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paulo chiclete
O presidente da Câmara de Vereadores de Guaratinga, na Costa do Descobrimento, foi afastado do cargo nesta terça-feira (12) durante mais uma fase da Operação Vento do Norte, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). A organização criminosa combatida seria o Comando Vermelho (CV).
Segundo as investigações, há indícios de que o vereador teria utilizado a função pública para beneficiar uma organização criminosa. Paulo Silva de Oliveira, conhecido como Paulo Chiclete (PSD), tem 39 anos e exerce o primeiro mandato como vereador no município.
De acordo com a Polícia Civil, o afastamento ocorreu após a identificação de possíveis repasses de informações privilegiadas, apoio logístico e uso de influência política em favor do grupo investigado. A organização criminosa é suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Ainda segundo informações, a Justiça determinou inicialmente o afastamento de Paulo Chiclete da presidência da Câmara pelo prazo de 90 dias, medida que poderá ser prorrogada.
O vereador já havia sido preso em abril deste ano, durante uma fase anterior da Operação Vento do Norte, por posse ilegal de arma de fogo. Ele permanece detido desde então.
A operação ainda já resultou no bloqueio de R$ 3,8 milhões durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão relacionados às investigações. Procurado, o PSD informou que não irá se pronunciar sobre o caso. A defesa do vereador também não havia se manifestado sobre o fato.
O presidente da Câmara de Vereadores de Guaratinga, na Costa do Descobrimento, Paulo Chiclete (PSD), foi preso nesta quarta-feira (7), junto com outros seis acusados, durante a operação “Vento Norte”. A ação combate à facção conhecida como Comando Vermelho (CV). Nas redes sociais, o edil se apresentava como defensor da família, dos esportes e das causas sociais, informou o g1.
Segundo o Ministério Público do Estado (MP-BA), o grupo usava fintechs – empresas que combinam serviços financeiros e tecnologia – para ocultar a origem dos valores. Em uma das contas investigadas, foi identificada movimentação superior a R$ 20 milhões.
Além do cumprimento do mandado de prisão preventiva, Paulo Chiclete também foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. As prisões ocorreram nos bairros Pequi, Juca Rosa e Sapucaieira, em Eunápolis, e nos bairros Centro e Novo Horizonte, em Guaratinga.
Outros cinco mandados foram cumpridos no sistema prisional, sendo dois no Espírito Santo, um em Minas Gerais, um no Rio de Janeiro e um na Bahia, onde os investigados já estavam custodiados. A operação também determinou o bloqueio de R$ 3,8 milhões em ativos financeiros, atingindo 26 contas bancárias vinculadas aos suspeitos.
As medidas foram autorizadas pela Justiça da Comarca de Belmonte. Paulo Chiclete, de 39 anos, é natural de Guaratinga e exerce o primeiro mandato como vereador.
A defesa do legislador afirma que ele é inocente e sustenta que a prisão ocorreu no mesmo período em que chegou ao município uma precatória com valor superior a R$ 26 milhões, considerada um tema relevante no cenário político local. Segundo os advogados, o vereador está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.
Em nota, a defesa declarou que não teve acesso integral aos documentos que fundamentaram as medidas judiciais e defendeu cautela na análise do caso, ressaltando a importância do respeito ao devido processo legal.
O posicionamento também menciona que Paulo Chiclete havia defendido publicamente o acompanhamento da aplicação dos recursos da precatória pela Câmara Municipal. Ainda segundo a defesa, aliados manifestam preocupação com possíveis impactos da ausência do presidente nas decisões relacionadas ao uso desses valores.
A defesa conclui afirmando que o parlamentar “está tranquilo, confiante e à disposição da Justiça”, e que os fatos serão esclarecidos no decorrer das investigações.
O presidente da Câmara de Vereadores de Guaratinga, na Costa do Descobrimento, Paulo Silva de Oliveira, de 38 anos, conhecido como Paulo Chiclete (PSD), foi preso durante a Operação Vento Norte. Outros seis suspeitos também foram detidos, segundo informou o Radar News, parceiro do Bahia Notícias.
?? Ação contra CV prende presidente da Câmara de Guaratinga e mais seis
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) April 8, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/sSm4Xx1lOe
Paulo Chiclete está no primeiro mandato político e foi eleito em 2024, sendo o segundo mais votado naquele pleito na cidade. Quando concorreu, não apresentou lista de bens.

Foto: Divulgação / MP-BA
A operação foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (8) em combate à lavagem de dinheiro a partir do uso do tráfico de drogas e uso de fintechs. Os suspeitos pertenceriam à facção criminosa Comando Vermelho, que tem base no Rio de Janeiro.
Além das prisões, a Justiça autorizou o cumprimento de dez mandados de busca e apreensão e o bloqueio de cerca de R$ 3,8 milhões em contas bancárias. As apurações indicam que a movimentação financeira do grupo pode ultrapassar R$ 500 milhões nos últimos cinco anos.
A ação foi deflagrada pelo Ministério Público do Estado (MP-BA) e pela Polícia Civil. Segundo as investigações, o grupo ligado ao Comando Vermelho atua de forma estruturada em vários estados. Os mandados foram cumpridos em Eunápolis, Itagimirim e Guaratinga, além dos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Em Eunápolis, no bairro Pequi, foram presos Rafael Hupp Batista, de 31 anos, conhecido como “Bolinha”, e Thays Costa do Carmo, de 27. Hupp é investigado como uma das lideranças da organização na cidade. Durante as ações, celulares foram apreendidos, e uma pistola calibre .380 foi encontrada na residência do presidente da Câmara.
De acordo com o MP-BA, o grupo utilizava fintechs para movimentar recursos oriundos do tráfico de drogas. Em uma das plataformas investigadas, foram identificadas transações superiores a R$ 20 milhões.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento financeiro da organização.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Charles Fernandes
"Não foi a melhor estratégia, em breve tudo restará esclarecido".
Disse o deputado federal Charles Fernandes (PSD) ao rebater nesta quinta-feira (22), os desdobramentos da ação judicial envolvendo emendas parlamentares originalmente destinadas pelo ex-deputado federal Otto Alencar Filho, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) no Superior Tribunal de Justiça (STJ).