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Artigos

Walter Viterbo da Silva Neto
Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência
Foto: Acervo pessoal

Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência

O desafio pode fazer bem. O risco está na pressão sem recuperação — e isso vale para qualquer pessoa que trabalhe sob grande exigência depois dos 80.

Multimídia

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

artistas negros

Neusa Borges avalia momento do cinema nacional e cobra oportunidades iguais para artistas negros
Foto: Fhelipe dos Anjos/ Bahia Notícias

Curtindo o Carnaval de Salvador nesta segunda-feira (16) no camarote Expresso 2222, a atriz Neusa Borges conversou com o Bahia Notícias sobre os avanços e desafios enfrentados por artistas negros no audiovisual brasileiro, além do momento positivo vivido pelo cinema nacional.

 

“Estamos vivendo uma mudança fantástica. O povo brasileiro estava afastado do teatro e das salas de cinema, mas hoje as produções estão tão maravilhosas que realmente valem a pena. Ganhei o Kikito com o filme do Mussum. São filmes lindos: o da Fernandinha, agora o Wagner", disse a atriz.

 

Neusa lamentou que, apesar conquistas recentes do cinema e do teatro, artistas negros ainda enfrentem poucas oportunidades e desigualdade salarial. 

 

"A única coisa que ainda me entristece é que não acredito que as portas tenham se aberto de fato para os artistas negros. No Brasil, muitas vezes isso vira moda, como um cometa: passa rápido. Enquanto artistas recebem 800 mil, 500 mil, você encontra 30, 40, 100 negros que não ganham nem o mínimo. Só vou acreditar que o negro está realmente acontecendo, que está tendo oportunidade, quando o dinheiro for igual. Isso me entristece muito", disse Neusa.

 

Com uma trajetória marcada por personagens fortes na televisão, no teatro e no cinema, Neusa relembrou os papéis que interpretou ao longo da carreira e reforçou que sempre se dedicou intensamente a cada trabalho, independentemente do tamanho ou do destaque da personagem.

 

"Nunca reclamei de ter feito papéis de empregada doméstica ou de escravizada. Sempre ganhei prêmios porque fiz meu trabalho com amor e devoção — e deu certo. Mas temo que essa ‘moda’ esteja começando a mudar para nos levar de volta à estaca em que estávamos", finalizou.

Projeto 'Preto É Rei' convoca artistas visuais negros da Bahia para publicação de livro
Projeto tem curadoria de Rafael Sisant |Foto: Abajur Soluções

Idealizado pela Confraria 27, o projeto “Preto É Rei” convoca artistas negros da Bahia para a composição de um livro com obras de artes visuais. Os interessados podem se inscrever até o dia 31 de janeiro, em duas categorias: obras já existentes e novas criações.

 

Para participar, os artistas devem propor cinco trabalhos diferentes, enaltecendo a beleza e dinastia do povo preto. As obras podem ser apresentadas em diversos formatos, fotografia, desenho, colagens e/ou pinturas.  O edital com todas as instruções e os formulários de inscrição podem ser acessados nas redes sociais da equipe: Instagram (@confraria_27) e Facebook.com/confrariadanca27. Dúvidas podem ser tiradas também através do e-mail [email protected].

 

As obras selecionadas farão parte do livro “Preto É Rei”, que terá versões impressa, audiobook e e-book. O edital prevê a seleção de cinco a sete profissionais que receberão um prêmio de R$ 1 mil reais e exemplares da publicação. O resultado da convocatória está previsto para ser divulgado no dia 5 de fevereiro. 

Plataforma Araká: baianos promovem rede colaborativa voltada para artistas negros
Foto: Nina La Croix

Corpo que se expande ou aquele que se auto ilumina: são estes os significados de Araká, palavra que vem do Yorubá. O nome batizou uma plataforma criada em 2016 pelos baianos Laís Machado e Diego Pinheiro, com o objetivo de conectar outros artistas negros de todo o mundo, assim como difundir o trabalho produzido por eles. 


“Isso também diz muito sobre nossos objetivos com a plataforma, de rompimento dessas barreiras geográficas - que são coloniais - na obra de artista negros. A gente tem muita dificuldade em saber o que outros artistas estão fazendo e experimentando, mesmo no território brasileiro, quanto mais fora. Mas existem semelhanças, aspectos para serem trocados e discutidos. Então, essa é a intencionalidade dessa expansão, pelo rompimento dessas barreiras geográficas, e também essa ideia de que a gente precisa visibilizar o que a gente faz”, explica Laís, sobre a Plataforma Araká. 


Justificando a necessidade da criação da ferramenta, Laís destaca o racismo estrutural, que invisibiliza a produção negra no Brasil. “Vou dar um exemplo contemporâneo. Recentemente eu vi numa rede social Leonardo Boff falar de uma frase que ele ouviu em Minas Gerais, que era do ditado popular, que dizia: ‘combinaram de nos matar, mas nós combinamos de não morrer’. Mas essa frase não é ditado popular, é de Conceição Evaristo, escritora viva, muito produtiva, muito reconhecida, e ainda assim seu nome ele consegue tirar tranquilamente dessa publicação”, argumenta.

 


'A meta é que essa conexão seja tão estabelecida que nem precise da plataforma para mediar', diz Laís Machado | Foto: Diego Alcântara


O projeto nasceu em 2016, a partir de trabalhos desenvolvidos anteriormente pela dupla de criadores. “Eu e Diego, que somos os fundadores da plataforma, fizemos parte durante sete anos do Teatro Base, grupo de pesquisa sobre o método da atriz. E quando o grupo encerrou suas atividades a gente seguiu com as pesquisas e começou a desenvolver dentro do grupo. Ele com a dele sobre o tempo, e eu com a minha sobre a performance, o transe, a tradição”, lembra Laís, contando que a partir dali eles começaram a procurar outros artistas que “dialogassem com a mesma ética de pesquisa” e tivessem interesse na multilinguagem, já que, segundo ela, a partir de suas pesquisas “era impossível não misturar linguagens”. “Então, a gente começou a procurar outros artistas negros na diáspora africana, que, de certa maneira, se relacionassem com isso também. E aí a gente começou a pensar em como criar colaborações, projetos, parcerias”, conta.


Funcionando ainda de forma “orgânica”, a rede colaborativa já possibilitou três trabalhos da dupla: o Fórum Obirim e os espetáculos “Obsessiva Dantesca” e “Quaseilhas”. “Em ’Obsessiva Dantesca’, por exemplo, que na sua segunda temporada já era uma realização Araká, eu dialogava com outras artistas negras aqui da cidade, que compunham a banda e o processo criativo. Mas aí, logo depois, em maio do ano passado, eu idealizei uma ocupação no Espaço Cultural da Barroquinha, que foi o Fórum Obirim, que reunia mulheres daqui, de alguns países do Caribe, do Amazonas, de São Paulo. Então, já nessa tentativa de expandir um pouco mais e pensar como as mulheres negras, no caso dessa ocupação, se relacionavam no aspecto do fazer”, lembra Laís, citando ainda “Quaseilhas”, também realizado por meio de parcerias. “A gente gravou um trecho de ‘Quaseilhas’ em realidade expandida, 360º, com Jonathan Dotse, que é um ganês que estava aqui pelo Goethe. Teve a parceria com Isaac Julien, que assistiu à peça e convidou Diego para dirigir uma performance pro filme que ele estava filmando aqui”, diz. 


Mesmo com os resultados surgindo, Laís Machado revela que a plataforma ainda está “engatinhando”, mas que a ideia é sempre expandir as conexões. “Uma coisa que eu sempre digo, sinceramente, é que a meta é que essa conexão seja tão estabelecida que nem precise da plataforma para mediar, que isso seja já um movimento orgânico da produção”, diz a artista. “A gente precisa saber o que está fazendo em outros lugares pra referenciar, criar, se inspirar. Para usar como referencial teórico é necessário também que a gente se conheça. Porque existe também no processo colonial, e isso é o que eu sinto que é um dos aspectos mais violentos, e que a plataforma tenta ir contra isso, é a sensação de solidão da pessoa negra e do artista experimental negro”, avalia.

Após críticas a Haikaiss, Raffa Moreira elogia cena do trap baiano
Foto: Divulgação

O Haikaiss, uma das atrações do Lollapalloza, foi alvo de críticas do MC Raffa Moreira. O rapper de São Paulo criticou a atração por “só trazerem brancos para um gênero negro”. A polêmica declaração foi motivo de discussão entre os fãs nas redes sociais. No Twitter, o DJ Qualy, membro do Haikaiss, se pronunciou e publicou uma foto antiga de Raffa quando participava de uma banda com colegas brancos. O cantor paulista afirma que “não é racista” e que a crítica não é ao Haikaiss, mas à cena trap nacional. “Tá tendo muito ícone branco, numa cultura negra, mas tem espaço pra todo mundo”.  Em 2016, o artista lançou a música “Topo”, que diz ter dedicado aos jovens negros. O hit tem trechos como “Preto jovem, Raffa / Nego, não se atrase / Isso é pra nós ... Vocês pagaram o drone / Vocês são rico e fo****”. Na letra ele se refere à falta de incentivo que o gênero sofre e diz acreditar que isso ajude os artistas brancos e mais abastados. “Quem tem dinheiro consegue fazer coisas que chamam mais atenção, os ricos se juntam entre si”. O Haikaiss é um dos principais nomes do rap nacional na atualidade e acumula mais de 200 milhões de visualizações no Youtube. Enquanto o rapper paulista soma 1,2 milhão de views no canal. Raffa esteve no último dia 12 em Salvador. Questionado sobre a experiência, ele a classificou como “incrível”. “A cena da Bahia não tinha como não me surpreender, me senti muito bem com tanta gente negra”. Na ocasião, se apresentaram também Makonnen Tafari e Mc Zidane, ambos baianos e negros. O artista disse que no show “ouviu músicas que não esquece” e cantou um trecho de “Mete Dança”, de Khriz Santos. Perguntado sobre quando irá voltar a Salvador ele não hesitou em afirmar que “pretender voltar logo”.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Pensando aqui em quanta energia #sabetudo e Aninha do Camaro gastaram pensando em 2028, pra verem o Soberano tomar de volta a candidatura. Mas ninguém precisa correr pra ficar com pena do Soberano. Pelo menos ele tem seu lado empresário pra ocupar o tempo até lá. O motivo, dizem às más línguas: o Carlismo morreu. Ao menos sob a batuta do herdeiro original. Dito isso, ele vai aproveitar também pra ajudar o Ferragamo com essa crise de imagem dos ônibus da eleição. O cenário agora é de reflexão real. Apoiaram o ZeroUm, para manter vivo e soltar o Capitão, agora, quem vai ter que ficar ligado é a galera da Bahia. Ao menos quem não é seguidor da família. Por falar em eleição futura, os disparos em massa de #sabetudo devem ficar mais restritos. Na boca miúda, o que se fala é que essa eleição foi um block atrás do outro. Sobrou para Elde, Bonitinho, Renatinha Ex-Fala Bela e mais uma renca. Alguns desbloqueados, mas outros ainda vão ficar no cantinho do pensamento. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar Costa Neto

Valdemar Costa Neto
Foto: Reprodução / CNN Brasil

"Não gostei".


Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. 
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (26). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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