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Com passagens aclamadas por festivais ao redor do mundo e destaque no Festival Internacional de Cinema de Xangai, produções nacionais começam a ocupar as telas brasileiras. O público já pode se preparar para conferir nas salas de cinema do país três dos nove longas que ganharam destaque no circuito internacional. As produções integraram a Mostra de Cinema Brasileiro, parte das iniciativas do Ano Cultural Brasil-China 2026, que ocupou a programação do prestigiado Festival Internacional de Cinema de Xangai (SIFF).
Marcando a estreia de Paolla Oliveira no cinema de horror, o longa "A Herança de Narcisa" mescla suspense psicológico, elementos sobrenaturais e drama familiar ao abordar a vivência feminina e o trauma interpessoal. A trama acompanha Ana que, após a morte da mãe, Narcisa, uma ex-vedete, tenta vender a casa da infância, mas passa a ser assombrada por memórias e pela presença da própria matriarca. Premiado com o Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem (Première Brasil: Novos Rumos) no 27º Festival do Rio, o filme teve recepção calorosa na China. “Foi emotivo e muito bonito. É muito importante o intercâmbio cultural com o mundo todo, mas com a China, especialmente, esse contato e essa troca foram muito ricas", destacou Clarissa Appelt, diretora da obra.
A consagrada documentarista Eliza Capai retorna aos cinemas com um olhar sensível sobre desigualdade social e gênero em "A Fabulosa Máquina do Tempo". O documentário acompanha garotas em Guaribas (PI), cidade que, em 2003, tinha o menor IDH do país e foi piloto do Programa Fome Zero, na transição da infância para a adolescência. As jovens transitam entre as memórias duras de suas mães e as possibilidades do próprio futuro. O longa estreou mundialmente na Mostra Generation do Festival de Berlim e acumulou prêmios no Cine PE e no Festival de Guadalajara, além de passar pelo É Tudo Verdade. Na China, a sessão-debate teve ingressos esgotados. “Vemos na prática como o cinema tem o poder de encurtar distâncias, desfazer fronteiras e nos conectar através da essência humana”, afirmou a produtora Mariana Genescá.
Já o drama "Feito Pipa" acompanha Gugu, um garoto queer criado livremente pela avó, Dilma, no sertão. A rotina da dupla é alterada quando a seca revela ruínas no reservatório local e o estado de saúde da avó se fragiliza, ameaçando forçar o jovem a morar com o pai distante, Batista. Vencedor do Urso de Cristal de Melhor Filme e do Grande Prêmio do Júri Internacional em Berlim, além de premiações em Cartagena e Guadalajara, o longa teve seleção dupla em Xangai (Mostra Brasileira e Belt and Road Film Week). “Foi bonito perceber que as diferenças culturais não impediram a conexão com o protagonista. Essa é uma das maiores forças do cinema: apresentar um universo particular e revelar emoções universais”, celebrou o diretor Allan Deberton.
A comitiva brasileira em Xangai também contou com outros títulos de peso no catálogo da mostra, como "Papaya" de Priscilla Kellen, "A Hora da Estrela" de Suzana Amaral e "O Deserto de Luiza" de Alan Minas.
Marvel divulga primeiro trailer de 'Vingadores: Doutor Destino' com retorno de Steve Rogers; assista
A Marvel lançou nesta segunda-feira (20) o primeiro trailer do longa 'Vingadores: Doutor Destino', que estreia em dezembro deste ano e traz Robert Downey Jr. como o vilão Victor Von Doom.
O trailer mostra ao público o retorno dos X-Men, liderados pelo Professor Xavier (Patrick Stewart), além da interação entre Thor (Chris Hemsworth) e os novos Vingadores, o Quarteto Fantástico, os heróis de Wakanda, Loki (Tom Hiddleston), e confrontos como Gambit (Channing Tatum) contra Shang-Chi (Simu Liu) e Mística contra Yelena Belova (Florence Pugh).
A grande ameaça que une os multiversos da Marvel é a aparição de Von Doom, o Doutor Destino. Descrito como um mestre em ciência avançada e magia poderosa, o vilão provoca uma crise em efeito cascata que coloca realidades em rota de colisão.
Outra grande surpresa para os fãs do MCU é a aparição de Steve Rogers (Chris Evans).
O longa é dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo, com roteiro assinado por Michael Waldron e Stephen McFeely. 'Vingadores: Doutor Destino' estreia em 17 de dezembro de 2026.
Um dos maiores clássicos do cinema brasileiro voltará a ser exibido nos cinemas. O longa 'Xica da Silva', de Cacá Diegues, de 1976, volta às telonas nesta quinta-feira (16) para uma exibição especial em uma versão restaurada em 4K.
O relançamento faz parte do projeto Sessão Vitrine Petrobras, iniciativa que busca levar de volta aos cinemas filmes fundamentais do audiovisual brasileiro, preservando a memória cultural e aproximando novas gerações de produções que marcaram época.
De acordo com Débora Butruce, responsável pela coordenação do processo de restauração digital da obra, a restauração em 4K teve como objetivo recuperar a qualidade original da produção sem alterar sua identidade artística.
“Surgiu essa ideia de lançar Xica da Silva novamente nos cinemas e, junto com isso, fazer a restauração digital em 4K, para que ele voltasse o mais belo possível às salas e pudesse apresentar toda a potencialidade do filme para essa nova geração de espectadores”, explicou.
Em Salvador, o longa será exibido no Cine Glauber Rocha, com sessões nesta quinta (16), no sábado (18) e na terça-feira (21), todas às 19h30. Os ingressos estão sendo vendidos no site oficial do Cine Glauber Rocha e custam a partir de R$ 11,20.
SOBRE O FILME
Inspirado na trajetória de Chica da Silva, mulher negra escravizada que conquistou a liberdade e alcançou posição de destaque na sociedade do Distrito Diamantino, em Minas Gerais, no século XVIII, o longa protagonizado por Zezé Motta, se tornou um marco do cinema brasileiro, levando mais de 3,1 milhões de espectadoresaos cinemas na década de 1970.
A produção conta a história de Xica da Silva, negra escravizada na segunda metade do século XVIII, que atrai a atenção de João Fernandes, representante da Coroa Portuguesa, que acaba se apaixonando por Xica e a transformando na Rainha do Diamante e satisfazendo todos os seus desejos extravagantes.
Alertado pelos inimigos do casal, o rei de Portugal manda um emissário a fim de impedir que cresça o poder de Xica na colônia.
Nesse domingo (28), o cenário cultural estadual ganhou um reforço histórico. Trata-se da Bahia Filmes, a primeira empresa estatal voltada exclusivamente ao setor audiovisual no Brasil, marcando um novo momento para o desenvolvimento do setor. Integrada ao Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 do Governo do Estado e vinculada à Secretaria de Cultura (Secult-BA), a instituição nasce com a missão de impulsionar a cadeia produtiva local, atrair investimentos, apoiar a distribuição de obras e gerar novos negócios para produtores e realizadores baianos.
Durante a solenidade na sede da empresa, localizada no bairro do Comércio, em Salvador, o governador Jerônimo Rodrigues celebrou o momento e destacou o alinhamento com a esfera federal. "Essa iniciativa é resultado da parceria com o Governo Federal, e a retomada do Ministério da Cultura nos fortalece e garante que teremos uma política com repercussão nacional na Bahia. A criação representa esse arranjo das forças do setor para garantir que os profissionais que já atuam na área tenham agora um ambiente de apoio", afirmou o governante.
Durante o evento foram apresentadas novas medidas e incentivos para o setor. O governador anunciou o decreto que regulamenta a Bahia Film Commission, além do lançamento dos editais de contrapartida do Programa Arranjos Regionais, do Edital de Chamamento Público para Comercialização em Sala de Cinema e da concessão do Cine Glauber Rocha.
O secretário de Cultura do Estado, Bruno Monteiro, destacou a importância da Bahia Filmes e do papel que a empresa terá na distribuição das produções baianas. "O objetivo é ampliar a exibição dessas produções, fortalecer a participação em festivais, cineclubes e salas de cinema, além de atuar em áreas como pesquisa, mapeamento, games, novas tecnologias, formação profissional e parcerias com universidades e escolas de ensino médio. Estamos falando de uma cadeia que movimenta figurino, transporte, cenografia, gastronomia e diversos outros serviços", destacou ele.
A expectativa entre os profissionais do setor é positiva. A Bahia Filmes é vista como uma oportunidade de fortalecer a produção local, criando novas perspectivas para o audiovisual do estado, enquanto ajuda a descentralizar o mercado. "É importante termos iniciativas como essa porque produzimos muito aqui na Bahia e precisamos de apoio para expor as nossas produções. Com a chegada da Bahia Filmes, tenho certeza de que vamos poder mostrar o nosso audiovisual para o mundo", disse a produtora de cinema local, Ailly Cavalcante.
A iniciativa é aguardada também por atores que trabalham no audiovisual, como o ator e comediante Daniel Ferreira. "Sou ator há dez anos e sempre tive que fazer tudo por conta própria. Com esse projeto, a gente passa a ter um caminho. É fundamental para novos atores, para as pessoas que ainda estão tentando crescer e que, muitas vezes, precisam ir para o Rio ou São Paulo. Aumentar esse solo aqui na Bahia é muito importante", pontuou o artista.
O diretor-presidente da Bahia Filmes, o cineasta baiano Pola Ribeiro, destacou que a empresa tem o intuito de coordenar o ambiente de produção audiovisual, ressaltando que seja uma estrutura que sistematize desde a formação do olhar, e que a estatal surge para que as oportunidades não sejam perdidas.
Viola Davis, vencedora do Oscar e um dos nomes mais influentes de Hollywood, passou a integrar a equipe do longa-metragem brasileiro "Cinco Tipos de Medo" como produtora executiva. A entrada ocorre por meio da Ashé Ventures, companhia fundada pela atriz em conjunto com seu marido, Julius Tennon, e o produtor brasileiro Maurício Mota, indicado ao Emmy.
Dirigido por Bruno Bini, produzido por Luciana Druzina e com um elenco estrelado, o filme consolidou-se como o grande destaque do audiovisual brasileiro recente ao dominar a edição de 2025 do Festival de Gramado. A obra conquistou o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Oficial, além de ser premiada pelo seu roteiro e pela montagem, enquanto o cantor e ator Xamã levou o troféu de Melhor Ator Coadjuvante. O projeto segue acumulando prestígio e concorre ao Prêmio Grande Otelo em duas categorias: Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Montagem. Além de Xamã, o elenco conta ainda com Bella Campos, João Victor Silva, Rui Ricardo Diaz e Bárbara Colen.
Com a chegada de Viola Davis, o foco da produção deve se voltar para a expansão internacional. O objetivo estratégico da Ashé Ventures é impulsionar o lançamento global da obra, com a expectativa de indicar o longa como o representante oficial do Brasil na corrida pelo Oscar de Melhor Filme Internacional em 2027, repetindo o feito de 2025.
A aproximação de Viola Davis com o mercado brasileiro reflete um interesse crescente da atriz pelas produções nacionais, após ter participado de diversos eventos da indústria cultural no país nos últimos anos. A parceria com Maurício Mota na Ashé Ventures reforça essa ponte entre o talento brasileiro e a visibilidade global de Hollywood.
Em celebração ao Dia do Cinema Nacional, comemorado em 19 de junho, Salvador foi escolhida pelo Ministério da Cultura (MinC) como uma das seis capitais brasileiras que receberão ações imersivas para promover o audiovisual do país. O evento acontece entre os dias 25 e 27 de junho (de quinta-feira a sábado) e marca a divulgação da Tela Brasil, nova plataforma gratuita de streaming do Governo Federal.
No Largo de Santana, no bairro do Rio Vermelho, a programação contará com projeções mapeadas em fachadas e monumentos, exibindo cenas de filmes marcantes das 18h30 às 22h30. Já no Terminal Rodoviário de Salvador, a Estação Tela Brasil funcionará das 10h30 às 18h30 com atividades interativas.
A proposta do MinC é ocupar espaços públicos de grande circulação. Na Estação instalada na Rodoviária, o público poderá assistir a trailers, curtas-metragens e conteúdos especiais. O acesso ao catálogo completo de filmes será feito por meio de QR Codes espalhados pelo local.
Entre as ativações confirmadas está a experiência “Pipoca & Cena”, que permite aos participantes tirar fotos personalizadas em cenários inspirados em produções nacionais para as redes sociais. Outro destaque é o “Match com o Cinema Brasileiro”, um sistema que indica filmes de acordo com o gosto de cada usuário. O público também receberá pipoca gratuita em embalagens promocionais.
isponível para navegadores web e acessada por meio do cadastro no sistema Gov.br, a Tela Brasil conta com mais de 550 obras nacionais. Em menos de um mês de funcionamento, o serviço registrou quatro milhões de visualizações e superou a marca de 500 mil usuários ativos.
Além da capital baiana, o circuito do Ministério da Cultura percorre as cidades de Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre entre os meses de junho e julho.
Salvador está entre as seis capitais brasileiras escolhidas pelo Ministério da Cultura (MinC) para receber uma programação especial em celebração ao Dia do Cinema Nacional, comemorado em 19 de junho. A iniciativa leva experiências imersivas para espaços públicos da cidade e apresenta ao público a Tela Brasil, plataforma gratuita de streaming do Governo Federal dedicada exclusivamente à produção audiovisual brasileira.
Entre os dias 25 e 27 de junho, o Largo de Santana, no Rio Vermelho, receberá projeções mapeadas com cenas de filmes nacionais exibidas em fachadas e monumentos da região. As exibições acontecem diariamente, das 18h30 às 22h30, transformando um dos pontos mais tradicionais da capital baiana em uma grande vitrine do cinema brasileiro.
No mesmo período, o Terminal Rodoviário de Salvador abrigará a Estação Tela Brasil, espaço interativo que funcionará das 10h30 às 18h30 com atividades gratuitas voltadas à divulgação da plataforma. A proposta é aproximar o público das produções nacionais por meio de experiências tecnológicas e conteúdos audiovisuais.
Os visitantes poderão assistir a curtas-metragens, trailers e conteúdos especiais, além de acessar o catálogo completo da Tela Brasil por meio de QR Codes distribuídos durante a programação. Entre as atrações está a experiência “Pipoca & Cena”, que insere o público em cenários inspirados em filmes brasileiros e gera imagens personalizadas para compartilhamento nas redes sociais.
Outra novidade é o “Match com o Cinema Brasileiro”, sistema que recomenda filmes e séries do catálogo com base nos interesses de cada participante. Também haverá distribuição gratuita de pipoca em embalagens personalizadas com acesso direto à plataforma.
Lançada recentemente pelo Ministério da Cultura, a Tela Brasil já reúne mais de 550 obras nacionais e alcançou, nos primeiros 20 dias de funcionamento, quatro milhões de visualizações e mais de 500 mil usuários ativos. O acesso é gratuito e realizado por meio de cadastro na plataforma Gov.br.
Para a ministra da Cultura, Margareth Menezes, a iniciativa reforça a importância do audiovisual como expressão da identidade nacional.
“O cinema brasileiro carrega a memória, a criatividade e a diversidade do nosso povo. Ao ampliar o acesso às nossas produções, a Tela Brasil reafirma o compromisso do Ministério da Cultura com a democratização da cultura e com a valorização de uma indústria audiovisual que gera emprego, renda e desenvolvimento para o país”, afirmou.
Além de Salvador, as ações acontecem em Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre, ampliando o alcance da celebração e fortalecendo o acesso da população ao cinema nacional.
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Nesta sexta-feira (19), o Brasil celebra os 128 anos do cinema nacional. E quis o destino do futebol que a Seleção Masculina protagonize a noite enfrentando o Haiti, pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo.
A data marca um momento histórico ocorrido em 1898, quando o ítalo-brasileiro Afonso Segreto captou as primeiras imagens em movimento em território nacional, registrando a entrada da Baía de Guanabara a bordo do navio Brésil. De lá para cá, a cinematografia viveu a Era de Ouro das chanchadas, a revolução do Cinema Novo, com Glauber Rocha, e a emocionante Retomada nos anos 1990, onde foi consolidada como uma potência premiada internacionalmente.
Para o torcedor que já está no clima do Mundial, é possível celebrar a sétima arte unindo a Copa do Mundo e as glórias da Seleção a profundos retratos sociais do Brasil. Confira a seleção de seis produções nacionais, realizada pelo Bahia Notícias, para você assistir e embalar a torcida pelo Hexa:
1. O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006)
Ambientado durante a Copa do Mundo de 1970, o filme acompanha Mauro, um garoto de 12 anos apaixonado por futebol e botões. Sua vida muda drasticamente quando seus pais, militantes políticos perseguidos pela Ditadura Militar, precisam fugir e o deixam sob os cuidados da comunidade judaica em São Paulo. O longa contrasta a euforia do tricampeonato conquistado no México com a dor da separação familiar.
Onde assistir: Netflix
2. Pra Frente, Brasil (1982)
Também situado no emblemático ano de 1970, este clássico dirigido por Roberto Farias expõe abertamente as feridas do regime militar. Enquanto a população e a mídia se alienam e celebram o esquadrão de Pelé e Jairzinho, um cidadão comum é confundido com um ativista político e acaba preso e torturado nos porões da repressão.
Onde assistir: Google Play Filmes e YouTube
3. Brasil 2002 — Os Bastidores do Penta (2022)
Para os amantes de documentários, esta obra leva o torcedor diretamente para dentro da concentração do último título mundial do Brasil. Com imagens inéditas gravadas pelos próprios jogadores na Coreia do Sul e no Japão, o filme mostra o desacreditado e difícil caminho que o time comandado por Luiz Felipe Scolari percorreu até erguer a taça.
Onde assistir: Netflix
4. Pelé Eterno (2004)
O documentário conta a história dos tempos áureos do maior de todos os tempos, Edson Arantes do Nascimento. Dirigido por Aníbal Massaini Neto, o longa reconstrói a trajetória do Rei do Futebol e dedica seus momentos mais emocionantes às atuações históricas realizadas nas Copas de 58, 62 e 70, ajudando a entender como o Brasil se tornou o país do futebol.
Onde assistir: Apple TV (Aluguel/Compra)
5. Heleno (2011)
Estrelado por Rodrigo Santoro, o filme em preto e branco conta a história de Heleno de Freitas, um dos maiores ídolos do Botafogo. O longa foca na genialidade do atleta dentro de campo e no seu temperamento autodestrutivo fora dele, destacando o drama do atacante que perdeu a chance de disputar a Copa do Mundo de 1950 por conta de seus excessos.
Onde assistir: Apple TV, Prime Video e Google Play Filmes (Aluguel/Compra)
6. Onda Nova (1983)
Um achado do cinema nacional que mistura futebol e a quebra de tabus sociais na década de 1980. O filme foca na criação do "Gayvotas", um time de futebol feminino de São Paulo. A produção aborda o preconceito contra a modalidade em uma época em que o futebol das mulheres ainda dava seus primeiros passos após a proibição legal no país.
Onde assistir: Apple TV (Aluguel/Compra)
FOCO NA COPA DO MUNDO
Depois de maratonar os filmes, a atenção se volta para os gramados da Filadélfia, nos Estados Unidos. O time comandado por Carlo Ancelotti busca vencer no torneio diante do Haiti e pavimentar o caminho rumo ao mata-mata. A bola esta marcada para rolar às 21h30 (horário de Brasília).
Entre os dias 25 de junho e 1º de julho, o Brasil recebe a 13ª edição do 8½ Festa do Cinema Italiano por Generali, e Salvador está na lista das cidades do país que receberão a programação especial do evento.
A programação será exibida no Cine Glauber Rocha, histórico cinema de rua na capital baiana que promove a exibição de filmes fora do eixo mercadológico, e contará com 10 filmes. O grande destaque do ano é a sessão da cópia restaurada de "Caro Diário", clássico de Nanni Moretti, um dos principais nomes do cinema italiano contemporâneo.
CONFIRA OS FILMES DA EDIÇÃO:
• “Caro Diário”, de Nanni Moretti
• “Modi – Três Dias nas Asas da Loucura”, de Johnny Depp
• “Fuori”, de Mario Martone
• “A Última Rodada (Le città di pianura)”, de Francesco Sossai
• “Primavera”, de Damiano Michieletto
• “O Negociador (Il Nibbio)”, de Alessandro Tonda
• “O Menino da Calça Rosa (Il ragazzo dai pantaloni rosa)”, de Margherita Ferri
• “Três Vezes Adeus”, de Isabel Coixet
• “Agnus Dei”, de Massimiliano Camaiti
• “Os Irmãos Segreto”, de Federico Ferrone e Michele Manzolini.
Além de Salvador, outras 16 cidades também foram confirmadas no Festival; são elas: Recife (PE), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Belém (PA), Maceió (AL), Aracaju (SE), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Caxias do Sul (RS), Niterói (RJ) e Búzios (RJ).
O 8½ Festa do Cinema Italiano por Generali é uma realização do Ministério da Cultura, da Associação Il Sorpasso e da Risi Film Brasil, com o apoio da Embaixada da Itália e da rede diplomático-consular italiana no Brasil, além dos Institutos Italianos de Cultura do Rio de Janeiro e de São Paulo. Segundo a organização do evento, novas datas ainda serão anunciadas em breve.
Alessandra Negrini utilizou suas redes sociais para se despedir da cidade de Salvador. Em vídeo publicado na noite de quarta-feira (10), a atriz aparece de frente para o mar, declarando seu amor pela capital. A atriz estava na Bahia para as gravações de "Veraneio", longa-metragem baseado na peça de mesmo nome de Leonardo Cortez, que assina o roteiro e a direção do filme. As filmagens foram concluídas na sexta-feira (5).
No vídeo compartilhado, a atriz destacou que foi muito bem acolhida na cidade pelos moradores. Emocionada, Alessandra ressaltou a conexão criada com a cidade durante o projeto. "Videozinho de despedida! Tchau, Salvador! Foi muito bom, muito bom! Obrigada por tudo, obrigada pela acolhida mais uma vez, tão generosa e tão linda! Fui muito feliz aqui, mais uma vez, muito feliz".
O filme "Veraneio" narra o encontro de Dona Laura com seus três filhos em uma casa de praia para celebrar seu aniversário. A anfitriã é Hercília, uma ex-estrela de TV em crise na carreira que, junto aos irmãos Silvio e Mario Sérgio, aguarda a chegada do novo namorado da mãe. A presença desse professor de ginástica abala a já frágil harmonia familiar, desencadeando uma sucessão de conflitos e segredos que testam os limites da convivência.
Depois de oito indicações e nenhuma vitória, Glenn Close vai finalmente receber uma estatueta do Oscar. A atriz será homenageada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood com um Oscar honorário.
Além da atriz, o diretor Ridley Scott e o animador Floyd Norman também receberão estatuetas honorárias do Oscar, enquanto as produtoras Christine Vachon e Pamela Koffler recepcionarão o Irving G. Thalberg Memorial Award. Esses prêmios serão distribuídos na 17ª edição do Governors Awards, que acontece no dia 15 de novembro no Hollywood and Highland Center, em Los Angeles.
Glenn Close, aos 79 anos, é uma das figuras mais emblemáticas do cinema mundial e coleciona inúmeros trabalhos, como os filmes "Atração Fatal" de 1987 e "101 Dálmatas" de 1996. Mais recentemente, a atriz participou da série de Ryan Murphy "Tudo é Justo".
A atriz recebeu sua primeira indicação em 1983 por "O mundo segundo Garp", sendo superada por Jessica Lange por "Tootsie". Close também foi indicada por "O reencontro", "Um homem fora de série", "Atração fatal", "Ligações perigosas", "Albert Nobbs", "A esposa" e "Era uma vez um sonho".
"Ao longo de sua extraordinária obra, a incomparável amplitude emocional de Glenn Close deu vida a alguns dos personagens mais complexos do cinema", afirmou Lynette Howell Taylor, presidente da Academia, em comunicado à imprensa.
O Governor Awards é um evento que concede o Oscar honorário para figuras cujo conjunto da obra e as contribuições ao cinema se destacaram ao longo dos anos.
Nesta quarta-feira (10), a Seleção Brasileira recebeu um convidado ilustre durante a preparação para a Copa do Mundo. Trata-se do cineasta norte-americano Spike Lee. O diretor acompanhou uma parte do treinamento da equipe no centro de treinamento do New York Red Bulls, em Morristown, Nova Jersey.
???????? Spike Lee apareceu no treino da Seleção Brasileira.
— Planeta do Futebol ???? (@futebol_info) June 10, 2026
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Spike Lee foi convidado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e participou da atividade junto com patrocinadores e convidados da entidade, além de ter se encontrado com jogadores e membros da comissão técnica. A ação atraiu a atenção dos jornalistas e dos integrantes da delegação brasileira.
Quando questionado sobre Neymar, o diretor bem-humorado afirmou: "Esse é o meu cara". Spike Lee é um dos diretores mais renomados e influentes de Hollywood, construindo uma carreira marcada por filmes que abordam questões raciais e sociais.
Fã declarado do Brasil, Lee recebeu uma camisa personalizada da seleção com seu nome estampado nas costas. "Eu quero que o Brasil ganhe", afirmou o diretor, reforçando seu apoio.
A Netflix divulgou nesta segunda-feira (8) as primeiras imagens de Scooby-Doo: A Origem, nova série live-action da plataforma inspirada na franquia americana de um dos cães mais famosos do mundo. A produção tem estreia prevista para 2027.
No teaser foi revelado o visual do cachorrinho, ainda filhote, que dá o nome à série, além do personagem principal, Salsinha. A história deve explorar o início da amizade entre Scooby-Doo e Salsinha, antes mesmo da formação da Mistério S.A, grupo de investigadores de casos paranormais da franquia formado por Daphne, Salsicha, Velma, Fred e Scooby.
A trama irá acompanhar os amigos de longa data, Daphne e Salsinha, que encontram Scooby, um filhote de dogue alemão ligado a um misterioso assassinato. A partir desse momento, o grupo começa uma investigação que dará origem à equipe de detetives Mistério S.A.
A obra ainda está em fase de produção e contará com Grace Van Dien no papel de Daphne, Maxwell Jenkins como Fred e Abby Ryder Fortson interpretando Velma.
Elijah Wood, ator que interpretou o personagem Frodo na saga dirigida por Peter Jackson, O Senhor dos Anéis, virá ao Brasil pela primeira vez em dezembro deste ano para a Comic Con Experience (CCXP).
O ator foi o primeiro confirmado na "Fellowship Forever", celebração aos 25 anos do primeiro filme da saga "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel". O ator deve participar do evento nos dias 3 e 4 de dezembro, embora ainda não tenha sido confirmado pela produção do evento. Ele vai participar de painéis, sessões de fotos e de autógrafos, para a alegria dos fãs.
Elijah Wood começou sua carreira com apenas oito anos de idade em um papel pequeno no filme "De Volta Para o Futuro II". O artista também atuou em filmes como "Hooligans", "Sin City" e "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças", além de seriados como "Wilfred", "Yellowjackets" e "Dirk Gently's Detective Agency".
A CCXP acontece entre os dias 3 e 6 de dezembro no São Paulo Expo, na cidade de São Paulo, e os ingressos começam a ser vendidos no dia 9 de junho.
A Bahia terá um novo representante no cinema independente nacional a partir desta quinta-feira (21), com a chegada da comédia musical “Quem Tem Com Que Me Pague, Não Me Deve Nada”, dirigida pela dupla Ary Rosa e Glenda Nicácio.
O longa, distribuído pela ELO STUDIOS, coloca frente a frente o colapso criativo do Sudeste e a efervescência musical do Recôncavo Baiano, usando o humor para tratar de choques culturais e ego.
A trama acompanha Henrique Garcia (Rodrigo Pandolfo), um cineasta paulista que vive uma carreira frustrada após o auge, e Cristian Mugunzá (Renan Motta), um jovem cantor em ascensão com o fenômeno do pagotrap no Recôncavo Baiano.
Os caminhos dos dois se cruzam quando Henrique, à contragosto, aceita dirigir o show do artista. Entre diferenças e desafios, eles embarcam em uma jornada de transformação, ressignificação e aprendizado, construindo uma amizade pautada pelo afeto e pela troca. Tudo isso tendo o humor como fio condutor dessas relações.
“No filme apresentamos dois personagens que pertencem a universos opostos. São o avesso um do outro: antagônicos, mas não antagonistas. É justamente esse contraste que sustenta a narrativa. A escolha de atrelar o humor à história traz leveza para a discussão e nos permite provocar reflexão com amorosidade, para que possamos rir dos nossos próprios medos”, explicam Ary e Glenda.
A história do diretor baiano Glauber Rocha, mestre do Cinema Novo, será transformada em filme.
A vida do ícone, responsável por clássicos do cinema, como 'Deus e o Diabo na Terra do Sol' (1964) e 'Terra em Transe' (1967), ganhará as telonas através de uma adaptação do livro de Nelson Motta, 'A Primavera do Dragão', publicado em 2011, que mergulha na juventude e na efervescência criativa do cineasta baiano. A novidade foi anunciada durante o Festival de Cannes.
O longa terá coprodução da Globo Filmes e produção da Bananeira Filmes, com distribuição da Imagem Filmes.
De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo', a produção terá filmagens em Salvador, Rio de Janeiro e Cannes, cidades que fizeram parte da história do cineasta baiano.
Não foi anunciada data para o início das filmagens nem a previsão de lançamento do longa. O filme terá roteiro e direção de Rodrigo de Oliveira (“Todos os Paulos do Mundo”).
O Cine Glauber Rocha, localizado na Praça Castro Alves, um dos mais tradicionais do circuito de cinemas de rua de Salvador e do Brasil, tem sido alvo de críticas nas redes sociais por restringir o acesso ao terraço do espaço apenas a pessoas que adquirirem ingressos para os filmes exibidos.
O motivo principal da restrição seria a dificuldade de manutenção do espaço, visto que "situações de comportamento inadequado e depredação do prédio" aconteceram com mais frequência nos últimos meses, além dos danos causados constantemente aos desenhos de Glauber Rocha. A administração destacou que estão operando com acesso controlado há pouco tempo e os resultados são positivos.
A decisão gerou revolta nas redes sociais, com muitos internautas afirmando discordar da escolha. Um tópico que foi trazido à tona foi que, supostamente, o cinema receberia incentivos financeiros do estado para manter seu funcionamento; portanto, não seria "justo" que o acesso fosse restringido, já que dinheiro público estaria sendo utilizado pela empresa.
Registros do vandalismo praticado no espaço | Fotos: Reprodução / Redes Sociais
Informação essa que foi desmentida pela administração do Cine Glauber Rocha, que se pronunciou por meio de uma nota pública veiculada em seus perfis nas redes sociais nesta terça-feira (12). Segundo eles, "o espaço foi reformado com capital privado e se mantém por esforços próprios. A única exceção foi a lei emergencial Paulo Gustavo".
A administração afirmou que existe um acordo com o governo do estado através de uma parceria com as secretarias estaduais de cultura e educação, em que o aluguel devido pelo cinema é revertido em dois mil ingressos para estudantes da rede pública mensalmente.
Além disso, O Cine Glauber Rocha destacou que a democratização do acesso e a exibição do cinema nacional são os pilares que os norteiam. Funcionando desde 1919, o espaço já teve diversos nomes diferentes durante a história, como "Cine Guarany" e "Cine Kursaal Baiano" e se destaca como um local de grande relevância para o cinema nacional, inclusive recebendo eventos de grande porte, como a estreia de "O Agente Secreto", contando com a presença de Wagner Moura e Kléber Mendonça Filho.
CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA:
"O Cine Glauber Rocha recebe patrocínio do Estado ou da Prefeitura? O Glauber foi reformado com capital privado e se mantém por esforços próprios. A única exceção foi a lei emergencial Paulo Gustavo. Devido à força dos streamings e efeitos da Covid-19, salas de cinema recebem apoio em muitos países, prática ainda incomum no Brasil.
O Cine Glauber Rocha paga aluguel ao Estado? Desde a pandemia, em parceria com as sec. estaduais de Cultura e Educação, o aluguel devido pelo cinema é revertido no ingresso de dois mil estudantes da rede pública por mês.
O cinema arca com os custos operacionais (luz, água, projeção e distribuidoras), enquanto o Estado providencia o transporte dos alunos. A ação garante o acesso às salas e a devida formação de público.
O Cine Glauber Rocha possui contrapartida social? Embora não existam obrigações contratuais, a democratização do acesso e a exibição do cinema nacional são os pilares que nos norteiam. Diariamente, o Glauber oferece sessões a R$9,00 ou R$10,00. Vale ressaltar que 50% desse valor é das distribuidoras e produtoras, além dos impostos pagos por ingresso. Manter uma sala tem alto custo; um projetor profissional custa mais de R$350 mil. Mesmo como ente privado, o Glauber busca ser inclusivo e democrático. Somos um dos cinemas que mais exibe filmes brasileiros no país, com mais de 135 títulos em 2026, sempre com excelência técnica.
Por que limitar o acesso ao terraço? Infelizmente, nos últimos meses o cinema enfrentou situações de comportamento inadequado e depredação do prédio. Além de pias quebradas, lâmpadas furtadas, o que mais doeu foi ver os desenhos de Glauber constantemente danificados. Operamos com acesso controlado há pouco tempo e os resultados são positivos: as depredações cessaram e o ambiente voltou a ser tranquilo e acolhedor.
O Cine Glauber Rocha no Centro Histórico de Salvador
Hoje, novos teatros e equipamentos transformam a região. Somos zelosos com este espaço histórico, símbolo da cidade que funciona como cinema desde 1919. Seguimos atentos e estudando novas formas de ocupação para o terraço.
Reafirmamos o nosso total compromisso com a valorização e a preservação da cultura baiana".
Desde sua estreia, o filme "O Diabo Veste Prada 2" já faturou 106,3 milhões de reais. No segundo fim de semana em cartaz o longa, estrelado por Meryl Streep e Anne Hathaway, continua liderando as bilheterias no Brasil. Mesmo com as estreias de "Mortal Kombat II" e "Michael", a continuação de um dos clássicos do cinema seguiu no topo do ranking no Brasil; os dados são da Comscore Movies Brasil.
O longa arrecadou R$ 62,63 milhões no primeiro fim de semana no país, superando estreias de peso como a de "Michael", filme biográfico de Michael Jackson. Fora do Brasil, o filme também apresentou resultados favoráveis, arrecadando R$ 433 milhões. A título de comparação, o primeiro filme, "O Diabo Veste Prada", arrecadou, ao todo R$ 326 milhões durante toda a sua exibição nos cinemas.
Produzido pela 20th Century Studios, o filme foi um dos mais aguardados do ano, rapidamente se consolidando como um grande fenômeno cultural. Além das protagonistas, o longa conta com um elenco de peso, com nomes como Emily Blunt e Stanley Tucci, que reprisam seus papéis 20 anos depois.
"O Diabo Veste Prada 2" segue em cartaz nos principais cinemas da cidade de Salvador.
O ator baiano Othon Bastos adiou as apresentações do espetáculo autobiográfico "Não me entrego, não", que aconteceriam em Brasília entre os dias 14 e 24 de maio, após sofrer uma lesão na perna. O ator de 92 anos ficou nacionalmente e internacionalmente conhecido pelo seu papel do cangaceiro Corisco no longa "Deus e o Diabo na Terra do Sol" de Glauber Rocha. Em seu monólogo, Othon Celebra mais de 70 anos de carreira em uma peça que narra sua trajetória.
Em nota divulgada à imprensa, assessoria do artista confirmou que ele rompeu um tendão da perna, impossibilitando-o de retornar aos palcos nessas próximas semanas; confira a nota na íntegra:
“Informamos que o espetáculo “Não me entrego, não!”, com Othon Bastos, que aconteceria de 14 a 24 de maio, na Caixa Cultural Brasília, foi adiado para 6 a 14 de agosto devido a questões de saúde envolvendo o ator. Othon rompeu um tendão da perna, está com mobilidade reduzida e, portanto, fora dos palcos nas próximas semanas”.
O longa Todo Mundo em Pânico 6 ganhou um novo trailer com homenagens a filmes recém lançados, entre eles, a cinebiografia de Michael.
Quinze anos após o lançamento do último filme, a franquia volta com o elenco original, entre eles Anna Faris (Cindy Campbell) e Regina Hall (Brenda Meeks), além de roteiro dos irmãos Wayans.
A produção segue a premissa dos primeiros filmes, satirizar os grandes sucessos do cinema. No sexto longa estão presentes paródias de filmes como M3GAN, Corra!, Pecadores, Sorria, Terrifier e A Substância.
Dirigido por Michael Tiddes (Nu e Inatividade Paranormal), “Todo Mundo em Pânico 6” estreia em 4 de junho no Brasil, exclusivamente nos cinemas.
Para o retorno aos cinemas, Marlon, Keenen e Shawn Wayans contam com a parceria com Rick Alvarez, além da equipe de produção, comandada pela Miramax. Neal H. Moritz, produtor responsável pelas franquias 'Sonic' e 'Velozes e Furiosos' também se junta ao projeto na mesma função.
O espetáculo “Efeitos Especiais” chega a Salvador a partir deste mês, para transformar o Centro da cidade em um set de cinema a céu aberto. O objetivo principal do projeto é criar um percurso imersivo com efeitos ao vivo, como neve, chuva, explosões e neblina colorida, integrados à paisagem urbana.
A montagem, que durará cerca de uma hora, mistura cinema, teatro, dança e performance, convidando o público a acompanhar a gravação de cenas de ação, enquanto revela os bastidores das produções audiovisuais em tempo real.
A curta temporada, dirigida pela dupla argentina Luciana Acuña e Alejo Moguillansky, acontece nos dias 25 e 26 de abril e 2 e 3 de maio, sempre às 17h, com acesso gratuito. O percurso começa na Rua Carlos Gomes, na altura do Largo dos Aflitos, e segue por cerca de 300 metros até a Praça da Aclamação, em frente ao Palácio da Aclamação.
A realização é do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), com patrocínio do Banco do Brasil e do Governo Federal.
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Os filmes brasileiros representam apenas 7,1% da bilheteria dos cinemas em 2026, até a última quarta-feira (8). Ao todo, 1,97 milhão dos 27,8 milhões de ingressos vendidos no país nas primeiras 14 semanas do ano são de produções nacionais, segundo a Ancine.
O desempenho é bem inferior ao do mesmo período de 2025, quando sucessos como “Ainda Estou Aqui” e “O Auto da Compadecida 2” impulsionaram o setor. Na ocasião, os filmes brasileiros responderam por 26% do público, com 7,9 milhões de espectadores, de um total de 30,5 milhões.
Neste ano, o destaque entre os nacionais é “O Agente Secreto”, responsável por 67% da bilheteria do segmento, com cerca de 1,3 milhão de ingressos vendidos. Já “Velhos Bandidos”, em cartaz há duas semanas, soma aproximadamente 245 mil entradas, o equivalente a 12%.
O longa 'Ainda Estou Aqui' irá representar o Brasil na 71ª edição do Prêmio David di Donatello, o maior prêmio de cinema da Itália, concedido pela Accademia del Cinema Italiano.
Depois de mais de um ano de lançado, o longa de Salles protagonizado por Fernanda Torres ainda rende bons frutos para o Brasil.
A produção concorre na categoria de Melhor Filme Internacional, e o resultado será revelado em uma cerimônia de premiação realizada no dia 6 de maio, no Cinecittà Studios, em Roma.
Esta é a segunda vez que Walter Salles concorre ao prêmio. Anteriormente, 'Central do Brasil', protagonizado por Fernanda Montenegro, concorreu na mesma categoria.
Vencedor do 1º Oscar brasileiro de Melhor Filme Internacional, 'Ainda Estou Aqui' foi visto por mais de 9 milhões de espectadores pelo mundo, passou por mais de 50 festivais nacionais e internacionais e superou a marca de 70 prêmios conquistados.
A rede Cinépolis anunciou uma promoção com ingressos a R$ 15 neste domingo (29), em Salvador. A ação encerra as atividades do Mês do Consumidor.
Na capital baiana, a rede possui unidade no Salvador Norte Shopping, no bairro de São Cristóvão.
Durante a iniciativa, sessões em salas tradicionais e Macro XE terão preço único. Na compra de uma pipoca, o cliente terá direito a um refil gratuito, válido para todos os tamanhos e sabores.
O refil será disponibilizado no sabor salgado e deverá ser retirado no mesmo dia. Os ingressos podem ser adquiridos no site oficial ou nas bilheterias.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ), rejeitou um novo recurso da rede Cinemark Brasil em uma disputa contra o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), pela obrigatoriedade do pagamento de direitos autorais pelas trilhas sonoras dos filmes exibidos nos cinemas.
A decisão da ministra Nancy Andrighi, proferida em 12 de março, mantém a obrigatoriedade do pagamento. Para a ministra, o pedido da rede de cinemas "inadmissível", seguindo o entendimento consolidado do tribunal.
Com isso, a Cinemark deverá pagar ao Ecad 2,5% da receita bruta de bilheteria das exibições em salas de Santa Catarina, de onde foi originado o processo.
A decisão reforça a Lei 9.610/98, que garante aos autores e artistas a remuneração pela execução pública de suas obras, mesmo em trilhas sonoras.
Para Isabel Amorim, superintendente do Ecad, a decisão é fundamental para assegurar que os valores cheguem aos titulares das obras, protegendo a gestão coletiva da música no Brasil.
“A decisão reforça um entendimento importante da Justiça sobre a aplicação da Lei de Direitos Autorais no Brasil. As músicas presentes nas trilhas sonoras dos filmes também são obras protegidas e seus autores e artistas têm direito à remuneração pela utilização pública dessas criações. O Ecad atua justamente para garantir que esses direitos sejam respeitados e que os valores arrecadados cheguem aos titulares das obras”, afirma Isabel Amorim, superintendente executiva do Ecad.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, pontuou o crescimento do cinema brasileiro nesta segunda-feira (16), em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, no programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional.
Para a gestora da pasta, apesar da derrota de 'O Agente Secreto' no Oscar, o trabalho de Kleber Mendonça Filho, que teve Wagner Moura como protagonista, continua como um grande marco na cultura brasileira e um holofote para a arte no mundo.
Segundo a ministra, o sucesso de 'O Agente Secreto' mostra a importância de investir na arte e no cinema brasileiro, dando chances a cineastas de mostrar talentos e contar histórias para o mundo.
"Todo o amadurecimento que estamos vendo agora é fruto dessa atividade, dessa continuidade. Um país que investe em cultura, em arte, em educação, em pesquisa, está investindo no seu próprio povo”, disse.
Margareth ainda falou sobre a importância de fortalecer o consumo interno e de retratar a realidade brasileira nas telas como forma de identificação.
“A gente precisa consumir nossa cultura, consumir as coisas produzidas pelo Brasil, dentro do Brasil, fortalecer nossa economia, é disso que a gente precisa”, defendeu.
Curtindo o Carnaval de Salvador nesta segunda-feira (16) no camarote Expresso 2222, a atriz Neusa Borges conversou com o Bahia Notícias sobre os avanços e desafios enfrentados por artistas negros no audiovisual brasileiro, além do momento positivo vivido pelo cinema nacional.
“Estamos vivendo uma mudança fantástica. O povo brasileiro estava afastado do teatro e das salas de cinema, mas hoje as produções estão tão maravilhosas que realmente valem a pena. Ganhei o Kikito com o filme do Mussum. São filmes lindos: o da Fernandinha, agora o Wagner", disse a atriz.
Neusa lamentou que, apesar conquistas recentes do cinema e do teatro, artistas negros ainda enfrentem poucas oportunidades e desigualdade salarial.
"A única coisa que ainda me entristece é que não acredito que as portas tenham se aberto de fato para os artistas negros. No Brasil, muitas vezes isso vira moda, como um cometa: passa rápido. Enquanto artistas recebem 800 mil, 500 mil, você encontra 30, 40, 100 negros que não ganham nem o mínimo. Só vou acreditar que o negro está realmente acontecendo, que está tendo oportunidade, quando o dinheiro for igual. Isso me entristece muito", disse Neusa.
Com uma trajetória marcada por personagens fortes na televisão, no teatro e no cinema, Neusa relembrou os papéis que interpretou ao longo da carreira e reforçou que sempre se dedicou intensamente a cada trabalho, independentemente do tamanho ou do destaque da personagem.
"Nunca reclamei de ter feito papéis de empregada doméstica ou de escravizada. Sempre ganhei prêmios porque fiz meu trabalho com amor e devoção — e deu certo. Mas temo que essa ‘moda’ esteja começando a mudar para nos levar de volta à estaca em que estávamos", finalizou.
O longa 'O Agente Secreto', representante do Brasil no Oscar, alcançou a marca de 2 milhões de espectadores no país desde a estreia, em novembro de 2025.
De acordo com a Comscore, o longa de Kleber Mendonça Filho vendeu, até a última quarta, 1,98 milhão de ingressos no Brasil e arrecadou R$ 44 milhões.
A previsão é de que o público aumente com a chegada da Semana do Cinema, que vende ingressos para qualquer filme a R$ 10.
Após a estadia no cinema, o longa vai poder ser visto pelo público no catálogo da Neflix. A novidade foi anunciada pelo co-CEO da empresa, Greg Peters, durante um evento realizado no Brasil.
A data de estreia do filme na plataforma de streaming ainda não foi anunciada. De acordo com Peters, a Netflix aguarda o momento em que a produção vai sair dos cinemas, um respeito ao longa que tem lotado diversas salas em todo o Brasil.
A ministra da Cultura Margareth Menezes esteve presente na inauguração da Nova Rodoviária de Salvador, localizada em Águas Claras, nesta segunda-feira (19), e revelou uma sugestão feita para o governador Jerônimo Rodrigues (PT), a criação de um cinema no espaço.
Durante o discurso, a ministra e cantora falou sobre a importância do equipamento para a população e relembrou o período do início da carreira quando viajava de ônibus para os shows no interior do estado e em outras cidades brasileiras.
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— Bahia NotÃcias (@BahiaNoticias) January 19, 2026
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"Algum momento na minha carreira, como trabalhadora da cultura, muitas vezes eu pegava ônibus nessa rota de rodoviária para fazer show. Eu, banda... Então, eu sei o impacto que é isso para a vida das pessoas no dia a dia. Essa entrega mostra uma visão de futuro, uma rodoviária dessa visão de modernidade", afirmou.
Para a ministra, a implementação de um cinema na Nova Rodoviária movimentaria ainda mais a questão de emprego e renda na região.
"Vou falar o que eu pedi para o senhor, para a gente colocar aqui um cinema. Cinema para essa região, para quem vem. Porque a cultura é importante, e também a geração de emprego e renda", sugeriu.
Lázaro Ramos e Taís Araújo foram escolhidos como os homenageados da 28ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paris.
De acordo com a coluna de Lauro Jardim, do jornal 'O Globo', o casal foi escolhido tanto pela trajetória individual, quanto pela relevância da atuação conjunta no audiovisual.
O evento acontecerá em abril de 2026. Nele, será exibido uma seleção especial de filmes dos dois, entre eles, 'Medida Provisória', que marcou a estreia de Lázaro na direção e tem Taís Araújo como uma das protagonistas.
SOBRE O FESTIVAL
O Festival de Cinema Brasileiro de Paris é um grande evento da cultura brasileira na Europa. Fundado em 1998 por Kátia Adler, o evento cumpre o propósito de promover o cinema e a cultura brasileira na França.
Todos os anos, o Festival du Cinéma Brésilien de Paris reúne mais de cinco mil pessoas para descobrir uma seleção das melhores produções do cinema brasileiro, revelando os últimos lançamentos em ficção e documentário.
A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou, nesta quarta-feira (17), a realização de um evento oficial em parceria com a premiação Globo de Ouro, para março de 2026. O evento pretende reunir autoridades e artistas nacionais e internacionais em uma homenagem ao cinema brasileiro.
Segundo o jornal O Globo, o anúncio foi feito durante um cerimonial, que contou com a presença do vice-prefeito Eduardo Cavaliere, do secretário de cultura Lucas Padilha, do produtor Uri Singer e do presidente da Rio Filme, Leonardo Edde.
A parceria entre a prefeitura do Rio e o Globo de Ouro foi firmado pelos próximos três anos. A ideia é que seja realizada uma noite de gala, no dia 18 de março de 2026, no Copacabana Palace, com a presença de grandes nomes brasileiros e internacionais, como Julia Roberts.
O evento contará com um tapete vermelho, um jantar formal e a apresentação de prêmios de “melhor atriz”, “melhor ator”, “ator/atriz revelação” e homenagens. A TV Globo será parceira de mídia do evento.
GLOBO DE OURO 2026
A próxima edição do Globo de Ouro acontece no próximo dia 11 de janeiro, em 2026, e possui representantes brasileiros em categorias de destaque. O filme “O Agente Secreto” foi indicado ao Globo de Ouro na categoria Melhor Filme em Língua Estrangeira. A obra, dirigida por Kleber Mendonça Filho, é estrelada pelo ator baiano Wagner Moura que recebeu a segunda indicação da carreira ao Globo de Ouro, na categoria de "Melhor Ator em Filme de Drama"
Com a retirada de diversos destaques e a derrubada de um deles que buscava fazer modificações no texto, a Câmara dos Deputados finalizou a votação, nesta quarta-feira (5), do PL 8889/2017, que regulamenta as regras dos serviços de streaming. O texto-base do projeto já havia sido aprovado na sessão desta terça (4), e agora seguirá para o Senado.
O projeto, de autoria do hoje ministro Paulo Teixeira (PT-SP) determina a cobrança de tributos de até 4% sobre serviços de streaming audiovisual, como Netflix e Amazon Prime Video. O texto apresentado pelo relator, deputado Dr. Luizinho (PP-RJ), fixa o pagamento de uma alíquota de 0,4% a 4% da receita bruta anual das empresas que operam esses serviços.
Streaming é uma tecnologia que permite a transmissão de conteúdo multimídia (como vídeo e áudio) pela internet sem a necessidade de baixar o arquivo completo para o dispositivo.
Os percentuais são progressivos e crescem de acordo com a receita de cada plataforma. Haverá isenção para as companhias com receitas de até R$ 4,8 milhões, valor do teto das empresas de pequeno porte no Simples Nacional.
A proposta prevê que vídeos sob demanda e televisão por app pagarão de 0,5% a 4%, com parcelas dedutíveis fixas de R$ 24 mil a R$ 7,14 milhões em cinco faixas. Já o serviço de compartilhamento pagará alíquotas de 0,1% a 0,8%, com parcelas dedutíveis de R$ 4,8 mil a R$ 1,4 milhão.
O texto especifica que o valor será arrecadado será destinado à Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), destinada a financiar o setor audiovisual, e as taxas poderão ser reduzidas em até 60% se as plataformas garantirem o licenciamento de produções brasileiras.
A legislação aprovada pela Câmara prevê, ainda, que os serviços devem manter pelo menos 10% de conteúdo brasileiro em seus catálogos, sendo que pelo menos 350 obras ou metade dos conteúdos devem ser independentes.
Em seu voto, o relator afirmou que “a necessidade de atualização do marco regulatório é inquestionável, tendo em vista a profunda transformação dos hábitos de consumo, a convergência tecnológica e o protagonismo das plataformas digitais na oferta de conteúdos audiovisuais”.
Ele acrescentou que “a rápida migração do público dos meios tradicionais de comunicação - especialmente a televisão por assinatura - para os ambientes digitais impôs novos desafios ao ordenamento jurídico, demandando a revisão de instrumentos criados em um contexto tecnológico e econômico completamente distinto”.
Doutor Luizinho argumentou ainda que a aprovação permitirá destravar investimentos e movimentar o setor.
“Destacamos que cada ano de atraso na definição de um marco regulatório para os serviços de streaming representa perda concreta de investimentos no ecossistema audiovisual brasileiro. A circulação desses recursos no ecossistema audiovisual deve ter início com urgência, pois são essenciais para fomentar a produção independente, impulsionar o desenvolvimento regional e gerar emprego e renda em todo o País”, disse Luizinho.
O partido Novo foi o único que se colocou contra a votação do projeto nesta quarta. O partido apresentou requerimentos de retirada de pauta do projeto, mas foi derrotado na votação.
Que o Brasil é terra de grandes obras do cinema, não há mais dúvidas. Desde antes da conquista inédita no Oscar 2025 com o filme “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, o país já conhecia grandes títulos como “Cidade de Deus”, “Auto da Compadecida”, “Deus e o Diabo na Terra do Sol”.
Segundo dados da Agência Nacional de Cinema (Ancine), as salas de cinema brasileiras receberão um público de cerca de 125,50 milhões, entre 4 de janeiro de 2024 e 1º de janeiro de 2025. Mas e a Bahia? O estado também contribuiu para a história cinematográfica do país, com a ajuda de nomes como Glauber Rocha, Antônio Pitanga e, mais recente, Lázaro Ramos.
No entanto, não é toda a população baiana que consegue acompanhar o sucesso do cinema brasileiro ou do estado. Dados extraídos do Painel de Complexos e Salas de Exibição da Ancine apontam que apenas 5,5% dos municípios baianos possuem complexos cinematográficos, os cinemas. Ou seja, dos 417 do estado, apenas 23 possuem salas de cinema.
São 39 complexos em funcionamento e 1 fechado temporariamente na Bahia, nos municípios de Luis Eduardo Magalhães, Barreiras, Guanambi, Irecê, Juazeiro, Paulo Afonso, Ibicaraí, Teixeira de Freitas, Itamaraju, Porto Seguro, Eunápolis, Itabuna, Vitória da Conquista, Jequié, Amargosa, Serrinha, Cachoeira, Feira de Santana, Alagoinhas, Santo Antonio de Jesus, Camaçari, Lauro de Freitas, Salvador.
Em relação ao Brasil, a coisa diminui ainda mais. O estado possui apenas 142 salas de cinema, representando 4% em relação ao país. Dessas salas, 14 funcionam na capital baiana, Salvador. Apesar dessa ausência na maioria do território da Bahia, a produção audiovisual resiste e se organiza.
Um exemplo é o grupo Articulação Audiovisual dos Interiores da Bahia (Aviba), que busca articular realizadores audiovisuais do interior do estado e “trocar figurinha” sobre política pública, produções audiovisuais e fortalecimento do setor. É o que explica o sócio-produtor da Cambuí Produções, Aléxis Góis.
Trabalhador do setor há cerca de 20 anos, Aléxis cresceu em Santo Estevão, no Vale do Paraguaçu, e contou ao Bahia Notícias que só teve contato com a sala de cinema em Feira de Santana. Entre os fatores que acredita que podem ter influenciado a ausência de salas na Bahia estão a “mudança econômica e cultural” na dinâmica das cidades.
“Com as questões como violência, as próprias cidades mudando, depois mais recentemente a internet, as pessoas acabavam indo cada vez mais para dentro de casa e aí esses espaços, eles sem apoio econômico para existir e sem esse consumo cultural que tinha antes, eles vão perdendo espaço. Além disso, a gente tem uma dominância muito grande de Hollywood, dos cinemas americanos”, explica.
Aléxis aponta que o cinema se tornou voltado para o comércio. “Não só dentro do cinema, como pipoca, refrigerante e tudo mais, mas é de outros subprodutos relacionados a própria temática do filme e é um cinema que tá distante da realidade da população, tanto nas suas temáticas, nas suas histórias, mas também nos seus valores”, completa.
Já para Edson Bastos, diretor da Voo Audiovisual, e profissional do setor desde 2008, a modernização também é um fator. “Depois da chegada do digital, do VHS… ficou muito mais difícil voltar as salas de cinema porque as pessoas ficaram no modo da comodidade de assistir seus filmes em casa”, contou. Essa comodidade teria diminuído apenas após a pandemia, quando as salas de cinema retornaram junto a novas políticas públicas, como a Lei Paulo Gustavo.
Edson é natural de Ipiaú, a cerca de 355 km da capital baiana. Assim como Aléxis, o produtor só esteve em uma sala de cinema fora do município onde morava. “Já teve vários cinemas em Ipiaú, inclusive o Cine Éden, que leva o nome desse projeto que a gente [do Voo Audiovisual] faz também, Circuito Cine Éden, onde a fachada é tombada. Como eu nasci em 85, nessa época o cinema já estava fechado, então eu não vivenciei o cinema. Eu não tive acesso a cinema na infância, só na adolescência e a primeira vez [foi] quando eu vim para Salvador”, compartilha.
Para além desses fatores, os produtores audiovisuais apontam problemas com as políticas públicas existentes do setor, tanto ao nível federal, quanto estadual. Por exemplo, ao nível federal, o Brasil possui o Fundo Setorial do Audiovisual, criado em 2006 e regulamentado em 2007, que destinado ao desenvolvimento articulado de toda a cadeia produtiva audiovisual.
“Hoje a gente tem políticas públicas sendo executadas na Bahia que são com recursos federais. Então essas políticas públicas elas deram um sopro de vida no setor do audiovisual, mas elas estão longe de ser suficientes. A gente precisa que o estado que os municípios também invistam no dentro da cadeia produtiva”, afirma Aléxis.
Para o produtor da Cambuí Produções, as políticas públicas são voltadas para a produção, mas é “insuficiente”. “A gente precisa de mais, a gente precisa pensar como uma cadeia produtiva desde o início do desenvolvimento de ideias, desenvolvimento de roteiros, de núcleos criativos, passando pela produção, distribuição, passando pelo mercado, mas também passando pelos direitos do público. No final das contas, a gente faz filme para que o público veja”, declara.
Edson explica que essas políticas dão conta, principalmente, da produção. “É um grande investimento em produção de filmes, de séries, mas há pouco investimento em distribuição. No próprio roteiro, há pouco investimento. E ainda assim, mesmo tendo a maior parte do recurso investido em produção, ainda existe uma grande quantidade de pessoas tentando acessar esses recursos que nunca conseguiram também”.
Além de investimentos em toda a cadeia produtiva do setor, os produtores apresentam uma preocupação com a formação de um público consumidor de cinema. Aléxis afirma que não há “uma identificação cultural” da população do interior com o tipo de cinema que é realizado.
Para esse público ser formado é necessário, segundo Edson Bastos, que sejam realizadas mostra de cinema, cineclube, festival de cinema, mesmo com a ausência de salas. “Porque sem o público interessado, as salas continuam vazias”, defendeu.
“O filme enquanto obra artística e, enquanto esse elemento vivo, só existe quando o público está vendo. Então hoje, por exemplo, a gente poderia ter é o cumprimento da lei que exige um conteúdo nacional de cinema nacional [Lei nº 13.006/2014] de 2 horas [mensais] nas escolas públicas”, sugeriu Aléxis.
“A gente não tem um projeto, uma política para poder colocar esses filmes que foram financiados pelo próprio Estado, que tratam da Bahia, enquanto tema, que tem a nossa cara, que tem a nossa cor, dentro dessas escolas públicas para estar formando um público lá na frente que vai consumir esse próprio cinema”, concluiu o membro do Aviba.
O ator baiano Wagner Moura será um dos nomes homenageados no Festival Internacional de Cinema de Santa Bárbara, realizado na Califórnia, nos Estados Unidos da América. Serão cerca de sete estrelas, além do baiano, que receberão o prêmio “Virtuosos Awards”.
Segundo o site The Hollywood Reporter, os outros artistas serão Jacob Elordi, Sidney Sweeney, Teyana Taylor, Jeremy Allen White, Amy Madigan, Chase Infiniti e Renate Reinsve.
O prêmio já foi dado, em edições anteriores, para artistas como Zendaya, Selena Gomez, Ariana Grande, Mikey Madison e a brasileira Fernanda Torres. O festival está marcado para os dias 4 a 14 de fevereiro, de 2026.
O longa 'Malês', dirigido pelo baiano Antonio Pitanga, terá uma exibição especial na Universidade de Cambridge, uma das mais tradicionais do Reino Unido.
A produção será exibida para estudantes do Centro de Estudos Latino-Americanos. As informações são da coluna de Ancelmo Gois, do jornal 'O Globo'.
Antes de Cambridge, o filme já foi exibido em universidades de prestígio nos Estados Unidos, como Harvard, Princeton e Pensilvânia.
'Malês' teve pré-estreia em Salvador durante o Open Air Brasil, cinema ao ar livre apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Nubank.
Em entrevista ao Bahia Notícias, Antonio destacou a importância do filme, que conta a história da Revolta dos Malês, para levar o protagonismo baiano para o Brasil.
“Eu sempre quis contar essa história, sempre tive desejo de contar essa história, paixão de contar essa história, necessidade de contar essa história, para que a gente pudesse levar para o Brasil, não só para a Bahia, que a Bahia é conhecedora de histórias importantes”, afirmou.
Com cenas gravadas em Salvador e Cachoeira, na Bahia, além de Maricá, no Rio de Janeiro, o longa apresenta as condições de vida de homens e mulheres negros no século XIX e a luta contra o racismo, pobreza e intolerância religiosa.
A produção, que conta com Camila Pitanga, Rocco Pitanga, Edvana Carvalho e Heraldo de Deus no elenco, teve roteiro de Manuela Dias.
A Prefeitura de Salvador confirmou que os estudos finais para a implantação dos estúdios de cinema no Subúrbio foram entregues pela iniciativa privada e estão agora em processo de validação. Segundo a secretária Municipal de Cultura e Turismo e vice-prefeita, Ana Paula Matos, a expectativa é abrir consulta pública em seguida e lançar a licitação entre o fim de novembro e o início de dezembro.
O projeto, estruturado no modelo de Parceria Público-Privada (PPP), prevê o início das obras no segundo semestre de 2027, com prazo estimado de um ano para construção.
Em 2024, o Bahia Notícias já havia publicado a divulgação dos estudos de viabilidade. O espaço terá foco na produção audiovisual. Uma autorização para uma empresa iniciar os estudos para a construção de estúdios de cinemas no município.
A proposta iniciou em janeiro de 2024, quando a prefeitura autorizou a empresa DGT Serviços de Monitoramento LTDA a desenvolver os estudos de viabilidade técnica, econômico-financeira e jurídica. A autorização foi emitida por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Semdec), no âmbito de uma Manifestação de Interesse da Iniciativa Privada (MIP). O prazo inicial para entrega dos estudos foi de 90 dias.
O levantamento incluiu custos, requisitos preliminares de engenharia, projeções de impacto social e econômico e análise dos aportes municipais. Para o desenvolvimento das atividades, foi estabelecido o limite de R$ 800 mil para fins de eventual ressarcimento, caso o projeto avance para licitação. A prefeitura também deixou aberto o prazo de 15 dias para que outras empresas interessadas apresentassem propostas.
A empresa autorizada a realizar os estudos foi a Quanta Estúdios, responsável pelo maior parque de estúdios privados do Brasil, com sedes no Rio de Janeiro e em São Paulo. “Essa empresa específica é a Quanta, que é a maior empresa de estúdios do Brasil e ela, provocada por nós, está estudando fazer um estúdio em Salvador em parceria com a prefeitura", disse Pedro Tourinho, então titular da Secult.
O projeto prevê a implantação do maior parque cinematográfico do Brasil fora do eixo Rio-SP, com estrutura suficiente para atender produtoras de conteúdo que fornecem para plataformas como Netflix e outros serviços de streaming.
O local pretendido para o empreendimento é a área da antiga Fábrica São Braz, localizada no bairro de Plataforma, no Subúrbio Ferroviário. No entanto, a ocupação do espaço chegou a gerar tensão entre o governo da Bahia, a prefeitura de Salvador e a Superintendência do Patrimônio da União (SPU), que administra a área.
Em dezembro de 2023, a prefeitura de Salvador decretou a desapropriação da área para fins de utilidade pública, com o objetivo de instalar o polo audiovisual. Porém, o governo do estado também já havia declarado interesse na mesma área para a construção do “Parque das Ruínas”, um espaço projetado para atividades comerciais e culturais no trajeto do VLT do Subúrbio, com bares, restaurantes e espaço multiuso.
Em janeiro de 2025, a SPU confirmou que nenhum dos dois entes federativos havia oficializado o pedido de transferência do domínio útil da área, que possui 12.933,22 m². Segundo a Superintendência, a Fábrica São Braz está sob regime de aforamento, sendo 83% da área passível de aquisição por parte do município ou do estado, desde que haja a devida declaração de interesse público e a observância dos trâmites legais, como emissão de certidão e registro em cartório.
“Em eventual caso de desapropriação ou compra dos imóveis, há diversas etapas que precisam ser cumpridas, incluindo o pagamento do laudêmio, a emissão da Certidão de Autorização para Transferência e a transferência do imóvel em cartório. [...] Até o momento, não foi registrado nenhum pedido de transferência das áreas junto à Secretaria do Patrimônio da União”, informou a SPU ao Bahia Notícias.
A ausência de comunicação formal levou à possibilidade de embargo da desapropriação por parte da União, fato já noticiado pelo site em dezembro de 2024.
A antiga Fábrica São Braz é uma das construções mais antigas do Subúrbio Ferroviário de Salvador. Inaugurada em 1875, a edificação foi desativada na década de 1960 e tombada em 2002. Atualmente, encontra-se em estado de abandono.
A vida de Cássia Eller será transformada em filme. A produção, autorizada pela viúva da artista, Maria Eugênia, e pelo filho de Cássia, Chico Chico, será produzido pela Migdal Filmes.
Ao apresentar a sinopse para o Ministério da Cultura, o longa foi descrito como uma forma de mostrar como Cássia era o reflexo de coragem e amor na sua época.
"Lésbica, indomada, a voz de trovão ao mesmo tempo doce e selvagem que a indústria da música tentou domesticar, Cássia foi uma revolução. Enquanto sua música ecoava nas rádios e nos palcos, sua vida pessoal era um reflexo de coragem e amor."
O órgão autorizou a captação de R$ 15 milhões para a produção.
Ao jornal 'Extra', o diretor de elenco Gabriel Domingues, que fez as escalações de “O agente secreto”, estrelado por Wagner Moura, e “O último azul”, com Rodrigo Santoro, revelou que já deram início ao teste de atrizes e cantoras, famosas ou não, entre 20 e 40 anos que sejam semelhantes à Cássia Eller.
A partir desta seleção que o restante do elenco será definido.
“O filme é um mergulho ficcional emocionante na trajetória de uma artista que viveu no limite e deixou sua marca em um país em transformação (...). Em meio a paixões, conflitos e os tabus de uma sociedade ainda presa a preconceitos, Cássia enfrenta o desafio de equilibrar a fama com sua essência e a dedicação à família.”
Os longas produzidos fora dos Estados Unidos terá uma tarifa de 100% imposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O anúncio foi feito pelo democrata nesta segunda-feira (29), através do perfil na rede social Truth.
De acordo com o gestor, o negócio de cinema foi "roubado dos Estados Unidos por outros países, assim como roubam ‘doce de um bebê".
“A Califórnia, com seu governador [Gavin Newsom] fraco e incompetente, foi particularmente afetada. Portanto, para resolver esse problema antigo e sem fim, vou impor uma tarifa de 100% sobre quaisquer e todos os filmes que forem feitos fora dos Estados Unidos”, afirmou.
Em maio deste ano, o presidente já tinha anunciado uma tarifa para filmes estrangeiros. E da mesma forma como fez no início do ano, Trump não explicou como a tarifa será aplicada, nem quando começa a valer.
Escolhido como representante brasileiro na briga pelo Oscar em 2026, o longa 'O Agente Secreto', vem sendo aposta de mais pessoas ao redor do mundo.
O editor Scott Feinberg, do site de cinema The Hollywood Reporter, apontou a produção de Kleber Mendonça Filho como forte candidata a cinco categorias da maior premiação de cinema.
Para o jornalista, o longa brasileiro protagonizado por Wagner Moura pode ter chance nas categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator para Wagner Moura, Melhor Roteiro Original e Melhor Filme Internacional.
O filme, que conta a história de Marcelo, um especialista em tecnologia que tenta deixar para trás um passado cheio de mistério e se depara com uma Recife completamente diferente do que ele esperava, estreia nos cinemas do Brasil em 6 de novembro.
Em Salvador, o longa terá a pré-estreia antecipada como parte da programação de qualificação do longa para o Oscar 2026. Além da capital baiana, o filme será exibido em outras duas salas, no Cinema da Fundaj (Recife) e Cine Passeio (Curitiba).
As sessões para elegibilidade já são tradicionais no mercado brasileiro. A Academia existe que os filmes tenham passado ao menos uma semana em exibição (07 dias consecutivos) nos cinemas de seu país de origem.
O longa tem estreia confirmada em mais de 90 países da América do Norte, América Latina, Europa, Ásia e Oceania. Entre os territórios já confirmados estão alguns dos maiores mercados cinematográficos do mundo, como China, México e Coreia do Sul, além de países como Grécia, Índia, Nova Zelândia e Finlândia. Nos Estados Unidos, o filme chega ao circuito comercial de Nova York no dia 26 de novembro.
O ator e cineasta Robert Redford, de 89 aos, teve a morte confirmada nesta terça-feira (16) pelo New York Times.
De acordo com o veículo, Cindi Berger, diretora-executiva da empresa de publicidade Rogers & Cowan PMK, confirmou o falecimento do veterano, que morreu durante o sono, mas não teve a causa revelada.
Redford era um dos atores com a carreira mais sólida e respeitada de Hollywood, com mais de quatro décadas na área artística, tanto diante quanto atrás das câmeras.
Entre os longas do ator estão "Butch Cassidy" (1969), "Golpe de Mestre" (1973) e "Todos os Homens do Presidente" (1976). Redford conquistou um Oscar de melhor diretor por "Gente como a Gente" (1980), e em 2002 recebeu um Oscar honorário por ser uma "inspiração para cineastas de todo o mundo".
Para a nova geração, o ator pode ser lembrado como Alexander Pierce, Secretário do Conselho de Segurança Mundial e um líder secreto da organização terrorista HYDRA, o antagonista de Capitão América 2.
Morreu aos 75 anos o cineasta Silvio Tendler, autor de documentários sobre a história política do Brasil e de artistas do país. Tendler estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, no Rio de Janeiro.
Segundo o jornal O Globo, o cineasta foi vítima de uma infecção generalizada. Com mais de 70 filmes no currículo, Tendler foi o responsável por documentar a história de baianos como “Castro Alves - Retrato falado do poeta” (1999) e “Glauber, labirinto do Brasil” (2003).
Tendler também foi o responsável pelo documentário do grupo de humor “Os Trapalhões”, formado por Renato Aragão, Dedé Santana, Zacarias e Mussum. Seu último documentário foi lançado em 2023, “O futuro é nosso!”, feito por entrevistas por videoconferência durante a pandemia.
O longa 'Ainda Estou Aqui', segue conquistando prêmios mesmo após um ano do seu lançamento. A produção de Walter Salles recebeu o prêmio de melhor filme do ano pela Fipresci, a Federação Internacional de Críticos de Cinema, em premiação inédita para o Brasil.
Pela primeira vez na história, um filme brasileiro recebe a maior honraria da instituição, conhecida como Grand Prix.
O prêmio foi concedido após uma votação online que contou com 739 jornalistas de 75 países. A premiação, que existe desde 1999, elege o trabalho mais aclamado pelos críticos ao longo do ano.
O prêmio será entregue a Walter Salles na cerimônia de abertura do 73º Festival Internacional de Cinema de San Sebastián, que acontecerá no dia 19 de setembro.
Baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, o filme acompanha a história de Eunice Paiva (interpretada por Fernanda Torres), que lutou incansavelmente para que a morte de seu marido, Rubens Paiva, durante a ditadura militar, fosse reconhecida.
Além do novo Grand Prix, a produção já coleciona mais de 60 prêmios, tanto no Brasil quanto no exterior.
"Ainda Estou Aqui" fez história ao conquistar o Oscar de Melhor Filme Internacional, um feito inédito para o cinema brasileiro. A atriz Fernanda Torres também foi premiada com o Globo de Ouro de Melhor Atriz em filme de drama.
Um desabafo feito pelo músico André That ganhou as redes sociais na última segunda-feira (1º), e gerou um debate sobre o cinema em Salvador.
Em vídeo, o artista se queixou das experiências negativas que tem tido ao tentar frequentar o cinema na capital baiana, devido a falta de educação do público.
Segundo André, em uma das últimas idas, ele foi constantemente interrompido por conversas em voz alta e comportamento inadequado de outros espectadores.
"Velho, eu tô cheio de ódio, aqui em Salvador não tem como assistir mais um filme em paz. Eu fui numa sessão de terror +18, todo mundo adulto, e a galera conversava como se estivesse em um bar. Cheguei a pedir silêncio, os caras pararam, mas logo começaram de novo. Pô, eu pago ingresso e não consigo assistir em silêncio", desabafou.
Para o artista, a situação só deve chegar ao fim com alguma tragédia, já que o público não respeita o espaço que é coletivo, nem as recomendações dadas para assistir a um filme no cinema.
“Só vai acabar quando acontecer tragédia, quando alguém perder a cabeça. O meu dinheiro e o meu tempo valem tanto quanto o de qualquer um. Falta consciência, falta respeito.”
Nos comentários, os internautas concordaram com a crítica e citaram outros episódios em cinemas da capital.
"Cinema, infelizmente, só 22h dia de semana, e vale a pena pagar mais caro pra ir na sala vip!", sugeriu um seguidor. "Fui duas vezes no Glauber esse mês, e não tem condição. A galera conversa como se estivesse numa mesa de bar e ainda usa o celular com a luz no máximo", desabafou outro.
"Teve um cara que passou por mim vendo vídeo no meio do filme NO ALTO-FALANTE. Depois começou a gravar áudio. Cinema pra mim é só VIP", relatou mais um.
Uma seguidora do músico pontuou que o comportamento parece ser regional. Baiana, a moça conta que passou a viver em outro estado e notou que a situação não se repetia em outros lugares.
"Infelizmente, alguns comportamentos da nossa cultura refletem falta de educação e respeito. Somos barulhentos, falamos de forma agressiva, xingamos muito e, no trânsito, exageramos no barulho com buzinas constantes e paredões. Essa atitude acaba invadindo espaços que deveriam ser silenciosos, como no cinema."
A partir desta quinta-feira (28), o cinema ficará com um preço acessível para o público em Salvador. A cidade integra a campanha da 'Semana do Cinema', que disponibiliza ingressos a R$ 10 até o dia 3 de setembro.
Durante o período, qualquer filme que esteja em cartaz, com exceção de pré-estreias e exibições especiais, terão o ingresso a apenas R$ 10. Na capital baiana, 7 endereços farão parte da promoção. Confira:
- UCI – Shopping da Bahia, Barra e Paralela
- Cinemark – Salvador Shopping
- Cine Imperial – Shopping Center Lapa
- Cineflix – Shopping Bela Vista
- Cine Glauber Rocha – Praça Castro Alves
- Cinépolis - Parque Shopping Bahia (Lauro de Freitas)
O valor é válido para qualquer dia da semana, e em alguns cinemas, o combo de pipoca e refrigerante também terá desconto.
Entre os filmes que estão sendo exibidos na capital baiana estão: A Hora do Mal, Ladrões, Faça Ela Voltar, Amores Materialistas, Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda, Quarteto Fantástico, Superman, Como Treinar o Seu Dragão e Interestelar.
A campanha, promovida pela Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (FENEEC), com apoio da Associação Brasileira das Empresas Exibidoras Cinematográficas Operadoras de Multiplex (ABRAPLEX) e da Ingresso.com, tem como proposta incentivar a ida do público ao cinema.
O ator Wagner Moura, premiado no Festival de Cannes pelo papel no longa 'O Agente Secreto', será homenageado no Festival de Cinema de Zurique deste ano pela obra de Kleber Mendonça Filho.
Com a honraria, o baiano se tornará o primeiro latino americano a receber o prêmio Golden Eye.
Ao ter sido anunciado pelo diretor do evento, Christian Jungen, o artista celebrou o reconhecimento pelo trabalho.
“Estou profundamente honrado em receber o prêmio. Agradeço ao Festival de Cinema de Zurique por reconhecer meu trabalho no belíssimo e importante filme brasileiro de Kleber Mendonça Filho, ‘O Agente Secreto’. Sinto-me honrado por estar na companhia daqueles que receberam este prêmio e muito orgulhoso de compartilhar o filme pessoalmente com o público do festival em setembro”, afirmou.
Para Jungen, o longa de Kleber Mendonça Filho foi um dos destaques da cultura em 2025, sendo um filme com grande potencial de concorrer ao Oscar e seguir os passos dados por 'Ainda Estou Aqui' em 2024.
“’O Agente Secreto’ é uma das obras mais marcantes do ano – um filme com forte potencial para o Oscar. Wagner Moura carrega essa história do primeiro ao último minuto com uma presença eletrizante sem igual. Por sua atuação excepcional em ‘O Agente Secreto’ e por uma carreira que o tornou um dos atores mais carismáticos e versáteis da América Latina, estamos homenageando Moura com o Golden Eye – e fazendo história no festival: pela primeira vez, este prêmio vai para um ator da América do Sul.”
SOBRE O FILME
O Agente Secreto se passa em Recife, em 1977, e explora as tensões políticas da época da ditadura militar brasileira.
Na produção, Moura vive Marcelo, um especialista em tecnologia, que foge de um passado misterioso e volta ao Recife em busca de paz, mas descobre que o destino escolhido não é exatamente o refúgio que procurava.
Além do baiano, o filme tem no elenco Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Alice Carvalho, Italo Martins, Thomas Aquino, Udo Kier, João Vitor Silva, Hermila Guedes, Licínio Januário, Isabél Zua e mais.
A primeira sessão do filme aberta ao público no Brasil acontecerá em Recife, terra natal de Kleber Mendonça, no dia 10 de setembro.
O apito inicial não foi no gramado, mas sim nas telonas. Entre 6 e 10 de agosto, Salvador recebeu a primeira edição do FutFestBol – Festival de Cinema de Futebol da Bahia, evento que transformou a paixão pelo esporte em narrativa cinematográfica. As exibições ocorreram na Sala Walter da Silveira, no subsolo da Biblioteca Central do Estado, nos Barris, com entrada gratuita.

Foto: Divulgação
Ao todo, 25 produções — entre longas, médias e curtas — formaram a programação, reunindo obras premiadas e inéditas, produzidas por baianos ou sobre o futebol da Bahia. Pioneiro no Nordeste, o festival nasceu do desejo do cineasta e idealizador Lucas Semente de unir “as duas paixões populares do país” e criar um espaço fixo para o gênero no calendário cultural do estado.
"Essas paixões também são minhas, tanto o futebol quanto o audiovisual. Comecei a pesquisar sobre festivais de cinema de futebol e, rapidamente, descobri o Cinefoot, que nasceu no Rio de Janeiro. Olhei para a Bahia e para seu contexto histórico pulsante no esporte e pensei que uma proposta como essa teria musculatura suficiente. É isso que me motiva", afirmou Semente.
Segundo ele, o impacto vai além da exibição. "O maior efeito desse projeto será a formação de plateia, na difusão e promoção de filmes de um segmento que sofre com poucos espaços de circulação no Brasil. A chegada do FutFestBol é positiva e promissora, pois os produtores terão mais um espaço calendarizado, assim como o Cinefoot, para celebrar a cultura do futebol na tela de cinema."
A programação incluiu atividades paralelas. No dia 6, uma "resenha pré-festival" reuniu cineastas e produtores no Velho Espanha Bar e Cultura para debater os desafios de filmar futebol na Bahia. No dia 7, houve oficina de narração esportiva com Rainan Peralva, narrador da TV Bahia, para estudantes do Colégio Estadual Senhor do Bonfim. Já no dia 9, uma sessão especial com audiodescrição e Libras exibiu produções como Futebol Além dos Sentidos e Som das Redes, que retrataram a trajetória de atletas com deficiência, como Selmi Nascimento, heptacampeão brasileiro e tricampeão mundial de futebol de cegos.
A primeira sessão de exibições, no dia 8, apresentou Bahêa, Minha Vida, de Marcio Cavalcanti, recordista de bilheteria entre filmes de futebol no estado. A noite também celebrou os 15 anos do Cinefoot — primeiro festival do gênero na América Latina — e homenageou o cartunista, diretor e ilustrador Caó Cruz Alves, pioneiro da filmografia de futebol na Bahia.
Entre os destaques, esteve o documentário “NÊGO: Um Nome na História”, dirigido pelo jornalista Matheus Caldas, ex-repórter do Bahia Notícias e atualmente na TV Aratu. A produção, de acordo com a sinopse, "mergulha na trajetória centenária do Esporte Clube Vitória, narrada a partir do canto símbolo das arquibancadas rubro-negras, e resgata memórias, glórias e dores de uma torcida que nunca abandonou o clube."
Segundo Caldas, a ideia surgiu ainda na faculdade, em 2018, quando decidiu fazer do tema seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
"Sentia falta de um projeto audiovisual contando a história do Vitória. Foi um processo muito trabalhoso, sem orçamento, com entrevistas apenas em Salvador e muito apoio voluntário, mas acabou dando certo", contou.
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Foto: Marina Silva / FutFestBol
Ele lembra que o memorial — espécie de monografia que acompanha o TCC — acabou ficando em segundo plano. "Investi tanto no documentário que tirei oito no memorial. Mas o filme repercutiu muito na faculdade, mais até que outros TCCs", revelou.
Mesmo após sete anos sem projetos semelhantes, o jornalista diz que a obra reacendeu seu lado criativo. "Sempre faço aquele brainstorm na cabeça. Já pensei em escrever livro, fazer outros documentários... Sempre senti falta de profundidade sobre o Vitória. Há sete anos, se você buscasse no Google os dez maiores artilheiros, acharia que era Neto Baiano, mas não era. Hoje já se encontra uma lista mais fidedigna."
Para ele, o impacto foi imediato e se renova com a retomada do documentário. "Muita gente me abordou para dizer como foi bacana conhecer a história do clube e reviver memórias com familiares. Espero que incentive outros a produzir materiais que mantenham viva a memória do Vitória e do futebol baiano. O Vitória não nasceu hoje, tem 126 anos de história. Quero dar minha pequena contribuição para que essa galera estude e saiba o que foi feito até chegarmos aqui", concluiu. Confira abaixo a produção completa:
O festival também premiou outras produções baianas. Veja lista:
MÉDIA-METRAGEM
- 1º lugar: Ser Bahêa é Mil Grau, direção de Junior Ribeiro
- 2º lugar: União da Diva, direção de Elton Freitas
- 3º lugar: Negô: Um Nome na História, direção de Matheus Caldas
CURTA-METRAGEM
- 1º lugar: Futebol Além Dos Sentidos, direção de Luciana Queiroz
- 2º lugar: Fonte Nova, direção de Matheus Vianna
- 3º lugar: Donas do Baba – Torcedoras, direção de Thaís Bichara e Rodrigo Luna
"O FutFestBol parabeniza todos os diretores, equipes e participantes que fizeram da primeira edição um sucesso. Agradecemos a todos os amantes do cinema e do futebol por fazerem parte dessa história", declarou a organização.
O encerramento, no dia 10, contou com a exibição do longa O Último Jogo, de Roberto Studart, ficção que transforma uma partida entre vilarejos rivais em questão de vida ou morte. A noite ainda homenageou a produtora Sylvia Abreu, figura-chave na história do cinema de futebol na Bahia.
O FutFestBol – Festival de Cinema de Futebol da Bahia é realizado pela Sementes Audiovisuais, com apoio institucional da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e apoio financeiro do Governo do Estado, Ministério da Cultura e Lei Paulo Gustavo.
Sina ou destino? Quais caminhos levaram o Rei do Baião a marcar para sempre a música nordestina e brasileira? A pergunta é respondida pelo filme "Luiz Gonzaga - Légua Tirana", que foi recebido com festa durante a pré-estreia em Salvador, na noite desta quinta-feira (14). O evento reuniu convidados na sala Delux do UCI Orient, no Shopping da Bahia, e também contou com um pocket show com o elenco.
Dirigido por Diogo Fontes e Marcos Carvalho, o longa estreia oficialmente no dia 21 de agosto, e retrata a infância e juventude de Gonzagão, um dos principais nomes da música nordestina, na cidade pernambucana de Exu, onde nasceu. O enredo dá ênfase às suas bases familiares e às figuras e mitos que o ajudaram a se tornar o grande artista que foi.

Foto: Clara Pessoa @clarapsoa / Divulgação
A produção mergulha nas paisagens, ritmos e sonoridades que influenciaram a formação, trazendo como cenário a Chapada do Araripe, que fica na divisa dos estados de Pernambuco e Ceará. Cenários do sertão são transformados em arte com jogos de câmera que valorizam as paisagens, enquanto a trilha sonora preenche os silêncios estratégicos das personagens. No roteiro, a emoção se mistura ao riso por diversas vezes, em um texto que reforça que Gonzagão nasceu para o mundo - e estava pronto para abraçá-lo.
Ao longo do filme, Luiz Gonzaga é retratado por diversos atores: Kayro Oliveira o representa no período da infância, quando teve os primeiros contatos com a sanfona; enquanto Wellington Lugo, ator do povoado Cacimbas, zona rural de Exu, vive no filme os anos da adolescência. Já Chambinho do Acordeon o encarna na fase adulta - esta é, inclusive, a segunda vez que ele dá vida a Gonzaga nas telas de cinema. Por fim, Joquinha Gonzaga, sobrinho de Luiz Gonzaga, o interpreta durante seu encantamento. O mês de agosto foi escolhido exatamente por ser o mesmo em que o Rei do Baião partiu, em 1989.
Ao final da sessão, Chambinho e Kayro - já bem maior, já que a produção começou há 6 anos - brindaram os convidados com as sanfonas nas mãos, ao som de "Légua Tirana" e "Asa Branca".
Foto: Clara Pessoa @clarapsoa / Divulgação
O elenco ainda conta com nomes como Luiz Carlos Vasconcelos, Cláudia Ohana, Tonico Pereira, Ivanildo Gomes Batoré (in memoriam), e Mestre Bule Bule.
Distribuído pela O2 Play, "Luiz Gonzaga - Légua Tirana" tem patrocínio da Sungrow do Brasil e produção da Mont Serrat Filmes e Cinema no Interior.

Fotos: Clara Pessoa @clarapsoa / Divulgação
A atriz Lorna Raver, atriz de 'Arraste-me para o Inferno' (2009), teve a morte confirmada aos 81 anos. O anúncio do falecimento da atriz surpreendeu por ter sido feito quase três meses da morte de Lorna, na sessão In Memoriam da revista SAG-AFTRA.
A causa da morte de Lorna não foi revelada.
A atriz ficou conhecida por interpretar Sylvia Ganush, no longa de Sam Raimi, que conta a história de uma bancária, vivia por Christine Brown, que, tentando impressionar o chefe, se nega a renovar a hipoteca de uma senhora e a despeja da casa. O que ela não esperava era ser atormentada por um espírito maligno, após a recusa.
O longa foi bem recebido pela crítica e pelo público, sendo considerado um bom filme de terror que mistura elementos de comédia.
Além dos cinemas, a atriz trilhou carreira no teatro e na televisão, e foi premiada pelo trabalho com audiolivros.
Lorna foi casada por 25 anos com Yuri Rasovsky, vencedor do prêmio Peabody por seu trabalho como escritor, produtor e diretor de rádio e indicado ao Grammy.
O filme 'Quarteto Fantástico: Primeiros Passos' manteve a liderança na bilheteria dos cinemas brasileiros, pelo segundo fim de semana consecutivo.
De acordo com os dados da Comscore, o longa arrecadou R$ 14,31 milhões e atraiu 620 mil espectadores entre quinta-feira e domingo.
Até o momento, o filme da Marvel acumula um faturamento de R$ 50,9 milhões e já vendeu mais de 2,34 milhões de ingressos em apenas duas semanas em cartaz.
Outra produção que vem tendo destaque é o filme "Superman", que somou R$ 4,79 milhões em bilheteria e foi visto por 210 mil pessoas.
A grande estreia da semana, a comédia romântica "Amores Materialistas", ficou em terceiro lugar arrecadando R$ 4,74 milhões e atraindo 193 mil espectadores.
No total, o fim de semana movimentou as salas de cinema, gerando uma receita de R$ 33,7 milhões e atraindo um público de 1,5 milhão de pessoas.
O filme 'Avatar: Fogo e Cinzas', terceiro longa da sequência de cinco filmes de James Cameron, teve o primeiro trailer completo divulgado.
A produção contará a nova aventura no reino de Pandora e apresentará ao público uma nova tribo de Na'vi, o Povo das Cinzas, que é descrito como vulcânico e agressivo, em contraste com os Metkayina, dos mares, apresentados ao público em Avatar 2.
O longa terá Lo'ak, interpretado por Britain Dalton, como narrador. Estão confirmados ainda Zoë Saldaña como Neytiri, Sam Worthington como Jake Sully, Sigourney Weaver como Kiri, Stephen Lang será Coronel Miles Quaritch, Kate Winslet dará vida a Ronal e também terá Michelle Yeoh como Dr Karina Mogue.
O filme tem previsão de estreia para 19 de dezembro de 2025. Depois disso, serão quatro anos de hiato até a estreia de Avatar 4, previsto para ser lançado 21 de dezembro de 2029. O último filme deve ser lançado no dia 19 de dezembro de 2031.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo".
Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).