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O diretor de Michael Mann foi hospitalizado no sábado (31) após atirar acidentalmente contra si mesmo em um estande de tiro em Los Angeles, nos Estados Unidos. A informação foi divulgada pela revista "The Hollywood Reporter".
"No sábado, em um estande de tiro, uma arma disparou acidentalmente enquanto estava no coldre, resultando em um ferimento superficial no diretor de cinema Michael Mann. Ele foi tratado e está recebendo alta", informou o representante do cineasta em comunicado.
Mann estava tentando colocar a arma no coldre durante a prática de tiro ao alvo quando o disparo aconteceu. Segundo a revista, o diretor é praticante experiente de tiro ao alvo há décadas e foi levado ao hospital apenas com ferimentos leves.
A Polícia local disse que os agentes responderam a um chamado de disparos por volta das 16h no local conhecido como The Range LA. "A investigação das unidades que atenderam à ocorrência determinou que o tiro foi acidental. O indivíduo foi transportado para um hospital local em estado estável."
O diretor está na fase de pré-produção de "Fogo Contra Fogo 2", sequência do drama policial lançado em 1995. Sua trajetória no cinema conta com trabalhos como "Colateral" (2004), "Miami Vice" (2006) e "Ferrari" (2023).
Ao longo da carreira, Mann recebeu quatro indicações ao Oscar, incluindo melhor diretor, melhor filme e melhor roteiro adaptado por "O Informante".
O ator Ian McKellen publicou uma homenagem a Patrick Stewart, que morreu na quarta-feira (28), aos 86 anos, em sua residência em Los Angeles. Conhecido por interpretar Magneto em X-Men, McKellen destacou a trajetória do amigo, suas origens em Yorkshire, na Inglaterra, e a relação construída ao longo de décadas.
No texto, McKellen descreveu Stewart como um homem marcado pela origem no norte inglês, ressaltando sua franqueza e a ligação com a terra natal. Os dois se conheceram há cerca de 50 anos, quando eram jovens atores da Royal Shakespeare Company, mas a amizade se fortaleceu apenas em 2000, durante as filmagens do primeiro longa da franquia X-Men, no qual interpretaram os rivais Magneto e Professor Charles Xavier.
McKellen também recordou uma conversa em Londres, anos antes, quando aconselhou Stewart a pensar cuidadosamente antes de aceitar o papel principal em Star Trek. Na época, o ator ponderou que a oportunidade poderia afastá-lo dos palcos britânicos por muitos anos. Stewart decidiu assumir o desafio e se tornou mundialmente conhecido como o capitão Jean-Luc Picard.
Na homenagem, McKellen destacou a nomeação de Stewart como chanceler da Universidade de Huddersfield, em Yorkshire, como uma de suas conquistas mais importantes. “Ele usava o seu coração na manga, o que o tornou um homem em quem confiar, admirar e, no meu caso, amar. [...] Ele nunca abandonou as suas origens”, escreveu McKellen.
McKellen encerrou o texto mencionando a participação póstuma do amigo em Avengers: Doomsday, ainda não lançada. A morte do ator foi anunciada pela família nesta quinta-feira (29). Segundo o comunicado, Stewart enfrentava Alzheimer e demência por corpos de Lewy. Além de Star Trek e X-Men, o britânico construiu uma carreira de mais de seis décadas no teatro, no cinema e na televisão.
CONFIRA A NOTA COMPLETA:
O histórico ator Al Pacino será homenageado com o SAG Life Achievement Award, um dos prêmios mais importantes do cinema e considerado a maior distinção concedida pelo sindicato dos atores de Hollywood (SAG-AFTRA), durante o próximo The Actor Awards, antigo SAG Awards, que acontece no dia 28 de fevereiro de 2027. O prêmio reconhece a trajetória de mais de 50 anos de carreira do ator, incluindo sua contribuição para a valorização da profissão, além do seu envolvimento em iniciativas humanitárias e de serviço público.
Al Pacino é considerado um dos nomes mais consagrados do cinema internacional, construindo uma carreira de sucesso com personagens icônicos. O artista é celebrado pela intensidade de suas interpretações, como em “Scarface”, de 1983. Pacino é vencedor de um Oscar, 2 Emmy, 2 prêmios Tony e 2 prêmios do SAG.
Além de Scarface, o ator ficou mundialmente conhecido por atuações em obras como “Serpico”, “Perfume de Mulher” e a trilogia “O Poderoso Chefão”.
O receptor do SAG Life Achievement Award é escolhido pelo Comitê Nacional de Honrarias e Tributos do SAG-AFTRA. Segundo a organização, “o destinatário deste prêmio é um artista bem estabelecido que contribuiu para melhorar a imagem da profissão de ator e tem um histórico de envolvimento ativo em esforços humanitários e de serviço público”.
O longa 'Feito Pipa', que foi escolhido para representar o Brasil no Oscar, foi selecionado para receber apoio financeiro pelo programa Screen Brasil, iniciativa da Embratur em parceria com o Projeto Paradiso para ampliar a distribuição internacional de filmes brasileiros.
O anúncio foi feito durante um painel na programação da Industry Days, área dedicada ao mercado audiovisual do Festival Internacional de Cinema de São Paulo.
Além da produção de Allan Deberton, o filme 'Nosso Segredo', dirigido por Grace Passô, também foi contemplado.
Os dois longas estrearam na Berlinale, o Festival Internacional de Cinema de Berlim, no início deste ano, e tiveram uma trajetória de destaque no circuito de festivais. A iniciativa prevê um aporte de US$ 15 mil para cada produção, valor destinado a despesas relacionadas ao lançamento internacional, como legendagem, marketing, divulgação e outras ações para atrair público nos mercados selecionados.
Enquanto o incentivo de 'Feito Pipa' será direcionado à distribuição na Espanha com vendas internacionais conduzidas pela M-Appeal, o valor de 'Nosso Segredo', receberá apoio para chegar aos cinemas dos Estados Unidos e do Canadá, com vendas internacionais a cargo da italiana The Open Reel.
Vale lembrar que 'Feito Pipa' terá pré-estreia em Salvador na próxima semana como etapa classificatória para o Oscar. O filme será exibido em salas do Cine Glauber Rocha.
Os fãs do BTS em Salvador poderão acompanhar a turnê mundial “Arirang” nas telonas da UCI Orient. As transmissões ao vivo acontecem neste sábado (24) e domingo (25) e nos dias 30 e 31 de outubro, sempre às 19h45, nas unidades da rede nos shoppings Barra, da Bahia e Paralela.
Neste fim de semana, o público poderá assistir ao espetáculo realizado em Buenos Aires, primeira apresentação do grupo na Argentina. Já nos dias 30 e 31, a transmissão será diretamente de São Paulo, encerrando a passagem da turnê pela América Latina.
A iniciativa leva a experiência dos shows para as salas de cinema, reunindo os fãs do grupo sul-coreano em torno de suas músicas e performances. A proposta é permitir que o Army, como é conhecido o fã-clube do BTS, acompanhe as apresentações ao vivo e compartilhe a atmosfera dos shows na tela grande.
Os ingressos estão disponíveis no site da UCI Orient, com valores a partir de R$ 51,19.
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O longa 'Minha Melhor Amiga', protagonizado por Mônica Martelli e Ingrid Guimarães, superou R$ 100 milhões em bilheteria. A produção, que se tornou o fenômeno brasileiro dos cinemas em 2026, soma 5,62 milhões de espectadores em seis semanas, segundo dados inéditos da Rentrak.
Dirigido por Susana Garcia, o filme se tornou a maior bilheteria de uma comédia brasileira no período pós-pandemia, superando 'O Auto da Compadecida 2', que levou cerca de 4,35 milhões de pessoas aos cinemas após sua estreia em dezembro de 2024.
No último final de semana, a produção ficou atrás apenas de “Verity”, baseado no best-seller homônimo de Colleen Hoover, que faturou R$ 13,2 milhões e foi visto por 519 mil pessoas no mesmo período.
SOBRE O FILME
'Minha Melhor Amiga' acompanha Júlia (Mônica Martelli), uma jornalista divorciada e desiludida com o amor, e Clara (Ingrid Guimarães), que enfrenta uma crise no casamento e na carreira.
Vivendo na casa dos 50 anos e lidando com os desafios da menopausa, da rotina e da síndrome do ninho vazio, a vida das duas passa por uma grande reviravolta quando suas filhas adolescentes, Manu (Giulia Benite) e Isadora (Gabi Amaral), viajam para um intercâmbio em Portugal.
Para fugir do marasmo e tentar surpreender as filhas, Júlia e Clara decidem embarcar em uma viagem para a Europa. No entanto, nada sai como planejado: entre desencontros, noitadas, romances e confusões, a viagem deixa de ser apenas uma visita às garotas e se transforma em uma jornada de redescoberta pessoal, força e amizade feminina.
O longa 'Meu nome é Gal', que chegou aos cinemas quase um ano após a morte de Gal Costa, só foi viável por atender a uma condição imposta pela baiana para a realização do longa.
A diretora Dandara Ferreira, responsável pelo filme, revelou em entrevista ao podcast 'Desculpe Alguma Coisa' que Gal pediu discrição sobre aspectos de sua vida pessoal.
Ao ser questionada pela apresentadora Tati Bernardi sobre qual aspecto em específico a artista pediu que não estivesse de forma explícita no filme, a diretora confirmou que foi a sexualidade dela.
Gal foi casada com Wilma Petrillo, sua empresária. As duas conviveram por 24 anos. Para Dandara, o pedido fez sentido, mas, ao mesmo tempo, era algo de conhecimento público.
"Entendo e não entendo. Entendo porque não é porque você é artista que sua vida deva ser aberta e exposta. Ao mesmo tempo, é um assunto que todo mundo sabe. As pessoas sabem. A única coisa que ela me falou foi isso. Eu entendi, não discuti. Sempre teve essa questão."
A diretora ainda relembrou que a cantora aprovou a escalação de Sophie Charlotte para o filme. "Ela adorou a escolha e disse que Sophie tinha uma doçura e uma timidez que Gal tinha no início da carreira. Ela disse ainda que a atriz tinha um timbre parecido com o dela".
Os testes para a formação do elenco do longa “Não Aprendi a Dizer Adeus”, cinebiografia sobre a trajetória de Leandro e Leonardo, já começaram. O filme será dirigido por Jayme Monjardim e conta com a produção da Paris Filmes.
Luiz Carlos Vasconcelos, Cyria Coentro, Eduardo Borelli e João Henrique são alguns dos nomes cotados para o longa. Enquanto Alessandra Maestrini está sendo pensada como uma possível “Ede Cury”, assessora de imprensa, que faleceu em 2025, que trabalhou com Leonardo desde a época com Leandro. A equipe de produção está nos preparativos para o filme, enquanto o elenco é escolhido. O início das filmagens está previsto para o começo de novembro.
O roteiro focará na trajetória de Leonardo após a morte de Leandro, em 1998, vítima de um tumor de Askin, com os acontecimentos posteriores à perda do irmão ocupando um espaço central. A cinebiografia já era comentada no mercado musical, porém nunca foi confirmada oficialmente.
O ex-BBB Alberto Cowboy está investindo em uma nova carreira. Após a participação no BBB 26 como veterano, o brasileiro decidiu encarar um projeto como ator.
Cowboy fará a estreia em um filme internacional, que terá no elenco a atriz, cantora e produtora chinesa Qymira, protagonista e com nomes como o vencedor do Oscar Cuba Gooding Jr.
Em entrevista à Quem, Alberto falou sobre a nova experiência. "É realmente um sonho realizado. Se dependesse de mim, eu já estaria lá esperando o diretor dizer 'ação", conta.
O filme será rodado nas Filipinas. Novos detalhes sobre o longa seguem sob sigilo.
"Eu ainda não posso dar um spoiler tão grande. Gostaria de já estar divulgando o que eu sei, mas ainda existe um sigilo em torno disso, então não posso revelar muitos detalhes. O que eu posso dizer é que será um personagem marcante, alguém muito importante para a trama. Vai ser uma participação bastante significativa", adianta.
Além do cinema, o ex-BBB está envolvido em projetos ligados ao agronegócio, à televisão, à internet e aos negócios. Alberto segue vivendo nos Estados Unidos. "Hoje eu acordo pensando em coisas que, há 6 meses, eu jamais imaginava fazer parte da minha rotina", diz.
O cineasta baiano Spartakus recebeu o prêmio de Best Music Short no New Renaissance Film Festival London, realizado em Londres, no Reino Unido, no último fim de semana.
A conquista foi pelo videoclipe “Feitiço”, gravado em Itabuna, no sul da Bahia, cidade natal do artista.
Dirigido de forma independente por Spartakus, o audiovisual contou com a participação de profissionais e artistas de Itabuna na construção da narrativa.
O videoclipe apresenta uma história inspirada em Obaluaê, orixá associado à cura e à transformação. Na obra, uma versão mais jovem de Spartakus supera a rejeição vivenciada durante a infância e inicia um processo de cura de feridas emocionais. O personagem é interpretado por Sol Bernardes, também natural de Itabuna.
“Feitiço” integra o EP “Visual Livre Com Fiança”, que reúne outras seis faixas do artista e projetos audiovisuais, entre eles o filme homônimo, premiado no The Peoples Film Festival, em Nova York.
Em publicação nas redes sociais, Spartakus celebrou a conquista e destacou o orgulho de levar a cultura de sua cidade natal para o circuito internacional de cinema. “Ainda não consigo acreditar que chegamos tão longe. Só estar aqui pra mim já era uma vitória. Mas sair daqui como um diretor premiado em Londres, levando nossa cultura e nosso axé pro mundo, tem outro sabor”, escreveu.
O reconhecimento em Londres se soma à trajetória internacional de “Feitiço”, que já foi selecionado para o Denton Black Film Festival, no Texas, e para o NewFilmmakers, em Las Vegas.
O vencedor do Globo de Ouro, Wagner Moura, declarou apoio à candidatura à presidência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O vídeo foi compartilhado nas redes sociais do presidente nesta segunda-feira (28), a menos de uma semana do primeiro turno das eleições.
“O que Lula significa? L de luta contra a violência, contra o feminicídio, contra tudo que diminui a vida de alguém. U de universalização. Educação é para todos, porque, se não é para todos, não é justo. L de lado, lado do povo brasileiro, lado de quem rala, lado de quem trabalha. A de aumento do salário, do poder de compra, da oportunidade de viver melhor”, disse o ator de “O Agente Secreto” no registro.
Na legenda da publicação, a equipe do presidenciável afirmou que o artista disse o que Lula significa para ele no vídeo, convidando os internautas a comentarem o que o político pernambucano significa para eles.
“Tá vendo? Não é por Lula que você vota na seleção, é por tudo que Lula significa. Bora Lula”, finalizou Moura.
Essa não é a primeira vez que o ator baiano declara publicamente seu apoio ao petista. Wagner Moura possui um histórico público de respaldo ao presidente, tendo se manifestado a favor de Lula em eleições anteriores, como em 2022 contra Jair Bolsonaro.
Wagner Moura e Lula também já se reuniram juntos. O fato aconteceu em 2025, durante a campanha para as premiações internacionais do filme “O Agente Secreto”. Na ocasião, o ator, o diretor Kleber Mendonça Filho e parte da equipe do longa se reuniram com o presidente e a primeira-dama, Janja, no Palácio da Alvorada, em Brasília, onde ocorreu uma sessão especial do filme.
O videoclipe "Feitiçaria" garantiu ao cineasta baiano Spartakus o prêmio de Best Music Short no New Renaissance Film Festival London, em Londres, no Reino Unido. O evento, que comemora sua 11ª edição, é dedicado ao cinema independente, reunindo produções de diferentes formatos e linguagens.
Gravado no município de Itabuna, situado no Litoral Sul Baiano, o clipe é inspirado na história de Obaluaê, orixá associado à cura e à transformação, e trabalha com feridas internas causadas pela rejeição enfrentada por pessoas negras e LGBTQIA+ durante a infância. A produção faz parte do EP “Visual Livre Com Fiança”, que também tem clipes inspirados na energia de outros orixás.
Além de se passarem cenários que fizeram parte da rotina do diretor quando ainda vivia em sua terra natal, o clipe contou com a participação de profissionais e artistas da região. O ator mirim do município, Sol Benedito, interpreta o cineasta na infância, e o manto de Obaluaê usado na produção foi confeccionado por Junior Camini e finalizado por Dona Lourdes, avó de Spartakus.
De autoria da produtora independente Haus of Spartta, a produção audiovisual também foi selecionada para o Denton Black Film Festival, no estado americano do Texas, e para o NewFilmmakers, na cidade de Las Vegas. Já o filme “Livre com Fiança”, que também inclui o clipe, recebeu prêmio no The Peoples Film Festival, em Nova York.
O cineasta celebrou o prêmio recebido, agradecendo aos orixás pela conquista. "Gratidão, Obaluaê, por me dar o que eu tanto a pedi, o colo e acolhimento depois de tanta rejeição, a transformação das feridas em brilho. Gratidão, também, a EXU, por abrir os caminhos que até eu achava que eram impossíveis. Axé!", comemorou Spartakus.
Wagner Moura terá dobradinha com Kristen Stewart nos cinemas. Após atuarem juntos no projeto 'Flesh of the Gods', de Panos Cosmatos, o baiano retoma a parceria com a eterna estrela de Crepúsculo no filme 'Spiritual World', do diretor francês Olivier Assayas.
A novidade foi revelada pelo site especializado em cinema World of Reel.
Moura foi confirmado no filme, que conta a história de Ada, uma jovem atormentada por poderes clarividentes que começa a ser surpreendida por misteriosas premonições.
Os detalhes do personagem que será interpretado por Wagner Moura ainda não foram divulgados.
Além de Kristen e Moura, a produção contará com participações de Vicky Krieps, Riley Keough, Niels Schneider e Barbara Sukowa.
De acordo com a publicação, as filmagens estão previstas para começar em fevereiro, com gravações na França e na Alemanha. Ainda não há previsão de estreia do filme.
O documentário “Mulheres do Bando”, dirigido pela cineasta baiana Thamires Vieira, conquistou o Troféu Candango na Mostra Caleidoscópio do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, no último fim de semana. A produção reúne atrizes de diferentes gerações do Bando de Teatro Olodum, propondo um mergulho em suas histórias.
Confirmada pelo Júri Jovem no encerramento do festival, a conquista marca a estreia de Thamires Vieira em seu primeiro longa-metragem, que presta homenagem à jornada de diversas mulheres no mundo das artes.
A narrativa aborda marcos da história cultural de Salvador e do Brasil através de ensaios, conversas e arquivos capturados de um grupo composto por Edvana Carvalho, Valdineia Soriano, Merry Batista, Cassia do Valle, Luciana Souza, Rejane Maia, Arlete Dias, Naira da Hora, Jamile Alves e Ella Nascimento.
Durante a obra, as atrizes promovem diálogos entre diferentes gerações e revisitam a companhia de teatro sob lentes de raça, gênero, afeto e pertencimento. O filme foi realizado pela Terá Filme e distribuído pela Fistaile.
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A Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) realiza, nesta sexta-feira (25), mais uma edição do CineConcerto, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador. O espetáculo, intitulado “Absolute Cinema”, começa às 19h e reúne trilhas sonoras de filmes, encenações e personagens conhecidos do cinema.
A apresentação terá regência do maestro Carlos Prazeres e direção artística de Manno Góes. Entre as referências previstas estão produções como Indiana Jones, O Poderoso Chefão e Harry Potter. Os músicos também participam da proposta com figurinos inspirados em personagens do cinema, enquanto o maestro adota um figurino temático.
Segundo Manno Góes, a proposta é criar uma experiência relacionada ao universo cinematográfico desde a chegada do público ao espaço. “A ideia é que, desde o momento em que o público chega, ele comece a entrar nesse universo cinematográfico, seja surpreendido ao longo da noite e se sinta numa sala de cinema”, afirmou.
PARTICIPAÇÕES
A edição de 2026 contará com a participação do ator, cantor e dublador Raphael Rossatto e da soprano e dubladora Juliana Franco. O ator João Guisande também participará da apresentação.
Para o maestro Carlos Prazeres, o projeto busca aproximar a música de concerto de novos públicos. “Ele tem um caráter revolucionário; com ele, conseguimos conquistar multidões para o repertório tradicional de música clássica”, declarou.
CINECONERTO
Criado em 2013, o CineConcerto utiliza trilhas sonoras de filmes como forma de aproximar o público da música de concerto. O espetáculo passou a ser realizado na Concha Acústica do TCA em 2016, espaço que se tornou um dos principais palcos do projeto.
Ao longo dos anos, o repertório incluiu referências de Harry Potter, Star Wars, Superman, Rocky e 007. Em 2019, o projeto passou a contar também com sessões temáticas voltadas aos públicos Cult, Geek e Infantil. Durante a pandemia, em 2020, a OSBA realizou o “CineConcerto em Casa”, em formato digital.
Em 2023, o projeto completou dez anos com uma edição especial na Concha Acústica. Segundo a OSBA, a iniciativa tem contribuído para ampliar o acesso ao repertório sinfônico e aproximar a orquestra de diferentes públicos.
SERVIÇO
OSBA – CINECONCERTO “ABSOLUTE CINEMA”
Data: 25 de setembro (sexta-feira)
Horário: 19h
Local: Concha Acústica do Teatro Castro Alves
Regência: Carlos Prazeres
Direção artística: Manno Góes
Solistas: Juliana Franco e Raphael Rossatto
Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia)
Vendas: Sympla e bilheteria do TCA
O documentário “Entre a Caneta e o Poder: Mulheres no Jornalismo da Bahia”, dirigido pelo cineasta Daniel Talento, foi selecionado para a mostra competitiva do 8º FestCine Pedra Azul, que acontece nos dias 25 e 26 de setembro, em Pedra Azul, distrito de Domingos Martins, no Espírito Santo. A exibição será realizada no sábado (26), a partir das 9h, na Sala Malu Mader, no Hotel Vista Azul.
Produzido pela Tia Maria Filmes, em coprodução com a Arpoador Audiovisual, o longa revisita a trajetória de mulheres que fizeram carreira na imprensa baiana a partir da década de 1970. O documentário acompanha a passagem dessas jornalistas por editorias como política, polícia, esporte e economia, em um período em que as redações eram ocupadas majoritariamente por homens e o país vivia sob a censura do regime militar.
A ideia do filme surgiu a partir da história de Carmela Talento, mãe do diretor, que também participa do documentário. Ao lado dela, estão as jornalistas Mariluce Moura, Joana D’Arck, Isabel Santos, Mônica Bichara e Jaciara Santos. O projeto conta ainda com a participação especial do jornalista e escritor Emiliano José.
A exibição em Pedra Azul contará com a presença de Joana D’Arck, Isabel Santos, Mônica Bichara e Jaciara Santos.

Foto: Divulgação / Sinjorba
TRAJETÓRIA
Em maio, “Entre a Caneta e o Poder” foi selecionado para o ICJ International Film Award 2026, na Ucrânia, entre mais de 2.500 obras inscritas de diferentes países. O documentário também passou a integrar o programa Cinema nas Escolas, com exibições previstas em 100 instituições de ensino ucranianas.
No Brasil, o longa foi selecionado para o Panorama Estadual da 9ª Mostra SESC de Cinema, representando a Bahia.
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O longa-metragem Vicentina Pede Desculpas, estrelando a artista e jornalista baiana Maíra Azevedo, mantém chances reais de disputar uma vaga no Oscar 2027. A oportunidade surge com a estreia do longa no Festival Internacional de Cinema de Toronto, um dos principais festivais de cinema do mundo.
A elegibilidade para corrida ao Oscar mudou em maio deste ano, permitindo que vencedores de premiações prestigiadas concorram imediatamente à premiação sem a necessidade que o comitê de seu país de origem o indique.
O resultado do Festival Internacional de Cinema de Toronto será anunciado neste domingo (20), podendo mudar os planos do Brasil para as demais competições de cinema na temporada de 2027.
Dirigido por Gabriel Martins e produzido pela Filmes de Plástico em parceria com a Netflix, o filme foi também confirmado pela comissão brasileira como o representante do país no Prêmio Goya, principal honraria do cinema espanhol, na categoria de Melhor Filme Ibero-Americano.
A trama acompanha Vicentina, uma mulher de 75 anos que enfrenta o luto após seu filho, Wesley, se envolver em um trágico acidente de ônibus em Belo Horizonte na condição de motorista. Conforme as investigações policiais avançam com a hipótese de que o desastre tenha sido intencional, a protagonista, interpretada por Rejane Faria, decide ir atrás das famílias das vítimas para pedir perdão pelos atos do filho.
O elenco do longa reúne nomes como Maíra Azevedo, Grace Passô, Bárbara Colen, Flavio Bauraqui, Thalma de Freitas e Renato Novaes. A estreia de Vicentina Pede Desculpas na plataforma de streaming Netflix está agendada para o dia 20 de novembro.
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O diretor Zack Snyder voltou a figurar no centro de debates no meio cinematográfico após a exibição de seu novo longa-metragem, "The Last Photograph", no Festival de Cinema de Toronto. A produção, que acompanha a jornada de um ex-agente do DEA, que investigava o tráfico ilegal de drogas e o crime organizado, em busca dos sobrinhos desaparecidos na América do Sul após o assassinato dos pais diplomatas, enfrentou forte rejeição da imprensa especializada e do público, desencadeando comentários que classificaram a abordagem do cineasta como fascista.
Em entrevista à revista Variety, Snyder respondeu às acusações e criticou a dinâmica das redes sociais, apontando que o sensacionalismo se sobressai à análise real da obra:
"Havia apenas 1.200 pessoas no cinema e existem milhares de comentários nas redes! Li um de um cara que pegou um trecho e disse: 'Ainda não vi, mas tenho certeza de que foi horrível'. E olha: gostar ou não do filme, nem estou entrando nesse mérito, mas, no meu caso, gera mais cliques dizer 'Eu odeio o Zack Snyder! Ele é fascista!' do que dizer: "Vi o filme e foi legal'. Ninguém dá a mínima para isso. E, obviamente, eu não sou fascista”, afirmou o diretor.
O cineasta destacou que o cenário atual lembra a repercussão vivida no Festival de Berlim durante o lançamento de "300", de 2006, quando também foi questionado sobre supostas visões ideológicas extremistas. "Não sou fascista. Eu fiz o filme mais gay já feito. '300' é um dos filmes mais gays feitos na história. Sempre falo: existem poucos filmes em que as pessoas entram héteros e saem gays, e '300' é um deles”, afirmou.
Adaptado da HQ de Frank Miller, "300" recria a épica Batalha das Termópilas, em que o rei Leônidas e 300 guerreiros espartanos enfrentam a invasão do numeroso exército persa liderado por Xerxes. O elenco do longa contou com Gerard Butler, Lena Headey e o brasileiro Rodrigo Santoro.
Salvador será palco, entre os dias 17 e 23 de setembro, da Mostra de Cinemas Africanos. Com entrada gratuita, o evento reúne 22 produções de 11 países e propõe ampliar a percepção sobre o audiovisual produzido no continente africano, explorando diferentes estéticas, gêneros e formas de narrativa.
As sessões serão realizadas na Sala Walter da Silveira e no Cine Lankiana. A programação também contará com a participação de cineastas, críticos e pesquisadores em atividades como debates após as sessões, masterclasses, minicurso e seminário.
A seleção desta edição foi realizada pela pesquisadora e produtora Ana Camila Esteves e tem como eixo central o cinema de gênero. A proposta é apresentar ao público obras recentes, algumas delas inéditas no Brasil, que percorrem gêneros como ficção científica, comédia, musical, romance, aventura e thriller psicológico.
A inteligência artificial aplicada ao cinema e as representações das experiências urbanas em grandes cidades africanas também integram os temas abordados durante a mostra.
Ao todo, serão apresentados 12 longas-metragens e dez curtas, entre ficções e documentários. As produções são oriundas de Quênia, Senegal, Gana, Chade, Marrocos, Burkina Faso, Nigéria, Sudão, Tunísia, Benin e República Democrática do Congo.
Segundo Ana Camila Esteves, a escolha do recorte tem relação com o processo de pesquisa que antecedeu a curadoria. A pesquisadora identificou aproximações entre filmes produzidos em diferentes países e contextos, especialmente na forma como trabalham referências, linguagens e elementos estéticos.
“A proposta é colocar em questão aquilo que aprendemos a reconhecer como cinema de gênero a partir de um repertório formado sobretudo pelas cinematografias estadunidense e europeia”, afirma a curadora.
CINEASTAS AFRICANOS PARTICIPAM DA PROGRAMAÇÃO
A abertura oficial acontece nesta quinta-feira (17), às 19h, na Sala Walter da Silveira, com a exibição de “Memória da Princesa Mumbi”. O diretor, escritor e cineasta suíço-queniano Damien Hauser estará presente no evento e participará de outros debates sobre a produção ao longo da mostra.
O longa combina aventura, romance e elementos futuristas e foi produzido com o uso de inteligência artificial.

Cena do filme “O Despertar de Anam”. (Foto: Divulgação)
Também participa da programação a cineasta burkinabé Chloé Aïcha Boro, reconhecida por seu trabalho no documentário. Ela apresentará “As Desvirtuosas”, seu primeiro longa de ficção. A obra acompanha quatro mulheres expulsas de sua aldeia que passam a construir uma comunidade às margens da sociedade. O filme mistura humor, música e diferentes gêneros cinematográficos.
Boro também ministrará uma masterclass gratuita em Salvador. Durante a atividade, a cineasta abordará sua trajetória entre o documentário e a ficção e discutirá como histórias familiares podem ser transformadas em narrativas cinematográficas sem deixar de lado aspectos íntimos, éticos e políticos.
Outro título selecionado é “Crocodilo”, suspense sobre conflitos familiares realizado pelo coletivo nigeriano The Critics. O grupo é formado por jovens cineastas que passaram a produzir filmes de gênero para a internet.
Entre os demais destaques estão “O Pescador”, comédia fantástica produzida em Gana; “O Despertar de Anam”, filme queniano que utiliza elementos sobrenaturais para abordar o luto; “Por Detrás das Palmeiras”, thriller psicológico; e “Diya”, suspense policial. A seleção de curtas inclui ainda produções dos gêneros ação, comédia, ficção científica e sobrenatural.
FORMAÇÃO E DEBATES
A mostra também terá uma programação voltada à formação e à discussão sobre processos criativos, escrita, linguagem cinematográfica e diferentes formas de interpretar as produções audiovisuais africanas.
Entre as atividades está o minicurso on-line “Crioulização nas telas: filme de gênero nos cinemas africanos”, conduzido pela pesquisadora Jusciele Oliveira.
Também será realizado o seminário “Crítica Cinematográfica, Festivais e Cinemas Não Hegemônicos”, em parceria com o grupo de pesquisa Laboratório de Análise Fílmica do PósCom/UFBA. O encontro reunirá os críticos Ivonete Pinto e Juliano Gomes e pesquisadores baianos.
A atividade faz parte da frente de crítica cinematográfica da mostra, coordenada por Enoe Lopes Pontes. A programação inclui ainda o Laboratório Crítico, iniciativa de formação voltada à produção de textos e outros conteúdos sobre os filmes exibidos. Nesta edição, o projeto será realizado em parceria com a Unijorge e a Escola Brasileira de Crítica e Audiovisual.
As atividades formativas são gratuitas, mas possuem número limitado de vagas. As inscrições podem ser feitas pelo site oficial da mostra.
COLEÇÃO ESPECIAL NA RESERVA IMOVISION
O público também poderá acessar parte da programação pela internet. Até 23 de setembro, a Reserva Imovision disponibiliza uma coleção especial elaborada em parceria com a Mostra de Cinemas Africanos.
A seleção reúne dez filmes de diferentes países, períodos, gêneros e perspectivas do continente africano, ampliando o acesso às produções para além das sessões presenciais.
Entre os títulos estão “Banel e Adama”, do Senegal; “Eu Não Sou uma Bruxa”, da Zâmbia; “Mali Twist”, ambientado no Mali; e “Omen”. A coleção também inclui “O Truque da Galinha”, “Hanami”, “Black Tea”, “Chateau Paris”, “Temporada na França” e “Em Qualquer Lugar, a Qualquer Hora”.
A mostra é realizada pela Ana Camila Comunicação e Cultura, com apoio da Embaixada da França no Brasil e do Instituto Francês. Em Salvador, o evento conta com apoio financeiro do Estado da Bahia, por meio do Fundo de Cultura, da Secretaria da Fazenda e da Secretaria de Cultura.
Os jornalistas internacionais que viajaram à Índia para acompanhar a 18ª Cúpula do BRICS, a convite do governo indiano, visitaram, nesta quarta-feira (16), a Film City de Mumbai. O Bahia Notícias, representado pelo empresário Ricardo Luzbel, integrou a comitiva que conheceu a estrutura e os bastidores de uma das maiores indústrias cinematográficas do mundo.
"Bollywood", termo utilizado para se referir ao cinema produzido em língua hindi na cidade, é fruto justamente da união das palavras "Bombaim", antigo nome de Mumbai, com "Hollywood." Sua história remonta a 1913, quando Dadasaheb Phalke lançou Raja Harishchandra, considerado o primeiro longa-metragem indiano.
A Film City, oficialmente denominada Dadasaheb Phalke Chitranagari, foi criada em 1977 pelo governo do estado de Maharashtra. O complexo ocupa uma área pública de aproximadamente 500 acres e possui 16 estúdios cobertos, além de mais de 40 locações externas, cenários permanentes, espaços de pós-produção e infraestrutura técnica para filmes, novelas, publicidade e conteúdos digitais.
O governo local utiliza o complexo como instrumento de desenvolvimento econômico e preservação cultural. Produções em língua marathi que valorizam os artistas, a história e as tradições regionais podem receber apoio financeiro e benefícios públicos. Algumas modalidades oferecem descontos e concessões que podem chegar a 50%, conforme o programa e os critérios estabelecidos.
Ao longo das décadas, Bollywood desenvolveu uma linguagem marcada por música, dança, romances, dramas familiares e grandes produções. Entre seus filmes mais conhecidos estão Mother India, Mughal-e-Azam, Sholay, Lagaan, 3 Idiots, Dangal, Pathaan e Jawan.
A comparação com Los Angeles é inevitável. Bollywood produz, em média, cerca de 200 a 250 filmes em língua hindi por ano. Quando são considerados também os demais polos cinematográficos e idiomas regionais, a Índia ultrapassa 1.900 lançamentos anuais, superando os Estados Unidos em quantidade de produções.
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Fotos: Bahia Notícias
A força dessa indústria também aparece na geração de trabalho e renda. Segundo estudo da Motion Picture Association em parceria com a Deloitte, o setor indiano de filmes, televisão e plataformas de vídeo sustentou aproximadamente 2,64 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos em 2024. São profissionais de atuação, direção, fotografia, figurino e efeitos visuais, além de trabalhadores ligados a transporte, alimentação, hotelaria, construção de cenários, segurança e publicidade.
Em faturamento, entretanto, Hollywood continua à frente. A bilheteria de toda a Índia alcançou aproximadamente $13,4 mil crore em 2025, o equivalente a cerca de US$ 1,48 bilhão. O cinema hindi respondeu por aproximadamente $5,5 mil crore, perto de US$ 610 milhões. No mesmo período, as salas dos Estados Unidos e do Canadá movimentaram aproximadamente US$ 8,7 bilhões.
A visita permitiu aos profissionais de imprensa conhecer uma indústria que vai muito além do entretenimento. O cinema indiano movimenta a economia, cria oportunidades de trabalho e funciona como uma poderosa vitrine da música, da moda, dos costumes e da diversidade cultural do país.
O cineasta baiano Tiago Di Mauro integra a equipe de “The Runner”, novo longa-metragem dirigido por Kevin Macdonald e estrelado por Gal Gadot, disponível no Prime Video. Natural de Juazeiro e formado em Salvador, Di Mauro atua na gestão de contratos e pagamentos da produção.
No filme, Gadot interpreta Maia Marten, uma advogada de sucesso que recebe um telefonema informando que seu filho foi sequestrado durante uma corrida matinal. Para salvar a vida do menino, ela precisa continuar correndo. Entre os profissionais envolvidos na produção está o diretor de fotografia Anthony Dod Mantle, vencedor do Oscar e figura-chave do movimento Dogma 95, com quem Di Mauro teve a oportunidade de trabalhar.
A participação no setor financeiro faz parte da estratégia do baiano para se consolidar como produtor executivo e, futuramente, dirigir seu primeiro longa-metragem. Antes de “The Runner”, ele trabalhou em “Hamnet”, indicado a oito categorias do Oscar.
Com passagem por mais de 13 longas-metragens no Reino Unido, em produções para plataformas como Netflix, Disney e Amazon, Di Mauro já colaborou com nomes como Steven Spielberg, Ralph Fiennes e Florence Pugh. Sua trajetória internacional também inclui “The Joy of Sex”, gravado com Julianne Moore e Colin Firth.
Em paralelo, o cineasta desenvolve projetos autorais, como o curta-metragem “Nega Tonha”, que retrata a história de uma goleira do sertão baiano entre as décadas de 1980 e 1990. Ainda em 2026, Di Mauro prevê a estreia de outros três longas-metragens nos quais trabalhou.
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Em entrevista ao podcast "Happy Sad Confused" de Josh Horowitz, a atriz Gal Gadot afirmou que não foi avisada de sua saída do universo cinematográfico da DC, depois que os projetos atuais foram reformulados.
A atriz foi confirmada como a intérprete da icônica personagem Mulher-Maravilha em 2013, estreando oficialmente no papel em "Batman vs. Superman: A Origem da Justiça" de 2016, reprisando a heroína em "Mulher-Maravilha" de 2017, "Liga da Justiça" de 2017 e "Mulher-Maravilha 1984" de 2020. A atriz afirmou que não foi avisada previamente sobre uma possível mudança de elenco para o próximo longa focado na super-heroína.
"Eles me disseram o oposto. Eles disseram que iriam me envolver na produção do terceiro filme, mas eu vi o modo como eles lidam com os outros atores", afirmou a atriz. "A situação com o Henry [Cavill] não foi conduzida com elegância. O mesmo aconteceu com Patty [Jenkins]", continuou a atriz.
Em 2022, James Gunn e Peter Safran foram anunciados como os novos copresidentes-executivos do DC Studios; depois, a dupla reformulou o universo de filmes da franquia. No final daquele ano foi divulgada a informação de que Henry Cavill voltaria para interpretar seu papel como Clark Kent/Superman, porém, a notícia foi desmentida em janeiro de 2023. "Adoro o Henry, ele é um cara ótimo. Admito que ele foi sacaneado por muita gente, incluindo gente que trabalhou nessa empresa. Mas ele não foi demitido. Estou fazendo outro filme do Superman para outro ator", afirmou James Gunn ao portal "The Wrap."
Um novo filme da Mulher-Maravilha está sendo desenvolvido pelo DC Studios, sendo roteirizado por Ana Nogueira, atriz e dramaturga americana que possui ascendência brasileira, que foi responsável por "Supergirl."
O cineasta e animador baiano Eduardo Stachow, de 20 anos, se prepara para levar seu novo curta-metragem de animação, “The Gramophone”, a festivais no Canadá em setembro. Entre os dias 17 e 19, a produção será exibida no Animaze – Montreal International Animation Film Festival 2026, no Cinéma du Musée, em Montreal. A participação no evento marcará a estreia internacional do filme.
O cineasta e animador baiano Eduardo Stachow, de Aos 20 anos, amplia a presença de seus trabalhos no circuito audiovisual nacional e internacional. Após a estreia pública de seu novo curta-metragem de animação, “The Gramophone”, em Curitiba, o diretor se prepara para apresentar a produção em festivais no Canadá, em setembro.
Fundador da Stachow Pictures, Eduardo participou, nos dias 28 e 29 de agosto, do DJANHO! – Mostra Internacional e Interbairros de Cinema Fantástico de Curitiba, realizada no Sesc Centro. Selecionado para a programação, “The Gramophone” teve sua primeira exibição pública durante o evento.
“Foi uma experiência muito boa do início ao fim. Gostei bastante do festival, da curadoria dos filmes selecionados e, principalmente, da organização. Ver meu filme estreando em um evento assim foi um momento marcante para mim como cineasta”, afirma Eduardo.
A produção também integra a programação do Toronto International Nollywood Film Festival (TINFF), onde chega indicada em quatro categorias: Melhor Diretor, Melhor Produtor, Melhor Curta-Metragem e Melhor Filme Internacional de Animação. Esta é a segunda participação consecutiva de trabalhos de Eduardo no festival canadense.
Entre os dias 17 e 19 de setembro, “The Gramophone” será exibido no Animaze – Montreal International Animation Film Festival 2026, no Cinéma du Musée. A participação no evento marcará a estreia internacional do curta.
Na trama, um robô vive em um mundo silencioso até ser atraído por uma melodia que vem de uma casa abandonada. Ao entrar no local, ele encontra um antigo gramofone e passa a experimentar emoções até então desconhecidas. A chegada de outro robô, no entanto, transforma a descoberta em uma situação de perigo e dá início a uma perseguição.
Para Eduardo, o trabalho representa um avanço técnico e criativo em sua trajetória. Na produção de seus filmes, o baiano assume diferentes funções, entre elas direção, produção, animação, direção de arte, direção de fotografia, direção de som e edição. Ele também participa da criação de ambientes, modelagem e rigging em 3D. “Acredito que meu maior trunfo como produtor e diretor seja conseguir contar histórias que possam ser compreendidas em qualquer lugar do mundo, utilizando linguagens universais como o medo, o amor e a linguagem dos sonhos”, destaca.
Desde 2023, produções como “Chaos is King” e “We Are Carnaval” vêm acumulando prêmios, indicações e seleções em festivais no Brasil, Canadá, Estados Unidos e Europa. Atualmente, Eduardo cursa Cinema na FAAP e desenvolve novos projetos pela Stachow Pictures, entre eles a animação 3D “Nara” e a série de curtas-metragens em live-action “Antologia Brasil”.
O interesse do profissional pelo audiovisual começou muito antes dos festivais. Durante a infância, marcada pelo divórcio dos pais, ele encontrou no cinema uma forma de se transportar para outras realidades. Aos 14 anos, decidiu que queria deixar de ser apenas espectador para criar suas próprias histórias. A partir daí, dedicou quase três anos ao estudo de ferramentas utilizadas na produção audiovisual, buscando desenvolver autonomia técnica para transformar suas ideias em filmes. O processo iniciado em 2023 resultaria, dois anos depois, na criação oficial da Stachow Pictures.
Hoje, Eduardo atua como diretor e produtor de animações originais, dominando diferentes etapas da produção audiovisual, da criação e animação 3D à edição e pós-produção. Atualmente, cursa Cinema na FAAP. Para ele, a presença de suas produções fora do país está diretamente ligada ao projeto que pretende construir como realizador.
“Meu trabalho como diretor não é apenas criar filmes; meu trabalho é exportar o imaginário brasileiro para o mundo inteiro. Meu principal diferencial é que quero construir propriedades intelectuais que revolucionem a forma como as pessoas enxergam o Brasil e sua cultura, sempre focando na exportação desta”, diz.
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Morre Tim Curry, astro de 'It', 'Esqueceram de Mim 2' e 'The Rocky Horror Picture Show', aos 80 anos
O ator britânico Tim Curry, teve a morte confirmada nesta quarta-feira (26), aos 80 anos. De acordo com o site TMZ, o veterano faleceu na casa onde vive, em Los Angeles, nos Estados Unidos.
Curry ficou conhecido em Hollywood ainda na década de 1960. Nos anos 70, o ator deu vida ao "doce travesti" da Transilvânia, Frank-N-Furter, no musical 'The Rocky Horror Picture Show', um cientista louco, pansexual e manipulador, obcecado em criar o homem perfeito para satisfazer seus próprios desejos.
O longa transformou Tim em um grande fenômeno, levando o ator a ser chamado para participar de produções como Pennywise na adaptação de 1990 de 'It', de Stephen King, além de ter vivido Sr. Hector em 'Esqueceram de Mim 2: Perdido em Nova York'.
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Curry usava usa uma cadeira de rodas para se locomover desde que sofreu um derrame grave em julho de 2012. O último trabalho do ator foi como o narrador do remake de 'The Rocky Horror Picture Show', em 2016.
Em 2025, ele celebrou o 50º aniversário de Rocky Horror com uma exibição no Academy Museum e, na ocasião, falou publicamente sobre seu estado de saúde.
"Ainda não consigo andar, o que é o motivo de eu estar nessa cadeira besta -- e isso é muito limitante. Então, não cantarei, nem dançarei, em breve. Ainda tenho problemas com minha perna esquerda", disse.
Tim sempre foi reservado sobre sua vida pessoal. O ator nunca se casou.
Nesta segunda-feira (24), foram divulgados os 15 longa-metragens habilitados para concorrer a uma vaga no Oscar de 2027. A lista, com 15 nomes, foi divulgada pela Academia Brasileira de Cinema e reúne títulos de diferentes gêneros, como dramas históricos, documentários e histórias familiares. Entre eles, dois filmes com presença baiana: "Feito Pipa", estrelado por Lázaro Ramos, e "Malês", dirigido e protagonizado por Antonio Pitanga.
Na aguardada lista, constam os filmes que atendem aos critérios para representar o país no Oscar, a premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.
Em "Feito Pipa", acompanhamos um garoto que sonha em se tornar um jogador de futebol, porém tem a meta ameaçada quando surge a possibilidade de viver com o pai, com quem tem uma relação conturbada. Já "Malês" conta a história da Revolta dos Malês, levante organizado por africanos muçulmanos escravizados e libertos em Salvador no ano de 1835.
Para conseguir estar na seleção, os longas precisavam ter estreado em salas de cinema brasileiras entre 1.º de outubro de 2025 e 30 de setembro de 2026. Além disso, é necessário ter permanecido em cartaz por pelo menos sete dias consecutivos “em cinemas comerciais com fins lucrativos em benefício de seu produtor e exibidor”.
A próxima etapa será feita por uma comissão formada por 15 integrantes, sendo 12 escolhidos por votação entre os associados da Academia e três indicados pela diretoria. Eles irão se reunir no dia 9 de setembro para elaborar uma pré-lista com seis títulos, com o resultado do filme que representará o Brasil saindo no dia 16 de setembro.
CONFIRA A LISTA COMPLETA:
1. 100 Dias — Carlos Saldanha
2. A Conspiração Condor — André Sturm
3. A Fabulosa Máquina do Tempo — Eliza Capai
4. A Natureza das Coisas Invisíveis — Rafaela Camelo
5. Ato Noturno — Marcio Reolon e Filipe Matzembacher
6. Cinco Tipos de Medo — Bruno Bini
7. Dolores — Maria Clara Escobar e Marcelo Gomes
8. Feito Pipa — Allan Deberton
9. Herança de Narcisa — Clarissa Appelt e Daniel Dias
10. Nosso Segredo — Grace Passô
11. O Rei da Internet — Fabrício Bittar
12. Quando Vira a Esquina — Chris Alcazar
13. Malês — Antonio Pitanga
14. Papagaios — Douglas Soares
15. Vicentina Pede Desculpas — Gabriel Martins
“Cabeças Cortadas é um filme que está entre o teatro e a poesia", explicou Glauber Rocha sobre a obra, uma produção hispano-brasileira rodada em 1970, na Catalunha, no norte da Espanha.
Com uma metáfora sobre a decadência das ditaduras tanto na América Latina quanto na Península Ibérica, o longa-metragem ganhará versão 4k em 2027, 45 anos depois da morte do artista, graças a uma restauração realizada pela indústria do cinema espanhol.
A obra retrata a "decadência de um ditador", nas palavras de Glauber, trazendo para a tela um tirano que ora tinha referências de déspotas latino-americanos ora de Francisco Franco, ditador espanhol. Atormentado por seus atos, o personagem espera a chegada da morte.
O filme tem cena icônicas, como a do telefone, quando o déspota Diaz II, interpretado pelo espanhol Francisco Rabal, questiona efeitos climáticos e relembra que já chegou a "extinguir vulcões".
Na mesma cena, ele manda chamar de volta um filósofo exilado para assumir uma fundação que pretende criar, com o lucro da venda de sua produção agrícola aos Estados Unidos.
QUEBRA DE PADRÕES
Controverso e enigmático, Cabeças Cortados pode ser de difícil compreensão para quem não conhece o contexto latino e, talvez, por isso, não tenha agradado ao público menos habituado à estética de Glauber, que rompia com padrões comerciais do cinema Hollywoodiano.
No entanto, despertou a atenção de críticos e realizadores mais jovens que se puseram a defender a obra, feita durante o exílio do cineasta brasileiro por causa da perseguição do regime militar no Brasil.
Para o diretor e crítico de cinema Cavi Borges, Cabeças Cortadas é uma obra clássica, tanto pelo tema, que reflete sobre a dominação norte-americana, o racismo e o fascismo, quanto pelo rompimento estético com os padrões do cinema comercial.
"O filme de Glauber e o que ele representa vão na contramão do momento em que vivemos, em que o cinema norte-americano e seu streaming (exibição online) crescem e dominam toda a indústria, ou seja, produzem, distribuem e exibem os conteúdos, ignorando o valor do autor e monopolizando o mercado", avaliou Borges, à Agência Brasil.
Para o diretor brasileiro, é importante que uma nova geração tenha acesso à obra de Glauber, que ele classificou ainda como única e especial.
"Esse é um dos últimos filmes do Glauber que ainda não tinham sido restaurados, uma obra internacional que celebra o cinema anti-imperialista", completou.
Em versão restaurada, Cabeças Cortadas retornará digitalizado em 4k, com correção de cor, imagem e som. O projeto reúne a Escola de Cinema de Madrid (Ecam), a Vídeo Mercury Films e a FlixOlé, distribuidora e plataforma de streaming especializada no cinema espanhol. A Ecam e as empresas têm se dedicado à digitalização e restauração de obras-primas do cinema mundial.
As organizações, em nota conjunta, afirmaram que a iniciativa devolve Cabeças Cortadas, uma obra "única da filmografia de Glauber", ao seu devido lugar na história do cinema:
"O de uma joia rara do cinema espanhol que, ligada à América Latina e à vanguarda europeia, se conecta a um cinema teatral, histórica e politicamente revolucionário".
Representante da FlixOlé e da Video Mercury Films, Miguel López disse que se trata de "um filme completamente esquecido e inacessível”, o que o projeto pretende mudar.
"É uma oportunidade para que seja novamente apresentado ao público graças à nova cópia digital", disse.
O projeto de revitalização também incluiu um website para que o público possa acompanhar o processo e conhecer mais a obra. Lá, estão depoimentos de artistas que participaram da filmagem, como Paco Rabal; bastidores das gravações, que enfrentaram o os fortes ventos da Tramontana; além de relatos sobre o jeito peculiar de Glauber de filmar. A improvisação de cenas era parte da liberdade criativa do autor, figura chave do Cinema Novo Brasileiro.
Para Glauber, que explicou sua ideia com o filme no encarte de divulgação, Cabeças Cortadas é um filme do "Terceiro Mundo sobre o Terceiro Mundo".
"É um filme que procura uma comunicação com a sensibilidade do espectador, usando uma linguagem diferente da do cinema tradicional", disse.
"Nesse caso, o espectador deve aceitar o filme como quem lê um poema, ouve uma música ou vê uma exposição de pintura", avisou o cineasta, conhecido por obras como Deus e o diabo na terra do sol (1964) e Terra em transe (1967). Glauber Rocha morreu em 1981, aos 42 anos.
O cantor baiano Ruan Vitor Vaqueirinho, promessa da nova geração da música nordestina, fará sua estreia nas telas do cinema como protagonista de um longa-metragem. Ruan inicia, nesta quarta-feira (19), as filmagens do projeto, dirigido por Iberê Carvalho, com produção de Andrea Barata Ribeiro e coprodução de Wellington Pingo.
O elenco do filme também conta com Thainá Duarte, que ganhou destaque com a série Aruanas e o filme Cangaço Novo, e Tânia Maria, conhecida por seu trabalho em O Agente Secreto. A produção, realizada pela O2 Filmes, será rodada em Brasília e distribuída pela O2 Play. Ainda não há informações sobre a data de estreia.
Natural de São Félix, no Recôncavo Baiano, Vaqueirinho ganhou projeção nacional por meio de vídeos em que aparece tocando sanfona. O artista mirim já dividiu o palco com nomes como João Gomes, Léo Santana e Mestrinho. Nas telas, ele interpretará um menino em situação de rua que encontra refúgio na música e na arte.
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O ator e roteirista baiano Lucas Oranmin fará a estreia internacional de sua obra “AYÔ” em dois grandes festivais de cinema. A série será exibida no SERIESLY BERLIN, que ocorre de 14 a 17 de setembro, na Alemanha, e no New York Latino Film Festival, que acontece de 15 a 20 do mesmo mês, nos Estados Unidos.
Com direção geral de Yasmin Thayná e produção de Gabriel Bortolini, a obra coloca em foco um jovem ator negro homossexual que passa por desencontros amorosos e desafios profissionais na grande São Paulo. O elenco reúne nomes expressivos do cinema e da televisão brasileira, como Lázaro Ramos, Caio Blat, Breno Ferreira, Tânia Toko e Aretha Sadick.
A seleção para as exibições no exterior amplia a projeção iniciada no circuito nacional, onde a série já circulou por eventos como o Festival do Rio, o MixBrasil e o Panorama Internacional Coisa de Cinema. Para o autor e roteirista da obra, a circulação internacional funciona como uma vitrine para as narrativas audiovisuais produzidas na Bahia.
“Estou em êxtase com a notícia de que teremos essas premières internacionais de AYÔ antes da estreia comercial no Brasil, vai ser lindo levar o axé brasileiro da nossa história pra esses festivais. Nova York é minha cidade favorita no mundo depois de Salvador, e Berlim é um lugar que eu sempre quis conhecer pelo valor que dão a arte e às pessoas da comunidade LGBTQIAP+”, declara Lucas Oranmian.
A série possui seis episódios que mergulham em conceitos de identidade, liberdade e desejo, através das lentes de um personagem artista e soteropolitano. Para Gabriel Bortolini, AYÔ representa a possibilidade de se imaginar de outras maneiras. “Ver essa história estreando internacionalmente, em dois países com públicos tão ricos e diversos, representa para nós mais uma barreira sendo vencida”, destaca o produtor.
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O curta baiano "Couraça" já tem data de estreia na televisão. A produção foi premiada no Festival de Brasília, o mais antigo do país, criado em 1965, e conta a história de dois cangaceiros que, após o massacre do banco de Lampião, cruzam o sertão para levar uma cangaceira grávida de volta para a casa de sua família. A exibição do filme vai acontecer no Canal Brasil nesta terça-feira às 20h, no horário de Brasília.
A produção é dirigida pela dupla Susan Kalik e Daniel Arcades e conta com a coprodução da Tem Dendê Produções, DAN – Território de Criação e Rec Produtores. O filme foi gravado na Bahia, reunindo, no elenco, nomes como Daniel Arcades, Antonio Marcelo, Lais Machado, Ana Paula Bouzas, Francisco Xavier e Théo Carvalho. Essa exibição faz parte do Prêmio Canal Brasil, que o projeto conquistou no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, tendo conquistado também o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular e de Melhor Atriz para Laís Machado.
Além de dirigir e atuar, Daniel Arcades assina também o roteiro, com a colaboração de Susan Kalik. Thiago Gomes Rosa assina como diretor assistente, e Laíse Castro e Vânia Lima são as produtoras executivas. A direção de fotografia é de Cláudio Antônio, enquanto Carol Tanajura assina a direção de arte.
O diretor Bruno Barreto revelou detalhes da produção de “963 Dias — A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos”, documentário sobre os 963 dias de Michel Temer à frente da Presidência da República. O cineasta esteve em Salvador nesta sexta-feira (14) para a sessão especial do filme, realizada no Shopping da Bahia, e conversou com a imprensa sobre o projeto.
Uma das escolhas de Barreto foi deixar a obra sem narrador. O diretor explicou que a decisão buscou permitir que os próprios entrevistados conduzissem a narrativa, sem que uma voz externa apresentasse um único ponto de vista sobre os acontecimentos retratados. “Não tem narrador, ao contrário da maioria. Esse não tem, porque o narrador sempre dá um partido, dá um ponto de vista. Eu queria que as entrevistas falassem por si só”, explicou.
A construção do filme levou cerca de dois anos de entrevistas. Barreto trabalhou ao lado de Elsinho Mouco e Maurício Magalhães para reunir depoimentos de diferentes pessoas que acompanharam ou analisaram o governo Temer, entre 2016 e 2019.
A proposta, segundo o diretor, surgiu do desejo de estimular uma análise sobre o período e sobre as transformações políticas ocorridas no país a partir daquele momento. Barreto considera o governo Temer um período marcado pela busca do consenso e questiona as razões pelas quais a gestão recebeu oposição de diferentes setores políticos.
“Eu queria fazer um convite à reflexão sobre o último governo que buscou o consenso. A Nova República se encerra com o governo Temer (…) Eu fiquei intrigado. Por que esse governo que estava arrumando a casa foi implodido tanto pela direita quanto pela esquerda?”, questionou.
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Foto: André Carvalho/BN Hall
Para o cineasta, os depoimentos reunidos no documentário permitem que diferentes perspectivas sejam apresentadas sem que a produção determine uma interpretação única. A proposta também se relaciona, segundo ele, ao atual momento político brasileiro.
“Eles refletem sobre o que está acontecendo. Eu acho que o que mais precisamos, sobretudo agora, nessa época de eleição, é refletir. Precisamos votar com a cabeça e não com o fígado”, defendeu.
A sessão especial em Salvador foi promovida pela Associação Comercial da Bahia (ACB) em parceria com o BN Hall, coluna social do Bahia Notícias, e integrou a agenda comemorativa pelos 215 anos da instituição.
Com 50 anos de carreira, Bruno Barreto acumula 20 filmes dirigidos, entre eles “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1978) e “O Que É Isso, Companheiro?”, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1998.
“963 Dias” tem estreia oficial prevista para setembro, em dez capitais brasileiras, ainda não divulgadas. O documentário também deve chegar às plataformas de streaming no segundo semestre deste ano.
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"Futuro Futuro", filme do diretor Davi Pretto com Olivia Torres, atriz do premiado "Ainda Estou Aqui" no elenco, ganhou duas sessões-debate nesta semana, uma em Salvador e uma em Vitória, no Espírito Santo. A sessão da capital baiana acontece nesta quinta-feira (13) às 19h no Cinema do circuito Saladearte na UFBA.
Vencedor de quatro prêmios no 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, incluindo Melhor Filme, o longa é uma ficção científica de baixo orçamento ambientada em um futuro distópico que investiga o perigo do avanço da inteligência artificial em um mundo assolado por diversas crises financeiras e ambientais. No longa, Olivia Torres interpreta a voz da IA. Na sessão em Salvador, o público poderá assistir ao filme, seguido por um bate-papo com o diretor. Os ingressos podem ser adquiridos aqui.
O longa "Futuro Futuro" é o quarto filme dirigido por Davi Pretto, vindo depois de "Castanha" de 2014, "Rifle" de 2016 e "Continente" de 2024.
Com passagens aclamadas por festivais ao redor do mundo e destaque no Festival Internacional de Cinema de Xangai, produções nacionais começam a ocupar as telas brasileiras. O público já pode se preparar para conferir nas salas de cinema do país três dos nove longas que ganharam destaque no circuito internacional. As produções integraram a Mostra de Cinema Brasileiro, parte das iniciativas do Ano Cultural Brasil-China 2026, que ocupou a programação do prestigiado Festival Internacional de Cinema de Xangai (SIFF).
Marcando a estreia de Paolla Oliveira no cinema de horror, o longa "A Herança de Narcisa" mescla suspense psicológico, elementos sobrenaturais e drama familiar ao abordar a vivência feminina e o trauma interpessoal. A trama acompanha Ana que, após a morte da mãe, Narcisa, uma ex-vedete, tenta vender a casa da infância, mas passa a ser assombrada por memórias e pela presença da própria matriarca. Premiado com o Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem (Première Brasil: Novos Rumos) no 27º Festival do Rio, o filme teve recepção calorosa na China. “Foi emotivo e muito bonito. É muito importante o intercâmbio cultural com o mundo todo, mas com a China, especialmente, esse contato e essa troca foram muito ricas", destacou Clarissa Appelt, diretora da obra.
A consagrada documentarista Eliza Capai retorna aos cinemas com um olhar sensível sobre desigualdade social e gênero em "A Fabulosa Máquina do Tempo". O documentário acompanha garotas em Guaribas (PI), cidade que, em 2003, tinha o menor IDH do país e foi piloto do Programa Fome Zero, na transição da infância para a adolescência. As jovens transitam entre as memórias duras de suas mães e as possibilidades do próprio futuro. O longa estreou mundialmente na Mostra Generation do Festival de Berlim e acumulou prêmios no Cine PE e no Festival de Guadalajara, além de passar pelo É Tudo Verdade. Na China, a sessão-debate teve ingressos esgotados. “Vemos na prática como o cinema tem o poder de encurtar distâncias, desfazer fronteiras e nos conectar através da essência humana”, afirmou a produtora Mariana Genescá.
Já o drama "Feito Pipa" acompanha Gugu, um garoto queer criado livremente pela avó, Dilma, no sertão. A rotina da dupla é alterada quando a seca revela ruínas no reservatório local e o estado de saúde da avó se fragiliza, ameaçando forçar o jovem a morar com o pai distante, Batista. Vencedor do Urso de Cristal de Melhor Filme e do Grande Prêmio do Júri Internacional em Berlim, além de premiações em Cartagena e Guadalajara, o longa teve seleção dupla em Xangai (Mostra Brasileira e Belt and Road Film Week). “Foi bonito perceber que as diferenças culturais não impediram a conexão com o protagonista. Essa é uma das maiores forças do cinema: apresentar um universo particular e revelar emoções universais”, celebrou o diretor Allan Deberton.
A comitiva brasileira em Xangai também contou com outros títulos de peso no catálogo da mostra, como "Papaya" de Priscilla Kellen, "A Hora da Estrela" de Suzana Amaral e "O Deserto de Luiza" de Alan Minas.
Marvel divulga primeiro trailer de 'Vingadores: Doutor Destino' com retorno de Steve Rogers; assista
A Marvel lançou nesta segunda-feira (20) o primeiro trailer do longa 'Vingadores: Doutor Destino', que estreia em dezembro deste ano e traz Robert Downey Jr. como o vilão Victor Von Doom.
O trailer mostra ao público o retorno dos X-Men, liderados pelo Professor Xavier (Patrick Stewart), além da interação entre Thor (Chris Hemsworth) e os novos Vingadores, o Quarteto Fantástico, os heróis de Wakanda, Loki (Tom Hiddleston), e confrontos como Gambit (Channing Tatum) contra Shang-Chi (Simu Liu) e Mística contra Yelena Belova (Florence Pugh).
A grande ameaça que une os multiversos da Marvel é a aparição de Von Doom, o Doutor Destino. Descrito como um mestre em ciência avançada e magia poderosa, o vilão provoca uma crise em efeito cascata que coloca realidades em rota de colisão.
Outra grande surpresa para os fãs do MCU é a aparição de Steve Rogers (Chris Evans).
O longa é dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo, com roteiro assinado por Michael Waldron e Stephen McFeely. 'Vingadores: Doutor Destino' estreia em 17 de dezembro de 2026.
Um dos maiores clássicos do cinema brasileiro voltará a ser exibido nos cinemas. O longa 'Xica da Silva', de Cacá Diegues, de 1976, volta às telonas nesta quinta-feira (16) para uma exibição especial em uma versão restaurada em 4K.
O relançamento faz parte do projeto Sessão Vitrine Petrobras, iniciativa que busca levar de volta aos cinemas filmes fundamentais do audiovisual brasileiro, preservando a memória cultural e aproximando novas gerações de produções que marcaram época.
De acordo com Débora Butruce, responsável pela coordenação do processo de restauração digital da obra, a restauração em 4K teve como objetivo recuperar a qualidade original da produção sem alterar sua identidade artística.
“Surgiu essa ideia de lançar Xica da Silva novamente nos cinemas e, junto com isso, fazer a restauração digital em 4K, para que ele voltasse o mais belo possível às salas e pudesse apresentar toda a potencialidade do filme para essa nova geração de espectadores”, explicou.
Em Salvador, o longa será exibido no Cine Glauber Rocha, com sessões nesta quinta (16), no sábado (18) e na terça-feira (21), todas às 19h30. Os ingressos estão sendo vendidos no site oficial do Cine Glauber Rocha e custam a partir de R$ 11,20.
SOBRE O FILME
Inspirado na trajetória de Chica da Silva, mulher negra escravizada que conquistou a liberdade e alcançou posição de destaque na sociedade do Distrito Diamantino, em Minas Gerais, no século XVIII, o longa protagonizado por Zezé Motta, se tornou um marco do cinema brasileiro, levando mais de 3,1 milhões de espectadoresaos cinemas na década de 1970.
A produção conta a história de Xica da Silva, negra escravizada na segunda metade do século XVIII, que atrai a atenção de João Fernandes, representante da Coroa Portuguesa, que acaba se apaixonando por Xica e a transformando na Rainha do Diamante e satisfazendo todos os seus desejos extravagantes.
Alertado pelos inimigos do casal, o rei de Portugal manda um emissário a fim de impedir que cresça o poder de Xica na colônia.
Nesse domingo (28), o cenário cultural estadual ganhou um reforço histórico. Trata-se da Bahia Filmes, a primeira empresa estatal voltada exclusivamente ao setor audiovisual no Brasil, marcando um novo momento para o desenvolvimento do setor. Integrada ao Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 do Governo do Estado e vinculada à Secretaria de Cultura (Secult-BA), a instituição nasce com a missão de impulsionar a cadeia produtiva local, atrair investimentos, apoiar a distribuição de obras e gerar novos negócios para produtores e realizadores baianos.
Durante a solenidade na sede da empresa, localizada no bairro do Comércio, em Salvador, o governador Jerônimo Rodrigues celebrou o momento e destacou o alinhamento com a esfera federal. "Essa iniciativa é resultado da parceria com o Governo Federal, e a retomada do Ministério da Cultura nos fortalece e garante que teremos uma política com repercussão nacional na Bahia. A criação representa esse arranjo das forças do setor para garantir que os profissionais que já atuam na área tenham agora um ambiente de apoio", afirmou o governante.
Durante o evento foram apresentadas novas medidas e incentivos para o setor. O governador anunciou o decreto que regulamenta a Bahia Film Commission, além do lançamento dos editais de contrapartida do Programa Arranjos Regionais, do Edital de Chamamento Público para Comercialização em Sala de Cinema e da concessão do Cine Glauber Rocha.
O secretário de Cultura do Estado, Bruno Monteiro, destacou a importância da Bahia Filmes e do papel que a empresa terá na distribuição das produções baianas. "O objetivo é ampliar a exibição dessas produções, fortalecer a participação em festivais, cineclubes e salas de cinema, além de atuar em áreas como pesquisa, mapeamento, games, novas tecnologias, formação profissional e parcerias com universidades e escolas de ensino médio. Estamos falando de uma cadeia que movimenta figurino, transporte, cenografia, gastronomia e diversos outros serviços", destacou ele.
A expectativa entre os profissionais do setor é positiva. A Bahia Filmes é vista como uma oportunidade de fortalecer a produção local, criando novas perspectivas para o audiovisual do estado, enquanto ajuda a descentralizar o mercado. "É importante termos iniciativas como essa porque produzimos muito aqui na Bahia e precisamos de apoio para expor as nossas produções. Com a chegada da Bahia Filmes, tenho certeza de que vamos poder mostrar o nosso audiovisual para o mundo", disse a produtora de cinema local, Ailly Cavalcante.
A iniciativa é aguardada também por atores que trabalham no audiovisual, como o ator e comediante Daniel Ferreira. "Sou ator há dez anos e sempre tive que fazer tudo por conta própria. Com esse projeto, a gente passa a ter um caminho. É fundamental para novos atores, para as pessoas que ainda estão tentando crescer e que, muitas vezes, precisam ir para o Rio ou São Paulo. Aumentar esse solo aqui na Bahia é muito importante", pontuou o artista.
O diretor-presidente da Bahia Filmes, o cineasta baiano Pola Ribeiro, destacou que a empresa tem o intuito de coordenar o ambiente de produção audiovisual, ressaltando que seja uma estrutura que sistematize desde a formação do olhar, e que a estatal surge para que as oportunidades não sejam perdidas.
Viola Davis, vencedora do Oscar e um dos nomes mais influentes de Hollywood, passou a integrar a equipe do longa-metragem brasileiro "Cinco Tipos de Medo" como produtora executiva. A entrada ocorre por meio da Ashé Ventures, companhia fundada pela atriz em conjunto com seu marido, Julius Tennon, e o produtor brasileiro Maurício Mota, indicado ao Emmy.
Dirigido por Bruno Bini, produzido por Luciana Druzina e com um elenco estrelado, o filme consolidou-se como o grande destaque do audiovisual brasileiro recente ao dominar a edição de 2025 do Festival de Gramado. A obra conquistou o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Oficial, além de ser premiada pelo seu roteiro e pela montagem, enquanto o cantor e ator Xamã levou o troféu de Melhor Ator Coadjuvante. O projeto segue acumulando prestígio e concorre ao Prêmio Grande Otelo em duas categorias: Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Montagem. Além de Xamã, o elenco conta ainda com Bella Campos, João Victor Silva, Rui Ricardo Diaz e Bárbara Colen.
Com a chegada de Viola Davis, o foco da produção deve se voltar para a expansão internacional. O objetivo estratégico da Ashé Ventures é impulsionar o lançamento global da obra, com a expectativa de indicar o longa como o representante oficial do Brasil na corrida pelo Oscar de Melhor Filme Internacional em 2027, repetindo o feito de 2025.
A aproximação de Viola Davis com o mercado brasileiro reflete um interesse crescente da atriz pelas produções nacionais, após ter participado de diversos eventos da indústria cultural no país nos últimos anos. A parceria com Maurício Mota na Ashé Ventures reforça essa ponte entre o talento brasileiro e a visibilidade global de Hollywood.
Em celebração ao Dia do Cinema Nacional, comemorado em 19 de junho, Salvador foi escolhida pelo Ministério da Cultura (MinC) como uma das seis capitais brasileiras que receberão ações imersivas para promover o audiovisual do país. O evento acontece entre os dias 25 e 27 de junho (de quinta-feira a sábado) e marca a divulgação da Tela Brasil, nova plataforma gratuita de streaming do Governo Federal.
No Largo de Santana, no bairro do Rio Vermelho, a programação contará com projeções mapeadas em fachadas e monumentos, exibindo cenas de filmes marcantes das 18h30 às 22h30. Já no Terminal Rodoviário de Salvador, a Estação Tela Brasil funcionará das 10h30 às 18h30 com atividades interativas.
A proposta do MinC é ocupar espaços públicos de grande circulação. Na Estação instalada na Rodoviária, o público poderá assistir a trailers, curtas-metragens e conteúdos especiais. O acesso ao catálogo completo de filmes será feito por meio de QR Codes espalhados pelo local.
Entre as ativações confirmadas está a experiência “Pipoca & Cena”, que permite aos participantes tirar fotos personalizadas em cenários inspirados em produções nacionais para as redes sociais. Outro destaque é o “Match com o Cinema Brasileiro”, um sistema que indica filmes de acordo com o gosto de cada usuário. O público também receberá pipoca gratuita em embalagens promocionais.
isponível para navegadores web e acessada por meio do cadastro no sistema Gov.br, a Tela Brasil conta com mais de 550 obras nacionais. Em menos de um mês de funcionamento, o serviço registrou quatro milhões de visualizações e superou a marca de 500 mil usuários ativos.
Além da capital baiana, o circuito do Ministério da Cultura percorre as cidades de Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre entre os meses de junho e julho.
Salvador está entre as seis capitais brasileiras escolhidas pelo Ministério da Cultura (MinC) para receber uma programação especial em celebração ao Dia do Cinema Nacional, comemorado em 19 de junho. A iniciativa leva experiências imersivas para espaços públicos da cidade e apresenta ao público a Tela Brasil, plataforma gratuita de streaming do Governo Federal dedicada exclusivamente à produção audiovisual brasileira.
Entre os dias 25 e 27 de junho, o Largo de Santana, no Rio Vermelho, receberá projeções mapeadas com cenas de filmes nacionais exibidas em fachadas e monumentos da região. As exibições acontecem diariamente, das 18h30 às 22h30, transformando um dos pontos mais tradicionais da capital baiana em uma grande vitrine do cinema brasileiro.
No mesmo período, o Terminal Rodoviário de Salvador abrigará a Estação Tela Brasil, espaço interativo que funcionará das 10h30 às 18h30 com atividades gratuitas voltadas à divulgação da plataforma. A proposta é aproximar o público das produções nacionais por meio de experiências tecnológicas e conteúdos audiovisuais.
Os visitantes poderão assistir a curtas-metragens, trailers e conteúdos especiais, além de acessar o catálogo completo da Tela Brasil por meio de QR Codes distribuídos durante a programação. Entre as atrações está a experiência “Pipoca & Cena”, que insere o público em cenários inspirados em filmes brasileiros e gera imagens personalizadas para compartilhamento nas redes sociais.
Outra novidade é o “Match com o Cinema Brasileiro”, sistema que recomenda filmes e séries do catálogo com base nos interesses de cada participante. Também haverá distribuição gratuita de pipoca em embalagens personalizadas com acesso direto à plataforma.
Lançada recentemente pelo Ministério da Cultura, a Tela Brasil já reúne mais de 550 obras nacionais e alcançou, nos primeiros 20 dias de funcionamento, quatro milhões de visualizações e mais de 500 mil usuários ativos. O acesso é gratuito e realizado por meio de cadastro na plataforma Gov.br.
Para a ministra da Cultura, Margareth Menezes, a iniciativa reforça a importância do audiovisual como expressão da identidade nacional.
“O cinema brasileiro carrega a memória, a criatividade e a diversidade do nosso povo. Ao ampliar o acesso às nossas produções, a Tela Brasil reafirma o compromisso do Ministério da Cultura com a democratização da cultura e com a valorização de uma indústria audiovisual que gera emprego, renda e desenvolvimento para o país”, afirmou.
Além de Salvador, as ações acontecem em Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre, ampliando o alcance da celebração e fortalecendo o acesso da população ao cinema nacional.
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Nesta sexta-feira (19), o Brasil celebra os 128 anos do cinema nacional. E quis o destino do futebol que a Seleção Masculina protagonize a noite enfrentando o Haiti, pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo.
A data marca um momento histórico ocorrido em 1898, quando o ítalo-brasileiro Afonso Segreto captou as primeiras imagens em movimento em território nacional, registrando a entrada da Baía de Guanabara a bordo do navio Brésil. De lá para cá, a cinematografia viveu a Era de Ouro das chanchadas, a revolução do Cinema Novo, com Glauber Rocha, e a emocionante Retomada nos anos 1990, onde foi consolidada como uma potência premiada internacionalmente.
Para o torcedor que já está no clima do Mundial, é possível celebrar a sétima arte unindo a Copa do Mundo e as glórias da Seleção a profundos retratos sociais do Brasil. Confira a seleção de seis produções nacionais, realizada pelo Bahia Notícias, para você assistir e embalar a torcida pelo Hexa:
1. O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006)
Ambientado durante a Copa do Mundo de 1970, o filme acompanha Mauro, um garoto de 12 anos apaixonado por futebol e botões. Sua vida muda drasticamente quando seus pais, militantes políticos perseguidos pela Ditadura Militar, precisam fugir e o deixam sob os cuidados da comunidade judaica em São Paulo. O longa contrasta a euforia do tricampeonato conquistado no México com a dor da separação familiar.
Onde assistir: Netflix
2. Pra Frente, Brasil (1982)
Também situado no emblemático ano de 1970, este clássico dirigido por Roberto Farias expõe abertamente as feridas do regime militar. Enquanto a população e a mídia se alienam e celebram o esquadrão de Pelé e Jairzinho, um cidadão comum é confundido com um ativista político e acaba preso e torturado nos porões da repressão.
Onde assistir: Google Play Filmes e YouTube
3. Brasil 2002 — Os Bastidores do Penta (2022)
Para os amantes de documentários, esta obra leva o torcedor diretamente para dentro da concentração do último título mundial do Brasil. Com imagens inéditas gravadas pelos próprios jogadores na Coreia do Sul e no Japão, o filme mostra o desacreditado e difícil caminho que o time comandado por Luiz Felipe Scolari percorreu até erguer a taça.
Onde assistir: Netflix
4. Pelé Eterno (2004)
O documentário conta a história dos tempos áureos do maior de todos os tempos, Edson Arantes do Nascimento. Dirigido por Aníbal Massaini Neto, o longa reconstrói a trajetória do Rei do Futebol e dedica seus momentos mais emocionantes às atuações históricas realizadas nas Copas de 58, 62 e 70, ajudando a entender como o Brasil se tornou o país do futebol.
Onde assistir: Apple TV (Aluguel/Compra)
5. Heleno (2011)
Estrelado por Rodrigo Santoro, o filme em preto e branco conta a história de Heleno de Freitas, um dos maiores ídolos do Botafogo. O longa foca na genialidade do atleta dentro de campo e no seu temperamento autodestrutivo fora dele, destacando o drama do atacante que perdeu a chance de disputar a Copa do Mundo de 1950 por conta de seus excessos.
Onde assistir: Apple TV, Prime Video e Google Play Filmes (Aluguel/Compra)
6. Onda Nova (1983)
Um achado do cinema nacional que mistura futebol e a quebra de tabus sociais na década de 1980. O filme foca na criação do "Gayvotas", um time de futebol feminino de São Paulo. A produção aborda o preconceito contra a modalidade em uma época em que o futebol das mulheres ainda dava seus primeiros passos após a proibição legal no país.
Onde assistir: Apple TV (Aluguel/Compra)
FOCO NA COPA DO MUNDO
Depois de maratonar os filmes, a atenção se volta para os gramados da Filadélfia, nos Estados Unidos. O time comandado por Carlo Ancelotti busca vencer no torneio diante do Haiti e pavimentar o caminho rumo ao mata-mata. A bola esta marcada para rolar às 21h30 (horário de Brasília).
Entre os dias 25 de junho e 1º de julho, o Brasil recebe a 13ª edição do 8½ Festa do Cinema Italiano por Generali, e Salvador está na lista das cidades do país que receberão a programação especial do evento.
A programação será exibida no Cine Glauber Rocha, histórico cinema de rua na capital baiana que promove a exibição de filmes fora do eixo mercadológico, e contará com 10 filmes. O grande destaque do ano é a sessão da cópia restaurada de "Caro Diário", clássico de Nanni Moretti, um dos principais nomes do cinema italiano contemporâneo.
CONFIRA OS FILMES DA EDIÇÃO:
• “Caro Diário”, de Nanni Moretti
• “Modi – Três Dias nas Asas da Loucura”, de Johnny Depp
• “Fuori”, de Mario Martone
• “A Última Rodada (Le città di pianura)”, de Francesco Sossai
• “Primavera”, de Damiano Michieletto
• “O Negociador (Il Nibbio)”, de Alessandro Tonda
• “O Menino da Calça Rosa (Il ragazzo dai pantaloni rosa)”, de Margherita Ferri
• “Três Vezes Adeus”, de Isabel Coixet
• “Agnus Dei”, de Massimiliano Camaiti
• “Os Irmãos Segreto”, de Federico Ferrone e Michele Manzolini.
Além de Salvador, outras 16 cidades também foram confirmadas no Festival; são elas: Recife (PE), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Belém (PA), Maceió (AL), Aracaju (SE), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Caxias do Sul (RS), Niterói (RJ) e Búzios (RJ).
O 8½ Festa do Cinema Italiano por Generali é uma realização do Ministério da Cultura, da Associação Il Sorpasso e da Risi Film Brasil, com o apoio da Embaixada da Itália e da rede diplomático-consular italiana no Brasil, além dos Institutos Italianos de Cultura do Rio de Janeiro e de São Paulo. Segundo a organização do evento, novas datas ainda serão anunciadas em breve.
Alessandra Negrini utilizou suas redes sociais para se despedir da cidade de Salvador. Em vídeo publicado na noite de quarta-feira (10), a atriz aparece de frente para o mar, declarando seu amor pela capital. A atriz estava na Bahia para as gravações de "Veraneio", longa-metragem baseado na peça de mesmo nome de Leonardo Cortez, que assina o roteiro e a direção do filme. As filmagens foram concluídas na sexta-feira (5).
No vídeo compartilhado, a atriz destacou que foi muito bem acolhida na cidade pelos moradores. Emocionada, Alessandra ressaltou a conexão criada com a cidade durante o projeto. "Videozinho de despedida! Tchau, Salvador! Foi muito bom, muito bom! Obrigada por tudo, obrigada pela acolhida mais uma vez, tão generosa e tão linda! Fui muito feliz aqui, mais uma vez, muito feliz".
O filme "Veraneio" narra o encontro de Dona Laura com seus três filhos em uma casa de praia para celebrar seu aniversário. A anfitriã é Hercília, uma ex-estrela de TV em crise na carreira que, junto aos irmãos Silvio e Mario Sérgio, aguarda a chegada do novo namorado da mãe. A presença desse professor de ginástica abala a já frágil harmonia familiar, desencadeando uma sucessão de conflitos e segredos que testam os limites da convivência.
Depois de oito indicações e nenhuma vitória, Glenn Close vai finalmente receber uma estatueta do Oscar. A atriz será homenageada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood com um Oscar honorário.
Além da atriz, o diretor Ridley Scott e o animador Floyd Norman também receberão estatuetas honorárias do Oscar, enquanto as produtoras Christine Vachon e Pamela Koffler recepcionarão o Irving G. Thalberg Memorial Award. Esses prêmios serão distribuídos na 17ª edição do Governors Awards, que acontece no dia 15 de novembro no Hollywood and Highland Center, em Los Angeles.
Glenn Close, aos 79 anos, é uma das figuras mais emblemáticas do cinema mundial e coleciona inúmeros trabalhos, como os filmes "Atração Fatal" de 1987 e "101 Dálmatas" de 1996. Mais recentemente, a atriz participou da série de Ryan Murphy "Tudo é Justo".
A atriz recebeu sua primeira indicação em 1983 por "O mundo segundo Garp", sendo superada por Jessica Lange por "Tootsie". Close também foi indicada por "O reencontro", "Um homem fora de série", "Atração fatal", "Ligações perigosas", "Albert Nobbs", "A esposa" e "Era uma vez um sonho".
"Ao longo de sua extraordinária obra, a incomparável amplitude emocional de Glenn Close deu vida a alguns dos personagens mais complexos do cinema", afirmou Lynette Howell Taylor, presidente da Academia, em comunicado à imprensa.
O Governor Awards é um evento que concede o Oscar honorário para figuras cujo conjunto da obra e as contribuições ao cinema se destacaram ao longo dos anos.
Nesta quarta-feira (10), a Seleção Brasileira recebeu um convidado ilustre durante a preparação para a Copa do Mundo. Trata-se do cineasta norte-americano Spike Lee. O diretor acompanhou uma parte do treinamento da equipe no centro de treinamento do New York Red Bulls, em Morristown, Nova Jersey.
???????? Spike Lee apareceu no treino da Seleção Brasileira.
— Planeta do Futebol ???? (@futebol_info) June 10, 2026
???? @simpraisa pic.twitter.com/uKEUjDlXbY
Spike Lee foi convidado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e participou da atividade junto com patrocinadores e convidados da entidade, além de ter se encontrado com jogadores e membros da comissão técnica. A ação atraiu a atenção dos jornalistas e dos integrantes da delegação brasileira.
Quando questionado sobre Neymar, o diretor bem-humorado afirmou: "Esse é o meu cara". Spike Lee é um dos diretores mais renomados e influentes de Hollywood, construindo uma carreira marcada por filmes que abordam questões raciais e sociais.
Fã declarado do Brasil, Lee recebeu uma camisa personalizada da seleção com seu nome estampado nas costas. "Eu quero que o Brasil ganhe", afirmou o diretor, reforçando seu apoio.
A Netflix divulgou nesta segunda-feira (8) as primeiras imagens de Scooby-Doo: A Origem, nova série live-action da plataforma inspirada na franquia americana de um dos cães mais famosos do mundo. A produção tem estreia prevista para 2027.
No teaser foi revelado o visual do cachorrinho, ainda filhote, que dá o nome à série, além do personagem principal, Salsinha. A história deve explorar o início da amizade entre Scooby-Doo e Salsinha, antes mesmo da formação da Mistério S.A, grupo de investigadores de casos paranormais da franquia formado por Daphne, Salsicha, Velma, Fred e Scooby.
A trama irá acompanhar os amigos de longa data, Daphne e Salsinha, que encontram Scooby, um filhote de dogue alemão ligado a um misterioso assassinato. A partir desse momento, o grupo começa uma investigação que dará origem à equipe de detetives Mistério S.A.
A obra ainda está em fase de produção e contará com Grace Van Dien no papel de Daphne, Maxwell Jenkins como Fred e Abby Ryder Fortson interpretando Velma.
Elijah Wood, ator que interpretou o personagem Frodo na saga dirigida por Peter Jackson, O Senhor dos Anéis, virá ao Brasil pela primeira vez em dezembro deste ano para a Comic Con Experience (CCXP).
O ator foi o primeiro confirmado na "Fellowship Forever", celebração aos 25 anos do primeiro filme da saga "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel". O ator deve participar do evento nos dias 3 e 4 de dezembro, embora ainda não tenha sido confirmado pela produção do evento. Ele vai participar de painéis, sessões de fotos e de autógrafos, para a alegria dos fãs.
Elijah Wood começou sua carreira com apenas oito anos de idade em um papel pequeno no filme "De Volta Para o Futuro II". O artista também atuou em filmes como "Hooligans", "Sin City" e "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças", além de seriados como "Wilfred", "Yellowjackets" e "Dirk Gently's Detective Agency".
A CCXP acontece entre os dias 3 e 6 de dezembro no São Paulo Expo, na cidade de São Paulo, e os ingressos começam a ser vendidos no dia 9 de junho.
A Bahia terá um novo representante no cinema independente nacional a partir desta quinta-feira (21), com a chegada da comédia musical “Quem Tem Com Que Me Pague, Não Me Deve Nada”, dirigida pela dupla Ary Rosa e Glenda Nicácio.
O longa, distribuído pela ELO STUDIOS, coloca frente a frente o colapso criativo do Sudeste e a efervescência musical do Recôncavo Baiano, usando o humor para tratar de choques culturais e ego.
A trama acompanha Henrique Garcia (Rodrigo Pandolfo), um cineasta paulista que vive uma carreira frustrada após o auge, e Cristian Mugunzá (Renan Motta), um jovem cantor em ascensão com o fenômeno do pagotrap no Recôncavo Baiano.
Os caminhos dos dois se cruzam quando Henrique, à contragosto, aceita dirigir o show do artista. Entre diferenças e desafios, eles embarcam em uma jornada de transformação, ressignificação e aprendizado, construindo uma amizade pautada pelo afeto e pela troca. Tudo isso tendo o humor como fio condutor dessas relações.
“No filme apresentamos dois personagens que pertencem a universos opostos. São o avesso um do outro: antagônicos, mas não antagonistas. É justamente esse contraste que sustenta a narrativa. A escolha de atrelar o humor à história traz leveza para a discussão e nos permite provocar reflexão com amorosidade, para que possamos rir dos nossos próprios medos”, explicam Ary e Glenda.
A história do diretor baiano Glauber Rocha, mestre do Cinema Novo, será transformada em filme.
A vida do ícone, responsável por clássicos do cinema, como 'Deus e o Diabo na Terra do Sol' (1964) e 'Terra em Transe' (1967), ganhará as telonas através de uma adaptação do livro de Nelson Motta, 'A Primavera do Dragão', publicado em 2011, que mergulha na juventude e na efervescência criativa do cineasta baiano. A novidade foi anunciada durante o Festival de Cannes.
O longa terá coprodução da Globo Filmes e produção da Bananeira Filmes, com distribuição da Imagem Filmes.
De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo', a produção terá filmagens em Salvador, Rio de Janeiro e Cannes, cidades que fizeram parte da história do cineasta baiano.
Não foi anunciada data para o início das filmagens nem a previsão de lançamento do longa. O filme terá roteiro e direção de Rodrigo de Oliveira (“Todos os Paulos do Mundo”).
O Cine Glauber Rocha, localizado na Praça Castro Alves, um dos mais tradicionais do circuito de cinemas de rua de Salvador e do Brasil, tem sido alvo de críticas nas redes sociais por restringir o acesso ao terraço do espaço apenas a pessoas que adquirirem ingressos para os filmes exibidos.
O motivo principal da restrição seria a dificuldade de manutenção do espaço, visto que "situações de comportamento inadequado e depredação do prédio" aconteceram com mais frequência nos últimos meses, além dos danos causados constantemente aos desenhos de Glauber Rocha. A administração destacou que estão operando com acesso controlado há pouco tempo e os resultados são positivos.
A decisão gerou revolta nas redes sociais, com muitos internautas afirmando discordar da escolha. Um tópico que foi trazido à tona foi que, supostamente, o cinema receberia incentivos financeiros do estado para manter seu funcionamento; portanto, não seria "justo" que o acesso fosse restringido, já que dinheiro público estaria sendo utilizado pela empresa.
Registros do vandalismo praticado no espaço | Fotos: Reprodução / Redes Sociais
Informação essa que foi desmentida pela administração do Cine Glauber Rocha, que se pronunciou por meio de uma nota pública veiculada em seus perfis nas redes sociais nesta terça-feira (12). Segundo eles, "o espaço foi reformado com capital privado e se mantém por esforços próprios. A única exceção foi a lei emergencial Paulo Gustavo".
A administração afirmou que existe um acordo com o governo do estado através de uma parceria com as secretarias estaduais de cultura e educação, em que o aluguel devido pelo cinema é revertido em dois mil ingressos para estudantes da rede pública mensalmente.
Além disso, O Cine Glauber Rocha destacou que a democratização do acesso e a exibição do cinema nacional são os pilares que os norteiam. Funcionando desde 1919, o espaço já teve diversos nomes diferentes durante a história, como "Cine Guarany" e "Cine Kursaal Baiano" e se destaca como um local de grande relevância para o cinema nacional, inclusive recebendo eventos de grande porte, como a estreia de "O Agente Secreto", contando com a presença de Wagner Moura e Kléber Mendonça Filho.
CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA:
"O Cine Glauber Rocha recebe patrocínio do Estado ou da Prefeitura? O Glauber foi reformado com capital privado e se mantém por esforços próprios. A única exceção foi a lei emergencial Paulo Gustavo. Devido à força dos streamings e efeitos da Covid-19, salas de cinema recebem apoio em muitos países, prática ainda incomum no Brasil.
O Cine Glauber Rocha paga aluguel ao Estado? Desde a pandemia, em parceria com as sec. estaduais de Cultura e Educação, o aluguel devido pelo cinema é revertido no ingresso de dois mil estudantes da rede pública por mês.
O cinema arca com os custos operacionais (luz, água, projeção e distribuidoras), enquanto o Estado providencia o transporte dos alunos. A ação garante o acesso às salas e a devida formação de público.
O Cine Glauber Rocha possui contrapartida social? Embora não existam obrigações contratuais, a democratização do acesso e a exibição do cinema nacional são os pilares que nos norteiam. Diariamente, o Glauber oferece sessões a R$9,00 ou R$10,00. Vale ressaltar que 50% desse valor é das distribuidoras e produtoras, além dos impostos pagos por ingresso. Manter uma sala tem alto custo; um projetor profissional custa mais de R$350 mil. Mesmo como ente privado, o Glauber busca ser inclusivo e democrático. Somos um dos cinemas que mais exibe filmes brasileiros no país, com mais de 135 títulos em 2026, sempre com excelência técnica.
Por que limitar o acesso ao terraço? Infelizmente, nos últimos meses o cinema enfrentou situações de comportamento inadequado e depredação do prédio. Além de pias quebradas, lâmpadas furtadas, o que mais doeu foi ver os desenhos de Glauber constantemente danificados. Operamos com acesso controlado há pouco tempo e os resultados são positivos: as depredações cessaram e o ambiente voltou a ser tranquilo e acolhedor.
O Cine Glauber Rocha no Centro Histórico de Salvador
Hoje, novos teatros e equipamentos transformam a região. Somos zelosos com este espaço histórico, símbolo da cidade que funciona como cinema desde 1919. Seguimos atentos e estudando novas formas de ocupação para o terraço.
Reafirmamos o nosso total compromisso com a valorização e a preservação da cultura baiana".
Desde sua estreia, o filme "O Diabo Veste Prada 2" já faturou 106,3 milhões de reais. No segundo fim de semana em cartaz o longa, estrelado por Meryl Streep e Anne Hathaway, continua liderando as bilheterias no Brasil. Mesmo com as estreias de "Mortal Kombat II" e "Michael", a continuação de um dos clássicos do cinema seguiu no topo do ranking no Brasil; os dados são da Comscore Movies Brasil.
O longa arrecadou R$ 62,63 milhões no primeiro fim de semana no país, superando estreias de peso como a de "Michael", filme biográfico de Michael Jackson. Fora do Brasil, o filme também apresentou resultados favoráveis, arrecadando R$ 433 milhões. A título de comparação, o primeiro filme, "O Diabo Veste Prada", arrecadou, ao todo R$ 326 milhões durante toda a sua exibição nos cinemas.
Produzido pela 20th Century Studios, o filme foi um dos mais aguardados do ano, rapidamente se consolidando como um grande fenômeno cultural. Além das protagonistas, o longa conta com um elenco de peso, com nomes como Emily Blunt e Stanley Tucci, que reprisam seus papéis 20 anos depois.
"O Diabo Veste Prada 2" segue em cartaz nos principais cinemas da cidade de Salvador.
O ator baiano Othon Bastos adiou as apresentações do espetáculo autobiográfico "Não me entrego, não", que aconteceriam em Brasília entre os dias 14 e 24 de maio, após sofrer uma lesão na perna. O ator de 92 anos ficou nacionalmente e internacionalmente conhecido pelo seu papel do cangaceiro Corisco no longa "Deus e o Diabo na Terra do Sol" de Glauber Rocha. Em seu monólogo, Othon Celebra mais de 70 anos de carreira em uma peça que narra sua trajetória.
Em nota divulgada à imprensa, assessoria do artista confirmou que ele rompeu um tendão da perna, impossibilitando-o de retornar aos palcos nessas próximas semanas; confira a nota na íntegra:
“Informamos que o espetáculo “Não me entrego, não!”, com Othon Bastos, que aconteceria de 14 a 24 de maio, na Caixa Cultural Brasília, foi adiado para 6 a 14 de agosto devido a questões de saúde envolvendo o ator. Othon rompeu um tendão da perna, está com mobilidade reduzida e, portanto, fora dos palcos nas próximas semanas”.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.
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