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Presidente da UPB orienta prefeituras sobre "dever de casa" e detalha ações de enfrentamento ao El Niño

Por Francis Juliano / Daniel Araújo

Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias

Ao elencar os "deveres de casa" das administrações municipais para combater os impactos do El Niño, o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, destacou a formação de parcerias práticas e a busca por infraestrutura para os pequenos produtores.

 

Durante o encontro com gestores de Defesa Civil nesta terça-feira (01/09), em Salvador, o dirigente enfatizou a estruturação de um projeto conjunto com a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) focado em equipar as associações locais. Segundo Cardoso, o objetivo da parceria é fornecer "um misturador, para poder já misturar e balancear aquela ração", justificando que o pequeno produtor frequentemente "recebe o milho e termina não tendo nem as condições de moer".

 

Além da busca por equipamentos, a orientação da entidade inclui a necessidade imediata de "conscientizar logo a população" e a instauração de uma força-tarefa contínua. O presidente da UPB anunciou a implementação de uma "reunião semanal agora com o governo federal, governo estadual e os governos municipais" nas cidades com maior risco de afetação. A proposta dessas mesas semanais é avaliar os cenários de perto para que se "amenize de vez esses problemas do efeito do El Niño, que pode ser desastroso", alertou o gestor.

 

O alinhamento dessas ações foi o foco central do evento promovido na sede da UPB em parceria com a Secretaria Especial de Assuntos Federativos. O debate buscou integrar áreas como saúde, infraestrutura e recursos hídricos, antecipando soluções para um cenário de estiagem prolongada que ameaça a segurança alimentar e a agropecuária no Nordeste.

 

No âmbito econômico, Cardoso abordou as estratégias desenhadas para diferentes perfis de produtores. Complementando o suporte aos pequenos, a entidade tem articulado junto à Conab a oferta do milho "50% mais barato do que é vendido no balcão". Já para os grandes produtores e irrigantes, que podem sofrer perdas caso a seca afete o volume dos barramentos, a estratégia defendida é a flexibilização de crédito.

 

O foco é fazer com que instituições financeiras — como Banco do Nordeste, Caixa Econômica e Banco do Brasil — facilitem a renegociação de dívidas para garantir a continuidade das atividades e evitar perdas que venham a gerar um prejuízo capaz de inviabilizar "a próxima safra".