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operacao vento norte
O presidente da Câmara de Vereadores de Guaratinga, na Costa do Descobrimento, Paulo Chiclete (PSD), foi preso nesta quarta-feira (7), junto com outros seis acusados, durante a operação “Vento Norte”. A ação combate à facção conhecida como Comando Vermelho (CV). Nas redes sociais, o edil se apresentava como defensor da família, dos esportes e das causas sociais, informou o g1.
Segundo o Ministério Público do Estado (MP-BA), o grupo usava fintechs – empresas que combinam serviços financeiros e tecnologia – para ocultar a origem dos valores. Em uma das contas investigadas, foi identificada movimentação superior a R$ 20 milhões.
Além do cumprimento do mandado de prisão preventiva, Paulo Chiclete também foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. As prisões ocorreram nos bairros Pequi, Juca Rosa e Sapucaieira, em Eunápolis, e nos bairros Centro e Novo Horizonte, em Guaratinga.
Outros cinco mandados foram cumpridos no sistema prisional, sendo dois no Espírito Santo, um em Minas Gerais, um no Rio de Janeiro e um na Bahia, onde os investigados já estavam custodiados. A operação também determinou o bloqueio de R$ 3,8 milhões em ativos financeiros, atingindo 26 contas bancárias vinculadas aos suspeitos.
As medidas foram autorizadas pela Justiça da Comarca de Belmonte. Paulo Chiclete, de 39 anos, é natural de Guaratinga e exerce o primeiro mandato como vereador.
A defesa do legislador afirma que ele é inocente e sustenta que a prisão ocorreu no mesmo período em que chegou ao município uma precatória com valor superior a R$ 26 milhões, considerada um tema relevante no cenário político local. Segundo os advogados, o vereador está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.
Em nota, a defesa declarou que não teve acesso integral aos documentos que fundamentaram as medidas judiciais e defendeu cautela na análise do caso, ressaltando a importância do respeito ao devido processo legal.
O posicionamento também menciona que Paulo Chiclete havia defendido publicamente o acompanhamento da aplicação dos recursos da precatória pela Câmara Municipal. Ainda segundo a defesa, aliados manifestam preocupação com possíveis impactos da ausência do presidente nas decisões relacionadas ao uso desses valores.
A defesa conclui afirmando que o parlamentar “está tranquilo, confiante e à disposição da Justiça”, e que os fatos serão esclarecidos no decorrer das investigações.
O presidente da Câmara de Vereadores de Guaratinga, na Costa do Descobrimento, Paulo Silva de Oliveira, de 38 anos, conhecido como Paulo Chiclete (PSD), foi preso durante a Operação Vento Norte. Outros seis suspeitos também foram detidos, segundo informou o Radar News, parceiro do Bahia Notícias.
?? Ação contra CV prende presidente da Câmara de Guaratinga e mais seis
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) April 8, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/sSm4Xx1lOe
Paulo Chiclete está no primeiro mandato político e foi eleito em 2024, sendo o segundo mais votado naquele pleito na cidade. Quando concorreu, não apresentou lista de bens.

Foto: Divulgação / MP-BA
A operação foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (8) em combate à lavagem de dinheiro a partir do uso do tráfico de drogas e uso de fintechs. Os suspeitos pertenceriam à facção criminosa Comando Vermelho, que tem base no Rio de Janeiro.
Além das prisões, a Justiça autorizou o cumprimento de dez mandados de busca e apreensão e o bloqueio de cerca de R$ 3,8 milhões em contas bancárias. As apurações indicam que a movimentação financeira do grupo pode ultrapassar R$ 500 milhões nos últimos cinco anos.
A ação foi deflagrada pelo Ministério Público do Estado (MP-BA) e pela Polícia Civil. Segundo as investigações, o grupo ligado ao Comando Vermelho atua de forma estruturada em vários estados. Os mandados foram cumpridos em Eunápolis, Itagimirim e Guaratinga, além dos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Em Eunápolis, no bairro Pequi, foram presos Rafael Hupp Batista, de 31 anos, conhecido como “Bolinha”, e Thays Costa do Carmo, de 27. Hupp é investigado como uma das lideranças da organização na cidade. Durante as ações, celulares foram apreendidos, e uma pistola calibre .380 foi encontrada na residência do presidente da Câmara.
De acordo com o MP-BA, o grupo utilizava fintechs para movimentar recursos oriundos do tráfico de drogas. Em uma das plataformas investigadas, foram identificadas transações superiores a R$ 20 milhões.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento financeiro da organização.
Uma operação conjunta do Ministério Público do Estado (MP-BA) e da Polícia Civil foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (8) com foco no combate ao uso de fintechs para lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas na região de Eunápolis, no Extremo Sul. Denominada de “Operação Vento Norte”, a ação cumpre mandados de prisão temporária e de busca e apreensão.

Foto: Divulgação / MP-BA
Segundo o MP-BA, as apurações apontam que os investigados utilizavam fintechs como instrumento para ocultar e movimentar recursos ilícitos provenientes do tráfico de drogas em diversos estados do país. Em uma das plataformas financeiras analisadas, foi identificada movimentação superior a R$ 20 milhões.
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e outros ativos financeiros ligados aos investigados. A medida visa interromper o fluxo financeiro ilícito, preservar provas e garantir o avanço das investigações.
A operação é conduzida pela unidade sul do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul), em conjunto com a 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (23ª Coorpin).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Charles Fernandes
"Não foi a melhor estratégia, em breve tudo restará esclarecido".
Disse o deputado federal Charles Fernandes (PSD) ao rebater nesta quinta-feira (22), os desdobramentos da ação judicial envolvendo emendas parlamentares originalmente destinadas pelo ex-deputado federal Otto Alencar Filho, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) no Superior Tribunal de Justiça (STJ).