apreensão de centenas de quilos de cocaína em cada ocorrência.
A Polícia Federal reafirma que a repressão ao tráfico internacional de drogas é de fundamental importância, por se tratar de crime que financia outras atividades ilícitas, fomenta a violência e compromete a credibilidade do comércio exterior brasileiro.
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A Polícia Federal (PF) deflagrou a operação Graco, nesta quinta-feira (29), para apurar desvios de recursos públicos associados à contratação de uma empresa responsável por apresentações musicais bancadas com verba federal. O caso foi registrado na cidade de Sena Madureira, no Acre. O deputado federal Eduardo Velloso (União) é o principal alvo da ação desta quarta.
A PF realizou buscas no apartamento funcional dele, em Brasília, e em outros endereços ligados a ele em Rio Branco.
De acordo com o G1, o objetivo é apurar possíveis irregularidades na contratação da empresa responsável por shows musicais financiados pela Secretaria Municipal de Cultura de Sena Madureira (AC), em setembro do ano retrasado.
Segundo investigações da PF, está sendo apurado o desvio de recursos estimados em R$ 912 mil, provenientes de emendas parlamentares, conhecidas como “emendas PIX”. A modalidade permite repasses diretos da União, sem obrigação de prestação de contas prévia.
Na ação desta quarta, 14 mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Acre e no Distrito Federal.

Foto: Divulgação PF

Foto: Divulgação PF
A Polícia Federal vai ouvir depoimentos de alguns dos investigados na Operação Compliance Zero, a partir desta segunda-feira (26). A investigação da PF apura irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
Segundo a coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles, depois dos depoimentos a Justiça vai determinar se o caso vai se manter no Supremo Tribunal Federal (STF) ou se as investigações voltam para a Justiça Federal, em Brasília, ou para a Justiça de São Paulo.
De acordo com a publicação, estão previstos oito depoimentos na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), de forma remota por videoconferência e presencialmente. Devem ser escutados os ex-diretores do BRB e do Banco Master, além de empresários como Augusto Ferreira Lima – ex-sócio de Daniel Vorcaro.
Eles estão envolvidos dentro do inquérito que investiga crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa. Na lista dos que devem ser escutados nesta segunda estão Dário Oswaldo Garcia Junior (ex-diretor financeiro do BRB) André Felipe de Oliveira Seixas Maia (ex-funcionário do Banco Master), Henrique Souza e Silva Peretto (empresário ligado a empresas envolvidas nas operações investigadas); Alberto Felix de Oliveira – superintendente-executivo de tesouraria do Banco Master.
Já na terça, serão escutados Robério Cesar Bonfim Mangueira (superintendente de operações financeiras do BRB), Luiz Antonio Bull (executivo e diretor ligado ao Banco Master); Angelo Antonio Ribeiro da Silva – executivo e sócio do Banco Master; Augusto Ferreira Lima (ex-sócio do Banco Master).
O proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa não serão escutados. Eles prestaram depoimentos em 30 de dezembro.
Em depoimento à Polícia Federal (PF), Daniel Vorcaro afirmou que não conseguiria citar nominalmente quem frequentava sua casa, ao ser questionado sobre as relações que mantinha com políticos.
Segundo informações que constam na transcrição do depoimento, feita com auxílio de inteligência artificial, o dono do Banco Master disse ter amigos em todos os Poderes, mas declarou não ser capaz de nomear individualmente as pessoas que frequentavam sua residência.
Vorcaro relatou ainda que conversou com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), sobre a proposta de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB), instituição controlada pelo governo do DF.
Ele afirmou que, além do governador e de autoridades do Banco Central, não manteve diálogo com nenhuma outra autoridade a respeito do tema.
Questionado diretamente se havia tratado do assunto com outras autoridades públicas, como ministros, parlamentares, secretários de Estado ou dirigentes de órgãos públicos, sobre a aquisição do Banco Master pelo BRB, Vorcaro negou qualquer contato. As informações do G1.
O empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, foi preso enquanto embarcava de jatinho para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, nesta quarta-feira (14). A prisão temporária foi realizada para garantir o sigilo da segunda fase da operação Compliance Zero.
Como o objetivo da prisão é apenas resguardar a operação, Zettel deve ser solto em breve. Os mandados são cumpridos em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Vorcaro foi preso em novembro de 2025, acusado de liderar um esquema que criou carteiras falsas de crédito para inflar o patrimônio do Banco Master.
Além de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a Polícia Federal (PF) faz buscas em endereços ligados ao empresário baiano Nelson Tanure e a João Carlos Mansur nesta quarta-feira (14). Ambos são alvos da segunda fase da operação Compliance Zero.
Agentes da PF cumprem, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), 42 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Os bens e valores bloqueados superam R$ 5,7 bilhões.
Conhecido por investir e comandar projetos de reestruturação de empresas em crise, Tanure atua em setores diversos da economia. Dentre seus investimentos, estão desde empresas de mídia a área de infraestrutura e até empresas de petróleo.
Já Mansur tem passagens por grandes empresas, como PwC, Monsanto, Trump Realty Brazil e Wtorre, além de ser fundador da Reag Investimentos, criada em 2012.
Quatro suspeitos foram presos nesta terça-feira (13) em Vitória da Conquista. A prisão ocorreu no âmbito da Operação FURVUS, deflagrada para desarticular uma associação criminosa responsável por furtos a terminais de autoatendimento da Caixa Econômica Federal, ocorridos em 2023 nos estados da Bahia e Paraná. O prejuízo foi estimado em R$ 24.702,00.
A investigação revelou que o grupo, com base em São Paulo, deslocava-se para diferentes regiões do país para praticar os crimes. Os envolvidos são criminosos com histórico extenso de furto.
As apurações indicaram sete ocorrências, sendo quatro furtos consumados e três tentativas, em agências localizadas nos municípios de Curitiba (PR), Vitória da Conquista, Camaçari, Lauro de Freitas, Feira de Santana e Poções.
Os criminosos simulavam depósitos para induzir a abertura do módulo do ATM e utilizavam dispositivos conhecidos como “jacaré” para retirar envelopes com dinheiro e cheques.
Além da prisão preventiva de quatro investigados, a Justiça determinou restrições a outro integrante, a realização de buscas pessoais e domiciliares, além do sequestro e bloqueio de bens e valores até o limite do prejuízo apurado.
Somadas, as penas podem ultrapassar 10 anos de prisão, além de outras sanções previstas em lei.
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (13) a 9ª fase da Operação Overclean. A corporação cumpre mandados de busca e apreensão em um prédio de luxo no Corredor da Vitória, em Salvador, no começo da manhã desta terça. O edifício onde a PF estaria seria a Mansão Wildberger, localizada no Largo da Vitória.
Outros endereços no bairro do Horto Florestal e Vasco da Gama também estão sendo alvo de busca e apreensão. A ação desta terça conta com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil (RFB). A PF informou que a nova fase da operação visa desarticular uma organização criminosa suspeita de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro.
São cumpridos nesta terça nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na Bahia e no Distrito Federal. O STF determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas, para interromper a movimentação de valores de origem ilícita e preservar ativos para eventual reparação aos cofres públicos.
De acordo com a PF, os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro. A Operação Overclean, iniciada em dezembro de 2024 com ações na Bahia, investiga e visa interromper esquemas de desvio de verbas públicas e práticas ilícitas em licitações em diferentes estados.
As fases anteriores resultaram em prisões, apreensões de documentos e bloqueios de valores ligados aos investigados.
A ex-primeira-dama Michele Bolsonaro relatou, nesta quarta-feira (7), o primeiro contato com o ex-presidente Jair Bolsonaro após o acidente sofrido por ele dentro da cela onde ele cumpre pena na sede da Polícia Federal em Brasília. A esposa de Jair explica que ele não se lembrava do momento do acidente ou o que teria gerado a queda.
"A gente não sabe o exato momento que ele se acidentou. Conversando com ele na sala, em que a gente é liberado para ter esse 30 minutos [de visita], ele não conseguia falar, ele não se lembrava. Eu perguntei para ele: 'Foi pela manhã?', porque ele tem uma pequena janela, e ele falou 'Eu acho que não, porque ainda não tinha luz do dia'", narra Michele.
Ela completa que "Então a gente não sabe se foi já amanhecendo ou se foi a noite, na madrugada. A gente não sabe o tempo certo. Ele teve muita dificuldade, a gente não sabe se ele estava dormindo ou sonolento para ir ao banheiro e na volta caiu, porque eu fiquei sabendo que tem um degrau do quarto para o banheiro".
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A ex-primeira-dama diz ainda que a confusão de Bolsonaro pode ter sido causada pelo torpor dos medicamentos diários que ele faz uso. "Então não posso confirmar isso para você, se ele teve tempo de lembrar também, ele tem essa medicação forte, que deixa ele muito sonolento, tanto que tem que ser fracionada. Se ele tomar um comprimido de 100mm, ele fica o dia todo deitado, ele interagir com você. É fracionado [o medicamento], ele não fica 100% bem, então não sei se ele lembrou também que ali tinha uma campainha para poder pedir ajuda", explica.
Ela disse ainda que está buscando a confirmação sobre a ação dos agentes da Polícia Federal após o acidente. Segundo Michele, o horário do atendimento médico matinal ao ex-presidente pode não ter sido cumprido.
“Eu gostaria de saber exatamente o momento que foi aberto o quarto dele. A gente sabe que o quarto dele é aberto às 08h da manhã para ele tomar a primeira medicação do dia, mas eu converso com o perito e ele coloca no relatório que ele fez os primeiros socorros por volta das 08h40 ou 09h da manhã. Então ele já perdeu aí 40 minutos. Se abriram o quarto 08h ele teve que esperar até 08h40. Eu converso com o delegado e ele me falou que abriu o quarto dele 7h20 da manhã. Então não está batendo”, afirma.
Ela garante, no entanto, que Jair já está “acostumado” com as dores físicas por conta de suas fragilidades de saúde. "O Jair é uma pessoa que ele já acostumou a conviver com a dor desde 2018. Eu vi por três vezes dentro do hospital, eu vi ele pedindo para Deus levá-lo porque ele não aguentava a dor que ele estava sentindo no intestino. Então ele já se acostumou, ele já está nessa zona de sofrimento”, conclui.
A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) precisa passar por uma cirurgia a ser realizada o mais breve possível. O documento também aponta a necessidade de outra intervenção cirúrgica, em caráter eletivo, para correção de uma hérnia inguinal bilateral. O laudo foi encaminhado após determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
Com base no parecer médico, caberá a Moraes decidir sobre a autorização judicial para a realização dos procedimentos.
“No tocante ao quadro de soluços, o bloqueio do nervo frênico é tecnicamente pertinente. Quanto à tempestividade do procedimento, esta Junta Médica entende que deve ser realizado o mais breve possível, haja vista a refratariedade aos tratamentos instituídos, a piora do sono e da alimentação, além de acelerar o risco de complicações do quadro herniário, em decorrência do aumento da pressão intra-abdominal”, afirmaram os peritos.
De acordo com os advogados do ex-presidente, Bolsonaro precisa de cirurgia para correção da hérnia inguinal bilateral, além de intervenções complementares.
A hérnia inguinal é uma condição em que parte de um tecido do abdômen se projeta pela região da virilha, formando uma protuberância.
Alexandre de Moraes determinou que os exames realizados no último domingo (14), assim como os laudos médicos apresentados, fossem encaminhados para análise de peritos do Instituto Nacional de Criminalística (INC) na última quarta-feira (17). A partir dessa avaliação técnica, o ministro deverá se manifestar sobre o pedido.
Laudos técnicos encaminhados pela Polícia Federal (PF) ao Supremo Tribunal Federal (STF) confirmaram, nesta quarta-feira (18), que o ex-presidente Jair Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica durante o período em que cumpria prisão domiciliar.
De acordo com os documentos enviados ao Supremo, os peritos apontaram que o equipamento apresentava “danos significativos na junção da capa plástica polimérica”.
Segundo a PF, os danos teriam sido provocados por uma “fonte de calor concentrado com ferro em sua composição”. Os peritos destacaram que testes realizados com ferro de solda na superfície do material apresentaram características compatíveis com as avarias encontradas no equipamento.
“Testes realizados com ferro de solda na superfície do material questionado exibiram aspectos compatíveis com os danos verificados”, diz trecho do laudo técnico.
Em decisão proferida nesta quarta-feira (18), o ministro Alexandre de Moraes concedeu prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o conteúdo dos laudos.
Uma ação conjunta apreendeu cerca de 340 quilos de drogas em um trecho da BR-116 Sul de Feira de Santana. O fato ocorreu na manhã desta quarta-feira (17) em operação conjunta entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Federal (PF).
Segundo a PRF, a droga estava escondida em um caminhão de carga, que transportava materiais utilizados na montagem de estruturas para supermercados e padarias.

Foto: Divulgação / PRF na Bahia
Ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, o chefe da Delegacia da PRF em Feira de Santana, Ivanildo Cirqueira, informou que os policiais identificaram indícios suspeitos no compartimento de carga durante a abordagem.
“Durante a fiscalização, foi verificada a presença de substâncias análogas a drogas no compartimento do veículo. Em seguida, todo o material, o caminhão e o motorista foram encaminhados ao posto avançado da Polícia Federal”, explicou o agente.
Ao todo, foram encontrados 330 quilos de maconha e 10 quilos de pasta base de cocaína. Ainda segundo o site, o motorista, que estava sozinho no veículo, relatou que o carregamento saiu de São Paulo para ser levado até a Paraíba.
Ele ainda afirmou que não sabia da presença das drogas e que acreditava estar transportando apenas prateleiras e estruturas metálicas. Apesar da alegação, o motorista foi conduzido à Polícia Federal, onde o flagrante foi lavrado e o caso segue sob investigação.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência do ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias, para o sistema penitenciário federal. A informação foi divulgada pelo portal g1. Atualmente, o ex-parlamentar cumpre prisão preventiva no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste da capital fluminense.
TH Jóias foi preso pela Polícia Federal em setembro deste ano, durante a Operação Zargun. Ele é acusado pelos crimes de tráfico de drogas, corrupção, lavagem de dinheiro e negociação de armas para a facção criminosa Comando Vermelho. Segundo as investigações, ele utilizava seu mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para favorecer atividades do crime organizado.
As acusações incluem a intermediação na compra e venda de drogas, fuzis e equipamentos antidrones destinados ao Complexo do Alemão, além de ter indicado a esposa de um traficante preso, Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, para um cargo parlamentar.
O caso ganhou novos desdobramentos nesta terça-feira com a prisão do desembargador Macário Judice Neto, relator do processo de TH Jóias no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). A prisão ocorreu na segunda fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, que investiga a atuação de agentes públicos no vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais. Na primeira fase da mesma operação, foi preso o presidente afastado da Alerj, o deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (União Brasil), que também foi alvo de buscas nesta terça.
Através de nota, a defesa de TH Jóias afirmou, na manhã desta terça, não ter tido acesso à decisão judicial que ordenou a prisão do desembargador Macário Judice Neto. Além disso, declarou não ter sido intimada ou formalmente comunicada sobre uma possível transferência do ex-deputado para um presídio federal.
"Até o presente momento, não há nos autos qualquer intimação dirigida à defesa que confirme a existência, o conteúdo ou os fundamentos de decisão dessa natureza, o que inviabiliza o pleno exercício do direito de defesa e o acompanhamento regular dos atos processuais", diz a nota. A defesa reclamou, ainda, que tomou ciência dos fatos pela imprensa.
A Polícia Federal (PF) apreendeu R$ 9,5 bilhões em dinheiro e bens do crime organizado em 2025. É o que informou o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, nesta segunda-feira (15). Os números correspondem ao período entre janeiro e novembro deste ano e superam os R$ 6,1 bilhões apreendidos no ano anterior, no mesmo período.
Segundo Rodrigues, trata-se de “recursos que efetivamente foram retirados do crime organizado”, tendo sido apreendidos sob diversas formas, “seja em espécie, imóveis, embarcações, aeronaves, cripto, ouro". As quantias também foram encontradas em contas de investigados, embora seja comum que, nessa modalidade, os valores apreendidos sejam menores do que o bloqueio determinado pela Justiça, explicou Rodrigues.
O diretor se reuniu nesta segunda com jornalistas na sede da PF, em Brasília. Segundo a Agência Brasi, ele defendeu, durante o encontro, as ações de descapitalização do crime organizado. “Não é o preto pobre da favela da periferia. Nós precisamos enfrentar aqueles que financiam, que têm recursos, que comandam o crime organizado e lideram estrutura organizada e poucas vezes colocaram o pé em uma favela”, disse.
Segundo o balanço de Rodrigues, em 2025, até o momento, a PF contabiliza 3.310 operações homologadas, número acima das 3.133 do ano passado, com 2.413 mandados de prisão cumpridos, também superior aos 2.184 de 2024. Para o diretor, os números demonstram “um resultado mais eficiente das investigações”.
Foram apresentados também os resultados em 2025 da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), que contabilizou 215 operações, 978 prisões e 1.551 buscas e apreensões cumpridas. O valor descapitalizado do crime foi de R$ 163,31 milhões.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (11) que a Polícia Federal realize, em até 15 dias, uma perícia médica para avaliar a necessidade de intervenção cirúrgica no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A defesa havia solicitado, na última terça-feira (9), autorização para que Bolsonaro deixasse a Superintendência da PF em Brasília, onde está preso, para realizar novos procedimentos de saúde. Segundo os advogados, o ex-presidente precisaria de uma cirurgia para tratar um quadro de soluços e uma hérnia, o que exigiria internação imediata por cinco a sete dias.
Ao mandar realizar a perícia, Moraes destacou que Bolsonaro passou por um exame médico-legal no dia de sua prisão, em 22 de novembro, e que naquele momento “não houve registro de qualquer condição médica que indicasse a necessidade de imediata intervenção cirúrgica”. O ministro afirmou ainda que, desde então, não houve comunicação de qualquer emergência médica envolvendo o ex-presidente.
Moraes também observou que os exames apresentados pela defesa não são recentes, enfatizando que o último, realizado há três meses, não indicava a necessidade de cirurgia urgente. “Desde aquele momento, não houve nenhuma notícia de situação médica emergencial ocorrida com Jair Messias Bolsonaro”, escreveu o ministro na decisão.
A Polícia Federal, em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Federal, deflagrou nesta quarta-feira (10) a Operação Anansi, voltada ao enfrentamento do tráfico internacional de drogas e da lavagem de capitais ligados a organizações criminosas atuantes no Extremo Sul da Bahia.
A ação cumpre 22 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva, além de outras medidas cautelares, o que inclui o bloqueio de valores em contas bancárias que podem chegar a R$ 50 milhões.
Segundo as investigações, o grupo criminoso seria especializado no envio de cocaína para a Europa, utilizando embarcações pesqueiras. A região do Extremo Sul da Bahia funcionaria como ponto estratégico e recorrente de apoio logístico para essas operações.
Em dezembro de 2024, as autoridades identificaram e apreenderam, na área de Cabo Verde, uma embarcação pesqueira proveniente do Sul da Bahia transportando cerca de 1,6 tonelada de cocaína. A partir dessa apreensão, as investigações avançaram na identificação dos responsáveis pelo esquema.
De acordo com os investigadores, alguns pescadores e empresários do setor de embarcações pesqueiras passaram a atuar como operadores do tráfico internacional, empregando o conhecimento técnico sobre navegação e rotas marítimas para viabilizar as atividades ilícitas.
A operação contou com apoio direto da Europol e cooperação jurídica internacional com Cabo Verde e países europeus, como Portugal, Espanha e França. Durante as diligências, foram apreendidos veículos, celulares e outros bens, que devem ser analisados para rastreamento patrimonial e consolidação das provas.
A PF e o Gaeco seguem nas investigações com o objetivo de identificar outros envolvidos no esquema usado para lavar recursos provenientes do tráfico internacional de drogas.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (3) a prisão preventiva do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado estadual Rodrigo da Silva Bacellar (União). A decisão, atendendo a pedido da Polícia Federal (PF) com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), também afasta o parlamentar do cargo de chefia da Alerj. As medidas ocorrem no âmbito das investigações sobre o vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun, da PF.
Conforme as apurações, há indícios de que Bacellar teria participado da obstrução de operações policiais, colaborando para frustrar mandados contra o ex-deputado estadual Thiago dos Santos Silva, o "TH Joias", apontado como aliado do Comando Vermelho. A PF informou que dados sigilosos da operação foram compartilhados antecipadamente, permitindo que TH Joias esvaziasse seu imóvel e trocasse de celular antes da ação policial de 3 de setembro de 2025. Em conversas extraídas do celular do investigado, consta que Bacellar teria sido avisado sobre a troca de número e orientado quanto à retirada de objetos da residência.
Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes considerou que os elementos apresentados pela PF "são gravíssimos". Ele apontou que as evidências indicam que o presidente da Alerj estaria "atuando ativamente pela obstrução de investigações envolvendo facção criminosa e ações contra o crime organizado", inclusive com influência no Poder Executivo estadual, o que potencializaria o risco de continuidade da interferência indevida nas investigações. O documento destaca suspeitas de participação em organização criminosa, obstrução de investigação, violação de sigilo funcional e outros delitos.
Além da prisão de Bacellar, Moraes autorizou buscas e apreensões em endereços ligados aos investigados, incluindo gabinetes na Alerj. Para o assessor parlamentar Thárcio Nascimento Salgado, indicado como responsável por auxiliar TH Joias na tentativa de fuga, foram impostas medidas cautelares diversas da prisão, como uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, proibição de uso de redes sociais e entrega de passaporte.
A decisão, proferida na Petição (PET) 14969, que decorre da ADPF 635 (ADPF das Favelas), ainda determinou a oitiva dos investigados pela PF, a análise de dispositivos eletrônicos apreendidos, o compartilhamento de informações com o Tribunal Regional Federal da 2ª Região e o fornecimento de logs de acesso e documentos por órgãos do governo fluminense e pela Imprensa Oficial do Estado. O objetivo é apurar indícios de crimes com repercussão interestadual e internacional e investigar a atuação de grupos criminosos violentos no estado e suas conexões com agentes públicos.
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro será formalmente comunicada, conforme exigência constitucional, para deliberar sobre a manutenção da prisão do deputado.
A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (28), a Operação Fake Road, para investigar irregularidades em contratos de pavimentação firmados pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS) e financiados por emendas parlamentares.
A ação desta sexta-feira acontece em parceria com a ontroladoria-Geral da União (CGU). Segundo a PF, as investigações tiveram início a partir de auditorias da CGU, que identificaram indícios de superfaturamento, execução parcial ou inexistente dos serviços, medições fraudulentas e favorecimento indevido de empresas contratadas.
De acordo com a polícia, os elementos colhidos apontam para a atuação de servidores públicos e representantes de empresas privadas, em possível organização criminosa voltada ao desvio de recursos públicos. O prejuízo foi estimado em mais de R$ 22 milhões.
A PF cumpre 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nas cidades de Fortaleza (9 mandados) e Natal (2 mandados)
Conforme a corporação, as medidas incluem ainda pedidos de bloqueio judicial de bens e valores, indisponibilidade de imóveis e veículos, busca pessoal e veicular, bem como a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático dos investigados.
A ação conta com a participação de aproximadamente 50 policiais federais e tem por finalidade coletar novas provas, assegurar a interrupção de eventuais práticas ilícitas e reforçar o compromisso da Polícia Federal no combate ao desvio de recursos públicos e à corrupção.
VEJA REGISTROS DOS CARROS DE LUXO E DINHEIRO APREENDIDO




O médico Gabriel Almeida, alvo da Operação Slim, realiza seus atendimentos em um consultório, dentro de uma mansão no bairro do Jardim Europa, área nobre da cidade de São Paulo. O profissional foi acusado em uma investigação da Polícia Federal, de fazer parte de uma quadrilha que fabrica ilegalmente o medicamento para emagrecimento Mounjaro.
Segundo o G1, o consultório Núcleo GA (Gabriel Almeida) funciona na Avenida Brasil, onde estão localizadas mansões nas proximidades do Parque Ibirapuera, na Zona Sul da capital paulista. Além de SP, o estabelecimento ainda tem unidades em Salvador, Feira de Santana e Petrolina.
Ele também é palestrante e escritor, onde já lançou uma série de livros sobre emagrecimento. A Polícia Federal informou que Almeida é o principal nome de uma quadrilha de profissionais da saúde, clínicas e laboratórios que produziam o medicamento sem autorização. O médico ainda contava com mais de 700 mil seguidores em suas redes sociais.
O médico Gabriel Almeida foi alvo da Operação Slim por esquema de manipulação e venda ilegal de canetas emagrecedoras. A ação desta quinta-feira (27) visa desarticular a atuação de profissionais da saúde, clínicas e laboratórios que estavam produzindo remédios de forma ilícita.
?? Médico Gabriel Almeida é alvo de operação da PF por produzir e vender Mounjaro falsificado
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) November 27, 2025
Confira ?? pic.twitter.com/9v2h7ZhnhR
Além dele, outros 24 profissionais foram alvo de busca e apreensão em mandados que estão sendo cumpridos nos estados de São Paulo, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro. Eles são acusados de manipular Tirzepatida, principio ativo do Mounjaro, indicado para combater diabetes tipo 2 e utilizado para emagrecimento. Segundo a Polícia Federal, eles não tinham autorização ou pagamento de patente e não seguiam rigorosas regras sanitárias.
A investigação apontou que o grupo alvo possuía estrutura de fabricação em condições incompatíveis com padrões sanitários. A PF informou que os alvos da operação realizavam envase, rotulagem e distribuição do produto de forma irregular.
De acordo com a corporação, foram encontrados indícios de produção em série em escala industrial, prática não autorizada no âmbito da manipulação magistral autorizada pela legislação vigente. A polícia indicou ainda que a comercialização do material por meio de plataformas digitais, sem controles mínimos de qualidade, esterilidade ou rastreabilidade, aumentava o risco sanitário ao consumidor.
Além disso, conforme informações da PF, as estratégias de marketing digital do grupo induzia os consumidores a acreditar que a produção rotineira da tirzepatida, princípio ativo do Monjauro seria permitida.
A PF informou ainda que a ação acontece com o apoio da Anvisa e das Vigilâncias Sanitárias dos estados de São Paulo, Bahia e Pernambuco. As medidas têm o intuito de combater a atividade ilícita, identificar os responsáveis pela cadeia de produção e distribuição e recolher documentos, equipamentos e insumos que auxiliem na análise laboratorial e perícia técnica dos materiais apreendidos.
Em junho deste ano, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) aplicou sanção disciplinar de censura pública em publicação oficial ao médico Gabriel Almeida. A medida afirma que o influenciador infligiu quatro artigos do Código de Ética Médica. Acumulando mais de 500 mil seguidores, Gabriel Almeida é conhecido nas redes sociais por receitar Mounjaro como receita de emagrecimento. De acordo com o texto, a sanção foi decidida com base no Processo Ético-Profissional pelo Tribunal Superior de Ética Médica do Conselho Federal de Medicina, que reconheceu infrações ao Código de Ética Médica. (Atualizada às 08h49)
A Polícia Federal (PF) desmobilizar um garimpo ilegal na Serra da Quixaba, situada no Parque Nacional do Boqueirão da Onça, em Sento Sé, no Sertão do São Francisco. Iniciada na última quarta-feira (19), a ação foi finalizada nesta segunda-feira (24). A operação contou com apoio do ICMBio e da Cipe-Caatinga (PM-BA).

Foto: Divulgação / Polícia Federal
Durante o trabalho das equipes, foram desmontadas diversas estruturas usadas para a atividade clandestina e apreendidos equipamentos e insumos de garimpo. Segundo a PF, o objetivo foi retirar pessoas que ocupavam de forma irregular a área de conservação e interromper danos ambientais causados pela exploração mineral dentro do parque, uma das regiões mais sensíveis da Caatinga.

Foto: Divulgação / Polícia Federal
A PF informou que as investigações seguem para identificar financiadores, organizadores e compradores do minério extraído ilegalmente. Também serão apuradas as cadeias de suprimento que abasteciam o garimpo.
Os envolvidos podem responder por usurpação de bens da União, extração ilegal de recursos minerais, posse de artefato explosivo, além de outros crimes que forem identificados.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, preso preventivamente na manhã deste sábado (22), ficará alojado em uma "sala de estado" na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
O espaço onde o militar cumprirá a prisão é reservado para autoridades e outras figuras públicas de alto escalão e possui mesa, cadeira, cama e banheiro privativo.
Foto: Divulgação
De acordo com o g1, caso o ex-presidente permaneça lá nos próximos dias, a defesa poderá solicitar à Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal autorização para levar itens como eletroeletrônicos, livros e pertences pessoais.
A estadia de Bolsonaro na "Sala de Estado" não é uma exclusividade do militar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Michel Temer, quando detidos, também ficaram em salas de Estado da Polícia Federal – em Curitiba (PR) e São Paulo, respectivamente.
Seguindo o movimento do deputado estadual Nelson Leal (PP), Cafu Barreto (PSD) anunciou que deixaria a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) para apoiar o projeto de ACM Neto (União), ex-prefeito de Salvador que deve disputar o Executivo estadual novamente em 2026.
Até então vice-líder do governo na Casa Legislativa, Edicley Souza Barreto, o Cafu, se apresenta como empresário e já foi prefeito de Ibititá, na região de Irecê, por dois mandatos: eleito em 2012 e reeleito em 2016. Filiado ao PSD desde 2011, ele chegou à AL-BA em 2023 após ser eleito com mais de 67 mil votos no último pleito.
O deputado também já esteve no centro da Operação Rochedo, deflagrada em 2022 para apurar suspeitas de fraudes em licitações nas áreas de saúde e educação, com período investigado entre 2013 e 2020. Uma aeronave, registrada em nome de empresa do deputado, foi apreendida. O parlamentar também foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e cumpriu mandado de prisão temporária na sede da PF em Salvador.
Conforme a apuração, além do prefeito, um grupo formado por empresários, agentes públicos, advogado, contadores e “laranjas” integravam o esquema. A estimativa é que a organização teria desviado mais de R$ 7 milhões durante as gestões de Cafu no município baiano.
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Ainda conforme a PF, “o governo federal repassou vultosos recursos para o município de Ibititá oriundos do Pnate (Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar), do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), contratos de repasse, pagamento de parcela dos “precatórios do Fundef” (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério), bem como recursos destinados ao combate da pandemia de Covid-19”.
Nas investigações foi revelado que o grupo se apropriou de grande parte desses recursos por meio de licitações com suspeitas de fraudes, superfaturamento de contratos e lavagem de dinheiro. No período de 2013 a 2016, a PF diz que uma única empresa de construção civil firmou 15 contratos superfaturados com o Município de Ibititá, no valor de R$ 11 milhões. Essa mesma empresa, no mesmo período, repassou parte significativa desses valores para empresas constituídas em nome de “laranjas” do ex-gestor.
Em agosto deste ano, o Bahia Notícias revelou que a Justiça Federal derrubou um habeas corpus e retomou as investigações contra ele.
O mandado havia suspendido as investigações contra o ex-gestor pelos crimes de improbidade administrativa, além de ter anulado as provas coletadas pelas operações.
Na determinação proferida no dia 8 de agosto deste ano, a vice-presidente do TRF1, desembargadora federal Gilda Sigmaringa Seixas, divergiu de uma decisão da Terceira Turma do tribunal, que considerou as investigações ilegais “desde sua origem”.
“O acórdão recorrido encontra-se em dissonância com o entendimento firmado pelo STJ no ponto em que anulou todos os atos da ação civil que apurava atos de improbidade administrativa, ainda que não haja previsão de foro por prerrogativa de função ação de improbidade administrativa”, diz a decisão.
Na decisão da Terceira Turma, os magistrados definiram que a investigação instaurada foi desenvolvida por uma “autoridade incompetente”, no caso, a Procuradoria da República no Município de Irecê. Na ata, foi escrito que a investigação foi considerada ileal desde sua origem, anulando assim as provas colhidas pela entidade.
O diretor-geral da Polícia Federal (PF) Andrei Rodrigues, solicitou, nesta terça-feira (18), que o Parlamento aprove aumento de 38% no orçamento da instituição para o próximo ano. Andrei ainda sugeriu dobrar o atual efetivo da PF. O pedido foi realizado durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado.
“Tudo que a polícia tem de recurso é R$ 1,8 bilhão [no ano de 2023], e eu entendo, e já fiz esse apelo para que, na LOA [Lei Orçamentária Anual] que está aqui, sob apreciação desta Casa, nós tenhamos um aumento desse valor para, ao menos, R$ 2,5 bilhões, para que a gente tenha melhores condições de fazer [o combate às facções]”, afirmou o chefe da PF.
Segundo informações da Agência Brasil, essa é a primeira oitiva da CPI, instalada no Senado após a repercussão da operação policial no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, que levou a morte de 121 pessoas. Estão previstos ainda oitiva de ministros de Estado, governadores, especialistas e servidores da segurança pública.
EFETIVO DIMINUTO
O diretor-geral da PF avalia que o efetivo da instituição é “diminuto” por hoje contar com 13 mil policiais, sendo 2 mil servidores administrativos. Além desse efetivo, há a previsão da incorporação de mais 2 mil policiais que iniciarão o processo de formação no próximo ano após concurso público realizado em julho. Para Andrei Rodrigues, seria preciso dobrar o número de 15 mil policiais do quadro da PF que hoje está previsto em lei.
“Estimo que nós precisaríamos, para atender todas as demandas - aí pensando aqui a médio e longo prazos - ter o dobro desse efetivo para que a gente consiga, de fato, atender com ainda mais eficiência tudo aquilo que a gente faz”, comentou o chefe da PF no Senado.
Andrei lembrou que, além do trabalho de investigação policial, a PF também faz controle de armas, emissão de passaportes, controle de produtos químicos, de segurança bancária e de imigração.
O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), tem destacado que o trabalho da comissão será fazer um diagnóstico da atuação das facções no Brasil para estimar quanto de recursos a mais a segurança pública do país precisa.
PL ANTIFACÇÃO
O diretor-geral da Polícia Federal também criticou o substitutivo do projeto de lei (PL) Antifacção, apresentado pelo relator Gulherme Derrite (PP-SP), secretário de Segurança Pública de São Paulo licenciado do cargo para relatar o texto enviado, originalmente, pelo Executivo.
“Há a retirada de recursos dos fundos federais, inclusive do Funapol, que é um fundo da Polícia Federal, mas também do Fundo de Segurança Pública, do Fundo Antidrogas. E, de fato, isso traria um prejuízo, uma redução de recursos para a PF, quando a gente busca o contrário, a gente busca a ampliação do orçamento da PF nesse contexto”, ponderou Andrei Rodrigues.
O diretor-geral da PF também apontou que o texto, da forma como foi escrito, cria um conflito entre normas já existentes que trará prejuízos no andamento dos processos penais envolvendo integrantes de organizações criminosas.
“Pode trazer uma grande confusão processual, nulidades, trocas de foro, de competência, enfim, toda a sorte de prejuízos ao invés de ganhos para o sistema investigatório”, comentou Andrei.
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (18), a Operação Compliance Zero, com o objetivo de combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional.
Policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.
As investigações tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.
Estão sendo investigados os crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros.
Um homem foi conduzido pela Polícia Federal dentro de um voo oriundo de Brasília para Salvador, no fim da manhã desta quinta-feira (6). A ação ocorreu após o avião pousar no Aeroporto de Salvador.
?? Homem é conduzido pela PF após pouso de voo Brasília-Salvador
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) November 6, 2025
Confira ?? pic.twitter.com/1H3XCLvjtY
Segundo informações enviadas ao Bahia Notícias, os agentes acessaram o avião e realizaram a escolta do homem nas dependências do aeroporto. O voo da Gol pousou na capital baiana por volta das 11h30.
De acordo com apuração do BN, o ato fez parte de uma operação deflagrada em Pernambuco contra contrabando de cigarros. Salvador serviu de apoio para a ação.
Ainda não há informações sobre a identidade do homem conduzido.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Fabíola Mansur
"As pessoas estão fazendo apenas matemática eleitoral, que a gente chama pragmatismo político, e esqueceram o programa político. É preciso ter uma identidade".
Disse a deputada estadual Fabíola Mansur (PV) ao criticar a falta de preocupação com pautas ideológicas na política.