Coronel diz que PT articula saída de Geraldo Jr. da vice de Jerônimo e critica imposição na chapa: “Estão leiloando”
Por Victor Hernandes
Durante entrevista na rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (30), o senador Angelo Coronel disse que a vaga de vice-governador da Bahia, atualmente ocupada por Geraldo Jr. e o MDB, está sendo leiloada pelos caciques petistas.
Ao programa Bahia Notícias no Ar, o senador comparou a possibilidade de ser rifado na chapa majoritária e não concorrer ao Senado Federal pelo grupo, com as chances do emedebista também ser retirado do cargo no grupo.
“Agora querer que Angelo Coronel aceite essa imposição do PT, que em quatro vagas quer ter três. Até me preocupo, pois daqui a pouco meu amigo Geraldinho termina sendo rifado também. Não é nenhuma novidade, pois estão leiloando a vice do MDB. Isso muitas vezes soa até uma falta de respeito”, disse a Mauricio Leiro e Rebeca Menezes.
Na sequência, Coronel revelou que apesar de lideranças petistas reafirmarem publicamente a continuidade de Geraldo Jr. no grupo, internamente as figuras da sigla tratam a saída dele do cargo.
“Na mídia falam bem do vice-governador e nos escritórios fechados o cargo fica também aí para mudar a componente da vice que é Geraldo Jr.”, contou.
Uma reportagem do BN, nesta sexta, mostrou que para além das três cadeiras “principais”, há em jogo a vaga de vice, atualmente ocupada por Geraldo Jr. (MDB), e as suplências do Senado — que podem virar vagas temporárias em caso de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, dada as projeções do grupo para vitória conjunta nacional e estadual. São para essas composições que a queixa de aliados de outros partidos começou a aparecer de maneira discreta.
“Não há alinhamento automático”, confidenciou um aliado que garante ter cadeira cativa nos espaços de debate. Às vésperas dos prazos estabelecidos pelos próprios agentes políticos — no caso, o governador Jerônimo Rodrigues, que traçou o mês de março como marco-limite —, não houve um encontro da base para tratar prioritariamente do pleito de outubro. Segundo o mesmo interlocutor, as informações que chegam são “truncadas” e pela imprensa, sem “conversa olho no olho”.
