Nunes Marques defende "equilíbrio nas eleições", nega relação com Vorcaro, mas se declara impedido em processo contra Moraes no STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kássio Nunes Marques, se declarou impedido de julgar o processo contra o também ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do plenário da Suprema Corte. Em declaração dada durante a sessão extraordinária do STF nesta terça-feira (15), Nunes Marques, também atua como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), falou dos impactos do processo nas eleições e disse “não se sentir confortável” para atuar no processo.
No início de sua fala, o ministro esclarece informações divulgadas entre os ministro nesta segunda-feira (14) e publicadas pela Folha de S. Paulo nesta terça, com relação ao seu filho, Kevin Marques, que teria mantido contato com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Nesse sentido, Nunes Marques diz que “eu nunca julguei nenhum processo relacionado ao Master, meu filho nunca prestou nenhum serviço pelo Banco e nunca foi remunerado” É fato, porque o sigilo já foi quebrado. Quanto a isso, eu tenho absoluta isenção”, afirmou.
Ainda sobre o tema, o presidente do TSE diz ainda que “Nós ministros, todos os magistrados, sempre irão sofrer algum tipo de influência das pessoas que tentam se aproximar. Isso é uma realidade da qual nenhum de nós estará livre enquanto não erguermos nossas tropas”, disse o ministro.
Nunes Marques diz ainda que “nunca troquei nenhuma mensagem, não há registros de mensagens minhas com Daniel Vorcaro”.
Ao se declarar impedido de julgar o processo acerca do ministro Alexandre de Moraes, investigado após o registro de mensagens encontradas pela Polícia Federal com Daniel Vorcaro, ele cita que “é mais importante assegurar o equilíbrio nas eleições de 2026, a que faltam apenas 19 dias”.
“Eu tenho feito um esforço enorme e isso é de fácil constatação. O Tribunal Superior Eleitoral tem se mantido, a que pese uma ou outra crítica, equidistante de influências partidárias, membros e assessores de todos aqueles que estão em processo eleitoral. Posso até estar errado, mas eu reputo que o TSE está indo muito bem. Eu não tenho dúvida de que, em que pese, que os debates vão fluir e esse julgamento pode eventualmente também impactar no processo eleitoral, então na condição de presidente do TSE, eu não me sinto confortável para participar desse julgamento e declaro meu impedimento”, afirmou o ministro.
Minutos após a declaração, o ministro Nunes Marques solicitou ao presidente da Corte, Edson Fachin para deixar o plenário antes da sequência do julgamento e declarações dos demais membros.
