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Notícia

Operação contra CV prende presidente da Câmara de Guaratinga e mais seis por tráfico e lavagem de dinheiro

Por Redação

Foto: Reprodução / Radar News

O presidente da Câmara de Vereadores de Guaratinga, na Costa do Descobrimento, Paulo Silva de Oliveira, de 38 anos, conhecido como Paulo Chiclete (PSD), foi preso durante a Operação Vento Norte. Outros seis suspeitos também foram detidos, segundo informou o Radar News, parceiro do Bahia Notícias.

 

 

Paulo Chiclete está no primeiro mandato político e foi eleito em 2024, sendo o segundo mais votado naquele pleito na cidade. Quando concorreu, não apresentou lista de bens.

 

Foto: Divulgação / MP-BA

 

A operação foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (8) em combate à lavagem de dinheiro a partir do uso do tráfico de drogas e uso de fintechs. Os suspeitos pertenceriam à facção criminosa Comando Vermelho, que tem base no Rio de Janeiro.

 

Além das prisões, a Justiça autorizou o cumprimento de dez mandados de busca e apreensão e o bloqueio de cerca de R$ 3,8 milhões em contas bancárias. As apurações indicam que a movimentação financeira do grupo pode ultrapassar R$ 500 milhões nos últimos cinco anos.

 

A ação foi deflagrada pelo Ministério Público do Estado (MP-BA) e pela Polícia Civil. Segundo as investigações, o grupo ligado ao Comando Vermelho atua de forma estruturada em vários estados. Os mandados foram cumpridos em Eunápolis, Itagimirim e Guaratinga, além dos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

 

Em Eunápolis, no bairro Pequi, foram presos Rafael Hupp Batista, de 31 anos, conhecido como “Bolinha”, e Thays Costa do Carmo, de 27. Hupp é investigado como uma das lideranças da organização na cidade. Durante as ações, celulares foram apreendidos, e uma pistola calibre .380 foi encontrada na residência do presidente da Câmara.

 

De acordo com o MP-BA, o grupo utilizava fintechs para movimentar recursos oriundos do tráfico de drogas. Em uma das plataformas investigadas, foram identificadas transações superiores a R$ 20 milhões.

 

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento financeiro da organização.