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A ex-prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, irá se filiar ao MDB para disputar as eleições deste ano. A gestora, que era um dos quadros históricos do PT, era ventilada no PSOL, mas as conversas travaram após resistência de militantes da legenda.
Ela pleiteia sua sucessão à Câmara dos Deputados neste ano. Na chapa do MDB, atualmente também está o presidente estadual da legenda, Jayme Vieira Lima, apadrinhado pelos dois caciques do partido, Lúcio Vieira Lima e Geddel Vieira Lima.
Na Câmara, o partido conta apenas com a representação do deputado federal Ricardo Maia (MDB) .
Sobre Moema, a ex-prefeita irá disputar sua primeira eleição desde que deixou a prefeitura de Lauro de Freitas, na qual não conseguiu eleger seu sucessor. Até então, ela ocupava o cargo de Assessora Especial para Assuntos Federativos, na Secretaria de Relações Institucionais (SRI), pasta comandada pela ministra Gleisi Hoffmann. A gestora esteve filiada ao PT por mais de 40 anos.
Também há rumores de que o ex-prefeito de Itabuna, Geraldo Simões, pode estar em diálogo para se filiar ao MDB. Ele também é um militante histórico do PT, partido no qual esteve filiado por 40 anos.
Simões já foi presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), secretário de agricultura do Estado (Seagri), além de deputado estadual e federal.
Durante as negociações para escolher o nome a ocupar a vice-governadoria na chapa de Jerônimo Rodrigues (PT), o nome do deputado estadual Rogério Andrade (MDB). As informações foram obtidas pelo Bahia Notícias nesta terça-feira (31), um dia após o governador se reunir com o ex-ministro Geddel Vieira Lima, um dos principais caciques do MDB.
Prefeito de Santo Antônio de Jesus entre 2017 e 2020, o parlamentar tem influência em duas regiões consideradas sensíveis para o grupo governista: o Recôncavo Baiano e o Vale do Jiquiriçá.
Nessas áreas, a oposição ligada a ACM Neto, conta com a presença competitiva do deputado federal Dal Barreto e de Zé Cocá, prefeito de Jequié e pré-candidato a vice-prefeito na chapa.
Rogério Andrade está no quinto mandato consecutivo na Assembleia Legislativa da Bahia e foi o oitavo deputado estadual mais votado do estado na última eleição.
Segundo interlocutores, o nome do parlamentar passou a circular com mais consistência nas conversas que envolvem a montagem da chapa. A tendência é que o debate avance nos próximos dias.
Apesar de não ser tão próximo de Geddel, a avaliação é de que Rogério Andrade é um quadro do partido e poderia satisfazer a exigência do MDB em se manter na vice de Jerônimo. O cacique "tem batido o pé" de que não irá ceder o espaço atualmente ocupado por Geraldo Jr. na chapa majoritária.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) se reuniu com o ex-ministro Geddel Vieira Lima, um dos principais caciques do MDB na Bahia, e com o presidente estadual do PSD, senador Otto Alencar, durante a noite desta segunda-feira (30). Os encontros ocorrem em meio a uma possível substituição do vice-governador Geraldo Jr. (MDB) na chapa governista.
Ao Bahia Notícias, Otto Alencar afirmou que se reuniu apenas com Jerônimo Rodrigues e negou a presença da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), apontada como possível indicação à vice, no encontro. O senador também afirmou que não tratou sobre a chapa majoritária, limitando a reunião a uma conversa sobre questões partidárias do PSD.
“Não fui convocado para reunião de urgência. Fui tratar de questões do PSD, de prefeitos do interior. Hoje eu recebi mais de 10 prefeitos em meu gabinete. Também conversamos sobre pessoas que querem chegar e que querem sair do PSD. A vice não foi conversada, não sou eu que estou tratando disso. Eu estou falando a verdade”, disse Otto ao Bahia Notícias.
Rumores apontavam que a reunião de Jerônimo com Geddel, e posteriormente com Otto, seria um alinhamento para o anúncio de Ivana como vice na chapa do governo. O secretário de Relações Institucionais (Serin), Adolpho Loyola, também participou das conversas com o emedebista.
Procurado pela reportagem sobre o teor do encontro, Geddel se limitou a dizer que "foi uma boa reunião".
No início deste mês de março, os senadores Jaques Wagner (PT) e Otto, juntamente com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, se reuniram para discutir o nome que poderia substituir Geraldo Jr. Conforme informações obtidas pelo Bahia Notícias, a indicação de Ivana Bastos teria sido unânime entre os caciques. Todavia, ela já teria recusado por preferir permanecer na presidência da AL-BA.
(Atualizada às 21h55 para adicionar a fala de Geddel)
Diante de novas articulações para eventual aliança do deputado federal Elmar Nascimento com o governo da Bahia e possível indicação para o vice de Jerônimo Rodrigues (PT), o senador Jaques Wagner (PT) reforçou sua posição nesta segunda-feira (30), ao comentar que caminharia com a manutenção da chapa vitoriosa em 2022, com Geraldo Júnior (MDB) como vice mais uma vez na chapa.
Em conversa com jornalistas, o senador - que vai concorrer a reeleição - foi questionado sobre as recentes declarações do ex-ministro Geddel Vieira Lima, um dos articuladores do MDB na Bahia, pressionando Jerônimo a tomar uma decisão. Segundo Wagner, o movimento faz parte do processo de "estica e puxa" dos partidos.
"Minha posição já é pública do que eu acho. O tripé está montado com governador e dois senadores, a chapa conforme ela foi vitoriosa em 2022. Essa é a minha opinião. Agora é evidente que perto do final da janela partidária, chegando perto da eleição, fica o puxa e estica", disse.
"Eu acho que eles defendem o direito de manter o vice-governador, que foi importante quando veio. Mas já já isso aí termina, porque o governador vai bater o martelo. Ele é o comandante do processo junto do conselho político. O grupo não trabalha com veto", emendou.
O Bahia Notícias revelou neste domingo (30) que Elmar Nascimento esteve reunido no Palácio de Ondina para negociar uma possível composição com o grupo petista. Uma das possibilidades ventiladas foi a indicação de um nome da escolha de Elmar para assumir a vice na disputa de outubro. O nome do deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD) seria uma das principais opções, por conta da relação com ambos os grupos e seria um “ponto médio”.
Como resposta, Geddel reagiu afirmando que o MDB não será barriga de aluguel. Nas redes sociais, ele destacou que a legenda está aberta a novos quadros, mas impõe limites quanto à forma de ingresso. “O MDB estará sempre aberto a receber tantos quantos queiram participar como militantes, galgando seus espaços [...] mas sempre hermeticamente fechado aos que imaginam que o partido possa se prestar ao papel de barriga de aluguel”, escreveu.
Um dos caciques do MDB na Bahia, o ex-deputado federal e ex-ministro, Geddel Vieira Lima afirmou que o partido não será “barriga de aluguel” em meio às articulações políticas para a formação da chapa majoritária de 2026. A declaração foi publicada nas redes sociais neste domingo (29), após conversa com o deputado federal Elmar Nascimento (União) sobre o cargo de candidato a vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Na publicação, Geddel destacou que a legenda está aberta a novos quadros, mas impõe limites quanto à forma de ingresso. “O MDB estará sempre aberto a receber tantos quantos queiram participar como militantes, galgando seus espaços [...] mas sempre hermeticamente fechado aos que imaginam que o partido possa se prestar ao papel de barriga de aluguel”, escreveu.
O emedebista também afirmou que o partido não aceita que novos integrantes cheguem já ocupando posições de destaque. “No MDB, não dá para entrar e já sentar na janela”, disse, ao comentar especulações sobre possíveis filiações estimuladas “de fora para dentro”.
A manifestação ocorre após o Bahia Notícias revelar que o governador Jerônimo Rodrigues teria convidado Elmar Nascimento para integrar a chapa da reeleição em 2026, possivelmente como vice ou indicando um nome de sua confiança. Entre as alternativas discutidas estaria o deputado estadual Marcinho Oliveira.
Segundo a apuração, a negociação envolveria também a possibilidade de Elmar deixar o União Brasil, partido do ex-prefeito de Salvador ACM Neto, principal adversário de Jerônimo, e se filiar ao MDB até o início de abril.
Geddel já criticou o deputado federal publicamente em diversas oportunidades, inclusive, quando o parlamenar era ventilado como um possível ministro no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com isso, na publicação deste domingo, Geddel reforçou que o MDB já tem posição definida dentro da base governista e indicou que o nome do partido para a vice é o atual vice-governador Geraldo Júnior.
“Quando viemos apoiar a então frágil candidatura de Jerônimo Rodrigues, viemos inteiro [...] e o candidato a vice foi Geraldo Júnior. Ao se aproximar a reeleição, deixamos claro que, pela lealdade ao projeto, ao governador e ao partido, seria Geraldo Júnior o nome do MDB na chapa, e que não sentaríamos para negociar essa questão”, afirmou.
Depois de participar do lançamento da pré-candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará em Minas Gerais nesta sexta-feira (20) com esperança de conseguir anunciar outro candidato ligado ao governo federal. Lula participará de eventos com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e pode anunciar o nome do ex-presidente do Senado para a disputa ao governo mineiro.
Em São Paulo, nesta quinta (19), Lula aproveitou a realização da Caravana Federativa para anunciar Haddad como candidato. Nesta sexta, o presidente quer seguir o mesmo script, aproveitando uma agenda de diversos eventos e entregas à população para fazer o anúncio da pré-candidatura de Rodrigo Pacheco.
Pela manhã, o presidente Lula, junto com o senador e outros ministros, vai anunciar na cidade de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, investimentos de R$ 9 bilhões da Petrobras, com previsão de geração de 36 mil empregos nos próximos 10 anos. Nesse evento, Lula vai descerrar, ao lado de Pacheco, a placa de inauguração da primeira usina fotovoltaica da estatal, que iniciou funcionamento no final de dezembro passado.
São 20 mil painéis fotovoltaicos espelhados em 20 hectares, por meio de um investimento de R$ 63 milhões. O objetivo com a usina é substituir a queima de gás natural pelo uso de energia limpa, modelo que está sendo replicado para outras refinarias de petróleo da Petrobras.
À tarde, também acompanhado de Pacheco, Lula participa em Sete Lagoas de visita à fábrica da Iveco, quando anunciará a entrega de 158 novos ônibus escolares do Programa Caminho da Escola. O ministro da Educação, Camilo Santana, participa da agenda.
A ação marca o início da distribuição de mil ônibus da segunda etapa do Novo PAC Seleções, com investimento de cerca de R$ 500 milhões. Os veículos vão beneficiar estudantes da educação básica, especialmente de áreas rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A cerimônia contará ainda com a participação de prefeitos de diferentes regiões do estado.
A sinalização de que Rodrigo Pacheco cedeu e pode ser anunciado como pré-candidato é o fato dele estar negociando uma mudança de partido antes do prazo final de filiação para quem quer concorrer às eleições. Pacheco está de saída do PSD pelo fato de o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab (SP), ter filiado o vice-governador Mateus Simões, que vai assumir o governo com a desincompatibilização de Romeu Zema (Novo) e, no cargo, se candidatará a mais um mandato.
O senador Rodrigo Pacheco vinha negociando com o União Brasil, mas as negociações emperraram depois que o noticiário expôs ligações entre o presidente da legenda, Antônio Rueda, com Daniel Vorcaro e o banco Master. Nesse contexto, o senador retomou as negociações com o MDB e com o PSB.
No MDB, entretanto, o presidente estadual do partido, o deputado Newton Cardoso Júnior, vem resistindo à filiação. O deputado tem a intenção de lançar o nome do ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo, como candidato do partido ao governo.
Depois dos eventos junto com Rodrigo Pacheco, o presidente Lula viajará no final do dia para Bogotá, na Colômbia. No fim de semana será realizado o 10º Fórum de Alto Nível Celac-África, com representantes de países da América do Sul, do Caribe e da África.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), esteve presente na entrega de uma Unidade Básica de Saúde em Belo Campo, nesta quarta-feira (11), ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e outros aliados. Na ocasião, o representante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou sobre sua relação com Geraldo Júnior (MDB), vice-governador, após a divulgação de conversas vazadas em um grupo no WhatsApp.
Informações divulgadas nas redes sociais apontam que Geraldo Júnior solicitou em um grupo de WhatsApp que interlocutores divulgassem uma mensagem com críticas ao ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT). O conteúdo teria sido encaminhado ao grupo por engano. A mensagem dizia "Manda viralizar" e o link de uma publicação.
Em entrevista ao jornalista Giorlando Lima, Rui falou em deslealdade. “Obviamente, se você me perguntar qual a minha opinião sobre aquilo, posso dizer que é uma deslealdade aquilo. Mas, eu não faço política com rancor, com mágoa ou com raiva. A vida é sempre assim, às vezes você se surpreende com a deslealdade das pessoas. Ali foi um ato de deslealdade”, ressaltou o ministro da Casa Civil e pré-candidato a senador.
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Apesar de ainda manifestar contrariedade com o ocorrido, Rui Costa diz que não cabe a ele dizer se Geraldinho será novamente o candidato a vice-governador de Jerônimo: "Isso não cabe a mim, cabe ao governador decidir quem é que vai compo a chapa dele".
Na última quinta-feira (5), o ministro já havia dado indicativos de que a relação com o vice-governador estava abalada. Após o imbróglio com Geraldo Jr., ele publicou um provérbio com críticas relacionadas a “falsidade” e “infidelidade”, em suas redes sociais. O post com o provérbio 11:3, descreve sobre “a integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos infiéis os destrói”.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) indicou o avanço de conversas com o PSD e outros partidos da base para a formação da chapa governista nas eleições de 2026. A declaração ocorreu durante entrevista coletiva, nesta quarta-feira (11), em Salvador.
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— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) March 11, 2026
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Na ocasião, o gestor disse que pretende manter as reuniões do seu conselho político. Segundo Jerônimo, ainda não houve o anúncio oficial se o PSD ocuparia a vaga de vice na chapa majoritária ou outra cadeira.
“Tivemos um encontro ontem de novo, hoje quero repetir. Nós temos um conselho político que ouço cada presidente. Eu ouço em um coletivo e ouço individual. Converso com o Lidice [da Mata] pelo PSB, ela vai expressar os desejos do partido PSB, mas ela também fala sobre o coletivo, que é importante a gente fazer. Ouvimos o Avante, e o [Ronaldo] Carleto fala do Avante e fala do grupo. Assim como ouvimos o Otto [Alencar]. O Otto falou dos interesses, do que ele pretende fazer com o PSD, mas também expressa opinião”, disse durante autorização de obras em cidades do interior.
“Não houve em momento algum do anunciamento que a gente pudesse dizer que o PSD estaria em um lugar ou outro da chapa.Tenho pedido, inclusive, aos interlocutores dos partidos, à minha base, que aguardem as decisões do nosso coletivo político, para que a gente possa falar uma linguagem só. Nós estamos na fase de decisões finais sobre o fechamento da chapa completa. E eu, em momento algum, quero me dedicar apenas à majoritária, porque eu sei o quanto é importante elegermos, reelegermos deputados e deputadas estaduais, a nossa bancada federal, os dois senadores e o presidente Lula”, completou.
O petista pregou ainda a continuidade do MDB no seu grupo e classificou a sigla como um aliado relevante. “O meu desejo é não perder ninguém. O MDB é um partido importante nacionalmente. É um partido importante aqui na Bahia. O meu vice, o partido tem secretarias. É claro que a gente constrói dentro da realidade, dentro da gente. Mas os partidos têm autonomia. Porém, o meu desejo é não perder nenhum partido, inclusive o MDB”, concluiu.
O ator Dado Dolabella se pronunciou nas redes sociais após ter a filiação ao partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB) cancelada cinco dias após o anúncio da pré-candidatura do ator a deputado federal pelo Rio de Janeiro.
De acordo com o partido, o cancelamento veio após manifestações contrárias de integrantes da legenda, especialmente de mulheres.
Em vídeo, Dado falou sobre o caso e afirmou que a decisão foi tomada após uma análise do ambiente e do posicionamento do MBD, que era contrário a algumas crenças dele.
"Refleti sobre posições defendidas dentro do partido que hoje não se alinham com os meus princípios. Tenho defendido o equilíbrio nas relações sociais e familiares, com justiça e respeito ao processo legal", afirmou.
Ao anunciar a pré-candidatura na última semana, Dado afirmou que estaria na luta pelos direitos da família e das mulheres.
"Posso garantir que não vai faltar luta, nem vontade, nem garra para trazer de volta o equilíbrio para a família, para as crianças, para as mulheres e para os homens. Estamos vendo muito desequilíbrio e muitas coisas erradas acontecendo. Precisamos de mudança, precisamos mudar essa história”, enfatizou.
A filiação de Dado gerou polêmica nas redes sociais e foi duramente criticada. A atriz Luana Piovani, ex-namorada do ator e uma das vítimas de Dado, falou sobre o assunto e revelou o desejo dela: "Eu sonho em ver o meu agressor sangrando. O destino ainda vai me dar isso, eu sei".
O presidente do MDB no Rio de Janeiro, Washington Reis, anunciou nesta segunda-feira (9) que o partido anulou a filiação do ator Dado Dolabella à legenda.
Segundo ele, a decisão foi tomada em conjunto com a direção nacional do partido. De acordo com Reis, a sigla ouviu os "apelos da sociedade civil e de dirigentes".
O ator havia se filiado ao MDB na última terça-feira (3), com a intenção de disputar uma vaga de deputado federal nas eleições de 2026 pelo Rio de Janeiro.
O anúncio provocou uma onda de protestos e críticas dentro e fora do partido. Ao portal Metrópoles, Washington Reis afirmou que não tinha conhecimento prévio do passado do ator, que já foi condenado por agressões contra mulheres.
Lideranças da sigla e integrantes de movimentos sociais criticaram a possibilidade de Dado Dolabella disputar um cargo político e a abertura do MDB para sua candidatura.
A Secretaria Nacional de Mulheres do partido repudiou publicamente a filiação e apresentou um recurso contra a entrada do ator na legenda.
Em nota, o MDB afirmou que a decisão de barrar a filiação representa uma "vitória dos emedebistas, especialmente das mulheres, que haviam se manifestado contrariamente".
"A medida está alinhada ao histórico do MDB de dar voz às mulheres e de ampliar a participação feminina no partido, o único a prever em estatuto a presença delas em todos os diretórios", disse o partido.
A configuração da chapa majoritária ligada ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) tem ganhado novos rascunhos. Após uma crise interna ligada ao atual vice-governador Geraldo Jr. (MDB), com o estopim para a retomada do debate sobre a vice ocorrendo após ocupante da cadeira solicitar em um grupo de WhatsApp que interlocutores divulgassem uma mensagem com críticas ao ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), o tema ganhou contornos de substituição.
A troca segue sendo debatida de forma interna, com a inserção do PSD como possível partido para indicar o nome para a vaga. Com isso, uma "lista tríplice" do partido teria três nomes, todos "mais próximos" ao senador Otto Alencar, principal liderança da legenda. O principal deles é o da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos, que começou a circular nos bastidores com maior intensidade desde a noite do último sábado (7). O entrave seria o desejo da própria deputada estadual, que comanda o legislativo baiano, podendo permanecer no posto por um período mais longo, após uma eventual reeleição. Interlocutores que participam da negociação indicaram ao Bahia Notícias que Ivana "atenderia o convite", no caso do pedido partir do próprio senador Otto Alencar.
Citados como eventuais nomes para concorrer ainda estão outros dois deputados estaduais. O ex-presidente da Assembleia Adolfo Menezes também foi mencionado como eventual integrante da chapa, também por conta da relação com Otto e o próprio Jerônimo Rodrigues. Ligado a Campo Formoso, Adolfo também reforçaria a penetração governista em uma região já ligada ao grupo. O entrave seria apenas o seu desejo de assumir uma das vagas ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), fato citado, novamente, nesta segunda-feira (9).
Além dele, o deputado estadual Alex da Piatã, mais um nome de forte relação com o senador Otto Alencar disponta na lista. O foco seria o reforço na região sisaleira, onde o deputado também tem forte atuação.
O movimento, inclusive, foi confirmado pelo governador, que sinalizou sobre o diálogo com Otto Alencar. "Conversamos com o senador Otto Alencar, nós temos um compromisso com ele e à lealdade dele ao projeto. A responsabilidade que ele tem, ele tem e terá direito na majoritária. Estamos fechando esse acordo. O senador Otto Alencar é uma pessoa de palavra e estamos discutindo com o partido, tanto aqui no estado quanto na esfera nacional, por conta da relação que nós temos com o PSD aqui na Bahia. Nós estamos aguardando isso", disse Jerônimo em coletiva, nesta segunda (9).
"Eu falei que quanto mais a gente fica aguardando acaba as pessoas mexendo mais, mas nós temos um prazo. Se nós temos um prazo no mês de março, eu vou utilizar até o último dia, se for preciso, para que a gente possa tomar uma decisão aderente com aquilo que nós acreditamos. Uma chapa que não machuque ninguém, que não maltrate ninguém, nós não podemos ter perdas nessa caminhada, mas uma chapa que dialogue com o projeto nosso", completou.
BRIGA INTERNA
Após o imbróglio, o ministro da Casa publicou um provérbio com críticas relacionadas a “falsidade” e “infidelidade”, em suas redes sociais. O post com o provérbio 11:3, descreve sobre “a integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos infiéis os destrói”. A repercussão foi imediata. Em ato contínuo, o vice-governador foi obrigado a pedir desculpas públicas ao ex-governador por enviar mensagens atribuídas a ele.
"Já pedi as minhas desculpas a quem deveria pedir e estou pedindo aqui de público porque sou um homem público, e, por ser um homem público, eu tenho que fazer essa sorte pedindo desculpas aqui a quem se sentiu incomodado, em especial ao ministro Rui Costa. Tenho o maior respeito a figura humana do ministro Rui ao homem público”, disse durante entrevista à rádio Metrópole.
Geraldo atribui o ocorrido a um “erro tecnológico” e explicou que, por ser da “época analógica", cometeu um erro ao usar o WhatsApp.
Com isso, durante uma reunião na última quarta-feira (4), o governador Jerônimo Rodrigues convocou o atual presidente do Avante na Bahia, Ronaldo Carletto, e seu sobrinho, deputado federal Neto Carletto (Avante). No encontro, o tema foi, justamente, o espaço na vice. Interlocutores próximos a dupla que lidera o Avante no estado sinalizaram que um convite foi feito ao presidente da legenda, tentando ver alternativas de "compor" interesses do grupo. "Não teve negativa. Foi indicado apenas que Carletto preferia a suplência de Rui [na disputa ao Senado]. Porém, o grupo não está fechado para negociações, caso o governador entenda que é melhor", sinalizou um interlocutor do partido.
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) deve comunicar aos líderes do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) que não pretende se filiar à legenda. A decisão ocorre em meio às articulações para as eleições de outubro em Minas Gerais.
Segundo informações de bastidores, o principal entrave é o fato de o MDB já ter como pré-candidato ao governo mineiro o ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo, o que inviabilizaria o espaço para Pacheco na disputa.
Após reuniões com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente do Senado Federal está praticamente decidido a entrar na corrida pelo Palácio Tiradentes e assumir o papel de principal articulador do palanque lulista em Minas Gerais.
O destino mais provável de Pacheco, neste momento, é o União Brasil. A movimentação tem sido costurada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), aliado próximo do senador mineiro.
Enquanto isso, o atual partido de Pacheco, o Partido Social Democrático (PSD), já oficializou a pré-candidatura de Matheus Simões, vice do governador Romeu Zema (Novo), ao governo do estado.
Em meio a especulações acerca da continuidade do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) na base do Governo do Estado, o governador Jerônimo Rodrigues (PT), fez indicações positivas na relação com a sigla comandada pelos irmãos Vieira Lima.
O posicionamento chega em um momento crucial, onde a manutenção da vaga da vice-governadoria pelo partido, ainda não foi oficializada, sendo uma incógnita, como revelou Jerônimo, ao Bahia Notícias. Em entrevista ao podcast Projeto Prisma, do BN, nesta quinta-feira (26), a liderança petista afirmou que as composições para o cargo requisitado pelo MDB e outras siglas é uma ação delicada.
O governador também fez endosso aos emedebistas e disse que a parceria com o grupo é essencial e que não poderia ser desfeita.
“Todo esse movimento, seja da composição de vice-governador, seja da composição ao senado, são ações delicadas. Não posso abrir mão da presença, da parceria que temos com o MDB nesse movimento. O MDB é um partido importante. Nosso time sempre jogou com o ganha-ganha sempre. Foi assim desde Wagner com o Rui e tem sido assim [...]”, apontou Rodrigues.
Jerônimo contou ainda que não há intenção de prejudicar partidos ou lideranças na retomada dos debates sobre composições para as eleições.
“Não tem desprendimento nosso, em dizer que a gente não quer machucar ninguém. E ninguém que eu diga é partido e pessoas”, finalizou.
O senador Jaques Wagner (PT) recuou do discurso após ter cravado a chapa governista para as eleições deste ano. Em entrevista nesta segunda-feira (23), durante agenda em Feira de Santana, o congressista adotou um tom mais cauteloso e afirmou que a palavra final para a formação é do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que está em viagem na Ásia.
Na sexta-feira (20), Wagner fez um anúncio de que a chapa das eleições estaduais estava definida, com Jerônimo à reeleição, as candidaturas dele e do ministro Rui Costa ao Senado, além da permanência de Geraldo Jr. (MDB) na vice. Até então, havia uma indefinição em relação à continuidade do emedebista.
Segundo o senador, a declaração de semana passada se tratou apenas de uma “emissão de ideia”. Wagner avaliou que, com a saída de Angelo Coronel (PSD) da base governista, não haveria mais entraves para a chapa do governo ao Senado.
“Olha, quem bate o martelo é o governador Jerônimo e o conselho político. Deu essa fofocaria toda porque semana passada eu emiti a minha ideia. Como infelizmente o coronel se afastou do grupo, resolveu fazer uma carreira no outro grupo político, então, eu diria que na área do Senado, nós não temos mais nenhum obstáculo, nenhuma dificuldade. (...) Quem comanda o espetáculo é Jerônimo e o Conselho Político”, disse Wagner ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias.
Wagner reafirmou que defende a repetição da composição que venceu em 2022, mas ressaltou que a decisão oficial ainda será anunciada pelo governador e pelas instâncias partidárias.
“São duas candidaturas, a minha e a do ministro Rui Costa, são dois ex-governadores na chapa. Jerônimo vai para a reeleição e eu disse o que eu penso. O time que está ganhando não se mexe, portanto eu repetiria a chapa na cabeça, governador e vice. Mas, para não tomar o lugar dos outros, quem comanda o espetáculo é Jerônimo e o Conselho Político”, contou o senador.
O senador Jaques Wagner (PT) anunciou a chapa majoritária completa da base governista para a disputa das eleições deste ano. Em entrevista nesta sexta-feira (20), durante viagem do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o congressista confirmou que o vice-governador Geraldo Júnior (MDB) será candidato à reeleição na composição.
Durante a conversa com a Rádio Caraíba, em agenda na cidade de Irecê, Wagner também reforçou a chapa para o Senado, com sua candidatura à reeleição, e a chegada do ministro da Casa Civil, Rui Costa.
“Rui Costa é candidato a senador, eu sou candidato a senador, nosso Jerônimo é candidato a governador, e Geraldo Júnior é candidato a vice (...) É a chapa puro G. É o governador Jerônimo, o ex-governador Rui Costa, o ex-governador Jaques Wagner e o vice-governador, que para a nossa sorte é Geraldo com G. É a chapa 4G”, declarou Wagner.
Confira:
Em entrevista ao Bahia Notícias na terça-feira (17), o senador tinha indicado a permanência do MDB na vice de Jerônimo. Na ocasião, no entanto, ele tinha declarado que o anúncio seria feito pelo governador no mês de março, conforme estipulado pelo gestor anteriormente.
Até então, a manutenção do vice-governador na chapa ainda era incerta. Nos bastidores, foi ventilado que a cadeira poderia ficar com outros partidos da base aliada, como o PSD, que perdeu o senador Angelo Coronel, ou o Avante, o qual obteve um forte desempenho eleitoral em 2024.
Vale lembrar que o governador Jerônimo Rodrigues está na Índia desde quinta (19), onde cumpre missão internacional com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em vídeo que circula nas redes sociais detalha a captura cinematográfica de um vereador de Cabaceiras do Paraguaçu, no recôncavo da Bahia, ocorrida na tarde deste domingo (15), no bairro do Imbuí, em Salvador. O parlamentar, identificado como Fernando Gomes, nas urnas é chamado de "Nem Nem de Augusto" (MDB), de 37 anos, tenta escapar de uma guarnição policial utilizando o telhado de um imóvel.
Foragido da Justiça desde dezembro de 2025, o vereador foi localizado após um intenso trabalho de inteligência da Polícia Civil durante o período de Carnaval. Ao perceber o cerco policial na capital, o suspeito escalou a estrutura de uma residência na tentativa de evitar a prisão, mas acabou rendido pelos agentes.
Confira o momento da prisão:
Imagens flagram vereador fugindo pelo telhado antes de ser preso em Salvador
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) February 16, 2026
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TENTATIVA DE FUGA
A investigação conduzida pela Polícia Civil aponta que o cargo parlamentar era utilizado como fachada para atividades criminosas. "Nem Nem de Augusto" é apontado como o líder de uma facção criminosa com forte influência no Recôncavo Baiano.
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Ascom da PC-BA
Ainda na abordagem no Imbuí, outras pessoas que acompanhavam o vereador também foram detidas e encaminhadas à delegacia. Em uma tentativa desesperada de eliminar evidências, um dos ocupantes do imóvel chegou a danificar o próprio celular antes de ser revistado pela polícia.
O parlamentar segue custodiado à disposição do Poder Judiciário. A defesa do vereador ainda não se manifestou publicamente sobre as imagens da fuga ou sobre o teor das graves acusações de homicídio e tráfico de drogas que pesam contra ele.
O secretário de Relações Institucionais (Serin), Adolpho Loyola, negou, nesta sexta-feira (6), qualquer negociação envolvendo a vaga de vice-governador na chapa majoritária para as eleições de 2026. Segundo Loyola, o posto nunca foi oferecido a partidos aliados, como Avante ou PSD, como chegou a ser especulado. Em entrevista, ele afirmou que a vaga pertence ao MDB e é ocupada atualmente por Geraldo Jr., filiado à sigla.
“A vice não foi oferecida a ninguém. A vice é do MDB. Nós não fizemos conversa nenhuma sobre a vice-governadoria. Isso nós vamos conversar, como eu já falei e reitero várias vezes. Vamos dialogar com todos os partidos políticos para apresentar a melhor chapa para a disputa”, disse, durante coletiva em um evento de entrega de equipamentos e ambulâncias do SAMU, em Salvador, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao ser questionado sobre quando as vagas da chapa majoritária estarão totalmente definidas, o secretário afirmou que o grupo tem até agosto, prazo legal, mas a intenção é antecipar a definição.
“O prazo legal é julho, agosto, mas a gente pretende fechar até o início de abril, quando vamos começar os planos de governo participativos. Vamos com pressa, mas sem agonia. Vamos conversar com os partidos. Tivemos a primeira reunião após o Carnaval e teremos outra reunião do Conselho Político. Vamos amadurecer e apresentar para a Bahia a nossa chapa”, completou.
Durante entrevista na rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (30), o senador Angelo Coronel disse que a vaga de vice-governador da Bahia, atualmente ocupada por Geraldo Jr. e o MDB, está sendo leiloada pelos caciques petistas.
Ao programa Bahia Notícias no Ar, o senador comparou a possibilidade de ser rifado na chapa majoritária e não concorrer ao Senado Federal pelo grupo, com as chances do emedebista também ser retirado do cargo no grupo.
“Agora querer que Angelo Coronel aceite essa imposição do PT, que em quatro vagas quer ter três. Até me preocupo, pois daqui a pouco meu amigo Geraldinho termina sendo rifado também. Não é nenhuma novidade, pois estão leiloando a vice do MDB. Isso muitas vezes soa até uma falta de respeito”, disse a Mauricio Leiro e Rebeca Menezes.
Na sequência, Coronel revelou que apesar de lideranças petistas reafirmarem publicamente a continuidade de Geraldo Jr. no grupo, internamente as figuras da sigla tratam a saída dele do cargo.
“Na mídia falam bem do vice-governador e nos escritórios fechados o cargo fica também aí para mudar a componente da vice que é Geraldo Jr.”, contou.
Uma reportagem do BN, nesta sexta, mostrou que para além das três cadeiras “principais”, há em jogo a vaga de vice, atualmente ocupada por Geraldo Jr. (MDB), e as suplências do Senado — que podem virar vagas temporárias em caso de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, dada as projeções do grupo para vitória conjunta nacional e estadual. São para essas composições que a queixa de aliados de outros partidos começou a aparecer de maneira discreta.
“Não há alinhamento automático”, confidenciou um aliado que garante ter cadeira cativa nos espaços de debate. Às vésperas dos prazos estabelecidos pelos próprios agentes políticos — no caso, o governador Jerônimo Rodrigues, que traçou o mês de março como marco-limite —, não houve um encontro da base para tratar prioritariamente do pleito de outubro. Segundo o mesmo interlocutor, as informações que chegam são “truncadas” e pela imprensa, sem “conversa olho no olho”.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmam que, no ano eleitoral de 2026, três partidos apresentam maior força em número de filiados no interior da Bahia. Com mais de 80 mil filiados, o Partido dos Trabalhadores (PT), o União Brasil (União) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) se mantiveram como as legendas com os principais números de pessoas engajadas em todo estado.
A Bahia é o quarto maior colégio eleitoral do Brasil, com uma importância inegável na política nacional e regional. Entre os eleitores, o número de filiados não se destaca nos grandes centros urbanos tanto quanto nas pequenas cidades. Os dados evidenciam ainda um aumento considerável de filiações dos Republicanos, PRD e MDB em pequenos municípios entre 2024 até 2025.
Entre as 15 maiores cidades em número de população do estado, como a própria capital Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e Itabuna, a porcentagem desses eleitores com filiações é considerada menor que em outras cidades pequenas.
Entre os menores, ou seja, partidos com menos filiações temos o Partido Missão, Partido Social Cristão e Partido Republicano Progressista (PRP), todos com menos de 20 pessoas. Em seguido, o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), a Unidade Popular (UP), o Partido da Causa Operária (PCO) e o antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB) também são pequenos e possuem menos de mil filiados.
Já entre os outros 25 dos 30 partidos registrados no TSE, outros menores, porém com milhares de afiliados, é o partido Novo, com 3 mil, seguido pelo partido "O Democrata", antigo Partido da Mulher Brasileira (PMB).
O top 5 da Bahia é formado por PT, União Brasil, MDB, PRD (Partido Renovação Democrática) e PP (Partido Progressistas). Não muito atrás a lista é completada pelo Podemos, PSB (Partido Socialista Brasileiro), Republicanos, PL (Partido Liberal) e PSD (Partido Social Democrata). Vale lembrar que cada município enfrenta certas particularidades políticas. Veja a lista em ordem dos maiores:
Também é relevante ressaltar que, para considerar o nível de engajamento partidário, não é ideal seguir pela linha do eleitorado baiano total. Afinal, a população que vota é diferente e complexa. Por isso o Bahia Notícias (BN) focou na porcentagem entre os eleitores registrados que são filiados a cada partido, dessa forma sendo mais preciso com a realidade de cada um dos 417 municípios baianos.
Exemplos claros são: Camaçari, Salvador, Vitória da Conquista, Juazeiro, Lauro de Freitas, Itabuna, Ilhéus, Jequié e Alagoinhas são as cidades com maior número de eleitores baianos no total. Todavia, todas essas cidades têm menos de 15% dos eleitores filiados a partidos políticos.
A capital baiana, por exemplo, tem 1.926.767 eleitores. Entre eles, menos de 6% dos eleitores são filiados aos partidos. Portanto, o total chega a cerca de 121 mil filiados. Esse número é impressionante, mas a capital é a sede do poder do estado e possui milhões de pessoas, é necessário considerar o efeito comutativo.
Imagem ilustrativa de filiação partidária | Foto: Reprodução / TRE-BA
Outro caso que chama atenção é o município de Barreiras, no Oeste da Bahia. Mesmo sendo um dos maiores redutos eleitorais do estado, tem baixíssima porcentagem de filiações. Para efeito ilustrativo, o União Brasil tem o maior número de filiados na cidade, 822.
Um valor pequeno para cidade de Barreiras, afinal, a cidade tem 105 mil eleitores, ao todo a somente 6,8% desses possuem filiação partidária (seja em qualquer partido).
O mesmo acontece com a cidade de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia. O partido Republicanos é o mais forte em número filiados. Contudo não possui mais que 548 filiados em um município com alto número de eleitores.
Todavia, essas realidades no Oeste baiano não é uma regra na totalidade do interior. Existem cidades em que pelo menos 1 em cada 4 pessoas está filiada a partidos, um valor de pelo menos 25%. É o caso de Jussari, Lajedão e Paripiranga. Nesses locais, os eleitores são muito mais aguerridos, mas isso representa no total menos de 10 mil pessoas filiadas.
Em outras cidades, esse número chega a 1 em 5 eleitores, ou seja, mais de 20% do eleitorado, como Rio do Antônio, Gongogi, Aiquara, Feira da Mata e outras cidades. Para efeito ilustrativo é necessário relembrar que as políticas locais para as eleições são contextos individuais de disputa.
O BN realizou um levantamento em forma de um Mapa, com a porcentagem em cada cidade do estado de eleitores afiliados, em como os partidos mais engajados em cada local, que está acessível no gráfico abaixo:
A senadora e ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), tem uma reunião marcada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tratar de seu futuro político. Aliados do petista articulam a possibilidade de ela integrar uma candidatura em São Paulo, enquanto Tebet também tem em mãos um convite do PSB para disputar o pleito no estado.
O encontro atende ao interesse do Palácio do Planalto em construir um palanque robusto no maior colégio eleitoral do país, com cerca de 33,5 milhões de eleitores, considerado estratégico para a tentativa de reeleição do presidente.
Uma eventual candidatura em São Paulo, no entanto, pode significar a saída de Tebet do MDB, partido ao qual é filiada há 27 anos. A sigla atualmente comanda a Prefeitura da capital paulista, com Ricardo Nunes, e integra a base de apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), dois nomes alinhados à candidatura presidencial da oposição.
Lula solicitou uma conversa reservada com a ministra durante a cúpula do Mercosul, que será realizada em Foz do Iguaçu, no Paraná. O retorno a Brasília ocorreu no mesmo voo, ocasião em que ambos combinaram discutir, já no início de 2026, o papel eleitoral de Tebet.
A ministra já comunicou a aliados que estará ao lado de Lula na disputa presidencial e que aceitará o desafio político que lhe for proposto. Procurada, Simone Tebet não se manifestou.
Aliados do presidente avaliam que a ministra tem potencial eleitoral para disputar um cargo majoritário em São Paulo, seja uma vaga ao Senado, a vice-governadoria ou até mesmo encabeçar a chapa, caso o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente Geraldo Alckmin não aceitem a missão. As informações são do Globo.
A irmã do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), foi solta nesta sexta-feira (16) após passar por audiência de custódia. Janaina Reis Miron havia sido presa na tarde de quinta-feira (15), em cumprimento a dois mandados de prisão decorrentes de condenações pelos crimes de desacato, embriaguez e lesão corporal.
Ela foi detida na região de Santo Amaro e encaminhada ao Fórum da Barra Funda. Durante a audiência, o juiz decidiu que Janaina poderá cumprir a pena, que soma quase dois anos, em regime aberto.
Como medidas impostas pela Justiça, Janaina deverá permanecer em casa diariamente a partir das 22h, comparecer a um fórum a cada três meses, está proibida de frequentar bares, boates e casas de jogos e terá o prazo de até 90 dias para comprovar vínculo com emprego formal. À Justiça, ela informou um endereço no bairro do Jabaquara, na zona sul da capital paulista.
A secretária estadual de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), Larissa Moraes (MDB), comentou, nesta quinta-feira (15) durante a Lavagem do Bonfim, sobre os rumores de sua participação na chapa majoritária estadual, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT), como candidata a vice-governadora. Em entrevista coletiva, a gestora destaca que “especulações são sempre boas”.
“Primeiro por ser uma mulher, imagina, seria a primeira mulher vice-governadora. As especulações sempre são boas porque mostra um pouco do trabalho que a gente está desenvolvendo e isso é muito bacana”, inicia a secretária. No entanto, Larissa nega a possibilidade: “A gente realmente vem trabalhando muito pela Bahia, mas o MDB tem uma posição clara. A gente vai lutar pela reeleição dessa chapa que deu muito certo, que é do nosso governador, Jerônimo Rodrigues, e do vice, Geraldinho [Geraldo Jr.] também”, sucinta.
Ainda nesta quinta, a Larissa revela ainda que, em negociação com o partido, ela deve se manter no cargo de titular da SIHS, para abrir espaço para novos quadros do MDB na disputa pelo Congresso Nacional.
“A gente está vendo o secretariado todo, muitas pessoas saindo para serem candidatos, então desmontar agora eu acho que fica um pouco difícil. Minha parte sempre foi técnica, sempre foi de gestão, então teve esse contato sim do governo com o partido e a gente decidiu estar apostando na eleição de Jayme [Vieira Lima] para a federal, e a gente está conseguindo compor aqui no nosso governo na parte da gestão”, afirma.
Ela completa ainda que a ventilação de seu nome para compor a chapa e concorrer na disputa estadual também demonstra a força do partido, que hoje é o segundo maior da Bahia em número de prefeituras. “Eu acho que isso muito bacana pelo MDB também que mostra que a gente não tem somente Geraldo Júnior como um grande líder do nosso partido, mas que a gente tem também outras opções como o Jayme, que está saindo aí como deputado federal, como tem Larissa aqui também, que já é do quadro do MDB há muitos anos, já faço parte da família, então a gente vem se qualificando durante os anos”, avalia a emedebista.
Aventado como possível vice na chapa de oposição encabeçada pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), o deputado federal Ricardo Maia (MDB) descartou qualquer movimento de migração do seu apoio para 2026. Em conversa com o Bahia Notícias, nesta terça-feira (6), durante posse da nova mesa diretora do Tribunal de Constas do Estado (TCE), o parlamentar reforçou o apoio ao governador Jerônimo Rodrigues.
“Sim [estive em contato com aliados de ACM Neto]. Conversamos com todo mundo. Colegas deputados federais, temos a disputa dos dias de campanhas, mas depois abrimos o diálogo com todos os partidos. Mas nada foi formalmente dito, pois acredito que minha postura política é de estar ao lado de Jerônimo”, revelou Maia.
“Eu não costumo colocar um passo a frente do que não me pertence. Sou pré-candidato a deputado federal. A gente é da base do governador Jerônimo, estamos com o governador. Ele esteve na nossa região, com obras estruturantes. Vinhamos reivindicando, muitas vezes taxados como não sendo da base, mas estamos aqui para cobrar o desenvolvimento do Sertão”, completou.
Além disso, o deputado também confirmou a permanência no MDB, partido pelo qual foi eleito deputado federal em 2022. “Sempre aprendi na política que se tem que estar dialogando, existe divergência e disputa política, mas não leva inimizade. Conversamos com todo mundo, a conjuntura politica nesse período é salutar. Sou pré-candidato a deputado federal, estou no MDB e irei permanecer no MDB. Juntamente com nosso grupo politico, estaduais, federais, o vice-governador. Nossa meta é reeleição como deputado federal”, disse.
Recentemente, informações obtidas pelo Bahia Notícias apontaram que sondagens ao parlamentar teriam sido feitas, dando início às tratativas de uma possível migração para a base de ACM Neto. O emedebista possui forte influência na região do Semiárido, onde foi prefeito de Ribeira do Pombal (2013-2021) e elegeu seu sucessor no pleito de 2020, e no Sisal, com seu filho, Ricardo Maia Filho (MDB), comandando a prefeitura de Tucano.
As regiões são consideradas estratégicas para a campanha de ACM Neto, que visa diminuir a considerável distância de votos que teve nos pequenos municípios quando enfrentou o então candidato a governador, Jerônimo Rodrigues (PT), em 2022. Maia é visto como um forte nome para vice por ser um dos principais municipalistas baianos no Congresso Nacional, transitando com facilidade entre as prefeituras do estado. Além disso, o parlamentar teria forte aporte eleitoral, visto que foi eleito com mais de 136 mil votos em sua primeira disputa para a Câmara dos Deputados.
Fontes ouvidas pela reportagem informaram que a oposição prepara um “forte anúncio” de desembarque do governo até o fim do mês de novembro. Segundo informações do Bahia Notícias, a coordenação de campanha de Neto projeta anunciar, em breve, a migração de três parlamentares que estariam “insatisfeitos” na base de Jerônimo, fortalecendo o palanque do ex-prefeito em pontos estratégicos do estado.
O ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) relatou ter sido agredido durante uma festa de Réveillon realizada no condomínio de luxo Interlagos, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Após o ataque, ele caiu e precisou ser auxiliado por um agente de segurança do local.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que Geddel se levanta da mesa e deixa o ambiente acompanhado por familiares, logo após o episódio ocorrido durante a confraternização.
Segundo o ex-ministro, a agressão aconteceu enquanto ele estava sentado ao lado da esposa. De acordo com o relato, um homem teria se aproximado por trás e aplicado um golpe conhecido como “mata-leão”, além de proferir ameaças. “A realidade é que eu estava sentado com minha mulher quando uma pessoa se aproximou por trás e me deu uma espécie de mata-leão, dizendo: ‘Você tem que morrer, política tem que morrer’”, afirmou.
Geddel informou ainda que registrou boletim de ocorrência e que a administração do condomínio encaminhou às autoridades as imagens captadas pelas câmeras de segurança. O caso será apurado pela polícia.
VÍDEO: confira momento após agressão a Geddel Vieira Lima no Ano Novo em Camaçari
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As movimentações para o fortalecimento da candidatura do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), ao governo do estado seguem intensas e podem ganhar novos capítulos nas próximas semanas. Após anunciar a chegada dos deputados estaduais Nelson Leal (PP) e Cafu Barreto (PSD), o grupo de Neto agora foca em um nome de “peso” que poderia compor a chapa majoritária: o deputado federal Ricardo Maia (MDB), que poderia ocupar a vaga de vice do ex-prefeito da capital baiana.
De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, sondagens já foram feitas, dando início às tratativas de uma possível migração para a base de ACM Neto. O emedebista possui forte influência na região do Semiárido, onde foi prefeito de Ribeira do Pombal (2013-2021) e elegeu seu sucessor no pleito de 2020, e no Sisal, com seu filho, Ricardo Maia Filho (MDB), comandando a prefeitura de Tucano.
As regiões são consideradas estratégicas para a campanha de ACM Neto, que visa diminuir a considerável distância de votos que teve nos pequenos municípios quando enfrentou o então candidato a governador, Jerônimo Rodrigues (PT), em 2022. Maia é visto como um forte nome para vice por ser um dos principais municipalistas baianos no Congresso Nacional, transitando com facilidade entre as prefeituras do estado. Além disso, o parlamentar teria forte aporte eleitoral, visto que foi eleito com mais de 136 mil votos em sua primeira disputa para a Câmara dos Deputados.
Fontes ouvidas pela reportagem informaram que a oposição prepara um “forte anúncio” de desembarque do governo até o fim do mês de novembro. Segundo informações do Bahia Notícias, a coordenação de campanha de Neto projeta anunciar, em breve, a migração de três parlamentares que estariam “insatisfeitos” na base de Jerônimo, fortalecendo o palanque do ex-prefeito em pontos estratégicos do estado.
Maia é visto como um dos nomes insatisfeitos com a gestão, além de, segundo pessoas ligadas a Neto, ser considerado um parlamentar que sempre foi distante dos “ideais defendidos pelo governo do estado”. Em diferentes oportunidades, durante declarações públicas, o deputado federal realizou cobranças ou “alfinetou” a alta cúpula da gestão petista.
No mês de março, em discurso na tribuna da Câmara dos Deputados, Maia criticou a falta de pavimentação asfáltica nas estradas vicinais dos municípios e fez cobranças de promessas realizadas por Jerônimo durante a campanha eleitoral.
“Aqui, uma cobrança ao meu governador Jerônimo, que ele prometeu. Prometeu ao povo da minha terra, Ribeira do Pombal. Prometeu em Tucano, cidade do meu filho, pavimentação em asfalto nas estradas vicinais. E, infelizmente, cobro eu, cobra o prefeito, cobra a população, mas, meu governador, o senhor não deve ao deputado federal Ricardo Maia. O senhor deve ao povo de Ribeira do Pombal. O senhor deve ao povo de Tucano”, declarou o deputado.
Falando sobre as estratégias de 2026, o coordenador da campanha de Neto, Nelson Leal, afirmou que traçou como objetivo a montagem de palanques para o ex-prefeito em todos os 417 municípios da Bahia até o final deste ano. Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (18), ele também avaliou que a campanha atual será “completamente diferente de 2022”.
“Não vai ficar um município sem Neto no palanque. Eu já cheguei com esse trabalho sendo realizado. Hoje, poucas são as cidades em que Neto não tem palanque. Eu acho que a gente não finda o ano sem estar com palanque em cada cidade. A realidade desta campanha é completamente diferente da de 2022”, afirmou Leal.
ATRITO DO MDB
Os diálogos com Ricardo Maia ocorrem em meio a um estremecimento na relação entre Jerônimo Rodrigues e o MDB. Recentemente, um dos caciques do partido, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, veio a público afirmar que Neto será “extremamente competitivo” em 2026.
A declaração, segundo uma fonte do BN, teria motivado uma reunião entre Geddel e o secretário de Relações Institucionais (Serin), Adolpho Loyola, para colocar “panos quentes”. Há uma tensão interna no MDB de que o atual vice-governador, Geraldo Júnior (MDB), seja sacado da chapa majoritária, diminuindo o espaço da legenda em postos de peso na base governista.
O deputado federal e pastor Otoni de Paula (MDB-RJ) se manifestou publicamente contra a megaoperação realizada pela Polícia Militar do Rio de Janeiro nos complexos do Alemão e da Penha, nesta terça-feira (28). Em entrevista a Folha de S. Paulo nesta quinta (30), o parlamentar alegou que os agentes teriam recebido licença para "executar" pessoas durante a ação, que se tornou a mais letal da história do Brasil.
Ele afirma que "nitidamente os policiais estavam com liberdade para executar porque nenhuma ação nesse nível e nessa gravidade ocorre sem que o policial se sinta protegido por alguma ordem do governador. Algo como 'faça o que tem que fazer'". O posicionamento segue a linha da declaração realizada no plenário da Câmara na sessão desta quarta-feira (29), o deputado destacou que houve inocentes entre os mais de 120 mortos na ação.
“‘Ah, só morreram bandidos!’ Não, quem está falando aqui é pastor, e não é pastor progressista, não. Só de filho de gente da igreja, que eu sei, morreram quatro ontem [terça-feira], meninos que nunca portaram fuzis, mas estão sendo contados no pacote como se fossem bandidos”, protestou. “Sabem quando vão saber se são bandidos ou se não são? Nunca. Ninguém vai atrás. E vocês sabem por que não? Preto correndo em dia de operação na favela é bandido. Preto com chinelos Havaianas sem camisa pode ser trabalhador, mas, se correu, é bandido”, disse o deputado.
Ele ainda citou a preocupação com a segurança de um dos seus filhos, que frequentam as comunidades. "É fácil para quem não conhece a realidade da favela subir na tribuna e dizer: 'que bom, matou'. É porque o filho de vocês não estão lá dentro, como o meu filho está o tempo todo. E o meu pânico é que ele é preto”, completou.
O parlamentar afirma também que vai requerer, por meio da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHMIR), que a Polícia Federal faça uma investigação autônoma da operação.
José Orlanildo Soares de Oliveira, prefeito de Governador Luis Rocha (MA), e outras duas pessoas sofreram ferimentos graves após colisão entre dois veículos na BR-135. O acidente ocorreu no domingo (19) próximo ao presídio de Barreiras, no oeste baiano. As vítimas permanecem internadas no Hospital do Oeste nesta terça-feira (21).
A Polícia Rodoviária Federal informou que o acidente aconteceu quando uma caminhonete tentava realizar uma ultrapassagem. O condutor do segundo veículo tentou desviar para o acostamento, mas perdeu o controle, retornou à pista e colidiu com a caminhonete onde estava o prefeito, provocando seu capotamento.
Quatro pessoas ocupavam a caminhonete, sendo que três delas, incluindo o prefeito José Orlanildo, conhecido como Zezão (MDB), ficaram em estado grave. O motorista do outro veículo, que estava sozinho, foi submetido ao teste do bafômetro, que detectou presença de álcool em seu organismo.
Em decorrência dos resultados do teste, o condutor foi preso em flagrante por dirigir sob efeito de álcool e por lesão corporal culposa. O acidente ocorreu na tarde de domingo, e as vítimas foram socorridas e encaminhadas para atendimento médico.
Até o momento, não há informações sobre o estado atual de saúde das vítimas nem previsão de alta hospitalar. A reportagem tenta contato com a prefeitura de Governador Luis Rocha para obter mais detalhes sobre a condição do prefeito.
Zezão está em seu segundo mandato como prefeito de Governador Luis Rocha. Ele foi eleito pela primeira vez em 2020 e, antes de assumir o cargo máximo do executivo municipal, já havia exercido a função de vice-prefeito da cidade maranhense.
O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM) recebeu uma denúncia contra o atual vice-governador do estado, Geraldo Júnior (MDB), por supostas irregularidades em um contrato firmado quando ele era presidente da Câmara Municipal de Salvador. O caso envolve a contratação da empresa Maxifrota Serviços de Manutenção de Frota Ltda. para a manutenção da frota de veículos da Casa Legislativa, em 2022. As informações são do Bahia na Política.
A contratação foi resultado do Pregão Eletrônico nº 008/2022. Diante do potencial impacto da decisão do tribunal sobre a validade do contrato, o conselheiro relator do processo, Ronaldo Nascimento de Sant’Anna, determinou a inclusão da Maxifrota como terceira interessada. O agente de contratação responsável pela licitação, Dilson do Espírito Santo Filho, também foi incluído formalmente na denúncia e terá um prazo de 20 dias para apresentar sua defesa, sob pena de julgamento à revelia.
A denúncia foi protocolada pela empresa Prime Consultoria e Assessoria Empresarial Ltda. A análise do TCM apurará possíveis responsabilidades administrativas e legais dos envolvidos no processo licitatório, com base na nova Lei de Licitações.
O ministro dos Transportes, Renan Calheiros Filho (MDB), pode ser agraciado com a mais alta honraria da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a Comenda 2 de Julho, por “destravar” obras estruturantes no estado desde que assumiu o comando da pasta. A proposta, de autoria do deputado estadual Matheus Ferreira (MDB), foi protocolado na AL-BA nesta segunda-feira (22).
Na justificativa, o parlamentar ressaltou o avanço das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), além da duplicação da BR-101. De acordo com Ferreira, a progressão dos investimentos movimenta a economia baiana, gerando empregos e desenvolvimento do estado.
“Desde que assumiu o Ministério dos Transportes, em janeiro de 2023, Renan Filho tem demonstrado um compromisso notável com a Bahia, impulsionando um ciclo virtuoso de investimentos que são essenciais para a nossa competitividade econômica e para a qualidade de vida da nossa população. Sob sua liderança, projetos de infraestrutura há muito aguardados foram destravados e acelerados”, escreveu o parlamentar.
“Destacam-se, entre suas ações de impacto direto para a Bahia, o avanço das obras de duplicação da BR-101 e a retomada de investimentos para a FIOL. Estes projetos são fundamentais para o escoamento da produção do agronegócio e da mineração, conectando o interior ao Porto de Ilhéus e, consequentemente, ao mercado global. Tais iniciativas não apenas fortalecem nossa economia, mas também geram milhares de empregos e promovem o desenvolvimento regional”, completou.
O ministro também teve participação na rescisão do contrato de concessão das BRs 116 e 324 com a ViaBahia. Atualmente, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que é vinculado ao ministério, realiza a administração das rodovias federais que eram geridas pela concessionária.
A atual secretária de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), Larissa Moraes, filiada ao MDB, pode ser candidata a deputada estadual nas eleições de 2026. Embora tenha sido especulada como postulante a uma cadeira na Câmara dos Deputados, informações obtidas pelo Bahia Notícias indicam que a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) é o cenário mais provável no momento.
Conforme apuração da reportagem com filiados do MDB, Larissa enxerga a disputa na AL-BA como "tão difícil quanto a Câmara", mas avalia que ela possui mais chances no legislativo estadual. Segundo as fontes, a possível candidata tem criado laços pelo interior do estado ao cumprir agendas com a SIHS, o que pode facilitar o lançamento de seu nome à Assembleia.
O recuo da intenção de disputar a Câmara ocorre também após o presidente do MDB-BA, Jayme Vieira Lima, se colocar como candidato ao legislativo federal nas eleições de 2026. Atualmente, além de presidir o partido, ele é presidente da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb).
Atualmente, o MDB possui duas cadeiras na AL-BA, sendo ocupadas por Rogério Andrade e Matheus Ferreira, filho do vice-governador Geraldo Jr. (MDB). Tendo como base as eleições de 2022, a titular da SIHS precisaria de mais de 60 mil votos para poder se eleger.
Como "trunfo", Larissa é apadrinhada política do ex-deputado federal e um dos caciques do MDB na Bahia, Lúcio Vieira Lima. O presidente de honra dos emedebistas deve ter papel decisivo na articulação da campanha da secretária, que já chegou a disputar uma vaga na Câmara de Vereadores de Salvador em 2016, mas acabou ficando na segunda suplência ao receber 6.500 votos.
Ao Bahia Notícias, durante o cortejo do 2 de Julho, a secretária colocou seu nome à disposição para disputar uma cadeira nas eleições do ano que vem, mas ressaltou que a decisão cabe ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).
"Eu sou um soldado. Que o partido decida, que o nosso governador decida também. Hoje eu estou como secretária, continuo lutando. Mas se o ano que vem a coisa mudar, também vou ser um soldado e continuar lutando pela Bahia com mais força ainda."
Além de Larissa, outra secretária de Jerônimo pode vir a ser candidata à AL-BA nas eleições de 2026. O nome da vez seria a titular da pasta de Educação (SEC), Rowenna Brito, já filiada ao PT. A articulação está em etapas iniciais e ainda existe uma possibilidade dela ser lançada à Câmara dos Deputados.
A secretária de Infraestrutura Hídrica e Saneamento da Bahia (SIHS), Larissa Moraes (MDB), fez uma projeção do crescimento do partido para as próximas eleições, em 2026. No momento, a sigla ocupa a vice-governadoria e duas secretarias estaduais.
Durante o cortejo 2 de julho, nesta quarta-feira (2), ela destaca o crescimento na última eleição. “O MDB saiu de 12 prefeituras para 32 prefeituras. Então, a gente aumentou 32 prefeituras, 27 vice-prefeituras. A gente tem como estar ajudando muito o governo estadual, o governo federal. E a gente com certeza vai estar lutando por mais espaço, fazer mais deputados federais, mais deputados estaduais e fortalecer ainda mais o partido, o nosso governo, porque a Bahia precisa”, defende.
Ao falar sobre o seu lugar neste cenário partidário, a secretária aponta que está aberta ao posicionamento coletivo. “Eu sou um soldado. Que o partido decidiu, que o nosso governador decidiu também. Hoje eu estou como secretária, continuo lutando. Mas se o ano que vem a coisa mudar, também vou ser aquele soldado e continuar lutando pela Bahia com mais força ainda”, completa.
Larissa comentou ainda que marca a Independência do Brasil na Bahia, sobre as ações da pasta para a melhoria dos índices de saneamento básico no estado.
“O governador, ele pegou essa causa para ele, tá fazendo com que a gente leve água para quem mais precisa. Então a gente não está indo nos grandes municípios, na zona urbana, o que a gente precisa atacar é a zona rural, a quem mais precisa, aquele que não tem água, aquele invisibilizado. E é isso que a gente vem trabalhando fortemente, é isso que ele vem cobrando e determinando para a secretaria estar agindo e fazendo com que aquelas pessoas tenham o seu sonho realizado que é ter água nas suas residências”, diz.
A vaga de vice-presidente na provável candidatura à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026 perdeu atratividade entre partidos de centro e direita. A mudança ocorre diante da queda na popularidade do petista e das sucessivas crises enfrentadas pela gestão federal.
Segundo apuração da Folha de S.Paulo, até mesmo integrantes do PT reconhecem que a pressão de aliados sobre a vaga hoje ocupada por Geraldo Alckmin (PSB) diminuiu. Apesar disso, setores do MDB não descartam disputar o posto, caso se confirmem algumas condições, como uma eventual recuperação da popularidade de Lula ou o lançamento de um nome do campo bolsonarista — como um familiar de Jair Bolsonaro (PL) — à Presidência.
No MDB, são citados como possíveis nomes para composição de chapa os ministros Simone Tebet (Planejamento) e Renan Filho (Transportes), além do governador do Pará, Helder Barbalho.
Há, no entanto, resistências internas à aliança com o governo. Entre os contrários estão o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o ex-presidente Michel Temer. Este último, inclusive, tem liderado uma articulação para unir governadores de direita e centro-direita em torno de uma candidatura presidencial única em 2026.
De acordo com dirigentes da legenda, o MDB deve definir formalmente sua posição sobre as eleições presidenciais em convenção partidária marcada para o próximo ano.
Em discurso na convenção nacional do PSB, neste domingo (1º) em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os partidos de esquerda precisam apostar em candidaturas fortes para o Senado em 2026, para evitar uma vitória esmagadora da direita. Lula afirmou que a esquerda precisa priorizar o Congresso e não os governos estaduais.
“É importante que a gente leve em conta, aonde é impreterível, aonde é necessário mesmo a gente ter candidato a governador, ponto. Agora para o Brasil nós temos que pensar aonde é necessário eleger senador e aonde a gente pode. E muitas vezes a gente tem que pegar os melhores quadros nossos, eleger senador da República, eleger deputado federal, porque nós precisamos ganhar a maioria do Senado”, afirmou Lula.
O presidente, em seu discurso, explicitou uma preocupação que já vinha sendo tratada internamente pelo PT e outros partidos de esquerda: a formação de chapas fortes dos partidos de direita para o Senado, com intenção de deter a maioria da Casa e poder colocar em votação pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.
“Precisamos ganhar maioria no Senado, senão esses caras vão avacalhar a Suprema Corte. Não é porque a Suprema Corte é uma maçã doce, não. É porque precisamos preservar as instituições que garantem e defendem a democracia desse país. Se a gente for destruir aquilo que a gente não gosta, não vai sobrar nada”, afirmou o presidente.
A preocupação de Lula com um Senado dominado pela direita - para fazer “muvuca com o STF” - é a mesma que vem motivando debates internos entre os dirigentes do PT. O senador Humberto Costa (PE), presidente do PT, em entrevista recente, admitiu que a esquerda vê com angústia a possibilidade de os partidos de direita conquistarem maioria no Senado nas próximas eleições.
O senador disse que a intenção dos partidos de direita, como o PL, é a de colocar em votação alguns dos diversos pedidos de impeachment de ministros do STF que atualmente se encontram parados na mesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). E a votação do impeachment dos ministros não seria o único problema na visão de Humberto Costa, mas também rejeição de nomes para a diretoria do Banco Central, de agências reguladoras, do corpo diplomático, entre outras ações.
“Pode-se instalar um verdadeiro pandemônio no Senado, então nós estamos em uma estratégia de priorizar a eleição para o Senado”, afirmou o presidente do PT.
Do lado da direita, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, por diversas vezes já deixou claro que essa será a estratégia principal do partido para 2026, conquistar a maior bancada do Senado. Costa Neto já disse que o partido está disposto a abrir mão de lançar candidatos a governador em diversos estados para fortalecer as suas chapas ao Senado.
O próprio ex-presidente Jair Bolsonaro por diversas vezes já expressou esse desejo, de conquistar pelo menos uma vaga de senador em cada um dos 27 estados brasileiros. Bolsonaro afirmou que a estratégia do seu grupo é aumentar a representatividade da direita no Senado, para facilitar ações como a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF.
Dentro dessa estratégia, o ex-presidente conta com sua família para aumentar a quantidade de senadores do PL e da direita. Pelos planos de Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle concorreria ao Senado pelo Distrito Federal, Flávio Bolsonaro tentaria a reeleição pelo Rio de Janeiro e Eduardo Bolsonaro se candidatura por São Paulo.
Na semana passada, ainda surgiu a ideia do vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) concorrer ao Senado por Santa Catarina. Se o plano do ex-presidente der certo, a sua família teria quatro cadeiras no Senado Federal a partir de 2027.
Em outubro de 2026, o Senado passará por uma renovação de dois terços de suas cadeiras, com a eleição de dois senadores por estado. Na última eleição com mudança de dois terços das cadeiras, em 2018, o Senado assistiu à maior renovação da sua história.
Naquela eleição, de cada quatro senadores que tentaram a reeleição, três não conseguiram. Desde a redemocratização do país não aconteceu um pleito que levasse tantas caras novas para o tapete azul do Senado. No total, das 54 vagas em disputa em 2018, 46 foram ocupadas por novos nomes, uma renovação de mais de 85%.
Para as eleições de 2026, é esperada uma repetição de uma renovação alta, mas desta vez com outro ingrediente: é possível que os partidos de direita e de centro-direita conquistem a hegemonia das cadeiras em disputa, preocupação revelada neste fim de semana pelo presidente Lula e pelo presidente do PT.
O Senado, atualmente, possui maioria dos partidos de centro, como PSD, MDB, PP, União e Podemos. Esses cinco partidos pertencem à base aliada do governo Lula, embora possuam senadores em seus quadros que são claramente oposicionistas, ou que votam de forma independente. No total, esse grupo domina 47 cadeiras.
Os partidos de esquerda juntos detém apenas 16 cadeiras no Senado, ou cerca de 20% do total. Já a oposição declarada (PL, PSDB e Novo) possui 17 senadores, ou 21% da composição do Senado. Todo o restante é formado por partidos de centro-direita e centro.
O quadro partidário do Senado Federal no momento é o seguinte:
PL - 14
PSD - 14
MDB - 11
PT - 9
PP - 7
União Brasil - 7
Podemos - 4
Republicanos - 4
PSB - 4
PDT - 3
PSDB - 3
Novo - 1
Levantamento realizado pelo Bahia Notícias revela como pode ficar o Senado Federal após as eleições de 2026. O levantamento levou em consideração as pesquisas mais recentes realizadas nos estados, com os nomes que se colocam no momento para a disputa. Esses nomes ainda podem mudar até outubro de 2026, portanto a simulação é apenas com base no cenário existente no momento.
Confira abaixo quais são os dois melhores colocados nas pesquisas estaduais para o Senado, considerando o levantamento mais recente. Apenas Roraima e Santa Catarina ainda não tiveram pesquisas eleitorais (o asterisco indica o senador que disputa a reeleição).
Região Sudeste
Espírito Santo
Renato Casagrande (PSB) – 49,2%
Lorenzo Pazolini (Republicanos) – 20,6%
(Paraná Pesquisas)
Minas Gerais
Romeu Zema (Novo) – 52,7%
Rodrigo Pacheco (PSD) – 24,3% *
(Paraná Pesquisas)
Rio de Janeiro
Flávio Bolsonaro (PL) – 38,8% *
Benedita da Silva (PT) – 26%
Cláudio Castro (PL) – 23,4%
(Paraná Pesquisas)
São Paulo
Eduardo Bolsonaro (PL) – 36,5%
Fernando Haddad (PT) – 32,3%
(Paraná Pesquisas)
Região Norte
Acre
Gladson Camelli (PP) – 39%
Jorge Viana (PT) – 22%
(Instituto MultiDados)
Amapá
Rayssa Furlan (MDB) – 20%
Lucas Barreto (PSD) - 17,25% *
(Instituto GSPC)
Amazonas
Eduardo Braga (MDB) – 43,4% *
Wilson Lima (União Brasil) – 38,1%
(Real Time1)
Pará
Helder Barbalho (MDB) – 23,8%
Mario Couto (PL) – 16,5%
(Instituto Doxa)
Rondônia
Marcos Rogério (PL) – 43,8% *
Marcos Rocha (União Brasil) – 35,4%
(Paraná Pesquisas)
Roraima
Não saiu pesquisa ainda
Senadores que terão mandato finalizado em 2027
Chico Rodrigues (PSB)
Mecias de Jesus (Republicanos)
Tocantins
Eduardo Gomes (PL) - 27,1% *
Professora Dorinha (União Brasil) - 26,4% *
(Paraná Pesquisas)
Região Nordeste
Alagoas
Renan Calheiros (MDB) – 32% *
Davi Davino Filho (PP) – 26,5%
Instituto Falpe
Bahia
Rui Costa (PT) – 43,8%
Jaques Wagner (PT) – 34% *
(Paraná Pesquisas)
Ceará
Cid Gomes (PSB) – 52,2% *
Eunício Oliveira (MDB) – 28,2%
(Paraná Pesquisas)
Maranhão
Carlos Brandão (PSB) – 43,2%
Weverton Rocha (PDT) – 41,1% *
(Paraná Pesquisas)
Paraíba
João Azevedo (PSB) – 31,7%
Cássio Cunha Lima (PSDB) – 13,6%
Pernambuco
Humberto Costa (PT) – 31% *
Gilson Machado (PL) – 22%
(Real Time Big Data)
Piauí
Ciro Nogueira (PP) – 55,5% *
Marcelo Castro (MDB) – 45% *
(Paraná Pesquisas)
Rio Grande do Norte
Styvenson Valentim (PSDB) – 48% *
Alvaro Dias (Republicanos) – 36,2%
Sergipe
Edvaldo Nogueira (PDT) – 14,7%
Eduardo Amorim (PSDB) – 13,9%
(Instituto IDPS Pesquisas)
Região Centro-Oeste
Distrito Federal
Michelle Bolsonaro (PL) - 42,9%
Ibaneis Rocha (MDB) - 36,9%
(Paraná Pesquisas)
Goiás
Gracinha Caiado (União Brasil) - 25,72%
Gustavo Gayer (PL) - 19,04%
(Goiás Pesquisas)
Mato Grosso
Mauro Mendes (União Brasil) - 60,8%
Janaína Riva (MDB) - 21,9%
(Paraná Pesquisas)
Mato Grosso do Sul
Reinaldo Azambuja (PSDB) - 38,3%
Simone Tebet (MDB) - 29,2%
(Paraná Pesquisas)
Região Sul
Paraná
Ratinho Jr. (PSD) – 62,3%
Roberto Requião (sem partido) – 26,8%
(Paraná Pesquisas)
Rio Grande do Sul
Eduardo Leite (PSD) – 43,1%
Manuela D´Ávila (sem partido) – 23,2%
(Paraná Pesquisas)
Santa Catarina
Não saiu pesquisa ainda
Senadores que terão mandato finalizado em 2027
Espiridião Amin (PP)
Ivete da Silveira (MDB)
Se esses resultados das atuais pesquisas se confirmassem nas urnas de outubro de 2026, teríamos os seguintes partidos conquistando as 54 cadeiras em disputa:
MDB - 9
PL - 8
PT - 6
União Brasil - 5
PSB - 4
PSD - 4
PSDB - 4
PP - 3
PDT - 2
Republicanos - 2
Sem partido - 2
Novo - 1
Somando os hipotéticos resultados das eleições a partir das pesquisas com os 27 senadores que continuam em suas cadeiras até 2031, podemos fazer a seguinte projeção das bancadas partidárias do futuro Senado de 2027:
PL - 16
MDB - 10
União Brasil - 10
PT - 9
PSD - 7
PP - 6
Republicanos - 5
PSB - 4
PSDB - 4
PDT - 3
Sem partido - 2
Estados indefinidos - 4
Como se pode perceber, os partidos que podem vir a ser os mais prejudicados na próxima eleição são o PSD (tem 14 senadores atualmente, teria que eleger 11 e na previsão conseguiria apenas quatro vitórias) e o Podemos (tem quatro senadores que precisam se reeleger e não conseguiria nenhuma vitória).
O PL, na atual projeção, sairia dos 14 senadores que possui este momento para 16, se isolando como maior bancada. Entre os demais partidos, há estabilidade entre as bancadas atuais e o tamanho provável em 2027. O União Brasil pode ser um dos mais beneficiados, já que possui sete senadores atualmente e pode subir para dez.
Caso seja ratificada pela Justiça Eleitoral a federação entre União Brasil e PP, esses dois partidos ficariam com 16 senadores, o mesmo tamanho do PL.
Em relação à renovação do Senado, as pesquisas atuais revelam um quadro de porcentagem menor de mudanças do que o recorde de 2018. Se as pesquisas se confirmarem, seriam 15 os reeleitos em 2026, uma renovação de 70% (menor do que os 85% de 2018).
A Justiça Eleitoral da 119ª Zona Eleitoral de Andaraí, na Bahia, anulou a chapa proporcional do MDB nas eleições municipais de 2024 por fraude à cota de gênero. A decisão foi proferida pela juíza Gessica Oliveira Santos, que reconheceu a "candidatura fictícia" de Eliane Ribeiro Veneruci como forma de burlar a exigência legal de que ao menos 30% dos candidatos de cada partido sejam do sexo feminino.
A ação foi movida pelo PSB e pela candidata Maryuch Santana do Carmo, que alegaram que o MDB utilizou a candidatura de Eliane apenas para aparentar o cumprimento da cota. A sentença considerou diversos indícios, como a votação inexpressiva da candidata (apenas um voto, registrado em seção diferente da qual é eleitora), a ausência de atos de campanha, inexistência de divulgação nas redes sociais e a total desaprovação de suas contas pela Justiça Eleitoral.
Além disso, a candidata admitiu em depoimento não saber seu próprio número de campanha, desconhecer os gastos realizados com recursos públicos, com o recebimento de R$ 30 mil do fundo eleitoral, e afirmou que não divulgou sua candidatura por não achar necessário.
Com a decisão, foram cassados o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (Drap) do MDB, os diplomas dos vereadores eleitos Helton de Andrade Ferreira e Edinorman Santos de Jesus, bem como declarados nulos todos os votos recebidos pelo partido na eleição proporcional. Também foi determinada a recontagem dos quocientes eleitoral e partidário para redistribuição das vagas na Câmara Municipal.
Eliane Ribeiro Veneruci foi declarada inelegível por oito anos e o Ministério Público Eleitoral foi acionado para apurar possíveis crimes eleitorais e o envolvimento de dirigentes partidários na fraude.
A sentença reafirma o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que fraudes à cota de gênero comprometem a integridade das eleições e configuram abuso de poder, passível de cassação da chapa e inelegibilidade dos envolvidos.
Quatro deputados da Bahia assinaram o requerimento de criação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar fraudes nos descontos na folha de benefícios dos aposentados do INSS. Ao total, o requerimento da CPI contou com 185 assinaturas, e foi protocolado nesta quarta-feira (30) na Câmara dos Deputados.
Os deputados da bancada baiana que deram o seu apoio à criação da chamada “CPI da Roubo dos Aposentados” foram os seguintes: Capitão Alden (PL), Roberta Roma (PL), Neto Carletto (Avante) e Ricardo Maia (MDB).
O pedido de criação da CPI foi apresentado pelo deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO). Segundo o deputado, o objetivo da CPI é apurar responsabilidades sobre os descontos que ultrapassaram R$ 6 bilhões nos últimos anos, além de propor medidas para coibir práticas semelhantes no futuro.
“Essa CPI vale a pena, porque é a favor dos aposentados. Precisamos colocar na cadeia esses criminosos e devolver o dinheiro do aposentado e pensionista brasileiro”, disse o deputado do PL.
Integrantes do PL são a maioria dos que apoiaram o pedido de criação da CPI, com 81 assinaturas. O segundo partido que mais teve apoios à comissão de inquérito foi o União Brasil, com 25. Depois vem o PP e o Republicanos com 18, o MDB com 11 e o PSD com 9. Outras 23 assinaturas são de deputados do Novo, PRD, Avante, Podemos, Cidadania, PSDB e Solidariedade.
Confira abaixo a lista de quem assinou o pedido de CPI do INSS na Câmara:
Coronel Chrisóstomo – PL/RO
Bibo Nunes – PL/RS
Zé Trovão – PL/SC
Zucco – PL/RS
Delegado Paulo Bilynskyj – PL/SP
Silvia Waiãpi – PL/AP
Messias Donato – REPUBLIC/ES
Mauricio do Vôlei – PL/MG
Mario Frias – PL/SP
Capitão Alberto Neto – PL/AM
Coronel Meira – PL/PE
Pastor Eurico – PL/PE
Carlos Jordy – PL/RJ
Dr. Fernando Máximo – UNIÃO/RO
Coronel Fernanda – PL/MT
Rosana Valle – PL/SP
Jefferson Campos – PL/SP
Sargento Fahur – PSD/PR
Capitão Alden – PL/BA
Pr. Marco Feliciano – PL/SP
Roberta Roma – PL/BA
Delegado Caveira – PL/PA
Luiz Philippe de Orleans e Bragança – PL/SP
Mauricio Marcon – PODE/RS
Sanderson – PL/RS
Marcelo Moraes – PL/RS
Delegado Palumbo – MDB/SP
Coronel Assis – UNIÃO/MT
Osmar Terra – MDB/RS
Sargento Portugal – PODE/RJ
Dr. Luiz Ovando – PP/MS
Lincoln Portela – PL/MG
Cabo Gilberto Silva – PL/PB
Rodrigo Valadares – UNIÃO/SE
Junio Amaral – PL/MG
Helio Lopes – PL/RJ
Rodrigo da Zaeli – PL/MT
Felipe Francischini – UNIÃO/PR
Mendonça Filho – UNIÃO/PE
Wellington Roberto – PL/PB
Rodolfo Nogueira – PL/MS
Delegado Ramagem – PL/RJ
Carlos Sampaio – PSD/SP
Adilson Barroso – PL/SP
Coronel Ulysses – UNIÃO/AC
Gustavo Gayer – PL/GO
Filipe Martins – PL/TO
Joaquim Passarinho – PL/PA
Pezenti – MDB/SC
Reinhold Stephanes – PSD/PR
Sóstenes Cavalcante – PL/RJ
Clarissa Tércio – PP/PE
Ricardo Guidi – PL/SC
General Girão – PL/RN
José Medeiros – PL/MT
Vicentinho Júnior – PP/TO
Paulinho da Força – SOLIDARI/SP
Capitão Augusto – PL/SP
Kim Kataguiri – UNIÃO/SP
Luiz Carlos Hauly – PODE/PR
Zé Silva – SOLIDARI/MG
Silvye Alves – UNIÃO/GO
Altineu Côrtes – PL/RJ
Gisela Simona – UNIÃO/MT
David Soares – UNIÃO/SP
Alberto Fraga – PL/DF
Gilvan da Federal – PL/ES
Diego Garcia – REPUBLIC/PR
Luiz Lima – NOVO/RJ
Luiz Carlos Busato – UNIÃO/RS
Pedro Lupion – PP/PR
Nelson Barbudo – PL/MT
Nicoletti – UNIÃO/RR
Nikolas Ferreira – PL/MG
Any Ortiz – CIDADANIA/RS
Julia Zanatta – PL/SC
Daniela Reinehr – PL/SC
Sargento Gonçalves – PL/RN
Marcel van Hattem – NOVO/RS
Carla Dickson – UNIÃO/RN
Dr. Frederico – PRD/MG
Rosangela Moro – UNIÃO/SP
Luiz Fernando Vampiro – MDB/SC
Evair Vieira de Melo – PP/ES
Fred Linhares – REPUBLIC/DF
Adriana Ventura – NOVO/SP
Missionário José Olimpio – PL/SP
André Fernandes – PL/CE
Carla Zambelli – PL/SP
Dr. Jaziel – PL/CE
Dayany Bittencourt – UNIÃO/CE
Cristiane Lopes – UNIÃO/RO
Rodrigo Estacho – PSD/PR
Amaro Neto – REPUBLIC/ES
Zé Haroldo Cathedral – PSD/RR
Roberto Monteiro Pai – PL/RJ
Alfredo Gaspar – UNIÃO/AL
Fernando Rodolfo – PL/PE
Raimundo Santos – PSD/PA
Giovani Cherini – PL/RS
Eros Biondini – PL/MG
Daniel Agrobom – PL/GO
Franciane Bayer – REPUBLIC/RS
Giacobo – PL/PR
Ossesio Silva – REPUBLIC/PE
Marcio Alvino – PL/SP
Soraya Santos – PL/RJ
Marcelo Álvaro Antônio – PL/MG
Miguel Lombardi – PL/SP
Zé Vitor – PL/MG
Chris Tonietto – PL/RJ
Dr. Zacharias Calil – UNIÃO/GO
Luiz Carlos Motta – PL/SP
Silas Câmara – REPUBLIC/AM
Tião Medeiros – PP/PR
Marcos Pereira – REPUBLIC/SP
Daniel Freitas – PL/SC
Weliton Prado – SOLIDARI/MG
Fausto Santos Jr. – UNIÃO/AM
Pedro Westphalen – PP/RS
Silvia Cristina – PP/RO
Ricardo Salles – NOVO/SP
Thiago Flores – REPUBLIC/RO
Allan Garcês – PP/MA
Magda Mofatto – PRD/GO
Pastor Diniz – UNIÃO/RR
Afonso Hamm – PP/RS
Marcelo Crivella – REPUBLIC/RJ
Domingos Sávio – PL/MG
Alexandre Guimarães – MDB/TO
Bia Kicis – PL/DF
Maurício Carvalho – UNIÃO/RO
Caroline de Toni – PL/SC
General Pazuello – PL/RJ
Gilson Marques – NOVO/SC
Delegado Éder Mauro – PL/PA
Aluisio Mendes – REPUBLIC/MA
Marcos Pollon – PL/MS
Roberto Duarte – REPUBLIC/AC
Saulo Pedroso – PSD/SP
Delegado Matheus Laiola – UNIÃO/PR
Professor Alcides – PL/GO
Matheus Noronha – PL/CE
Daniel Trzeciak – PSDB/RS
Emidinho Madeira – PL/MG
Paulo Freire Costa – PL/SP
Stefano Aguiar – PSD/MG
Thiago de Joaldo – PP/SE
Rosângela Reis – PL/MG
Eli Borges – PL/TO
Mauricio Neves – PP/SP
Delegado Bruno Lima – PP/SP
Lafayette de Andrada – REPUBLIC/MG
Greyce Elias – AVANTE/MG
Coronel Armando – PL/SC
Ronaldo Nogueira – REPUBLIC/RS
Lucas Redecker – PSDB/RS
Fausto Pinato – PP/SP
Paulo Alexandre Barbosa – PSDB/SP
Ana Paula Leão – PP/MG
Simone Marquetto – MDB/SP
Celso Russomanno – REPUBLIC/SP
Filipe Barros – PL/PR
Eduardo Velloso – UNIÃO/AC
Gustinho Ribeiro – REPUBLIC/SE
André Ferreira – PL/PE
Geovania de Sá – PSDB/SC
Delegado Fabio Costa – PP/AL
Icaro de Valmir – PL/SE
Neto Carletto – AVANTE/BA
Vitor Lippi – PSDB/SP
Renilce Nicodemos – MDB/PA
Ismael – PSD/SC
Pauderney Avelino – UNIÃO/AM
Rafael Simoes – UNIÃO/MG
Otoni de Paula – MDB/RJ
Maria Rosas – REPUBLIC/SP
Alex Manente – CIDADANIA/SP
Sergio Souza – MDB/PR
Da Vitoria – PP/ES
Ricardo Maia – MDB/BA
Beto Pereira – PSDB/MS
Alceu Moreira – MDB/RS
Ely Santos – REPUBLIC/SP
Covatti Filho – PP/RS
Um dos assuntos que têm movimentado Brasília desde a última semana é a perspectiva de uma fusão ser concretizada entre PSDB e PSD. Com as conversas ainda enfrentando resistência, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, indicou que deve travar a gestação da ideia e apontou que o caminho a ser seguido pelos tucanos é o da incorporação partidária. Uma das figuras ativas nas articulações é o baiano Adolfo Viana, deputado federal que, além de ser presidente da federação PSDB/Cidadania na Bahia, é líder da bancada na Câmara.
Ao Bahia Notícias, o parlamentar indicou que seu partido não tem limitado conversas sobre uma possível fusão apenas com o PSD. De acordo com Viana, o diálogo tem se afunilado com legendas como o MDB, Republicanos e o Podemos, em consonância com o discurso adotado desde a virada do ano pelo presidente nacional da sigla, Marconi Perillo.
"Na verdade, o PSDB tem conversado muito com o PSD, com o MDB. A gente vai iniciar agora novas conversas com o Republicanos e com o Podemos. É uma decisão que requer muita atenção e por esse motivo o partido está usando toda a sua executiva nacional para sentar e ouvir com atenção o que cada partido desse tem a dizer para que a gente possa futuramente estar fazendo uma fusão com um desses partidos de centro", disse o deputado.
Inicialmente a ideia é que a definição ficasse ainda para o mês de fevereiro. No entanto, o martelo só deve ser batido a partir do mês de março. Isso porque as costuras demandam negociações diretas sobre espaços que seriam ocupados pelo PSDB no caso de uma fusão, a exemplo da disputa eleitoral de 2026 e casos específicos de alianças em alguns estados.
Durante a conversa com a reportagem, Adolfo também reforçou que a decisão é tomada de cima para baixo e que o principal fator a ser levado em conta pela executiva dos dois partidos é o acordo nacional.
"Essa é uma decisão que não passa pelos estados. Aliás, passa, mas a decisão vem de cima para baixo. Sem dúvida nenhuma, se a gente for conversar no nível local. Se for com o PSD, é com Otto Alencar, Angelo Coronel e os deputados federais. Se for com o MDB, é com o Lúcio e Geddel [Vieira Lima]. Se for com o Podemos, a gente vai tratar com o Raimundo da Pesca. E se for com os Republicanos, com o bispo Márcio Marinho. Mas eu volto a dizer que essa é uma conversa que é feita entre os presidentes dos partidos a nível nacional", acrescentou.
Caso os tucanos aceitem a sugestão de seguir com uma incorporação e não uma fusão, o PSDB deixaria de existir enquanto sigla.
Neste sábado (1º), o Senado Federal e a Câmara dos Deputados conhecerão os seus novos presidentes para a legislatura de 2025–2027. Nas duas casas, os favoritos na disputa para as lideranças vêm de partidos do chamado ‘centrão’: Hugo Motta (Republicanos–PB), na câmara baixa; e Davi Alcolumbre (União–AP), na câmara alta.
Historicamente, pelo menos desde a redemocratização do país, em 1985, o padrão é este. Das 40 presidências nas duas casas, apenas em 5 mandatos as casas não foram ocupadas por partidos deste espectro. Fora isso, a presidência das duas Casas foram dominadas por partidos do centrão, em especial do MDB.
No Senado, o partido ocupou a liderança da Casa ininterruptamente entre 1987 e 1997, e, depois, entre 2001 e 2019. Neste período, estiveram na presidência da casa nomes conhecidos na política brasileira, como o ex-presidente José Sarney, Jader Barbalho e Renan Calheiros. Sarney, sozinho, ocupou o cargo por oito anos.
O União Brasil, que ‘herdou’ a história dos antigos Democratas e PFL, comandou a casa, entre 1997 e 2001, com Antônio Carlos Magalhães, e, mais recentemente, entre 2017 e 2019, com o franco favorito a voltar ao comando, Davi Alcolumbre. Desde 2019 a casa é comandada por Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Na Câmara dos Deputados, a liderança passou por mais mãos. Ainda assim, o MDB foi o partido que ocupou mais vezes, e por mais tempo, a casa: em oito oportunidades. O ex-presidente Michel Temer foi o titular em três ocasiões diferentes, entre 1997 e 2001 e entre 2009 e 2010.
O segundo partido com maior número de mandatos na Casa também foi o União Brasil. No partido, quem passou mais tempo no comando foi Rodrigo Maia, com três mandatos entre 2016 e 2021. Este ano, o partido entrou na disputa, com o baiano Elmar Nascimento, mas retirou-se para apoiar Motta.
O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), decidirá, no mês de fevereiro, acerca de uma eventual fusão do partido. A informação é do presidente nacional da legenda, Marconi Perillo. Os tucanos têm conversas avançadas com o MDB e o PSD, mas também dialogam com o Podemos e o Republicanos.
A eventual fusão contaria com um fundo partidário de 147 milhões de reais, pertencente ao PSDB, além de três governadores, 13 deputados federais e um senador. Estes benefícios são enxergados como estratégicos para o pleito de 2026. Deste modo, mesmo com um desempenho considerado fraco em 2022 e 2024, o PSDB é pleiteado por algumas das maiores siglas da atualidade, como o MDB e o PSD.
“Estamos conversando internamente com vários partidos que têm nos procurado. A decisão que tomamos é que a gente vai aprofundar esse diálogo interno e externo após a retomada dos trabalhos no Congresso Nacional. Em fevereiro, pretendemos anunciar alguma decisão”, afirmou Perillo.
Fontes afirmam que a decisão pode também ter sido tomada devido à ventilação de rumores, nos últimos meses, de que os governadores do partido gostariam de se desfiliar da legenda e migrar ao PSD, como Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul) e Raquel Lyra (Pernambuco). Lideranças do partido, no entanto, negam que a fusão ocorre por medo de perder governadores.
FEDERAÇÃO COM O CIDADANIA
Atualmente, o PSDB compõe uma federação com o Cidadania, que enxerga com bons olhos a fusão, uma vez que poderia se livrar da união ao PSDB. Comte Bittencourt, presidente nacional do partido, afirma que a tendência, com afusão, seja de que o Cidadania volte a existir isoladamente: “Não estamos participando de nenhuma conversa de fusão”.
Apesar de comporem uma federação, os partidos parecem não se entender. A saída de nomes como Dr. Furlan (MDB-AP), o prefeito de capital mais votado em 2024 e do governador da Paraíba, João Azevedo (PSB), geraram descontentamento para membros do Cidadania.
Ademais, o apoio ao prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), no pleito deste ano também foi motivo de desavenças. A federação optou por apoiar Marcelo Queiroz (PP), que terminou a disputa em 3º lugar. Fontes afirmam que Aécio Neves não quis apoiar Paes por conta do prefeito não o ter apoiado nas eleições gerais de 2014.
Em entrevista ao podcast Projeto Prisma, programa do Bahia Notícias, a candidata reeleita para o executivo de Vitória da Conquista, a prefeita Sheila Lemos (União Brasil), acredita que os adversários tentavam atrapalhar sua o pleito eleitoral e conta que sua candidatura colocava medo nos adversários, certa que iria disputar.
“Eu não tinha dúvida nenhuma, quem tem dúvida são eles [os adversários]. A população iria entender dessa forma, que estavam tentando me tirar no tapetão, eles sabiam que essa disputa eles não iriam vencer. Estão com esse discurso porque estão com medo. Inelegível seriam eles, porque não teriam voto”, afirma a candidata.
Durante a disputa, Sheila Lemos (União Brasil) enfrentou questões legais na justiça eleitoral que colocaram em risco sua candidatura por mandados familiares. No entanto, em novembro deste ano, ela foi aceita para mais um mandato após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidir a seu favor.
“Sempre confiei muito na justiça e no direito. Sou administradora, mas acho que pouco que a gente estuda da matéria e mostra na jurisprudência do caso, eu não tinha dúvida alguma que eu poderia me candidatar. Eu estava elegível, sem problema. Mas meus adversários começaram as narrativas, sempre falando que eu não poderia ser candidata. Aquilo não tinha lógica nenhuma, era uma tentativa de atrapalhar o processo eleitoral mesmo”, confirma Sheila Lemos.
A Prefeita é empresária, formada em administração e pós-graduada em gestão empresarial e marketing na área varejista. Saiu da iniciativa privada para trabalhar na gestão pública, sendo eleita como vice ainda nas eleições municipais de 2020 e assumindo a prefeitura ainda 2021 com a morte do ex-prefeito Herzem Gusmão.
“O vice tem essa perspectiva [de assumir]. No caso eu fui ser vice com a expectativa de ser prefeita, a surpresa foi como aconteceu. Isso aí causou a desconfiança nas pessoas, eu fui trabalhando trocando o pneu a mil por hora”, conta a prefeita sobre a ascensão dela a cadeira da prefeitura.
Confira o trecho:
A deputada federal Alessandra Haber (MDB-PA), a mais votada do seu partido nas eleições de 2022, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um pedido de desfiliação por justa causa. Haber alega que foi excluída de atividades partidárias, após o seu marido, prefeito reeleito de Ananindeua (Pará), Dr. Daniel (PSB), romper com o partido.
Haber afirma que perdeu injustamente a vaga na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e não é mais titular em nenhum colegiado da Casa, além de não estar sendo convidada para nenhuma reunião do partido.
Segundo a deputada, as mudanças ocorreram depois que o seu marido, eleito em 2020 com apoio de Helder Barbalho (MDB), trocou de partido em abril para as disputas deste ano. Reeleito, com 83,48% dos votos, a expectativa é de que Dr. Daniel entre na disputa das eleições estaduais em 2026, contra a candidata do MDB, Hanna Ghassan Tuma.
No documento apresentado pela deputada ao TSE, ela afirma que “este rompimento político extrapolou a esfera jurídica do cônjuge da autora, trazendo-lhe consequências diretas e severas para a mesma, que passou a enfrentar uma série de represálias por parte da agremiação requerida”.
DESFILIAÇÃO PODE CAUSAR PERDA DE MANDATO?
O sistema eleitoral para deputados e vereadores no Brasil é de lista aberta, ou seja, os votos dados a um candidato individual contribuem para a soma de votos do partido, que determina o número de cadeiras que o partido terá, e os candidatos com mais votos, na sigla, preenchem as vagas.
Isso significa, portanto, que o mandato de deputado ou vereador pertence ao partido, e não à pessoa eleita, por conta disso, o parlamentar que solicitar desfiliação de uma sigla perde o mandato. Existem, no entanto, algumas exceções previstas pelo TSE, que permitem a desfiliação sem perda de mandato. Uma delas é justamente a desfiliação por justa causa, que inclui casos de discriminação pessoal ou perseguição no partido.
Entre os 417 municípios da Bahia, apenas nove têm baixa dependência do Bolsa Família, com menos de 30% da população recebendo o benefício. O levantamento exclusivo do Bahia Notícias, baseado em dados de 2024 do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) e do Censo do IBGE, analisou todos os territórios do estado.
Confira aqui listados os nove municípios da Bahia com baixa dependência:
O levantamento exclusivo realizado pelo Bahia Notícias considera os dados do último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em conjunto com o número de beneficiários do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) ainda este ano.
A cidade de Teixeira de Freitas, no Extremo Sul baiano, destaca-se como a que possui a menor porcentagem de beneficiários do Bolsa Família, com 24,5% dos moradores do território municipal. Ela é também a menos dependente entre as grandes cidades.
Já os municípios mais dependentes, ou seja, aqueles onde mais de 70% da população recebe auxílio do programa, destacam-se: São José da Vitória (74,5%), Rodelas (74,4%), Itanagra (73,6%), Marcionílio Souza (70,06%) e Ibiquera (70,0%).
Salvador ficou em 3° na lista de todos os municípios avaliados. Este é um exemplo perfeito para ilustrar a diferença entre números proporcionais e absolutos. Salvador possui mais de 670 mil beneficiários do Bolsa Família, mas isso representa apenas 26,2% da população da cidade.
Caso seja considerado apenas o número absoluto de beneficiários para o levantamento, este seria maior que a população de Feira de Santana, o que não é uma medida comparativa justa. Afinal, Salvador sozinha possui quase 2,6 milhões de habitantes.
Vale lembrar que a dependência do Bolsa Família é reflexo de uma situação de vulnerabilidade social, onde muitas famílias necessitam desse auxílio para suprir suas necessidades básicas. Múltiplos fatores são associados a essa dependência. Entre eles, destacam-se a histórica desigualdade social, a concentração de renda e a falta de oportunidades, que limitam o acesso a serviços básicos como educação, saúde e saneamento básico.
No entanto, é fundamental destacar que o programa não impede a busca por trabalho e renda. A combinação de trabalho e benefícios sociais é crucial para a superação da pobreza e para o desenvolvimento social, exigindo políticas públicas que promovam a geração de emprego e renda, ao mesmo tempo em que garantem a proteção social.
Veja o mapa da Bahia realizado pelo Bahia Notícias:
Em análise geral observada no mapa, temos 5 municípios com altíssima dependência (acima de 70%), 66 com alta dependência (entre 70% e 60%), 141 municípios com dependência moderada (entre 60% e 50%), 155 com dependência média (entre 50% e 40%), 41 com dependência considerável e, por fim, 9 com baixa dependência.
Do ponto de vista político, o PSD foi o partido vitorioso nas cidades com maior dependência de beneficiários, com 26% das 100 cidades mais dependentes da Bahia. Embora o Avante, PT e MDB se mantenham no páreo desde as eleições de 2020, já nas maiores cidades, o União Brasil foi o partido com melhor resultado nas urnas, conquistando a vitória em 8 das 18 maiores cidades, o equivalente a 44% do total.
Analisando os partidos políticos que lideram os executivos municipais na Bahia e o número de beneficiários do Bolsa Família em seus municípios, observamos um cenário interessante. O União Brasil, embora administre apenas 39 municípios, concentra o maior número de beneficiários do programa, com cerca de 1,6 milhão.
Em seguida, o PSD se destaca com uma expressiva liderança estadual em 115 municípios, totalizando aproximadamente 1,2 milhão de beneficiários. O PT completa o pódio, com 657 mil beneficiários em seus municípios em seus 50 municípios baianos. Não muito atrás vem o MDB, com 551 mil beneficiários em seus 39 municípios baianos.
Confira um gráfico quantos municípios / beneficiários cada partido lidera na Bahia:
É possível consultar a lista de todos os prefeitos eleitos para assumir em 2025 aqui.
O prefeito eleito de Juazeiro, Andrei Gonçalves (MDB), comentou sobre o planejamento de início de gestão da cidade, durante um evento do MDB que reuniu, em Salvador, prefeitos eleitos e reeleitos da sigla nesta sexta-feira (29).
Acerca da transição de governo na cidade, o futuro gestor afirmou que está avançando neste sentido, deixando claro que o PT deve ter um espaço fundamental dentro de sua gestão. “O PT tem um papel importante, tem o vice-prefeito da cidade, e com certeza nesse processo de montagem de governo, quadros importantes do PT irão assumir secretarias importantes do governo, para que a gente também possa construir uma Juazeiro melhor”, afirmou Gonçalves.
O futuro prefeito também revelou que conversa com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) para poder construir o seu secretariado. “A gente tem batido muito papo em relação a isso. Temos buscado fazer o alinhamento”, afirmou o futuro gestor, que ainda afirmou que está buscando fazer uma “reforma que esteja alinhada com as secretarias do Estado e com os ministérios”.
Ao ser perguntado acerca de uma possível aproximação ao ex-prefeito Isaac Carvalho (Sem partido), que foi impedido pela Justiça eleitoral de concorrer ao pleito deste ano. Gonçalves disse que não tem “dificuldade alguma” com Carvalho, ainda que ele tenha resolvido apoiar outra candidatura, mesmo com o PT abraçando o emedebista no município.
“A gente terminou agora o processo eleitoral. Então, agora é hora de procurar cuidar de Juazeiro, fazer gestão. Não tenho dificuldade nenhuma com Isaac, mas nesse momento é cuidar da cidade, fazer gestão, fazer uma imersão em Juazeiro”, concluiu Gonçalves.
Por maioria dos votos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou a punição aplicada ao MDB da Bahia por suposta prática de propaganda partidária irregular nas eleições municipais deste ano. Na sessão realizada nesta quinta-feira (28), os ministros referendaram a decisão individual do ministro André Mendonça, relator da ação.
Mendonça reformou entendimento do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que havia condenado o MDB por supostamente utilizar a propaganda partidária para promoção pessoal de Maria Lúcia Santos Rocha, então pré-candidata à prefeitura de Vitória da Conquista. O TRE-BA havia determinado a cassação do tempo de propaganda partidária do partido no estado, no semestre seguinte, no período correspondente a duas vezes ao da eventual inserção ilícita.
Porém, para Mendonça o conteúdo da propaganda partidária não comprova a exclusiva promoção pessoal de Lúcia Rocha. Conforme o ministro, são claros os objetivos da propaganda de difundir os ideais da legenda e de incentivar a filiação partidária, finalidades expressamente previstas na Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096/95).

Lúcia Rocha. Foto: Divulgação
André Mendonça ressaltou que, na linha da jurisprudência firmada pelo TSE, a divulgação, na propaganda partidária, da atuação das filiadas e dos filiados ao partido – ainda que haja o destaque dos feitos pessoais dos integrantes da agremiação na qualidade de agentes políticos – não configura desvio de finalidade, uma vez que os ideais da legenda podem ser difundidos por meio da exaltação e da promoção dos que compõem a sigla.
“Não há desvirtuamento da propaganda partidária quando, além da promoção pessoal de filiado, há também a difusão dos ideais da agremiação e o incentivo à filiação partidária, sem pedido expresso de votos, menção a candidatura ou a pleito futuro”, concluiu o ministro.
As eleições municipais de 2024 na Bahia mantiveram alguns partidos com predominância no número de cidades conquistadas na Bahia, com o fortalecimento de prefeitos e partidos aliados ao governo da Bahia, especialmente o PSD.
Essa perspectiva aparece também, por exemplo, em municípios no contexto de crescente dependência do Bolsa Família. Apesar da expectativa discursiva de que a esquerda teria mais espaço em cidades assim, o PSD venceu a prefeitura de 26 dos 100 municípios baianos apresentando maior dependência do programa.
Vale lembrar que a recente derrota do Partido dos Trabalhadores (PT) nos grandes centros urbanos baianos, como derrota em 4 das 5 maiores cidades do estado, refletem um avanço de partidos mais distantes de uma posição ideológica explícita. Batizados no meio político como partidos do Centrão, essas siglas moldam transformações nas dinâmicas eleitorais nas prefeituras baianas.
Essa crescente adesão dos eleitores para candidatos de centro-direita, principalmente devido a promessas e planos focados em segurança pública, com pelo menos 300 dos prefeitos eleitos citando a segurança pública do estado em suas propostas de campanha. A população baiana, sobretudo as beneficiadas pelos programas de baixa renda, pode sentir que os governos anteriores não atenderam adequadamente às suas necessidades.
Os dados do IBGE deste ano, obtidos pelo Bahia Notícias, revelam que muitos municípios baianos enfrentam sérios desafios socioeconômicos, com destaque para a alta dependência do Bolsa Família. O censo populacional de 2024 trouxe novas estimativas que mostram a persistente desigualdade social no estado.
Conforme análise de dados do censo com dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), o Bahia Notícias concluiu que pelo menos 70 dos 417 municípios baianos têm alta ou moderada dependência do programa Bolsa Família. Isso significa que mais de 60% dos moradores desses municípios recebem auxílio do programa, representando uma parcela significativa da população que depende diretamente do apoio do governo federal para suprir suas necessidades básicas. Esse cenário coloca pressão sobre as políticas públicas de assistência social e inclusão.
Conforme os dados comparados entre os 100 municípios com maior dependência, o PSD é de longe o grande vencedor, com 26 municípios. Em seguida vem o MDB 14 prefeitos, Avante em terceiro que elegeram 13 prefeitos, e finalmente o PT com 11 prefeitos. Na sequência aparece o PP, elegendo 9 prefeitos, o PSB e PCdoB empatados com 6 prefeitos, o União Brasil com 5 prefeitos, o PRD, Republicanos e Podemos empatados com 2, os partidos PDT, PV e Solidariedade também com 1 cada.
Na lista de municípios altamente dependentes, ou seja, aqueles onde mais de 70% da população recebe auxílio do programa, aparece São José da Vitória (74,5%), Rodelas (74,4%), Itanagra (73,6%), Marcionílio Souza (70,06%) e Ibiquera (70,0%). Essa dependência do Bolsa Família reflete uma situação socioeconômica extremamente vulnerável, em que grande parte da população depende de assistência governamental para garantir sua sobrevivência.
Confira o gráfico para entender a proporção:
Já os municípios moderadamente dependentes, ou seja, aqueles onde 60% a 70% da população recebem auxílio do Bolsa Família, aparecem: Pau Brasil (68,6%), Paratinga (67,5%), Caetanos (67,68%), Ponto Novo (67,62%), Saubara (67,27%), Cardeal da Silva (66,8%) entre vários outros.
Embora a dependência dessas cidades não seja tão extrema quanto a dos municípios altamente dependentes, a situação ainda revela uma vulnerabilidade social significativa, em que a maioria da população municipal depende de assistência social para suprir suas necessidades básicas.
E, por fim, os municípios razoavelmente dependentes, ou seja, aqueles com dependência abaixo de 60%, municípios como Uibaí (57,6%), Manoel Vitorino (57,5%) e Itiúba (59,77%). Embora sua dependência seja mais moderada em comparação com os demais municípios da lista, ainda reflete uma vulnerabilidade social significativa, exigindo atenção nas políticas públicas voltadas para a redução da desigualdade.
Apesar das cidades com alta dependência serem cidades consideradas pequenas pelo IBGE, com menos de 50 mil habitantes, a relação não é precisa. Visto que existem cidades pequenas com menor dependência de beneficiários como as cidades de Itapitanga somente com 27,1% e Caculé com 28,05%.
Veja em comparação desses dois municípios com alguns com maior dependência:
Mesmo que haja um indicativo de mudança ideológica mais à direita e do fortalecimento de prefeitos de centrão no estado, a alta dependência do Bolsa Família também destaca a necessidade de políticas de inclusão social mais robustas. Muitas dessas cidades enfrentam condições econômicas precárias, o que demanda ações focadas em desenvolvimento sustentável, capacitação da população e melhoria das condições de vida.
É possível observar quem foi o líder do executivo eleito em cada município através do resultado realizado pelo Bahia Notícias aqui.
Com os novos prefeitos assumindo seus cargos, será crucial observar como suas agendas, focadas em segurança e desenvolvimento urbano, irão interagir com os desafios socioeconômicos que a Bahia ainda enfrenta, especialmente em relação à desigualdade e à dependência do Bolsa Família.
O prefeito reeleito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), “lançou” Tomás Covas, filho de Bruno Covas, ex-prefeito da capital paulista, de quem Nunes foi vice, como deputado para as eleições de 2026. A declaração se deu no domingo (27), após o prefeito ter acompanhado o filho de seu ex-companheiro de chapa durante sua votação.
Aos portais de notícias, Covas disse estar “honrado” por ser acompanhado pelo prefeito. “Depois desses quatro anos de gestão, ver ele comigo me deixa muito feliz e emocionado. Foi um prefeito que não foi só um amigo e parceiro pessoal, mas deu uma continuidade genial na gestão de meu pai”, afirmou Tomás, de 21 anos.
Questionado sobre possível candidatura no futuro, Nunes aproveitou e “lançou” Covas para 2026. “Vai ser deputado. Estou lançando ele aqui para 2026”, afirmou o prefeito. O jovem, no entanto, mostrou cautela e afirmou ser necessária paciência para entrar na política. “É uma responsabilidade muito grande, então vou procurar me preparar agora para estar pronto daqui a dois anos”, declarou.
Quanto ao cargo que gostaria de exercer, o jovem afirmou que prefere começar como deputado estadual. “Acho que deputado estadual seria um primeiro passo mais interessante e tranquilo do que federal”, afirmou Covas, que, segundo o portal Terra, atua como coordenador de políticas para a juventude na Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da capital paulista, tendo uma remuneração de R$ 10,5 mil.
Tomás, que também é bisneto do ex-governador do estado de São Paulo, Mário Covas, foi alvo de disputas políticas após ter apoiado Nunes no primeiro turno. O PSDB, partido de seu pai e de seu bisavô, por sua vez, decidiu lançar uma candidatura própria, com o apresentador José Luiz Datena.
A polêmica aumentou após o presidente municipal do PSDB, José Aníbal, afirmar que o jovem seria expulso do partido ao fim das eleições. “Ele não tem mais nada a ver com o PSDB. Ele apoia um Bolsonarista”, afirmou. Em resposta, Nunes afirmou que Covas seria “super bem-vindo ao MDB”, caso decidisse se filiar ao partido.
Apesar de ter tido um segundo turno pior do que o primeiro, o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, manteve a dianteira e se consolidou como a agremiação com mais vitórias nas 103 cidades com mais de 200 mil eleitores, entre elas as 26 capitais dos estados. Com dez vitórias no primeiro turno e seis no segundo, o PL encerrou as eleições 2024 com a conquista de 16 das 103 maiores cidades, sendo quatro capitais (Teresina - PI, Natal - RN, Salvador - BA e Goiânia - GO).
Apesar de ter conquistado mais cidades entre as maiores, o PL está apenas na terceira posição quando se analisa o tamanho do contingente de eleitores das cidades que irá administrar. No total, os prefeitos do PL governarão para 19 milhões de eleitores. Isso porque na quantidade total de prefeitos eleitos, o Partido Liberal acabou na quinta colocação, com 517 cidades.
A segunda colocação no ranking de vitórias ficou com o PSD, partido presidido por Gilberto Kassab. No primeiro turno, o PSD obteve vitórias em seis cidades. Já neste segundo turno encerrado no domingo (27), o PSD foi o maior vencedor no grupo de 103 cidades acima de 200 mil eleitores, chegando a nove conquistas, que somadas com as seis anteriores, atingiu o total de 15.
Nas capitais, contando primeiro e segundo turnos, o PSD foi o maior ganhador, conquistando cinco prefeituras (São Luís - MA, Rio de Janeiro - RJ, Belo Horizonte - MG, Curitiba - PR e Florianópolis - SC). Na quantidade de eleitores que estarão sob gestão dos prefeitos do PSD, o partido está na segunda colocação, com 27,7 eleitores a serem governados. Na quantidade total de prefeitos eleitos, o PSD foi o campeão, com 891 cidades sob seu domínio.
O terceiro partido mais vitorioso entre as 103 maiores cidades foi o União Brasil. O partido presidido por Antonio Rueda venceu em 14 cidades, entre elas quatro capitais (Teresina - PI, Natal - RN, Salvador - BA e Goiânia - GO).
Em relação à quantidade de eleitores a serem governados por seus prefeitos, o União ficou com a quarta posição, com 16,9 milhões. O União Brasil também ficou na quarta colocação na quantidade total de prefeitos eleitos no país, com 591 ao todo.
O ranking dos partidos com mais vitórias nas 103 cidades acima de 200 mil eleitores tem o MDB na quarta posição (12 vitórias), o PP na quinta (11 conquistas) e o PT na sexta colocação, com apenas seis prefeitos eleitos. Nas capitais, o MDB venceu em cinco (Boa Vista - RR, Belém - PA, Macapá - AP, São Paulo - SP e Porto Alegre - RS), o PP em duas (João Pessoa - PB e Campo Grande - MS) e o PT em apenas uma, Fortaleza. Em relação ao ranking de eleitores governados por prefeitos, o MDB é o campeão, com 27,9 milhões a estarem sob sua gestão municipal.
Confira abaixo o ranking dos partidos com mais vitórias nas 103 cidades acima de 200 mil eleitores:
PL - 16
PSD - 15
União Brasil - 14
MDB - 12
PP - 11
Podemos - 8
Republicanos - 8
PT - 6
PSDB - 5
Avante - 2
Novo - 2
PDT - 2
PSB - 2
Abaixo, partidos que terão mais eleitores governados por suas administrações em todo o Brasil:
MDB - 27,9 milhões
PSD - 27,7 milhões
PL - 19 milhões
União Brasil - 16,9 milhões
PP - 15,1 milhões
Ranking dos partidos com mais prefeitos no total:
PSD - 891
MDB - 864
PP - 752
União Brasil - 591
PL - 517
Com 100% das urnas apuradas neste domigo (27) de segundo turno nas 51 cidades em que ainda acontecia disputa pelas prefeituras, PSD e MDB encerraram as eleições municipais como os dois partidos mais vitoriosos nas capitais. Contando as 11 cidades que tiveram a eleição encerrada no primeiro turno com as 15 que elegeram seus prefeitos hoje, os dois partidos consolidaram vitórias em cinco capitais cada um.
Entre os dois partidos, o maior crescimento em relação às eleições municipais de 2020, entretanto, foi do PSD, já que na eleição passada a sigla havia conquistado apenas duas capitais. Já o MDB manteve a quantidade de cinco vitórias como nas eleições passadas.
O MDB foi responsável por eleger o prefeito da maior cidade do Brasil, São Paulo, com a vitória do candidato Ricardo Nunes. Já o PSD venceu na segunda maior capital, o Rio de Janeiro, com a reeleição, ainda no primeiro turno, do prefeito Eduardo Paes.
Logo após os dois maiores vencedores aparecem o União Brasil e o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, ambos com quatro conquistas de prefeituras. O maior salto, porém, foi dado pelo PL, já que nas eleições passadas, de 2020, não havia vencido em qualquer uma das 26 capitais.
Na sequência da lista dos partidos com mais vitórias em capitais aparecem o Podemos e o PP, ambos com duas vitórias cada. E com uma cidade cada, estão o PT, o PSB, o Republicanos e o Avante.
Para o PT, partido do presidente Lula, a vitória em uma capital nesta eleição de 2024, com a eleição do prefeito de Fortaleza, se reveste de maior importância, já que o partido há quase sete anos não administrava nenhuma das principais cidades brasileiras. A última vitória do partido em uma das 26 capitais tinha sido em Rio Branco, com Marcos Alexandre, na eleição de 2016. Ele renunciou ao cargo em 2018 para concorrer ao governo naquele ano.
Além do PT, os partidos de esquerda também conquistaram vitória em Recife, capital de Pernambuco, com João Campos, do PSB. A vitória de Campos se deu ainda no primeiro turno, com mais de 70% dos votos válidos.
Quatro partidos que elegeram prefeitos em capitais em 2020 ficaram sem nenhuma cidade em 2024: o Cidadania elegeu naquele ano o prefeito de Macapá (AP), Dr. Furlan, que migrou para o MDB. O Psol elegeu o atual prefeito de Belém (PA), Edmilson Rodrigues, que foi eliminado ainda no primeiro turno nestas eleições, alcançando menos de 10% do eleitorado de sua cidade.
O terceiro partido que minguou em número de vitórias foi o PDT, que conquistou quatro prefeituras em 2020 e agora, neste ano, não obteve nenhuma vitória. E a quarta sigla que já havia ganhado e agora ficou sem nada foi o PSDB, outrora um dos maiores ganhadores de eleições nas capitais.
Na eleição de 2016, o PSDB foi o grande "papão" de prefeituras, com sete conquistas, três a mais do que o segundo colocado, o MDB, com quatro. Em 2020 os tucanos já começaram a perder espaço, e venceram em apenas quatro cidades. O declínio da agremiação que já presidiu o Brasil por oito anos se consolidou agora em 2024, com o PSDB perdendo todas as disputas em que teve candidatos nas capitais.
Confira o desempenho de cada partido nas capitais:
MDB - 5 (Boa Vista - RR, Belém - PA, Macapá - AP, São Paulo - SP e Porto Alegre - RS)
PSD - 5 (São Luís - MA, Rio de Janeiro - RJ, Belo Horizonte - MG, Curitiba - PR e Florianópolis - SC)
União Brasil - 4 (Teresina - PI, Natal - RN, Salvador - BA e Goiânia - GO)
PL - 4 (Rio Branco - AC, Maceió - AL, Aracaju - SE e Cuiabá - MT)
PP - 2 (João Pessoa - PB e Campo Grande - MS)
Podemos - 2 (Porto Velho - RO e Palmas - TO)
PT - 1 (Fortaleza - CE)
Republicanos - 1 (Vitória - ES)
PSB - 1 (Recife - PE)
Avante - 1 (Manaus - AM)
Presente na votação de Luiz Caetano no Colégio Municipal São Tomaz de Cantuária, neste domingo (27), pelo 2° turno das eleições em Camaçari, Oswaldinho, ex-candidato a prefeitura em 1° turno e líder do MDB no município, salientou o apoio a candidatura petista em oposição a Elinaldo e falou sobre as denúncias contra a gestão.
Ao Bahia Notícias, Oswaldinho fala sobre os indícios de corrupção e denúncias entre os grupos e defende a transparência e confiabilidade das acusações da oposição. “Bem, primeiro que todas as acusações que nós fazemos contra os adversários nós podemos provar. E nossas acusações são com testemunhas, o autor, um boletim de ocorrência, um processo do Ministério Público, e ingressão da Justiça”, afirma.
Ao falar sobre um caso de suborno e “agiotagem” na Prefeitura, o emedebista afirma que “A gente veio com uma chuva de denúncias, nós podemos provar e eles com muito choro e muito mimimi que é só o que o candidato de Elinaldo sabe fazer chorar, chorar e ir pro colo de Elinaldo e pro colo de ACM Neto, que é outro que resolveu montar o acampamento em Camaçari, alguém que jamais prestou serviço nenhum a essa cidade, nem quando era deputado federal”, completa.
O líder político comentou ainda sobre a campanha e se declarou otimista pelo resultado. “Estou confiante, convicto, vamos vencer as eleições, temos as melhores propostas. O Caetano assumiu publicamente algumas das propostas que eu apresentei quando era candidato, como ônibus elétrico, hospital municipal, fazer a guarda municipal. O pacto que eu fiz com o Caetano foi exatamente em cima disso. E ele já assumiu publicamente, inclusive. Tô muito confiante. O povo quer mudar, o povo tá cansado disso que tá aí, de um governo incompetente e cheio de indícios de corrupção”, diz.
A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24) aponta que Ricardo Nunes (MDB) abriu uma margem de 14% contra o opositor, Guilherme Boulos (PSOL), no 2º turno da disputa pela Prefeitura de São Paulo. Com uma margem de erro de 3% para mais ou para menos, o atual prefeito da capital paulista aparece com 49% das intenções de voto contra 35% do candidato do PSOL.
Conforme o histórico da disputa, essa é a menor vantagem de Nunes durante o segundo turno, observada pelo Datafolha. Em comparação, na primeira semana do segundo turno, o emedebista tinha 55%, e o psolista, 33%, chegando a 18 pontos.
O levantamento, encomendado pela Folha de S.Paulo, entrevistou presencialmente 1.204 pessoas acima de 16 anos na cidade entre os dias 22 e 23 de outubro. A pesquisa foi registrada no TSE com o número SP-07600/2024. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos considerando um nível de confiança de 95%.
Confira os números da pesquisa estimulada, quando são apresentados os nomes dos candidatos:
Ricardo Nunes (MDB): 49%;
Guilherme Boulos (PSOL): 35%;
Em branco/nulo/nenhum: 14%;
Não sabe: 2%.
O Datafolha também realizou pesquisa espontânea, que é quando a pessoa fala o nome de quem vai votar.
Ricardo Nunes (MDB): 40%;
Guilherme Boulos (PSOL): 30%;
No 15: 3%
No atual: 2%
Branco/Nulo: 12%;
Outros: 4%;
Não sabe: 10%
Com relação aos índices de rejeição, Nunes atingiu 37% de rejeição entre os entrevistados contra os 55% de Boulos.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, acompanhou neste domingo (6) a votação do candidato a prefeito de Salvador, Geraldo Jr. (MDB), no Colégio São Paulo, no bairro do Itaigara. Questionado em conversa com a imprensa sobre a ausência física na campanha da chapa majoritária do seu grupo na capital baiana, o ex-governador fez uma brincadeira sobre a situação e indicou não ter participado de todo o processo eleitoral na Bahia como gostaria.
“Se o presidente Lula tivesse liberado minhas férias talvez eu tivesse participado de mais, mas ele não liberou minhas férias, então eu só pude participar de no máximo dez municípios presencialmente e em cada um eu fui uma vez”, brincou.
Na lista dada por Rui Costa estão Salvador, Ilhéus, Juazeiro, Vitória da Conquista, Porto Seguro, Eunápolis, Barreiras, Ipiaú, Maracás, Lauro de Freitas e Jaguaquara.
No entanto, o ministro diz que a falta na presença física foi compensada pela gravação de quase 300 vídeos para os candidatos do PT e partidos aliados, como o MDB de Geraldo. “Dez, 11 municípios que eu consegui ir aí de 417. Então foi o máximo que consegui participar, mas nós conseguimos levar em todos os cantos, através de vídeos, a mensagem do presidente Lula e do governador Jerônimo, do senador Jaques Wagner e do nosso grupo aos quatro cantos da Bahia”, falou.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Marcinho Oliveira
"Venho a público esclarecer que fui surpreendido, nesta quarta-feira (1º), com o cumprimento de mandado de busca e apreensão relacionado a uma investigação sobre contratos no município de Serrinha. Reforço que nunca exerci cargo público nem tive função de gestão no município de Serrinha, não tendo qualquer participação na condução desses contratos".
Disse o deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD) ao usar as redes sociais no início da tarde desta quarta-feira (1°) para se pronunciar sobre a operação da Polícia Federal (PF).