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Neusa Borges avalia momento do cinema nacional e cobra oportunidades iguais para artistas negros

Por Eduarda Pinto / Hugo Araújo

Foto: Fhelipe dos Anjos/ Bahia Notícias

Curtindo o Carnaval de Salvador nesta segunda-feira (16) no camarote Expresso 2222, a atriz Neusa Borges conversou com o Bahia Notícias sobre os avanços e desafios enfrentados por artistas negros no audiovisual brasileiro, além do momento positivo vivido pelo cinema nacional.

 

“Estamos vivendo uma mudança fantástica. O povo brasileiro estava afastado do teatro e das salas de cinema, mas hoje as produções estão tão maravilhosas que realmente valem a pena. Ganhei o Kikito com o filme do Mussum. São filmes lindos: o da Fernandinha, agora o Wagner", disse a atriz.

 

Neusa lamentou que, apesar conquistas recentes do cinema e do teatro, artistas negros ainda enfrentem poucas oportunidades e desigualdade salarial. 

 

"A única coisa que ainda me entristece é que não acredito que as portas tenham se aberto de fato para os artistas negros. No Brasil, muitas vezes isso vira moda, como um cometa: passa rápido. Enquanto artistas recebem 800 mil, 500 mil, você encontra 30, 40, 100 negros que não ganham nem o mínimo. Só vou acreditar que o negro está realmente acontecendo, que está tendo oportunidade, quando o dinheiro for igual. Isso me entristece muito", disse Neusa.

 

Com uma trajetória marcada por personagens fortes na televisão, no teatro e no cinema, Neusa relembrou os papéis que interpretou ao longo da carreira e reforçou que sempre se dedicou intensamente a cada trabalho, independentemente do tamanho ou do destaque da personagem.

 

"Nunca reclamei de ter feito papéis de empregada doméstica ou de escravizada. Sempre ganhei prêmios porque fiz meu trabalho com amor e devoção — e deu certo. Mas temo que essa ‘moda’ esteja começando a mudar para nos levar de volta à estaca em que estávamos", finalizou.