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Mais de 30 municípios da Bahia registram avanço no Ideb, aponta instituto

Por Redação

Foto: Divulgação / Icep

Uma lisa com mais de 30 municípios baianos atendidos pelo Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (Icep) registrou crescimento no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em comparação com o ciclo anterior, aferido em 2023.

 

Segundo a instituição, os resultados estão associados a ações de planejamento, monitoramento e formação continuada das equipes de ensino. O Icep é uma Organização da Sociedade Civil (OSC), formalizada em 2006, que mantém parcerias técnicas com mais de 30 cidades do estado, com projetos voltados à Educação Infantil e ao Ensino Fundamental.

 

Na Chapada Diamantina e regiões atendidas pelo instituto, 83% dos municípios parceiros ficaram acima da meta. Itaetê, Ibicoara, Lençóis e Marcionílio Souza tiveram crescimento superior a um ponto na proficiência entre as duas edições. Seis municípios alcançaram resultados acima da média nacional e 13 ficaram acima da média estadual.

 

Nos anos finais do Ensino Fundamental, 82% dos municípios parceiros do ICEP na Chapada Diamantina e regiões apresentaram avanço nos resultados de aprendizagem na comparação entre 2023 e 2025. Entre os 17 municípios que estão ou estiveram na parceria em 2025 e 2026, 13 melhoraram o desempenho.

 

No projeto Educação Continuada, promovido pela Bracell por meio do programa Bracell Social, dez municípios registraram crescimento no Ideb em relação a 2023: Alagoinhas, Aramari, Araçás, Aporá, Cardeal da Silva, Cachoeira, Conde, Entre Rios, Itanagra e Ouriçangas. Terra Nova e Inhambupe mantiveram os resultados anteriores.

 

Aramari passou de 5,1, em 2023, para 5,7, em 2025, acima da meta projetada de 4,8. Cardeal da Silva registrou crescimento de 1,5 ponto, enquanto Aporá avançou 1,4 ponto. Araçás, Cardeal da Silva e Ouriçangas também atingiram ou superaram as respectivas metas. Araçás chegou a 5,4, diante da meta de 5,2; Cardeal da Silva alcançou 5,4, ante a projeção de 5,1; e Ouriçangas atingiu a meta prevista de 5,0.

 

IDEB, MAS NEM TANTO

Apesar dos resultados, o Icep frisa que o Ideb não deve ser utilizado de forma isolada para avaliar a qualidade da educação. O instituto defende a análise de outros aspectos, como infraestrutura escolar, formação dos profissionais, equidade, gestão e qualidade do ensino desenvolvido em sala de aula.


Segundo o instituto, também devem ser consideradas desigualdades relacionadas a raça, renda, gênero, localidade e condição de deficiência, além da evolução individual dos estudantes durante a trajetória escolar.

 

Para a coordenadora pedagógica territorial do Icep, Ana Falcão, a melhoria sustentável da aprendizagem depende da articulação entre gestão da sala de aula, gestão escolar e gestão do sistema de ensino, acompanhada de políticas de formação continuada dos profissionais.

 

Entre as iniciativas desenvolvidas nas redes parceiras estão as Situações Didáticas Avaliativas (SDAs), atividades realizadas duas vezes ao ano para acompanhar os conhecimentos desenvolvidos pelos estudantes e subsidiar o trabalho dos professores.

 

Os resultados são inseridos em um sistema que reúne informações sobre a aprendizagem de estudantes, escolas e municípios, permitindo o acompanhamento individual e o planejamento de intervenções pedagógicas.

 

METAS 

O novo Plano Nacional de Educação (PNE) estabelece meta de Ideb de 6,5 para os anos iniciais do Ensino Fundamental e de 6 para os anos finais, além de prever alfabetização plena ao final do segundo ano e redução das desigualdades.

 

O ICEP afirma atuar com municípios parceiros no desenvolvimento das metas previstas nos Planos Municipais de Educação (PMEs), que devem estar alinhados aos objetivos nacionais.

 

Criado em 2007 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Ideb combina dados de aprovação escolar e desempenho dos estudantes nas avaliações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

 

As avaliações de desempenho são realizadas a cada dois anos com estudantes do 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio, com provas de Leitura e Matemática. Já os dados de fluxo escolar são obtidos por meio do Censo Escolar da Educação Básica.